31/3 - Infeliz 1º de abril de 1964

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Infeliz 1º de abril de 1964

Aproveite que é domingo. Ponha água no feijão, convide os vizinhos e amigos, chame filhos e netos e exiba durante o almoço esse pequeno vídeo na tela da TV. É curto, didático, informativo e revela, com todos os efes e erres, o que foi a ditadura militar imposta ao Brasil depois do golpe de 1º de abril, que amanhã completa 55 anos.

31/3 - 31/3/1964, Brasília sitiada: ninguém entra nem sai nem telefona

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Metrópoles

Para este 31 de março de nada a comemorar e muito a lembrar, estudar e repudiar, percorri os jornais brasilienses dos dias que antecederam o golpe de 1964. Brasília ainda chorava o fim do governo Juscelino, padecia do abandono das obras da cidade e era rejeitada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal e pelo corpo diplomático, que se recusavam a deixar o Rio.
No dia 30, no Congresso, o deputado Hebert Levy (da UDN, o DEM de agora) acusava o presidente João Goulart de estar “de braços dados com a extrema esquerda, usando e adotando a sua tática de lutas de classe”. Os jornais noticiavam “um possível estado de prontidão” das Forças Armadas.
Anúncios publicados nos jornais pediam domésticas “com referência” e motoristas “com boa aparência”, eufemismo que revelava a crença de que toda mulher pobre podia ser uma ladra e o aviso de que negros não seriam aceitos. Naquele tempo, e até a Lei das Domésticas, a classe média podia ter duas empregadas: uma para lavar e passar, e outra para cozinhar e arrumar.
As declarações do então governador de São Paulo, Ademar de Barros, continham o prenúncio do golpe: “Não darei o primeiro tiro, mas se preciso morrerei em defesa da democracia brasileira, contra a ameaça comunista que tenta fechar as igrejas, destruir os nossos lares, escravizar nossos filhos e nosso povo”.
No Rio, Jango denunciava a ação dos mesmos grupos que provocaram o suicídio de Getúlio Vargas e que tentaram impedir a posse dos presidentes eleitos nos três pleitos anteriores (Vargas, Jânio e Juscelino). João Goulart preparava reformas de base (agrária, educacional, fiscal, urbana, eleitoral e bancária), todas elas apontando para a diminuição das desigualdades sociais.
Brasília se antecipava à reforma educacional com a posse, no dia 30 de março, de Pompeu de Sousa como superintendente de Educação e Cultura de Brasília. O inesquecível Pompeu começou seu discurso reverenciando Anísio Teixeira, que havia criado o sistema de educação de Brasília, “obra modelar”. Prometia fazer todo esforço para restaurar “a pureza” do projeto educacional de Anísio. Na plateia, o amigo Darcy Ribeiro, então chefe da Casa Civil do governo Jango.
A nova ideologia da Educação, disse Pompeu, naquele 30/3/64, “terá de assentar as suas raízes na realidade nacional, na conjuntura humana e econômica que atravessamos. Portanto, uma educação para as reformas (de base)”. Sempre otimista afetuoso, não dava sinais de que pressentisse um golpe. “Neste momento, nada que se faça no Brasil deve fugir a este imperativo fundamental: tornar a emancipação nacional uma realidade e a justiça social a base do convívio humano dos brasileiros.”
(Demitido da UnB em fins de 1964, voltaria a Brasília para ser secretário de Educação do governo José Aparecido de Oliveira e, logo depois, senador nas primeiras eleições da capital).
Naquela semana, o embaixador Wladimir Murtinho festejava a chegada da maquete do projeto do Itamaraty. Começariam as obras de um dos mais belos palácios de Niemeyer. Quem sabe assim os diplomatas se animariam a vir sangrar os narizes na seca do Cerrado?
No dia 31 de março, sentindo o cheiro do golpe, os brasilienses esvaziaram as prateleiras dos armazéns e dos únicos supermercados da cidade, os da SAB (Sociedade de Abastecimento de Brasília). E correram às agências bancárias.
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As saídas terrestres foram fechadas, o aeroporto, interditado, e as ligações telefônicas para Minas, São Paulo e Rio, interrompidas. Os transmissores da sucursal do Estadão foram apreendidos, e as redações dos jornais, rádios e tevês começaram a receber, no mesmo dia, orientações sobre quais notícias poderiam ser divulgadas. Começava a censura, se anunciava o terror de Estado.
Ainda no dia 31, Darcy Ribeiro articulou, com sindicalistas, professores, estudantes, militantes de esquerda, uma resistência que pretendia ocupar o Congresso a partir do Teatro Nacional. Mas o motim durou pouco. Às 11 da noite do dia 1º de abril, uma sessão extraordinária do Congresso Nacional decidiu pela destituição de Jango. Oito dias depois, a Universidade de Brasília seria invadida pela primeira vez.
A matemática sinistra dos 20 anos de ditadura militar totaliza 224 mortos, 210 desaparecidos, segundo dados da Comissão Nacional da Verdade, e mais de 20 mil torturados. A conta não inclui presos que não sofreram tortura física, exilados, gente que entrou para a clandestinidade, políticos cassados, professores demitidos das universidades, funcionários públicos perseguidos, crianças órfãs de pais vivos. E um país inteiro que perdeu a liberdade de falar, ouvir, escrever, ler, cantar, tocar, conversar, se organizar, ir, vir, viver.

