4/8 - MIGALHAS de HOJE


Sexta-feira, 4 de agosto de 2017 - Migalhas nº 4.168 - Fechamento às 9h59.
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"Na tela,
Em cada programa,
Notoriedades da hora
Desconhecidos de ontem,
Famosíssimos de agora.
Doutores, padres, artistas,
Dá de tudo na tevê;
A fama feita à minuta;
A Glória prêt-à-porter."

Millôr Fernandes
Efeito WhatsApp
No fim da tarde de ontem, como um rastilho de pólvora, circulou pelos grupos de WhatsApp (até nos grupos da "família") o vídeo de uma sessão de julgamento de uma Câmara do TJ/SC. O advogado, Felisberto Odilon Córdova, cuja alva cabeleira indica a antiguidade na tribuna, e o desembargador Eduardo Gallo, ficaram conhecidos no país inteiro. Vejamos abaixo. (Clique aqui)
Advogado x Desembargador
Parecia cena de filme, #sqn. Na tarde de ontem, durante sustentação oral no TJ/SC, um advogado acusou o desembargador, relator do processo, de ter lhe pedido propina para julgar favoravelmente. Visivelmente exasperado, o causídico foi levado por colegas para fora da sessão - não sem antes dirigir-se ao magistrado e xingá-lo. Veja o vídeo da cena aqui.
Desembargador x Companheira
Sem querer tomar partido algum, porque nem sequer conhecemos os personagens, o fato é que o juiz já é conhecido pelo meio jurídico catarinense por um vídeo dantesco feito recentemente, em que está nu, mostrando partes roxas e dizendo ter apanhando da ex-companheira. (Compartilhe
OAB/SC
Ontem à noite, o presidente da OAB/SC, Paulo Marcondes Brincas, entrou em contato com a alta Direção de Migalhas e disse ter colocado a estrutura da seccional à disposição do colega causídico. Contou-nos ainda que o advogado que protagonizou a cena é militante há décadas e goza de muito respeito na classe. Acerca do desembargador, contou-nos que ele ingressou há pouco no TJ, e já sofreu desagravo público por parte da Ordem.
Produto de crime?!
Só pode ser piada. Em todo caso, vamos noticiar. A PF em Curitiba apreendeu 2 (duas) garrafas de vinho da casa de Aldemir Bendine, ex-presidente do BB e da Petrobras, preso na semana passada. A defesa foi intimada a explicar o "modo de aquisição" do néctar de Baco, "uma vez que podem ter sido adquiridas com produto dos crimes investigados". Como diria Cícero: "quousque tandem?" (Clique aqui)
Rótulos
O plenário do STF julgou ontem inconstitucionais dispositivos da lei fluminense 1.939/91, que dispõem sobre a obrigatoriedade de informações nas embalagens dos produtos alimentícios comercializados no Estado do RJ e as respectivas sanções por descumprimento. Prevaleceu o voto do relator, ministro Gilmar Mendes, que julgou a ADIn parcialmente procedente, entendendo que, ao estabelecer tal obrigatoriedade, o Estado dificultou a inserção de bens provenientes de outras localidades em seu mercado, bem como a livre circulação de mercadorias. (Clique aqui)
Varig - $$$
O STF rejeitou ontem embargos de declaração apresentados pela União e pelo MPF no RE 571.969, por meio do qual buscava-se reverter decisão que garantiu à Varig o direito a indenização em razão do congelamento de tarifas ocorrido durante o Plano Cruzado, entre outubro de 1985 e janeiro de 1992. Os ministros acompanharam voto da relatora, Cármen Lúcia. (Clique aqui)
TSE
O plenário do Supremo aprovou ontem a lista tríplice de candidatos para ministro substituto do TSE numa das vagas reservadas à categoria dos advogados: Sérgio Silveira Banhos, Carlos Bastide Horbach e Marilda de Paula Silveira.
