sexta-feira, 28 de julho de 2017

28/7 - Pragmatismo Político DE 26/7

Pragmatismo Político


Posted: 26 Jul 2017 06:54 PM PDT
patrão agride ex-funcionária curitiba
O dono de um restaurante foi flagrado agredindo sua ex-funcionária e roubando o dinheiro que a vítima recebeu da rescisão de contrato em Curitiba (PR).
As imagens foram registradas pelas câmeras de seguranças do elevador onde eles estavam.
Nas imagens, os dois aparecem no elevador logo depois de terem feito o acordo demissional da ex-funcionária – que trabalhou por dois anos no restaurante.
O proprietário se aproxima da mulher e começa a agredi-la física e verbalmente. De maneira covarde, o homem chega a desferir uma joelhada contra a vítima.
Por fim, o empresário arranca a bolsa da mulher – que estava com os R$ 3 mil que havia recebido referente ao tempo trabalhado no local. Assim que o elevador abre, o agressor foge levando a bolsa da ex-funcionária.
O advogado do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio Hoteleiro informou que a mulher já prestou queixa no 1º Distrito Policial da capital paranaense.
VÍDEO:
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Posted: 26 Jul 2017 06:29 PM PDT
robô erótico bonera frigid farrah
Será que a chamada cultura do estupro é uma invenção de feministas lunáticas? Se você ainda pensa assim, é preciso conhecer a mais nova criação da indústria de brinquedos eróticos.
A empresa TrueCompanion, pioneira no desenvolvimento de robôs sexuais, resolveu lançar uma boneca que permite a simulação de estupro. Isso é possível graças a um mecanismo onde o usuário pode alterar a personalidade da boneca de acordo com sua preferência. As informações são do The Independent.
No mercado desde 2010, as chamadas bonecas Roxxxy vão ganhando upgrades de tempos em tempos, para que se tornem mais versáteis e realistas. Na última versão, recém lançada, as personalidades da Roxxxy vêm com nomes como “Wendy Selvagem” e Susan Sadomasoquista”, além da bizarra “Farrah Frígida”.
Segundo o New York Times, o fabricante explica que, com a ativação dessa última personalidade, a boneca se torna tímida e reservada. Além disso, se você tocá-la em “partes íntimas”, ela vai demonstrar descontentamento.
Ou seja: a graça da ~brincadeira~ é transar com uma mulher robótica que deixa claro que não quer fazer sexo com você. Simulação de estupro pura e simples.
Outra faceta polêmica do robô é a opção “Jovem Yoko”, que simula a personalidade de uma adolescente de 18 anos – “esperando para que você ensine tudo a ela”, segundo a descrição do fabricante.
As bonecas robóticas da TrueCompanion estão à venda por U$ 10 mil dólares atualmente.
MdeMulher e New York Times
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Posted: 26 Jul 2017 06:03 PM PDT
menino trans transgênero texas foto
“Se você se preocupa mais com o que seus vizinhos ou amigos vão falar sobre seu filho do que com ensiná-lo a viver de maneira autêntica, você está com as prioridades todas erradas”, desabafou mãe do garoto
A foto de Max, um garoto transgênero de nove anos chorando na sede do governo do Texas viralizou na internet nesta última terça-feira, 25, dia em que o Legislativo do Estado norte-americano está tramitando em caráter de urgência uma lei que limita os direitos individuais do uso de banheiros.
O assunto dos direitos das pessoas transgênero está em destaque na mídia norte-americana, com a recente decisão do presidente Donald Trump de proibir essas pessoas de servirem nas Forças Armadas do país.
O projeto de lei, que tem apoio do governador Greg Abbott, obrigaria as pessoas a usar os banheiros de acordo com o seu sexo biológico de nascimento e não com o gênero com o qual ela se identifica. Amber Briggle, mãe de Max e ativista dos direitos LGBT, postou a foto – que foi tirada em março durante um protesto contra o projeto – na sua página do Facebook.
“Esse é o meu filho transgênero aos prantos na sede do governo do Texas. Tenho que admitir que estou cansada de proteger o meu filho dos bullies de Austin [a capital do Estado]. Isso é triste demais. Ele merece um verão tranquilo com os amigos e não ficar se preocupando com o empurra-empurra político do Legislativo texano. Não é justo. Estou muito brava”, escreveu Amber no post.
Em entrevista para ao Huffington Post, Amber falou que espera ganhar visibilidade para o assunto com a publicação. “Esse é um assunto em discussão aqui no Texas e na maior parte dos Estados Unidos. Espero que a foto chame a atenção das pessoas para o assunto e a limitação de direitos individuais que essas leis podem trazer”, disse.
“Ame seus filhos do jeito que eles são”, falou em outro momento da entrevista. “Se você se preocupa mais com o que seus vizinhos ou amigos vão falar sobre seu filho do que com ensiná-lo a viver de maneira autêntica, você está com as prioridades todas erradas”, concluiu.
Agência Estado
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Posted: 26 Jul 2017 05:45 PM PDT
Michel Temer 300 bilhões deputados
Com derrame de dinheiro, Michel Temer deve se livrar de denúncia na Câmara. (Imagem: Agência Estado)