31/3 - Human Rights: 434 pessoas mortas ou desaparecidas e 20 mil torturadas na ditadura

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Human Rights: 434 pessoas mortas ou desaparecidas e 20 mil torturadas na ditadura

Publicado em 31 março, 2019 12:13 pm
Golpe de 64, que deu origem à ditadura militar. Foto: Wikimedia Commons
Do Estadão:
Vinte mil pessoas foram torturadas durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985), segundo levantamento da Human Rights Watch (HRW). Pelo menos 434 pessoas foram mortas ou seguem desaparecidas, de acordo com números oficiais. Durante o período, 4.841 representantes eleitos pelo povo foram destituídos de seus cargos.
“(Jair) Bolsonaro critica com razão os governos cubano e venezuelano por violarem os direitos básicos da população”, disse o diretor da divisão das Américas da HRW, José Miguel Vivanco. “No entanto, ele celebra ao mesmo tempo uma ditadura militar no Brasil que causou um sofrimento indescritível a dezenas de milhares de brasileiros. É difícil imaginar um exemplo mais claro de dois pesos e duas medidas.”
(…)
“Estou indignado”, afirmou à HRW Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, torturado e morto em 1975 por agentes da ditadura. Segundo ele, comemorar o golpe “é uma ofensa, uma tortura continuada para as famílias”.
(…)
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31/3 - \v´\ideo - “Práticas da ditadura continuam”, diz diretora de documentário sobre delegado matador do Dops que virou pastor

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“Práticas da ditadura continuam”, diz diretora de documentário sobre delegado matador do Dops que virou pastor

