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Pragmatismo Político


Posted: 01 Mar 2019 04:26 PM PST
carta para Arthur
Arthur e Lula (reprodução)
Carta para o Arthur
Descanse, Arthur. As dores agora não te pegam mais. Não te conheci, mas tenho uma filha e uma enteada com sua idade. Sei bem que aos sete anos a vida está apenas desabrochando, numa maravilhosa mescla de descoberta de sabores, sensações, vontades e alegrias.
Descanse, Arthur. As injustiças agora não te alcançam mais. A morte não combina com os pequeninos, Arthur. É algo inimaginável. O mundo é das crianças! Morrer antes de usufruir do direito à plenitude de uma vida razoavelmente longa é o castigo mais cruel possível entre todos os castigos impossíveis. E a dor que atraca para sempre no peito dos que te amam e ficam um pouco mais por aqui é indizível, nefasta, inexplicável.
Descanse, Arthur. Os dogmas não te confundirão mais. Não é possível haver um deus misericordioso que dite regras que incluam a morte de meninos como você, Arthur. Sua precoce partida reforça minha incredulidade e relutância quanto a existência do divino: ou não há deus ou o deus que existe é perverso e não me interessam suas atitudes inescrupulosas.
Descanse, Arthur. A canalhice daqueles que comemoram sua partida não te sujará mais. Esse mundo não te merecia, Arthur. Não merece a pureza que você e as crianças de sua idade carregam em cada sorriso, em cada frase direta e sábia, em cada atitude legitimamente solidária. Nós, os já crescidos, infestamos o seu lugar com nossa maldade, egoismo e imbecilidade. Nesse contexto partir, ainda que tão cedo e tão dolorosamente, é também privar-se das maldades mundanas vindouras que sacrificariam sua bondade e inocência natas.
Descanse, Arthur. O orgulho de sua família é agora seu eterno quarto de brincadeiras. Seu avô é um grande homem, Arthur. Tenho certeza que você se orgulhava dele como eu. Um brasileiro que saiu da miséria que assola tantos de nós para se tornar o maior líder do Brasil. Um homem submetido a injustiças e dores desumanas que apenas acrescentam mais e mais latitude à sua grandeza.
Descanse, Arthur. O cotidiano distópico não te contaminará mais. Você terá para sempre sete anos, Arthur. E em breve estaremos todos juntos, sem mais aniversariar. Nossas existências são tão somente brevíssimos intervalos entre nossa quase eterna não existência; e estou seguro que você, menino, enquanto por aqui esteve, alegrou aos seus, tal qual fez seu avô, que melhorou a vida de milhões de pessoas injustiçadas.
Descanse, Arthur. A solidariedade de todos os brasileiros decentes agora é teu manto e seguirá para sempre a te aquecer, menino.
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Posted: 01 Mar 2019 12:20 PM PST
Alessandra Strutzel morte neto Lula
Post da blogueira Alessandra Strutzel (reprodução/redes sociais)
Alessandra Strutzel é o nome da mulher que deixou espantados até colegas que a conhecem pessoalmente após uma postagem sádica nas redes sociais.
Ao compartilhar, nesta sexta-feira (1), a informação da morte de Arthur Araújo Lula da Silva, o neto de Lula de 7 anos, ela escreveu o seguinte comentário: “Pelo menos uma notícia boa”.
O texto acompanhava emojis de coração e felicidade, como pode ser visto nas imagens que integram esta matéria.
Minutos e horas se passaram e o post de Alessandra alcançou engajamento no Facebook. A cada segundo, internautas entravam no perfil da mulher não só para criticá-la, mas para procurar entender a origem de tanta maldade.
Alessandra, que se autodefine blogueira e youtuber, não aguentou a pressão e apagou a postagem. Em seguida, divulgou um comunicado com uma justificativa que não convenceu ninguém.
[o texto continua abaixo da imagem]
“Espero que me desculpem. Quero que todos saibam que eu jamais iria comemorar a morte de uma pessoa, muito menos a morte de uma criança. Com a postagem que fiz, eu só queria saber como as pessoas reagiriam, mas agora eu sei que fiz isso de uma forma muito infeliz. Fico contente que a reação tenha sido negativa, porque isso mostra que as pessoas não perderam a sensibilidade. Mas fico triste porque mesmo as pessoas que me conhecem tenham achado de verdade que eu seria capaz de um mal sentimento”, postou Alessandra.
A tentativa de ‘mea-culpa’ soou, no mínimo, esquisita. Mas minutos depois comprovou-se que trava-se de pura falácia. Isto porque internautas resgataram prints ainda mais cruéis em que Alessandra Strutzel aparece dialogando com colegas sobre a morte de Arthur.
A imagem desmente Alessandra e mostra que ela sabia exatamente o que estava dizendo quando celebrou a morte do menino (ver abaixo).
Uma das primeiras internautas a comentar no post já deletado de Alessandra questiona: “Qual é a notícia boa?”. A blogueira responde: “Um filho da puta a menos kkkkk”.
