quarta-feira, 2 de agosto de 2017

2/8 - Altamiro Borges DE HOJE

Altamiro Borges


Posted: 02 Aug 2017 10:13 AM PDT
Por Altamiro Borges

Segundo balanço da Agência Nacional de Petróleo (ANP) divulgado nesta segunda-feira (31), o aumento dos impostos sobre os combustíveis decretado pelo lobista Henrique Meirelles, ‘ministro’ da Fazenda do covil golpista de Michel Temer, teve impacto direto no bolso do consumidor. Com o repasse, o preço da gasolina cobrado nos postos teve a maior alta desde que a órgão passou a fazer o levantamento semanal, em 2004. Na média nacional, o reajuste nas bombas foi de 8,22%. Durante o governo de Dilma Rousseff, alguns “midiotas” fizeram protestos nos postos contra o preço da gasolina – sempre incentivados pela TV Globo. Uma “coxinha” bombou nas redes sociais ao berrar histérica contra o reajuste. E agora? Cadê a indignação da classe “mérdia”?

De acordo com a ANP, o litro da gasolina terminou a semana passada vendido a R$ 3,749 nos postos. O aumento com relação à semana anterior foi de R$ 0,285, ainda abaixo da alíquota extra de R$ 0,41 estabelecida pelo governo. A previsão é de que novos ajustes ocorram nos próximos dias. "O mercado está muito competitivo e alguns revendedores podem ter optado por segurar um pouco o repasse”, avalia o dirigente do Sindicato dos Varejistas de Derivados de Petróleo de São Paulo, José Alberto Paiva Gouveia. Em São Paulo, a alta da gasolina foi maior do que a média nacional, de 8,62% (ou R$ 0,279 por litro), para R$ 3,513. Ainda segundo a ANP, os preços do etanol hidratado e do óleo diesel também tiveram alta expressiva, de 8,86% e 5,05%, respectivamente.

No caso do etanol, foi a segunda maior alta da série histórica da pesquisa de preços da agência, menor apenas do que os 8,98% verificados em outubro de 2015. Para o diesel, foi a quarta maior alta semanal. Na média nacional, o etanol foi vendido na semana passada a R$ 2,592 por litro, R$ 0,211 acima da anterior. Já o diesel custou R$ 3,056 por litro – alta de R$ 0,147. Nesta semana, a Petrobras anunciou reajuste nos preços da gasolina e do diesel, em 0,8% e 1,7%, respectivamente. É o quinto aumento consecutivo no preço da gasolina desde 26 de julho. O combustível acumulou alta de 7,1% no período. Apesar da violenta porrada, a chamada classe “mérdia” segue sem bater as suas panelas e sem ocupar as ruas com as suas camisetas amarelas da “ética” CBF.

O tímido “protesto” dos caminhoneiros

Outro setor que teve um papel ativo na cavalgada golpista pelo impeachment de Dilma Rousseff foi o dos caminhoneiros. Muitos dirigentes das entidades do setor são ligados aos partidos que deram sustentação ao “golpe dos corruptos” que alçou a quadrilha de Michel Temer ao poder. Nesta terça-feira (1), até houve uma tímida paralisação da categoria. O motivo alegado foi o aumento do PIS/Cofins dos combustíveis. “O diesel ficou até R$ 0,46 mais caro por litro e a categoria, que já não tem reajuste no valor do frete há 15 anos, não suporta mais esse aumento", explica o presidente da União Nacional dos Caminhoneiro, José Araújo da Silva, o China. A categoria reivindica que seja aprovado um projeto de lei, que prevê uma tabela com valor mínimo para o frete, e que a aposentadoria desses profissionais ocorra com 25 anos de carreira.

Segundo relato da Agência Brasil, “os caminhoneiros barraram o fluxo de caminhões em diversos trechos de rodovias estaduais e municipais. As manifestações foram registradas em São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Espírito Santo, de acordo com as Polícias Rodoviárias nos estados. ‘Na maior parte das interdições os caminhoneiros em deslocamento são convidados a participar. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) continua monitorando possíveis pontos de bloqueio e em tratativas para que se restabeleça o fluxo nos pontos onde as manifestações ocorrem’, disse a PRF em nota”. A mídia golpista, que deu ampla cobertura às manifestações da categoria contra Dilma Rousseff, agora preferiu ofuscar o protesto.

