sábado, 8 de julho de 2017

7/7 - Os Amigos do Presidente Lula DE 6/7

Os Amigos do Presidente Lula


Posted: 06 Jul 2017 08:41 AM PDT


A Justiça Federal encaminhou ao presidente Michel Temer as 22 perguntas feitas pela defesa do ex-deputado Eduardo Cunha no processo sobre suspeitas de corrupção envolvendo o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). Cunha é réu no processo sob acusação de recebimento de propina de empresas interessadas em recursos do fundo. Até o início da noite de quarta-feira (5), no entanto, o Palácio do Planalto não havia registrado a entrada do documento no protocolo.

Nas perguntas, os advogados de Cunha perguntam se Temer teve conhecimento de vantagens indevidas para liberação de financiamento do FI-FGTS. O presidente também é questionado se indicou o sucessor de Moreira Franco, Joaquim Lima, em uma vice-presidência da Caixa; e se participou de alguma reunião para tratar de doação de campanha das eleições de 2010, 2012 ou 2014.

A defesa do ex-deputado perguntou ainda se Temer conhece os executivos Léo Pinheiro (ex-presidente da construtora OAS) e Benedicto Júnior (ex-presidente da Construtora Odebrecht). O ofício com as perguntas saiu da Justiça Federal no Distrito Federal ontem, nas mãos de um oficial de Justiça.

Temer foi arrolado como testemunha de Cunha no processo, assim como o ex-presidente Lula. O petista depôs terça-feira, por meio de videoconferência, na sede da Justiça Federal em São Bernardo do Campo (SP), e disse desconhecer influência do ex-deputado no fundo.

Cunha já estaria finalizando, também, textos com informações para o acordo de delação premiada que pretende fechar com a Operação Lava-Jato. Ele teria rascunhado mais de cem anexos para a colaboração, segundo a colunista Mônica Bergamo.

Confira as 22 perguntas enviadas por Cunha a Temer:

1 - Vossa Excelência foi presidente do PMDB em que período?

2 - Vossa Excelência foi apontado como o responsável pela nomeação do Sr. Moreira Franco para a vice-presidência da Caixa de Fundos e Loterias. O senhor era o presidente do PMDB à época? Quando foi isso?

3 – Em 2010, Moreira Franco teve que deixar a Caixa, para ocupar a representação do PMDB na coordenação da campanha presidencial. Vossa Excelência indicou o então gerente de Moreira, Joaquim Lima, como seu substituto?

4 - Vossa Excelência conheceu o Sr. André de Souza, representante até 2012, no conselho FI-FGTS, dos trabalhadores, do PT?

5 - Vossa Excelência fez alguma reunião para tratar de pedidos para financiamento com FI-FGTS, junto de Moreira Franco e André de Souza? Se sim, quando? Com quem?

6 - Vossa Excelência conhece Benedicto Júnior e Léo Pinheiro?

7 - Vossa Excelência participou de alguma reunião com eles e Moreira Franco para doação de campanha para os pleitos eleitorais de 2010, 2012 ou 2014?

8 – Se a resposta for positiva, estava vinculada a alguma liberação do FI-FGTS?

9 – André de Souza participou de alguma dessas reuniões?

10 – Onde se deram essas reuniões?

11 – Joaquim Lima continuou como vice-presidente da Caixa, em outra área, a partir de 2011. Quem foi o responsável pela sua manutenção?

12 - Vossa Excelência conheceu Fábio Cleto?

13 – Teve alguma participação na sua nomeação?

14 – Houve interferência do então prefeito Eduardo Paes visando à aceleração do projeto Porto Maravilha para as Olimpíadas?

15 - Vossa Excelência teve conhecimento de alguma vantagem indevida, seja na época de Moreira Franco, seja posteriormente, para liberação de financiamento do FI-FGTS?

16 - Vossa Excelência conhece Henrique Constantino? Esteve alguma vez com ele? Qual foi o tema? Tinha a ver com algum assunto ligado ao financiamento do FI-FGTS?

17 – A denúncia trata da suspeita do recebimento de vantagens indevidas do consórcio Porto Maravilha (OAS, Carioca e Odebrecht), da Haztec, da Aquapolo e Odebrecht Ambiental, Saneatins, Eldorado Participações (Grupo JBS), Lamsa (Linha Amarela S.A.), Brado, Moura Debeux, BR Vias. Vossa Excelência tem conhecimento, como presidente do PMDB até 2016, se essas empresas fizeram doações a campanhas do PMDB? Se sim, de que forma?

18 – Alguma delas fez doação para campanha de Gabriel Chalita em 2012?

