31/3 - Altamiro Borges DE HOJE

Altamiro Borges


Posted: 31 Mar 2018 07:21 AM PDT
Por Altamiro Borges

O governador Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB, até tenta, mas não consegue esconder a sua origem política – quando participou de cultos da seita fascista Opus Dei no interior de São Paulo e até nos salões do Palácio dos Bandeirantes. Diante do grave atentado a balas contra a Caravana de Lula no Paraná, o “picolé de chuchu” deixou de lado a farsa da mídia de que seria o “candidato do centro” e escancarou seu ódio: “Estão colhendo o que plantaram”. Quase com as mesmas palavras, seu rival na disputa eleitoral, o fascistoide Jair Bolsonaro, rosnou: “Lula quis transformar o Brasil em galinheiro e agora colhe os ovos”.

As declarações do grão-tucano geraram críticas até da mídia amiga e chapa-branca. Em editorial nessa quinta-feira (29), a Folha lamentou a inabilidade do seu queridinho. “O ataque a tiros contra dois ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Paraná, constitui até aqui o ponto culminante – e intolerável numa sociedade democrática – de uma escalada de radicalismo e intimidação... Impõe-se imediata e rigorosa investigação para encontrar e punir os responsáveis por esse ataque. Impõe-se, por parte da sociedade e do conjunto das lideranças políticas democráticas, repudiar sem meias palavras o ocorrido. Lamentavelmente, não foi esta a atitude do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) ao declarar que Lula e seus defensores simplesmente ‘estão colhendo o que plantaram’. Corrigiu-se; outros nem se deram a tal trabalho”.

De fato. Um dia após sua declaração de ódio, que gerou duras críticas nas redes sociais e mal-estar até no seu próprio partido, o tucano tentou reduzir o desgaste. Nas redes sociais, ele se travestiu de “Santo” – não daquele citado na planilha de propina da Odebrecht. Ele postou que “toda forma de violência tem que ser condenada” e que “é papel das autoridades apurar e punir os tiros contra a caravana do PT”. Em outra postagem, ele ainda posou de pacifista: “É papel de homens públicos pregar a paz e a união entre os brasileiros. O país está cansado de divisão e da convocação ao conflito”. Os servidores púbicos paulistas que enfrentam a costumeira truculência do governador devem ter dado gargalhadas com esta conclamação à paz!

Já o candidato Jair Bolsonaro (PSL), que adora estimular o ódio entre seus fanáticos seguidores, até agora não recuou nas suas declarações fascistas. Ao ser recebido por cerca de 200 apoiadores no aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais (PR), e vestir uma faixa presidencial, ele não escondeu sua alegria com os tiros disparados contra a caravana. “Lula quis transformar o Brasil num galinheiro. Agora está colhendo os ovos”. Defensor da violência, ele ainda discursou em favor de que “a Polícia Militar atire para matar... Nós faremos voltar a valer a força”. Já no dia seguinte, em um ato esvaziado, ele insinuou dar tiros em um boneco de Lula. Alckmin e Bolsonaro se igualam no ódio fascista, mas o primeiro ainda tenta disfarçar!

Em tempo: Aqui vale um registro miúdo da Folha sobre esta visita. “Ao pisar em solo paranaense, Bolsonaro foi recepcionado pelo deputado federal Fernando Francischini, que é do estado e tentará uma vaga no Senado... Francischini também discursou e chamou de bandidos os integrantes da caravana de Lula. Ele foi delegado da PF e secretário de Segurança do Paraná. O deputado, porém, também esteve na boca de condenados na operação Lava Jato. Em uma conversa entre o ex-deputado Luiz Argolo e o doleiro Alberto Yousseff, o parlamentar diz que está fechando um acordo ‘que acho que vai dar certo’ e menciona o colega paranaense... O papel de Francischini, segundo Argolo, seria o de defender os interesses da OAS. Argolo foi preso e condenado por receber propina da empreiteira. Francischini não foi indiciado pelos colegas da Polícia Federal”.
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Posted: 31 Mar 2018 06:33 AM PDT
Por Altamiro Borges

O ministro Gilmar Mendes, líder da bancada tucana no Supremo Tribunal Federal (STF), foi tratado durante muitos anos como um ícone pela mídia falsamente moralista. Mesmo nos seus arroubos autoritários e nos seus sinistros negócios, ele era uma figura intocável, quase um Deus. Hoje, porém, ele já não é mais uma unanimidade. Ao defender os preceitos constitucionais, numa evidente tentativa de salvar os seus amigos, ele passou a ser alvo da imprensa que adora criminalizar a política e que é inimiga da democracia. Um atrito com a Folha golpista nesta quinta-feira (29) mostra como esta relação amigável se deteriorou:

“O ministro Gilmar Mendes chamou de molecagem pergunta da Folha sobre os custos com passagem aérea de viagem sua a Lisboa. O jornal questionou o ministro se voltaria para o julgamento do habeas corpus de Lula e se o voo para Portugal tinha sido pago pelo STF. A presença dele tornou-se incerta em razão de um seminário que será organizado em Lisboa pelo instituto do qual ele é sócio, o IDP (Instituto de Direito Público). ‘Devolva essa pergunta a seu editor, manda ele enfiar isso na bunda. Isso é molecagem, esse tipo de pergunta é desrespeito, é desrespeito’, disse o ministro por telefone, de Lisboa, ao repórter”.

“O ministro negou que o STF tenha pago pelos bilhetes e não informou quem os custeou. ‘Vocês vivem de patrocínio, se vocês quiserem, montem a Folha, façam um dia a Folha rodar sem patrocínio, patrocínio Souza Cruz escondido. Quem pagou meu hotel, quem pagou minha passagem foi a Souza Cruz’, disse. Ele se referiu ao 2º Encontro Folha de Jornalismo realizado em fevereiro, em São Paulo, em que foi um dos convidados. O evento teve patrocínio da Souza Cruz, como constava do material de divulgação e de amplo painel atrás dos convidados”.

Nesta briga no interior da Casa Grande, no poleiro das oligarquias golpistas, aos poucos a sujeira vem à tona. Chega a ser divertido!

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Posted: 31 Mar 2018 06:03 AM PDT
Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Publicação do MBL postada com o Voxer
Em seu Facebook, Pablo Ortellado, professor da USP e gerente do Monitor do debate político no meio digital, chamou atenção para uma acusação que o MBL fez a Geraldo Alckmin:

Está todo mundo curtindo o feriado, mas o jogo está sendo jogado a todo vapor. O MBL foi acusado pelo Globo de violar as políticas do Facebook, ao utilizar um aplicativo por meio do qual fazia postagens automáticas nos perfis de usuários.

Agora, com a possibilidade de ver sua página do Facebook derrubada (como já aconteceu com uma página irmã, do Ceticismo Político), o MBL dá um xeque, mostrando que Alckmin também usou do expediente irregular. O movimento quer evidenciar assim que se quiser ser coerente, o Facebook terá que cancelar não apenas a página do MBL, como também a do Alckmin. Os desdobramentos políticos dessa crise começam a ficar grandes demais.

Segundo o Globo, o grupo de Kim Kataguiri passou a publicar conteúdo em massa, por conta própria, usando o perfil de seus seguidores com um aplicativo chamado “Voxer”.

O Facebook acabou desativando o recurso, que feria suas regras.

Pilhado cometendo fraude, o MBL resolveu arrastar para a lama o governador Geraldo Alckmin.

Na página da Voxer os serviços ilícitos são anunciados abertamente
Um site da milícia chamado Boletim da Liberdade deu a seguinte “matéria”:

O jornal O Globo voltou a dedicar uma matéria depreciativa ao Movimento Brasil Livre nesta sexta-feira (30). Com o título de que o “MBL usa aplicativo irregular na rede”, a reportagem associa a organização a um modelo de aplicativo que, embora o texto não cite, também é usado por outros movimentos e políticos, entre eles apoiadores do governador Geraldo Alckmin, pré-candidato à presidência da república pelo PSDB.
Segundo a matéria, o MBL “encontrou uma forma de enfrentar a restrição recente imposta pelo Facebook” utilizando um aplicativo denominado “Voxer”. O App permitiria com que usuários, por livre e espontânea vontade, se cadastrassem e permitissem que fossem feitas publicações em seus perfis de forma automatizada compartilhando conteúdo de páginas acertadas previamente.

A matéria, no entanto, dá a entender que apenas o MBL tem utilizado esse artifício. Outras organizações e personalidades políticas também fazem uso de aplicativos similares, como no caso do “Talkative”. A empresa promete “ampliar a voz na internet” e “criar boca-a-boca para melhorar resultados”.

Para cada usuário que aceita ceder seu perfil para fazer publicações automatizadas, a empresa cobra R$ 1,00. Dentre os usuários, estão apoiadores de Geraldo Alckmin. Em um mesmo dia, um deles fez mais de dez publicações com menção ao governador. Na identificação técnica, fica marcada que a publicação foi feita pelo aplicativo “Talkative”.