“Acho que você não entendeu. Quem morreu foi o neto, uma criança de 7 anos”, rebate a internauta, incrédula.
A tréplica de Alessandra é ainda mais mórbida: “Entendi sim. Pensa, iria crescer com exemplo do avô, um filha da puta a menos para roubar nosso país”.

Repercussão

O sadismo de Alessandra Strutzel segue repercutindo nas redes sociais. “Essa blogueira passou uns 30 minutos batendo boca com as pessoas e reafirmando o que pensava, agora vem com desculpas, com medo de ser processada”, observou um internauta.
“Postou um pedido de desculpas, disse que queria sentir a reação das pessoas. Cretina! Espero que sofra as consequências legais dos seus atos”, desabafou outra usuária.

Morte de Arthur

Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, morreu no início da tarde desta sexta-feira.
O Hospital Bartira, do grupo D’Or, em Santo André (SP), informou que a criança foi diagnosticada com meningite meningocócica e não resistiu, devido ao agravamento do quadro infeccioso.
Arthur era filho Marlene Araújo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva, filho da ex-primeira-dama Marisa Letícia (que faleceu em fevereiro de 2017) e do ex-presidente Lula, preso desde abril de 2018 na carceragem da sede da Polícia Federal em Curitiba (PR).
A meningite meningocócica é uma infecção causada pela bactéria Neisseria meningitidis. Esta bactéria pode causar inflamação nas membranas que revestem o sistema nervoso central e infecção generalizada.
A defesa do ex-presidente pediu que a Justiça autorize a saída dele para o enterro do neto. O pedido foi protocolado na 12ª Vara Criminal Federal de Curitiba.
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Ps.: Após a publicação deste texto, Alessandra Strutzel bloqueou os seus perfis nas redes sociais.
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Posted: 01 Mar 2019 12:00 PM PST
Homem que tentou agredir Jean Wyllys promete agir novamente
Jean Wyllys na conferência em Coimbra (Imagem: Captura de tela)
Leonardo Coelho, Ponte
O Movimento Brasil Livre (MBL) postou, no dia 26 de fevereiro, em suas redes um vídeo do político e ativista Jean Wyllys sofrendo ataques com ovos durante uma conferência na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), em Portugal. Seguranças da universidade agiram rapidamente e bloquearam a ação. Mesmo assim, a ação foi comemorada na página, em especial por Thiago Moreno, que postou a seguinte frase.
Os créditos da ovada são meus, amanhã tem mais em Lisboa😎✌🏻.” O comentário já ganhou mais de mil curtidas e centenas de respostas de incentivo. O vídeo foi compartilhado mais de 5,5 mil vezes. Procurado em seus dois perfis no facebook, Thiago Moreno respondeu à Ponte na manhã desta quarta-feira (27/2).
Moreno é enfermeiro e está em Portugal para um tratamento de saúde. Ele confirmou a autoria do conteúdo postado na página do MBL, mas quando questionado se considerava o que fez como um tipo de agressão, ele discordou. “Não é atingir, é protestar, repudiá-lo”, justificou.
Jean Wyllys sofrendo ataques com ovos durante
A agressão que ele está impondo aqui na Europa, dizendo inverdades, nada do que ele fala condiz com a verdade. Isso é o mínimo que eu posso fazer em forma de manifestar meu descontentamento com as ideologia dele, com as mentiras dele e tudo que ele representa, que é o avesso a sociedade de bem.
Jean Wyllys sofrendo ataques com ovos durante
Em seu perfil Thiago expõe toda sua trajetória, postando até mesmo uma foto às nove da manhã do dia 26 mostrando uma caixa com meia dúzia de ovos e a seguinte frase: “Já cheguei logo cedo para pegar a primeira fila. 😈#jeanwyllysnaoébemvindoemPortugal😼”.
Homem que tentou agredir Jean Wyllys promete agir novamente
Segundo reportagem do site português Notícias de Coimbra, um dos dois homens que tentou atacar Jean tinha justamente uma caixa com seis unidades de ovos. A Folha de São Paulo fez a mesma constatação. Nenhuma das publicações, no entanto, identificou os autores do ataque com ovos e nem explicou se eles foram detidos para averiguação. Thiago disse que chegou, sim, a ser detido e logo foi liberado.
A Folha, porém, ressaltou que logo após a conferência os agressores comemoraram o feito com um pequeno grupo de pessoas do PNR (Partido Nacional Renovador), legenda de extrema-direita portuguesa, que foi ao local para criticar Wyllys, o marxismo cultural e a esquerda. Thiago, por sua vez disse que se juntou ao grupo por conta da presença de manifestantes antifascistas que, segundo ele, teriam agredido ele e outros colegas antes mesmo da ovada.
Ainda em seu perfil, Thiago reforçou as ameaças já contidas na página do MBL e postou fotos de sua passagem para Lisboa, onde aparentemente espera que Jean Wyllys faça outra conferência ou aparição pública.
