segunda-feira, 3 de julho de 2017

3/7 - Blog " DE CANHOTA" de HOJE

De Canhota


Posted: 03 Jul 2017 06:30 AM PDT
Publicado originalmente na Mídia Ninja.


O Facebook atingiu a impressionante marca de 2 bilhões de usuários em todo o planeta. Aproximadamente 25% da população mundial está na plataforma fundada por Mark Zuckerberg. Isso deveria ser motivo de uma séria e profunda reflexão sobre o papel desta plataforma na sociedade hoje.

Nascido em fevereiro de 2004 para ser uma rede de relacionamento para os estudantes da Universidade de Harvard, o Facebook, em apenas 13 anos, transformou-se num dos maiores – senão o maior – monopólio privado de comunicação do mundo.

Ao longo desta década, a existência do Facebook teve impacto importante nos hábitos de consumo de notícias, no padrão de "relacionamento" entre as pessoas e organizações e tem crescentemente influenciado decisões políticas e eleitorais.

Primavera Árabe, Indignados da Espanha e Occupy Wall Street, no ano de 2011, foram talvez as primeiras grandes mobilizações sociais cujo engajamento ocorreu de forma decisiva pela plataforma de Zuckerberg. No Brasil, podemos citar as mobilizações de junho de 2013.

Sua rede está tão onipresente nos dias atuais, que muitos usuários acreditam que o Facebook seja a própria internet. Isso não é nada bom. Ao contrário: é muito perigoso.

Rua sem Saída


O Facebook está sugando a internet para dentro de sua timeline. Poucas pessoas navegam na internet hoje. Elas acessam o Facebook e nele ficam lendo manchetes de notícias, postagens pessoais, institucionais, fotos e vídeos, mas dificilmente clicam para ir ao conteúdo original.

Isso ocorre por vários motivos. Entre eles porque as novas tecnologias criaram a ditadura da velocidade: não há tempo para ler uma notícia, um artigo ou assistir a um vídeo de mais de 30 segundos.

Também porque o modelo de negócio das empresas de telecomunicações impôs um padrão de acesso baseado nos dispositivos móveis (celulares) que oferta pacotes limitados de dados com alguns aplicativos "gratuitos".

É o que chamamos de zero-rating. E o Facebook, coincidentemente, é um destes aplicativos nos quais você navega e acredita não estar pagando por isso. Aliás, o Facebook e o Whatsapp (comprado pelo próprio Facebook em 2014, pela bagatela de US$ 22 bilhões).

Assim, quando você se depara, por exemplo, com um artigo bacana do Mídia Ninja na sua timeline e clica para ler o conteúdo, aparece uma mensagem, digamos pouco estimulante, perguntando se você tem certeza de que quer ler aquele conteúdo, porque a partir daquele momento o tempo que você ficar fora do Facebook vai ser descontado do seu pacote de dados.

Digamos que para 89% dos usuários da internet no Brasil que acessam a rede a partir de dispositivos móveis, – a maioria com contrato no modelo pré-pago – a mensagem é quase um alerta: "Não faça isso!"

Além disso, o Facebook foi criando novas funcionalidades para que você se sinta cada vez mais "em casa" e não queira sair. Por que sair, não é mesmo? Por exemplo, se você quer publicar um vídeo, publique diretamente no Facebook. Transmissão ao vivo, use o live do Facebook. Até porque, se você não fizer isso, sua postagem será, digamos, sabotada. Experimente comparar o desempenho de postagens de vídeos ou lives de outros aplicativos e os que usam o próprio Facebook que você vai ver isso explicitamente.

O Facebook é como uma rua sem saída. Até os conglomerados tradicionais da mídia hegemônica estão se rendendo à sua força centrípeta. Acordos entre a rede social e grupos de mídia criaram os instant articles. Sob o argumento de que nos celulares muitas vezes o carregamento de páginas externas é muito lento, o Facebook criou um mecanismo para que as empresas jornalísticas publiquem notícias diretamente na plataforma. Conveniente, não?

Trabalho não remunerado


Não dá para negar que o CEO do Facebook e sua equipe são brilhantes. Não pelas funcionalidades do Facebook e por terem construído algo tão grandioso, mas principalmente porque fizeram um negócio bilionário cujo conteúdo que lhe dá valor é produzido por seus 2 bilhões de usuários, de forma gratuita.

Isso mesmo. Eu, você, e todos que postamos NOSSOS conteúdos no Facebook trabalhamos gratuitamente para ele. E para se ter uma ideia do quanto nosso trabalho é lucrativo, em 2016 o Facebook teve um receita de US$ 26,8 bilhões, 57% maior que em 2015. Seu lucro líquido aumentou 117%.

Ah, você pode me questionar agora, "mas não pagamos nada por isso", o Facebook é "de grátis". Mais ou menos.