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Posted: 02 Aug 2017 06:55 AM PDT
Por Paulo Kliass, no site Carta Maior:

A data de sua nomeação ocorreu há quase 15 meses, em 12 de maio de 2016. O mais longevo presidente do Banco Central do Brasil acabava de marcar seu retorno ao setor público federal. A ironia da História não tem perdão. Aquele por quem Lula tanto batalhou para que ocupasse o mesmo posto no governo Dilma, então retornava ao comando da política econômica pelas mãos de Temer. Para tanto, Henrique Meirelles pediria afastamento de suas funções como presidente do conselho da J&F para assumir a cadeira no Ministério da Fazenda.

As forças vinculadas ao financismo e seus representantes cuidadosamente instalados nas redações dos principais meios de comunicação mal conseguiam conter seu entusiasmo. Afinal, um verdadeiro “dream team” estava se apossando dos postos estratégicos para os assuntos de economia. Um banqueiro com vasta folha de serviços prestados ao capital financeiro internacional como ministro e outo banqueiro com reconhecida experiência na defesa do financismo tupiniquim no Banco Central. Perfeito!

A dupla Meirelles e Goldfajn acabava de aterrissar na Esplanada dos Ministérios, com a tão aguardada tarefa de colocar o Brasil nos eixos e resolver nosso problemas da economia. A depender do colunismo econômico bajulador, parecia óbvio que o problema era bastante simples de solucionar, pois o mais importante já havia sido resolvido. “Primeiro, a gente tira a Dilma e depois tudo se acomoda”. A conhecida e reconhecida competência técnica da duplinha dinâmica realizada entre o Bank of Boston e o Itaú se encarregaria de nos promover a redenção. Todos os pecados seriam expiados a partir de então.

Golpeachment e o time dos sonhos
A fundamentação retórica do grupo que chegava ao poder na esteira do golpeachment que foi implementado sem nenhuma base jurídica baseava-se na crítica à irresponsabilidade do governo anterior no trato das contas públicas. Dilma havia sido acusada de praticar as chamadas “pedaladas fiscais”, uma vez que a situação dos gastos públicos estaria sem nenhuma capacidade de controle. A narrativa liberalóide do “menos Estado” ganha presença no discurso no governo que vinha de se apossar do Palácio do Planalto.

Os aspectos mais significativos da nova agenda estavam já presentes no documento “Ponte para o Futuro”, elaborado sob a responsabilidade de Wellington Moreira Franco, então presidente da Fundação Ulysses Guimarães, vinculada ao PMDB. Com aquelas propostas, o partido de Temer pretendia se credenciar junto às elites econômicas e das colunas sociais como um instrumento confiável para realizar as mudanças que as urnas haviam sistematicamente derrotado desde as eleições presidenciais de 2002. E assim foi elaborada a estratégia do desmonte do pouco que ainda existia de Estado de Bem Estar em nosso País.

Para além de orientar e formular a política de terra arrasada contra a Constituição Cidadã, Meirelles se encarregou de lançar o seu mantra pessoal em aspectos relevantes da política econômica. Como o discurso oficial não poderia esconder o desejo de recuperar o crescimento da atividade, o chefe da Fazenda martelava sistematicamente na necessidade da aprovação das deformas constitucionais para que o PIB voltasse a subir. Afinal, o mais importante era atender às expectativas do mercado para que os investimentos fossem finalmente acionados. Assim, o foco estava voltado para a aprovação da Emenda Constitucional nº 95/16 (que congelava os gastos sociais por longos 20 anos), a aprovação do desmonte da CLT e a expectativa de destruição da Previdência Social.

As 3 promessas de Meirelles

Para o rame-rame da economia, Meirelles articulou suas intervenções em 3 pontos: i) retomada do crescimento da atividade e do emprego; ii) fidelidade canina às metas fiscais; e, iii) negativa permanente da elevação de impostos.