Homem que tentou agredir Jean Wyllys promete agir novamente
A Ponte tentou entrar em contato com a assessoria e com o ex-deputado para confirmar seu calendário na cidade, mas não obteve retorno.
Uma das principais motivações para o ataque, segundo Moreno, é a suposta ligação de Jean Wyllys, do PSOL e de Adélio Bispo, o homem que esfaqueou o presidente Jair Bolsonaro, ainda no período de campanha eleitoral, em setembro do ano passado.
Não tenho receio de ser detido nem processado, porque estou exercendo o meu direito também, assim como ele julga exercer o dele. Ele deveria estar à disposição da justiça brasileira para eventuais questionamentos da Polícia Federal sobre Adélio que tentou matar o presidente Bolsonaro”, afirmou Thiago Moreno. Não há, contudo, qualquer comprovação de que haja essa ligação.
Quem criou a notícia falsa foram anônimos apoiadores de Bolsonaro, mas ela foi impulsionada com o apoio de perfis famosos como do cantor e compositor Lobão, que criou a hashtag #InvestigarJeanWillis (assim, com a grafia do ex-deputado incorreta mesmo) e o ex-ator pornô e agora deputado Alexandre Frota.
O próprio presidente, em postagens no Twitter, que ele usa como espécie de ferramenta oficial de comunicação do governo, também indicou ligação de Adélio com o PSOL, embora não tenha citado nominalmente Jean Wyllys.
Um dos filhos do presidente, o deputado federal Flávio Bolsonaro, também citou a ligação entre o agressor de seu pai e partido de Jean Wyllys.
A Ponte informou que a tese da suposta ligação entre Adélio e Jean foi desmentida por agências de fact-checking, mas Thiago refutou e disse que essas agências de checagem não são confiáveis.

Ameaças de morte levaram Jean Wyllys a deixar o Brasil

O deputado federal pelo Rio de Janeiro Jean Wyllys, do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) decidiu renunciar ao cargo no final de janeiro e se auto-exilou, com medo das ameaças de morte que vinha sofrendo de forma constante e que aumentaram desde a eleição de Bolsonaro. Ele é alvo recorrente de notícias mentirosas, especialmente durante a campanha eleitoral, sendo perseguido por grupos conservadores que apoiam o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
Em entrevista para a Ponte no dia 10 de dezembro de 2018, o deputado já dizia ter medo de acabar como Marielle Franco, assassinada em 14 de março do ano passado no centro do Rio – crime ainda sem solução -, e que estava vivendo “pela metade”.
A minha vida é uma vida pela metade. Eu fico constrangido de ir num lugar de passeio, de lazer, com uma escolta. Não é bacana. Nos últimos meses eu fui apenas uma vez ao cinema. Quando eventualmente consigo ir ao teatro vou de escolta”, explicou Jean.
Moro a duas quadras da praia de Copacabana e tem dois meses que não piso na areia. Eu posso ser atacado a qualquer momento. Essa não é apenas uma sensação, é uma constatação”, completa.
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Posted: 01 Mar 2019 12:00 PM PST
exposição de relações extraconjugais causa tanta obsessão
Carlos Megía, ElPaís
Ninguém na internet pode dizer que topou com eles por engano. Os títulos dos vídeos, alguns tão memoráveis como “Deu em cima da prima errada”, “O pior lésbico velho da história” e “Rato de duas patas, escória da vida, não deixam margem a equívocos”. O que está por vir caso você decida reproduzir o conteúdo é a reinvenção millenial do melhor dramalhão visto nas telenovelas latino-americanas.
O formato do programa mexicano Exponiendo Infieles (Expondo Infiéis), que passa no Youtube, transferiu a paixão dos gaviões para os passarinhos tuiteiros que, assombrados, abençoam e distribuem um catálogo de traições, gritos e golpes tão perfeitamente indiscriminados que parecem ter sido coreografados. Dinheiro em troca de ler as mensagens dos celulares do parceiro. Essa é a premissa simples do formato que tomou de assalto as conversas, digitais e físicas, de boa parte dos jovens espanhóis nas últimas semanas e se posiciona como um suspeito habitual na lista dos mais vistos na plataforma Youtube da Espanha.
No Brasil, a possível traição do ator global José Loreto provocou turbulência semelhante. Divulgado inicialmente como um caso com uma colega de elenco —algo nunca comprovado ou com qualquer indício público— resvalou para uma trama fora da novela. No roteiro da vida real, até uma conta de Instagram apócrifa foi criada para vazar supostos segredos de atores, Loreto incluso, que envolveriam relações extraconjugais no bastidor da emissora Globo, e sexo com múltiplos parceiros na ilha de Fernando de Noronha —a conta, que em poucas horas ganhou mais de 400.000 seguidores, conseguiu colocar nos trending topics do Twitter a hashtag Surubão de Noronha.
