sábado, 8 de julho de 2017

8/7 - Pragmatismo Político DE 6/7

Pragmatismo Político


Posted: 06 Jul 2017 03:56 PM PDT
geddel vieira lima chora
O ex-ministro Geddel Vieira Lima admitiu, em audiência de custódia com o juiz federal Vallisney Oliveira, nesta quinta (6), que conversou por telefone com a esposa de Lúcio Funaro por mais de 10 vezes no último ano, mas negou que a conversa tenha envolvido “chantagem” ou “pressão”. Geddel foi preso sob a acusação de obstrução de Justiça.
Funaro, que está negociando delação premiada com a Lava Jato, entregou uma “amostra grátis” aos procuradores, que culminou na prisão de Geddel: ele alegou que o ex-ministro pressionava sua esposa, a empresária Raquel Albejante Pitta, para evitar delações.
À Lava Jato, Joesley Batista, da JBS, afirmou que fazia pagamentos a Funaro quando ele já estava na prisão a pedido de Geddel. Depois, quando não pôde mais manter contato com o ex-ministro, Joesley recorreu a Michel Temer para saber quem seria o novo interlocutor. Foi quando o presidente indicou Rodrigo Rocha Loures como pessoa de sua confiança.
Durante a audiência de hoje, a defesa de Geddel tentou obter uma medida alternativa à prisão, alegando que mesmo que seja verdade que ele tentou obstruir a Lava Jato, a prisão domiciliar com tornozeleira e outras ações cautelares seriam suficientes para permitir que a investigação fosse concluída.
Atendendo à manifestação do Ministério Público Federal, depois de mais de 1 hora de discussão, Vallisney negou o pedido de Geddel. Foi quando o ex-ministro chorou demonstrando desespero diante da possibilidade de ficar preso por tempo indeterminado.
O juiz sugeriu demandar da Polícia Federal uma perícia nos aparelhos usados por Geddel e a esposa de Funaro para conversação, além de interrogá-la para saber se ela confirma a denúncia de chantagem. Para mitigar as críticas da defesa, ele determinou que as diligências sejam cumpridas pela PF em até 3 dias.
A defesa protestou, apontando que a Lava Jato deveria ter feito o interrogatório de Raquel isso antes de pedir para prender Geddel. Agora, com a investigação sendo divulgada na mídia e a delação de Funaro em jogo, é “obvio” que a esposa vai confirmar a fala de Funaro, disse um dos advogados de Geddel.
Além disso, a PF, que demorou mais de 20 dias para periciar a gravação de Joesley com Temer, não vai conseguir periciar aparelhos telefônicos em 3 dias, acrescentou a defesa.
Abaixo, o vídeo da custódia, vazado à imprensa poucas horas depois.
VÍDEO:
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Posted: 06 Jul 2017 03:44 PM PDT
Polícia Federal Lava Jato Curitiba
Em comunicado à imprensa, a Polícia Federal anunciou nesta quinta-feira (6) que o grupo que atuava na força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba será desfeito.
De acordo com a nota da PF, o atual efetivo na Superintendência Regional no Paraná será adequado à demanda e “reforçado em caso de necessidade”. O órgão justifica a medida como uma realocação de pessoal.
Na prática, porém, a medida representa o fim das ações da Lava Jato em Curitiba. O anúncio veio pouco mais de um mês após o corte de verbas destinado à Lava Jato e à Superintendência da Polícia Federal do Paraná, que tiveram quase um terço de seu orçamento cortado neste ano pelo governo Michel Temer.
O Ministério da Justiça destinou para ambos R$ 20,5 milhões – R$ 3,4 milhões para os gastos extras da operação – ante os R$ 29,1 milhões de 2016, dos quais R$ 4,1 milhões especificamente para a Lava Jato. A queda representa um percentual de 29,5%.
O corte representou uma asfixia aos trabalhos da Operação Lava Jato, com consequências diretas em pagamento de diárias, realização de diligências e outras ações necessárias à continuidade da operação.
Em 2014, por exemplo, no início da Operação Lava Jato, os recursos para a Superintendência do Paraná cresceram 44%, saltando de R$ 14 milhões em 2013 para R$ 20,4 milhões. Já em 2015, manteve-se o mesmo nível de gastos autorizados pelo governo federal, ainda sob o comando da ex-presidente Dilma Rousseff.
Ontem (5), o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa, já havia comentado sobre a liberação de recursos para emendas parlamentares pelo governo federal. Segundo o procurador, “Temer libera verbas à vontade” para salvar seu mandato e asfixia a Polícia Federal.