E assim foi feito. Em julho do ano passado, ele garantia que haviam mesmo bastado dois meses sob nova direção para que a fadinha das expectativas entrasse em operação para tirar o Brasil da depressão. Pouco importava que as estatísticas do IBGE apontassem justamente o contrário. A recuperação estaria logo ali, bem na esquina.

“Se não houvesse essa retomada, da qual já estamos vendo antecedentes e deve ocorrer, seria a maior [recessão] da História brasileira”, explicou o ministro. “Essa retomada que estamos vendo para os próximos trimestres evita que seja a maior da História, mas ainda será a maior desde 1931".

Mas a comunidade do sistema financeiro não precisava se preocupar. Afinal, seu padrinho havia garantido algumas semanas antes que não abriria mão de sua obediência cega aos ditames do austericídio. A política monetária estava cargo de colega do BC, mas as metas fiscais sob responsabilidade do Tesouro Nacional seriam imexíveis. O foco no corte de despesas a todo custo se justifica pela segurança fornecida por Meirelles de que alterações de objetivos da política fiscal ao longo do ano era atitude típica de irresponsabilidade populista, coisa do passado. Daqui prá frente, tudo vai ser diferente.

Segundo ele, tudo seria feito para não flexibilizar a austeridade e a dureza tão necessárias ao ajuste que se impunha: “Minha maior preocupação é com metas que não se confirmam ou medidas que não são suficientes”.

Finalmente, em setembro, o mandarim da Fazenda repetia pela enésima vez aquilo que soava como concerto de violino aos ouvidos da turma do impostômetro e do sonegômetro. A cantilinária do Estado mínimo não aceitava de modo algum que o governo lançasse mão do aumento de tributos para melhorar a situação de suas contas. Pelo contrário, os representantes dos empresários contavam, como sempre, com as benesses e as bondades em programas de desoneração, isenção e perdão de dívidas tributárias. De acordo com Meirelles,

"Com os dados que temos agora, não será necessário aumento de impostos. Portanto, no orçamento de 2017, segundo o projeto de lei apresentado, não está previsto o aumento de imposto", disse Meirelles após a apresentação da proposta.

Estratégia fracassada
Com o passar do tempo, foi se evidenciando a incapacidade da equipe econômica em cumprir o prometido. A crise política foi se aprofundando, junto com o abismo da popularidade do presidente ilegítimo. Aquela que parecia de início com uma aliança de ganhos recíprocos entre Temer e Meirelles, aos poucos foi assumindo a forma de uma gravura retratando um abraço de afogados.

A recessão continuou firme e segura. O desemprego superou a casa de 14 milhões. Os escândalos políticos e de corrupção só fizeram aumentar de frequência. E assim Meirelles foi descumprindo cada uma de suas promessas: um verdadeiro estelionato golpeachmental. Senão, vejamos:

a) a retomada do crescimento ainda está longe de se confirmar, com o fundo do poço sendo cavado a cada dia ainda mais fundo.

b) a garantia de não recorrer ao aumento de impostos se desfez assim que as dificuldades de receita tornaram-se evidentes pela queda da atividade induzida e desejada pela política austericida.

c) a flexibilização da meta fiscal de um déficit primário R$ 139 bilhões subiu no telhado. O governo já fala quase abertamente na necessidade de aumentar a meta para R$ 159 bi ainda para 2017.

Esse é apenas um dos aspectos do profundo fracasso de Meirelles. Justamente aquele que era, até anteontem, apontado por muita gente da “crème de la crème” como o candidato imbatível nas eleições presidenciais de 2018. Uma pena que a delação premiada de Joesley Batista esteja no centro do noticiário policial e na base das denúncias contra o próprio Presidente da República. O grupo empresarial cujo conselho máximo era dirigido por ninguém menos que o próprio Meirelles até o dia anterior à sua nomeação para o cargo de Ministro da República.

E como se diz no popular, o que está ruim, ainda pode piorar. Assim, para quem acredita em forças esquisitas, é preciso recordar que o Ministro da Fazenda entrou hoje em seu inferno astral. Aguardemos, pois, o passar de agosto.
Posted: 02 Aug 2017 07:11 AM PDT
Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

O povo venezuelano, livre e soberano, retomou em suas mãos o poder originário, elegendo massivamente representantes para a Assembleia Nacional Constituinte.