O jornal popular Meia Hora estampou em sua capa o recado postado no Instagram por Loreto para a mulher, em que dizia que errou, mas que “apesar das evidências” nada tinha acontecido. Mostrando o potencial da polêmica para vender jornais, o veículo estampou na manchete: “José Lorota pede perdão“.

Mas por que casos como estes fascinam tanto?

Poder ver nos outros um comportamento que é lícito, mas socialmente pouco aceitável, nos alarma, nos envergonha, mas também nos atrai”, explica ao ElPaís a psicóloga e sexóloga Silvia Sanz, que considera essencial em sua notoriedade atual a curiosidade doentia gerada pela contemplação das reações humanas perante situações dolorosas. O roteirista de séries Raúl Encinar, um profissional do drama, concorda com o diagnóstico: “A infidelidade é um tema universal, um fenômeno polêmico e mórbido com o qual é fácil atrair nossa atenção. Não por acaso, autores como Woody Allen centram quase a totalidade de suas obras em torno deste aspecto. Testemunhar as reações desses casais nos provoca uma curiosidade mórbida. Vivemos a traição, mas com uma segurança controlada, com o alívio de que é com outro casal que está acontecendo. Disso se alimenta a ficção: do drama e da identificação”.
Exponiendo Infieles é parte do Badabun, um canal mexicano do YouTube que no último ano se tornou o segundo com mais seguidores em idioma espanhol (36 milhões, e subindo). Conta com outras produções que atraem milhões de usuários, como La Mansión del Influencer e Atrapando Infieles, embrião (ainda mais) passivo-agressivo do sucesso atual.
A repercussão do programa entre os mais jovens é, para muitos, uma evidência de que as novas gerações seguem comportamentos e preconceitos tradicionais em suas relações afetivas. “Nas pessoas mais jovens ocorrem duas polaridades, e uma das partes se cinge a esses padrões do amor romântico. Eles têm uma ideia do amor que é mais possessiva e dependente, são gerações mais ciumentas, que acreditam que, como seus parceiros têm mais acesso a conhecer outras pessoas –pela liberdade da comunicação digital–, têm também mais possibilidades de encontrar alguém melhor. Quanto maior liberdade de um, maior o controle do outro”, explica Sanz.
A psicóloga acrescenta que, por mais banal que possa parecer o consumo desse tipo de conteúdo, ele afeta a maneira como os espectadores percebem a realidade, podendo influir de forma negativa no relacionamento. “Fomentando a desconfiança, provocando dúvidas, fazendo pensar que quase todo mundo é infiel…”
Boa parte do debate sobre o programa alude à autenticidade ou não dos fatos relatados. A apresentadora de Exponiendo Infieles, a youtuber e instagramer Lizbeth Rodríguez (com mais de 12 milhões de seguidores entre ambas as plataformas), contou em um vídeo que esses encontros casuais são planejados com antecedência. “Diariamente recebo uma quantidade enorme de mensagens no meu Instagram de pessoas que suspeitam que seu parceiro é infiel e solicitam meu apoio para saber se estão sendo enganados ou não”. Conforme afirma, é ela mesma quem faz a triagem entre centenas de pedidos, através de um questionário que certifica sua idoneidade e viabilidade. Uma vez que a equipe chega à localidade dos escolhidos, entra em contato com a pessoa-gancho para “se encontrarem” num determinado lugar. Antes de o jogo começar, ambos assinam uma autorização de uso de imagem.
Essa mecânica é questionada tanto pelos meios de comunicação quanto pelos seguidores do programa. Depois da estreia de um de seus últimos interrogatórios, protagonizado por um suposto casal de noivos em plena realização das fotos do álbum nupcial, uma usuária descobriu através do Facebook que nem os nomes dos noivos nem a terceira pessoa que acaba com sua relação no vídeo eram reais. “Tudo está roteirizado e funciona com um timing perfeito, nada se deixa ao acaso”, argumenta Encinar, que conclui: “Se entreveem ferramentas clássicas da narrativa: as pistas semeadas e que serão colhidas mais adiante em pleno furor detetivesco, a escalada de tensão para o clímax, a inversão das expectativas, um ritmo contínuo de revelações, música dramática… Que o mecanismo pareça natural depende do espectador e de se aceitar, ou não, o pacto de suspensão da descrença que toda ficção nos propõe”.
Fraude ou pré-congelado, o que fica evidente a julgar pelo imparável crescimento do número de visualizações no Badabun é que, até agora, milhões de usuários decidiram assinar esse pacto, ávidos, como reitera Silvia Sanz, pela “curiosidade que o proibido gera”. O novelão mexicano 2.0 pode continuar governando as telas dos nossos celulares sem linhas vermelhas nem cordões sanitários. Fake lovers em tempo de fake news.
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Posted: 01 Mar 2019 11:53 AM PST
Sergio Moro despreparado suceder Celso de Mello STF Ministro
Sérgio Fernando Moro e Ministro Dias Toffoli (Imagem: Marcello Casal Jr | ABr)
Marcelo Auler, em seu blog
A História revelará um dia o “acerto” que o então juiz Sérgio Moro, que se apresentava como exemplo de coerência, terá feito com o então candidato Jair Bolsonaro, ao abandonar a magistratura para assumir o ministério da Justiça.
