segunda-feira, 24 de julho de 2017

24/7 - Folha Diferenciada DE HOJE

Folha Diferenciada


Posted: 24 Jul 2017 06:30 AM PDT

"Tenho vergonha pelas elites econômicas e burocráticas que continuam a sustentar no poder um governo desmoralizado, que atende a todos os seus interesses imediatos", diz economista

por Redação RBA

VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL "O ajuste necessário não é só fiscal, e não deve ficar apenas por conta dos trabalhadores", diz Bresser


São Paulo - Em sua página no Facebook, o economista e ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira falou a respeito de uma declaração dada pelo ex-presidente e atual senador uruguaio Jose Pepe Mujica. Em entrevista à BBC Brasil, ele afirmou ter "pena" do Brasil ao comentar a troca de integrantes da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara para o governo assegurar a rejeição do parecer que recomendava as aceitação da denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer.

"Mujica tem pena; eu, com os mesmos 82 anos, tenho vergonha. Não por Temer e seus amigos, que deveriam estar na cadeia; não pelo Brasil e seu povo, que é a vítima de tudo isso – da ganância e da corrupção dos ricos e seus fâmulos. Tenho vergonha pelas elites econômicas e burocráticas que continuam a sustentar no poder um governo desmoralizado, que atende a todos os seus interesses imediatos", diz Bresser em sua postagem.

O economista afirma que as elites apoiam Temer pelo fato de sua gestão realizar "reformas" que colocam todo peso do ajuste econômico nas costas dos trabalhadores e dos pobres. "Sim, o Brasil precisa de ajuste. Mas o ajuste necessário não é só fiscal, e não deve ficar apenas por conta dos trabalhadores. Deve também ser monetário e cambial. Deve reduzir a taxa de juros básica e os spreads bancários, e, através de um câmbio competitivo, deve reduzir o consumo não apenas dos trabalhadores (como hoje faz), mas também dos financistas e rentistas", avalia.

"Só dessa maneira, colocando os juros e o câmbio no lugar certo, mesmo que isto reduza um pouco os rendimentos de todos – trabalhadores e rentistas – e a riqueza dos rentistas, as empresas industriais brasileiras poderão voltar a ser competitivas, e o Brasil poderá voltar a crescer", pondera.

Confira abaixo o texto completo:

Pena e vergonha


O ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, declarou ontem à BBC Brasil que tem pena pelo Brasil. Eis sua frase inteira: “Me dá pena. Pena pelo Brasil por ver o que aconteceu com uma comissão que estava estudando as eventuais acusações, em que tiveram que mudar a composição dessa comissão. E tudo indica que houve muita influência para poder colocar gente que não decepcionasse o governo”.

Mujica tem pena; eu, com os mesmos 82 anos, tenho vergonha. Não por Temer e ...seus amigos, que deveriam estar na cadeia; não pelo Brasil e seu povo, que é a vítima de tudo isso – da ganância e da corrupção dos ricos e seus fâmulos. Tenho vergonha pelas elites econômicas e burocráticas que continuam a sustentar no poder um governo desmoralizado, que atende a todos os seus interesses imediatos.


Essas elites apoiam o governo porque ele realiza as “reformas” que salvarão o Brasil – na verdade, que colocam todo o peso do ajuste econômico de que necessita a economia brasileira em cima dos trabalhadores e dos pobres. E poupam a si próprias, continuando a cobrar juros de usura do Estado brasileiro. Sempre com o apoio de economistas liberais, com a justificativa que os juros extorsivos “são necessários para combater a inflação”.

Sim, o Brasil precisa de ajuste. Mas o ajuste necessário não é só fiscal, e não deve ficar apenas por conta dos trabalhadores. Deve também ser monetário e cambial. Deve reduzir a taxa de juros básica e os spreads bancários, e, através de um câmbio competitivo, deve reduzir o consumo não apenas dos trabalhadores (como hoje faz), mas também dos financistas e rentistas. Só dessa maneira, colocando os juros e o câmbio no lugar certo, mesmo que isto reduza um pouco os rendimentos de todos – trabalhadores e rentistas – e a riqueza dos rentistas, as empresas industriais brasileiras poderão voltar a ser competitivas, e o Brasil poderá voltar a crescer.

Muitos líderes dos trabalhadores sabem disto, e por isso defendem um acordo com os empresários industriais. Mas estes estão enfraquecidos e não têm confiança nas lideranças sindicais. Permanecem, assim subordinados aos rentistas e aos financistas. Que, associados aos interesses estrangeiros, não têm pena do Brasil, nem vergonha de si mesmos. Eles são donos da “verdade” – de uma “racionalidade econômica” que serve a seus interesses – e continuam a se enriquecer, e, na medida em que o ajuste que promovem nunca é completo, continua a vender os ativos brasileiros ao exterior.