por Paulo Pimenta
A salvação de Temer, acusado de corrupção, além dos prejuízos políticos para o país, tem um custo econômico altíssimo. Os R$ 11 bilhões em aumento de impostos anunciados essa semana já são reflexos do uso indevido e irresponsável da máquina pública que Temer faz para comprar votos na Câmara e tentar se salvar.
A estimativa inicial que se faz, por baixo, é que o valor que está em jogo chega próximo aos R$ 300 bilhões. Isso mesmo, R$ 300 bilhões! E essa quantia pode ser ainda maior até o dia 2 de agosto, data da votação.
Primeiro foram os 2 bilhões em emendas para comprar votos na Câmara. Depois, a sanção da lei que regulariza terras públicas ocupadas ilegalmente por grandes fazendeiros na Amazônia, em atendimento à bancada ruralista. Segundo cálculo da ONG Imazon, isso representa uma perda de pelo menos R$ 19 bilhões de patrimônio público.
Nos últimos dias, como já mencionado, veio o aumento dos impostos. E agora, o governo se debruça sobre a proposta que prevê R$ 220 bilhões em perdão de dívidas (Refis) para os grandes sonegadores do país, incluindo muitos parlamentares que são donos de empresas. Esse instrumento certamente será usado como moeda de troca para que Temer dê continuidade ao seu plano de compra de votos.
Além disso, no pacote de Temer, há também a MP do Funrural, que soma mais R$ 26 bilhões, e a promessa para acelerar a tramitação do projeto que libera a venda de terras para o capital estrangeiro no Brasil, atendendo a mais uma demanda da bancara ruralista no Congresso.
Apenas nesta operação, para se salvar, adiar sua prisão e de seus assessores próximos, como Moreira Franco e Eliseu Padilha, Michel Temer está repassando uma conta para o país de quase R$ 300 bilhões, valor correspondente a cerca de 10 anos de Bolsa Família.
Certos da impunidade, um dos vice-líderes do governo Temer na Câmara chegou a afirmar que o Palácio do Planalto será generoso com os deputados “fiéis” por meio “instrumentos orçamentários” e manutenção de apadrinhados políticos.
Flagrado negociando a compra do silêncio de Eduardo Cunha na cadeia, indicando Rodrigo Rocha Loures para receber malas de propinas da JBS e denunciado por corrupção passiva, Temer, em suas últimas jogadas, indica a continuidade de suas práticas criminosas.
Há cerca de 15 dias, juntamente com os deputados Wadih Damous, Paulo Teixeira e Henrique Fontana, apresentei denúncia à Procuradoria Geral da República sobre o uso do cargo de presidente da República por Michel Temer para compra de votos contra a acusação de corrupção de que é alvo. Certamente, a sociedade brasileira aguarda uma manifestação da PGR sobre esses episódios antes da votação.
A democracia brasileira foi comprada pela turma de Temer sob o silêncio do sistema de Justiça do país. Será que eles irão calar novamente?
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Posted: 26 Jul 2017 05:32 PM PDT
morte dos pais andreia suzane
Imagens de Andreia da época do crime. Jovem arquitetou morte dos pais em crime bárbaro
Paulo Sampaio*, em seu blog
Espécie de precursora de Suzane von Richthofen, a estudante de direito santista Andreia Gomes Pereira Amaral chocou a cidade do litoral paulista em março 1994, aos 20 anos, quando arquitetou com o namorado de 17 o assassinato de seus pais. Assim como no caso de Suzane, as vítimas foram executadas enquanto dormiam.
Andréia também pertencia a uma família de classe média alta, morava em uma casa de três andares e tinha um irmão mais novo. Era filha do segundo casamento do empresário português Antônio da Silva Amaral, proprietário de cerca de 50 imóveis na cidade. Definido como um homem espartano, Antônio era o tipo que sabia o valor do dinheiro: costumava ir ao mercado municipal no fim do dia para recolher os restos de verduras e legumes e dar para os porcos, cabritos e aves no sítio que possuía à beira da Rodovia Pedro Taques. No ano anterior, havia se desfeito de uma avícola onde a filha trabalhara desde os 10 anos.
O namoro de Andréia e Daniel Lima Chabelman não havia completado três meses quando os dois resolveram eliminar Antônio, como forma de solucionar os problemas de relacionamento que ela enfrentava com o pai. Em juízo, Andréia declarou que ele a havia estuprado duas vezes, uma quando ainda era virgem, aos 15 anos, outra aos 17, e que não a olhava como filha, mas “como mulher”. Disse ainda que Antônio tratava mal sua mãe, que a acusava de ter um amante e que suspeitava que o filho deles, Rodrigo, de um ano e meio, fosse de “outro”.
Andreia afirmou também que o pai mantinha um caso extraconjugal com uma senhora que já era avó, chamada Carminda. “Todo mundo sabe”, disse ela. “E também do filho que ele tem com uma funcionária da avícola.” Segundo Daniel, a namorada reclamava constantemente de que o pai colocava defeito em todos os namorados dela. Diante de tantas queixas, ele achou razoável concluir que a única saída seria dar um sumiço em Antônio — matando-o. A sugestão a princípio teria assustado Andréia, mas logo o pavor virou excitação.