Atualização
O DCM publica nota de Daniel Sampaio, Gerente de Projetos da Benjamim Digital, empresa responsável pela comunicação digital de Alckmin:

Gostaríamos de solicitar uma correção na sua matéria que cita o aplicativo Talckmin, que é um skin do aplicativo Talkative. Diferentemente do que está publicado, o aplicativo NÃO faz postagens automáticas no perfil de quem se cadastra.

O usuário recebe notificações de ações disponíveis e escolhe se quer ou não realizar. Abaixo, os esclarecimentos dos desenvolvedores do aplicativo.

A proposta do Talkative é clara: criar proximidade entre os participantes da comunidade, ajudando-a a ter fácil acesso a informações importantes para ela. Todo membro recebe conteúdo em uma linha do tempo que funciona como a evolução do RSS, e lá pode consumir esse conteúdo de forma fácil e simples. Outras funcionalidades permitem que os membros recebam sugestões de atividades diversas em ambientes digitais, como responder pesquisas, assistir vídeos, ler textos, visitar sites ou até mesmo ampliar o alcance de algum conteúdo do qual tenha gostado nas redes sociais. Nenhum desses processos é automático ou acontece à revelia dos usuários; as participações são sugeridas, o conteúdo pode ser consultado antes da realização de qualquer ação, além de contar com uma descrição clara daquilo que pode ser compartilhado, comentado, lido ou assistido. Todas as interações são realizadas de acordo com as normas de cada rede social, usando as APIs oficiais, e o próprio Talkative, em seus termos de uso. Reforçamos que o mau uso da plataforma pode resultar na suspensão ou no banimento de uma comunidade.

Os participantes das comunidades realizam apenas as ações com as quais concordam, nas redes que acham que devem, quando preferirem. Caso não concordem com determinada sugestão de ação podem facilmente ignorá-la, garantindo assim o funcionamento propositivo do ambiente. O processo funciona buscando melhorar o nível do diálogo nas redes sociais, combater fake news, ampliar o share-of-voice de pautas positivas, gerar maior proximidade e colaboração entre cada um dos usuários – que conhecem a finalidade da plataforma e tem como objetivo a participação propositiva.

Um ambiente saudável, que busca justamente estabelecer um novo padrão de apoio a propostas e causas, evitando a criação de bolhas – nocivas para a democracia e geradoras de polarização – e incentivando o debate de melhor nível.

Abaixo um trecho dos termos de uso:

4. Segurança

Fazemos todo o possível para manter o Talkative seguro, mas não podemos garantir isso. Precisamos da sua ajuda para manter o Talkative seguro, o que inclui os seguintes compromissos de sua parte:

a) você não publicará comunicações comerciais não autorizadas (como spam) no Talkative.

b) você não coletará conteúdos ou informações de usuários, ou acessará o Talkative, usando meios automatizados (como bots de coleta, robôs, spiders ou scrapers) sem nossa permissão prévia.

c) você não fará parte de marketing multinível ilegal, como um esquema de pirâmide, no Talkative.

d) você não carregará vírus ou outros códigos mal-intencionados.

e) você não solicitará informações de login, nem acessará uma conta que pertença a outra pessoa.

f) você não irá intimidar, assediar ou praticar bullying contra qualquer usuário.

g) você não publicará, nem irá retransmitir conteúdos que contenham discurso de ódio, sejam ameaçadores ou pornográficos; incitem violência; ou contenham nudez ou violência gratuita ou gráfica.

h) você não irá desenvolver nem operar um aplicativo de terceiros com conteúdos relacionados a álcool, encontros ou outro conteúdo adulto (incluindo anúncios) sem as restrições apropriadas com base em idade.

i) você não usará o Talkative para praticar qualquer ato ilegal, equivocado, malicioso ou discriminatório.

j) você não fará nada que possa desabilitar, sobrecarregar ou impedir o funcionamento ou a aparência adequados do Talkative, como um ataque de negação de serviço ou interferência no processamento da página ou de outra funcionalidade do Talkative.

l) você não facilitará nem incentivará a violação desta Declaração ou de nossas políticas.
Posted: 31 Mar 2018 05:50 AM PDT
Por Jandira Feghali, no Blog do Renato:

O golpe impôs uma dura pauta de retirada de direitos e dilapidação da soberania e do patrimônio nacional. O próximo ataque atende pelo nome de privatização da Eletrobras. Neste, temos pautado nosso discurso em duas frentes: a preocupação com o aumento das tarifas e com o fim do regime de cotas. A primeira de fácil diálogo com a sociedade. A segunda uma bandeira que ainda não está clara para todos.

Em setembro de 2012, a presidenta Dilma assinou uma Medida Provisória (MP 579, convertida na Lei nº 12.783/13) que alterou a forma de composição das tarifas de energia. Até então a fórmula incluía uma taxa de amortização, mesmo para as concessionárias que já haviam saudado suas dívidas e, portanto, sem saldo a amortizar. Havia também uma taxa de risco hídrico que todos os consumidores, residenciais ou industriais, pagavam como forma de compensar as concessionárias em caso de crise hídrica. A medida excluiu ambas as taxas.

Mas o principal avanço da MP foi o regime de cotas. O texto garantia a renovação de concessões por 30 anos para as empresas que aderissem ao regime. Essa mudança implicou em redução imediata das tarifas de energia elétrica que passaram de mais de R$ 100,00 por megawatt-hora para menos de R$ 30,00 por megawatt-hora. Uma drástica redução que beneficiou milhões de consumidores.

Mas o que é o regime de cotas? Nada mais do que uma mudança de conceito. A lógica do regime é que a energia é um bem essencial e não pode se submeter aos interesses do mercado ou colocar em risco os outros usos da água. As empresas, beneficiadas com a renovação da concessão, não podem decidir quanto de energia gerar de acordo com suas avaliações de maior ou menor lucro. Devem gerar uma cota suficiente ao abastecimento e entregar 100% da sua produção de energia a preços controlados. Com isso, os múltiplos usos da água são respeitados e não se coloca em disputa a função social e o lucro. A medida mirou no uso predatório de um recurso fundamental, a água, e acertou.

O fim do regime de cotas, além de elevar imediatamente as tarifas das geradoras e das distribuidoras, resultará em grave risco de desabastecimento em locais onde entenderem de baixa lucratividade. Estimativas iniciais indicam que essa elevação alcançará os 17%. A renda extra obtida irá para o bolso dos novos controladores privados e dificilmente gerará os investimentos de longo prazo que serão necessários para aumentar nossa capacidade de geração de energia.

A Eletrobras é a maior holding do setor elétrico da América Latina, a 16ª maior empresa de energia do mundo e uma das 5 maiores geradoras hidrelétricas do mundo em capacidade instalada. O impacto das alterações efetivadas em 2012 foi muito positivo para os consumidores. É claro que a Eletrobras tem tido lucros menores mas, mesmo com tarifas mais baixas e controle na geração de energia, ainda apresenta lucros e o seu endividamento caiu mais de 10%, como reconhece o próprio governo na exposição de motivos que acompanha o Projeto de Lei de privatização.

A União, se aprovado o projeto, abrirá mão do controle acionário da empresa e, de quebra, porá fim ao regime de cotas. Venderá uma empresa comprometida com o fornecimento de energia e entregará outra empresa, livre para aumentar as tarifas e vender sua energia onde melhor lhe convier. Esta é a negociata em curso. Uma negociata que terá como alvos os consumidores e nossa soberania numa área estratégica para o desenvolvimento do país. Uma negociata que poderá ter como consequência uma ação predatória sobre a água. Em nenhum país do mundo isso foi feita desta forma. Não desconhecemos que são necessários ajustes no sistema, mas sempre sob o comando e interesse do povo brasileiro.

Na realidade, uma de nossas maiores riquezas será entregue, a um valor inferior ao pior investimento anual da empresa, para mãos estrangeiras. Uma empresa que já teve, ao longo de sua história, R$ 400 bilhões de investimentos entregue por R$ 12 bilhões. Nossos rios internacionalizados. Um risco para a água que irriga a terra que produz os alimentos que comemos. Um risco para dois pilares de nossa cidadania: luz e água.

A revolução promovida pelo regime de cotas está com os dias contados. E é preciso difundir à exaustão o que significa sua extinção. É preciso impedir que se efetive mais um ataque ao patrimônio do povo brasileiro, com consequências severas ao crescimento econômico e ao direito à energia elétrica e à água. É isso ou voltar aos candeeiros. Voltar para a falta de convivência após o anoitecer. De proteção às nossas águas para risco hídrico. De luz para todos para luz para poucos.

* Jandira Feghali é deputada pelo PCdoB/RJ e vice-líder da Minoria na Câmara dos Deputados.
Posted: 31 Mar 2018 05:45 AM PDT
Por Paulo Kliass, no site Outras Palavras:

Os responsáveis pelas editorias de economia dos grandes meios de comunicação estão em posição um tanto desconfortável. Receberam como missão prioritária a garimpagem refinada por notícias “menos ruins” no front econômico. A intenção explícita é estabelecer uma estratégia de convencimento da maioria da população de que as coisas “deixaram de piorar” ao longo dos últimos meses. Com isso, tenta-se cacifar as diversas pré-candidaturas à Presidência da República de figuras que se alinharam desde o início em prol do “golpeachment” de Dilma Roussef.