RBA
Posted: 24 Jul 2017 06:20 AM PDT


Ao inculcar, com agressividade, que não há alternativa a si e a seu modo de vida, capitalismo lança um desafio de morte. Escapar da armadilha requer recorrer às cosmovisões não-eurocêntricas


Por Boaventura de Souza Santos | Imagem: Antún Kojton,Cosmovisão dos tzeltales maias

Os seres humanos vivem dentro e fora da história. É isto o que os distingue dos animais não-humanos. Fazemos história na medida em que resistimos ao que a história faz de nós. Vivemos o que já foi vivido (o passado nunca passa ou desaparece) e o que ainda não foi vivido (o futuro é vivido como antecipação do que em realidade nunca será vivido por nós). Entre o presente e o futuro há um hiato ou um vazio sutil, que permite reinventar a vida, romper rotinas, deixar-se surpreender por novas possibilidades, afirmar, com a convicção do poeta José Régio, “não vou por aí”. O que irrompe é sempre uma interrupção. A vida é a constante recriação da vida. Doutro modo, estaríamos condenados ao Animal Farm de George Orwell, a viver no pântano de só poder pensar o que já foi pensado.

Neste sentido, podemos afirmar que a forma de capitalismo que hoje domina, vulgarmente designada por neoliberalismo, ao inculcar com crescente agressividade que não há alternativa ao capitalismo e ao modo de vida que ele impõe, configura uma proposta necrodependente, uma economia de morte, uma sociedade de morte, uma política de morte, uma convivência de morte, um vício de ver na morte dos outros a prova mais convincente de que estamos vivos.

Os danos que esta proposta está causando já são hoje evidentes. A imaginação e a criatividade que tornam possível a vida estão sendo sequestradas pelas forças necrodependentes. Apesar de tudo que o que existe na história ter um princípio e um fim, é já hoje difícil imaginar que o capitalismo, que teve um princípio, tenha fim. Se tal dificuldade se comprovar inultrapassável, teremos desistido de sair da história para fazer história, teremos assinado os papéis para entrar naanimal farm.

A dificuldade é ultrapassável, mas para tal é necessário des-pensarmuito do que até agora foi pensado como sendo certo e perene, sobretudo no Norte Global (Europa e América do Norte). O primeirodes-pensamento consiste em aceitar que a compreensão do mundo é muito mais ampla e diversificada que a compreensão ocidental do mundo.

Entre os melhores teóricos do pensamento eurocêntrico da passagem do século XIX para o século XX houve sempre uma grande curiosidade pelo mundo extra-europeu – de Schopenhauer a Carl Jung, de Max Weber a Durkheim –, mas ela foi sempre orientada para compreender melhor a modernidade ocidental e para mostrar a sua superioridade. Não houve nunca o propósito de apreciar e valorizar nos seus próprios termos as concepções do mundo e da vida que se haviam desenvolvido fora do alcance do mundo eurocêntrico, e que dele divergiam.

Em total consonância com o momento culminante do imperialismo europeu (a Conferência de Berlim de 1884-85 repartiu a África pelas potências europeias), tudo o que não coincidia com a cosmovisão eurocêntrica dominante era considerado atrasado e perigoso e, consoante os casos, objeto de missionação, repressão, assimilação. A força desta ideia residiu sempre na ideia da força dos canhões e do comércio desigual que a impuseram.

No momento em que o mundo eurocêntrico dá evidentes sinais de exaustão intelectual e política, abre-se a oportunidade para apreciar a diversidade cultural, epistemológica e social do mundo e fazer dela um campo de aprendizagens que até agora foi bloqueado pelo preconceito colonial do Norte Global, o preconceito de, por ser mais desenvolvido, nada ter a aprender com o Sul Global.

O segundo des-pensamento é que essa diversidade é infinita e não pode ser captada por nenhuma teoria geral, por nenhum pensamento único global capaz de a cobrir adequadamente. São infinitos os saberes que circulam no mundo. A esmagadora maioria da população do mundo gere a sua vida quotidiana segundo preceitos e sabedorias que divergem do saber científico que reputamos ser o único válido e rigoroso. A ciência moderna é tanto mais preciosa quanto mais se dispuser a dialogar com outros conhecimentos. O seu potencial é tanto maior quanto mais consciente estiver dos seus limites.

Do reconhecimento desses limites e da disponibilidade para o diálogo emergem ecologias de saberes, constelações de conhecimentos que se articulam e enriquecem mutuamente para, a partir de uma maior justiça cognitiva (justiça entre saberes), permitir que se reconheça a existência e o valor de outros modos de conceber o mundo e a natureza e de organizar a vida que não se pautam pela lógica capitalista, colonialista e patriarcal que tem sustentado o pensamento eurocêntrico dominante. Não há justiça social global sem justiça cognitiva global. Só assim será possível criar a interrupção que permita imaginar e realizar novas possibilidades de vida coletiva, identificar alternativas reprimidas, descredibilizadas, invisibilizadas, que, em seu conjunto, representam um fatal desperdício de experiência.

Daí o terceiro des-pensamento: não precisamos de alternativas, precisamos de um pensamento alternativo de alternativas. Esse pensamento, ele próprio internamente plural, visa reconhecer e valorizar experiências que apontam para formas de vida e de convivência que, apesar de pouco familiares ou apenas embrionárias, configuram soluções para problemas que cada vez mais afligem a nossa vida coletiva, como, por exemplo, os problemas ambientais. Tais experiências constituem emergências e só um pensamento alternativo será capaz de, a partir delas, construir uma sociologia das emergências. Consideremos o seguinte exemplo.