A primeira tentativa

Como seria a morte? A ideia inicial da estudante era forjar um latrocínio, e ela avisou de antemão que não queria estar presente na hora. Daniel argumentou que a polícia rapidamente chegaria a eles. Propôs a execução a tiros. Ela topou. Recorreu a um ex-namorado, Rômulo Arnaud, que possuía um revólver calibre 38; Rômulo concordou em cedê-lo em troca de Cr$ 100, na moeda da época. Como não queria pegar na arma, Andréia pediu a ele que a entregasse diretamente a Daniel. Resolvido o meio, os assassinos agora preocupavam-se com o barulho dos disparos. Achavam poderia despertar a atenção da vizinhança. Daniel então pensou em fabricar um silenciador caseiro, mas não deu certo. Decidiu, assim, usar uma faca.
Marcaram uma data. Sábado, 26 de março de 1994. Para que as vítimas não reagissem, ficou combinado que Andréia os colocaria para dormir aspergindo gostas do calmante Diazepam na cerveja do pai e no café da mãe. E assim foi. Tudo teria saído como o planejado, se Antônio não tivesse despertado às 21h. Alarmada, Andréia correu até a janela e avisou a Daniel, que estava na rua aguardando para entrar. A operação, então, foi abortada — mas os assassinos não tinham nenhuma intenção de desistir. Ao contrário, cuidaram para que na segunda tentativa nada desse errado. Agendaram novamente uma data. Seria na terça-feira seguinte, 29 de março de 1994.