Somente o tempo confirmará a versão de que o magistrado de primeira instância, ao se incorporar a um presidente nitidamente despreparado, intolerante e faccioso, pretendeu pular etapas para chegar rapidamente a um cargo vitalício na mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal (STF).
A se confirmar tal “acerto”, a Moro está reservada a cadeira do ministro Celso de Mello. Será o primeiro a se aposentar compulsoriamente, aos 75 anos, em novembro de 2020, após 31 anos na corte (ingressou em agosto de 1989). Três décadas em que, independentemente de posições assumidas, construiu carreira digna e coerente, que lhe garante hoje a reputação que desfruta.
Em apenas dois meses de governo, Moro já conseguiu marcar sua nítida diferença de conduta com aquele que supostamente deseja substituir. Afinal, dignidade e reputação se conquistam ao longo de toda uma vida. Celso de Mello, conservador ou não, conquistou-as. Fale-se dele o que se quiser, menos que lhe falta coerência, algo fundamental para atingir a dignidade, a reputação e o respeito.
Coerência que Moro começou a atropelar ao aceitar um convite de um ainda candidato que ele indubitavelmente ajudava a vencer ao prender seu principal concorrente, através de uma sentença totalmente questionável.
Como ministro da Justiça, em apenas 60 dias, acumulou fatos que demonstram sua despreocupação com a reputação que conquistara entre os seus, atropelando a coerência que se exige daqueles que se apresentam como vestais da moralidade.
Ocorreu com a liberação das quatro armas por residência, que ele antes defendia serem no máximo duas.
Repetiu-se no dito “perdão” ao colega de ministério, Ônyx Lorenzoni, por duas vezes flagrado recorrendo ao Caixa-2.
Voltou a acontecer no seu silêncio diante das provas de movimentações financeiras atípicas em torno do primogênito do presidente, o hoje senador Flávio Bolsonaro.
Silenciou-se ainda ao surgir o “laranjal” que abasteceu as campanhas dos partidários de Bolsonaro, incluindo novamente um colega de ministério, Marcelo Álvaro Antônio, do Turismo.
Como se não bastasse, desmentiu a si mesmo ao se deixar pressionar e retirar do seu projeto de lei a criminalização do “Caixa 2 nas campanhas, bandeira que sempre empunhou ao lidar com os adversários dos seus hoje aliados.
Surge agora o “desconvite” feito na quinta-feira (28/02), à cientista política Ilona Szabó, 24 horas depois de tê-la chamado para compor o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Ao anunciar a decisão – imposição que os jornais dizem ter lhe sido feita por Bolsonaro -, Moro, como se buscasse uma espécie de remissão, reafirmou publicamente os “relevantes conhecimentos da nomeada na área de segurança pública” que justificaram o convite feito. Sequer escondeu ter cedido à “repercussão negativa em alguns segmentos”. Entenda-se, os bolsonaristas da extrema direita e das redes sociais.
Com esta demissão (ou “desconvite”) o suposto guardião moral da República de Curitiba novamente deixou de lado qualquer preocupação com a coerência. Sinalizou claramente que os interesses políticos do grupo ao que se aliou superam a dita preocupação com o futuro do país. Ao mesmo tempo demonstrou que na pasta que comanda, a competência não é o fator primordial. Aderiu ao chamado pensamento único, que não admite, sequer em um conselho, portanto, um colegiado, pessoas com ideias e propostas divergentes.
Definitivamente chancelou a diferença da sua conduta com a do decano do Supremo que, segundo consta, almejaria substituir. Sua atitude nesta quinta-feira rendendo-se às pressões sofridas pela matilha, selou de vez a distância que o separa de uma carreira onde sobressaia a dignidade.
Em posição diametralmente oposta, Mello, na quarta-feira, 20 de fevereiro, ao proferir o já histórico voto a favor da criminalização da homofobia (Homofobia, STF, Bolsonaro, Congresso. E o Lula?), demonstrou seu desprezo ao aplauso fácil em nome da coerência em posicionar-se a favor das minorias. Acentuou, inclusive, ter consciência de que remava contra a maré. Por isso admitiu que seria “inevitavelmente incluído no índex, mantido pelos cultores da intolerância.”
Apesar dessa “convicção”, não abriu mão de seus princípios e posicionamentos, como tem feito o ministro da Justiça. Ao contrário, fez questão de criticar/denunciar aqueles de “mentes sombrias, que rejeitam o pensamento crítico, que repudiam o direito ao dissenso, que ignoram o sentido democrático da alteridade e do pluralismo de ideias, que se apresentam como corifeus e epígonos de sectárias doutrinas fundamentalistas, desconhecem a importância do convívio harmonioso e respeitoso entre visões de mundo antagônicas“.