Na Nova Zelândia o rio Whanganui foi formalmente declarado uma entidade viva

A natureza como ser vivo digno

Em 15 de março deste ano o Parlamento da Nova Zelândia aprovou uma lei que confere personalidade jurídica e direitos humanos ao rio Whanganui, considerado pelos índios Maori um rio sagrado, um ser vivo que consideram ser seu antepassado. Ao fim de 140 anos de luta, os Maori conseguiram obter a proteção jurídica que procuravam: o rio deixa de ser um objeto de propriedade e de gestão para ser um sujeito de direitos em nome próprio que deve ser protegido como tal. À luz da concepção eurocêntrica de natureza, que assenta na filosofia de Descartes, esta solução jurídica é uma aberração. Um rio é um objeto natural e como tal não pode ser sujeito de direitos. Foi precisamente nestes termos que a oposição conservadora questionou o primeiro-ministro neozelandês. Se um rio não é um ser humano, não tem cabeça, nem tronco, nem pernas, como lhe atribuir direitos humanos e personalidade jurídica? A resposta do primeiro-ministro foi dada em forma de contra-pergunta. E uma empresa tem cabeça, tem tronco, tem pernas? Se não tem, como nos é tão fácil atribuir-lhe personalidade jurídica?

O que está perante nós é a emergência do reconhecimento jurídico de uma entidade a que subjaz uma concepção de natureza diferente da concepção cartesiana que a modernidade ocidental naturalizou como sendo a única concepção possível. Inicialmente, esta concepção estava longe de ser consensual. Basta recordar Espinosa, a sua distinção entrenatura naturata e natura naturans e a sua teologia assente na ideiaDeus sive natura (deus, ou seja, a natureza). A concepção espinosista tem afinidades de família com a concepção de natureza dos povos indígenas, não só na Oceânia como nas Américas. Estes últimos consideram a natureza como Pachamama, terra-mãe, e defendem que a natureza não nos pertence; nós é que pertencemos à natureza.

A concepção espinosista foi suprimida porque só a concepção cartesiana permitia conceber a natureza como um recurso natural, transformá-la num objeto incondicionalmente disponível à exploração dos humanos. Afinal era esta uma das grandes razões, senão a maior razão, da expansão colonial e a melhor justificação para a apropriação não negociada e violenta das riquezas do Novo Mundo. E para que a apropriação e a violência fossem plenas, os próprios povos indígenas foram considerados parte da natureza. Foi precisa uma encíclica papal (Sublimis Deus, do Papa Paulo III em 1537) para garantir que os índios tinham alma, uma garantia menos generosa do que pode parecer, uma vez que se destinava a justificar a evangelização (se os índios não tivessem alma, como pretender salvá-los?).

A novidade jurídica vinda da Nova Zelândia tem precedentes. A Constituição do Equador de 2008 estabelece no artigo 71 que a natureza, concebida como terra-mãe, é um sujeito de direitos. E uma semana depois da promulgação da lei neozelandesa, o tribunal supremo do Estado de Uttarakhand da Índia decidiu que os rios Ganges e seu afluente Yamuna eram “entidades humanas vivas”. Se levadas à prática, estas decisões estão longe de ser triviais. Significam, por exemplo, que as empresas que contaminam um rio cometem um ilícito criminal e a indenização a que ficam obrigadas será imensamente superior às que hoje pagam – quando pagam. Já em 1944, Karl Polanyi lembrava na sua obra-mestra, A Grande Transformação, que se as empresas capitalistas tivessem de indenizar adequadamente todos os danos que causam aos seres humanos e à natureza deixariam de ser rentáveis.

Estas inovações jurídicas não surgem de concessões generosas das classes dominantes e elites eurocêntricas. São o culminar de processos de luta de longa duração, lutas de resistência contra a exploração capitalista e colonial, imposta como imperativo de modelos de desenvolvimento que, previsivelmente, só beneficiaram os exploradores. O seu carácter de emergências reside no fato de serem aflorações de uma outra relação entre humanos e natureza que pode ser potencialmente decisiva para resolver os graves problemas ambientais com que nos defrontamos. São emergências porque não servem apenas os interesses dos grupos sociais que as promovem, mas antes os interesses globais da população mundial junto com o aquecimento global e as dramáticas consequências que daí advêm. Para lhes dar o crédito que merecem, não podemos nos apoiar no pensamento eurocêntrico hegemônico. Precisamos de um pensamento alternativo de alternativas, a que venho chamando epistemologias do sul.

Posted: 24 Jul 2017 06:10 AM PDT


HISTORICAMENTE, Globo e Record sempre usaram o jornalismo paradesferir ataques entre si. A Globo mexia nos podres de Edir Macedo e, na semana seguinte, a Record tirava os esqueletos dos Marinho do armário. Depois de um período de trégua, a Record voltou a atacar a Rede Globo. Agora não se trata meramente de uma briga comercial, mas política. De um lado, temos o grupo de comunicação mais poderoso do país trabalhando nos bastidores ao lado de Rodrigo Maia para, mais uma vez, derrubar um presidente que ajudou a colocar no poder. Do outro, temos o conglomerado de comunicação do bilionário bispo Edir Macedo que, afinado com Aécio Neves, ataca a Globo tentando proteger Michel Temer

As empresas e os personagens citados acima foram protagonistas no processo que levou à derrubada da presidenta eleita no ano passado. Sacramentado o golpe, não houve final feliz. Diferente do que se imaginava, a economia não se recuperou, as notícias de corrupção envolvendo o governo aumentaram e a popularidade de Temer não parou de despencar. Toda essa tensão causou um racha no antes coeso bonde do golpe, que ficou dividido entre duas facções.