“A Polícia Federal não tem mais dinheiro para passaporte. A Força-tarefa da Polícia Federal na operação Lava Jato deixou de existir. Não há verbas para trazer delegados”, afirmou Carlos Fernando.

“Estancar a sangria”

O fim do grupo de trabalho da Polícia Federal na Lava Jato remete a um famoso áudio divulgado pela própria PF há pouco mais de 1 ano (relembre aqui).
Na época, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), braço direito de Temer, e o ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado, afirmaram que a única saída para interromper as investigações da Lava Jato era tirar Dilma Rousseff da Presidência da República e alçar Michel Temer ao poder.
JUCÁ – Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. […] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.
[…]
MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].
JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.
MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.
JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.
MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.
JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.
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Posted: 06 Jul 2017 12:25 PM PDT
leonardo boff cosciência corrupto persegue condena justiça
Há uma voz dentro de nós que nunca conseguimos fazer calar. É a voz da consciência. Ela está acima da ordem estabelecida e das leis vigentes.
Há fatos criminosos como violar inocentes, tirar da boca do faminto o pão que o salvaria da morte, roubar o dinheiro destinado à saúde e à educação, praticar corrupção como verdadeira pilhagem de milhões de reais que eram para a infra-estrutura e outros crimes hediondos.Pode o criminoso se acostumar a tais práticas a ponto de criar uma segunda natureza e pensar: “como a coisa é de todos, portanto, de ninguém, posso me apropriar dela”. Se ocupa um cargo publico diz: “quem se enriquece nessa posição é um esperto, quem não o faz é um bobo”. A corrupção, endêmica no Brasil, se rege por tal sofisma.
Mas ninguém pode se livrar da voz interior, a natureza primeira, que inapelavelmente o acusa e pede punição. Pode fugir como Caim mas ela continua, como um tímpano, a vibrar dentro dele. O corrupto foge mesmo que a justiça não o persiga, Quem é esse que vê dentro do coração e para o qual não existem segredos e câmaras secretas? Novamente a consciência: ela julga, admoesta, corrói por dentro, aplaude e condena.
Os homens do espírito de ontem e de hoje testemunham: é Deus dentro de nós. Pouco importa o nome que lhe dermos conforme as diferentes culturas. Mas temos a ver com uma instância que é mais alta que nós, cuja voz não consegue ser abafada pelo vozerio humano por mais forte que seja. Com acerto escreveu Sêneca: “A consciência é Deus dentro de ti, junto de ti e contigo”.
Abundam exemplos históricos. Refiro um antigo e outro moderno. No ano 310 o imperador romano Maximiliano mandou dizimar uma unidade de soldados cristãos porque se negaram a matar inocentes. Antes de serem degolados escreveram ao imperador: “Somos teus soldados, imperador, mas antes somos servos de Deus. A ti fizemos o juramento imperial, mas a Deus prometemos não praticar nenhum mal. Preferimos morrer a matar. Optamos ser mortos como inocentes do que viver com a consciência sempre nos acusando”(Passio Agaunensium,n.9).
Mil e quinhentos anos após, a 3 de fevereiro de 1944, escreveu um soldado alemão e cristão a seus pais: ”Queridos, fui condenado à morte porque me neguei a fuzilar prisioneiros russos indefesos. Prefiro morrer a levar pela vida afora a consciência carregada com o sangue de inocentes. Foi a senhora, querida mãe, que me ensinou sempre a seguir a consciência e só depois as ordens dos homens. Agora chegou a hora de viver esta verdade”(P.Malevezzi & G.Pirelli (org), Letzte Briefe zum Tode Verurteilter, 1955, p.489). E acabou fuzilado.
Que força é essa que nestes dois pequenos relatos encheu de coragem os soldados romanos e o soldado alemão para poderem agirem assim? Que voz é essa que os aconselhou antes morrer do que matar? Que poder possui essa voz interior a ponto de vencer o medo natural de morrer? É a voz imperiosa da consciência. Nós não a criamos, por isso não podemos destruí-la. Podemos desobedecê-la. Negá-la. Recalcá-la com remordimentos. Mas faze-la silenciar, isso não podemos.
A consciência é intocável e suprema. O respeito a ela é tão grande que até a consciência invencivelmente errônea deve ser ouvida e seguida. Por isso os Bispos reunidos no Concílio Vaticano II (1962-1965) deixaram escrito: “A consciência mesmo quando invencivelmente erra, não perde sua dignidade” (De dignitate Humana, n. 2).
