18/2 - Folha Diferenciada DE HOJE

Folha Diferenciada


Posted: 18 Feb 2019 08:24 AM PST
Em resposta ao caso Huawei, China denuncia o governo Donald Trump de “assédio hipócrita, imoral e injusto”

A China acusou os Estados Unidos de tentarem atrapalhar o desenvolvimento industrial da nação asiática. Nesta segunda-feira (18), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, respondeu firmemente ao vice-presidente norte-americano, Mike Pence, que classificou a gigante chinesa Huawei e outras fornecedoras de equipamentos de telecomunicações como “uma ameaça à segurança”.

O porta-voz rejeitou insinuações de que Pequim possa usar suas companhias para coletar informações de inteligência sobre outros países. A crescente pressão dos EUA sobre aliados para reduzir seus negócios com Huawei ameaça o acesso da companhia a mercados globais para a tecnologia de telecomunicações da próxima geração.

A empresa nega enfaticamente as acusações de facilitar a espionagem chinesa. No mês passado, seu fundador disse a repórteres que rejeitará pedidos do governo para divulgar informações confidenciais sobre clientes estrangeiros.

Os EUA tentam “fabricar uma desculpa para suprimir o desenvolvimento legítimo” de empresas chinesas, afirmou o porta-voz. Geng acusou os EUA de usarem “meios políticos” para interferir na atividade econômica, “o que é um assédio hipócrita, imoral e injusto”.

Falando sábado na Alemanha, Pence pediu que os aliados europeus levem a sério a “ameaça” que a Huawei representaria, enquanto buscam parceiros para construir infraestrutura de quinta geração sem fio. A Huawei é uma líder global no desenvolvimento de tecnologia 5G, ao lado da sueca Ericsson e da finlandesa Nokia.

Segundo Pence, a Huawei e outras fabricantes de equipamentos de telecomunicação da China dariam a Pequim “acesso a qualquer dado que remeta à rede ou ao equipamento deles”. Ele pediu aos governos europeus que “rejeitem qualquer empresa que possa comprometer a integridade de nossa tecnologia de comunicações ou de nossos sistemas de segurança nacional”.

Os EUA ainda não divulgaram evidências para apoiar as acusações contra a Huawei e outras companhias de tecnologia. Na realidade, Washington tenta usar as preocupações com a segurança como subterfúgio para uma pressão sobre concorrentes chineses. Geng negou que a China tenha a intenção de exigir que empresas ou indivíduos coletem dados ou forneçam informações de países estrangeiros ao governo local.

Da Redação, com informações da Associated Press


Portal Vermelho
Posted: 18 Feb 2019 07:59 AM PST
DEGRADAÇÃO DO PLÁSTICO FORMA PEDAÇOS MICROSCÓPICOS QUE JÁ CONTAMINAM TODO O PLANETA. (FOTO: CREATIVE COMMONS / AGÊNCIA BRASIL)

Segundo a pesquisadora, combustíveis limpos derivados dos resíduos de poliolefina podem satisfazer 4% da demanda anual do produto


O plástico é onipresente em nossa sociedade. Dos produtos e embalagens que utilizamos às micropartículas que já contaminam praticamente todos os seres vivos do planeta. São cerca de oito milhões de toneladas que vão parar nos oceanos todos os anos.

Para lidar com a questão, Linda Wang, engenheira química na Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, buscou formas de dar uma nova utilidade a todo esse mundo de plástico. Mas além da produção de produtos de plástico reciclado, ela quis endereçar outro problema ambiental: os combustíveis.

Junto de sua equipe, ela desenvolveu uma forma de transformar resíduos de poliolefinas, tipo de plástico comum do qual são feitas as garrafas PET, em gasolina e diesel. "Nossa estratégia é criar uma força motriz para a reciclagem, convertendo resíduos poliolefínicos em uma ampla gama de produtos valiosos, incluindo polímeros, nafta (uma mistura de hidrocarbonetos), ou combustíveis limpos", contou Wang.

O processo de conversão incorpora a extração seletiva e a liquefação hidrotérmica. Uma vez que o plástico é convertido em nafta, ele pode ser usado como matéria-prima para outros produtos químicos ou ainda separado em solventes especiais ou outros produtos.

Os combustíveis limpos derivados dos resíduos de poliolefina gerados a cada ano podem satisfazer 4% da demanda anual de gasolina ou diesel. "Nossa tecnologia de conversão tem o potencial de aumentar os lucros da indústria de reciclagem e reduzir o estoque de resíduos plásticos do mundo", garantiu a engenheira.

ENGENHEIRA QUÍMICA LINDA WANG NO LABORATÓRIO EM QUE TRANSFORMA PLÁSTICO EM COMBUSTÍVEL. (FOTO: PURDUE RESEARCH FOUNDATION / VINCENT WALTER)

Wang se inspirou para criar essa tecnologia depois de ler sobre a poluição dos resíduos plásticos dos oceanos, águas subterrâneas e meio ambiente. De todos os plásticos produzidos nos últimos 65 anos (8,3 bilhões de toneladas), cerca de 12% foram incinerados e apenas 9% foram reciclados. Os restantes 79% foram para aterros ou para os oceanos.

O Fórum Econômico Mundial prevê que até 2050 os oceanos reterão mais resíduos plásticos do que peixes se os resíduos continuarem sendo despejados em corpos de água.
Wang disse que espera que sua tecnologia estimule a indústria de reciclagem a reduzir a quantidade crescente de resíduos plásticos. Ela e sua equipe estão procurando investidores ou parceiros para converter plásticos em escala industrial.


Galileu | Meio Ambiente
Posted: 18 Feb 2019 07:46 AM PST
Bebianno, a Onyx e Bolsonaro. Foto Orlando Brito

Presume-se que Jair Bolsonaro saiba por que está demitindo Gustavo Bebianno e que este saiba por que está sendo demitido, embora diga que não. Quem não sabe de nada somos nós, que engolimos a conversa que passa pela ciumeira do filho 02, pelo jogo de empurra em torno do laranjal de candidatas do PSL e pela quebra de confiança gerada por vazamentos mútuos de conversas palacianas. É evidente que há mais, possivelmente muito mais, na história dessa demissão mal contada – e até agora mal executada.

Gustavo Bebianno . Foto Orlando Brito

A denúncia da Folha de má-gestão dos recursos do fundo eleitoral, até como ponta do iceberg, é um ingrediente da receita, mas não o elemento suficiente. Se assim fosse, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, até agora intocado, também estaria na marca do pênalti.

Evidentemente, há muito mais por aí, como até registramos aqui ao falar dos “Milhões de motivos do P$L” ( https://osdivergentes.com.br/os-divergentes/os-milhoes-de-motivos-do-pl/) na semana passada. Se as investigações pedidas por Bolsonaro sobre o próprio partido avançarem, isso pode vir à tona.

Reunião da antiga UDN, fundada em 1945

E justificaria até a suposta decisão da família Bolsonaro de tomar distância e trocar o enrolado PSL por um novo partido, uma suposta nova UDN, conforme informou o Estadão no fim de semana. Seria, quem sabe, o início de uma nova narrativa, na qual o presidente e seus filhos, insatisfeitos com as mazelas do partido pelo qual se elegeram, vão buscar outra turma.

O problema é que presidente da República não muda de partido nem de turma assim como quem troca a chuteira pelo chinelo Rider. Deixar ex-aliados magoados e bem informados no caminho é a melhor receita para a queda – e que o digam todos os que caíram na história recente do país, sempre com contribuição decisiva e muito maior de gente de casa do que de adversários.

Jair Bolsonaro com os filhos. Foto Antonio Milena

Bolsonaro parece só agora estar percebendo isso, e não terá outra explicação para o fato de vir prolongando a novela da demissão de Bebianno desde sexta-feira, quando teria decidido em definitivo exonerar o ministro.

Só que, depois do desgaste e da série de trapalhadas que marcaram os últimos dias, não há mais solução boa para Bolsonaro. A demissão, ou até uma improvável reconciliação, será sempre uma história mal-contada, prato cheio para aliados pouco confiáveis e adversários.


Os Divergentes
Posted: 18 Feb 2019 07:36 AM PST
Bolsonaro com a ficha de filiação ao Patriotas: nessa versão delirante, Bebianno estaria ali como “petista” infiltrado

As arestas entre Jair Bolsonaro e Gustavo Bebianno são mais antigas do que o revelado até agora.

Em 2018, antes da eleição, o presidente do Patriotas, o partido a que Bolsonaro esteve filiado antes de ir para o PSL, deu uma entrevista em que acusou Bebianno de enganar o então candidato.

Falando sobre a razão de Bolsonaro ter abandonado o Patriotas depois de anunciar que disputaria a eleição pela partido, Adílson Barroso, o presidente da legenda, disse:

“Não estou culpando o Bolsonaro. Estou culpando duas pessoas malfeitoras que estão ao redor dele, que ele vai descobrir, quem sabe um pouco tarde, no futuro.”

Ao longo da entrevista, diz quem são. Um é Julian Lemos, da Paraíba, que respondeu a inquérito por agredir a esposa e a irmã e foi processado por estelionato.

Na carona de Bolsonaro, elegeu-se deputado federal.

O outro é Gustavo Bebianno, que ele acusa de ter telefonado para ele durante o processo de filiação para pedir que não desse legenda para Bolsonaro se candidatar.

Segundo ele, Bolsonaro soube da traição. Mas não acreditou, e a relação se deteriorou desde então.

É uma versão pouco crível, já que Bebianno apostou todas suas fichas na campanha presidencial e viria a se tornar presidente nacional do PSL, o partido que Bolsonaro escolheu para disputar as eleições.

No entanto, Bebianno perdeu o processo por injúria, calúnia e difamação que moveu contra o autor da acusação.

A entrevista é interessante para dimensionar quão próximo do piso está o baixo clero que ascendeu ao governo federal.