Em maio, as organizações Globo anunciaram o abandono do barco de Temer ao pedir sua renúncia em editorial. Desgastado pelas revelações do amigo falastrão Joesley, Temer talvez não fosse mais tão fundamental para aprovação das reformas, a grande prioridade do Grupo Globo. Apenas três dias após a declaração de guerra feita no editorial, Temer mandou seu braço direito Moreira Franco – conhecido por ser discreto publicamente, mas uma salamandra escorregadia nos bastidores – tentar uma trégua com João Roberto Marinho.
Parece jornalismo, mas, para mim, soa como trombetas anunciando a chegada do cavalo de Troia do cavalo de Troia ou, como ficou conhecido popularmente, o golpe dentro do golpe.

O conteúdo completo da conversa não foi revelado, mas o que se sabe é que não houve hasteamento de bandeira branca. Moreira ouviu de Marinho que a Globo “irá continuar a fazer jornalismo”. Parece jornalismo, mas, para mim, soa como trombetas anunciando a chegada do cavalo de Troia do cavalo de Troia ou, como ficou conhecido popularmente, o golpe dentro do golpe.

Fracassado o armistício, o governo passou a “ordenar a execução de eventuais dívidas da emissora com a União, de impostos e de financiamentos no BNDES” , segundo o O Dia – jornalalinhado a Crivella (PRB), aliado de Michel Temer. Um enfrentamento pelo qual a emissora, que nasceu e cresceu com paparicos do Estado, nunca havia passado em nenhum outro governo.

De lá pra cá, a Globo vem aumentando a artilharia para cima do governo, poupando-o apenas quando o assunto é reforma. Isso ficou bastante claro nabatalha das perícias e na crescente cobertura negativa que constrangem o presidente que, até pouco tempo, desfilava com tranquilidade pelo tapete vermelho estendido pela empresa. Acabou a lua de mel, começou a guerra.

No último dia 9, um repórter da Folha seguiu Rodrigo Maia, que saiu de uma curtíssima reunião com Temer e foi para local desconhecido em carro descaracterizado. O relato do jornal dá ares mafiosos à reunião:

Enquanto a reunião de Maia com Temer durou menos de uma hora, o encontro secreto com a Globo durou pelo menos cinco. Parece que havia muito mais assunto para tratar com a emissora do que com o seu presidente. À noite, naquele mesmo dia, Maia reuniu aliados em sua casa para – não é piada! – tomar sopa e comer pizza. Durante o jantar, o presidente da Câmara contou aos convidados que havia conversado com “gente importante” e, segundo a Folha, “vaticinou o fim do atual governo”.
Mas se as relações do governo com a Globo desandaram, as com a Record vão muito bem, obrigado.

Mas se as relações do governo com a Globo desandaram, com a Record elas vão muito bem, obrigado. Isso ficou claro nas conversas nada republicanasgrampeadas pela Polícia Federal entre Aécio Neves, Moreira Franco e Douglas Tavolaro – biógrafo de Edir Macedo e vice-presidente de jornalismo do grupo.

O então presidente do PSDB, que já não contava mais com a costumeira blindagem global, aparece nos diálogos como o principal articulador de uma negociação que buscava atender antigas demandas da emissora na obtenção de um patrocínio da Caixa Econômica Federal em troca de uma entrevista com Temer. O negócio havia sido vetado pela área técnica do banco. Nas conversas, Aécio e Moreira garantiram ao biógrafo de Edir Macedo que o problema seria sanado, tudo com o aval de Michel Temer.

Edir Macedo não controla apenas a Igreja Universal e a Record, mas também o PRB, importante partido da base governista, que conta com 23 deputados e um ministro. Criado em 2005, o PRB é governista desde a origem e apoiou os governos Lula e Dilma, que também contaram com a benevolência jornalística da emissora do bispo durante um bom tempo. Apesar disso, o PRB foi o primeiro a abandonar o governo Dilma e a pular na barca do golpe de Temer e Cunha, mostrando a essência governista do partido.


Cenas dos próximos capítulos


Em reportagem exibida no Domingo Espetacular no último domingo, o jornalista Luiz Azenha, ex-Globo e atualmente na Record, apresentou uma série de denúncias contra a empresa dos Marinho: participação em um esquema de sonegação fiscal bilionária, criação de empresas de fachada no exterior e fraude na aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. A maior parte dessas denúncias não é inédita e já havia sido publicada há muito tempo no Viomundo, site de Azenha, que nunca foi processado pela Globo por divulgar as informações que a incriminam. A novidade é o fato da Record decidir publicar as denúncias apenas agora e transmiti-las na televisão em rede nacional.

A reportagem lembra também do potencial explosivo que uma delação de Palocci pode ter contra a Globo. A informação bate com outras que jávinham circulando e que apontavam que o ex-ministro dos governos Lula e Dilma poderia revelar segredos sobre “questões fiscais” do grupo. Azenha afirma que os advogados de Palocci já revelaram o teor da delação contra a Globo para integrantes do Ministério Público e que integrantes da Lava Jato denunciam estar sendo pressionados para não aceitar a delação de Palocci sobre as falcatruas da empresa dos Marinho. Curiosamente, a revista Época e o jornal Valor Econômico, ambos da Globo, já publicaram matérias colocando dúvidas em torno da delação de Palocci.