Até o momento, os possíveis postulantes ao Palácio do Planalto pelo campo da direita só fazem bater cabeça e disputar o espólio da terra arrasada provocada pelo austericídio. Rodrigo Maia, Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles, Michel Temer – para ficar apenas na versão reduzida da lista – pretendem se apresentar como candidatos de um suposto “centro”, uma vez que qualificam a candidatura extremista de Bolsonaro apenas como sendo de “direita”. O problema político e eleitoral para eles é que os respectivos aquecimentos de campanhas não deslancham. Afinal, um governo com índices tão rastejantes de popularidade não colabora mesmo para quem se pretende herdeiro do desmonte.

Se é verdade que a inflação realmente baixou e os juros oficiais também tiveram comportamento semelhante, o fato inegável é que a população percebe que o custo social e econômico da receita neoliberal não compensou a destruição monumental de empregos, a falência generalizada de empresas, o desmantelamento das políticas públicas e o retorno da pobreza e da miséria a níveis inimagináveis até então. A cada dia que passa fica mais evidente a falácia do apelo para o engajamento no “ajuste fiscal responsável”, tão martelado pelo discurso oficial e replicado pelos jornais e telinhas. Afinal, quem pagou – e continua pagando – o pato não foram os empresários da FIESP nem os banqueiros, mas a grande maioria do povo desempregado e sem recursos para chegar ao final do mês.

Apesar de Meirelles, a dívida pública cresce
A informação oficial mais recente vem do Ministério da Fazenda (MF), cujo titular parece oscilar em suas pretensões políticas futuras a cada instante. A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) acaba de divulgar seu relatório mensal a respeito do comportamento da dívida pública federal. As estatísticas confirmam a tendência mais recente dos últimos meses. O estoque total da Dívida Pública Federal (DPF) atingiu o montante de R$ 3,6 trilhões em fevereiro passado. A exemplo do que vem ocorrendo há muitos anos, o componente de dívida externa desse total permanece bastante reduzido. Apenas 3% dos títulos do governo federal são denominados em moeda estrangeiro. Esse fato marca uma diferença essencial com as crises anteriores ao Plano Real, quando o peso excessivo da parcela externa da dívida comprometia ainda mais a capacidade de ajuste interno.

Apesar da magnitude trilionária do valor da DPF, a gritaria generalizada contra essa dimensão da política econômica parece ter se acalmado. Afinal, já faz um bom tempo que o comando da nossa economia está nas mãos da duplinha dinâmica Meirelles & Goldfajn. Os dois legítimos representantes dos bancos foram efusivamente apresentados como o “time dos sonhos” do financismo para botar a economia brasileira nos trilhos. O resultado está aí na forma do fracasso empacotado para quem quiser. Assim, talvez não convenha muito mesmo alardear alguns probleminhas, como a continuidade da evolução do crescimento da dívida. Até a antevéspera da usurpação praticada por Temer, 11 em cada 10 representantes da ortodoxia diziam que esse nível de endividamento público era insustentável, que o Brasil iria explodir e blá-blá-bá.

Endividamento público brasileiro não é alarmante
Ocorre que qualquer economista sincero e honesto sabe que a proporção de nossa dívida pública em relação ao produto não é nada alarmante. As próprias instituições oficiais brasileiras operam com o conceito de Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que atinge o patamar de 52 % do PIB para o final de 2017. Até mesmo na comparação com os demais países da OCDE, por exemplo, o Brasil está muito bem situado no quesito, inclusive quando se utiliza o conceito de “dívida bruta”. Estamos com um endividamento público total que representa 70% do nosso PIB, enquanto a média dos países da OCDE é 113%. Alemanha, França, Canadá e Estados Unidos apresentam índices superiores ao nosso e o Japão chega a 222%.



No entanto, o que chama a atenção é o ritmo do crescimento do DPF (Dívida Pública Federal) nos tempos mais atuais. Ao longo dos últimos 12 meses, por exemplo, houve um crescimento de 14% entre os R$ 3,1 tri atingidos em fevereiro de 2017 e os níveis registrados no mês passado. Em tese, a elevação da dívida pública não é um problema em si. Afinal, trata-se de um importante instrumento de política econômica utilizado pelos mais variados países no mundo. Se o governo pretende investir no longo prazo ou não consegue equilibrar sua estrutura de receita e despesas no curto prazo por alguma razão, nada mais rotineiro do que lançar títulos da dívida e arrecadar recursos junto aos chamados “agentes econômicos” para esse fim.

A questão fica mais problemática quando se observam quais são os fatores que estão mais influenciando o crescimento mais recente da dívida. Afinal, se o lema do governo é promover cortes e mais cortes no orçamento para atingir o tal do equilíbrio fiscal, como poderia estar crescendo a dívida? A resposta é simples. De um lado, temos o êxito do austericídio em promover a tão desejada recessão. Com isso, caíram drasticamente as receitas do governo. E por outro lado, o mais dramático é o crescimento das despesas financeiras do governo federal, que permanecem livres e soltas para cumprir com as absurdas metas de superávit primário. Traduzindo o economês: continuamos gastando uma parcela ponderável de nosso esforço econômico gerado por toda a sociedade para pagar juros e serviços da dívida pública que beneficiam muito poucos.

De acordo com dados do Banco Central (BC), entre os meses de janeiro de 2017 e 2018, o governo brasileiro gastou exatos R$ 392 bilhões de seu orçamento federal com o pagamento de juros. Uma loucura para um país que está atravessando a maior recessão de sua História, com legiões de desempregados e com a sua a estrutura de serviços públicos deixada em frangalhos. Lembremo-nos da pressão realizada pelo governo Temer sobre o Congresso Nacional para que fosse aprovada a Emenda Constitucional nº 95, ainda em dezembro de 2016. Por meio dela, ficaram congelados todos os gastos orçamentários na área social, pessoal, investimentos, dentre outros itens. Mas o financismo conseguiu assegurar a exceção das despesas com juros. Estas obtiveram licença para matar.

O problema maior é o pagamento de juros
Os números impressionam. Desde que a série histórica passou a ser registrada no MF em 1997, o Brasil destinou o equivalente a R$ 4,7 trilhões a valores atuais de seu orçamento federal para o pagamento de juros. Isso nos dá uma média anual ao longo desses 21 anos correspondente a R$ 221 bi. Para quem quiser raciocinar em termos mensais, a média é de R$ 19 bi por cada um dos 252 meses. A título de comparação, esse valor de apenas 30 dias de juros corresponde a 8 meses do total previsto para o Bolsa Família em 2018.

Esse valor dos juros acumulados pagos por mais de duas décadas é ligeiramente inferior aos R$ 5,6 tri destinados ao pagamento dos benefícios previdenciários dos trabalhadores urbanos ao longo do mesmo período. Com a diferença de que o total das receitas arrecadadas pelo INSS correspondente às contribuições previdenciárias (patronal e do assalariado) durante os mesmos 21 anos foi de R$ 5,8 tri. Ou seja, enquanto esse grupo do regime da previdência social foi superavitário, o gasto de juros confirmou sua natureza espoliadora. Na verdade, trata-se da conta mais estruturalmente deficitária de todo o Orçamento da União.

Para aqueles que enchem a boca para louvar a seriedade com que os países da OCDE tratariam a questão fiscal, vale aqui a observação de que o Brasil é um ponto fora da curva também nesse quesito. A comparação abaixo demonstra que somos campeões mundiais no montante de gastos públicos com o pagamento de juros sobre o PIB. Ao contrário do ocorrido com a porcentagem de dívida/PIB vista no gráfico anterior, os dados para 2016 demonstram que destinamos o equivalente a 6,5% do PIB para essa despesa parasita, valor mais do que três vezes superior à média dos países da OCDE (1,9%).



Esse gráfico evidencia que somos realmente uma jabuticaba no quesito do financismo. Nosso BC decide pela maior taxa oficial de juros do mundo. Temos os maiores spreads bancários praticados no planeta. Oferecemos a maior taxa real de juros do globo. Nossas instituições financeiras são as mais lucrativas do mundo. E somos o país que gasta a maior percentagem de seu PIB com juros da dívida pública. Enfim, um verdadeiro paraíso para o rentismo e o financismo.

Em tempos de debate eleitoral, faz-se necessária uma profunda discussão a respeito de que projeto de país a parcela majoritária da sociedade brasileira deseja. O primeiro aspecto passa pela convocação de um Referendo Revogatório no início do ano que vem, para desfazer todas as maldades cometidas pelo governo Temer. Dentre elas, encontra-se o cancelamento da regra que congela os gastos, o fim da flexibilização da CLT, a anulação das privatizações e retorno da exploração do Pré Sal para a Petrobrás.