Adílson Barroso acusou Gustavo Bebianno de ser um petista infiltrado na campanha de Bolsonaro.

A evidência que aponta é o fato do ministro ter sido sócio do escritório de Sérgio Bermudes, no Rio de Janeiro, que defendeu judicialmente José Dirceu.

Ele diz que o ministro faz parte “dessa máfia”.

Adílson Barroso foi deputado estadual em São Paulo e fundou o partido que toca como se fosse um empreendimento familiar.

Como presidente da legenda, moveu uma ação o Supremo Tribunal Federal para rever a prisão a partir de condenação em segunda instância.

Recuou dois anos depois, quando Lula foi condenado e a ação do partido dele, se julgada, poderia evitar a prisão do ex-presidente.

Ao assinar a ação, nem sabia direito o que aconteceria. Foi convencido pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

Só algumas organizações da sociedade civil é que podem mover esse tipo de ação, Direta de Constitucionalidade, e o Patriotas, na época chamado PEN, concordou.

Mas, diante da repercussão ou pressionado, Adílson Barroso pediu que não fosse concedida liminar. Só não desistiu totalmente porque a lei proíbe.

Esse episódio mostra que a ação que pode livrar Lula da cadeia não nasceu para atender seu caso específico, mas adiar o seu julgamento é que foi uma decisão política.

Barroso entrou nesse episódio pela janela, não pela porta.

O presidente do Patriotas sempre esteve à caça de oportunidades, e encontrou algumas.

Agora, quando Bebianno caiu em desgraça com Bolsonaro, poderá dizer:

“Está vendo, eu avisei”.

Para Bebianno, ter acusadores como o presidente do Patriotas soma ponto positivo para ele.

Mas será que é isso que ele busca?

Quer realçar suas diferenças em relação à turma primitiva que sempre fez parte da vida de Bolsonaro?

Neste momento, Bebianno tem dois caminhos: se tornar igual àqueles que o chamam de mentiroso e traidor ou adversário deles.

Com o diácono do baixo clero Adílson Barroso, ele tentou se contrapor e perdeu.

Quando a Justiça julgou improcedente seu processo por injúria, calúnia e difamação, ficou quieto, não recorreu.

.x.x.

Veja a entrevista em que Bebianno é acusado de ser traidor:




DCM
Posted: 18 Feb 2019 07:21 AM PST

Direto de Berlim, Flávio Aguiar escreve sobre a estreia de "Marighella", de Wagner Moura: "Retratando os guerrilheiros como participantes de uma luta desesperada para se contrapor ao regime ditatorial, num momento em que todas as liberdades e garantias democráticas eram anuladas pela ditadura de então, o filme não deixa de mostrar todas as contradições e limites da luta armada que abraçaram."


Por Flávio Aguiar.

Na noite de sexta-feira, 15, o filme Marighella, com direção de Wagner Moura, estreou no Festival Internacional de Cinema de Berlim, a Berlinale, dentro da programação principal, embora não concorresse ao Urso de Ouro nem aos demais Ursos de Prata dados em diferentes categorias, como melhor direção, melhor atuação, cenário, etc.

O filme, baseado no livro Marighella, o guerrilheiro que incendiou o mundo, de Mário Magalhães, retrata os últimos anos da vida do guerrilheiro baiano, na sequência do golpe de 64, até seu assassinato em 4 de novembro de 1969, numa armadilha montada pela equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury (que no filme aparece com o nome de “Lúcio”) na Alameda Casa Branca, em São Paulo.

O filme foi muito aplaudido no Berlinale Palast, centro nervoso do Festival, onde se deu a estreia.

Seu Jorge faz o papel principal, com grande desempenho, e apoiado por desempenhos excelentes dos coadjuvantes, inclusive de Bruno Gagliasso, que faz o papel do delegado Lúcio, um cruel assassino como o personagem histórico que evoca.

Cerca de 30 atores acompanharam Moura na estreia do filme, o que é raro em termos de um Festival. O diretor salientou o fato em sua rápida fala, em inglês, ao final do filme. Moura sublinhou que o filme é uma homenagem aos que lutaram contra a opressão do regime ditatorial de 1964, mas também aos que lutam agora pela democracia e direitos humanos no Brasil de hoje, evocando Marielle Franco, que, igual ao guerrilheiro dos anos 60, foi assassinada tiros dentro de um carro, no Rio de Janeiro, quase 50 anos depois.




Bruno Gagliasso no papel do delegado “Lúcio” em fotograma de Marighella (2019), de Wagner Moura.

Como no caso do delegado “Lúcio”, o filme toma diversas liberdade poéticas, por assim dizer, em relação aos fatos históricos e outros personagens e seus nomes, mas mantido-se fiel ao roteiro básico da vida do guerrilheiro e àqueles momentos dramáticos do final dos anos 60. Mesmo assim, é possível reconhecer vários dos personagens reais, como o “Velho”, apelido de Joaquim Câmara Ferreira, ou “Toledo”, também assassinado pela equipe de Fleury no ano seguinte, Virgílio Gomes da Silva, o “Jonas”, que atuaram no sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, junto com Vera Magalhães, ou “Dadá”, além de outros e outras personagens. Virgílo foi capturado e assassinado no DOI-CODI, em São Paulo, no final de setembro de 1969, menos depois de um mês depois do sequestro do diplomata.

Retratando os guerrilheiros como participantes de uma luta desesperada para se contrapor ao regime ditatorial, num momento em que todas as liberdades e garantias democráticas eram anuladas pela ditadura de então, o filme não deixa de mostrar todas as contradições e limites da luta armada que abraçaram. O filme está longe de ser uma apologia da violência, embora, como disse seu diretor na entrevista coletiva que antecedeu a apresentação do filme, não queira fazer o julgamento post-mortem dos que escolheram o caminho da guerrilha urbana, nem daqueles que sobreviveram até hoje.

Moura também ressaltou a importância de estrear o filme em Berlim, num momento em que prevê dificuldades para mostra-lo no Brasil, devido à polarização política e o caminho de intolerância e de violência trilhado pela extrema-direita no país.

De todo modo, pode-se dizer que foi uma consagração para o filme, a equipe de atores e seu diretor estreante.

Além de no cinema, em rua próxima do Berlinale Palast houve protestos pela atual situação política no Brasil, evocando as ameaças aos direitos humanos em nosso país e a morte de Marielle Franco, além de pedirem a liberdade de Lula.



Equipe de Marighella (2019) no tapete vermelho da Berlinale.

P.S.: Como costuma acontecer, o cinema brasileiro saiu bem no filme da Berlinale. Espero a tua (re)volta, emocionante documentário de Eliza Capai, sobre a ocupação das escolas em São Paulo, em 2015, ganhou dois prêmios: o da Anistia Internacional e o Premio Internacional da Paz, dado pela Fundação Heinrich Böll, a Fundação Zehlendorf Peace e a Weltfriedendienst. Greta, de Armando Praça, mereceu uma menção no prêmio Teddy, dado a filmes de temática LGBTQI. O 1º prêmio nesta categoria foi para Breve história do planeta Verde, de Santiago Loza, um filme argentino em co-produção com o Brasil, que também ganhou o prêmio Teddy Readers. Outros filmes que impactaram o público foram Estou me guardando para quando o carnaval chegar, documentário algo memorialístico de Marcelo Gomes sobre a cidade de Toritama, no Agreste Pernambucano, declarada “a capital do jeans no Brasil”; Divino Amor, de Gabriel Mascaro, ficção científica sobre o predomínio das religiões pentecostais no Brasil, num futuro não muito distante. Chão, documentário de Camila Freitas sobre o MST em Goiás, também foi indicado para o prêmio da Anistia, ganho por Espero a tua (re)volta. Este foi aplaudido de pé em todas as sessões em que foi apresentado, inclusive na primeira, na Casa das Culturas do Mundo (Haus der Kulturen der Walt), cujo auditório, de 1250 lugares, estava completamente lotado.

***

Flávio Aguiar nasceu em Porto Alegre (RS), em 1947, e reside atualmente na Alemanha, onde atua como correspondente para publicações brasileiras. Pesquisador e professor de Literatura Brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, tem mais de trinta livros de crítica literária, ficção e poesia publicados. Ganhou por três vezes o prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro, sendo um deles com o romance Anita (1999), publicado pela Boitempo Editorial. Também pela Boitempo, publicou a coletânea de textos que tematizam a escola e o aprendizado, A escola e a letra (2009), finalista do Prêmio Jabuti, Crônicas do mundo ao revés(2011) e o recente lançamento A Bíblia segundo Beliel (2012). Seu mais novo livro é O legado de Capitu, publicado em versão eletrônica (e-book). Colabora com o Blog da Boitempo quinzenalmente, às quintas-feiras.





Blog da Boitempo
Posted: 18 Feb 2019 07:03 AM PST
Foto: Ricardo Stuckert


Se Jair Bolsonaro em quase dois meses de governo ainda não anunciou nenhuma medida econômica em benefício do povo, esse vídeo do ex-presidente Lula serve pra lembrar como era ter um governo preocupado com as demandas reais da população. Recordar é viver.

Assista:


Lula
Posted: 18 Feb 2019 06:54 AM PST


“OBS: Não reconheço a legitimidade dessa sentença. Sou inocente e por isso vou recorrer. Lula”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado na intimação da sentença que o condenou a 12 anos e 10 meses de prisão no caso do sítio de Atibaia.

Em 6 de fevereiro, a juíza Gabriela Hardt, substituta temporária do agora ministro Sérgio Moro, emitiu uma nova sentença contra Lula, dois dias antes de deixar o cargo na Justiça Federal do Paraná.

A sentença coleciona erros grotescos, chegando a mencionar o mesmo delator, o empresário Leo Pinheiro, como sendo duas pessoas diferentes. Além de copiar trechos da sentença do ex-juiz Moro no processo do triplex. Lula vai recorrer da decisão.