Mais de oito milhões compareceram às urnas, apesar do boicote e da sabotagem de grupos antidemocráticos, em um processo acompanhado por personalidades jurídicas e políticas internacionais que atestaram lisura e transparência.

Todas as cidades, classes e setores estão presentes, com seus delegados, na máxima instituição da democracia venezuelana.

A Constituinte é o caminho para a paz e a normalidade, para retomar o caminho do desenvolvimento e da prosperidade, para superar a crise institucional e construir um programa que reunifique a pátria vizinha.

De forma pacífica e democrática, milhões de cidadãos e cidadãs disseram não aos bandos terroristas, às elites mesquinhas, aos golpistas e à ingerência de outros governos.

Homens e mulheres de bem, no mundo todo, devem celebrar esse gesto histórico de autodeterminação da Venezuela, repudiando as ameaças intervencionistas e se somando a uma grande corrente de solidariedade.

Também no Brasil se farão ouvir as vozes que rechaçam a violência e a sabotagem contra o governo legítimo do presidente Nicolás Maduro.

Qual moral tem um usurpador como Michel Temer para falar em democracia, violando a própria Constituição de nosso país, ao adotar posições que ofendem a independência venezuelana?

O Brasil não pode passar pela infâmia de se aliar a governos que conspiram contra uma nação livre e se associam a facções dedicadas a tomar o poder de assalto, apelando para o caos e a coação.

Convocamos todos os brasileiros e brasileiras à defesa da democracia e da autodeterminação de nossos irmãos venezuelanos, ao seu direito de viver em paz e a definir o próprio destino.

Repudiamos as manobras de bloqueio e agressão que estão sendo tramadas nas sombras da Organização dos Estados Americanos (OEA), sob a batuta da Casa Branca e com a cumplicidade do governo golpista de nosso país.

Denunciamos o comportamento repulsivo dos meios de comunicação que manipulam informações e atropelam a verdade, para servir a um plano de desestabilização e isolamento.

Declaramos nossa solidariedade ao bravo povo de Bolívar. Sua luta pela paz também é nossa.

Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela

São Paulo, 01 de Agosto de 2017.

* Primeiras adesões (receberemos adesões individuais e de organizações somente por email (paznavenezuelabr@gmail.com) até o dia 08 de Agosto de 2017.

Organizações:

1. Articulação brasileira dos movimentos sociais da ALBA

2. Campanha Brasil Justo para todos e para Lula

3. Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB

4. Central Única dos Trabalhadores - CUT

5. Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz – Cebrapaz

6. Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

7. Conselho Mundial da Paz – CMP,

8. Consulta Popular

9. Democracia no Ar

10. Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC

11. Fundação Perseu Abramo

12. Instituto Astrojildo Pereira

13. Intersindical – Central da Classe Trabalhadora

14. Levante Popular da Juventude

15. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST

16. Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA

17. Partido Comunista do Brasil – PCdoB

18. Partido dos Trabalhadores – PT

19. Sindicato dos Arquitetos

20. Sindicato dos Bancários de Santos

21. União Brasileira de Mulheres – UBM

22. União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES

23. União da Juventude Socialista – UJS

24. União Nacional dos Estudantes – UNE.
Posted: 01 Aug 2017 08:21 PM PDT
Foto: Divulgação
Por Altamiro Borges

O deputado Wladimir Costa, da sigla Solidariedade (SD) – aquela que é chefiada pelo pragmático Paulinho da Força – parece que adora posar de ridículo e patético. No sábado (29), ele apareceu em uma cerimônia de entrega de caminhões de lixo no município de Salinópolis, no interior do Pará, vestido com uma camiseta do tipo regata amarela e bermuda jeans. “Mas a surpresa maior aconteceu quando ele tirou a camiseta e expôs uma tatuagem no ombro direito com a inscrição ‘Temer’. Ela estava abaixo de outra, que tinha a bandeira do Brasil desenhada. Costa também carregava uma latinha de cerveja num dos bolsos de sua bermuda”, relatou o site da revista Época. De imediato, a foto do serviçal viralizou na internet.