Embaixo da cama

A coreografia do crime foi alterada. Agora, Rômulo ligaria por volta das 17h30 para a mãe de Andréia, Deolinda, a fim de mantê-la entretida tempo suficiente para que Daniel entrasse na casa e se escondesse embaixo da cama da namorada. Naquela noite, Antônio e Deolinda tiveram uma discussão, e ele foi para o quarto se deitar. Desta vez, Andréia não precisou pingar Diazepam na bebida do pai, já que ele adormeceu profundamente. Ela disse depois que não sentiu necessidade de entrar no quarto para checar, já que o ouviu roncando. Deolinda dormiu também, mas no caso dela Andréia precisou usar o calmante — em declarações contidas no processo, ela alega que não queria que a mãe testemunhasse o que estava por vir.
Eram por volta de 23h30 quando Andréia avisou ao namorado que o pai dela havia dormido. Daniel saiu de debaixo da cama, foi ao quarto de Antônio, voltou e disse. “Essa é a hora”. Além de um punhal, estava armado com o revólver de Rômulo, para o caso de não conseguir consumar o crime só com a arma branca. Não precisou usá-lo. Em poucos minutos, sem fazer barulho, ele retornou para anunciar. “Já aconteceu”.
Mais tarde, Daniel voltou ao quarto de Antônio para verificar se ele estava mesmo morto. Estava. Em seguida, ao descer a escada em direção à sala, comentou com a namorada que não haveria como justificar para Deolinda a enorme quantidade de sangue espalhada na cama do casal — e que, por isso, ela deveria ser morta também. Andréia sustentou em juízo que foi veementemente contra, mas a essa altura “já não havia como frear Daniel”. “Ele estava com o revólver na mão e ameaçou me matar e se matar, caso eu não concordasse.” O máximo que ela conseguiu, disse, foi fazê-lo se comprometer a não machucar Rodrigo, que dormia ao lado da mãe. Ele assentiu, foi até o sofá onde Deolinda dormia e cravou a faca 12 vezes no pescoço dela. Os gritos da mulher acordaram o garoto. Logo o assassino voltou ao andar superior com notícias. “Ela fez força para viver. Mas não tem mais testemunha.”

A remoção dos corpos

E o que seria feito dos cadáveres? Enquanto Daniel se ocupava em bolar uma estratégia para ocultá-los, Andréia, segundo ela disse no 1º distrito policial, tomava conta do irmão. Logo, seu namorado saiu com a camionete de Antônio a procura de Adilson Paixão e Marco Oliveira, dois amigos que o ajudariam a remover os corpos. Sugeriu que Andréia pedisse o auxílio de Rômulo (de quem ela havia engravidado no passado: “Meu pai soube e me deu uma surra, chutou minha barriga, era véspera do vestibular, acabei perdendo o bebê”, contou ela para uma repórter do Jornal da Tarde).
Seguindo a orientação de Daniel, ela foi à casa do ex-namorado com o Ômega que o pai dera a ela “apenas para ir à faculdade”. Todos se encontraram na padaria Suíça, quando Rômulo disse que não queria participar da remoção. De volta à casa, e à cena do crime, Daniel, Adílson e Marco embrulharam os cadáveres em lençóis disponibilizados por Andréia e, enquanto ela limpava o sangue na sala, eles os trancaram em um quarto no térreo. Por volta das 19h, a trinca voltou para buscá-los e os colocou na mala do Ômega. Seguiram para a Alemôa, um bairro industrial à beira da Via Anchieta, onde descarregaram os embrulhos próximo a uma obra. Às quatro da manhã do dia seguinte, 31 de março de 1994, os três voltaram para enterrar os corpos em um buraco cavado por eles.
Enquanto tudo isso acontecia, Andréia foi à casa de sua tia, Ana Maria Gomes Pereira, dizendo que estava preocupada com o sumiço dos pais. De acordo com o depoimento de Ana Maria no 1º distrito policial, Andréia contara a ela que sua mãe havia recebido um telefonema de alguém que revelou o envolvimento de Antônio com outra mulher. O casal então teria discutido, e Deolinda saído de casa por volta das 14h30; logo depois, às 16h30, saiu Antônio. Passava das 19h quando Andréia achou que deveria comunicar o fato a alguém da família. No distrito, Ana Maria, que era irmã de Antônio, disse que a sobrinha insistiu para que a polícia não fosse chamada; ao mesmo tempo, fez tudo para mantê-la afastada da casa dos pais. Como estava cuidando do bebê, a tia concordou. Só no dia seguinte, depois de muita insistência, Ana Maria conseguiu fazer com que Andréia a acompanhasse à casa do irmão.

