sábado, 22 de julho de 2017

22/7 - O cheiro de Portugal

FONTE:FUGAS <publico.fugas@publico.pt>

Fugas P
 
  Sandra Silva Costa  
 


 
 
22 de Julho de 2017
 

O cheiro de Portugal, um chá à beira-mar e uma piscina só para nós

f t g in
 
A que cheira Portugal? A laranjas – “porque os portugueses é que trouxeram a laranja da China” –, a bergamota, a rosa branca e a madeira de cedro. Pelo menos é assim que Lourenço Lucena sente o país. Lourenço, que é o único nez português que faz parte da Societé Française des Parfumeurs, acaba de lançar a primeira eau de parfum com a sua assinatura, o Acqua di Portokáli, e é ele o protagonista da semana. Numa conversa com a Francisca Gorjão Henriques no Jardim Botânico Tropical, em Lisboa, explica, entre outras coisas, que “um perfume é como um livro, com um enredo e várias personagens”.
Por falar em personagens, a história que contamos a seguir tem duas principais: Nina Gruntkowski  e Dirk Niepoort. Ela é alemã, ele vem de uma família holandesa que nos habituámos a associar aos vinhos. Há cinco anos, lançaram-se na ideia “louca” de plantar chá verde às portas do Minho. Fizeram a primeira colheita esta Primavera, assim como as experiências iniciais para produzir um chá artesanal seguindo as técnicas japonesas. A Alexandra Prado Coelho, o Paulo Pimenta e a Sibila Lind foram conhecer a plantação – fica em Fornelo, Vila do Conde, e configura a única plantação de chá em território português fora dos Açores – e contam-nos aqui tudo sobre o que lá viram.
E o que se pode ver num passeio pelas dunas da Cresmina, no Guincho? Responde a Francisca Gorjão Henriques, que assina a segunda reportagem da nossa série de Verão pelos passadiços de Portugal: vêem-se “carneirinhos” no mar, flores a desafiar o bom senso, sente-se o vento na cara e o cheiro da planta do caril a acompanhar-nos os passos. “As dunas da Cresmina ocupam 66 hectares, mas o passadiço faz um percurso de apenas dois quilómetros traçados num círculo que se percorre sem esforço”, escreve a Francisca, para nos inspirar a seguirmos-lhe os passos. Vamos?
Ou vamos antes até às Sesmarias, Vila Nova de Cacela, no Algarve? Desta vez a sortuda fui eu: fui conhecer o Monte Rei Golf & Countryclub. Tive direito a um pneu furado, a um punhado de ameixas vermelhas, a uma piscina inteira para dois – e a um jantar memorável no Vistas. Ora veja lá se o Algarve também não pode ser silencioso.
Deixo para o fim uma sugestão fora de portas. O Humberto Lopes andou por Bruges, uma das mais notáveis reminiscências urbanas da Europa medieval, em busca das memórias literárias e cinematográficas que se desenrolam à volta desta cidade belga. Há por aqui Hitchcock e Georges Rodenbach. Para ler devagar.
Estamos conversados por hoje. Sábado à mesma hora? Até lá, boas viagens. E boas férias, se for o caso.

 
 
 
 
 
 
 
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