Mas não poderemos fugir mais uma vez a dar um tratamento adequado a essa desproporção entre o lado real e o lado financeiro de nossa economia. Essa dominância do financismo deve ser enfrentada de forma urgente, com o objetivo de que esse setor se subordine aos interesses da maioria. Afinal, já foi que dito que governar é estabelecer prioridades.
Posted: 31 Mar 2018 05:41 AM PDT
Por Kjeld Jakobsen, na revista Teoria e Debate:

Um economista inglês chamado David Ricardo escreveu no início do século 19 sobre o comércio internacional, defendendo que os países seriam mais eficientes na produção e comércio de bens para os quais possuem vantagens comparativas. Dessa forma, mesmo que fosse capaz de produzir tecidos, um país como Portugal deveria se concentrar na produção de vinho, pois a eficácia e o ganho seriam maiores devido a algumas de suas vantagens, como capacidade tecnológica, solo, clima, entre outras. Segundo o mesmo Ricardo, a Alemanha, os Estados Unidos e outros países com grandes extensões de solo fértil deveriam se dedicar à plantação e ao comércio de trigo, já a Inglaterra com suas fábricas consolidadas teria vantagem em relação a outros na produção e comércio de bens industriais.

Um economista alemão, Friedrich Lizt, contemporâneo do formulador das “vantagens comparativas”, denunciou que essa teoria apenas visava preservar a hegemonia da indústria inglesa e, antes dele, o primeiro secretário do Tesouro dos Estados Unidos recém-independentes, Alexander Hamilton, defendia que o Estado deveria proteger a indústria nacional infante contra a competição com outros países até que ela estivesse devidamente evoluída e consolidada. Foi o que os EUA fizeram desde o início, principalmente, por intermédio da aplicação de altas tarifas externas sobre as importações para torná-las mais caras do que sua produção local ao longo do século 19, até a criação do Acordo Geral de Comércio e Tarifas (GATT) em 1948.

Embora as várias rodadas de negociações comerciais no âmbito do GATT, desde sua fundação até a Rodada Uruguai concluída em 1994, tenham reduzido de forma significativa as tarifas comerciais, no caso dos EUA para valores em torno de 2% em média, as reduções somente eram aprovadas e adotadas quando as indústrias dos países de maior economia, como os Estados Unidos, União Europeia, Japão e Canadá, estivessem preparadas para a competição internacional. Entretanto, em setores industriais como o têxtil, nos quais os países de custos de mão de obra menores levavam vantagens, a redução tarifária somente entrou em vigor em 2004, e o acesso de bens agrícolas dos países em desenvolvimento aos mercados dos países desenvolvidos até hoje é restrito por meio de tarifas protecionistas, subsídios e barreiras não tarifárias.

Na década de 1970, o governo estadunidense decidiu romper com o padrão ouro que regulava o valor de sua moeda, o dólar, o que lhe deu uma enorme vantagem na condução da economia e finanças mundiais. Porém, ao valorizar sua moeda frente às demais, passou a acumular déficits comerciais com a maioria dos países do mundo. Esse déficit chegou a alcançar mais de US$ 500 bilhões anuais em 2016 e 2017.

Entretanto, várias medidas legislativas foram adotadas para equilibrar a balança de pagamentos dos EUA, como uma série de medidas protecionistas no comércio que lhes permitem barrar importações quando querem, por meio de acusações, fundadas ou não, de dumping praticado pelos países exportadores, aplicação de sobretaxas e cotas quantitativas de entrada de produtos. Ao mesmo tempo, a estabilidade do dólar desde os anos 1970 atrai importantes investimentos externos e, por fim, a dimensão do mercado estadunidense estimula a instalação de empresas multinacionais de outros países em seu território. Por exemplo, as empresas alemães instaladas nos EUA têm ganhos maiores nesse mercado do que os bens importados de empresas situadas na Alemanha. Paralelamente, quando os produtos dos países de economia emergente, como por exemplo os pequenos e econômicos carros japoneses começaram a concorrer no mercado estadunidense com seus grandes e custosos cadilacs, houve várias campanhas “Buy American” (Compre Americano) para jogar a opinião pública do país contra bens importados.

Atualmente, um concorrente importante da economia estadunidense é a China, que não é apenas o principal exportador de bens para os EUA, mas ironicamente parte importante deles fabricada por multinacionais americanas em território chinês ou por joint venturescom empresas chinesas, como por exemplo os produtos da Apple fabricados pela Foxconn. Além disso, volumes significativos de títulos públicos dos Estados Unidos têm sido adquiridos por investidores chineses que assim controlam parte de sua dívida. Ambos os fatores têm provocado mal-estar político no país, e a presença econômica da China nos EUA tem constantemente servido de justificativa para as dificuldades que os trabalhadores do país enfrentam e de desculpa para o governo estadunidense adotar medidas protecionistas na economia e agressivas na sua geopolítica asiática.

Todas as vezes em que o mundo, ou parte dele, passou por crises econômicas e recessão durante as últimas décadas, o livre comércio entrou em crise devido a medidas protecionistas dos países desenvolvidos que tentam, inclusive, impedir que os países em desenvolvimento também as adotem.

No momento assistimos ao aprofundamento de uma dessas situações na medida em que o sistema multilateral de comércio está paralisado, pois a OMC não consegue aprovar novas medidas liberalizantes desde que substituiu o GATT em 1995, e o governo Donald Trump agora decidiu elevar as tarifas de importação de aço e alumínio com taxas de, respectivamente, 25% e 10%, além de retaliar importações chinesas no valor de US$ 50 bilhões. Canadá e México estão excluídos do aumento tarifário em função do Nafta e alguns outros países como o Brasil também, pelo menos até maio, prazo negociado para que se chegue a uma acomodação quanto às exportações de aço e alumínio brasileiro para os EUA, provavelmente, via imposição de cotas de exportação, o que somente reduzirá o prejuízo.

Os sindicatos e trabalhadores estadunidenses apoiaram a medida, pois acreditam que poderá gerar empregos, enquanto os trabalhadores e sindicatos em outros países a avaliam com preocupação pelo motivo inverso. Ela é, antes de tudo, uma medida política que reforça o discurso de campanha eleitoral vitoriosa de Trump, e, agora no governo, de “America First” (América Primeiro), e se volta, principalmente, contra a China com quem os EUA disputam a posição de principal potência mundial.

Tanto a China quanto a União Europeia anunciaram que aplicarão procedimentos de reciprocidade contra essas medidas protecionistas dos EUA, o que poderá iniciar uma guerra comercial internacional cuja escala ainda é difícil de dimensionar, pois há situações que demandam maiores avaliações, uma vez que não estamos mais falando de um mundo bipolar como era no final dos anos 1940, com os países capitalistas de um lado e os socialistas de outro, o que gerava uma relação de dependência de uns aos Estados Unidos e de outros à União Soviética. Ou então a substituição dessa bipolaridade no final dos anos 1980 pela unipolaridade liderada pelos EUA, que lhes permitia impor a sua política nos organismos internacionais como fez em conluio com a União Europeia na Rodada Uruguai do GATT impulsionando o acordo de maior liberalização comercial internacional até hoje e que incluiu medidas que sequer têm a ver com o comércio como propriedade intelectual e investimentos.

Hoje, com o fortalecimento das relações multipolares, não é fato dado que haja a mesma dependência dos demais países em relação aos Estados Unidos. Como afirmou recentemente o ex-ministro das Relações Exteriores do governo Lula, Celso Amorim, em evento da Fundação Perseu Abramo, “os Estados Unidos, hoje, não têm projeto para o mundo, mas a China tem”.

Ou seja, os impactos dessa política comercial de Trump dependerão da capacidade ou não de a indústria estadunidense substituir as importações a custos semelhantes dos atuais, dependerão da força política de suas empresas multinacionais que exportam para os EUA desde outros territórios, particularmente na Ásia, de influenciarem o governo em sentido contrário, e dependerão também da capacidade dos exportadores prejudicados pelo protecionismo, chineses e outros de ocuparem nichos de mercado fora dos EUA, o que, por sua vez, poderá levar a disputa comercial para outras regiões.

* Kjeld Jakobsen é consultor na área de Cooperação e Relações Internacionais.
Posted: 31 Mar 2018 05:36 AM PDT
Por Sergio Lirio, na revista CartaCapital:



Não se deixe enganar pela fotografia. Ao chegar ao aeroporto de Curitiba, o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro foi cercado pela claque habitual, os chamados “bolsominions”, e carregado pelos corredores com uma faixa presidencial no peito. O ambiente fechado amplia o efeito da aglomeração e serve apenas à propaganda ligeira. Os seguidores do parlamentar não passavam de 250 no saguão do Afonso Pena.

Foi o auge da incursão curitibana. Melhor teria feito o candidato se embarcasse no primeiro voo de volta a Brasília. A chuva torrencial que desabou sobre a capital paranaense ao longo do dia levou pelo bueiro seus planos. O programado almoço no mercado municipal, durante o qual esperava ouvir o “clamor popular”, foi um fiasco.

No meio da tarde, não mais do que cinco e frustrados apoiadores de Bolsonaro mantinham-se firmes à espera da pregação do ídolo na praça XIX de Dezembro, a cerca de um quilômetro do ponto de concentração do comício de encerramento da caravana de Lula pelo Sul do Brasil. Em vão Enquanto isso, a multidão para ouvir o petista só aumentava. Os jornais nem mais se lembravam do deputado.