Lula
Posted: 18 Feb 2019 05:58 AM PST

O ajuste imposto pelo FMI não resultou em crescimento da economia nem em geração de emprego, conforme as promessas do demagogo Mauricio Macri


do Blog do Miro
Argentina afunda e Macri abraça Bolsonaro
por Altamiro Borges

Sem maior repercussão na mídia colonizada, que só realça a ofensiva imperialista contra a Venezuela, nesta quarta-feira (13) a vizinha Argentina parou. Convocado pelas centrais sindicais e movimentos sociais, o protesto nacional contra o desemprego e a inflação paralisou Buenos Aires e outras 50 cidades do país, com bloqueios de ruas e inúmeras marchas e atos públicos. Segundo a imprensa argentina, que é amplamente favorável ao presidente-rentista Mauricio Macri, as manifestações superaram as expectativas e indicam novos enfrentamentos para breve. Nas próximas semanas, importantes categorias de trabalhadores iniciam suas negociações coletivas. Apesar da inflação ter batido em 47,6% no ano passado, os patrões já anunciaram que não farão a correção salarial e nem concederão aumento real. As centrais sindicais já prometem uma poderosa greve geral.

Segundo Sergio Palazzo, da Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA), o protesto de quarta-feira teve “como objetivo exigir uma paritária social que contemple os aumentos da cesta básica de alimentos e das tarifas”. Desde junho de 2018, quando o abutre Mauricio Macri firmou acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para conseguir um empréstimo de US$ 57 bilhões, o governo acelerou a retirada dos subsídios a serviços básicos. Nos governos peronistas de Néstor e Cristina Kirchner, os aumentos eram graduais. Atualmente, serviços de água, luz, transporte e gás têm reajustes mensais. Essa política cruel de austeridade fiscal aumentou a miséria social no país, deixando milhares de famílias sem água, luz e gás. Além disso, ela gerou uma explosão da inflação, que corrói os salários já arrochados dos trabalhadores.


O ajuste imposto pelo FMI não resultou em crescimento da economia nem em geração de emprego, conforme as promessas do demagogo Mauricio Macri – que sempre foram amplificadas pela mídia chapa-branca, fisiológica e venal. Segundo dados oficiais, a Argentina encerrou 2018 com índices dramáticos, bem diferentes dos prognosticados no início da gestão neoliberal. As estimativas eram de um crescimento de 3% do PIB, uma inflação de 15%, e um dólar por volta dos 20 pesos. Em dezembro, o país se encontrava em recessão, com contração de 2% no PIB, o governo pediu dois empréstimos ao FMI (no total de US$ 57 bilhões), a inflação chegou a 47,6% e o dólar bateu 39 pesos – com uma desvalorização de mais de 55% da moeda argentina.

A aproximação de dois fascistoides 


Com o agravamento da crise econômica e social e o consequente aumento dos protestos populares, Mauricio Macri optou por endurecer na política. O seu governo descambou ainda mais para a extrema-direita, elevando a repressão e a perseguição aos opositores. Isto explica seu alinhamento automático com os EUA e, agora, com o presidente fascista do Brasil, como aponta recente reportagem da BBC-Brasil. “Neste ano de eleição presidencial na Argentina, o presidente Mauricio Macri, provável candidato à reeleição, sugere uma guinada ainda mais à direita ao se aproximar, com maior sintonia que a esperada, de Jair Bolsonaro. Mesmo sendo um político alinhado à direita, Macri era visto como ‘à esquerda de Bolsonaro’. Segundo analistas argentinos, porém, ele tem ‘clareza’ da importância para a Argentina de manter uma boa relação com o novo presidente brasileiro, já que o Brasil é o principal sócio econômico da Argentina e aliado ainda em outros temas, como o nuclear”.

“Ao se aproximar de Bolsonaro, entendem os especialistas consultados pela BBC News Brasil, Macri estaria de olho também nas urnas e na decisão de fazer frente à ex-presidente Cristina Kirchner, sua principal opositora política. Especula-se que ela, antecessora de Macri, poderia voltar a ser candidata à Casa Rosada, a sede da Presidência. Para o analista Rosendo Fraga, do Centro de Estudos Nova Maioria, a aproximação de Macri a Bolsonaro faz parte da ‘estratégia eleitoral’ do presidente argentino. Outros pesquisadores, como o sociólogo e professor Andrés Kozel, da Universidade San Martín (UNSAM), de Buenos Aires, observaram que a aproximação também pode ter um custo, já que Bolsonaro é um político controverso para parte do eleitorado argentino”.
Com os protestos crescentes na Argentina e as confusões no bordel de Jair Bolsonaro, esta aproximação de dois fascistoides pode virar o abraço dos afogados. A conferir.


GGN
Posted: 18 Feb 2019 05:43 AM PST

Organizadas por uma central que ganhou força após a exclusão de contas pelo Twitter, sátiras misturam notícias tendenciosas com piadas


Texto: Ethel Rudnitzki | Infográficos: Ana Karoline Silano

Gobo News, Mônica Bengamo, Ual notícias, Vilma Russeffi. Trocadilhos com o nome de veículos de comunicação, jornalistas e políticos são usados como títulos para usuários de paródia no Twitter. Porém, autodeclaradas “humorísticas” ou “satíricas”, essas contas divulgam notícias falsas entre postagens irônicas e críticas à imprensa. Ao longo de um mês, a Pública analisou 90 dessas contas e descobriu quem são os responsáveis e como se organizam na rede.

Criadas em sua maioria a partir de janeiro de 2018 – das 90 analisadas, apenas 12 foram criadas antes dessa data –, as contas satíricas ganharam visibilidade no início do ano, quando a Folha de S.Paulo (a verdadeira, não a sátira) denunciou a confusão causada pelas paródias na rede, em matéria publicada no dia 5 de janeiro.


Na ocasião, uma postagem de um perfil de sátira da jornalista Mônica Bergamo precisou ser desmentida, pois usuários não haviam compreendido que se tratava de uma paródia. O post dizia o seguinte, imitando o tom sério usado pela jornalista: “O PT entrou com uma liminar pedindo a anulação do projeto do Bolsonaro com Israel para acabar com a seca no Nordeste. ‘A seca no Nordeste é cultural, quase um patrimônio, não deve ser destruída’, disse Gleisi Hoffmann”. Posteriormente, o tweet foi excluído.

A presidente do PT foi a público esclarecer que não disse tal afirmação. A jornalista satirizada também se pronunciou. “Tentam usar a credibilidade de nosso trabalho jornalístico para enganar as pessoas. Dizem ser paródia quando na verdade disseminam infos falsas”, publicou em seu perfil oficial no dia 4 de janeiro.



Reprodução Twitter
Gleisi Hoffmann desmentiu a afirmação em sua conta no Twitter



A confusão se deu porque a conta responsável pela postagem utilizava nome de usuário (@MonicaBengamo, com “N”), foto de perfil e texto muito parecidos aos do Twitter oficial da jornalista Mônica Bergamo. Além disso, a sátira simulava o símbolo de perfil autenticado no Twitter, usando o emoji de um furacão. A matéria da Folha mostrou outras contas que se utilizavam de estratégias parecidas, como a @STFoficianal, que ironizava postagens oficiais do STF, entre outras. Muitas delas se diziam filiadas a um perfil chamado “Central da Imprensa Satírica Brasileira”, ou CIS, que retuitava suas publicações.

A reação das sátiras

Após as denúncias, o Twitter excluiu mais de 20 contas de paródia. Como resposta, os perfis satíricos se uniram em torno da hashtag #SátiraNãoÉFake, criticando o que chamaram de censura do Twitter. Muitas das contas deletadas criaram novos perfis e contas reservas, se precavendo para o caso de novas exclusões.

A hashtag chegou aos Trend Topics (assuntos mais comentados) do Twitter no Brasil entre os dias 4 e 8 de janeiro. Ela foi publicada 19.400 vezes, por 11 mil usuários diferentes, conforme análise enviada pela pesquisadora digital Luiza Bandeira, da organização Atlantic Council, à Pública.

Dessas publicações, 77,4% foram retuítes, ou seja, republicações de postagens – um número um pouco acima da média para a rede, mas sem indício de robotização, segundo Bandeira. Para a pesquisadora, o que ocorreu foi uma coordenação, não uma automação. “Ela [a repercussão da hashtag] é orgânica, mas tem alguém que fala ‘ai vamos subir isso?’ É como um comportamento de fã, tipo um fã clube de um cantor.”

O relatório de Luiza ainda mostra que o tuíte mais compartilhado que usava a #SátiraNãoÉFake foi a do cantor Lobão, artista popular entre eleitores de direita e ultradireita, que tem alavancado muitas hashtags no Twitter. A postagem teve 1.700 retuítes e foi publicada no dia 5 de janeiro, logo após a reportagem da Folha.

O terceiro post com mais interações foi do perfil @SoldadoBolsonaro, uma sátira da conta oficial do presidente, filiada à Central da Imprensa Satírica Brasileira. A publicação pedia que os seguidores “subissem” a hashtag através de retuítes.



Reprodução Twitter
O perfil Soldado Bolsonaro pediu aos seus seguidores que impulsionassem a hashtag #SátiraNãoÉFake



Muitos dos perfis de paródia excluídos também criaram perfis no Gab, rede social de ultradireita que permite aos usuários total liberdade de expressão, inclusive para frases racistas, xingamentos a mulheres e feministas, insultos a LGBTs, como mostra reportagem da Pública . Das 90 contas analisadas, 10% possui perfil na plataforma.