Logo no dia seguinte à reportagem da Record, Mônica Bergamo publicou uma nota na Folha que mostra que a Globo não está mesmo para brincadeiras:

Vamos aguardar os próximos capítulos dessa trama. O enredo é ruim como o de uma novela da Record, porém a atuação dos atores tem o padrão Globo de qualidade. Não há mocinhos, apenas vilões. Quanto mais podres dos dois lados dessa versão tropical de Game of Thrones vierem à tona, melhor para o Brasil.


Posted: 24 Jul 2017 05:09 AM PDT


O Globo





Manchete : Investimento público terá a menor taxa em 15 anos


Indicador está em 0,39% do PIB, patamar mais baixo desde 2003

Quadro é resultado da deterioração fiscal. Integrantes de pastas ligadas à infraestrutura relatam falta de dinheiro até para despesas de custeio, como aluguéis

A necessidade de honrar a meta de déficit fiscal de R$ 139 bilhões, em um cenário de receitas em queda, obrigou o governo a derrubar o investimento público. A taxa em proporção do PIB caminha para seu menor nível desde 2003, quando atingiu 0,3%, segundo levantamentos do Ipea e do pesquisador do Ibre/FGV Manoel Pires.

O setor de infraestrutura tem sido o mais afetado por cortes. Faltam recursos para terminar obras como a ponte sobre o Rio Guaíba (RS) e a transposição do Rio São Francisco. A expectativa de alguma melhora nos investimentos recai sobre o setor privado. (Pág. 15)



PF abandona a operação com avião ‘espião’, que deveria combater crimes


Planejados como arma de inteligência para combater o crime, os veículos aéreos não tripulados (vants), comprados pela Polícia Federal, estão abandonados em um hangar no Paraná, sem manutenção, informa GUILHERME AMADO. A PF chegou a projetar a aquisição de 14 unidades. (Pág. 3)


Estado é o alvo


Familiares de PMs assassinados protestam em Copacabana. Com um morto ontem, Rio teve este ano 91 execuções de policiais. Em três meses, SP registrou 15. (Pág. 7)


MP: ação do tráfico na saúde é grave


A promotora da Coordenação da Saúde do Ministério Público Estadual do Rio, Denise Vidal, disse que o controle das UPAs pelo tráfico, revelado pelo GLOBO, é grave e exige medidas imediatas. (Pág. 8)



Petrobras reajusta gasolina de novo


Com sua política de revisões frequentes, a Petrobras elevou, no sábado, os preços de gasolina e diesel nas refinarias, em 1,4% e 0,2%, respectivamente. Na sexta, após a alta do PIS/Cofins, a estatal já havia feito reajuste. (Pág. 16)


Odebrecht: Fachin perde inquéritos


Embora Edson Fachin relate a Lava- Jato, 50% dos inquéritos abertos no STF a partir da delação da Odebrecht devem ser redistribuídos. Outros ministros assumem casos sem relação com a Petrobras. (Pág. 5)



Novo ministro da Cultura quer financiar carnaval (Pág. 10)





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O Estado de S. Paulo





Manchete : Câmara quer mudar delação premiada e prisão preventiva


Novo Código de Processo Penal também pode alterar condução coercitiva

Deputados discutem mudanças nas regras de delação premiada, prisão preventiva e condução coercitiva. Também estudam revogar o entendimento de que penas podem começar a ser cumpridas após condenação em segunda instância. O debate vem sendo feito na comissão especial que discute o novo Código de Processo Penal (CPP) e atinge medidas que viraram pilares da Lava Jato. A expectativa é de que o relator, João Campos (PRB-GO), entregue seu parecer em agosto. Com isso, o projeto pode ser votado até outubro no plenário da Câmara. Atualmente, a delação premiada é regulada pela lei de organizações criminosas, de 2013. No atual código, a prisão preventiva não tem duração determinada e a condução coercitiva não prevê punição em caso de uso abusivo. A reforma do CPP ficou esquecida na Câmara até 2016, quando foi desengavetada pelo então presidente, Eduardo Cunha. (Política A4)


Programas de demissão nas estatais atingem 77% do alvo


Com orçamento apertado e despesas de pessoal cada vez maiores, o governo federal desligou 50.364 funcionários das estatais nos últimos anos com programas de demissão voluntária e aposentadoria incentivada. O número – levantado a partir de dados do Ministério do Planejamento e das próprias estatais – representa 77% do público-alvo. O governo comemora o resultado. Os desligamentos já representam 9,6% do total de empregados das empresas federais e devem crescer ao longo do ano, já que há ainda vários programas em aberto, como os da Dataprev e da Eletrobrás. (Economia B3)


Perfil - Vicente Cândido (PT)


RELATOR DA REFORMA POLÍTICA

DE CARTOLA DA CBF A PAI DE EMENDA PRÓ-LULA

Relator da reforma política, o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) ganhou destaque ao incluir no projeto emenda que ajudaria o ex-presidente Lula. Diretor de Relações Internacionais da Confederação Brasileira de Futebol, cargo pelo qual recebe R$ 35 mil mensais (que se somam aos R$ 33,7 mil do salário da Câmara), ele é um dos líderes da bancada da bola, integra lobby pró-jogo e defende anistia a caixa 2. (Política A6)