Está em consciência invencivelmente errônea a pessoa que empenha todos os esforços para buscar sinceramente a verdade, perguntando, estudando, deixando-se aconselhar por outros e questionando a si mesmo e mesmo assim erra. Se alguém fizer tudo isso e errar, então, tem o direito de ser respeitado e ouvido porque foi consequente com sua consciência.
Todo o homem pode errar tragicamente, com a melhor das boas vontades. Por isso deve sempre se interrogar como está escutando ou não a voz interior. Blaise Pascal ponderava sabiamente:“Nunca fazemos tão perfeitamente o mal como quando o fazemos com boa consciência”. Só que essa consciência não é boa. Albert Camus referindo-se à moral da obediência cega escreveu:“A boa vontade pode causar tanto mal quanto a má, quando não for suficientemente bem informada”, quer dizer, quando não escutar a voz da consciência, chamando-o para a boa ação.
Tudo isso escrevemos, pensando na vergonhosa corrupção que contaminou nossa sociedade, praticamente em todos os níveis, especialmente os grandes donos de empresas e políticos do mais alto escalão, até o desastrado presidente de república. São moucos face à sua consciência que os incrimina. Chegará o momento em que irão responder a um mais Alto.
*Leonardo Boff é teólogo, filósofo, professor, ecologista e escritor
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Posted: 06 Jul 2017 12:15 PM PDT
carros gasolina diesel eliminado frança europa
O ministro do Meio Ambiente da França, Nicolas Hulot, anunciou nesta quinta-feira (06/07) que o país vai banir todos os carros movidos a gasolina ou diesel até 2040. A medida faz parte dos planos do presidente Emmanuel Macron de tornar a França uma nação neutra em carbono até 2050.
Paris irá oferecer neste período de 23 anos, até a entrada em vigor da medida, incentivos financeiros a donos de veículos poluidores, disse Hulot, que não deu mais detalhes.
O ministro não especificou se veículos híbridos poderão continuar nas ruas.
A Alemanha, a Holanda e a Noruega também já estabeleceram prazos, que chegam no máximo a 2030, para retirar carros poluidores das ruas.

Volvo

Nesta quarta (05/07), a empresa sueca Volvo anunciou que iria produzir exclusivamente carros elétricos a partir de 2019.
Segundo a empresa, o objetivo é vender 1 milhão de veículos até 2025, de variados modelos – de carros totalmente elétricos a versões híbridas. A decisão inicialmente se aplica à Volvo Cars, ou seja, os caminhões continuarão a ser produzidos como agora pela Volvo Trucks.
O anúncio marca o fim dos motores exclusivamente a combustão“, anunciou Hakan Samuelsson, presidente da Volvo. “A demanda por carros elétricos é crescente, e queremos dar uma resposta a nossos consumidores.
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Posted: 06 Jul 2017 12:07 PM PDT
mensagem pai viralizou orgulho gay madrid espanha filha lésbica lgbt
El País
Entre os carros alegóricos, cartazes e cânticos que inundavam as ruas de Madri no último fim de semana, uma camiseta levou o prêmio de melhor mensagem. Era branca com letras pretas, pouco chamativa entre tantas cores e bandeiras de arco-íris. Mas seu trocadilho conseguiu chamar a atenção de um tuiteiro (@juancarlosmohr) que a publicou em sua conta do Twitter.
Em dois dias, a foto da camiseta foi compartilhada mais de 20.000 vezes e recebeu mais de 30.000 likes. Se você só ficou com as letras maiores e com a ideia de que a filha dele é lésbica, aqui vai a mensagem completa. E preste atenção nas letras miúdas.
A camiseta foi desenhada por Claudia Álvarez, conhecida como Claudia Limón, uma jovem de 26 anos natural de Cuenca. O homem que aparece na imagem é o pai de sua companheira, explica ela por email ao Verne. “Os pais da Meri queriam levar alguma mostra de apoio à manifestação”, conta. Para Álvarez, seu design não é a única razão do sucesso da camiseta nas redes. “O que verdadeiramente impressionou foi ver uma demonstração de amor e apoio tão incondicional a uma filha independentemente de sua orientação sexual”, acrescenta. “Todo o mérito é desses pais dispostos a usá-la com orgulho”.
Apesar de não aparecer na imagem que se popularizou no Twitter, a mãe de sua namorada também estava com uma camiseta parecida. Os quatro foram à celebração do Orgulho em Madri no sábado passado. Quem realmente mandou a mensagem foram eles. Os pais mais orgulhosos do Orgulho de Madri. “A comunidade LGTBIQ+ teve de apropriar-se de rótulos e apelidos que terceiras pessoas utilizavam como insultos até que decidimos torná-los nossos e usá-los com orgulho, nós e nossos pais”, diz Álvarez. “Se essa mensagem te provocar algo que não seja ternura, não acredito que o problema seja nosso”.