Uma central para atacar a imprensa

Entre os perfis excluídos pelo Twitter estava o da CIS, um perfil que, além de publicar suas próprias sátiras, retuitava e divulgava outras contas de paródia. Depois disso, além de abrir conta no Gab – sua única postagem foi: “Twitter é uma rede social de esquerdistas vagabundos” –, a central criou um novo perfil no Twitter com mais publicações diárias e filiados. Desde o dia 25 de janeiro também, há um portal com postagens de outras contas de sátira e uma novidade: “notícias” próprias, dessa vez sem usar do humor. A primeira postagem da nova conta da CIS foi uma imagem listando 28 perfis de sátira que foram deletados da rede social e denunciando o Twitter.



A conta do CIS foi excluída no Twitter



No site, eles divulgam 12 perfis de sátira: Soldado Bolsonaro, Portal Comunista, O Protagonista, UAL notícias, Gaulo Puedes (renomeado para Jair M. Bolsoarmado), Passarinho Opressor, Revista VistoÉra, Motel? Privado, Globol, Barril 247, The Comunista e Vilma Russeffi. O levantamento da Pública mostrou outras 12 contas de paródia que afirmam fazer parte da Central, ou são constantemente retuitadas pelo perfil da CIS. São elas: Brasil Independente, Carcada Livre, Cristiane Loba, CBFN, Estadinho, The Ecomunist, Gerson Camarada, Gobo News, Globobo News, Merdal Pereira, Instituto CIS pesquisa, e IBGtalvezÉ.

Em entrevista à Pública, os responsáveis pelo site afirmaram que são cerca de 35 a 40 perfis de sátira filiados, mas eles não divulgaram exatamente quantas são as contas. Segundo as regras e normas de conduta publicadas no site, não é permitido divulgar a lista de perfis filiados para evitar exclusões em massa. Além disso, qualquer perfil pode se filiar à Central, desde que as contas sigam umas às outras e retuítem seus conteúdos. As contas também são incentivadas a subir hashtags consideradas importantes pelos membros, como por exemplo #LulaLivre2043 – em comemoração à segunda condenação do ex-presidente que adicionou outros 12 anos à sua prisão –, que foi utilizada por pelo menos 10 perfis de sátira. É proibido ainda interagir com hashtags “de esquerda”. “Lembrem-se, não trabalhamos para a esquerda nem mesmo em tom irônico”, ressalta o documento.




Mais do que produzir humor, essas contas têm como missão declarada criticar a imprensa e a esquerda. “Nosso objetivo é informar com agilidade de forma divertida trazendo a público a desinformação desnecessária e tendenciosa divulgada em outras mídias”, explicam no site.

Os responsáveis

A Central é coordenada por Alexandre Fernandes Oliveira, ou Alex Diferoli, como se apresenta no site. O domínio foi registrado em seu nome pela primeira vez no dia 14 de setembro de 2017. O site entrou no ar como um portal no dia 25 de janeiro deste ano.

“No fim de 2018 percebemos que vários perfis sátira de direita começaram a aparecer, e começamos seguir uns aos outros. Decidimos então criar um perfil que nos representasse. Este perfil cresceu e ideias diferentes para melhoria e autoajuda entre os perfis começaram a aparecer. Chegamos a dizer que éramos um “sindicato” e zoamos dizendo que isso era coisa de comunista”, disse Alexandre em entrevista à Pública.

Ele tem apenas 120 seguidores no Twitter e, apesar de ter conta desde 2009, só começou a postar ativamente no dia 10 de janeiro, poucos dias depois da exclusão das contas de sátira da plataforma. A partir de então ele replica manchetes de jornais e retuíta postagens de perfis de sátira diariamente. No entanto, um outro perfil vinculado a ele, @arquivoxandy, publica quase diariamente um relatório de pessoas que visitaram seu perfil, intercalando com publicações anti-PT e pró- Bolsonaro. Alexandre também assina alguns dos textos no portal da CIS.

São citados como outros criadores da CIS, Marllon Dionizio, conhecido nas redes sociais como Dr. Marllão, e Sandra Lima. Cada um deles administra seu perfil pessoal e possui uma conta de sátira, embora não digam quais são essas contas. Outros perfis pertencem a pessoas anônimas.



Alexandre, Sandra e Marllon são citados como um dos criadores da CIS



“Por que eu amo meu Brasil e quero que ele seja o melhor lugar do mundo pra viver!! Sou Bolsonaro com muito orgulho, cada dia mais!!” Assim Sandra se apresenta em seu Twitter, com 7 mil seguidores. Em seu Instagram, ela divulga eventos em boates de São Paulo.

Recém-graduado em direito, Marllon é fundador da Aliança Conservadora Estratégica (Alice), um “movimento que visa unir e organizar pessoas com o pensamento conservador, além de propagar a defesa e divulgação dos interesses superiores da nação”. No Twitter, o perfil criado em novembro de 2018 possui apenas 455 seguidores e segue 16 pessoas. Ele possui um canal de YouTube sem muita repercussão – apenas 918 inscritos –, onde publica vídeos sobre política e de apoio a Jair Bolsonaro.

No dia 10 de janeiro, Marllon publicou em seu canal uma entrevista com os administradores de algumas contas paródia excluídas pelo Twitter. Sem dizerem os nomes ou mostrar o rosto, os entrevistados afirmam ser independentes e que se conheceram através da rede. Mas o principal tema gira em torno do repúdio à imprensa.

“A intenção [da criação de contas de paródia] é justamente tirar sarro da grande mídia. Eles acham que a gente é bobo, fazem toda a porcaria que fazem e ainda querem que a gente pague por isso. É o que eu sempre digo, a diferença entre as histórias que a gente inventa e as que eles inventam é que pelo menos as nossas histórias são engraçadas”, diz o responsável pelo perfil GI, paródia do G1. “O que eles não aceitam é que eles fazem a fake news e a gente faz a gozação em cima da fake news deles. E isso eles não toleram. Eles se sentem perseguidos por nosso trabalho porque de uma certa maneira a gente expõe de uma forma engraçada a porcalhada de imprensa que eles estão fazendo ultimamente”, fala a administradora do perfil “O protagonista”. “Realmente tenho que concordar com vocês, o nível do jornalismo brasileiro já foi melhor”, responde na entrevista Marllon.


Alexandre admite que as sátiras geram confusão nos leitores, mas não acredita que seja responsabilidade delas. “O pessoal confundia a gente com fake news. Tínhamos nomes, biografia e logo diferente dos perfis oficiais, sem ter selo de verificação. Portanto, não podem imputar a nós a propagação de fake news se houve falta de censo crítico, e em alguns casos até de leitura, por parte dos demais usuários”, afirma.

Procurado, o Twitter não especificou quais foram as regras desrespeitadas pelos perfis de paródia deletados “devido a questões de privacidade e segurança”. Segundo sua política específica para contas de paródia, deve-se descrever claramente que se trata de uma conta satírica.

A plataforma diz não monitorar ativamente o conteúdo publicado pelas contas e só exclui caso haja denúncia de violação dos Termos de Uso. Para denunciar perfis de paródia, deve-se registrar ocorrência de falsa identidade ou marca registrada. “No intuito de proteger a experiência e a segurança das pessoas que utilizam a plataforma, o Twitter tem que estabelecer os conteúdos e comportamentos que permitimos. Quando tomamos conhecimento de potenciais violações a essas regras, como conduta de spam ou evasão de suspensão, fazemos uma análise e adotamos as medidas cabíveis de acordo com nossas regras e termos de serviço”, disse a plataforma em nota enviada à Pública.

Os perfis de paródia, contudo, alegam não desrespeitar os termos de uso do Twitter e consideram as exclusões um ato de censura. “Todas as contas foram orientadas a deixar bem claro essa informação de que somos perfil de paródia/sátira na bio, não foram descumpridas as regras e as alterações solicitadas pelo Twitter foram prontamente atendidas”, afirma Sandra.

Encabeçadas pela CIS, as paródias criaram uma petição online direcionada ao Superior Tribunal de Justiça. Eles pedem que o órgão determine a reintegração imediata dos perfis excluídos e a punição do Twitter, sob o argumento de que a plataforma agiu contra o princípio da liberdade de expressão garantido pelo artigo 5º da Constituição Federal, ao excluir apenas perfis ligados à direita.

Segundo os perfis que tiveram contas deletadas, o Twitter não deu explicações sobre o motivo das exclusões. “A exclusão ocorreu por conta de denúncias oriundas de perfis oficiais, jornalistas e políticos, e também de militantes de esquerda que se uniram em torno de listas que divulgamos com os perfis para serem seguidos”, defende Sandra. “Não descartamos a ideia de mover um processo, pois nos sentimos tolhidos em nossa liberdade de expressão.”
A causa anti-imprensa

Além da articulação contra a exclusão de contas do Twitter através da hashtag #SátiraNãoÉFake, as contas de paródia também se organizaram em campanhas anti-imprensa nas redes sociais. Somente em janeiro, duas hashtags críticas a jornais brasileiros chegaram aos Trending Topics do Twitter no Brasil – #GloboLixo e #EstadãoFakeNews. Ambas surgiram após os respectivos veículos publicarem reportagens que denunciavam aliados de Bolsonaro.

A #EstadãoFakeNews teve seu ápice no dia 21 de janeiro, em resposta a uma matéria do jornal que dizia que os eleitores de Bolsonaro haviam se desorganizado na rede depois da vitória nas eleições. Ofendidos, os apoiadores, e o próprio presidente, subiram essa hashtag, totalizando 247 mil menções.



Jair Bolsonaro retuitou o post do perfil Senso Incomum



De maneira parecida, #GloboLixo chegou a figurar no primeiro lugar entre os assuntos mais comentados na rede brasileira no dia 22 de janeiro, após o jornal O Globo ter publicado reportagem que traçava relação entre Flávio Bolsonaro e milicianos no Rio de Janeiro. Foram 44 mil menções à hashtag. Entre as postagens mais republicadas estão duas dele, novamente: o cantor Lobão.