Ainda segundo a revista, o deputado afirmou que “a tatuagem definitiva foi feita como forma de homenagear Michel Temer: ‘O melhor presidente da história do Brasil. O único estadista que apareceu neste país’. Ela custou R$ 1.200... Costa diz, ainda, que vai exibir a tatuagem na Câmara dos Deputados na quarta-feira (2) durante a votação da admissibilidade da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção contra o presidente Michel Temer. ‘Será um show de votos em favor do presidente. Só Deus derruba Temer. E ele é honesto. Então Deus não vai querer derrubá-lo’”. Para o jornal Folha, o deputado federal do SD ainda deu maiores detalhes risíveis e patéticos da sua imbecilidade:

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Ele disse ter outras cinco tatuagens pelo corpo e conta como enfrentou a dor. “Doeu um pouco, mas eu lembrava do Temer, passava a dor”, afirmou. A sétima tatuagem Costa diz que fará na costela, logo após a votação de quarta: o rosto de Temer com a frase “Temer, o maior estadista do Brasil”. Nesta próxima tatuagem, que será colorida porque “fica mais bonito”, ele pensa também em registrar o rosto da primeira-dama. “Um exemplo de mulher brasileira, mulher guerreira”, justifica. “Vai doer um pouquinho, mas toma umas cachaça e fica anestesiado. Aqui no Pará tem cachaça de jambu, que anestesia tudo”, disse o deputado, mencionando uma planta típica de seu Estado, que tem como característica o poder de deixar partes do corpo dormentes.

O deputado diz que a ideia das tatuagens surgiu para mostrar que o presidente tem “amigos leais, que ele tem pessoas que estão pouco se importunando com uma imprensa comprada para tentar derrubá-lo”, afirmou. “Quem é Temer é Temer, não tem medo. Amigo é amigo, filho da puta é filho da puta. Vamos vencer com a bênção de Deus. Deus está no comando”, disse o deputado, para quem Temer terá entre 260 e 290 votos em plenário. Ele disse ainda que Temer é “muito homem para assumir suas responsabilidades’ e que “este crimezinho de merda que estão querendo colocar nele, nunca aconteceu e nunca vai acontecer”. Temer é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de corrupção passiva durante o exercício do cargo.

O deputado disse também que Temer tem “uma das biografias mais respeitadas deste país” e criticou “vagabundo” que tatua os rostos de figuras de esquerda como Carlos Marighella, Che Guevara, Fidel Castro e do ex-presidente Lula. “Já vi vagabundo com tatuagem daquele patife do Marighella, vagabundo, terrorista. Já vi gente com foto do Lula. Pelo amor de Deus. Lula é o maior bandido desta República. Gente com foto de Che Guevara e Fidel Castro, falsos socialistas que só gostavam de Rolex e roupa de grife. Temer tem uma das mais respeitadas biografias deste país”, afirma o deputado.


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O deputado Wladimir Costa é um típico impostor da política brasileira – ou, para usar seus adjetivos, “um vagabundo”. O falso moralista não resiste a qualquer apuração mais séria. Nesta mesma semana, o procurador-geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal que ele seja condenado pelo crime de peculato por ter ficado com o dinheiro do salário de servidores de seu gabinete – que seriam “funcionários fantasmas”, segundo a PGR. Segundo matéria do jornal O Globo, “Rodrigo Janot reiterou a acusação em documento protocolado na sexta-feira passada (28). O processo está próximo do fim, cabendo agora a manifestação final da defesa. O deputado disse ao Globo que desafia qualquer procurador a provar que recebeu o dinheiro”.

Ainda segundo o jornal, “o processo tem como base uma denúncia feita por um ex-funcionário de Wladimir, que trabalhou como cinegrafista no programa de televisão do parlamentar e foi registrado como seu assessor na Câmara. O Ministério Público afirma que o deputado e um irmão seu ficaram com o salário de três pessoas que recebiam como servidores do gabinete parlamentar sem trabalhar entre 2003 e 2005... Por meio de perícia e de quebra de sigilo bancário verificou-se que os funcionários sacavam integralmente os salários recebidos da Câmara. Nas mesmas datas, há registros de depósitos em espécie feitos na conta de Wladimir Costa no mesmo banco”.

