quinta-feira, 27 de julho de 2017

27/7 - Tudo começou com o Big Bang - Entre sexo e beijos

FONTE:PÚBLICO Ciência <publico.ciencia@publico.pt>

Tudo começou com o Big Bang P
 
  Teresa Firmino                                           
 
 
27 de Julho de 2017
 

Entre sexo e beijos

f t g in
 
Sexo e beijos na nossa espécie, assim podem resumir-se os últimos dias de notícias de ciência no PÚBLICO.


Comecemos pelo sexo. É para isso que remete, em última análise, um estudo genético sobre o que se passou com as migrações dos nómadas das estepes da Europa de Leste e da Ásia há cerca de 4500 anos. Vieram para a Europa do Norte e do centro, de cavalo, animal que tinham começado a domesticar havia pouco tempo.
Esta parte da história das migrações, invasões, conquista de territórios – e misturas reprodutivas entre populações – já era conhecida. Agora, o que uma equipa de investigadores, a maioria portugueses, concluiu é que aqueles cavaleiros das estepes não vieram muito para a Península Ibérica. Portanto, misturaram-se, sim, com as populações que viviam no Norte e centro da Europa, mas nem por isso com as da Península Ibérica daquela altura. E para este trabalho, que resulta da tese de doutoramento do geneticista português Rui Martiniano, que trabalha agora no Reino Unido, foi importante a sequenciação do genoma de 14 esqueletos antigos de Portugal, com idades entre os cerca de 6200 e os 3400 anos – ou seja, uns são ainda do Neolítico e outros já da Idade do Bronze.
Mais: este trabalho que cruza a genética com a arqueologia e a antropologia, publicado esta quinta-feira numa revista científica, estabelece ainda uma ligação com a expansão das línguas indo-europeias. E os primeiros agricultores, do Neolítico, também são para aqui chamados de alguma forma. E, ainda, as diferenças na estatura das populações, com uma predisposição genética para serem mais altas ou mais baixas.
Como pode ler-se aqui, no fim de contas nesta questão da história dos movimentos migratórios das populações, que contribuíram com mais ou menos trocas genéticas entre elas, tudo vai acabar em sexo.
Se falarmos de um outro estudo sobre a concentração e o número total de espermatozóides nos homens ocidentais, a conclusão é que têm vindo a cair nas últimas quatro décadas. As causas podem ser muitas e essa constatação pode vir a tornar-se um problema de saúde pública. O jornal The Guardian, na BBC ou no Financial Times também noticiaram as conclusões deste artigo científico. Ainda que a reprodução humana já não esteja há muito tempo necessariamente ligada ao sexo, esse ainda é certamente o método mais usado.
Acabemos com o beijo romântico. Um estudo que também cruza psicologia com antropologia e remete para as neurociências fala-nos da lateralidade com que se dá um beijo romântico, pelo menos entre pares heterossexuais. Ou, dito de outra forma, para que lado pende mais a cabeça quando se beija alguém de forma romântica. É interessante pensarmos nisto e na questão subjacente da lateralidade do corpo humano, para lá das questões culturais.

Até para a semana 
 
 
 
 
 
 
 
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