Com menos visibilidade, os perfis de sátira se envolveram nesse movimento. “Quando gostamos de uma hashtag e sentimos que seja uma causa que também é nossa, participamos das ações, sim”, afirmou Sandra Lima à Pública, se referindo às hashtags #EstadãoFakeNews e #GloboLixo.



“Quando você vê as tags #EstadaoFakeNews e #GloboLixo liderando os trends do Twitter, você percebe que está do lado certo da força!”, publicou o perfil Gerson Camarada, sátira do jornalista Gerson Camarotti. A conta foi suspensa pelo Twitter posteriormente.

Quantidade de publicações e retweets com cada hashtag

Sátiras amigas de Bolsonaro

A proximidade do presidente com as sátiras não se restringe ao discurso. Em levantamento, a Pública analisou 90 contas de paródia no Twitter e concluiu que o perfil oficial de Jair Bolsonaro foi o mais seguido por elas – 82% das contas analisadas o seguiam. Entre as filiadas à CIS, todas, exceto pela conta @PassarinhoOpressor, seguem o presidente.

Em segundo lugar ficou o @Isentões, que se descreve como “a mais importante conta da plataforma bolsonarista de comunicação no Twitter”. No dia 5 de fevereiro, a conta foi suspensa do Twitter, mas os responsáveis guardavam um perfil reserva que hoje está ativo e com mais de 240 mil seguidores.

Os filhos de Bolsonaro também estão entre os mais seguidos pelas contas satíricas. Carlos Bolsonaro ficou em 3º lugar, Eduardo em 6º e Flávio em 9º. Nos “top 10” também estão personalidades ligadas à direita, como o humorista Danilo Gentili, em 5º lugar, seguido por 64% das contas; o músico Lobão, em 8º lugar, com 60% das contas como seguidores.

Usuários mais seguidos por perfis de sátiras



E eles seguem de volta. Pelo menos seis, entre os seletos 320 perfis seguidos por Jair Bolsonaro, são de sátira à imprensa. Até a data de publicação desta reportagem, ele seguia a Falha de São Paulo, o Blog do Blabla, The Comunista, Barril 247, G1 (@cor0te), G1 (@fatosesquerda).

O presidente costuma replicar os conteúdos satíricos. No dia 5 de janeiro ele retuitou postagem do The Comunista que dizia “Bolsonaro começa o dia tornando ilegal qualquer coisa vinculada ao arco-íris, ursinhos carinhosos, ódio do bem e LGBT”. Ele também mostrou solidariedade às sátiras excluídas pelo Twitter, retuitando postagem do perfil Joaquin Teixeira que ironizava a situação. “Vamos dar boas vindas aos temidos perfis de paródia. Entraram no seleto grupo que ‘ameaça a democracia’ ao lado da tia da igreja, do tiozão do churrasco, zap-zap, piadas e feique news”, dizia o post publicado no dia 7 de janeiro.

Para especialistas, paródias confundem

Além da confusão causada pela semelhança entre os nomes de usuário e fotos dos perfis, alguns perfis de paródia misturam informações reais ou opiniões editorializadas em meio às sátiras. A própria CIS publica em seu site matérias e artigos de opinião sem ironia. A primeira matéria foi publicada no dia 30 de janeiro e mostrava as porcentagens de seguidores robôs de alguns perfis famosos no Twitter, obtidos através do aplicativo Twitter Audit. A matéria mostrava que os perfis considerados de esquerda tinham maior porcentagem de seguidores considerados robôs do que as páginas de direita, colocando essas páginas sob suspeita. Contudo, o Twitter Audit não é uma maneira precisa de identificar seguidores bots, especialmente quando as contas monitoradas possuem muitos seguidores, pois ele trabalha com uma amostragem de até 5 mil seguidores, não analisando todos os perfis.

A matéria foi divulgada por muitas das contas de sátira relacionadas à CIS e teve grande repercussão, sendo curtida pela conta oficial de Jair Bolsonaro.

No dia 1º de fevereiro, o portal publicou outro texto, dessa vez de opinião. Tratava-se de um apoio à ministra Damares Alves, alvo de polêmicas na internet. O texto defende que a ministra está sofrendo perseguição por militantes da esquerda e pela mídia, e foi assinado por Sandra Lima, cofundadora da CIS.

“O intuito principal é fazer comédia através das paródias, mas eventualmente podemos, sim, propagar notícias reais. Em alguns casos, os usuários acham que até os perfis oficiais [de notícia] são paródia devido a algumas notícias sem credibilidade e importância”, explica o fundador da CIS.

Sátira ou fake?

As sátiras estão incluídas dentro do espectro de desinformação desenvolvido pela pesquisadora americana Claire Wardle, do First Draft – organização que discute a poluição informacional digital. Para ela, as paródias podem ser enganosas de duas maneiras. A primeira é quando o conteúdo caminha pelas redes e é retirado de contexto, ele pode confundir as pessoas. A segunda é quando pessoas usam a sátira para intencionalmente disfarçar uma informação enganosa. “Chamar um conteúdo de sátira pode ser usado como tática para confundir o leitor e também os jornalistas checadores. Afinal, não é possível checar algo que não se diz um fato.”

Algumas características indicam se o conteúdo se trata de uma sátira verdadeira ou se apenas está sendo rotulado de sátira como estratégia. Uma delas é identificar se beneficia apenas uma pessoa ou grupo. “Verdadeiras sátiras têm como objetivo fazer piadas, tirar sarro, principalmente sobre política. Mas, se você é um humorista, você vai querer brincar com quem está na direita e também na esquerda. Você vai querer fazer humor em tudo que trouxer audiência e conteúdo. Então, se você se deparar com uma sátira que é apenas boa para um lado ou para certo assunto, é problemático.”

Mesmo em sites que não têm a intenção de propagar desinformação, a paródia pode ser mal compreendida. Segundo estudo da Universidade Estadual do Colorado, nos EUA, menos da metade das pessoas (46,5%) consegue identificar corretamente uma notícia satírica. A maioria acredita tratar-se de uma notícia séria, ou uma notícia falsa, sem entender a ironia. “As pessoas geralmente têm sentimentos muito fortes e ruins em relação à política, e a sátira torna isso mais leve e atraente”, explica Chianna Schoentaler, uma das pesquisadoras. “Mas, com a evolução das tecnologias sociais e o surgimento das fake news, as sátiras também viraram uma forma de confundir.”

“Para mim, sátiras podem fazer até alguém ganhar uma eleição. Uma campanha inteira pode ser feita em cima de sátiras, manipulando as pessoas. Afinal, pode-se dizer qualquer coisa ironicamente, dando margem para a interpretação literal”, afirma Michelle Bedard, coautora da pesquisa.

A possibilidade de fazer sátiras online ou offline é protegida por lei através da liberdade de expressão. “A proteção à liberdade de expressão não anula a proteção à honra das pessoas, então eu posso falar o que eu quiser, mas eu sou responsável pelo que eu disser ainda que seja humor”, explica o professor Diogo Rais, professor de direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A situação se agrava se o perfil se passar por outra pessoa, pois o dano passa a ser intencional. “Tanto o perfil de sátira quanto o perfil fake trata-se de mentiras, mas o primeiro é uma mentira sem a ideia de enganar. O que define uma fake news é um elemento que contém uma falsidade que é proposital e que causa dano a alguém. Só nesse caso o direito deve agir”, defende Rais.

Para ele, contudo, existem paródias com a intenção de enganar. “Usar a mesma marca pode ser uma evidência de indução ao erro”, exemplifica ele.

Ainda assim, deletar os conteúdos nem sempre é a melhor opção, segundo o especialista em direito digital da Artigo 19, Paulo José Lara. “Essas derrubadas instantâneas e sumárias de conteúdo não têm o efeito que se desejaria, que é a diminuição da busca pela desinformação. Pelo contrário, elas apontaram por uma coesão muito maior desses grupos e de uma intensificação do ataque à mídia.” Para Rais, a solução também pode vir dos usuários. “Na internet nós somos curadores do conteúdo, então também temos um papel de responsabilidade”, conclui.



Agência Pública
Posted: 18 Feb 2019 05:27 AM PST

– Um jornalista norte-americano, Tom Rogan, em artigo intitulado “O poder militar estadunidense se concentra silenciosamente perto da Venezuela”, traz a informação que dois porta-aviões foram posicionados estrategicamente de modo que possam ser deslocados com facilidade para águas caribenhas. São os porta-aviões Theodore Roosevelt e o USS Boxer, levando a bordo a 11ª Unidade Expedicionária da Marinha dos EUA.

– De forma absolutamente arbitrária, o Departamento de Estado dos Estados Unidos impôs restrições ao embaixador venezuelano na ONU e na OEA, Samuel Moncada. Foram retiradas suas credenciais diplomáticas frente aos dois órgãos. As restrições impostas ao diplomata incluem proibição de mobilidade para mais de 25 milhas além de Nova Iorque, o que o impede de ir fisicamente à sede da OEA em Washington. Em um discurso proferido na última sexta (15), no Conselho Permanente da OEA, Moncada acusou a administração Trump de tentar converter a Venezuela em uma colônia como Porto Rico e de ter roubado 30 milhões de dólares do país. Em declaração, o chanceler venezuelano Jorge Arreaza disse: “le tienen miedo al verbo y a la verdade de Venezuela”. O chanceler disse ainda que os representantes do governo da Venezuela continuarão atuando nos dois órgãos.


– Há dois anos a Venezuela pediu sua retirada formal da OEA, mais o país ainda tem até o dia 27 de abril quando termina oficialmente a participação. Até lá, o governo de Maduro tem o direito de participar da entidade representando a Venezuela.

– No sábado (16), dois aviões da Força Aérea dos EUA partiram para Cúcuta na Colômbia para “entregar” um segundo lote da “ajuda humanitária”. A cidade é fronteiriça com a Venezuela e está concentrando militares norte-americanos e colombianos que pretendem entrar na Venezuela com o pretexto de “entregar ajuda humanitária”. Junto com os aviões, também chegaram a Cucuta o Senador dos EUA Marco Rubio (conhecido por suas conspirações contra Cuba e Venezuela), o deputado Mario Díaz-Balart e o embaixador dos EUA na OEA, Carlos Trujillo.