Primeiro porque pagamos com o nosso trabalho, com o tempo que dedicamos a curtir, reagir e postar coisas no Facebook. E uma das máximas do capitalismo pode ser expressa pela frase  time is money – tempo é dinheiro.

E, além disso, Zuckerberg criou os chamados posts patrocinados. Ah!, quem disse que a gente não paga pelo Facebook. A gente precisa pagar para ser visto, ou para termos a sensação que estamos sendo vistos, lidos e seguidos.

Aqui, na minha opinião, está um dos problemas mais graves do Facebook: a falsa ideia de que estamos falando para muita gente, que finalmente quebramos a barreira da comunicação unidirecional e que estamos exercendo plenamente nossa liberdade de expressão. Ledo engano.

Você pode ter 1 milhão de amigos, igual ao "rei" Roberto Carlos, mas esteja certo de que algo em torno de 1% disso pode de fato prestar atenção em você. Se você pagar, vai atingir um pouco mais mas, mesmo assim, quem vai te ver será determinado por um algoritmo, uma fórmula matemática que tem contribuído para uma rápida evolução da Inteligência Artificial.

Ou seja, quem determina quando e quem vai ver sua postagem é um código que, no fundo, ninguém sabe como funciona de verdade e quais são os parâmetros de dados utilizados para definir a sua programação.

A ideia de que seriam apenas dados aleatórios baseados no número de interações, interesses e no mapa do seu comportamento na rede, de que não seriam aplicados outros filtros, de caráter político, ideológico e econômico não está devidamente garantida.

Até porque o Facebook já informou, há quinze dias (após os atentados do início de junho em Londres), que seus algoritmos estão usando Inteligência Artificial para retirar conteúdos "terroristas" da sua plataforma. "A análise inclui um algoritmo que está no estágio inicial de aprendizagem sobre como detectar posts similares. A promessa do Facebook é que o algoritmo vai acumulando informação e se aperfeiçoando com o tempo. Os algoritmos também estão usando páginas, grupos, posts ou perfis já catalogados que estão apoiando o terrorismo para tentar identificar material relacionado que possa estar fazendo o mesmo", disse nota da empresa.

Se podem identificar conteúdo "terrorista", podem identificar qualquer conteúdo e isso pode significar um potencial de censura e manipulação da informação imensos. Quem define quem são os terroristas? Quem define quem são os inimigos?

O plano: dominar o mundo


E muito ainda está por vir. Novas funcionalidades para o Facebook são estudadas e desenvolvidas na velocidade da luz. Todas devidamente patenteadas para garantir a propriedade do Facebook sobre elas. Aliás, uma visita ao escritório de patentes para conhecer o que o Facebook tem em seu nome é uma pesquisa interessante e preocupante.

Uma delas é um dispositivo para capturar o rosto dos seus usuários e, com isso, definir seu "humor". "Através de uma técnica para detecção de emoção e entrega de conteúdo. Este é um fluxograma direto para capturar a imagem dos usuários através da câmera para rastrear suas emoções ao visualizar diferentes tipos de conteúdo. O Facebook poderia ver seus estados emocionais ao assistir vídeos, anúncios ou imagens de bebê e isso serviria de conteúdo no futuro, apenas lendo seu estado inicial de emoção", segundo notícia publicada no site da Forbes.

Além de violar o nosso direito à privacidade e usar de forma indevida nossos dados pessoais (nós concordamos com isso de forma não informada quando aceitamos às políticas de privacidade – alguém lê mesmo isso? Tema para outro artigo futuro), agora o Facebook quer ler nossas emoções, quer se apropriar da nossa alma.

E qual o objetivo de tudo isso? Melhorar a nossa "experiência" de navegação? Certamente que não. O poder é algo que seduz. E Mark Zuckerberg definitivamente parece estar querendo mais poder.

No início deste ano, às vésperas de chegar à marca de 2 bilhões de usuários, Zuckerberg fez dois pronunciamentos, um em março e outro no último dia 22 de junho, dizendo que diante do novo contexto internacional, dos dilemas da humanidade, o Facebook se viu convocado a mudar a sua missão. Inicialmente pensada para "conectar as pessoas", agora ela é ajustada para "aproximar o mundo" (Bringing the World Closer Together).

O CEO do Facebook parece crer que sua plataforma pode estar acima das nações e dos poderes constituídos. Na primeira carta que lançou sobre o tema, Zuckerberg afirma: "Os atuais sistemas da humanidade são insuficientes. Esperei muito por organizações e iniciativas para construir ferramentas de saúde e segurança por meio da tecnologia e fiquei surpreso por quão pouco foi tentado. Há uma oportunidade real de construir uma infraestrutura de segurança global e direcionei o Facebook para investir mais recursos para atender a essa necessidade".