19 – Se positiva a resposta, houve a sua participação? Estava vinculada à liberação desses recursos da Caixa no FI-FGTS?

21 - Vossa Excelência tem conhecimento de algum pagamento de vantagem indevida pelo Sr. Benedicto Júnior a Moreira Franco para liberação de financiamento do FI-FGTS à Odebrecht Transportes para associação no Porto de Santos?

22 - Vossa Excelência tem conhecimento de qualquer vantagem indevida solicitada ou recebida pelo Sr. Moreira Franco para liberação, no âmbito do FI-FGTS, em qualquer projeto, incluindo o Porto Maravilha?
Posted: 06 Jul 2017 09:05 AM PDT


 Temer mudou de ideia novamente nesta semana e decidiu viajar para Hamburgo, na Alemanha, para participar da reunião do G20 nos dias 7 e 8 de julho. Ficou de fora, contudo, do programa de imprensa da cúpula, que lista presidentes como o argentino Mauricio Macri e o russo Vladimir Putin ao lado do ministro brasileiro Henrique Meirelles, conforme relata a Folha.

Além do Brasil, a Arábia Saudita também foi representada na lista por um ministro, Ibrahim Abdulaziz al-Assaf, que substitui o rei Salman.

No dia 28 de junho, o Planalto havia confirmado que o mandatário não iria mais para a reunião com os líderes das 20 maiores economias do mundo. O motivo do cancelamento não foi informado. Diário Oficial da União (DOU) publicado na segunda-feira (3) publicou que, além de Temer, iriam para a Alemanha o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e assessores.

O grupo G20 é composto por África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia - além da União Europeia.

Só para recordar

Há oito anos o então presidente Lula era saudado por seu colega Barack Obama, na reunião dos líderes das vinte maiores economias do planeta, o G20, em Londres, como "o cara".

James Green, historiador, diretor da Brazil Initiative da Universidade de Brown Para Green, um dos mais reconhecidos brasilianistas na academia americana e duro crítico do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que considera um golpe de Estado, o Brasil chega menor ao G20 muito mais por conta da crise política interna do país do que pela crise econômica. "O governo que chega a Hamburgo é identificado com a corrupção e a falta de legitimidade política e representação popular, e isso é claramente percebido pelas lideranças mundiais. 

Por isso mesmo, é impossível que Temer tenha qualquer importância internacional." O historiador diz que o trabalho de projeção internacional, incrementado durante o governo Lula (2003-2010), da imagem do país-continente, com economia diversificada e liderança regional natural e forte, com a defesa de uma atuação independente do Itamaraty, tinha como alicerce o enorme apoio popular dado ao "cara". Agora o cenário é o oposto, ele acredita, com uma agenda internacional tímida e um chefe de Executivo com reprovação recorde. "Temer não tem as qualidades necessárias para promover o Brasil no exterior.

 Acredito que ele será marginalizado em Hamburgo. E paira a dúvida, para além de questões graves como a legitimidade e as acusações de corrupção, a dúvida na cabeça de todos: qual a real duração do mandato de Temer? Até quando ele fica?" Green diz que a política externa não é o forte do governo Temer, e aponta a nomeação do senador José Serra (PSDB) como chanceler de seu governo (depois substituído pelo também senador paulista tucano Aloysio Nunes) um dos muitos equívocos da presidência do peemedebista: "Serra foi muito fraco e viu o Itamaraty como um trampolim para eventuais saltos políticos no futuro, mas não deu certo. 

A política externa do governo Temer carece de energia. É um momento complicado para o Brasil ir ao G20, já que a imagem que vem de Brasília é a falta de rumo. Não será desta vez, em Hamburgo, que o papel importante do Brasil como um dos principais representantes dos chamados países emergentes será restabelecido."
Posted: 06 Jul 2017 06:17 AM PDT

Jacob Barata Filho, um dos maiores empresários de ônibus do Rio de Janeiro.Barata Filho foi preso no aeroporto internacional do Galeão quando embarcava, só com passagem de ida, para Lisboa, em Portugal.. O empresário está sob investigação de ter pago propina a políticos e agentes público do estado do Rio de Janeiro.


As empresas de ônibus já foram alvo da delação premiada do ex-presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio, Jonas Lopes. De acordo com ele, a Fetranspor (federação das empresas de ônibus) pagava mesada a conselheiros para ter “boa vontade” na análise de seus casos no tribunal.A operação  Ponto final da Policia Federal mira a corrupção do setor de ônibus no estado do Rio de Janeiro. Já foram presos o presidente da Federação de Empresas de Transportes, Lélis Teixeira, e Rogério Onofre.