– O auto-intitulado e auto-proclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, trabalha com a data do dia 23 de fevereiro para a efetivação da invasão militar na Venezuela. Em um ato no último sábado (16), em que as pessoas vestiam branco e tinham capacetes brancos com cruzes azuis, Guaidó anunciou que já há 600 mil voluntários mobilizados para a “grande ação” do dia 23 de fevereiro.

– Eurodeputados de partidos da extrema direita, como o espanhol Esteban Gonzáles Pons (PPE), foram impedidos de ingressar na Venezuela neste final de semana. Eles iriam se encontrar com o autoproclamado presidente Juan Guaidó, mas já haviam sido advertidos pelo chanceler Jorge Arreaza que não seria permitida a entrada de uma delegação “que pretendia visitar o país com finalidades conspiratórias”.


– O Haiti ferve em uma forte crise política e bastante violenta. Fazem dezesseis meses que terminou a missão de paz da ONU no país, que o Brasil liderou, inclusive. Não param os protestos exigindo a renúncia de Jovenel Moise. Há mortos e feridos, mas nos jornais não se encontram as cifras. Semana passada a embaixada do Brasil no país emitiu nota aconselhando brasileiros a não viajarem para o país. Ao que estão no país foi orientado estocar alimentos, remédios e água ou “sair do país”. Os protestos começaram principalmente por desvios do fundo PetroCaribe (petróleo venezuelano subsidiado). US$ 2 bilhões podem ter sido desviados.

– Terminou ontem (17) a Conferência de Segurança de Munique. Em um discurso muito aplaudido, durante o evento, Merkel disse: “vemos que a arquitetura que define o mundo como o conhecemos é um quebra-cabeças que se desmontou em pequenos pedaços”. Ela defendeu o multilateralismo e parceria com a Rússia, especialmente no caso do gasoduto NordStream 2, que tem sido muito atacado por Trump. O discurso de Merkel foi sucedido pelo do vice-presidente dos EUA, Mike Pence. Na direção exatamente oposta à de Merkel, Pence em seu discurso citou Rússia, Irã e Venezuela para fazer ameaças e cobranças aos “nossos aliados da OTAN” para endurecer as relações com esses países.


– É cada vez mais provável a hipótese de um Brexit sem acordo no próximo dia 29 de março. Descrevendo um cenário do Brexit duro, o jornalista Walter Oppenheimer diz: “de um dia para outro a economia britânica deixara de fazer parte do mercado único e a união aduaneira europeia será regida pelas normas da OMC. Com isso, as exportações deverão pagar tarifas e submeter-se a controles de fronteira; produtos frescos enfrentarão controles sanitários para entra na UE; montadoras de veículos podem paralisar em questão de dias por falta de componentes; cidadãos do continente perderão direito de circular e trabalhar livremente pelo RU e vice-versa; empresas financeiras britânicas perderão o passaporte que agora lhes permite atuar em todos os países da UE e etc”. Além disso, será estabelecida a tão temida fronteira física entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda. Theresa May continua sua peregrinação pela Europa para tentar cavar um acordo.

– Coletes amarelos realizaram no sábado (16) seu 14º. ato. Dados do Ministério do Interior da França informaram a presença de cerca de 41 mil pessoas nas ruas, sendo 5 mil em Paris.

– Para justificar seu apelo ao recurso de “decretar emergência” para construir um muro na fronteira com o México, Trump usou vários casos de presidentes americanos que utilizaram o mesmo método de declarar emergências nacionais. A Lei de Emergências Nacionais dos EUA foi aprovada em 1976. No entanto, em nenhum dos exemplos citados por Trump, o presidente americano usou o expediente da “emergência” para contornar uma clara decisão do Congresso americano, como no caso atual.

– Netanyahu renunciou a um de seus principais cargos, de Ministro das Relações Exteriores de Israel, no dia de ontem (17). O ministro da inteligência, Israel Katz, também do partido Likud, foi indicado como substituto. Ele estava no cargo desde 2015. Agora, além de premier, Netanyahu se mantém como ministro da Saúde e Defesa (desde novembro, quando renunciou Liberman). Israel vai passar por eleições parlamentares em 9 de abril, adiantadas pois seriam em novembro. O premier luta contra o tempo e contra seu desgaste após inúmeras acusações de corrupção. Ao todo ele dirige o país por 13 anos, de 1996 a 1999 e, atualmente, desde 2009.

– A saída de Netanyahu da chancelaria ocorre nos mesmos dias em que o primeiro ministro da Polonia, Mateusz Morawiecki, cancelou uma viagem programada a Israel, após declarações do premier israelense que sugeriam cumplicidade polaca no Holocausto, durante o regime nazista. Em solo polaco, Netanyahu participava da Conferencia puxada pelos EUA sobre o “oriente médio”, leia-se Irã, quando disse a frase: “digo-vos que os polacos colaboraram com os nazis e não conheço ninguém que tenha sido perseguido por uma tal declaração”. Durante a 2ª guerra, a Polônia foi dividida entre alemães e soviéticos e mais de cinco milhões de poloneses morreram, sendo três milhões de judeus.

– Está convocada para o próximo 26 de março uma grande mobilização camponesa no Paraguai. São reclamados subsídios às dívidas dos pequenos agricultores, acesso à terra, regularização dos assentamentos, reativação produtiva e respeito ao meio ambiente, segundo a Coordenadora Nacional Intersetorial. O governo de Abdo Benítez é acusado de cumplicidade com os violentos ataques sofridos pelas comunidades camponesas e indígenas por parte de agentes do agronegócio nos últimos meses de 2018. No Paraguai, ainda há muita disputada das terras “malhabidas” tomadas da população pela ditadura Stroessner.

– A economia boliviana continua nas manchetes dos principais jornais econômicos do mundo. Alguns dados principais: pobreza extrema foi reduzida de 38,2% em 2005, para 15,2% em 2018, o PIB per-capta aumentou de 1037 dólares para 3390 dólares. Há destaque também para o baixo endividamento do país. Em 2018 a Bolívia cresceu 4,7%.

– Com a chamada: “Autodeterminação não é delito”, cerca de 500 mil foram às ruas no último final de semana na Espanha em defesa da independência da Catalunha.

– O chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, está fazendo uma série de mudanças na grade de cursos dos alunos do Instituto Rio Branco, futuros diplomatas do Brasil. Entre elas, está a retirada da matéria de história dos países da América Latina. Segundo o professor de Relações Internacionais, Dawisson Belém Lopes (UFMG), ouvido pela FSP, “o Itamaraty já vinha defasado em relação ao projeto pedagógico. Já havia um déficit substantivo e metodológico. A tendência é que a defasagem se aprofunde”.

– Araújo também foi às redes com um texto para defender o pai. Uma matéria sobre o fato do seu pai, enquanto procurador geral nos anos 70, ter negado a extradição de um nazista que estava no Brasil, circulou pelo mundo. Em resposta, o chanceler fez um texto-tributo ao pai e disse que o mesmo se prontificou a “pegar em armas contra Brizola” e que tentou barrar Lula ainda na época das greves do ABC paulista.

– O Chile trabalha com as chancelarias dos países da América do Sul para a criação de um bloco de integração que substitua a Unasul.


O Cafezinho
Posted: 18 Feb 2019 05:20 AM PST
Bruno Fiusa Gorrera (à esq.) e Rafael Augusto Vieira (dir.), mortos em ataque a tiros no dia 24 de setembro de 2014 | Foto: Arquivo pessoal

Fernando Cardoso de Oliveira e Vanderlei Messias Barros respondem pelas execuções de Rafael Augusto e Bruno Fiusa e por outra tentativa de homicídio no mesmo ataque, ocorrido em setembro de 2014

por Renan Omura, especial para Ponte

Os ex-PMs Fernando Cardoso Prado de Oliveira e Vanderlei Messias Barros vão a júri popular nesta terça-feira (19/02) acusados pelos assassinatos de Rafael Augusto Vieira Muniz, de 26 anos, e Bruno Fiusa Gorrera, de 24 anos. A dupla também será julgada pela tentativa de homicídio de Wellington Ludin Dias, que sobreviveu ao ataque. O crime ocorreu na noite de 24 de setembro de 2014, no bairro Jardim Camila, em Mogi das Cruzes, cidade na Grande São Paulo. As vítimas estavam na calçada e foram baleadas por atiradores que passaram em um veículo prata. Wellington que sobreviveu ao ataque, reconheceu os ex-agentes de segurança como autores dos disparos. O júri começa às 13 horas no Fórum de Brás Cubas, em Mogi.

Lucimara Aparecida Vieira Muniz, de 42 anos, é mãe de Rafael Augusto. Ela conta que o filho foi assassinado próximo à casa da família e foi possível escutar os tiros. “Ele tinha ido buscar um pouco de óleo na casa da minha irmã para preparar uma salada. Eu e meu esposo escutamos os disparos, quando fomos na rua, vimos o Rafael caído no chão ao lado de Bruno. Foi muito rápido”, relembra dona Lucimara.

Rafael era pai de Melissa, hoje com 8 anos. Lucimara relata que a neta tinha 3 anos na época e passou a sofrer de insônia após o assassinato do pai. “Ela dormia às 3 horas da madrugada e acordava às 6 horas da manhã. Algumas vezes, chorava muito com saudade. Hoje, graças a Deus, ela está melhor, mas no aniversário, ela ainda sente muito a falta dele”, explica a avó.