Exatamente os mesmos que compõem a “matilha” à qual Moro cedeu, nesta quinta-feira. Atitude com a qual demonstrou a sua falta de coragem em manter-se coerente a seus posicionamentos e pensamentos. Exatamente uma das exigências para se conquistar a reputação como a que o decano do STF desfruta.
Gesto suficiente para, em uma sociedade ética, afastá-lo de vez do cargo que almeja. Afinal, demonstrou lhe faltar estofo para substituir o atual ocupante daquela cadeira no plenário do Supremo.
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Posted: 01 Mar 2019 11:00 AM PST
lula morte de arthur
Lula e Arthur (reprodução/facebook)
Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, morreu no início da tarde desta sexta-feira.
O Hospital Bartira, do grupo D’Or, em Santo André (SP), informou que a criança foi diagnosticada com meningite meningocócica e não resistiu, devido ao agravamento do quadro infeccioso.
Arthur era filho Marlene Araújo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva, filho da ex-primeira-dama Marisa Letícia (que faleceu em fevereiro de 2017) e do ex-presidente Lula, preso desde abril de 2018 na carceragem da sede da Polícia Federal em Curitiba (PR).
A meningite meningocócica é uma infecção causada pela bactéria Neisseria meningitidis. Esta bactéria pode causar inflamação nas membranas que revestem o sistema nervoso central e infecção generalizada.
A defesa do ex-presidente pediu que a Justiça autorize a saída dele para o enterro do neto. O pedido foi protocolado na 12ª Vara Criminal Federal de Curitiba. Especialistas em Direito Constitucional e Penal afirmam que o ex-presidente tem direito de sair da prisão para se despedir do neto.

O Globo

O jornalista Renato Rovai escreveu, em seu blog, que o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, soube da morte de Arthur antes mesmo de alguns familiares.
“Os [familiares] que não estavam no hospital souberam da morte de Arthur a partir do vazamento da notícia, quase que certamente, por parte de algum médico ou funcionário do grupo D´Or”, publicou Rovai.
Confira trechos da publicação:
Uma morte é sempre um pouco uma tragédia em nossa sociedade. Não somos preparados para lidar com ela. A morte de uma criança nessas condições é algo dilacerante.
O menino Arthur morreu às 12h11. Seus familiares mais próximos eram os que estava no hospital e ficaram sabendo praticamente ao mesmo tempo que o jornalista de O Globo, Ancelmo Góis, que postou a nota informando do acontecido às 12h20. Ou seja, o jornalista apurou e escreveu a nota em nove minutos.
Os familiares que não estavam no hospital souberam da morte de Arthur a partir do vazamento da notícia, quase que certamente, por parte de algum médico ou funcionário do grupo D´Or.
A mesma coisa ocorreu com Dona Marisa. Médicos e funcionários do Sírio Libanês vazaram inclusive imagens de exames realizados na paciente. Tudo porque ela era esposa de Lula. Agora fizeram o mesmo com a morte de uma criança de sete anos.
Isso não tem nada a ver com a notícia, mas faz parte da tragédia. Quando em audiência Lula pediu a Moro que devolvesse ao menos o Ipad do seu neto que tinha sido apreendido pela Polícia Federal, era o Ipad de Arthur.
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Posted: 01 Mar 2019 10:55 AM PST
Homem espancado segurar a porta do metrô em SP ViaQuatro
Imagem: Reprodução
John Silva, Ponte
Dois seguranças agrediram um homem que segurou a porta de um metrô na Linha-4 Amarela, na cidade de São Paulo, no domingo (24/2), dia do pré-carnaval na capital paulista. A vítima levou golpes de cassetete na cabeça e precisou de atendimento médico, enquanto a ViaQuatro afirma ter demitido os dois funcionários envolvidos nas agressões.
Tiago Augusto Godoi, de 30 anos, participou com amigos de bloquinhos carvanalescos que aconteceram na zona oeste de São Paulo. Ele retornava para casa na estação Fradique Coutinho quando foi agredido. Ao tentar segurar a porta da composição para um amigo entrar no mesmo trem, os agentes o alertaram verbalmente e, antes de qualquer reação, um deles deu dois golpes de cassetete em sua cabeça.
Eu lembro de eu ter pedindo para ele ter calma e ele vindo para cima. Não lembro se tive alguma reação de empurrar o segurança, algo do tipo. E aí ele procedeu com as pauladas”, conta Tiago, em conversa com a Ponte. Ele registrou B.O. (Boletim de Ocorrência) de lesão corporal no 6º DP. O espaço para o autor está como desconhecido, pois não foi possível identificar o segurança no depoimento ao delegado.
Um amigo que passou todo o domingo de pré-carnaval com Tiago relata que subiu até as catracas e pediu ajuda aos funcionários depois que seu amigo estava caído e sangrando por conta das cacetadas. “Ninguém quis ajudar até que outra pessoa do nosso grupo começou a filmar e chamou a polícia. Não teve nenhum socorrista ali para ajudar e a ambulância demorou muito”, conta.