Banho de sangue

Já lá dentro, Ana Maria subiu a escadaria e caminhou por todas as dependências, até que chegou ao quarto do casal: “O colchão estava lavado de sangue”, contou ela ao delegado. Sua primeira suspeita foi que Antônio houvesse matado Deolinda. Mas Andréia afirmou que o sangue era de um aborto que sua mãe tinha feito havia quatro dias. Ana Maria achou a história improvável e resolveu chamar a polícia para investigar o que tinha acontecido. Em pouco tempo a perícia verificou que se tratava de um assassinato. E, por todas as marcas deixadas pelos criminosos, rapidamente chegou a Daniel e, claro, à própria Andréia.
Como ele era menor de idade, o encaminharam para a Fundação Estadual do Bem Estar do Menor (Febem); Andréia foi presa preventivamente. Ao depor, a estudante contou uma versão que ela mesma modificou depois. Em ambas, atribuiu toda a responsabilidade do crime a Daniel. Acabou confessando sua participação na morte do pai, mas não na da mãe. Segundo afirmou, seu namorado havia esfaqueado Deolinda por conta própria. Chorando, declarou-se arrependida: “Nunca pensei em ficar com o dinheiro (de Antônio). Se sair daqui, quero que tudo fique com meu irmão. Vou lutar pela guarda dele não por causa da herança, mas porque é o filho que eu não pude ter.”
Em 1995, Andréia Gomes Pereira Amaral, então com 21 anos, foi condenada a 25 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado — motivo torpe e meio que impossibilitou a defesa das vítimas. Antes de ir a juri, dois dos inúmeros advogados que Andréia contratou e dispensou tentaram provar que ela era mentalmente perturbada. Fazia sentido. Quem a conhecia desde criança a definia como uma menina “doce e introvertida”. Mas o pedido foi negado. Em março de 1996, ela recorreu da condenação, mas tudo o que conseguiu foi reduzir a pena em um ano. Em agosto de 1997, houve uma tentativa de anular a sentença, em segunda instância, mas também foi negada. Seus advogados apresentaram embargos de declaração e, depois, em agosto de 1997, interpuseram recursos aos tribunais superiores. Nada.

Assassina de pai e mãe

Presa inicialmente na Penitenciária Feminina de Santos, ela mais tarde foi transferida para a do Butantã, em São Paulo. Lá, graças ao bom comportamento, ela progrediu do regime fechado para o semi aberto. Porém, em agosto de 2000, quando recebeu permissão para passar o fim de semana do Dia dos Pais com a família, ela não se reapresentou na cadeia. Enquanto esteve fora, se envolveu em um caso de estelionato e foi autuada em flagrante. Na polícia, descobriram que estava foragida e a encaminharam de volta para a penitenciária. Com isso, ela perdeu o direito ao regime semi-aberto quando restavam apenas 13 meses para que fosse para o aberto.
Seu advogado na época, Eduardo Antonio Miguel Elias, alegou que ela não queria retornar porque havia sofrido coações e ameaças das outras presas, que chegaram a tatuar a força em seu braço a sentença “Assassina de Pai e Mãe”. Por sua vez, um outro ex-defensor de Andréia afirmou que ela se entrosou razoavelmente bem no ambiente da cadeia — a ponto de se envolver afetivamente com uma detenta.
Libertada em 2008, Andréia hoje vive isolada da família. No inventário, perdeu todo o direito ao que era do pai, por ser considerada o que na Justiça classificam de “herdeira indigna”. O irmão Rodrigo, que hoje tem 25 anos, não quer saber dela. Nem ele, nem os irmãos do primeiro casamento de Antônio. Logo que saiu da cadeia, Andréia sobrevivia com a venda de cosméticos por folheto. Hoje, até onde se sabe, vive na comunidade Vila Margarida, em São Vicente.
*Paulo Sampaio é jornalista
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