Uma publicação compartilhada por Claudia Limón (@clau_sure) em
A designer gráfica detectou reações negativas sobre a mensagem da camiseta. “Tenho lido comentários de gente se queixando nas redes sociais: Não queremos saber se sua filha é lésbica! Deixe-nos em paz! e coisas do tipo, quando o que tentamos manifestar era justamente o contrário”, observa. “A camiseta é para aquelas pessoas que não querem ouvir falar do tema, mas quando ficam sabendo de sua condição não são capazes de olhar além”.
Álvarez diz que não tem planos de vender a camiseta, mas convida outras pessoas a usarem o design disponível em sua conta do Instagram. “Não acredito que deva lucrar com essa mensagem tão bonita”, diz.
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Posted: 06 Jul 2017 12:00 PM PDT
primeiro bebê identidade gênero documento
Nesta semana, o Canadá se tornou o lar daquele que pode ser o primeiro bebê sem identificação oficial de gênero em todo o mundo, graças a Kori Doty.
Isso quer dizer que o bebê não será necessariamente categorizado como “homem” ou “mulher” em sua certidão de nascimento.
Doty se identifica como uma pessoa não-binária queer, classificação usada por aqueles que não se consideram homem ou mulher, e utiliza os pronomes eles e deles para se identificar.
Doty deu à luz ao bebê Searyl Atli, na casa de um amigo, em novembro de 2016, na província de British Columbia e deseja que o filho descubra por conta própria seu gênero quando for mais velho.
Em uma entrevista em vídeo no YouTube, Doty explica sua filosofia quando se trata de criar uma criança sem gênero.
A maneira como eu estou lidando com o gênero do meu bebê, Searle, basicamente é deixar espaço para que o bebê autodetermine seu gênero“.
Doty faz parte da organização canadense Gender Free ID Coalition e propôs remover a classificação de gênero da certidão de nascimento de Searyl porque queria pelo menos um de seus documentos oficiais que não incluísse “um marcador de gênero incorreto para o bebê“.
O governo de British Columbia recusou o pedido de Doty, pois a legislação local exige a escolha de um sexo na certidão de nascimento.
Porém, as alterações da Lei de Estatísticas Vitais, feitas em 2014, permitem que as pessoas mudem em seus documentos a sua designação de gênero de acordo com aquela que melhor se identifica, sem a necessidade de cirurgia de redesignação sexual.
primeiro bebê identidade gênero documento
De acordo com a CBC News, o governo enviou um cartão de saúde para Searyl com um “U” na categoria de sexo no mês passado, assim o bebê pode ter acesso aos serviços médicos.
Desde 2013 Doty faz parte de um processo judicial contra o Estado em que se baseia na ideia de que a atribuição de gênero em certidão de nascimento é discriminatória.
O governo sabe que o sistema atual de designação de gênero em documentos desde que o bebê nasce permanece ao longo da vida, e pode ser incorreto para muitas pessoas trans e intersexuais. O governo sabe exatamente a dificuldade e o perigo que esses sistemas podem causar em nossas vidas. É completamente desapontante que eles estão escolhendo ignorar isso, enquanto permanecem conscientes do risco e dos danos que essa decisão tem sobre a população“, argumenta Doty.
barbara findlay, que prefere escrever seu nome sem maiúsculas, é a advogada da família. Em entrevista ao site Global News, ela afirma que “a designação de gênero nesta cultura é feita quando um(a) médico(a) abre as pernas e olha para os genitais de um bebê. Mas nós sabemos que a identidade de gênero do bebê só será desenvolvida alguns anos após o nascimento.
No início deste ano, em janeiro, os canadenses passaram a ter três opções (masculino, feminino e uma terceira alternativa) na documentação de Emprego e Desenvolvimento Social do país, que está ligado ao número do seguro social, graças ao trabalho da ativista dos direitos trans Christin Milloy.
Sete países ao redor do mundo, incluindo Austrália, Paquistão e Nepal, permitem uma terceira opção de gênero em seus passaportes, e o Canadá também está trabalhando para isso.
Em outros lugares do Canadá, outras pessoas também estão tentando remover a classificação de gênero de seus documentos.
Alguns anos atrás, o bebê Storm, nascido em Toronto, se tornou um fenômeno internacional quando seus pais escolheram não revelar seu gênero por vários anos. Eles fizeram isso para que a criança pudesse escolhê-lo.
