sábado, 12 de agosto de 2017

12/8 - Pragmatismo Político DE 11/8

Pragmatismo Político


Posted: 11 Aug 2017 10:07 AM PDT
meritocracia Robert H. Frank
Robert H. Frank
Muitos profissionais que chegaram ao topo de suas carreiras acreditam que seu sucesso é resultado exclusivo de talento e perseverança. Estão iludidos: ainda que não admitam, eles provavelmente contaram com uma bela “ajudinha” do acaso.
O portador desse balde de água fria é o economista norte-americano Robert H. Frank, professor da Cornell University, colunista do jornal “The New York Times” e autor do livro “Sucesso e sorte – O mito da meritocracia”, recém-lançado pela Editora Letramento.
“A maioria das histórias de sucesso, especialmente de sucesso estrondoso, foi favorecida pela sorte”, afirma o professor. Não que as competências individuais e o trabalho árduo não sejam obrigatórios para chegar lá — mas os resultados também dependem, invariavelmente, das circunstâncias. A entrevista foi concedida à revista Exame.
Isso quer dizer que meritocracia é uma ilusão? Cauteloso com as palavras, Frank responde que a crença de que tudo depende de mérito é sim um mito, mas um “bom mito”, já que pode ser uma poderosa fonte de motivação.
Abraçar a ilusão de que o sucesso está atrelado ao mérito, e não à sorte, pode ser bastante útil quando você está numa fase difícil da carreira. Afinal, qualquer pessoa terá mais ânimo para lutar por um emprego, superar adversidades e evoluir profissionalmente se acreditar que tudo depende apenas dela.
No entanto, opina o professor, acreditar plenamente na lógica da meritocracia só é útil — e defensável — para quem ainda não chegou lá. “Profissionais altamente bem-sucedidos devem ser os primeiros a reconhecer o papel da sorte para as suas vidas”, explica.
Confira a entrevista:

É possível estimar o peso da sorte para o sucesso profissional?

É difícil falar em termos numéricos. Mas diversos estudos comprovam que a maioria das histórias de sucesso, especialmente de sucesso estrondoso, foi favorecida pela sorte, isto é, por fatores externos independentes do talento ou do esforço de cada pessoa.
Veja a história de Bryan Cranston, o ator principal da série “Breaking Bad”. O produtor Vince Gilligan queria que ele fosse o protagonista Walter White, mas até aquele momento Cranston não era um ator muito conhecido. Seu único papel mais relevante havia sido numa sitcom chamada “Malcolm in the middle”, que passava na TV a cabo.
Ele era um bom ator, mas a maioria do público nunca tinha ouvido falar dele. Os chefes do estúdio não queriam um ator desconhecido. Convidaram Matthew Broderick e John Cusack mas ambos recusaram. Só depois das negativas desses dois famosos é que o estúdio resolveu oferecer o papel para Cranston. Desde então, o rosto dele virou sinônimo de Walter White e “Breaking Bad”.
Agora, se Matthew Broderick e John Cusack não tivessem recusado o papel, hoje Cranston não seria um dos atores mais bem-sucedidos da sua geração. Ele é muito talentoso e dedicado, mas chegou à glória por fatores independentes da sua vontade. É o que acontece com centenas de outros atores, que não despontaram apesar de terem qualidades semelhantes às dele.

Se a sorte tem um papel tão decisivo, não seria inútil tentar guiar nossas carreiras para um determinado objetivo?

Não, porque o acaso não é o único elemento dessa equação. São raros os casos de pessoas que se deram muito bem exclusivamente à base de sorte. Se você quer realizar algo, você precisa tentar, porque não dá para realizar muita coisa por acidente. É uma conjunção de múltiplos fatores que determina o curso dos acontecimentos. Nesse sentido, talento e trabalho duro continuam sendo fundamentais.
Meu único conselho para quem quer vencer na carreira é ser bom em alguma coisa e trabalhar muito. Se não fizer isso, é quase certo que você não conseguirá o que quer. De resto, basta torcer para ter sorte, mas isso obviamente é incontrolável.

Como o senhor enxerga a crença na meritocracia?