‘Eleição é chance de corrigirmos a rota’, diz Setubal


Presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal vê recuperação lenta da economia e acredita que as eleições de 2018 vão definir o rumo do País. A holding tem cerca de R$ 3 bilhões para investir, mas não quer entrar em setores regulados pelo governo. (Economia B1)


Crescem denúncias de maus-tratos em clínicas psiquiátricas


A cada três dias, uma denúncia de maus-tratos é recebida pelo Ministério dos Direitos Humanos. Em 2016, foram 143 queixas de violações em manicômios, hospitais psiquiátricos ou casas de saúde, um aumento de 48,9% em relação a 2015. (Metrópole A11)


Maduro ameaça prender 33 juízes (Internacional A9)





Cida Damasco


Mercados ainda resistem à crise política, mas área fiscal expõe governo sob pressão. (Economia B4)


Notas&Informações


A miséria da esquerda - Os intelectuais petistas começam a admitir em voz alta: a esquerda – como eles a entendem – é totalmente dependente de Lula para existir
como força eleitoral. (A3)

Trabalho inconcluso (A3)


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Folha de S. Paulo





Manchete : Professor chega a faltar 30 dias por ano em SP


Licença médica é motivo da maioria das ausências nas redes públicas

Professores das escolas públicas do Estado de São Paulo faltam em média 30 dias por ano, ou 15% do total de 200 dias letivos que as instituições são obrigadas a cumprir pela legislação. Licenças médicas representam 60% das ausências nas redes do Estado e da capital paulista. No resto das prefeituras, a média é 39%. Os dados são de 2015. Os resultados consideram levantamento de fiscalização feito pelo Tribunal de Contas do Estado nos municípios paulistas. As informações da prefeitura de São Paulo e do governo estadual foram obtidas nas respectivas secretarias de Educação.

O absenteísmo expõe as precariedades de uma carreira cujo salário médio equivale à metade do que ganham profissionais de mesma escolaridade. Docentes têm sobrecarga de trabalho em casa de até 14 horas semanais, o que impacta na saúde, diz a Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação. Segundo a pasta de Educação da gestão Alckmin (PSDB), a média anual de faltas na rede caiu de 28 para 24 dias de 2015 para 2016. A gestão Doria (PSDB) informou ter mudado cálculo de bônus a educadores, e que ausências, agora, têm maior peso negativo. (Cotidiano B1)


Em SP, juízes fracionam férias a custo milionário


Desde 2013, nove em cada dez juízes do Tribunal de Justiça de SP tiraram férias fracionadas. Só em 2016, o expediente, vetado por lei, custou R$ 148 milhões. Para o TJ-SP, a prática ê de interesse público pois “há poucos juízes para muitos casos”. A associação paulista da classe defendeu “direitos da magistratura”. (Poder A4)


Saque do FGTS tem tentativa de vender serviços bancários


Trabalhadores relatam sofrer pressão em agências da Caixa para contratar produtos do banco como condição para ter seu FGTS liberado. Contratação de seguro e abertura de poupança estão entre os serviços oferecidos. A Caixa diz que esta não é a política do banco e que não vincula aquisições aos saques.(Folhainvest A15)


Entrevista da 2a. - Raí : Empresas não devem mais bancar clubes corruptos (A 14)





Rio perde o 91° PM no ano; familiares fazem protesto


Um sargento morreu baleado durante ronda no Vidigal, zona sul do Rio, na madrugada de domingo (23). Neste ano já são 91 PMs assassinados no Estado. A comunidade é próxima a Pavão-Pavãozinho, onde houve confronto entre PMs e criminosos no sábado (22). Na sexta (21) um soldado também foi morto a tiros na Baixada Fluminense. Parentes de policiais protestaram em Copacabana. (Cotidiano B5)


Celso Rocha de Barros


Bolsonaro é o Brasil que desiste de ser moderno (Poder A8)


Vinícius Mota


De cada R$ 100 que o governo ofereceu via FGTS, agora subtrai R$ 25 pela gasolina. (Opinião a2)


Editoriais


Leia “Temer ruralista”, sobre medidas do governo alinhadas a interesses do setor agrícola, e “Verde na Augusta”, a respeito de criação de parque. (Opinião a2)


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Posted: 24 Jul 2017 04:59 AM PDT


Não começou bem a história da Lava Jato paulista.

Resume-se à transferência, para São Paulo, do desmembramento de algumas denúncias analisadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), contra réus que não disponham de foro privilegiado. De imediato, ganhou a cara da procuradora Thaméa Danellon, lotada em São Paulo, apresentada como a chefe da Lava Jato paulista.

Pelos primeiros movimentos, Thaméa representa a face mais comprometedora da Lava Jato.


É ativista política, conforme demonstrou participando ativamente das convocações do MBL (Movimento Brasil Livre) a favor do impeachment. Aliás, é sintomático o fato de terem sido abertas representações contra procuradores que participaram de atos contra o impeachment, e nada ter sido feito contra os que participaram ostensivamente dos atos a favor. Mas, enfim, esta é a cara do MPF.