Fotografia - Jornal Extra - Danos morais
A 4ª turma do STJ manteve condenação imposta à Infoglobo por publicação de fotografia das manifestações de 2013. Os autores narraram que foi publicada no jornal on-line Extra uma foto dos manifestantes, eles inclusos, noticiando agressões a policiais, sem a ressalva de que os autores estavam, na verdade, socorrendo um dos agentes públicos. Em 1º grau a demanda foi julgada improcedente, mas o TJ/RJ reformou a sentença por omissão e falha do jornal no dever de informar. A Infoglobo tentou no STJ reverter a condenação (R$ 15 mil), mas por maioria de votos a partir do entendimento do relator, ministro Luis Felipe Salomão, a tentativa foi baldada, por óbice da súmula 7. Ficou vencido no caso o ministro Raul Araújo, para quem "a liberdade de imprensa como valor democrático assegura a veiculação de fotos" como a contestada. (AgInt no AREsp 1.063.540)
Agenda apertada
O presidente da 3ª turma do STJ, ministro Bellizze, tentou chegar a um acordo com os colegas na remarcação da sessão do dia 17/8. Um ministro precisava antecipar da tarde para a manhã, mas a ministra Nancy Andrighi pediu para alterar, tendo em vista que excepcionalmente naquele dia pela manhã havia combinado compromisso na Escola da Magistratura do Maranhão; sugeriu antecipar (o que não era possível pois a pauta já foi publicada) ou adiar; o único dia disponível era uma terça-feira em que já há duas sessões marcadas, pela manhã e à tarde (22/8). Tendo em vista que a 3ª turma é das mais eficientes, com sessões que duram menos de uma hora e meia, Nancy propôs três sessões neste dia. Nada feito. Por fim, ficou então para o dia 17/8 mesmo, às 10h. Nancy Andrighi foi categórica: "Vou tentar mudar o compromisso lá, eu não falto à sessão. A minha primeira obrigação é o tribunal."
Testamento
Um neto não conseguiu anular o testamento da avó que, embora sabendo de sua existência, declarou no documento que não tinha descendentes sucessíveis. A 3ª turma do STJ acompanhou a relatora, ministra Nancy Andrighi, para quem a medida extrema só é admitida se o testador não tinha conhecimento da existência de descendente sucessível, o que não é o caso. "Talvez seja uma situação bem sentimental ali. Porque ela conviveu com o neto antes, participou da investigação de paternidade, doou ao neto aquilo que era do filho pré-morto, mas na hora do testamento ela apagou a existência do neto... Mas eu acho que sempre as declarações de última vontade são soberanas, acho que é o momento de maior intimidade que a pessoa tem consigo mesma e os parâmetros que ela criou para a vida dela." (Clique aqui)
Ressarcimento
A percepção de quantias indevidas por decisão judicial impõe o dever de ressarcir: com esta premissa o ministro Herman Benjamin deu provimento a recurso da União, que pagou precatório complementar, em caso de desapropriação, com a inclusão de expurgos inflacionários. A 2ª turma do STJ, de forma unânime, proveu o recurso da União contra o acórdão do TRF da 1ª região, que havia afastado a necessidade de devolução. (REsp 1.671.542)
Fim da festa
Após uma vacatio legis informal de um semestre, na qual a 2ª turma do STJ permitia a retirada de pauta de processo no qual o advogado perdeu o prazo de 48 horas para pedir sustentação oral, ontem o colegiado pôs fim à benesse. Em decisão unânime, os ministros acompanharam o discurso da presidente Assusete Magalhães de que um semestre foi suficiente para que os causídicos tomassem conhecimento da alteração regimental.
STJ - Publicação de pauta
A 2ª turma do STJ proporá à Comissão de Regimento Interno alteração para ampliar o prazo de antecedência para publicação da pauta. Atualmente, as pautas são publicadas com pelo menos 5 dias úteis de antecedência. A proposta é de que esse prazo aumente para 10 dias úteis, com vista a ampliar a possibilidade de defesa dos interessados, especialmente em hipóteses em que o escritório de advocacia está sediado fora de Brasília. (Clique aqui)
Saúde
A 3ª turma do STJ afastou ontem a obrigação de plano de saúde em fornecer ou custear o medicamento Revlimid para tratamento oncológico. O remédio é importado e não tem reconhecimento da Anvisa. (Clique aqui)
Ementa
Após fazer uma breve sugestão à ementa de colega, de modo a registrar que o entendimento estava sendo aplicado no caso concreto e não como tese jurídica ampla, o ministro Herman Benjamin ponderou: "O Direito brasileiro hoje é absolutamente ementário. Ninguém lê o voto."