 
Cláudio Guerra olha fotos de mortos e desaparecidos políticos (Foto: Divulgação)
Na última terça-feira (12), o DCM foi convidado a assistir uma exibição exclusiva do documentário “Pastor Cláudio”, escrito e dirigido pela cineasta Beth Formaggini.
A obra mostra o encontro entre Cláudio Guerra, ex-delegado responsável por assassinar e incinerar opositores à Ditadura Militar no Brasil, e Eduardo Passos, psicólogo e ativista dos Direitos Humanos, que trabalha no atendimento a vítimas da violência do Estado.
No longa, Cláudio, que hoje é pastor e membro ativo da comunidade evangélica, revela, dentre outros crimes, como fazia para desaparecer com corpos durante sua atuação no período da ditadura.
O filme estreia dia 14 de março nos cinemas, mês do aniversário de 55 anos do golpe militar de 1964 e um ano do assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Em entrevista exclusiva à repórter Larissa Bernardes, do DCM, Beth Formaggini conta como foi o processo da realização do longa.
Leia na íntegra:
DCM – Como surgiu a ideia para a realização do filme?
Beth Formaggini – Na verdade, o filme começa com uma história de amor, que é a história da Ivanilda [da Silva Veloso] e do Itair [José Veloso]. A Ivanilda é aquela viúva que está no filme. Eu fiz um filme com ela, que é o “Memória Para Uso Diário”, de 2007, que eu a acompanho nos arquivos tentando achar alguma evidência de que o Itair tivesse sido preso, porque ele desapareceu.
Ela não tinha nenhuma pista, então entrou com uma ação na Justiça e era uma coisa completamente contraditória, porque a própria Justiça que tinha que fornecer as provas para ela, arquivou o processo por falta de provas. Fui com ela em alguns arquivos e finalmente ela achou uma prova de que ele foi morto dentro das dependências de uma prisão do Estado.
Quando surgiu o livro do Cláudio Guerra, em 2012, que se chama “Memórias de Uma Guerra Suja”, eu vejo no livro que ele foi autor de vários crimes da Operação Radar. Essa foi a operação que matou o Itair. Ele [Guerra] assassinou, ocultou cadáver, então pensei “ele deve saber alguma coisa do Itair”.
Então, o filme foi motivado por isso. Eu pensei que poderia ajudar essa viúva a encontrar o corpo do marido ou saber se for incinerado…
DCM – Você tem algumas obras sobre a ditadura. Qual sua ligação com o tema?
BF – Eu tenho 3 filmes sobre a ditadura. O primeiro que eu fiz foi um curta sobre a Operação Radar, chama “Uma Família Ilustre”. Esses filmes representam uma necessidade que eu tenho de entender o país.
Eu sou historiadora de formação, e vivi nessa época, quando eu fiz 18 anos era o auge da ditadura, época do Médici.
DCM – Você chegou a sofrer perseguição na época da ditadura?
BF – Não, eu não fui militante, naquela época eu era muito jovem. Se eu tivesse nascido uns 4 anos antes, talvez tivesse participado da resistência e hoje nem estaria aqui conversando com você.
DCM – Como foi para você assistir aos depoimentos do pastor Cláudio durante a gravação?
BF – Muito difícil, assim como incomoda a vocês que estão assistindo. Foi muito difícil conviver com aquele assassino. Passamos uma tarde inteira com ele, entrevistando, e mais de um ano montando [o filme]. Assim… não foi fácil não.
DCM – Em determinado momento do filme o pastor diz que, mesmo após a abertura, a mentalidade da ditadura continua nos espaços de poder do país. Você concorda com esta afirmação?
BF – Existem assassinatos diários no Brasil cometidos pelo Estado, pela polícia, e essas práticas que surgiram na ditadura, continuaram ocorrendo. As mesmas práticas. Agora mesmo, deve ter alguém sendo torturado em alguma prisão, ou algum jovem sendo assassinado em uma favela. O Estado continua matando e torturando.
DCM – Com casos como o de Marielle agora, o filme se torna algo muito atual…
BF – Exatamente. Ele é feito para o presente, é um filme sobre o passado impregnando o presente e até o futuro. Ainda mais nesse momento que estamos vivendo.
DCM – Com essa onda de violência política, você teme por represálias ou boicotes ao filme?
BF – A gente teme, claro. Eu espero que não aconteça, porque acho que a liberdade de expressão é um direito humano. Eu espero que não aconteça nada. O importante é que o filme seja exibido e irá passar em 10 cinemas do Brasil todo, 10 cidades, e eu acho que terá muito debate. Acho que as pessoas irão começar a pensar sobre essa questão e é justamente nesse momento que precisamos conversar, pensar e debater.
DCM – No filme, o pastor Cláudio fala que agora seu comprometimento é com Deus e dá a entender que isto é o suficiente. Você acredita que essa suposta redenção basta?
BF – Não, eu acho que ele tem que ser julgado. Ele cometeu crimes e o Brasil assinou tratados que fazem com que esses crimes não possam ser perdoados. Como ele e ninguém foi julgado, essas práticas continuam. Eu acho que não tem perdão para essas ações, são crimes contra a humanidade.
DCM – Mudando um pouco de assunto… o cinema para você é um ambiente machista? Como que é para você ser uma mulher cineasta?
BF – É um ambiente machista sim. Quando eu comecei, era muito mais machista, mas hoje as mulheres estão conquistando cada vez mais espaço. Agora, você tem muitas diretoras mulheres. Normalmente, as mulheres ficavam mais restritas à produção, que é uma função que eu exerci e ainda exerço.
Hoje existem muitas diretoras bacanas e jovens, na minha época se contava nos dedos. As mulheres estão de fato se impondo e lutando contra esse machismo. Em um festival, por exemplo, você vai ver a comissão e são todos homens, a comissão de seleção de projetos e editais, tudo homem. Teve um levantamento agora na Ancine, o número de mulheres é muito inferior ao número de homens que conseguem ter acesso à verba para produzir.
Mas, acho que, mesmo assim, temos conquistado um espaço muito grande. Principalmente essa garotada jovem que me inspira muito.
DCM – Com o governo Bolsonaro e a extinção do ministério da Cultura, como você acha que ficará a produção audiovisual no país? Teme por uma recessão?
BF – Com certeza, acho que existe esse risco.