Bolsonaro viajou a Curitiba disposto a confrontar Lula em uma espécie de duelo ao pôr-do-sol, um “mano a mano” típico de faroeste. Com sua agenda beligerante capturada por Michel Temer desde a intervenção federal no Rio de Janeiro e com o aumento de competidores na corrida presidencial, o ex-militar procura desesperadamente uma brecha nos holofotes, antes que a turba encontre ou seja induzir a seguir outro missionário.

“Encarar” o petista na “República de Curitiba”, território do juiz Sergio Moro, parecia uma jogada de mestre. No fim, serviu apenas para mostrar a sua real dimensão. Mais uma “Batalha de Itararé”. Ou muito barulho por nada.

* Com informações de René Ruschel, em Curitiba.
Posted: 31 Mar 2018 05:30 AM PDT
Editorial do site Vermelho:

A medida mais preocupante da escalada da violência reacionária de direita que o Brasil assiste nos últimos meses, acentuada pelas raivosas agressões contra a caravana de Lula, é dada pelo silêncio de segmentos conservadores, pela omissão de setores do judiciário e da polícia, e pela manifestação de políticos que chegaram a defender o uso do chicote contra os manifestantes.

No Paraná, nesta terça-feira (27), tiros atingiram a caravana – e isso é gravíssimo. Como afirmou, há mais de um ano, o governador comunista do Maranhão, Flávio Dino: o gênio do fascismo saiu da lâmpada, e parece fora de qualquer controle. O que aconteceu é de extrema gravidade, disse Manuela D’Ávila, pré-candidata do PCdoB à Presidência da República. Estes criminosos não têm compromisso com a democracia, com a eleição nem com o Brasil, disse ela. Isso não tem a ver com o Lula, mas que estes radicais da direita não acreditam na democracia; hoje, agem contra Lula; amanhã será contra qualquer um que não pense como eles.

Nesta escalada truculenta, a violência se equipara à de ações antidemocráticas e reacionárias praticadas em outras épocas da história, em outros momentos de radicalização direitista, no mundo e no Brasil. Repete a ação dos criminosos camicie nere (camisas negras) de Mussolini, dos camisas pardas da famigerada SA (Sturmabteilung) de Hitler, milícias formadas por criminosos, arruaceiros e valentões que, com violência extrema (incluindo agressões físicas e assassinatos) dissolviam reuniões e atacavam as sedes de sindicatos, partidos e outras organizações dos trabalhadores e democratas. Agiam contra a democracia e a legalidade com o apoio explícito de membros do judiciário, da mídia conservadora, de empresários reacionários e políticos de direita.

O Brasil assistiu, nos últimos meses, ao crescimento da intolerância religiosa, contra a liberdade artística, de pensamento e de ensino; à criminalização dos movimentos sociais, multiplicando-se as denúncias de assassinatos de líderes populares – a mesma truculência que assassinou, no Rio de Janeiro, a vereadora Marielle Franco (PSOL).

A conjuntura atual se assemelha à da década de 1930, quando grupos fascistas se organizaram país afora para combater os avanços da democracia. Em 7 de outubro de 1934, por exemplo, ocorreu em São Paulo a Batalha da Praça da Sé, quando os comunistas derrotaram a provocação integralista, num confronto semelhante aos que ocorreram, nestes dias, no sul do país, opondo fascistas e direitistas aos democratas e lutadores pelo progresso social.

As manifestações em todo o Brasil contra o assassinato de Marielle e o vigor da greve dos servidores públicos de São Paulo são sinais de que a resistência democrática pode e precisa crescer. Ela exige a mobilização ampla de todos os segmentos sociais comprometidos com a democracia e a legalidade.

O aumento da resistência contra ação reacionária da direita cresce não ocorre só no Brasil. Neste sábado (24) o mundo assistiu à retomada massiva do movimento popular estadunidense contra o uso indiscriminado de armas de fogo, que está na origem dos frequentes massacres ocorridos por lá, com dezenas de mortos, sobretudo jovens. Mais de um milhão de pessoas saíram às ruas, em mais de 800 cidades – entre elas a capital, Washington, que reuniu 500 mil pessoas. Manifestações também ocorreram em cidades como Atlanta, Baltimore, Boston, Chicago, Los Angeles, Miami, Minneapolis e Nova York – e, no exterior, em Londres, Copenhagen, Madri, Paris, Roma e Tóquio. Há uma semana, 400 mil franceses foram às ruas contra a retirada de direitos dos trabalhadores.

Embora a força da direita e dos conservadores seja muito grande – lá, como aqui – os protestos, organizados pelo movimento “March For Our Lives” (“Marchem pelas suas vidas”), são um importante sinal do ânimo da juventude que, contrariando a pregação da direita conservadora, se mobiliza politicamente para alcançar suas reivindicações políticas democráticas e progressistas.

A escalada da violência reacionária no Brasil revela que a direita reacionária passa das palavras aos atos nos ataques contra a democracia e a legalidade. Com o silêncio cúmplice da mídia conservadora e de setores do judiciário e da polícia. E parece colocar a luta pela democracia e contra seus detratores em novo patamar. E, como a história desse confronto demonstra, no Brasil e no mundo, a extrema direita pode ser novamente derrotada. Contra a intolerância e o reacionarismo, podem prevalecer a legalidade, a democracia e o Estado Democrático de Direito. Os brasileiros lutam por isso.
Posted: 31 Mar 2018 05:27 AM PDT
Por Jeferson Miola, em seu blog:

A investida policial que culminou na prisão de muitos amigos, empresários e políticos do círculo de convivência íntima do Temer foi fatal para o governo ilegítimo.

Só não foram presos ele próprio, Temer, e seus comparsas protegidos pelo foro privilegiado na esplanada dos ministérios.

É de se perguntar, a estas alturas, se a promoção do ex-subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil ao cargo de ministro de direitos humanos não foi, também, uma medida preventiva para assegurar a impunidade do afilhado do Eduardo Cunha.

Este desgaste brutal não significa, todavia, que Temer será cassado, como corresponderia, uma vez cumpridos os trâmites legais e constitucionais que não vigem no Estado de Exceção instalado no Brasil.

O certo, entretanto, é que o governo ilegítimo passa a viver uma condição irreversível de total irrelevância e desprezo ainda mais profunda que antes.

A ofensiva contra Temer e sua quadrilha não ocorreria sem a assinatura de Luís Barroso.

Raquel Dodge também foi importante protagonista ao solicitar as prisões, num giro que pode caracterizar sua opção de afastar-se de Temer para aproximar-se da Lava Jato.

Este grave episódio, que torna ainda mais imprevisível e imponderável o cenário político e institucional do país, aparenta, porém, ser uma reação da facção mais lavajateira e mais arbitrária do Regime de Exceção a decisões polêmicas adotadas por Dias Toffoli.

No curto intervalo de 24 horas, Toffoli concedeu prisão domiciliar a Paulo Maluf e Jorge Picciani; e liminar autorizando a candidatura de Demóstenes Torres.

A ofensiva contra Temer e sua quadrilha, neste sentido, pode ser um lance da disputa de poder que ocorre entre as diferentes facções do golpe.

Esta disputa [1] se desenrola por fora e por cima do campo de disputa esperável, que é a arena da política; e [2] é dominada por atores não-eleitos e não investidos de poder político e legislativo; ou seja, pela mídia/Globo, judiciário/Lava Jato e mercado/establishment.

Estes são os atores que dominam o cenário da disputa do poder real; os atores que disputam o poder de fato de mandar e de desmandar hoje no Brasil.

Dessa dinâmica “intra-golpe” se conhecerá a resultante política e institucional que, inclusive, poderá ser dum horizonte crítico, de cancelamento das eleições e endurecimento autoritário do regime.
Posted: 31 Mar 2018 05:20 AM PDT
Por Altair Freitas, no site da Fundação Maurício Grabois:

O fascismo não é um carimbo para ser colocado na testa de quem quer que seja mas é necessário entender suas características pois ele é atemporal, é cíclico e relacionado umbilicalmente às crises do capitalismo e ascensão das lutas populares nesses períodos de crises. Como todos sabem, o capitalismo vive uma crise prolongada, já chegando a uma década e sem soluções avançadas, progressistas, o caldo de cultura para a retomada do nazifascismo ganha muita força, especialmente na Europa. E no Brasil!

A base social do fascismo – independente do tempo e espaço - é composta por setores da classe média e segmentos das forças militares/policiais que enxergam na crise do capitalismo - e nas lutas populares - o risco de deixarem essa posição intermediária e, pior, de jamais se tornarem classe dominante. É dessa base social que brotam movimentos de extrema direita, propagadores do irracionalismo, de um patriotismo tosco, oco e chauvinista, da violência física, mentiras e difamações contra adversários políticos, da demagogia e hipocrisia, racismo e ódio contra a esquerda, em especial contra os comunistas. A depender da repercussão na sociedade, movimentos fascistas recebem apoio político de grandes grupos empresariais interessados em evitar a qualquer custo grandes transformações sociais a favor da massa trabalhadora. Aconteceu nos anos 20 e 30 na Europa, aconteceu aqui no passado e volta a ocorrer nos nossos dias.