Prova de resistência
No primeiro encontro do semestre da 4ª turma do STJ, a pauta cheia deixa claro que os próximos meses serão intensos. De fato, os ministros aguentaram firmes - e debatendo com vigor - até mais de 19h, com apenas um breve intervalo na sessão de ontem.
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Comprovação de feriado local
O ministro Antonio Carlos Ferreira destacou ontem importante questionamento para reflexão dos colegas da 4ª turma: tendo em vista que a Corte Especial do STJ está julgando a necessidade de comprovação de feriado local no momento da interposição do recurso, deve-se julgar agravos sobre essa matéria? Trata-se de tema diretamente relacionado ao direito de defesa do jurisdicionado. Somente ontem, S. Exa. tinha 26 casos sobre o tema.
O maior problema, como todos sabem, é o fato de que os julgamentos na Corte são mais demorados do que nas seções e, mais ainda, do que nas turmas. Lá na Corte, o relator, ministro Raul (que integra a 4ª turma) votou a favor de uma interpretação em consonância com o espírito do CPC/15, no sentido da primazia da solução de mérito, de modo que entende possível, antes de se considerar inadmissível o recurso, a concessão de prazo para que seja sanado o vício. Em voto-vista divergente, a ministra Nancy defende que deixar de juntar o documento relativo à comprovação do feriado local na interposição do recurso importa em vício que não poderá ser sanado no agravo. Na última sessão antes do recesso, diante de quórum baixo, o ministro Herman pediu vista dos autos (clique aqui).
Pois bem. O ministro Antonio Carlos lembrou que os colegas da 3ª turma vêm decidindo, nos agravos internos, considerando intempestivo o recurso nos casos em que não comprovado o feriado local na interposição dos recursos; também é este o encaminhamento de outras turmas do STJ. "No âmbito das turmas essa discussão não foi aprofundada", concluiu, de modo que a existência de julgamentos por todas as turmas, sem um exame aprofundado, pode dar a impressão de que há um entendimento majoritário.
Por sugestão do ministro Luis Felipe Salomão, acolhida pelos colegas, a 4ª turma deve decidir na sessão da próxima semana o que fazer com o passivo, "se julgamos os casos, ou esperamos a Corte". O ministro Salomão pretende fazer levantamento do quanto isso impacta no gabinete. (Compartilhe)
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Evento - Reforma Trabalhista
Para júbilo de uns e descontentamento de outros, a polêmica reforma trabalhista foi aprovada. Agora, tornou-se imperioso conhecer as mudanças que a nova legislação impõe às relações de trabalho. Por isso Migalhas realiza o seminário "A Reforma Trabalhista e seus Impactos". É dia 21 de agosto, no Hotel Tivoli São Paulo - Mofarrej. Participe! (Clique aqui)
CNMP
Plenário do Senado aprovou indicações para o cargo de conselheiro do CNMP. Sebastião Vieira Caixeta, procurador regional do Trabalho, ocupará a vaga destinada ao MPT, e Marcelo Weitzel Rabello de Souza, subprocurador-Geral de Justiça Militar preenche a vaga do Ministério Público Militar.
TJ/SP
O advogado Luiz Guilherme da Costa Wagner Junior é o novo desembargador do TJ/SP. Ele foi escolhido ontem pelo governador Geraldo Alckmin e ocupará vaga aberta pela aposentadoria do desembargador José Reynaldo Peixoto de Souza. A nomeação ocorreu nesta quinta-feira, após o TJ/SP ter enviado a lista tríplice composta também pelos advogados César Eduardo Temer Zalaf e Ana Paula Zomer.