O HuffPost Canada conversou com a família em 2016, cinco anos após o artigo inicial sobre Storm. O pai David Stocker observou que, embora a sociedade não tenha mudado em geral, as pessoas estão se abrindo a novas ideias.
Se você olha as consequências de todas as discussões que ocorreram, e os documentários que foram produzidos depois, e as conversas em maior profundidade, acho que tudo está sendo realmente valioso. Precisamos conscientizar [as crianças], de que são seus direitos nesta província, neste país. Precisamos ter certeza de que teremos os discursos e as palavras para articular isso tudo, expressar a experiência de cada um, e lutar junto com todos os outros por seus direitos“.
Rebecca Zamon, Huffington Post Canada
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Posted: 06 Jul 2017 11:47 AM PDT
ibge mulheres recebem menos homens mercado de trabalho
Flávia Villela, Agência Brasil
As trabalhadoras brasileiras ganhavam, em 2015, 23,6% menos que os trabalhadores. Dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) revelam que, considerando o universo de pessoas ocupadas assalariadas, os homens receberam em média R$2.708,22 e as mulheres R$2.191,59. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2015, o país tinha 5,1 milhões de empresas e outras organizações ativas que empregavam 53,3 milhões de pessoas, sendo 46,6 milhões (87%) assalariados e 7 milhões (13%) sócias ou proprietárias. Do total de assalariados, 56% eram homens e 44% mulheres. Em relação a 2014, o número de assalariados recuou 3,6%, sendo a queda entre os homens de 4,5% e entre as mulheres de 2,4%.
Em cinco anos, entre 2010 e 2015, o percentual de mulheres ocupadas assalariadas aumentou 1,9 ponto percentual. A maior participação feminina nesse período estava na administração pública e nas entidades sem fins lucrativos. Neste último ambiente, por exemplo, a participação das mulheres passou de 53,3% para 55,8% e a dos homens caiu de 46,7% par 44,2%, no período.
Os dados do Cempre revelam ainda que, nas entidades empresariais, embora os homens sejam maioria, a diferença entre o número de pessoal ocupado do sexo masculino e feminino vem caindo de 2010 para cá. No período, a diferença diminuiu 5,2 pontos percentuais.

Escolaridade

Em 2015, 79,6% do pessoal ocupado assalariado não tinham nível superior e 20,4% tinham. O número de empregados com nível superior cresceu 0,4%, enquanto o pessoal sem nível superior recuou 4,5%, em relação a 2014. Logo, a participação relativa do pessoal com nível superior aumentou 0,8 ponto percentual.
A pesquisa mostra também que, entre 2010 e 2015, apesar da predominância de trabalhadores sem nível superior, houve acréscimo de 3,8 pontos percentuais no número de empregados com nível superior, que era de 16,6% em 2010.
Em 2015, o salário dos trabalhadores com nível superior era, em média, de R$5.349,89 e o dos empregados sem nível superior, R$1.745,62, uma diferença de 206,5%. Na comparação com 2014, o salário médio mensal teve queda real de 3,2%, sendo que para as mulheres esse declínio foi de 2,3% e para os homens de 3,5%. A queda no rendimento médio foi maior entre os trabalhadores sem nível superior (4,3%) do que entre os empregados com nível superior (3,8%).
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Posted: 06 Jul 2017 11:30 AM PDT
flávio gomes brasil pior lugar para se vivier corrupção justiça
Flávio Gomes, via Facebook
Lasciate ogni speranza voi ch’entrate.
O Brasil acabou de vez com a decisão do STF de reconduzir o criminoso Aécio Neves ao Senado. Assim como a de soltar o criminoso Não Sei o Quê Loures. Assim como a de não abrir imediatamente um processo contra o criminoso Michel Temer no momento em que apareceram as gravações dele negociando crimes com o pilantra Joesley, outro criminoso vagabundo, milionário vagabundo, exemplo mais bem acabado da elite econômica e industrial brasileira, composta por vagabundos — para encontrá-los, todos, é só ir à Fiesp e ficar olhando quem entra no prédio pela garagem.
Dilma Rousseff foi expulsa da presidência por alocar verbas federais para programas sociais, tirando dinheiro do próprio governo daqui e colocando ali para entregar a quem mais precisava. Uma manobra fiscal, cujo único beneficiário era aquele coitado que recebe Bolsa Família. A isso se deu o nome de “pedalada”. E foi o bastante para derrubá-la.
Movida pelo ódio aos pobres, a classe média brasileira atendeu de imediato ao chamado da mídia — Veja, Folha, Estadão, Globo, O Globo e seus satélites, incluindo as patéticas emissoras de rádio — e se vestiu de amarelo para ir às ruas louvar um pato inflável.