O que vemos no Brasil dos últimos anos não é novo nem inédito por aqui. Tivemos dois grandes surtos fascistizantes: nos anos 30, a partir da criação da Ação Integralista Brasileira (AIB), dissolvida em 1938, e no início dos anos 60. O primeiro resultou na Ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas (1937-45). O segundo originou a Ditadura Militar (1964-85). Aonde vamos parar com essa nova onda fascistizante que assola o Brasil?

Nos últimos dias nossa atenção voltou-se para as manifestações violentas da extrema direita no sul do Brasil atingindo a caravana do ex-presidente Lula. Para quem fica espantado com o grau de reacionarismo de parte da população do Sul do Brasil, é bom saber que a maior seção do Partido Nazista fora da Alemanha nos anos 30 era lá, especialmente entre Santa Catarina e Paraná junto às colônias de imigrantes alemães que começaram a ocupar a região no final do século XIX O nazismo foi particularmente forte entre famílias de pequenos e médios agricultores ciosos da sacrossanta propriedade sobre a terra. Na Alemanha e aqui.

Depois da 2° Guerra houve um forte fluxo de criminosos nazistas rumo à América do Sul e para o Sul brasileiro aonde seguiram disseminando ódio e preconceitos de todo tipo. Parte razoável dos neonazistas do Sul de hoje é neta/bisneta desse tipo de gente. A ideologia nazifascista está impregnada em alguns setores da sociedade brasileira, mesmo que não se deem conta disso. Mas muitos não apenas se dão conta como se reafirmam como neonazistas.

Segundo uma pesquisa realizada em 2013 pela antropóloga Adriana Dias, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Santa Catarina tem cerca de quarenta e cinco mil neonazistas assumidos. Junto com Paraná e Rio Grande do Sul, são cerca de cem mil adeptos das ideias hitleristas. São Paulo tem cerca de trinta mil simpatizantes. Novamente, insisto, a grande concentração desse pensamento no Sul tem suas raízes fincadas muito forte na ação aberta dos agentes de Hitler nos anos 30 e de criminosos de guerra que trafegaram livremente no Cone-Sul, muitas vezes com apoio e proteção de governos latino-americanos. Vale a pena a leitura do livro “Nazistas entre nós – a trajetória de oficiais de Hitler depois da guerra” do historiador da USP Marcos Guterman.

Às forças democráticas e progressistas é imprescindível evitar qualquer tipo de subestimação sobre o crescimento do nazifascismo e suas manifestações cada dia mais abertas e ousadas. Evitar a subestimação e combater o bom combate da luta de ideias em todos os campos e lugares. Somar forças para vencer as batalhas políticas em curso para reposicionar o Brasil no rumo do desenvolvimento nacional, é fundamental para tirar o país da crise. Derrotar o governo golpista e seus aliados, revogar as reformas nefastas de Temer e impulsionar a industrialização para gerar crescimento econômico, emprego, renda e retomar a soberania nacional aviltada. A crise é o que alimenta o ódio, o preconceito e o neonazismo. O Brasil não merece ficar a mercê dessas forças.
Posted: 31 Mar 2018 05:14 AM PDT
Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:



A nota de Noblat, principal colunista político do Globo, menciona um “ministro muito próximo do presidente Michel Temer”.

Quanto ao “agravamento da tensão política”, é interessante como a Globo fala do problema sem mencionar que ela mesmo é a principal incitadora da violência.

As tensões sociais aumentam porque se deu um golpe no Brasil destinado a esmagar e humilhar a população pobre e os representantes políticos nos quais essa população tem votado.

Lula é Lula por causa do voto do pobre, do negro, do cidadão marginalizado pelas elites. A perseguição a Lula é, portanto, a perseguição ao eleitor de Lula, este cidadão que, na contramão do massacre midiático, ainda respeita e admira o ex-presidente, e quer votar nele outra vez, porque se identifica com suas ideias.

É importante observar ainda que a fonte de Noblat não é o ministro. A fonte do Noblat é a própria Globo, que planta uma informação dessa, de que poderá não haver eleição como forma de já ir sentindo o pulso da reação da opinião pública.

Não é uma notícia. É uma ameaça!

Uma ameaça do principal jagunço do golpe, a Globo.

Sem candidatos viáveis, a direita golpista, Globo à frente, da mesma forma que fez em 1964, começa a questionar a importância das eleições.

O raciocínio é imbecil. As tensões políticas estão acirradas justamente por causa da falta de legitimidade do governo, problema que apenas será solucionado por um processo eleitoral.

A suspensão, ou a mera ameaça velada de fazê-lo, do processo eleitoral, como faz a Globo, através dessa nota de Noblat, apenas serve para aprofundar ainda mais as tensões políticas no país.

A Globo, há tempos, deixou de ser um veículo de imprensa. É uma organização criminosa que precisa ser combatida ferozmente por aqueles que querem trazer um pouco de estabilidade e paz ao Brasil.
Posted: 31 Mar 2018 05:08 AM PDT
Da Rede Brasil Atual:

A taxa nacional de desemprego subiu no trimestre encerrado em fevereiro, para 12,6%, ante 12% em novembro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE. São 13,121 milhões de desempregados, 550 mil a mais em três meses. Nesse período, o mercado fechou 858 mil postos de trabalho, enquanto 307 mil pessoas deixaram de procurar uma vaga.

Na comparação com fevereiro do ano passado (13,2%), a taxa está menor e o país registra menos desempregados (426 mil), mas por causa do aumento da informalidade. Em 12 meses, o país criou 1,745 milhão de vagas, mas perdeu 611 mil empregados com carteira assinada no setor privado (-1,8%), no menor nível da série histórica, iniciada em 2012. E tem mais 511 mil trabalhadores sem carteira, além de 977 mil por conta própria.

De novembro para fevereiro, o número de empregados com carteira (33,126 milhões) ficou estável (-0,3%), enquanto o de sem carteira (10,761 milhões) caiu 3,6%. O de trabalhadores por conta própria também permaneceu estável (0,4%) – são 23,135 milhões.

Entre os setores, nenhum criou vagas no trimestre fechado em fevereiro. A indústria eliminou 244 mil vagas (-2%) e a construção, 277 mil (4%). Foram fechados ainda 435 mil postos de trabalho (-2,7%) na área que compreende administração pública, defesa, saúde, seguridade social e educação pública.

No período de 12 meses, a indústria cresce (3,3%, mais 375 mil), assim como atividades ligadas a serviços, a administração pública e o emprego doméstico. A construção volta a cair 4% (menos 280 mil pessoas).

Estimado em R$ 2.186, o rendimento médio ficou estável tanto em relação a novembro como na comparação com fevereiro de 2017.
São Paulo
A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo passou de 16,2%, em janeiro, para 16,4% no mês passado, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), da Fundação Seade e do Dieese. Em fevereiro de 2017, a taxa foi de 17,9%.

O número de desempregados foi estimado em 1,801 milhões, 43 mil a mais no mês e 181 mil a menos em 12 meses. Essa queda na comparação anual deve-se tanto à abertura de vagas (91 mil) como à saída de pessoas do mercado de trabalho (90 mil).
Posted: 30 Mar 2018 04:43 PM PDT
Por Altamiro Borges

Em sua coluna no Jornal do Brasil nesta sexta-feira (29), a destemida jornalista Hildegard Angel mostra que as hordas fascistas do Brasil não estão sendo poupadas pela mídia internacional – ao contrário da imprensa nativa, que ainda tenta acobertá-las. Segundo informa, “a repercussão do atentado sofrido por Lula, com três tiros disparados contra os ônibus de sua caravana, dá uma dimensão da importância do ex-presidente no cenário internacional e da gravidade que as nações sérias atribuem ao episódio. O fato foi notícia nos jornais franceses Le Monde (o correspondente segue a caravana), Le Figaro e Libération; no inglês The Guardian; e nos americanos New York Times e Wall Street Journal; e no site Ouest France”.

“O espanhol El País destacou: ‘Caravana de Lula recebida a ‘balazos’. A reportagem da agência Reuters sobre o atentado foi replicada por 9.530 veículos nos cinco continentes. A da Associated Press, por 7.550 sites, incluindo New York Times, Washington Post, Fox News, Miami Herald, Las Vegas Sun. O texto da agência France Presse foi reproduzido pelos jornais Le Figaro, Libération e outros 1.050 sites noticiosos na Europa e na África... A Bloomberg repercutiu o ataque e lembrou que Lula é o favorito nas eleições previstas para outubro. A agência russa Tass apontou que os agressores não foram identificados... Os tiros que visaram Lula prestam um grande desserviço à democracia, no mesmo padrão dos tiros que alvejaram Marielle”, conclui Hildegard Angel.

