11/8 - Blog "DE CANHOTA" de HOJE

De Canhota


Posted: 11 Aug 2017 09:00 AM PDT
Publicado originalmente na minha coluna no Brasil 247.


Michel Temer se reagrupou politicamente e demonstrou força ao conseguir arquivar na Câmara dos Deputados a denúncia de corrupção passiva apresentada pelo Procurador-Geral da República (PGR), Rodrigo Janot. A aliança antinacional (formada pela Banca, que é o capital financeiro, pela Rede Globo e pela “tigrada”, que são setores da burocracia estatal, como o MP, PF e Judiciário) apostou tudo na denúncia de Janot para derrubar Temer, mas perdeu. E isso foi um fato novo nessa conjuntura. E quais os motivos dos membros da aliança antinacional tinham para derrubar Temer?

Um dos principais motivos da Globo, entre outros, são de ordem financeira. Para se ter uma ideia, em 2014 (primeiro governo Dilma), o governo federal destinou só para a Globo a ordem de R$ 666 milhões em publicidade. Em 2015, este valor reduziu para R$ 438 milhões, e em maio de 2016, já com Temer, para R$ 324 milhões.

Os motivos do PGR e seus asseclas da burocracia estatal, a “tigrada”, são de outra ordem. Se julgam arautos da moralidade, iluminados que tem o papel quase que divino de limpar a sociedade brasileira da corrupção. Com isso, criminalizaram a política de forma indiscriminada e se aliaram a interesses antinacionais dos mais nefastos.

Fortalecido após a vitória na Câmara, Temer partiu pra cima de Janot e pediu sua suspeição ao Supremo Tribunal Federal (STF), acusando o PGR de fazer política com acusações frágeis, um “desvio do papel institucional” do MP. Temer encontrou com Raquel Dodge, a próxima PGR e adversária de Janot no MP, na calada da noite, fora da agenda. Independentemente da opção político-ideológica compreendo esse movimento de autodefesa de Temer. A PGR já faz política há muito tempo. Manobra na seara jurídica à serviço de sua estratégia política. Por exemplo, quando Cunha deflagrou o processo de impeachment, a PGR já tinha elementos mais que suficientes para denunciá-lo e pedir sua prisão. Por que esperou? Por que denunciar Cunha somente após ele derrubar Dilma? Utilizam a imprensa como meio para emplacar sua tese e intimidar questionamentos. 

Nos setores da burocracia estatal (no MP, na PF e no Judiciário) um servidor público deveria se ater aos fatos, e agir de forma imparcial. Não deveria escolher quem e muito menos quando denunciar. Não pode construir processos desprovidos de elementos probatórios para dar veracidade a teses de exclusivo caráter ideológico (o caso do powerpoint do Dallagnol contra Lula é um exemplo disso). 

Há quem pense que isso seria defender Temer e seus asseclas. Não, não é. Trata-se de defender a política. É preciso compreender de uma vez por todas que a bandeira do combate à corrupção e a instrumentalização de setores da burocracia estatal fazem parte da tática conservadora para conter avanços.
Posted: 11 Aug 2017 06:30 AM PDT
Publicado originalmente na Carta Capital.


Embora não levem nada a sério do que escrevo, agrada-me ver os produtores brasileiros de grãos felizes com, finalmente, as loas que são dedicadas à agropecuária brasileira, especialmente aos produtores de grãos, que aumentam produção, produtividade e continuam expandindo as novas fronteiras da produção, protegidos por bilhões de dólares a comprometer nossos principais biomas.

Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia, Guianas, Caribe, quem sabe mar adentro. Afinal, somos espetaculares, conforme o saber de Ronaldo Caiado, bancada ruralista e Michel Temer que hoje lhes entrega tudo o que pedirem.

Até que chega um bebê suíno, pronto para o abate, e pergunta: “Um minuto para o sacrifício. E no rabicó não vai nada”?

Gente sem jeito esperando a autodestruição. Pergunto-lhes: estão contentes com a competitividade de sua infraestrutura; com a cartelização na indústria de fertilizantes e agrotóxicos e os preços que praticam; com o crescimento das barreiras internacionais; com o fiofó que o Brasil oferece a Donald Trump e União Europeia; com os acordos bilaterais EUA-China; com a falência provocada pelo governo ao Mercosul; com o nosso afastamento da exportação para a África?