Amigo virtual
Vínculo em redes sociais não caracteriza amizade íntima capaz de desqualificar testemunha. Este é o entendimento da 4ª turma do TRT da 3a região. Relatora, desembargadora Paula Oliveira Cantelli não acolheu o argumento de uma empresa agrícola, que sustentou a invalidade do depoimento. (Clique aqui)
Medicamento
O juiz Federal Frederico Botelho de Barros Viana, da 4ª vara da JF/DF, concedeu liminar em favor da empresa farmacêutica Shire para revogar decisão do ministério da Saúde que suspendeu parceria firmada com a Empresa Brasileira de Hemoderivados - Hemobrás. Para o juiz, não se poderia suspender a parceria sem a demonstração de que não haverá desabastecimento do medicamento. A Shire é representada nesse processo pelos advogados Gustavo de Freitas Morais, Carlos Eduardo Eliziário de Lima e Rodrigo Augusto de Oliveira Rocci, do Dannemann Siemsen Advogados. (Clique aqui)
Sistema indisponível
Inacreditavelmente, o Sigef - Sistema de Gestão Fundiária encontra-se indisponível por nada menos que dez dias para "manutenção e adequação técnica". Desenvolvido pelo Incra, o sistema é utilizado para gestão de informações fundiárias do meio rural. Por ele são efetuadas a recepção, validação, organização, regularização e disponibilização das informações georreferenciadas de limites de imóveis rurais. Sem ele, muitos negócios estão parados. Ou seja, é o chamado custo Brasil. E como é alto! (Compartilhe)
Proteção ao trabalhador
Governo colombiano é condenado pelo Tribunal Mundial Permanente de Liberdade Sindical e Direitos Humanos por omissão e violação de direitos humanos contra trabalhadores. Entre os problemas estão violação às normas de segurança social e saúde no trabalho, discriminação no trabalho, assédio sexual, entre outras demandas. Pela sentença, a Colômbia terá de adotar precauções necessárias para garantir os direitos violados, além de aplicar convenções internacionais como a da OIT, a Convenção Americana de Direitos Humanos e o Pacto Internacional sobre direitos social e cultural. O governo também terá de proibir e fiscalizar, com o rigor necessário, comportamentos antissindicais contra sindicatos e trabalhadores. O advogado brasileiro Luís Carlos Moro (Moro e Scalamandré Advocacia) integra o colegiado. (Clique aqui)
Custas judiciais - I
Na última terça, a PGR deu parecer favorável à ADIn 5.612, impetrada pelo Conselho Federal da OAB no STF a fim de reverter o aumento das custas judiciais no TJ/SP. A ação foi impetrada a pedido da seccional de SP. Janot considerou exorbitante a majoração das custas processuais aprovadas pela Alesp, e que ferem a proporcionalidade a razoabilidade. A ADIn seguiu à conclusão do relator, ministro Edson Fachin. (Clique aqui)
Custas judiciais - II
Além da ADIn citada na nota anterior, o Conselho Federal ajuizou uma série de ações no Supremo contra o aumento de custas no CE, RO, PI, RR, PB e TO. Em todas, a Ordem alega que os percentuais fixados nas normas questionadas são excessivos e comprometem o acesso à Justiça (clique aqui).
Custas judiciais - III
Pesquisa feita em Migalhas revela o valor das custas judiciais em cada Estado brasileiro. Paraíba tem taxas mais caras do país, enquanto o DF tem as mais baixas (clique aqui).