Pode-se dizer que é um mito, mas talvez seja um bom mito. Às vezes acreditar que vitórias e derrotas são sempre justas traz motivação para as pessoas perseguirem seus objetivos, porque elas acham que o sucesso virá com o esforço. Começa quando os pais dizem aos seus filhos: “Só depende de você! Se você trabalhar duro, o sucesso virá naturalmente!”. Não é bem verdade, mas é bom acreditar nisso.
Experimentos psicológicos revelam que a crença na meritocracia é estranhamente adaptativa. Quando as pessoas têm sucesso, elas atribuem a vitória às suas forças e qualidades. Quando fracassam, elas dizem que foi por falta de sorte.
Curiosamente, isso é ótimo para elas. Quando você justifica o seu fracasso pela falta de sorte, você não ficará desmotivado e tentará outras vezes. Da mesma forma, quando você atribui seu sucesso exclusivamente às suas próprias competências, você continuará aceitando novos desafios, porque acredita que tem tudo o que precisa para aquilo dar certo. Essa é a postura ideal para perseverar.

Mas acreditar em algo falso não é perigoso?

Sim. Tudo muda de figura quando você já chegou lá. Profissionais altamente bem-sucedidos devem ser os primeiros a reconhecer o papel da sorte para as suas vidas. Se eles acreditam na meritocracia como algo irrefutável, isso faz com que eles se tornem mesquinhos e não apoiem programas que ajudem a criar mais oportunidades iguais para as pessoas no futuro.
É preciso reconhecer que pessoas que nasceram em famílias ricas têm mais probabilidade de ser bem-sucedidas. Elas merecem? Em certo sentido, não. Já um indivíduo com um talento gigantesco e uma enorme força de vontade que nasceu em um país desesperadamente pobre provavelmente não conseguirá transformar suas qualidades em sucesso. E não foi porque não merecia.

O mercado de trabalho atual é mais meritocrático do que foi no passado?

Sem dúvida. Embora esteja longe do ideal, hoje há muito mais espaço para o mérito do que antes. Profissões comuns incorporaram a lógica dos esportes. Se você é um atleta profissional e não está contribuindo para o time ganhar o campeonato, provavelmente será dispensado. Não importa se você é simpático ou se o líder é amigo da sua família. O mesmo começa a valer para outras áreas de atuação.
No entanto, o mais provável ainda é que o capitão do time ou o finalista do campeonato — quem chega ao topo da hierarquia numa empresa, fora do mundo dos esportes — não chegou lá exclusivamente por mérito, mas também graças a fatores externos.

O que empresas e pessoas podem fazer para tornar a competição profissional mais justa?

Ainda há muito preconceito no universo do recrutamento. As pessoas tendem a contratar profissionais semelhantes a elas em raça e gênero, por exemplo. Quem trabalha com isso precisa tomar providências para reduzir esses vieses discriminatórios e tornar o processo de contratação mais meritocrático.
Do ponto de vista do candidato, também há muito a se fazer. Não faltam exemplos de pessoas que chegaram ao sucesso depois de muitas tentativas frustradas. Uma das razões para que elas tenham chegado ao sucesso foi que continuaram tentando de novo e de novo. Se você mantém uma postura de resiliência, a probabilidade de eventualmente conseguir o que deseja será muito maior.
Claudia Gasparini, Exame
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Posted: 11 Aug 2017 09:35 AM PDT
cristovam buarque mulher nua
O senador Cristovam Buarque (PPS/DF) informou ter acionado a polícia, na noite dessa quinta-feira, por ter a conta pessoal do Twitter invadida.
O parlamentar fez questão de informar aos seguidores que não curtiu nenhuma foto de mulher pelada.
“Minha conta foi invadida. Registrei ocorrência na Polícia Legislativa e DRCC. Não curti nenhuma foto de mulher nua”, disse. A rede social mostra aos seguidores as postagens que o usuário clicou com o botão curtir.
O informe do senador repercutiu e várias pessoas replicaram o post. Muitos também responderam. “Não é vergonha curtir mulher nua. Vergonha é apoiar golpistas e trair o povo”, disse um dos seguidores.
Na mesma linha, outro registrou: “E qual o problema de curtir foto de mulher nua? O Sr. Curtiu o golpe e nunca pareceu constrangido”.
Entre as críticas, também apareceu uma mensagem de apoio de um usuário que disse: “Pode ficar tranquilo Cristovam, sabemos que uma coisa dessa não conduz com sua conduta”.
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Posted: 11 Aug 2017 09:21 AM PDT
herdeiro da RBS atropelamento morte
Sérgio Teixeira da Luz, 23 anos, estava internado depois de ser atropelado por Sérgio Sirotsky, de 21
Sérgio Teixeira da Luz Júnior, 23 anos, morreu nesta sexta-feira (11) em Florianópolis. O jovem estava internado em estado grave na UTI, passou por cirurgias e chegou a retirar parte do pulmão esquerdo.
Da Luz foi um dos três jovens atropelados por Sérgio Orlandini Sirotsky, de 21 anos. De família poderosa e abastada, Sirotsky é herdeiro do grupo RBS (afiliada da Globo no Sul do Brasil).
As vítimas haviam saído de uma festa quando foram atropelados pelo Audi A3 de Sirotsky. O assassino prestou depoimento à polícia na quarta-feira (9) e foi liberado, já que não houve prisão em flagrante.
Antes da morte de Luz, o delegado Otávio Cesar Lima, da 7ª Delegacia de Polícia, conduzia o inquérito por crime de lesão corporal culposa (quando não há intenção de matar) na direção de veículo e omissão de socorro. Agora, a conclusão do inquérito pode seguir um rumo diferente.
“A morte aconteceu em razão do acidente. Resta saber se foi (homicídio) culposo (sem intenção de matar) ou dolo eventual (quando assume o risco de matar)” explicou o delegado.
Outra possibilidade que pode ser levada em consideração tanto no inquérito quanto no processo criminal é a de crime de lesão corporal seguida de morte. A conclusão dependerá do colhimento de provas, resultado da perícia e depoimento de testemunhas.
No fim da manhã desta sexta-feira, o pai de Sérgio Orlandini Sirotsky, Sérgio Sirotsky, divulgou nota afirmando que “não há o que amenize e alivie a imensa dor dessa perda”, acrescentando: “Que a família encontre forças para enfrentar esta ausência. Estamos todos de luto e sofrendo com os familiares e amigos de Sérgio Teixeira da Luz Júnior”.