Conto-lhes uma historinha, sobretudo aos “campeões nacionais”, que progrediram, a partir de 2005, quando um demônio governou, por oito anos o País. Até lá vocês foram apenas devedores do Tesouro Nacional e dos fornecedores de insumos, para quem davam o cano ou pediam repactuações nem todas cumpridas. Sofri muito com isso.

O que mudou de lá para cá? Seu insano trabalho, as mãos calejadas? A boa vontade dos compradores do planeta? Ou a dos fabricantes multinacionais de agroquímicos dos quais o Brasil depende 80% de importações? Dependeu dos favores do Estado, sobrinhos e sobrinhas do Capitão.

Mas a economia capitalista não parará aqui a dar-lhes merecida folga. Diante de todos os seus obstáculos, os demais concorrentes internacionais, a cada ano, caminham cinco à nossa frente. Celeiros do mundo somente se vendermos muitas terras para que eles possam modernizar e racionalizar a nossa produção, dependente de suas tecnologias. Para o Brasil obter algum grau razoável de tecnologia, capaz de compensar nossas falhas de infraestrutura e competitividade.

Dou exemplo de para aonde os EUA caminham:


Vão encarar sem reverem seus potenciais competitivos, a reboque do que eles determinam?

Então tá, mas pensem nestas tecnologias de ponta aplicadas ao arroz, feijão, trigo (que pouco temos), hortaliças, frutas, legumes, mandioca, costelinha de porco, cachaça, pimentão, tomates, cebolas, dendê, batatas, alho, lácteos (puta queijo que trouxe do Povoado de Moçambo, em Minas Gerais), o cafezinho das Montanhas Cafeeiras, o chuchu, o mamão, o cacau, o pequenino e branco figo rio-grandense, o tabaco alagoano de Arapiraca, a castanha-de-caju do Pará. Tudo medicinal.

Vão repetir Ohio, nós tropicais, como eles não sabem ou não podem fazer? Tontos, muita burrice. É o que temos de melhor para agregar valor. Apoiem a agricultura familiar e os produtos lá plantados. De lá virão nossas comidas e exportações de maior valor agregado.

Volto ao assunto de forma mais mortífera. Se a AK-47 não me levar a outros alvos.


Rui Daher é criador e consultor da Biocampo Desenvolvimento Agrícola.
Posted: 10 Aug 2017 04:00 PM PDT
Publicado originalmente no Blog do autor.


O povo escreve a história com as suas próprias pernas. As lideranças, quando surgem, são apenas a expressão visível da vontade popular. O tempo em que mudanças profundas ocorrem não é, necessariamente, o tempo que nos é dado viver. Retrocessos e avanços estão continuamente sendo produzidos em cada pedaço de chão do planeta. E antes de termos nascido e depois que viermos a morrer, fatos memoráveis aconteceram e acontecerão em muitas e imprevisíveis direções.

Sei pouco, mas o pouco que sei basta para compreender que quando as pessoas que comandam as instituições de um país e que deveriam garantir a estabilidade social, econômica e política, se dedicam a usá-las unicamente em benefício próprio e de grupos, para subjugar ainda mais quem pouco tem, estão assinando a sua própria sentença, pondo a própria cabeça a prêmio. Com sorte, morrerão antes. Mas pode ser que ainda em vida compartilhem situações ocorridas em países muito próximos e outros mais distantes, onde poderosos acabaram presos e até mesmo condenados à prisão perpétua (como aconteceu na América Latina), sem falar naqueles que levaram ex-dirigentes à pena de morte. Não estou dizendo que isso acontecerá no Brasil (que não tem pena de morte, a não ser para pretos e pobres, executados neste país todos os dias). Faço apenas o registro que já aconteceu, em vários países. Mas é próprio de quem tem o poder, achar que nunca corre riscos.