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Combate à corrupção
A capital norte-americana recebeu recentemente o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, para uma série de eventos sobre os novos rumos que o combate à corrupção no Brasil tomou a partir da operação Lava Jato. A partir do tema, o advogado Gustavo Justino de Oliveira (Justino de Oliveira Advogados) apresenta um balanço e perspectivas do combate à corrupção no país em um contexto de cooperação internacional a partir de 2018. (Clique aqui)
Economia compartilhada
Ao falar sobre a economia compartilhada em plataformas como Uber, Ifood, Airbnb, Enjoei, entre outros, Caio César de Oliveira (Opice Blum, Bruno, Abrusio e Vainzof Advogados Associados) e Giovani Dos Santos Ravagnani chamam a atenção para a necessidade de que seja regulamentada a nova forma de empreender e consumir, de modo a garantir o livre mercado e a livre concorrência. (Clique aqui)
RICARF
Recentemente, o Ministério da Fazenda publicou a portaria 329/17, a qual alterou o Regimento Interno do Carf. Quanto ao Recurso Especial de Divergência, a alteração no RICARF estabeleceu uma restrição que para o advogado Marcelo Rocha dos Santos, do escritório Demarest Advogados, é "inconstitucional". Veja as considerações. (Clique aqui)
Arbitragem
Com a edição da lei 13.129/16 resolveu-se um debate doutrinário quanto à pertinência e o alcance da inserção no estatuto social da companhia de cláusula que defira à arbitragem a solução dos conflitos societários. O advogado João Luiz Coelho da Rocha, do escritório Bastos-Tigre, Coelho da Rocha e Lopes Advogados, aborda o tema. (Clique aqui)
Desigualdades
As desigualdades regionais e os incentivos fiscais administrados pela Sudene, que possui um "papel de suma importância" para promover o desenvolvimento do Nordeste, são os temas tratados pelo advogado Adalberto Arruda Silva Júnior, do escritório Nelson Wilians & Advogados. (Clique aqui)
Direito Digit@l
No ano passado, grandes incidentes relativos a vazamento de informações direcionaram atenção para as fragilidades encontradas em alguns escritórios de advocacia. Na coluna de hoje, os advogados Coriolano Almeida Camargo e Marcelo Crespo mostram por que a atenção precisa ser redobrada. (Clique aqui)
Papo Jurídico
No vídeo de hoje, o advogado Guilherme Galhardo Antonietto bate um papo sobre a usucapião extrajudicial. (Clique aqui)
Semanário migalheiro
Confira as mais lidas nesta semana em Migalhas:
STF aprova tese sobre inconstitucionalidade da cobrança de taxa de incêndio por município. (Clique aqui)
Tarifas de transmissão e distribuição de energia não integram ICMS incidente sobre consumo. (Clique aqui)
Justiça de SP autoriza preços diferentes para homens e mulheres em baladas. (Clique aqui)
PL prevê que advogado não vinculado a processo pode ter direito de acesso a documentos eletrônicos. (Clique aqui)
Rita Lee terá de indenizar por ofensas à Polícia Militar durante show. (Clique aqui)
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  • Migalhas Mundo
Fake news
Facebook intensifica a verificação de fatos para combater notícias falsas. (MI - clique aqui)
Esta e outras no Migalhas International de hoje. (Clique aqui)
Sem poder
Presidente do Equador retira todas as funções de seu vice mediante decreto. (LA - clique aqui)
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História da OAB/SP
A OAB/SP e a Faculdade de Direito da USP realizam dia 7/8, às 10h, a abertura de uma mostra em formato de linha do tempo que recria os fatos marcantes que pontuam a história da Ordem paulista e resgata os momentos da vida nacional em que a entidade teve participação ativa em prol da cidadania, da defesa dos direitos individuais e, principalmente, da preservação do Estado Democrático de Direito. O ato é uma ação que integra a celebração dos 85 anos de fundação da seccional e os 190 anos tanto da Faculdade de Direito da USP quanto da criação dos cursos jurídicos no país. (Clique aqui)
Semana do XI
A partir da próxima segunda-feira, começam as celebrações da "Semana do XI de Agosto". Nas Arcadas, extensa programação. Confira e participe! (Clique aqui)