De fato, a repercussão do atentado foi grande e tende a crescer nas próximas semanas caso os fascistas aloprados não sejam identificados e severamente punidos. O covarde e criminoso ataque a Lula confirmou as declarações da ex-presidenta Dilma Rousseff e do embaixador Celso Amorim, durante entrevista coletiva a correspondentes estrangeiros na véspera do episódio, no qual alertaram para os riscos de um banho de sangue no Brasil. O PT já decidiu acionar os organismos internacionais para denunciar a escalada fascista no Brasil, que contou com a conivência de governadores golpistas da região Sul e a cumplicidade cínica de políticos direitistas – como Geraldo Alckmin, João Doria e Jair Bolsonaro – e da mídia reacionária.
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Posted: 30 Mar 2018 04:35 PM PDT
Por Altamiro Borges

Em matéria postada no UOL na quarta-feira (28), o colunista Ricardo Feltrin informa que “a Globo já tem um problemão para resolver este ano. Um de seus produtos mais caros e expostos, a Fórmula 1, começou mal em audiência. Pela primeira vez desde 1970 não há nenhum piloto brasileiro na pista. A primeira prova, vencida por Sebastian Vettel, registrou apenas 4,4 pontos de média na Grande São Paulo – principal mercado publicitário do país. Segundo levantamento da coluna, trata-se do menor índice de todos os tempos – desde que as corridas começaram a ser transmitidas aos domingos e medidas pelo Ibope... Para efeitos de comparação, em 2000 a primeira corrida da temporada deu 26,0 pontos à Globo”.

Este “problemão” pode agravar ainda mais a situação financeira da emissora. A Fórmula 1 é um de seus produtos mais caros. “Estima-se que todas as cotas de patrocínio devam custar cerca de R$ 500 milhões anuais aos anunciantes ‘master’. Parece muito e é, mas cada marca-cotista da F1 na Globo aparecerá o ano todo em horário nobre, em várias chamadas semanais no ‘Jornal Nacional’ – o produto mais prestigioso da casa. Mesmo assim, as corridas são fundamentais para a exposição das marcas. Este ano Itaipava, NET, Nívea, Renault, Santander e Tim são os patrocinadores oficiais da modalidade”. Com a queda crescente de audiência, esta “mina de ouro” pode se esgotar, o que reduzirá ainda mais as receitas da emissora.

Em recente artigo, Samuel Possebon, do site Tele Time, revelou que a saúde financeira do império global não está bem. “Saiu o balanço do Grupo Globo referente ao ano de 2017. Conforme este noticiário havia antecipado, pela primeira vez a TV Globo teve resultado operacional negativo, numa combinação de queda de receitas que não foram acompanhadas por uma redução proporcional nos custos (possivelmente por conta da contabilização dos custos de direitos para a Copa do Mundo). De qualquer maneira, considerando os resultados financeiros, o grupo ainda teve um lucro bastante significativo, praticamente estável em relação ao ano de 2016. A novidade é que a distribuição de dividendos aos acionistas despencou no ano passado”.

Ainda de acordo com o especialista em mídia, “em termos de receita, houve uma queda expressiva na controladora (TV Globo e operações de Internet), mas também uma queda nas controladas (TV paga e mídia impressa), o que se refletiu no resultado consolidado. A receita líquida da controladora foi de R$ 9,779 bilhões em 2017, contra R$ 10,247 bilhões em 2016. A queda, de 4,5%, se deve ao mercado publicitário, já que a receita líquida considera principalmente os resultados de vendas, publicidades e serviços. Ou seja, a Globo teve uma perda de R$ 468 milhões. Considerando o resultado consolidado (incluindo TV paga e mídia impressa) a queda na receita foi um pouco maior, de R$ 531 milhões, totalizando em 2017 uma receita líquida de R$ 14,801 bilhões (contra R$ 15,332 bilhões em 2016, o que significa uma queda de 3,4%)”.

"Mesmo com a queda no mercado de TV por assinatura, a piora no resultado da Globo se explica principalmente pela retração (ou maior concorrência) no mercado publicitário. A boa notícia é que o ritmo de queda de receitas do grupo desacelerou em relação a 2015 e 2016, quando vinha ficando na casa dos 10%... Os custos da controladora permaneceram praticamente estáveis, com um leve aumento nas despesas administrativas, o que levou a Globo a um resultado operacional líquido negativo em R$ 83,3 milhões, contra um resultado positivo em 2016 de R$ 191 milhões. Esta queda no resultado operacional já vinha sendo sentida nos últimos três anos, mas é a primeira vez que um resultado negativo é registrado na controladora”.

Esta queda na receita ainda não abala o império global, mas já causa dores de cabeça aos filhos de Roberto Marinho, que não têm nome próprio – como ironiza o blogueiro Paulo Henrique Amorim. “A Globo tem um patrimônio e caixa acumulados que asseguram um importante resultado nas receitas financeiras, o que faz com que o grupo apresente lucro, mas é importante notar que houve, de 2016 para 2017, uma queda expressiva nas receitas financeiras, possivelmente em decorrência da distribuição de dividendos ocorrida em 2016. Em 2017, a receita financeira consolidada foi de R$ 943,4 milhões, contra R$ 1,617 bilhão em 2016, ou seja, uma queda de mais de 41%”, aponta Samuel Possebon.
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Posted: 30 Mar 2018 06:19 PM PDT
Por Altamiro Borges

Uma notinha na revista Época informa que “o ex-senador Demóstenes Torres disputará as eleições ao Senado por Goiás neste ano. Na terça-feira (27), o ministro do Supremo Dias Toffoli concedeu liminar garantindo a possibilidade de se candidatar. Torres teve seu mandato de senador cassado em 2012 após ser acusado de ter mentido sobre suas relações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, então investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Monte Carlo. Ele ficaria inelegível até 2027. Torres está filiado ao PTB, cujo principal nome no estado é o deputado federal Jovair Arantes. Torres afirmou que, em função das alianças da legenda em Goiás, deverá estar no mesmo palanque do governador Marconi Perillo (PSDB), que também tentará uma vaga no Senado”.

Demóstenes Torres, ex-líder do DEM, ganhou fama no cenário político em função dos seus discursos raivosos contra Lula, Dilma e as forças de esquerda. Pelos serviços sujos prestados, o ex-demo foi eleito pela revista Veja como um dos “mosqueteiros da ética” no Brasil. Pouco tempo depois, ele foi flagrado em suas relações íntimas com o mafioso Carlinhos Cachoeira e teve o seu mandato cassado em julho de 2012, por 56 a 19 votos. O falso moralista chegou até a ser preso pela Polícia Federal por suspeita de chefiar um bilionário esquema de corrupção. Com o passar do tempo, porém, ele sumiu do noticiário e retomou o cargo de procurador de Justiça no Ministério Público. Agora, livre e solto, o novo filiado do PTB já fala em disputar novamente uma vaga no Senado.

Em entrevista à Folha, em outubro passado, Demóstenes Torres exibiu toda a sua impunidade e disse que pretende retomar a vida pública para defender o “o belíssimo trabalho que fiz pelo Brasil”. No final de janeiro, a jornalista Mônica Bergamo informou que o ex-senador “recebeu do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) um salário bruto de R$ 218.547,17 em novembro. Como procurador de Justiça, ele tem um salário mensal de cerca de R$ 30 mil. O valor total foi atingido devido à adição da remuneração natalina (R$ 15 mil) e do ‘abono de permanência’ (R$ 172 mil) – a soma de todas as contribuições previdenciárias feitas por ele desde agosto de 2014, quando o ex-senador teria o direito de entrar com pedido de aposentadoria”.

“Demóstenes estava afastado desde 2012 e respondia a um processo por corrupção passiva e advocacia privilegiada em favor do empresário [sic] Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, mas seguia recebendo o salário com os descontos previdenciários. As provas foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2016 e o Tribunal de Justiça de Goiás extinguiu a ação em junho de 2017, quando ele voltou ao cargo de procurador e solicitou a devolução da contribuição previdenciária”.

A conferir como será a votação do “mosqueteiro da ética” da revista Veja!

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Posted: 30 Mar 2018 05:57 PM PDT
Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Ao deter uma das acionistas do grupo Libra, finalmente Ministério Público Federal e Polícia Federal bateram em um dos mais antigos sistemas de corrupção da República, umbilicalmente ligado a Michel Temer, Eduardo Cunha e seu grupo.

Capítulo 1 – a entrada da Libra do porto de Santos

Em 1998, o grupo Libra arrendou a área do Terminal 35 da Ponta da Praia. Apresentou uma proposta imbatível, a ponto da segunda colocada entrar na Justiça, argumentando que os valores apresentados eram inexequíveis.

O jogo consistia nisso. Primeiro, conseguiu entrar. Logo em seguida, passou a contestar as faturas do arrendamento. Alegava que o terreno recebido era menor do que o previsto no edital de concessão, e que a linha férrea não havia sido removida, além de faltar profundidade nos berços de atracação.

Capítulo 2 – a jogada da anistia

Foi acumulando dívidas. Em 2001, estimava-se o valor da dívida em R$ 700 milhões.

Em agosto daquele, o Ministro dos Portos Pedro Britto propôs um acordo, fixando a dívida em R$ 120 milhões. Por ele, a Libra se comprometeria a quitar R$ 71 milhões da dívida em até 12 meses, com correção monetária. O acordo não avançou.