Este não é o primeiro crime ao qual o ex-PM Fernando Cardoso de Oliveira responde em julgamento. Em outubro de 2018, o tribunal do júri o considerou inocente pela morte de Matheus Aparecido da Silva, de 16 anos, assassinar um comparsa do suspeito grupo de extermínio que agia na cidade, e de tentar matar outros dois jovens. A defesa de Oliveira acusou a Polícia Civil de armar um complô contra o ex-agente de segurança, enquanto acusação assegurava que ele agia no grupo de extermínio – um dos argumentos era de que não houve chacinas semelhantes em Mogi das Cruzes desde a prisão de Fernando. O júri entendeu ser válida a versão do ex-PM e o absolveu das acusações.

Além do julgamento desta terça-feira (19/1), os dois ex-PMs passarão por outro júri no dia 22 de agosto. Cardoso e Messias – que é estreante em júris – serão julgados pelos assassinatos de Marcos Vinícius dos Santos, de 15 anos, Matheus Justino da Costa, de 17, e Thiago Nogueira Novaes, de 25. Este outro ataque ocorreu na tarde de 8 de julho de 2015 na Rua Professor Gumercindo Coelho, no bairro Jardim Universo, também em Mogi das Cruzes. Três morreram e dois foram feridos.

Rafael tinha uma filha, então com 3 anos, quando assassinado | Foto: Arquivo pessoal

Segundo testemunhas, homens em uma moto efetuaram os disparos que mataram os jovens. De acordo com MP (Ministério Público), Cardoso integrava um grupo de extermínio em Mogi das Cruzes que assassinou ao menos 21 pessoas entre novembro de 2014 e julho de 2015, em bairros periféricos da cidade. O ex-PM Cardoso tem seis inquéritos por homicídio, enquanto Messias responde em dois inquéritos também pelo mesmo crime.
Mães em luta

No dia do julgamento, as Mães Mogianas e as Mães de Maio – coletivos independentes formados por mães, amigos e familiares de vítimas da violência do Estado – realizarão uma manifestação em frente ao Fórum de Brás Cubas. Maria Aparecida Marttos, integrante do grupo Mães Mogianas, relata a importância de estar promovendo atos em prol de justiça.

“Queremos mostrar para os jurados o que aconteceu com a gente. É importante que eles saibam como nós sofremos e enfrentamos diariamente essa luta por justiça. Não é fácil. Temos medo que todos esses crimes fiquem impunes e isso não pode acontecer”, explica. O temor envolve justamente a absolvição em 30 de outubro de 2018.

Os coletivos independentes Mães Mogianas e Mães em Luto da Zona Leste organizam uma viagem para o IV Encontro de Mães e Familiares de Vítimas do Terrorismo do Estado que ocorrerá em Goiânia no mês de maio. Maria relata que o encontro anual, além de fortalecer a união das mães, é uma maneira de chamar a atenção para que esses crimes envolvendo forças policiais e agentes de segurança não ocorram novamente.

Mães realizam encontro anualmente para manter a luta de pé | Foto: Divulgação

“Nesse encontro vem mães de todo Brasil que perderam filhos. Na edição do ano passado, vieram mães até de outros países, como da Colômbia. O intuito do encontro é lutar pelos nossos filhos, mas também lutar para que isso não aconteça com os jovens de nosso país”, conta Maria Aparecida. As mães buscam apoio para o custeio de alimentação, alojamento e passagem.


Ponte Jornalismo
Posted: 18 Feb 2019 05:08 AM PST

A modelo e atriz norte-americana de origem britânica, Emily Ratajkowski, decidiu promover marca de lingerie em um local um tanto incomum.


Famosa internacionalmente, Emily Ratajkowski, de 27 anos de idade, encantou seus 21 milhões de seguidores do Instagram com um ensaio fotográfico usando pouquíssima roupa em um mercadinho.
Vestindo roupa íntima da sua marca Inamorata Woman, Ratajkowski posa entre petiscos, churros e refrescantes.
Sua vestimenta revela que "ela não foi para lá para comprar um litro de leite ou papel", escreveu o jornal The Sun.

A atriz Ratajkowski contracenou pela primeira vez em 2004 no curta-metragem Andrew's Alteration. Após uma pausa de quase 10 anos, ela voltou com tudo contracenando em filmes renomados: Na Escuridão, Sou Sexy, Eu Sei e Welcome Home, todos de 2018.


Visualizar esta foto no Instagram.
Uma publicação compartilhada por Emily Ratajkowski (@emrata) em

Sputnik Brasil
Posted: 18 Feb 2019 04:48 AM PST
Gustavo Bebianno (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Sofrendo um processo de fritura na Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno disse que se sente 100% injustiçado e que Bolsonaro sabe disso

Em entrevista a Dida Sampaio, na edição desta segunda-feira (18) do jornal O Estado de S.Paulo, o secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno (PSL), afirmou que pretende falar “quando sair” e disse que se sente 100% injustiçado.

“O tempo é o senhor da razão. Vou falar depois. Por ora, vou ficar quieto, acalmar minha cabeça. Quem sofre uma injustiça dessas não fica com a cabeça boa”, disse Bebianno.

Sob fogo cerrado do clã Bolsonaro e sofrendo um processo de fritura há quase uma semana antes da oficialização de sua saída, o coordenador da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência disse, cabisbaixo, que “não é perfeito” sobre o trabalho feito nos últimos dois anos para eleger o capitão.

“Vou falar depois que sair. Na hora certinha eu falo. Estou equalizando a minha cabeça”, disse Bebianno, que ressaltou que Bolsonaro “não é maluco” e sabe da injustiça que está cometendo.


Revista Fórum
Posted: 18 Feb 2019 04:37 AM PST
Alvo de suspeitas de fraude eleitoral, Bebianno se vê fragilizado no governo e desmentido pelo próprio presidente Fernando Frazão / Agência Brasil


A edição desta segunda-feira (18) do Diário Oficial da União trouxe dois atos assinados pelo ministro Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência), mas não sua exoneração do cargo, ao contrário do que se esperava. No sábado o próprio Bebianno confirmou que a “tendência” é que ele deixe o governo. A demissão do ministro, porém, ainda pode ser publicada em uma edição extra do Diário Oficial nesta segunda ou mesmo amanhã (19).

Suspeito de ter liberado R$ 400 mil para uma candidata laranja em Pernambuco, na condição de presidente nacional do PSL, Bebianno foi chamado de mentiroso pelo vereador Carlos Bolsonaro(PSC) e pelo próprio presidente Jair Bolsonaro. O ministro e o presidente se encontraram na última sexta-feira e, segundo relato de pessoas próximas aos dois, a conversa entre eles foi tensa e marcada pela troca de acusações.

Carlos publicou na semana passada a gravação de uma conversa em que o pai diz a Bebianno que não poderia falar com ele por ainda estar se recuperando de uma cirurgia no intestino. A divulgação foi feita para desmentir o ministro, que havia dito que conversara na véspera três vezes com o presidente, numa tentativa de demonstrar que não havia crise na relação em outros dois. Bolsonaro retuitou a mensagem publicada pelo filho no Twitter e voltou a negar que os dois tivessem se falado em entrevista à Record. Na ocasião, também disse que, se fosse comprovado o envolvimento do ministro em irregularidades, ele teria de “voltar às origens”.

Interlocutores do Palácio do Planalto afirmam que Bolsonaro até já assinou no fim de semana a demissão de Bebianno. Em nota, o ministro disse que nem ele nem o presidente cometeram irregularidades na liberação de recursos para campanhas eleitorais.

“Reafirmo que não fui responsável pela definição das candidatas de Pernambuco que foram beneficiadas por recursos oriundos do PSL Nacional”, ressaltou. O ministro disse que tem compromisso com o combate à corrupção. "Reitero meu incondicional compromisso com meu país, com a ética, com o combate à corrupção e com a verdade acima de tudo", completou.

Advogado de Bolsonaro, Bebianno presidiu o PSL durante a campanha eleitoral a pedido do próprio candidato. O ministro já deixou no ar a possibilidade de fazer revelações comprometedoras em relação a Bolsonaro e ao seu filho Carlos. Ele também publicou mensagens na internet que falam da importância da lealdade, num recado claro ao presidente.


Congresso em Foco
Posted: 18 Feb 2019 04:22 AM PST
Foto: Fernando Frazão/Abr

Como diria o ex-juiz Sergio Moro, atual superministro do governo em chamas: ainda não há provas, mas cresce a convicção de que Gustavo Bebianno venderá muito caro o seu silêncio sobre as sujeiras da campanha que resultaram na vitória da extrema-direita nas eleições do ano passado.
Na tarde deste domingo (17), o provável defecado da Secretaria-Geral da Presidência já havia abrandado sua bronca contra o "desleal", "fraco" e "louco" Jair Bolsonaro – segundo desabafos vazados pela imprensa. Em entrevista a Danilo Martins, da TV Globo, ele afirmou no maior cinismo que "agora é hora de esfriar a cabeça" – isto após ter colocado fogo no bordel, que reúne o que há de pior na política nativa, como milicos ressentidos, abutres rentistas, corruptos velhacos, fanáticos religiosos e fascistas malucos.

Ainda segundo a reportagem, Gustavo Bebianno "foi abordado por jornalistas no hotel onde mora, em Brasília, quando saía para o almoço. Ele deu a declaração diante de perguntas sobre se falaria a respeito de sua eventual demissão do cargo. 'Agora é hora de esfriar a cabeça', afirmou o ministro. Bebianno viveu uma semana de crise dentro do governo, após denúncias de candidaturas 'laranjas' no PSL e um episódio de atrito entre ele e o filho do presidente, Carlos Bolsonaro. Integrantes do governo dão como certo que o presidente vai exonerar o ministro. Aos jornalistas que o aguardavam no hotel, ele disse que, por ora, não vai se pronunciar sobre o caso. 'Daqui a alguns dias', afirmou".