Com a gravação de celular acontecendo, funcionários da estação então ajudaram o grupo e levaram o ferido para o lado de fora da estação em uma cadeira de rodas até a chegada do socorro. Foram necessários três pontos para conter o ferimento na região da testa, causado pelas agressões. Um dos vídeos mostra Tiago ensanguentado no chão e sem nenhum segurança ou funcionário da estação prestando socorro.
A vítima conta que sentiu impotência com o ocorrido. “Fiquei sem entender porque ele [segurança] tomava aquela atitude. Eu só conseguia pedir socorro, mas eu lembro que ele insistia em querer me bater mais”, conta Tiago. “E eu não conseguia entender porquê tanto ódio, o que eu tinha feito pra merecer aquilo… Foi horrível”.
Questionada pela reportagem sobre a ação violenta de seus funcionários, a ViaQuatro informou em nota que “desligou os colaboradores” pois “seus comportamentos contrariaram as normas de conduta da empresa”.
A empresa, que administra a Linha-4 por meio de concessão válida por 30 anos (prazo se encerra em novembro de 2036, segundo o site da ViaQuatro), ainda afirma que “repudia qualquer tipo agressão e que orienta os funcionários a agir com respeito seguindo os padrões de atendimento”, garante.
Veja registros:
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Posted: 01 Mar 2019 10:22 AM PST
Lula velório neto Arthur
Lula e o neto Arthur (reprodução)
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou que ele seja liberado da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba (PR), para participar do velório do neto Arthur.
Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos de idade, faleceu nesta sexta-feira (1) vítima de meningite meningocócica.
Os pais de Arthur são Marlene Araujo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente e da ex-primeira-dama Marisa Letícia.
Segundo informações do Estadão, a Polícia Federal foi informada da morte de Arthur e já trabalha com a possibilidade da defesa do ex-presidente obter o direito de Lula ir ao velório.
Em janeiro, no entanto, a juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena do ex-presidente, negou o pedido dele para ir ao sepultamento do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá.
Na ocasião, a juíza justificou sua decisão afirmando que estava atendendo a um pedido da próprio Polícia Federal. A PF havia informado que não dispunha de meios para garantir a saída de Lula da prisão em segurança.
A defesa de Lula teve de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o direito, mas a decisão só saiu quando o corpo de Vavá estava sendo enterrado.
O ministro Dias Toffoli permitiu apenas que Lula se encontrasse com familiares em uma unidade militar, mas o ex-presidente optou por não deixar a superintendência da PF.

Lula poderá enterrar o neto?

Especialistas em Direito Constitucional e Penal afirmam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, tem direito de sair para ir ao velório do neto.
“Lula é condenado por crime não hediondo e até o projeto anticrime de Sergio Moro autoriza que o preso possa se despedir de um familiar morto”, afirma João Paulo Martinelli, criminalista e professor de direito penal da Escola de Direito do Brasil (EDB).
Para Martinelli, a justificativa usada pela Polícia Federal na época da morte de Vavá estava desprovida de sentido lógico e legal, já que é função do Estado fornecer a segurança adequada para conduzir o preso ao funeral e durante sua permanência.
Na opinião do advogado Daniel Gerber, professor de Direito Penal e Processual Penal, trata-se de uma questão de humanidade, que neste caso, supera qualquer regra.
“Aquela liminar dada, anteriormente, pelo Toffoli, presidente do STF, naqueles termos, sem dúvida, se incorpora no pedido do ex-presidente para este momento”, diz Gerber. “Justiça sem humanidade é tirania”, completa.
“Aquela vez da morte do irmão, argumentaram que seria um transtorno pois teriam que convocar recursos humanos e materiais para garantir a segurança. Agora penso que não há ó que argumentar. As autoridades terão que tomar as providências necessárias para o transporte e segurança de Lula”, afirma constitucionalista Vera Chemim, consultora do NWADV.
“O Estado deve dar condições de que o ex-presidente Lula possa participar dos funerais de seu neto”, afirma o criminalista Marcelo Leal, que é professor de Direito Penal.
“O indeferimento é perigoso precedente que pode fazer letra morta da lei para outros presos de menor notoriedade. A morte e o luto é um acontecimento social e antropológico que de ser respeitado como direito natural, independentemente de sua positivação no ordenamento jurídico”, conclui Marcelo.
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Posted: 01 Mar 2019 10:21 AM PST
Rússia e China vetam proposta dos EUA Venezuela
Conselho de Segurança da ONU (Imagem: AFP)
Sandro Pozzi, ElPaís
A solução para a crise na Venezuela não chegará pela via das Nações Unidas depois do enfrentamento encenado nesta quinta-feira pelas grandes potências mundiais no Conselho de Segurança da ONU. Os Estados Unidos viram como a Rússia bloqueou, juntamente com a China, a resolução que exigia que o regime de Nicolás Maduro permitisse a entrada da ajuda humanitária e reclamava a convocação imediata de eleições. Logo depois, as principais potências ocidentais rejeitaram a contramoção russa, que exortava a comunidade internacional a se comprometer a respeitar a soberania venezuelana.