Mais recentemente, no evento que reuniu as "lideranças" das maiores comunidades do Facebook, Zuckerberg retoma o tema e afirma que é preciso enfrentar um mundo dividido e, a partir do Facebook, lançar as bases para um "common ground" – numa tradução literal, um terreno comum, um mundo mais homogêneo e unido. "Este é o nosso desafio. Temos de construir um mundo onde todos tenham um senso de propósito e comunidade. É assim que vamos aproximar o mundo. Temos que construir um mundo em que nos preocupemos com uma pessoa na Índia, na China, na Nigéria ou no México, tanto quanto uma pessoa aqui. É assim que conseguiremos as nossas maiores oportunidades e construir o mundo que queremos para as gerações vindouras. Eu sei que podemos fazer isso. Podemos reverter esse declínio, reconstruir nossas comunidades, começar novas e aproximar o mundo inteiro".

A despeito de palavras bonitas, é preciso compreender que este não pode ser o papel de uma empresa privada. Inclinações totalitárias não combinam com soberania e democracia.


Renata Mielli é Jornalista, coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e secretária geral do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.
Posted: 02 Jul 2017 12:30 PM PDT
Publicado em seu perfil no Facebook.

Quem é o maior empregador do Brasil hoje? Acertou quem disse Shoppings Centers. O processo de desindustrialização é avassalador. A participação da indústria no PIB está retornando aos patamares do início do século XX. Somos cada vez mais uma sociedade de serviços. Temos mais de 20 milhões de pessoas ganhando até 1,5 salário mínimo. Salários baixos, baixa qualificação e alta rotatividade. 

Este é o perfil da grande massa de trabalhadores brasileiros. O que pensam? Como dialogar com eles?

Os sindicatos representam uma parcela importante dos trabalhadores. Militantes valorosos se revezam há décadas nestas estruturas. São lugares de debate político e organização fundamentais. 

Mas onde fica a grande massa que atua nos mais variados serviços com alta rotatividade e sem qualquer identidade sindical? Onde ficam os desempregados? E as “donas de casa”, muitas chefes de família? E a juventude da periferia?

Se engana quem imagina que as igrejas evangélicas sejam apenas espaços de pregação religiosa. Elas acolhem desempregados, dependentes químicos, mães desesperadas, transmitem esperança de dias melhores e até arrumam emprego. Tentam recolocar no mercado pessoas excluídas pelo sistema, desiludidas. Algumas prestam todo tipo de serviço no vácuo do poder público. São locais de solidariedade e de acolhimento. Com os espaços públicos deteriorados, se transformaram num espaço de sociabilidade, de encontros. A correria e a dureza do dia a dia afastam. A igreja aproxima. 

Nos sindicatos e nos partidos você ouve orientações e discursos. Nas igrejas é escutado, é visto, conhece pessoas, sua experiência pessoal é reconhecida e valorizada. Todos os problemas são "visíveis" e, na medida do possível, tratados. Não precisa ser trabalhador desta ou daquela empresa, ser sindicalizado, ter esta ou aquela posição ideológica. Vale todo mundo. 

O Rio de Janeiro, principal cartão postal do país, está sendo governado por um Bispo de uma das igrejas mais questionadas. Fenômeno isolado? Acaso? Conquistam corações e mentes, o voto, a contribuição financeira e a militância de seus fiéis é consequência natural. São conservadores em questões comportamentais e progressistas na economia, defendem o Estado porque necessitam dele objetivamente. 

Ao invés de atacar de forma sectária ou tentar negar o papel destas organizações, a esquerda deveria refletir, e até aprender com elas.


Ricardo Cappeli é Jornalista e está Secretário de Representação Institucional do Governo do Estado do Maranhão no Distrito Federal.
Posted: 02 Jul 2017 11:00 AM PDT
Publicado originalmente no Outras Palavras.

Este é um país em movimento. Ainda que as categorias ligadas ao transporte na em São Paulo (ferroviários, metroviários, motoristas de ônibus) tenham decidido não entrar em greve na sexta-feira, dia 30 de junho, em outros estados houve paralisações: o metrô de Belo Horizonte não funcionou, ônibus e metrô de Brasília também não, Salvador parou, rodoviários fizeram greve em Belém do Pará. Sindicatos e federações de bancários de praticamente todo o país, de acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), aderiram à greve geral. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região estima em 30 mil o número de trabalhadores parados em 212 locais, sendo 12 centros administrativos e 200 agências. Os petroleiros também aderiram à greve geral. Além de terminais e plataformas, pararam dez refinarias. A greve nas refinarias, iniciada hoje, não tem data para acabar. É uma resistência à intenção da Petrobras de reduzir de 15% a 25% o número de trabalhadores na área de refino.