A aparente calma de Gustavo Bebianno não combina com as notícias que circularam durante todo o domingo – tendo como centro de irradiação o próprio Grupo Globo. A primeira bomba foi disparada pelo Blog de Lauro Jardim, que postou que o defecado revelou a amigos que estava "perplexo" com o tratamento recebido e que se arrependera de ter comandado a campanha do capitão. "Preciso pedir desculpas ao Brasil por ter viabilizado a candidatura de Bolsonaro", desabafou. Ele ainda relativizou o papel do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, na crise. "O problema não é o pimpolho. O Jair é o problema. Ele usa o Carlos como instrumento. É assustador”, afirmou a um aliado. Ainda segundo o blog hospedado no jornal O Globo, ele disse ao mesmo interlocutor: “Perdi a confiança no Jair. Tenho vergonha de ter acreditado nele. É uma pessoa louca, um perigo para o Brasil”.

Na sequência, o Blog do Camarotti, hospedado no G1, revelou que Gustavo Bebianno “demonstrou profundo arrependimento em ter trabalhado ativamente pela eleição do presidente Jair Bolsonaro... 'Preciso pedir desculpas ao Brasil por ter viabilizado a candidatura de Bolsonaro. Nunca imaginei que ele seria um presidente tão fraco', disse para um aliado, numa referência à influência dos filhos do presidente nos rumos do governo, especialmente do vereador Carlos Bolsonaro. Nessas mesmas conversas, Bebianno demonstra preocupação com o efeito desse protagonismo familiar nas decisões do país. E reconhece que o governo Bolsonaro precisa descer do palanque para administrar o Executivo", relata Gerson Camarotti, que também é comentarista da GloboNews.

Após o impacto das postagens dos jornalistas globais, Gustavo Bebianno se apressou em desmentir os vazamentos dos bombásticos desabafos e veio com a conversa de que "é preciso esfriar a cabeça". O aparente recuo fez crescer a suspeita de que há algo de podre sendo negociado nos porões do Palácio do Planalto. Quando surgiram as denúncias do desvio de grana para candidatos do PSL – já batizado de Partido Só de Laranjas –, circulou a conversa de que Gustavo Bebianno, presidente da legenda na campanha eleitoral, ganharia um cargo numa empresa estatal para ficar quieto.

Um carguinho numa estatal?

Matéria publicada no Estadão no sábado até problematizou sobre a possível negociata, alertando que "o ministro da Secretaria-Geral da Presidência não pode assumir cargo de direção em estatais do governo. A possibilidade foi aventada depois que o presidente Jair Bolsonaro ofereceu a ele um cargo na máquina federal fora do Palácio do Planalto, como compensação à sua saída do primeiro escalão do governo... O artigo 17 da Lei 13.303/2016 impôs critérios claros para a escolha de pessoas para cargos de diretoria, presidência e membros de Conselho de Administração de estatais, e o atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência não cumpre essas regras".

"Os indicados para as estatais, segundo a lei, não podem ter atuado, nos últimos 36 meses, 'como participante de estrutura decisória de partido político ou em trabalho vinculado a organização, estruturação e realização de campanha eleitoral". A lei também impede a indicação de "ministro de Estado' e de 'dirigente estatutário de partido político'. É o caso de Bebianno, que, além de ministro, foi presidente do PSL, partido político do presidente Jair Bolsonaro, entre março e outubro de 2018". O alerta do Estadão não serve muito para os milicianos e laranjas do atual governo. Sabe-se lá o que rolou – ou está rolando – no bordel em chamas de Brasília.


Altamiro Borges é jornalista e presidente do Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé.
Fonte: Blog do autor



Portal Vermelho
Posted: 18 Feb 2019 02:36 AM PST
© Foto : Víctor Flores García

Durante as últimas 24 horas, em 17 de fevereiro, no Popocatépetl, vulcão ativo no centro do México, foram registradas 33 emissões acompanhadas por vapor de água e gás, 11 explosões, um terremoto vulcanotectónico e 700 minutos de tremor de amplitude média, segundo informou a Coordenação Nacional de Proteção Civil do estado de Puebla.

De acordo com o Centro Nacional de Prevenção de Desastres (Cenapred), o vulcão lançou fragmentos incandescentes que caíram à distância de uns 400 metros. A fumarola de dois quilômetros emitida pelo Popocatépetl se dissipou durante várias horas.



​Segundo as autoridades mexicanas, atualmente o Popocatépetl se encontra na segunda fase amarela de alerta vulcânico. Esta etapa — crescimento da atividade — envolve uma nuvem de vapor de água e gás, queda ligeira de cinza em áreas próximas e precipitação de fragmentos incandescentes, entre outros sinais.
​As autoridades locais pediram à população para não se aproximar do vulcão, cobrir o nariz e a boca com lenços umedecidos, não usar lentes de contato para evitar irritação ocular, bem como fechar janelas e permanecer o mais possível em casa.


​De acordo com o Cenapred, o Popocatépetl é monotorizado 24 horas e qualquer mudança na sua atividade será comunicada oportunamente.

Sputnik Brasil
Posted: 18 Feb 2019 02:15 AM PST


No dia 18 de fevereiro de 1960 Argentina, Brasil, Chile, México, Paraguai, Peru e Uruguai criaram a Associação Latino-americana de Livre Comércio (ALALC) mediante o Tratado de Montevidéu e sob a proteção jurídica do artigo XXIV do Acordo Geral sobre Tarifas Alfandegárias e Comércio. Posteriormente Bolívia, Colômbia, Equador e Venezuela se incorporaram. A meta final a ser atingida era a formação de uma zona de livre comércio, que seria possível mediante a progressiva integração das economias dos países membros, através da eliminação gradual das barreiras ao comércio intra regional até atingir sua supressão definitiva. Tal processo seria feito gradualmente por meio da eliminação de todas as restrições, cotas e gravames ao comércio entre todas as regiões.


HISTORY
Posted: 18 Feb 2019 01:23 AM PST


O Globo

Manchete: Inteligência recebe só 0,5% dos gastos com segurança
Pacote anticrime de Moro não aborda baixo investimento nessa área

Área que especialistas em segurança pública afirmam ser fundamental no combate ao crime, a inteligência recebeu só R$ 0,54 de cada R$ 100 destinados à segurança pelos estados e pelo DF em 2017, informa MARCO GRILLO. O pacote anticrime do ministro Sergio Moro tem ações para incrementar as investigações policiais, mas não aborda o baixo investimento em inteligência. Em 2014, os gastos com a área eram de 1,1% do orçamento de segurança nos estados; em 2017, foram de 0,54%. No período, os homicídios passaram de 59,7 mil para 63,8 mil. (PÁGINA 4)
‘Agora é hora de esfriar a cabeça’, diz Bebianno
Com a exoneração prevista para hoje, o ministro Gustavo Bebianno afirmou que “é hora de esfriar a cabeça”, depois de seu embate com Carlos Bolsonaro. Em conversas, o ministro da Secretaria-Geral ainda se mostra inconformado com o tratamento que recebeu do presidente. (PÁGINA 6)
Sem reforma, falta verba para saúde e educação, diz economista (PÁGINA 17)

População dessa faixa vai triplicar até 2050 (PÁGINA 19)

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O Estado de S. Paulo

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Folha de S. Paulo

Manchte: Governo usa agenda contra crise; núcleo militar se fortalece
Pacote de Moro, reforma da Previdência e general no lugar de Bebianno tentam atenuar escândalo de laranjas do PSL

O presidente Jair Bolsona-ro (PSL) planeja ofensiva de anúncios para tentar abafar a crise que atinge o governo após o escândalo revelado pela Folha das candidaturas laranjas de seu partido. O momento de fragilidade do governo também tende a consolidar o poder militar na gestão federal devido à saída de Gustavo Bebianno. A sucessão na Secretaria-Geral da Presidência, prevista para hoje, deve abrir espaço para o oitavo ministro egresso da área militar, o general Floriano Peixoto. O choque entre Bebianno, Bolsonaro e seu filho Carlos foi visto com extrema preocupação pelos militares, que agora buscam se impor para contornar o desgaste. Bolsonaro também tentará atenuar o clima com o lançamento de bandeiras da sua gestão —segurança pública e ajuste econômico. Sergio Moro (Justiça) mostra seu pacote anticrime amanhã no Congresso. Na quarta, é a vez de o próprio Bolsonaro falar em cadeia nacional sobre a proposta para a Previdência. *(Poder A4)
Classe média movimenta mercado imobiliário
A retomada do crédito e os lançamentos apontam para a volta das classes médias ao mercado imobiliário. Em 2018, o volume financiado cresceu após três anos de queda. O salto foi de 33% nos valores atrelados à poupança. Já os lançamentos para classes média e alta avançaram 54% nos 12 meses até novembro, segundo incorporadoras, ante igual período de 2017 . (Folhainvest A17)
Previdência de estados tem rombo de R$ 70 bi em 2018 (Mercado A20)

Guedes desidrata texto da reforma e preocupa estados
O ministro da Economia suprimiu trechos que universalizavam a reforma da Previdência para estados em itens como contribuição extraordinária e criação de fundos de pensão. A ideia é abrandar a oposição de servidores no Congresso. Governadores planejam peregrinação a Brasília. (Mercado A20)
Desempenho de colégios militares é parecido com o de escolas públicas (Cotidiano A22)

Ministra diz que abraçaria algumas pautas feministas
Entrevista da 2ª

A ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), 54, diz que estaria ao lado de feministas por “salários iguais entre homens e mulheres e luta contra a violência”. Ela afirma que tem sido incompreendida e chora ao falar de Lulu, a índia que cria como filha. (Poder A14)
Meu pai defendeu o Estado de Direito, não um nazista, diz chanceler (Mundo A16)

Editoriais
65 e 62

Acerca de idade mínima e incertezas na Previdência.

A emergência de Trump

Sobre manobra por muro na fronteira com o México. (Opinião A2)
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Mídia

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