A isso chamou-se de movimento popular. “O povo resolveu tirar o PT do poder”. Não foi o povo. Foi a classe média turbinada pelos desejos e ordens daqueles que, no fim das contas, são seus porta-vozes e grandes prejudicados por governos que distribuem renda — sempre tiveram, e sempre quererão ter a maior fatia do bolo, se possível o bolo inteiro.
A classe média brasileira, composta pela pior espécie de gente que se possa imaginar, bateu panelas a cada pronunciamento de Dilma. Mandou-a tomar no cu aos gritos num estádio, vociferou palavras de ódio e misoginia. Pôde, sob o olhar deliciado de gente como ela — os donos da mídia –, finalmente expressar sem pudor seu ódio de classes que faz escorrer baba pela boca.
Fora PT!, gritavam. Luladrão!, Dilmanta!, corruPTos!, berravam, urravam, relinchavam, e depois tiravam selfies ao lado de soldados do pelotão de choque da PM. E pediam a volta dos militares. E seus semelhantes, como Lobão, Danilo Gentili, Otávio Mesquita, Roger, Regina Duarte, alguns atores, muitos colunistas e radialistas, jornalistas globais, subiam em carros de som para repetir o mantra: Fora PT. Apareceram movimentos como Revoltados On Line e MBL e coisas do tipo. Deu-se voz a esses animais de sela relinchantes.
E o Brasil mostrou sua cara verdadeira. Um país de merda dirigido por uma elite de merda que, no fundo, é idêntica aos deputados que tiraram Dilma da presidência, é idêntica ao Aécio e sua mala de dinheiro, é idêntica aos ministros do STF que negam habeas corpus a uma mulher que furtou um ovo de Páscoa para dar ao seu filho, mas fazem elogios rasgados ao senador flagrado em gravação pedindo propina, indicando o primo para pegar uma mala de dinheiro, um filho da puta sem tamanho que, no fim das contas, fica livre porque é julgado por filhos da puta iguais a ele.
E você, que cada vez que o Lula aparecia na TV, ou a Dilma, ou um petista qualquer, batia panela na varanda gourmet do seu apartamento, ou buzinava na rua, é um filho da puta igual, porque você é um igual. Não se iluda: você que bateu panela é igual, idêntico ao Aécio, você colocaria 500 paus numa mala e entraria correndo num táxi, você ligaria para um juiz para armar alguma putaria se pudesse, você mandaria matar seu primo otário se ele fosse pego, você armaria uma conversa no porão da sua casa para tramar alguma roubalheira, você já deve ter feito coisa parecida, portanto não se revolte, não fique indignado, você pensa igual, age igual, é um bosta igual.
Hoje o copo d’água transbordou. Não se sabe mais o que é preciso fazer para ser preso no Brasil. Ou para perder a vergonha e renunciar a um cargo público quando se é flagrado cometendo crimes hediondos como desviar dinheiro que poderia estar melhorando a vida de miseráveis num país miserável. Essa elite brasileira que chutou o PT do governo não tem vergonha de ser o que é. Você, paneleiro, não tem vergonha de ser esse merda que é. Você gosta de ser assim, admira quem é assim, se orgulha de ser assim.
Se você não é preto, nem pobre, nem petista, fique tranquilo. Não será processado por nada, não será preso, sempre haverá alguém para bater panela por você. São tantos os absurdos, as decisões amorais, abjetas, obscenas, que partem do Judiciário e salvam gente do Legislativo, que é quase impossível listá-los.
São esses criminosos que legislam, e que estão arrebentando com os direitos dos trabalhadores e estuprando os mais frágeis na questão da Previdência. Esses filhos da puta nem cogitam mexer nas suas aposentadorias, nos “direitos adquiridos” de magistrados e militares, querem que se foda todo mundo.
Claro que tem gente que aplaude. O projeto era tirar o PT, seguir ganhando dinheiro fácil com especulação, voltar à posição de superioridade sobre pobres diabos que trabalham de sol a sol e são escravizados por empresários milionários, sonegadores, vagabundos.
O Brasil é imoral demais, e aqueles que ainda têm algum resto de vontade de lutar por algo melhor estão cansados. O povo povo, aquele que mais sofre, que está sendo atirado de volta ao lugar onde sempre esteve, à miséria, ao descaso, ao desalento, não tem forças para brigar e já nem compreende mais o que está acontecendo.
Isso aqui virou o pior lugar do mundo para se viver.