Impunidade

Em 2010, quanto tinha 14 anos, Sérgio Orlandini Sirotsky estuprou uma adolescente de 13 anos, acompanhado de amigos. O crime teve requintes de crueldade e foi abafado por toda a mídia.
Na época, o blogueiro Amilton Alexandre, conhecido como ‘Mosquito’, foi o único jornalista que tentou investigar e o caso e fazer um pouco de barulho em meio ao silêncio conveniente. Mosquito foi encontrado morto (relembre aqui).
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Posted: 11 Aug 2017 08:45 AM PDT
bruno borges acre volta casa
Depois de quase 5 meses desaparecido, o jovem estudante Bruno Borges, mais popularmente conhecido como o ‘menino do Acre’, voltou pra sua casa na capital do estado.
O caso do rapaz tomou proporções nacionais quando ele simplesmente sumiu de casa deixando para trás apenas uma série de livros e um quarto pra lá de ‘interessante’.
O rapaz retornou para sua casa hoje (11), pela manhã e segundo sua família, ele passa bem e não aparenta nenhum tipo de violência.
O pai de Bruno, Athos Borges, declarou que seu filho ainda não está pronto para dar entrevistas e que provavelmente ele não irá ficar na casa onde morava, devido ao fato de ter muitos curiosos e também repórteres nos arredores da residência.
Em entrevista ao jornal Extra, Denise Borges, mãe de Bruno relatou que conversou com o jovem. “Ele já falou comigo por telefone, mas não parava de chorar. Ele me pediu perdão, disse que sentiu essa vibração e por isso voltou”, afirmou.

Entenda o caso

Bruno desapareceu no dia 27 de março deste ano, deixando cerca de 14 livros que serão publicados pela família do rapaz.
O mistério repercutiu nas redes sociais depois que um vídeo – gravado sem autorização da família – viralizou. O sumiço do jovem foi investigado pela Polícia Civil do Acre.
O coordenador da Delegacia de Investigação Criminal (DIC), delegado Fabrizzio Sobreira, afirmou que todas as possibilidades foram consideradas, mas até hoje o rapaz não havia sido encontrado.
Segundo as investigações, havia um ‘plano de marketing’ por trás do desaparecimento de Bruno (entenda aqui).
No quarto, os escritos são feitos de forma impecável, com precisão e simetria, como em uma página de caderno. Várias simbologias foram desenhadas no cômodo e também ao redor da estátua.
Um quadro na parede em que Bruno aparece sendo tocado por um extraterrestre também mostra o interesse do jovem pelos mais diversos assuntos.
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