O caso foi sendo empurrado até que, em 2005, o ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Vieira, tentou promover uma anistia para a Libra. Com Danilo de Camargo, presidente do Conselho de Administração da Codesp, Vieira acertou uma Nota Técnica visando embasar um aditivo no contrato da Libra, que significaria praticamente uma anistia, que perdoaria 85% da dívida de R$ 120 milhões.

A identificação foi possível depois de um auditor do TCU (Tribunal de Contas da União) ter denunciado Vieira, por encomendar um parecer de R$ 300 mil beneficiando uma das empresas.

Os padrinhos políticos da Libra eram o então presidente da Codesp, José Carlos Mello Rego, indicador pelo deputado Valdemar Costa Neto (PR) e apoiado pelo Ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR). Vieira atuou com base em Nota Técnica do então presidente do Conselho de Administração, Danilo de Camargo.

Mas o tutor maior, o grão-duque do porto de Santos desde os anos 90 era Michel Temer.

Rego chegou a assinar um aditivo, pelo qual a Codesp reconhecia demandas duvidosas da Libra. Mas a jogada não passou devido à resistência de três diretores da Codesp, que ameaçaram pedir demissão.

Sete anos depois explodiu a Operação Porto Seguro, quando um auditor do TCU (Tribunal de Contas da União (TCU) denunciou Vieira por ter feito uma proposta de R$ 300 mil por um parecer visando beneficiar a Tecondi, outra arrendatária do porto.

Capítulo 3 – a jogada da arbitragem

Em 2013, é deflagrada uma nova operação visando livrar a Libra, a Lei dos Portos (12.815), de 5 de junho de 2013. Havia uma corrida contra o tempo, uma jogada para prorrogar o prazo de vigência dos contratos por 20 anos. Aproveitando o projeto de reforma do porto, Libra planejava integrar seus quatro terminais (T-33, T-34, T-35 e T-37).

No artigo 62, a lei previa que concessionária inadimplentes não poderiam ter os contratos prorrogados. Mas, no parágrafo 1º, introduzia uma nova saída:

§ 1o Para dirimir litígios relativos aos débitos a que se refere o caput, poderá ser utilizada a arbitragem, nos termos da Lei no 9.307, de 23 de setembro de 1996. (Regulamento)

Imediatamente, Libra aderiu à tal arbitragem. Bastou a manifestação de desejo para que, em setembro de 2015, a Secretaria dos Portos, prorrogasse o contrato de exploração da Libra por 20 anos, até 2015.

O argumento é que a Libra havia chegado a um acordo com a Codesp sobre seus passivos. Ela se comprometia a desistir das ações que questionavam o pagamento na Justiça para resolver o caso mediante procedimento arbitral.

Na ocasião, o valor das dívidas da Libra chegava a R$ 1 bilhão. Esperava-se que a decisão arbitral saísse em dois anos. Mas, sem cobrar a dívida, a Codesp ofereceu a arbitragem à Libra.

Se a Procuradora Geral da República Raquel Dodge quiser mais detalhes sobre a arbitragem na nova Lei, poderá obter do ex-Advogado Geral da União Luís Ignácio Adams detalhes sobre a insistência do ainda vice-presidente Michel Temer, em arrancar posições da AGU.

Capítulo 4 – os jogos de postergação

“A antecipação do contrato foi feita mediante salvaguardas jurídicas importantes. O que for decidido na arbitragem terá de ser cumprido pela empresa, sob pena de rescisão contratual”, afirmou o ministro Edinho Araújo (MDB-SP), um ex-prefeito de São José do Rio Preto estritamente ligado a Temer.

Na época, o advogado especializado Carlos Augusto da Silveira Lobo, em artigo no site Migalhas, apontava a falta de transparência do decreto. Omitia a nomeação dos árbitros, a indicação do local em que seria proferida a sentença, indicava a matéria objeto de arbitragem em um anexo que não foi publicado.

Ficava claro que era uma jogada para terminar os litígios judiciais, permitindo à Libra prorrogar seus contratos.

Depois anos depois de firmado o acordo, a Codesp sequer havia devido a empresa que faria sua defesa na corte arbitral.

Questionada sobre a demora pelo jornal santista “A Tribuna”, a Codesp atribuiu “aos trâmites legais imprescindíveis para a conclusão do processo.

Capítulo 5 – desdobramentos políticos

A nova operação bateu no centro do esquema de corrupção de Michel Temer. Vai-se investigar até reformas em casas de suas filhas. Sugere-se que investiguem a compra de mobiliário para as casas, que consumiu pequenas fortunas.

Assim como Eduardo Cunha, Temer, Padilha, Moreira pertencem à nobre linhagem dos suspeitos mais óbvios da República.

É cedo para se analisar os desdobramentos políticos do caso. Melhor aguardar os próximos dias, para avaliar melhor até onde a operação conseguirá chegar. É possível que se consiga Temer atrás das grades ainda no primeiro semestre de 2019. Todas as provas estão distribuídas em vários processos e inquéritos. É só questão de recolher e consolidar.

O preço é que, se conseguir pegar o cappo dos cappi, o MPF e a PF irão ampliar o nível de arbítrio atual.
Posted: 30 Mar 2018 05:13 PM PDT
Por Tereza Cruvinel, no Jornal do Brasil:

A prisão de amigos de longa data, todos próximos e relacionados a suspeitas de corrupção na área portuária, deve liquidar com as pretensões do presidente Michel Temer de concorrer à reeleição, ou mesmo de tornar-se figura de peso na disputa. Ele volta às cordas, depois da ofensiva com a agenda de segurança. Tornou-se agora realmente provável a apresentação, pela Procuradoria Geral da República, de uma terceira denúncia contra ele, que tramitaria na Câmara em ambiente político bem diferente daquele que permitiu a rejeição de outras duas. A principal diferença tem um nome: Rodrigo Maia. Ele, que comandaria a tramitação da denúncia, e seria o sucessor legal de Temer caso fosse aprovada, agora é candidato a presidente e distanciou-se muito do governo. Ele e o DEM perderiam a chance de uma disputa presidencial no cargo? O Centrão ajudaria?

Há outras diferenças. A base dividiu-se entre as diferentes candidaturas presidenciais do campo conservador, como as de Geraldo Alckmin (PSDB), Flavio Rocha (PRB) e Rodrigo Maia (DEM), fora o ensaio do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Ele que deixará o cargo para filiar-se ao MDB mas já sabendo que lá adiante poderia perder para Temer a candidatura pela sigla. Depois, os deputados agora já estão com a cabeça e os pés na campanha, muitos buscando desesperadamente o foro privilegiado para escapar de eventuais condenações. Já não se arriscariam tanto para defender um presidente tão impopular, do qual já tiraram o que podiam, em matéria de emendas e favores fisiológicos.

Mas que sentido haveria no afastamento de Temer agora, faltando apenas sete meses para a eleição? Tal movimento só trataria mais um solavanco ao país, comprometendo a tímida recuperação que a economia vem experimentando. Isso é o que diziam os políticos governistas quando examinavam a hipótese da terceira denúncia, antes das prisões desta quinta-feira, que têm um significado: se a procuradora-geral Raquel Dodge as pediu, e o ministro do STF Roberto Barroso (relator do inquérito sobre o decreto dos portos) as autorizou, é porque as investigações que vêm sendo feitas pela Polícia Federal avançaram. Há um mês foi autorizada a quebra do sigilo bancário de Temer, do coronel Lima, do ex-assessor Rocha Loures e de dois executivos da empresa portuária Rodrimar.

De fato, talvez o Brasil mais perdesse que ganhasse com uma nova troca de presidentes. No ambiente político envenenado que tomou conta do país, o mais importante é evitar a escalada da radicalização e garantir a realização das eleições. Elas são o único farol. Temer já não tem um programa a executar. Depois que a reforma previdenciária foi para o arquivo, suas prioridades são a intervenção no Rio, a ênfase na segurança e a venda de ativos, como a Eletrobrás (cuja privatização o Congressos resiste em aprovar) e o leilão de novas áreas de exploração de petróleo. Mas o Democratas pode não resistir à tentação, e Rodrigo teria o apoio do mercado e do empresariado. Manteria a política econômica e disputaria a reeleição no cargo, vantagem que ninguém despreza. Nem Temer, que vinha pensando seriamente nisso. Convém, portanto, prestar atenção ao fator DEM/Rodrigo Maia.

A investigação principal diz respeito à edição, em maio passado, do decreto dos portos, que aumentou de 25 para 35 anos a duração das concessões. Nas gravações do caso JBS, Rocha Loures trata dele com Rodrigo Mesquita, da Rodrimar. Eles citam o coronel Lima, apontado pelo delator Ricardo Saud como operador de Temer. O amigão José Yunes foi citado por outro delator, Lucio Funaro, como operador de propinas para Temer. Ambos foram presos. Mas estão sendo investigados também fatos anteriores ao exercício do mandato, que Temer deve tentar derrubar no plenário do STF. E com isso, a temperatura política subiu mais.

17/9 - Raquel Dodge denuncia cinco por fraude no caso Marielle

FONTE: https://www.terra.com.br/noticias/brasil/dodge-denuncia-cinco-por-fraude-no-caso-marielle Raquel Dodge denuncia cinco por fraude...