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22/7 - CIÊNCIA Físicos tentam comprovar existência de quinta dimensão Altura, largura, profundidade, tempo. Essas são as quatro dimensões que conhecemos. Mas os cientistas apostam que existe uma quinta dimensão. Um dos motivos é que a força da gravidade é considerada muito fraca - pode ser vencida pela força de um imã, por exemplo. A ideia, então, é que a gravidade é da forma que é porque se dissipa em outras dimensões que ainda não conhecemos. 22 JUL 2018 09h10 atualizado às 10h58 separator1COMENTÁRIOS "Qual é a 5ª dimensão? Eu sei que a primeira é a altura, a segunda é a largura, a terceira é a profundidade e a quarta, o tempo. Mas ninguém parece saber o que é a quinta!". SAIBA MAIS Físicos tentam comprovar existência de quinta dimensão Mulheres adotam produtos à base de maconha como estimulante sexual: 'É um grande afrodisíaco' Orcas do Pacífico estão morrendo de fome O que aprendi vivendo praticamente à luz de velas - e como isso mudou minha vida Maior eclipse lunar do século, 'lua de sangue' acontece na próxima sexta e poderá ser visto do Brasil Os físicos continuam estudando e fazendo experimentos para tentar descobrir a existência de uma quinta dimensão Os físicos continuam estudando e fazendo experimentos para tentar descobrir a existência de uma quinta dimensão Foto: Science Photo Library / BBC News Brasil Essa foi a pergunta que Lena Komaier-Peeters, uma menina de 12 anos, enviou para os investigadores da BBC, o geneticista Adam Rutherford e a matemática Hannah Fry, da série Os Casos Curiosos de Rutherford e Fry. Eles foram a Genebra, na Suíça, para responder essa questão. Lá, eles visitaram o lugar onde se realiza aquele que é provavelmente o mais incrível experimento com tempo e espaço, o CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear), e pediram ajuda à física de partículas Rakhi Mahbubani nessa tarefa. "Imagine um canal estreito e comprido, com barcos de diferentes tamanhos navegando nele. Se você tem um navio de cruzeiro enorme que ocupa quase toda a largura, você só pode se mover ao longo do canal, você não tem a possibilidade de se mover dos lados, na largura, então a partir da perspectiva daquele cruzeiro o canal tem apenas uma dimensão", diz Mahbubani. "Se o que você tem é um veleiro, você pode ziguezaguear. Do ponto de vista do veleiro, o canal tem duas dimensões. Já se você viajar em um submarino, você experimentaria tanto o comprimento quanto a largura e também a profundidade. A partir dessa perspectiva, o mesmo canal tem três dimensões." Por que cientistas insistem que existem outras dimensões? "Uma razão muito convincente é que realmente não entendemos por que a força da gravidade é muito mais fraca do que as outras forças fundamentais que experimentamos. Se eu te der um ímã de geladeira e uma chave qualquer, o ímã levantará a chave com muita facilidade. A força magnética desse pequeno ímã supera a força da gravidade da Terra, que é enorme, que puxa a chave na direção oposta", diz a física Mahbubani. É verdade, mas por que isso implica que existem outras dimensões? "A hipótese é que a gravidade, assim como o submarino no canal, pode experimentar dimensões adicionais, enquanto nós não temos essa capacidade. E ela se dissipa nessas outras dimensões e é por isso que sentimos que ela é muito fraca." Então, a força da gravidade seria diluída. Um conceito com uma longa quarta dimensão O conceito de dimensões adicionais pode parecer futurista, mas essa ideia existe há muito tempo. Se tornou popular no mundo da matemática quando o alemão Bernhardt Riemann demonstrou em 1854 que poderia haver mais de três dimensões na geometria. Mais tarde, no mesmo século, o matemático britânico Charles Howard Hinton, um fanático por ficção científica, projetou um hipercubo de quatro dimensões chamado tesserato. Um tesserato é um análogo de 4 dimensões de um cubo, assim como um cubo é um análogo tridimensional de um quadrado. Um tesserato é um análogo de 4 dimensões de um cubo, assim como um cubo é um análogo tridimensional de um quadrado. Foto: Science Photo Library / BBC News Brasil Junto com a ciência veio a arte, e o conceito de dimensões adicionais apareceu em obras de Oscar Wilde, Marcel Proust e HG Wells (e o tesserato ganha papel de destaque nos quadrinhos da Marvel). Ele também inspirou artistas cubistas como Picasso, que tentou representar mais dimensões em suas pinturas. No entanto, até agora, ninguém foi capaz de provar que essas dimensões realmente existem. Este é o trabalho que os físicos agora tentam fazer no CERN, E, para testar teorias, é preciso experimentos. Como descobrir a misteriosa quinta dimensão Primeiro, você precisa de um objeto enorme para encontrar as menores partículas fundamentais do