No entanto, quanto mais poderoso alguém se sente, a ponto de fazer escárnio da maioria da população, como agora assistimos cotidianamente com parlamentares, juízes, procuradores, empresários e tantos outros que tripudiam sobre a desgraça de quem quase nada ou pouco tem, mais encorajam a revolta de quem tem sede de justiça. E desta vez, porque queimaram as pontes e destruíram os pactos, a alternativa de reconstrução pode não ser pela via da conciliação, como outrora aconteceu, em tantos momentos da história do país, desde a Independência, anunciada por um nobre português (ora pois!), passando pela Proclamação da República, redemocratização, anistia a torturadores e tantos outros episódios em que o povo, ou não participou ou não foi ouvido.

Mas, embora encobertas pela história oficial, não faltam revoltas e movimentos de insurreição, como as guerras de Canudos, do Contestado, a Sabinada, a Balaiada, a Revolta da Chibata, Insurreição Pernambucana, Revolução Farroupilha e segue uma lista que não é pequena.

Apesar de todas essas e outras insurgências que desafiaram os poderes estabelecidos, é fato que temos uma história marcada por (falsos) consensos, geralmente à revelia do povo, negociada pelos donos do “andar de cima”. Entre a paz e a convulsão social, difícil prever desdobramentos. Cada povo constrói a sua história. Mas nada garante que essa “paz” – tantas vezes sangrenta – seja eternamente duradoura. Melhor não abusar.

Por isso, quem hoje ri, pode chorar. Quem é herói, pode virar vilão. A história caminha por vias tortas e instáveis. Quem pensa que pisa chão firme, esquece que o fundo da terra é feito de lava incandescente, sempre prestes a explodir. Em pouco tempo, sociedades podem dar vazão a forças incontroláveis. Às vezes, cortando cabeças de reis e rainhas, nobres e plebeus, aqui e acolá. Ou levando países a guerras civis e outras experiências traumáticas, com manifestações de ódio. Onde havia paz e serenidade, pode sobrevir hostilidade e pânico. Do céu ao inferno, é mais perto do que muitos imaginam.

Abrir os livros de História é mergulhar, não raro, em períodos de grandes horrores. Já seria o suficiente para ninguém abusar da paciência de quem é continuamente violentado em seus direitos. Muito menos subestimar o destemor e a coragem, como já nos ensinou há 2.500 o general Sun Tzu (A Arte da Guerra) do inimigo a quem não é oferecida uma saída, porque nessa situação, “ele lutará até a morte” com uma bravura e uma potência que talvez nem soubesse de que é capaz.

E os donos do golpe simplesmente não oferecem nenhuma saída à população que não seja a de abrir mão de direitos, caminhar rumo à miséria e viver oprimida. Num país rico e desigual, os golpistas empurram o povo para um lugar onde a resposta mais justa e previsível é o uso da violência contra quem o violenta. Apostar continuamente na apatia de quem assiste, com fome de justiça, ao banquete dos poderosos, é uma aposta arriscada demais para um país que dispõe de tantos recursos para distribuir melhor a renda e evitar o caos.


Celso Vicenzi é jornalista, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina.