Jacob Barata Filho, o “rei do ônibus” (e da propina também),  em  entrevista em 2014, disse que as empresas  de ônibus dele ajudavam políticos na eleição –o que era vedado à época, por serem concessionárias de serviços públicos.

O caso envolve também o   ex-governador Sérgio Cabral (PMDB)  que concedeu desconto de IPVA às empresas de ônibus num processo administrativo que tramitou por apenas um dia no Estado. O Ministério Público Federal investiga o caso.

O empresário preso neste domingo foi alvo de protestos  liderados pelo Movimento Passe Livre durante o casamento de sua filha, em  2013.. A cerimônia de Beatriz Barata, foi chamada de “Baile da ilha fiscal” por ter custado 3 milhões, e  tinha como um dos padrinhos o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.

Beatriz,  casou-se com Francisco Feitosa Filho,  filho do empresário cearense  no ramo de empresas de ônibus, Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, conhecido como  Chiquinho Feitosa,  ex-deputado federal  do DEM e ex presidente do DEM no Ceará, atual  primeiro suplente do senador Tasso Jereissati (PSDB) e   cunhado de Gilmar Mendes, irmão de  Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima Mendes, esposa do ministro do STF

Chiquinho Feitosa, é  presidente da  Federação das Empresas de Transportes Rodoviários dos Estados do Ceará, Piauí e Maranhão (Cepimar) e Sest/Senat.Além de ser dono da empresa Vega, concessionária de linhas de ônibus em Fortaleza  também é  dono uma das maiores empresa de ônibus de Portugal a Vimeca, empresa de transportes opera na região da Grande Lisboa. No Brasil, Chiquinho  também é sócio do empresário lusitano Humberto Pedrosa em empresa de ônibus em Manaus (AM). Pedrosa, é sócio de David Neeleman (Azul Linhas Aéreas) na companhia aérea TAP.
Coincidentemente, era justamente para Portugal que Jacob Barata Filho estava fugindo


Barata  filho e Nuzman

Reportagem publicada pelo Sportlight - Agência de Jornalismo Investigativo ,destaca as relações de Jacob Barata com o Comitê Rio 2016. “Jacob Barata: de Rei dos Ônibus no Rio a Imperador no reino de Nuzman” é também um monarca no reino olímpico de Carlos Arthur Nuzman. As digitais do conhecido empresário e família estão em acordos de alto valor do Comitê Rio 2016 (CoRio)."

Segundo a reportagem, “três diferentes empresas com participações do mesmo grupo foram utilizadas em dez assinaturas, entre contratos e adendos, pelas duas partes. Uma dessas pessoas jurídicas foi aberta dois meses antes da assinatura. E tendo como objetos que transitam entre “consultoria” e prestação de serviço”. "Em 17 de julho de 2015, foi formado o “Consórcio Rio de Transportes”, com participação de David Ferreira Barata (filho de Jacob Barata) como administrador e tendo como demais sócios a União Transporte Interestadual "Dois meses depois de formado, o “Consórcio Rio de Transportes” já assinava o contrato. Em 14 de setembro de 2015, com o objeto de “consultoria de serviços de transporte terrestre de passageiros para apoiar o Rio2016 na entrega do planejamento das operações de serviços de ônibus para realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos”, no valor de R$ 1.900.000,00 (um milhão e novecentos mil reais). Em 31 de março de 2016, um novo contrato seria assinado, com o objeto de “prestação de serviços de transporte de passageiros por meio de disponibilização de ônibus com motoristas”, no valor de R$ 110.834.890,65 (cento e dez milhões, oitocentos e trinta e quatro mil, oitocentos e noventa reais e sessenta e cinco centavos).

Barata Filho é da segunda geração de empresário de ônibus que atuam no Rio. Seu pai, Jacob Barata, empresário que detém concessões de ônibus urbanos no Rio de Janeiro,  em  2015, apareceu na lista dos milionários do  banco HSBC da Suíça movimentando uma conta com US$ 95 milhões

O  escândalo mundial do banco HSBC  ficou conhecido  por ajudar milionários e criminosos a sonegar impostos em seus países, (O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco Filho, por exemplo, confessou em depoimento à Polícia Federal, ter mantido dinheiro de propinas neste HSBC Suíço durante um período) . O dinheiro depositado na conta de Jacob Barata pode ser legítimo ou não. No caso de brasileiros, a lei exige que o saldo no exterior seja declarado no Brasil e, se a origem do dinheiro for tributável, que os impostos sejam devidamente pagos, inclusive no processo de remessa para o exterior. Porém é grande a possibilidade de esse tipo de conta ser usada justamente para sonegar impostos, esconder renda, patrimônio e dinheiro sujo vindo de atividades criminosas

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