31/3 - A Escolha Foi Sua

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31/3 - Seriam 21 mil demitidos. Foram apenas 159

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Seriam 21 mil demitidos. Foram apenas 159

Governo promove mais marketing do que ações efetivas. Anunciou um brutal corte de cargos, mas ficou mesmo na promessa – não houve economia alguma

Crédito: Divulgação
O VIRTUAL E O PALPÁVEL No Twitter, o governo é bem ativo, mas no mundo real as realizações, muitas vezes, não são efetivas (Crédito: Divulgação)

O governo Jair Bolsonaro está próximo de chegar aos primeiros cem dias sob o risco do vexame de não ter nada de efetivamente concreto a apresentar. Notabilizado somente pela frequência com que se mostra nas redes sociais, sem fatos concretos, Bolsonaro gaba-se de ações que, na prática, significam muito pouco. Meros lances de marketing que não representam a efetividade alardeada. Um bom exemplo disso foi o anúncio de cortes de cargos comissionados, que representariam, segundo a promessa do presidente, uma grande economia aos cofres públicos. Na realidade, porém, não houve corte de cargos e nem economia.
Na segunda-feira 18, Bolsonaro utilizou sua principal ferramenta de diálogo com a população, o twitter, para exaltar um decreto que determinava a extinção de 21 mil cargos comissionados. “Na campanha, firmei o compromisso de enxugar a máquina pública e torná-la eficiente. Assinei decreto que extingue 21.000 cargos comissionados da esfera federal. Economia de quase R$ 195 milhões de dinheiro público e ainda há muito o que fazer! Estamos cumprindo nossa missão!”, exaltou o presidente.
Lendo apenas o twitte presidencial, a primeira coisa que o cidadão comum imagina é que o governo fez uma verdadeira faxina no amplo hall de comissionados e indicações políticas por toda a Esplanada dos Ministérios. Mas essa está longe de ser a realidade. Na verdade, o decreto determinou principalmente a extinção das funções gratificadas, e não de cargos comissionados de livre provimento, os chamados DAS. O governo só extinguiu de fato 159 cargos. Mas estes não estavam sequer ocupados. Ou seja: na maior parte dos casos, o governo apenas extinguiu cargos de comando e chefia que poderiam ser preenchidos por servidores concursados, o que lhes garantiria um adicional pela função. Na prática, ninguém foi demitido.
A única coisa que o decreto fez foi determinar a extinção definitiva de cargos que já não estavam ocupados
Decreto inócuo
O decreto poderia ter representado uma grande economia se houvesse 21 mil servidores públicos ocupando as funções gratificadas. Não havia nenhum. Todos os postos que o decreto atingiu, na realidade, já estavam ociosos. Seu único mérito é estabelecer que ministros e outros gestores não poderão mais nomear ninguém. Assemelha-se à seguinte situação na vida privada: alguém numa empresa é demitido ou pede demissão e, no ano seguinte, resolve-se extinguir o posto para congelar futuras despesas. O gasto já não havia mais. Portanto, também não houve nova economia. Foi isso o que o governo fez.
Mesmo o congelamento de cargos que já não estavam ocupados não será feito de uma só vez. Dos 21 mil cargos que serão extintos, 6.587 já não existem mais a partir do decreto. Outras 2 mil funções serão abolidas em abril, e as restantes – aproximadamente 12,4 mil – apenas em julho. Das 21 mil funções de confiança de servidores públicos, 13,7 mil estão ligadas a instituições de ensino. Ainda que não tenha efeito prático, já que os cargos não estavam ocupados, o decreto gerou revolta da comunidade acadêmica. O ato foi visto por professores como uma espécie de retaliação do governo federal às universidades e demais entidades geridas com recursos federais.
Deputados ouvidos por ISTOÉ criticam a postura do governo. Inclusive dentro do PSL há um sentimento de que o governo, para apresentar bons resultados, precisa descer do palanque e trabalhar por fatos concretos. Para os deputados, é lícito que o governo ressalte as coisas positivas que faz. Desde que elas sejam reais.
As redes sociais, onde Jair Bolsonaro muitas vezes parece preferir habitar, formam um ambiente que seus próprios criadores chamam de virtual. Não se trata de um mundo real. Por essa razão, por lá pululam as fake news, termo que Bolsonaro e seu espelho americano Donald Trump adoram repetir. Diante da dura realidade sofrida pelos brasileiros, já é bem ruim que o presidente prefira o mundo virtual. Mas é ainda bem pior quando ele tenta impingir fake news aos brasileiros no mundo real.

24/8 - ‘Fogo é só onde o pessoal desmata’, diz Bolsonaro. Se desmata, não era mata?

FONTE: http://www.tijolaco.net/blog/fogo-e-so-onde-o-pessoal-desmata-diz-bolsonaro-se-desmata-nao-era-mata/ ‘Fogo é só onde o pessoal ...