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Posted: 06 Jul 2017 10:55 AM PDT
frear poder google facebook capitalismo vida privacidade
Rafael A. F. Zanatta, Outras Palavras
Essa semana, Google e Facebook – dois dos maiores gigantes do capitalismo de vigilância contemporâneo – sofreram duros golpes em suas reputações corporativas, abrindo um debate mundial sobre a ética de suas ações e as vulnerabilidades de nossa dependência a esses monopólios da era digital.
Na terça-feira (27/06), a Comissão Europeia impôs uma multa de quase 9 bilhões de reais ao Google por “abuso de posição dominante como motor de busca” e “por dar vantagem ilegal a seu próprio serviço de compras comparativas”. Trata-se da maior punição antitruste a uma única empresa já realizada na Europa.
As investigações foram conduzidas por Margrethe Vestager, comissária da União Europeia para defesa da concorrência (e forte liderança do Partido Social-Liberal da Dinamarca). Ela revelou que o Google situava sistematicamente em lugar destacado seus próprios serviços de compras comparativas, “colocando em lugar pior os serviços de comparação rivais nos resultados de busca”. Para a comissária, o Google “ocupa uma posição dominante nos mercados de busca de internet no Espaço Econômico Europeu” e, com suas práticas de manipulação, “abusou da posição dominante dando a seus próprios serviços uma vantagem ilegal”.
Em um processo de investigação sigiloso, realizado desde 2014, Vestager reuniu um amplo conjunto de provas, incluindo 5,2 terabytes de resultados de busca (1.700 milhões de consultas), experimentos e estudos que demonstravam a visibilidade e o comportamento de consumidores em número de cliques, dados financeiros da Google e seus competidores e o declínio de acessos em websites europeus.
Para analistas do Financial Times, a decisão é um divisor de águas na regulação antitruste aplicada à “nova geração de empresas de tecnologia dominantes dos Estados Unidos”. Um terço da receita do Google com publicidade em buscas na Europa vem dos anúncios de compras que foram analisadas pela União Europeia. A decisão, enfim, “abre o coração do mecanismo de busca do Google” e possibilita o debate sobre como outros poderão utilizar seu mecanismo para conseguir uma melhor exposição.
Para quem se recorda do chamado de Richard Sennett de 2013 para “quebrar o poder de mercado do Google”, a decisão reabre um debate sobre monopólios na era digital. “A dominação é real e deve ser combatida”, dizia Sennett, por mais que essas empresas nos pareçam boazinhas.
Na quarta-feira (28/06), o centro independente de investigação ProPublica divulgou documentos internos do Facebook sobre o modo como seus 2 bilhões de usuários têm seus discursos avaliados, passando por filtros de censura sobre o que poderia configurar “discurso de ódio”.
De acordo com a denúncia do ProPublica, os algoritmos – fórmulas matemáticas que executam ações e comandos – do Facebook geram resultados socialmente questionáveis, assegurando os direitos de grupos com posições sociais asseguradas (como homens brancos) e desprotegendo grupos minoritários (crianças negras, por exemplo). Documentos internos vazados da empresa mostram que revisores de conteúdo eram orientados a trabalhar com uma fórmula simples (protected category + attack = hate speech). “Sexo” e “identidade de gênero”, por exemplo, são consideradas categorias protegidas, ao passo que “idade” e “ocupação” não. Como a fórmula exige uma dupla combinação de categorias protegidas (PC + PC = PC), discursos voltados a mulheres motoristas não são considerados de ódio, pois há uma categoria não protegida, que é ocupação (PC + NPC = NPC).
O simplismo de fórmula matemática do Facebook e a tentativa de “proteger todas as raças e gêneros de forma igual” despertou a crítica de acadêmicos. Denielle Citron, da Universidade de Maryland, argumentou que as regras do Facebook ignoram o espírito do direito e a análise contextual da proteção. O Facebook saiu em defesa própria, alegando que as políticas não possuem resultados perfeitos e que é “difícil regular uma comunidade global”.
Em ensaio para revista Wired, Emily Dreyfuss analisou a denúncia da ProPublica e argumentou que o problema é maior é que o Facebook é “muito grande para ser deletado”. Ao conectar um quatro da humanidade, as pessoas que precisam de uma plataforma para expressão não são capazes de sair – mesmo se forem alvos de censuras arbitrárias ou desproteções, como o caso dos algoritmos de “discurso de ódio”.
Isso leva a uma situação paradoxal. Ativistas em defesa da privacidade e lideranças do movimento negro – que atacam práticas realizadas pelo Facebook, como coleta maciça de dados e tratamento tecnológico desigual para brancos e negros – dependem do Facebook para compartilhar informação, pois as perdas são muito grandes ao deletar sua conta e isolar-se da rede de Zuckerberg. “São poucos os que podem se dar ao luxo de abandonar o Facebook e utilizar outras redes”, afirma Dreyfuss.