Universo. O que está em uso no CERN é chamado Grande Colisor de Hádrons ou LHC (na sigla em inglês), um acelerador próton-próton de 27 km de circunferência. Com essa máquina, os feixes de partículas são disparados quase à velocidade da luz, de modo que, quando dois prótons colidem, eles criam todos os tipos de outras partículas. Se as teorias atuais estiverem corretas, há a pequena probabilidade de que uma das partículas subatômicas nessa colisão seja a que foi batizada de gráviton. A física quântica nos diz que cada força tem uma partícula relacionada que a transporta. Por exemplo, a luz é transportada por fótons. Então, a gravidade deveria teoricamente ser transportada por grávitons, só que a gente nunca os observou. Mas eles podem ser a chave para desvendar dimensões ocultas. É por isso que os cientistas do CERN não pararam de procurá-los durante 14 anos. O Grande Colisor de Hádrons é um acelerador de prótons usado na busca por minipartículas fundamentais do Universo O Grande Colisor de Hádrons é um acelerador de prótons usado na busca por minipartículas fundamentais do Universo Foto: Getty Images / BBC News Brasil E eles não perdem a esperança. Mesmo assim, há outros físicos teóricos que não são tão otimistas, como Sean Carroll, do Caltech, o Instituto de Tecnologia da Califórnia. "Temos certeza de que os grávitons existem, o que não temos certeza é que eles podem ser descobertos com o Grande Colisor de Hádrons. Na verdade, é o oposto: você tem que ser muito, muito, muito sortudo por poder encontrar grávitons nessa máquina", diz Carroll. "Existem teorias e estamos testando-as, mas se os grávitons estivessem lá, poderíamos tê-los visto facilmente e não os vimos, então as probabilidades são mínimas." Mesmo assim, ele opina, vale a pena continuar a procurar por essas outras dimensões, porque se elas forem encontradas, "tudo o que pensarmos sobre as leis fundamentais da natureza mudará: seria uma descoberta transcendental". "Se nós não as vemos, isso não significa que elas não estão lá, mas que nossos experimentos ainda não são bons o suficiente. Se continuarmos tentando, vamos achar algum dia." E se algum dia chegarmos à conclusão que essas dimensões realmente existem? Como elas seriam? Dimensões escondidas Segundo o físico Carroll, elas existem e estão em todas as partes. "Você precisa entrar na mentalidade dos físicos para entender a que eles se referem quando falam a palavra 'dimensão'. Nós tendemos a acreditar que uma outra dimensão é um lugar aonde você vai e é possuído por criaturas estranhas", fala. "E uma dimensão é simplesmente uma direção no espaço. Neste momento, nós conhecemos três, que poderíamos chamar de 'para cima-para baixo', 'para a esquerda e para a direita' e ''para a frente e para trás'. Segundo ele, não faz sentido algum dizer "Onde está a dimensão para cima-para baixo?", porque ela "está em todo o lugar", assim como as outras. "O que sabemos com certeza é que elas estão escondidas de alguma forma, então podem ser muito, muito, muito pequenas, tanto que nunca as veremos - essa é a maneira mais fácil de se esconderem", afirma. Ou há outras duas possibilidades. "Uma é que são meio pequenas, com um milímetro ou um décimo de milímetro. E a outra é que as dimensões são infinitamente grandes, mas não podemos alcançá-las porque estamos presos em um subespaço da dimensão inferior do Universo." As chamadas branas seriam membranas que mantêm nosso Universo com suas 4 dimenões em um espaço multidimensional As chamadas branas seriam membranas que mantêm nosso Universo com suas 4 dimenões em um espaço multidimensional Foto: Science Photo Library / BBC News Brasil Carroll explica que isso é algo que os físicos chamam de Teoria de Branas (ou das Cordas). É uma maneira estranha de dizer membranas, como aquelas que limitam nosso Universo de quatro dimensões dentro de um espaço de dimensionalidade superior chamado 'bulk'. "Se isso for verdade, pode haver múltiplas branas, múltiplos subespaços de bi, tri, tetra e penta dimensionais paralelos. Nesse sentido, poderia haver mundos paralelos incorporados nessas outras dimensões", diz ele. Algo que parece ser verdade, afinal, é que os físicos provaram sem dúvida a existência de uma dimensão maravilhosa: a da imaginação, o ponto de partida de tantas grandes descobertas.

FONTE:https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/fisicos-tentam-comprovar-existencia-de-quinta-dimensao, CIÊNCIA Físicos tentam compr...