Em São Paulo, Thaméa transformou-se em figura fácil de programas nitidamente partidários.

Em participação recente no Roda Viva, a procuradora expôs todo o Ministério Público, ao receber lições de direito de um jornalista. Sua reação foi ir ao programa da notória Joyce Hasselman, para poder distribuir afirmações taxativas sem risco de ser questionada, ocasião em que atacou o STF (Supremo Tribunal Federal), apontando-o como risco à Lava Jato.

No programa Pânico, da Jovem Pan, ela se permite criticar o hermetismo dos Ministros do Supremo, ou, como diz o apresentador do programa, “dos veinhos que ficam votando”.

Nesses tempos de Lava Jato, o Ministério Público Federal foi afetado de várias maneiras.

Primeiro, o jogo político, no qual os principais lances eram casados com eventos políticos. Depois, o protagonismo indesculpável de procuradores, se colocando como heróis nacionais e se apropriando (inclusive monetariamente, através de palestras) dos benefícios de uma investigação que era mérito das prerrogativas constitucionais do MPF. Some-se a atuação política indevida, com pregações em redes sociais, rádios e TVs. Finalmente, o vazamento escandaloso de informações visando conquistar espaço junto aos veículos de comunicação.

Com exceção dos vazamentos – porque, a rigor, não há ainda o que ser vazado – a procuradora Thaméa simboliza todos os vícios desse MPF, o salvacionismo, o ativismo político, a figura fácil em programas de rádio e TV.

É cautelosa apenas nos elogios aos seus chefes presentes e futuros. É significativa a maneira como elogia o chefe que sai, Rodrigo Janot, e, mais ainda, a chefe que entra, Raquel Dodge.

Nos elogios ou nas críticas denota um tipo de personagem público que se pretendia superado depois dos intocáveis de Curitiba, com suas conduções coercitivas espetaculosas, divulgação de conversas íntimas, imposição de humilhações públicas a pessoas e um facciosismo desmoralizante para o MPF. Mais uma vez se verá os episódios canhestros de um MPF a reboque dos MBLs da vida.

Posted: 24 Jul 2017 04:38 AM PDT

Aqui estão leituras úteis para você conhecer mais a respeito dos ideais fascistas.


Caio Delcolli
Especial para o HuffPost Brasil



A chegada de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e a vitória do Brexit nas urnas em 2016 só fizeram intensificar o debate mundial sobre o aumento da adesão a discursos carregados de autoritarismo, nacionalismo e populismo. Para mencionar outro exemplo, na França, a candidata da extrema-direita Marine Le Pen conseguiu chegar ao segundo turno das eleições presidenciais em maio.


Recentemente, em Veneza, a Secretaria de Segurança Pública da cidade confiscou materiais de simbologia fascista e homenagens a Benito Mussolini, o ditador e líder do Partido Nacional Fascista italiano. No local também havia um alto-falante que espalhava a mensagem: "Tenho nojo de pessoas mal-educadas, sujas e da democracia. Sou favorável ao regime fascista".

Em artigo publicado no El País, o historiador britânico Timothy Garton Ash compara a Rússia governada por Putin com o fascismo e defende: "o novo desafio [é] enfrentamos a globalização da antiglobalização, a frente popular dos populistas, a internacional dos nacionalistas".


Para entender e combater o fascismo, nada melhor que buscar informações e reflexões a respeito dele — e, melhor ainda, fazer isso com auxílio de livros.

1. O que É Fascismo?, de George Orwell

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O escritor e jornalista inglês George Orwell, autor dos clássicos 1984 e A Revolução dos Bichos, colaborou com diversos jornais e revistas escrevendo ensaios de conteúdo político. O que é Fascismo? é uma coleção de vários desses textos. No que dá título ao livro, o autor critica o uso leviano do termo na mídia e defende que o fascismo seja tanto compreendido conceitualmente quanto mencionado com precisão pela imprensa. Em outros textos do livro, Orwell faz análises de obras literárias e reflexões a respeito das políticas de esquerda e cinema, entre outros temas.


Editora: Companhia das Letras

Páginas: 160

Preço: R$ 34,90; e-book R$ 23,90


2. Nós, de Ievguêni Zamiátin
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Nós, a principal obra do escritor russo Ievguêni Zamiátin, é uma ficção científica ambientada em um futuro assustador, no qual o governo autoritário "Estado Único" vigia as pessoas intensamente e controla todo tipo de comportamento. Censurado na União Soviética, o romance de Zamiátin narra a história do engenheiro D-503, que vive de acordo com as regras do estado, mas começa a questionar suas próprias convicções quando conhece uma misteriosa mulher que não as cumpre. Nós é considerada a primeiríssima distopia e inspirou várias outras, como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley; Fahrenheit 451, de Ray Bradbury; e Laranja Mecânica, de Anthony Burgess.