A greve foi maior que a de 28 de abril? Não. Naquele momento as centrais sindicais foram unânimes no apoio à paralisação, o que não aconteceu desta vez. A União Geral dos Trabalhadores (UGT), por exemplo, decidiu fazer mobilizações de protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência, mas não aderiu à greve. “As centrais, já na preparação desse movimento, disseram: vamos parar o Brasil com diferentes atividades e não necessariamente com uma greve geral como a do dia 28”, constata o economista Marcio Pochmann em entrevista à Rádio Brasil Atual. As explicações para isso são várias. Categorias como os motoristas de São Paulo receberam severas multas por conta da paralisação do dia 28 de abril, repara Pochmann.

A União Geral dos Trabalhadores, à qual o Sindicato dos Motoristas de São Paulo é filiada, decidiu não convocar greve. “Não tivemos capacidade de conscientizar os trabalhadores da dimensão da reforma trabalhista. Estamos estarrecidos com o fato de que 513 deputados a aprovaram, um texto que passou de sete itens para 117 itens e que pretende, cirurgicamente, acabar com os sindicatos no Brasil, permite que patrões escolham interlocutores para negociar com a empresa, permite o trabalho de mulheres em condições insalubres, permite a realização de acordos individuais”, diz Ricardo Patah, presidente da UGT. Isso quer dizer que não se repetirá mobilização como a de 28 de abril no Brasil? Também não. A própria UGT avalia a possibilidade de chamar nova greve geral em julho/agosto, desta vez contra a reforma da Previdência. “Contra esta o povo vai para a rua e vai fazer o governo recuar”, acredita ele.

A reforma trabalhista, objeto de curto prazo da greve de hoje, é “muito mais perversa que a reforma da Previdência” mas também é “menos conhecida”, explica Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese, também à Rádio Brasil Atual. “As pessoas têm uma menor compreensão do impacto que a reforma trabalhista terá sobre a vida dos brasileiros e das brasileiras”. Independente disso, o que se viu, hoje, é resultado de um movimento que, acredita ele, não vai arrefecer. Os movimentos envolvem cada vez mais gente, constata ele, “cada um fazendo na base, no seu sindicato, na sua cidade, na sua categoria, o movimento que os próprios trabalhadores definiram, uns paralisando atividades, outros fazendo passeatas, marchas, manifestações, atos”, explica. “Este é uma ganho que pouco se vê, mas cada vez mais categorias e pessoas são incorporadas ao debate sobre as reformas. Há diferentes iniciativas e o que se observa é que de fato o movimento atinge pequenas, médias e grandes cidades, e algumas capitais com uma paralisação mais intensa”, diz.

Para Ganz, a resistência agora é importante para que o país não perca nem direitos nem os instrumentos para sustentar seu desenvolvimento, como as empresas públicas, os recursos naturais, as indústrias nacionais. “Há tanta coisa sendo destruída nesse processo e esses movimentos precisam dar conta de entender o que está acontecendo e construir um posicionamento para que a trajetória de nosso país seja alterada em direção a uma estratégia de desenvolvimento com justiça, igualdade, distribuição de renda e bem estar”.

As centrais e movimentos vão conseguir construir esta posição conjunta? Ainda não sabemos. Mas a dinâmica do governo contribui para que isso aconteça, de uma forma perversa, como se pode constatar por duas falas. Wagner Fajardo, um dos coordenadores do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, explica que a decisão da categoria, de não parar no dia 30, significa mais economia de forças que recuo: “Continuamos na luta contra a terceirização e a privatização do Metrô e dispostos a participar das campanhas gerais. Mostramos isso nos dias 15 de março e 28 de abril. O recuo de agora acompanhou o recuo do movimento sindical na capital de São Paulo Mas estamos prontos, é unanimidade a oposição às reformas do governo. Vamos participar, em unidade com o resto do movimento sindical, desta luta.”

Já Guilherme Boulos, coordenador da Frente Povo Sem Medo, disse à Rede Brasil Atual. “Nós temos um Congresso Nacional que legisla de costas para a sociedade brasileira, 70% da população rejeita a reforma trabalhista e eles estão levando adiante; 89% da população quer diretas, e eles estão barrando. Estão criando cada vez mais um perigoso abismo do Congresso Nacional e também do governo para o resto da sociedade brasileira. Você para, os caras continuam; faz luta, os caras continuam; para o Brasil, os caras continuam; vai chegando um ponto em que o povo perde a paciência e só resta a desobediência civil. É isso que essa turma está plantando no Brasil.”

O que brotará, veremos nos próximos meses.


Patrícia Cornils é repórter, participa da comunidade Transparência Hacker e da Casa de Lua. Trabalhou no projeto WiFi Livre da prefeitura de São Paulo e estuda Sociologia e Política na Fesp.

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