Já o portal iG, em matéria postada nesta segunda-feira (31), lembra que o parlamentar do SD é famoso por suas bravatas e trambiques. “Além da tatuagem, Wladimir Costa defende Temer com discursos ferrenhos na Câmara. Ele chegou a ofender um colega, o relator da denúncia contra o presidente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Sergio Zveiter, chamando-o de ‘burro’ e ‘incompetente’ e classificou o parecer dele como ‘sofrido’. Outro ponto na carreira política de Costa que merece destaque é que, em julho do ano passado, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará chegou a determinar, por decisão unânime, a cassação do seu mandato. O parlamentar foi condenado por uso de caixa 2 e por ter omitido o gasto de R$ 410 mil na prestação de contas de sua campanha eleitoral em 2014”.

“Wladimir Costa também é lembrado por ser ‘o deputado dos confetes’, já que na sessão de aprovação da abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, ele chamou a atenção por fazer discurso contra a corrupção e declarar seu voto favorável à saída da petista. Na ocasião, lançou confetes no plenário. Em seu quarto mandato na Câmara, o deputado também é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal, desde 2010, por supostamente abrigar funcionários fantasma em seu gabinete”.

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Posted: 01 Aug 2017 07:16 PM PDT
Foto: Avaaz Brasil
Por Altamiro Borges

Nesta quarta-feira (2), a Câmara Federal deve votar a denúncia por corrupção passiva apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o usurpador Michel Temer. Caso vote pela admissibilidade, o Judas será afastado do cargo que tomou de assalto. O clima em Brasília, segundo a jornalista Tereza Cruvinel, é de um “equilíbrio catastrófico”, com forte tensão entre os parlamentares. Rodrigo Maia, o jagunço dos patrões que preside a Câmara Federal, jura que a denúncia de Rodrigo Janot será rejeitada por ampla maioria e que o odiado Michel Temer seguirá impune no posto. Muitos deputados, porém, devem estar preocupados com o resultado desta inflamável votação – que a TV Globo garantiu que será transmitida ao vivo.

Segundo pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (31), 81% dos brasileiros são favoráveis à abertura do processo contra o Judas. O maior percentual (89%) se encontra entre os mais jovens, que tem entre 16 e 24 anos. Pior ainda para os capachos do golpista: 79% dos entrevistados concordaram com a seguinte frase formulada pelo Ibope: “Acho que a denúncia [do PGR) é correta e o deputado que votar contra a abertura do processo é cúmplice da corrupção”. Outra frase que deve atormentar os parlamentares, que só pensam na reeleição: “O deputado que votar contra a abertura do processo não merece ser reeleito em 2018”. Olha o susto: 73% concordaram com a frase, 25% discordaram e 2% preferiram não emitir a sua opinião.

Apesar destes números aterrorizantes, a maioria dos deputados – muitos deles envolvidos em denúncias de corrupção – ainda parece preferir a manutenção do “chefe da maior organização criminosa da história do país”, segundo o procurador Rodrigo Janot. Como afirma o jornalista Bernardo Mello Franco, uma das poucas vozes críticas da Folha, “essa turma torce para que a denúncia seja votada por um plenário esvaziado. Assim, suas excelências reduziriam o desgaste de se associar a um campeão de rejeição... Apesar da impopularidade, Temer se segura porque ainda parece útil ao mercado e ao sindicato dos deputados. Nos últimos dois meses, ele reforçou o discurso pró-reformas e torrou mais de R$ 4 bilhões em emendas. Ao mesmo tempo, acelerou a distribuição de cargos e benesses em troca de apoio contra a denúncia”.

Parece que o “sindicato dos bandidos” está feliz com o chefe da quadrilha que assaltou o poder. E o eleitor brasileiro? Uma dica: guarde bem a lista de votação desta quarta-feira para você também não virar “um cúmplice da corrupção” nas próximas eleições.

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