Editora: Aleph

Páginas: 344

Preço: R$ 59,90


3. A Segunda Pátria, de Miguel Sanches Neto
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E se o Brasil tivesse aderido ao nazismo? O romance A Segunda Pátria, do escritor paranaense Miguel Sanches Neto, parte desta pergunta para imaginar o que teria acontecido com o Brasil se, em 1938, o então presidente Getúlio Vargas tivesse firmado uma aliança com a Alemanha nazista. O autor, baseando-se em pesquisa sobre a infiltração do nazismo na América do Sul e a Segunda Guerra Mundial, conta em A Segunda Pátria a história do engenheiro Adolpho. O personagem é negro e torna-se perseguido pelo sistema; seus direitos são suspendidos e, assim como os outros negros, torna-se um escravo, não diferente do período colonial. A bela jovem de descendência alemã Hertha é cobiçada por vários homens e vive sua vida sexual livremente. Ela guarda um segredo e, por causa disso, passa a ser vigiada por oficiais. Enquanto isso, a ideologia disseminada por Hitler cresce nos estados sulistas e ameaça abranger o restante do Brasil, tendo índios e mestiços na mira.


Editora: Intrínseca

Páginas: 320

Preço: R$ 34,90; e-book R$ 14,90


4. Como Conversar com um Fascista, de Marcia Tiburi
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Com linguagem acessível, a filósofa Marcia Tiburi fala sobre o autoritarismo no cotidiano do brasileiro e defende o diálogo como forma de resistência ao fascismo e reação aos ataques à democracia. A abordagem da autora passa da política praticada no dia a dia ao papel da comunicação em massa, especialmente da TV, nesse cenário. Tiburi propõe uma estratégia no momento de diálogo com pessoas autoritárias e violentas. A filósofa diz que Como Conversar com um Fascista é sua livro de "autoajuda". A Folha de S.Paulo chamou a obra de "antídoto para a barbárie".


Editora: Record

Páginas: 196

Preço: R$ 44,90


5. Sobre a Tirania, de Timothy Snyder
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Poucos dias após Donald Trump ser eleito presidente dos Estados Unidos, Timothy Snyder, historiador e professor em Yale, postou um "textão" no Facebook a respeito da vitória do republicano. No post, que logo viralizou, Snyder resgata momentos da história do século 20 que podem nos oferecer lições valiosas a respeito dos rumos que a política tem tomado. "Não somos mais sábios do que os europeus que viram a democracia dar lugar ao fascismo, ao nazismo ou ao comunismo", escreveu. "Nossa única vantagem é poder aprender com a experiência deles." Em Sobre a Tirania, Snyder se aprofunda no assunto de seu post e proporciona uma leitura rápida e elucidativa a respeito do autoritarismo.


Editora: Companhia das Letras

Páginas: 168

Preço: R$ 24,90; e-book R$ 16,90


6. As Mulheres do Nazismo, de Wendy Lower
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Historiadora e consultora do Museu do Holocausto, Wendy Lower investiga em As Mulheres do Nazismo a participação das mulheres na trajetória do regime de Hitler. A autora levanta informações a respeito das diversas funções que centenas de milhares delas tiveram na propagação dos ideais nazistas, seja como professoras, enfermeiras ou até mesmo torturadoras. "O genocídio é coisa de mulheres também. Tendo 'oportunidade', as mulheres se aliam a ele, mesmo em seus aspectos mais sangrentos", escreveu Lower. "Reduzir a culpa das mulheres a poucos milhares de guardas femininas desencaminhadas por lavagem cerebral não representa a realidade do Holocausto", defende.


Editora: Rocco

Páginas: 288

Preço: R$ 34,90; e-book R$ 24


7. V de Vingança, de Alan Moore e David Lloyd
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V de Vingança, um dos principais quadrinhos dos anos 1980 e também uma das obras mais importantes de seus autores, conta a história de V, um rebelde anarquista que luta contra o governo fascista que domina o Reino Unido. Ambientada em um futuro distópico após uma fictícia guerra nuclear que quase aniquilou todo o restante da Terra, o quadrinho acompanha a trajetória do personagem, que planeja assassinar os líderes do governo e incentivar a população a exigir um governo democrático.


Editora: Vertigo/Panini

Páginas: 304

Preço: R$ 69


8. Mussolini e a Itália Fascista, de Martin Blinkhorn
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Este livro do historiador britânico Martin Blinkhorn, especialista em Europa moderna, é ideal para quem busca conhecimentos básicos a respeito do tema. O que é fascismo? Como Mussolini chegou ao poder na Itália? Com precisão e linguagem descomplicada, o livro de Blinkhorn responde essas perguntas. Desde seu lançamento em 1984, a obra é uma das principais sobre o fascismo e serve tanto para estudantes de ciências sociais quanto curiosos a respeito da história do século 20.


Editora: Paz e Terra/Record

Páginas: 118

Preço: R$ 25


9. Crer e Destruir, de Christian Ingrao
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Em Crer e Destruir, o historiador especializado em nazismo Christian Ingrao investiga o que aconteceu com oitenta jovens intelectuais que trabalharam junto ao Terceiro Reich. Para resgatar a trajetória desses rapazes, Ingrao fez uma rigorosa pesquisa em arquivos dos nazistas, buscou compreender como eram as universidades naquela época e o que levou esses jovens a escolher o caminho de colaborar com o genocídio em massa promovido por Hitler. "O nazismo suscitou um imenso 'fervor'. Não só entre as massas, mas também dentre aqueles de quem se poderia esperar que a inteligência e a cultura fossem baluartes contra a abjeção", opinou o Le Monde sobre o livro.


Editora: Zahar

Páginas: 480

Preço: R$ 89,90; e-book R$ 59,90


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