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22/7 - CIÊNCIA Físicos tentam comprovar existência de quinta dimensão Altura, largura, profundidade, tempo. Essas são as quatro dimensões que conhecemos. Mas os cientistas apostam que existe uma quinta dimensão. Um dos motivos é que a força da gravidade é considerada muito fraca - pode ser vencida pela força de um imã, por exemplo. A ideia, então, é que a gravidade é da forma que é porque se dissipa em outras dimensões que ainda não conhecemos. 22 JUL 2018 09h10 atualizado às 10h58 separator1COMENTÁRIOS "Qual é a 5ª dimensão? Eu sei que a primeira é a altura, a segunda é a largura, a terceira é a profundidade e a quarta, o tempo. Mas ninguém parece saber o que é a quinta!". SAIBA MAIS Físicos tentam comprovar existência de quinta dimensão Mulheres adotam produtos à base de maconha como estimulante sexual: 'É um grande afrodisíaco' Orcas do Pacífico estão morrendo de fome O que aprendi vivendo praticamente à luz de velas - e como isso mudou minha vida Maior eclipse lunar do século, 'lua de sangue' acontece na próxima sexta e poderá ser visto do Brasil Os físicos continuam estudando e fazendo experimentos para tentar descobrir a existência de uma quinta dimensão Os físicos continuam estudando e fazendo experimentos para tentar descobrir a existência de uma quinta dimensão Foto: Science Photo Library / BBC News Brasil Essa foi a pergunta que Lena Komaier-Peeters, uma menina de 12 anos, enviou para os investigadores da BBC, o geneticista Adam Rutherford e a matemática Hannah Fry, da série Os Casos Curiosos de Rutherford e Fry. Eles foram a Genebra, na Suíça, para responder essa questão. Lá, eles visitaram o lugar onde se realiza aquele que é provavelmente o mais incrível experimento com tempo e espaço, o CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear), e pediram ajuda à física de partículas Rakhi Mahbubani nessa tarefa. "Imagine um canal estreito e comprido, com barcos de diferentes tamanhos navegando nele. Se você tem um navio de cruzeiro enorme que ocupa quase toda a largura, você só pode se mover ao longo do canal, você não tem a possibilidade de se mover dos lados, na largura, então a partir da perspectiva daquele cruzeiro o canal tem apenas uma dimensão", diz Mahbubani. "Se o que você tem é um veleiro, você pode ziguezaguear. Do ponto de vista do veleiro, o canal tem duas dimensões. Já se você viajar em um submarino, você experimentaria tanto o comprimento quanto a largura e também a profundidade. A partir dessa perspectiva, o mesmo canal tem três dimensões." Por que cientistas insistem que existem outras dimensões? "Uma razão muito convincente é que realmente não entendemos por que a força da gravidade é muito mais fraca do que as outras forças fundamentais que experimentamos. Se eu te der um ímã de geladeira e uma chave qualquer, o ímã levantará a chave com muita facilidade. A força magnética desse pequeno ímã supera a força da gravidade da Terra, que é enorme, que puxa a chave na direção oposta", diz a física Mahbubani. É verdade, mas por que isso implica que existem outras dimensões? "A hipótese é que a gravidade, assim como o submarino no canal, pode experimentar dimensões adicionais, enquanto nós não temos essa capacidade. E ela se dissipa nessas outras dimensões e é por isso que sentimos que ela é muito fraca." Então, a força da gravidade seria diluída. Um conceito com uma longa quarta dimensão O conceito de dimensões adicionais pode parecer futurista, mas essa ideia existe há muito tempo. Se tornou popular no mundo da matemática quando o alemão Bernhardt Riemann demonstrou em 1854 que poderia haver mais de três dimensões na geometria. Mais tarde, no mesmo século, o matemático britânico Charles Howard Hinton, um fanático por ficção científica, projetou um hipercubo de quatro dimensões chamado tesserato. Um tesserato é um análogo de 4 dimensões de um cubo, assim como um cubo é um análogo tridimensional de um quadrado. Um tesserato é um análogo de 4 dimensões de um cubo, assim como um cubo é um análogo tridimensional de um quadrado. Foto: Science Photo Library / BBC News Brasil Junto com a ciência veio a arte, e o conceito de dimensões adicionais apareceu em obras de Oscar Wilde, Marcel Proust e HG Wells (e o tesserato ganha papel de destaque nos quadrinhos da Marvel). Ele também inspirou artistas cubistas como Picasso, que tentou representar mais dimensões em suas pinturas. No entanto, até agora, ninguém foi capaz de provar que essas dimensões realmente existem. Este é o trabalho que os físicos agora tentam fazer no CERN, E, para testar teorias, é preciso