Renata Mielli, ativista integrante da Coalizão Direitos na Rede, em ensaio para o Mídia Ninja nesta quinta-feira (29/06), foi perspicaz no diagnóstico: “O Facebook está sugando a internet para dentro de sua timeline”. Ele é o “maior monopólio privado de comunicação do mundo”, colocando em cheque as bases de nossa democracia.
Retomamos, assim, à grande provocação de Richard Sennett: se sabemos que esses gigantes devem ser quebrados e se estamos cientes dos aspectos prejudiciais desses monopólios sociais, o que podemos fazer?
A The Economist, em matéria de capa no mês de maio [1], surpreendeu os progressistas ao oferecer uma crítica ao poder do Google e Facebook. A revista inglesa argumentou que é necessário “repensar radicalmente” os instrumentos antitrustes para os gigantes de coleta de dados (Google e Facebook), pois os reguladores ainda estão presos a conceitos de era industrial, ao passo que os instrumentos de análise devem ser voltados a empresas de tecnologia focadas em dados.
A Economist também propôs duas ideias embrionárias: aumentar a transparência sobre como os dados pessoais são coletados e monetizados (aumentando poder de barganha dos “fornecedores” – ou seja, nós mesmos) e redefinir conceitos jurídicos aplicáveis a essa nova indústria, tratando os data vaults (bancos de dados modelados para fornecer armazenamento histórico de longo prazo) como “infraestrutura pública”, forçando o compartilhamento de dados para estimular a competição.
Seriam ideias viáveis? Talvez. O mais importante, nesse momento, é mobilizarmos essas perguntas e forçarmos uma discussão sobre alternativas políticas e institucionais.
[1] Regulating the internet giants: the world’s most valuable resource is no longer oil, but data
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Posted: 06 Jul 2017 10:52 AM PDT
aécio neves conselho de ética
Por 12 votos a 4, os integrantes do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado Federal rejeitaram, nesta quinta-feira (6), o recurso contra o arquivamento da cassação do senador Aécio Neves (PSDB-MG).
O recurso foi protocolado no último dia 27 pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) após o presidente do conselho, senador João Alberto de Souza, decidir monocraticamente arquivar a denúncia contra Aécio.
O pedido de abertura de processo de cassação foi apresentado pela Rede e pelo PSOL depois que Aécio foi citado na delação premiada do empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS.
Os crimes cometidos por Aécio Neves foram comprovados em diversos áudios divulgados pela Polícia Federal, mas até agora o Senador permanece intocável. Andrea, sua irmã, acusada de ser operadora do esquema do ‘clã Neves’, já está em liberdade depois de ter passado alguns dias presa.
Os partidos oposicionistas argumentam que houve quebra de decoro parlamentar pelo senador, que chegou a ser afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Para o líder da Rede, senador Randolfe Rodrigues (AP), o resultado contraria as decisões tomadas nos últimos anos pelo conselho, que já decidiu pela cassação do ex-senador Delcídio do Amaral, em 2016.
“Eu acho que hoje o instituto da ética e do decoro parlamentar presente no regimento do Senado pode ser sepultado. Aliás, a partir de hoje, não faz mais sentido ter Conselho de Ética. A decisão é completamente contraditória em relação a decisões anteriores do próprio conselho. Se há ou não havia razão para processar o senador Aécio, porque nós processamos e cassamos o mandato do senador Delcídio, já que os fatos aqui elencados são mais graves?”, questionou Randolfe.
O senador João Alberto negou que tenha sofrido pressão para interromper a tramitação do processo.
Abaixo, veja como votaram os senadores no Conselho de Ética:
Pelo arquivamento:
1. Airton sandoval (PMDB-SP)
2. João Alberto Souza (PMDB-MA)
3. Romero Jucá (PMDB-RR)
4. Hélio José (PMDB-DF)
5. Davi Alcolumbre (DEM-AP)
6. Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
7. Eduardo Amorim (PSDB-SE)
8. Gladson Cameli (PP-AC)
9. Acir Gurgacz (PDT-RO)
10. Telmário Mota (PTB-RR)
11. Pedro Chaves (PSC-MS)
12. Roberto Rocha (PSB-MA)
Pelo desarquivamento:
1. Lasier Martins (PSD-RS)
2. José Pimentel (PT-CE)
3. João Capiberibe (PSB-AP)
4. Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
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