experimentos. Como descobrir a misteriosa quinta dimensão Primeiro, você precisa de um objeto enorme para encontrar as menores partículas fundamentais do Universo. O que está em uso no CERN é chamado Grande Colisor de Hádrons ou LHC (na sigla em inglês), um acelerador próton-próton de 27 km de circunferência. Com essa máquina, os feixes de partículas são disparados quase à velocidade da luz, de modo que, quando dois prótons colidem, eles criam todos os tipos de outras partículas. Se as teorias atuais estiverem corretas, há a pequena probabilidade de que uma das partículas subatômicas nessa colisão seja a que foi batizada de gráviton. A física quântica nos diz que cada força tem uma partícula relacionada que a transporta. Por exemplo, a luz é transportada por fótons. Então, a gravidade deveria teoricamente ser transportada por grávitons, só que a gente nunca os observou. Mas eles podem ser a chave para desvendar dimensões ocultas. É por isso que os cientistas do CERN não pararam de procurá-los durante 14 anos. O Grande Colisor de Hádrons é um acelerador de prótons usado na busca por minipartículas fundamentais do Universo O Grande Colisor de Hádrons é um acelerador de prótons usado na busca por minipartículas fundamentais do Universo Foto: Getty Images / BBC News Brasil E eles não perdem a esperança. Mesmo assim, há outros físicos teóricos que não são tão otimistas, como Sean Carroll, do Caltech, o Instituto de Tecnologia da Califórnia. "Temos certeza de que os grávitons existem, o que não temos certeza é que eles podem ser descobertos com o Grande Colisor de Hádrons. Na verdade, é o oposto: você tem que ser muito, muito, muito sortudo por poder encontrar grávitons nessa máquina", diz Carroll. "Existem teorias e estamos testando-as, mas se os grávitons estivessem lá, poderíamos tê-los visto facilmente e não os vimos, então as probabilidades são mínimas." Mesmo assim, ele opina, vale a pena continuar a procurar por essas outras dimensões, porque se elas forem encontradas, "tudo o que pensarmos sobre as leis fundamentais da natureza mudará: seria uma descoberta transcendental". "Se nós não as vemos, isso não significa que elas não estão lá, mas que nossos experimentos ainda não são bons o suficiente. Se continuarmos tentando, vamos achar algum dia." E se algum dia chegarmos à conclusão que essas dimensões realmente existem? Como elas seriam? Dimensões escondidas Segundo o físico Carroll, elas existem e estão em todas as partes. "Você precisa entrar na mentalidade dos físicos para entender a que eles se referem quando falam a palavra 'dimensão'. Nós tendemos a acreditar que uma outra dimensão é um lugar aonde você vai e é possuído por criaturas estranhas", fala. "E uma dimensão é simplesmente uma direção no espaço. Neste momento, nós conhecemos três, que poderíamos chamar de 'para cima-para baixo', 'para a esquerda e para a direita' e ''para a frente e para trás'. Segundo ele, não faz sentido algum dizer "Onde está a dimensão para cima-para baixo?", porque ela "está em todo o lugar", assim como as outras. "O que sabemos com certeza é que elas estão escondidas de alguma forma, então podem ser muito, muito, muito pequenas, tanto que nunca as veremos - essa é a maneira mais fácil de se esconderem", afirma. Ou há outras duas possibilidades. "Uma é que são meio pequenas, com um milímetro ou um décimo de milímetro. E a outra é que as dimensões são infinitamente grandes, mas não podemos alcançá-las porque estamos presos em um subespaço da dimensão inferior do Universo." As chamadas branas seriam membranas que mantêm nosso Universo com suas 4 dimenões em um espaço multidimensional As chamadas branas seriam membranas que mantêm nosso Universo com suas 4 dimenões em um espaço multidimensional Foto: Science Photo Library / BBC News Brasil Carroll explica que isso é algo que os físicos chamam de Teoria de Branas (ou das Cordas). É uma maneira estranha de dizer membranas, como aquelas que limitam nosso Universo de quatro dimensões dentro de um espaço de dimensionalidade superior chamado 'bulk'. "Se isso for verdade, pode haver múltiplas branas, múltiplos subespaços de bi, tri, tetra e penta dimensionais paralelos. Nesse sentido, poderia haver mundos paralelos incorporados nessas outras dimensões", diz ele. Algo que parece ser verdade, afinal, é que os físicos provaram sem dúvida a existência de uma dimensão maravilhosa: a da imaginação, o ponto de partida de tantas grandes descobertas.

FONTE:https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/fisicos-tentam-comprovar-existencia-de-quinta-dimensao, CIÊNCIA Físicos tentam compr...