Foi a terceira vez em um mês que o órgão que cuida da paz e da segurança mundial debateu a situação na Venezuela. Washington, que junto com cinquenta países apoia o líder da oposição Juan Guaidó como presidente interino, recebeu os nove votos necessários para que seu esboço de proposta fosse aprovado. Mas a Rússia e a China, que apoiam Maduro, recorreram ao seu poder de veto dentro do Conselho de Segurança.
O texto norte-americano apontava Maduro como o único responsável pelo colapso econômico do país sul-americano. E, para evitar que a situação se degradasse ainda mais, sugeria duas coisas: que se permitisse a “entrada sem obstáculos” da ajuda humanitária para dar assistência aos mais necessitados e que fossem convocadas “eleições livres, justas e credíveis” com a presença de observadores internacionais. Pedia também ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que negociasse um acordo para a realização de novas eleições e pedia apoio à “restauração pacífica da democracia e do Estado de direito”. Por último, ressaltava a importância de garantir a segurança dos deputados e membros da oposição, embora evitasse manifestar total apoio à Assembleia Nacional.
O embaixador russo, Vasily Nebenzya, afirmou que “o mais importante é que os venezuelanos resolvam os problemas sozinhos”. Se a resolução dos EUA tivesse sido adotada, acrescentou o representante do Kremlin, “teria sido a primeira vez que o Conselho ignorava o presidente de um país e nomeava outro”. A única coisa que a Casa Branca deseja, acrescentou, é que haja uma mudança de Governo na Venezuela, com a desculpa da intervenção humanitária.
O projeto de resolução de Moscou era muito diferente. Não mencionava sequer uma vez a situação humanitária e estava centrado em destacar a preocupação com as “tentativas de intervenção em assuntos internos”, bem como “as ameaças de uso da força”. A esse respeito, a Rússia pedia uma “solução política” e “pacífica” da crise. E ressaltou que Maduro — seu aliado na Venezuela — é o único que tem autoridade para solicitar a assistência.
O embaixador francês François Delattre, que votou contra a resolução russa, insistiu que a “crise política requer uma resposta política”. “É importante promover uma solução pacífica e evitar o uso da força, bem como qualquer forma de violência”, disse. Paris deu nesta quinta-feira seu apoio à iniciativa norte-americana porque considera que o texto não representa uma base legal para o uso da força ou uma tentativa de minar a soberania. O esboço apresentado pela Rússia, acrescentou Delattre, não refletia a realidade que o país atravessa e também não oferecia uma solução. “Cria a ilusão de uma Venezuela pacífica. E ninguém pode negar a crise humanitária e as consequências para a região”.
Por seu lado, a representante britânica Karen Pierce insistiu que a situação é “extremamente triste” e que o correto é que o Conselho de Segurança a aborde. “Não é nenhum segredo que não estamos unidos e é decepcionante”, admitiu a embaixadora do Reino Unido — um país que se alinhou nesta quinta-feira — “mas não se pode maltratar as pessoas com impunidade”. Pierce não acredita que essa ruptura coloque a ONU em um beco sem saída. “Temos de continuar tentando que a ajuda chegue e se consiga uma solução democrática” para a crise. “É uma grande esperança, os venezuelanos não merecem menos.”
O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, já disse na terça-feira que os EUA e seus aliados tentam usar a crise humanitária como pretexto para intervir militarmente em seu país e culpou as sanções pela situação de penúria em seu país. O enviado norte-americano para a Venezuela, Elliott Abrams, voltou a dizer que “a solução para a miséria e a tirania” do regime de Maduro é convocar eleições.
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Posted: 01 Mar 2019 09:53 AM PST
Mike Pence eua critica Juan Guaidó venezuela
Mike Pence e Juan Guaidó (Imagem: Luisa Gonzalez | Reuters)
O vice-presidente dos Estados Unidos (EUA) Mike Pence criticou o autoproclamado “presidente interino” venezuelano, Juan Guaidó, pela tentativa fracassada de inserção da chamada “ajuda humanitária” na Venezuela e por sua incapacidade de fazer com que os militares abandonassem as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB).
Essa situação aconteceu no âmbito da cúpula regional realizada em Bogotá, capital da Colômbia, onde Pence aproveitou a oportunidade para exigir de Guaidó pela continuidade da adesão que o corpo militar mantém em apoio à soberania venezuelana e contra a planos intervencionistas dos Estados Unidos.
As informações sobre a denúncia do governo Donald Trump foram publicadas pelo portal de notícias argentino La Política Online.
Da mesma forma, a mídia informou que o opositor venezuelano havia feito falsas promessas às autoridades americanas sobre o apoio supostamente majoritário que ele receberia dos líderes mundiais, algo que não aconteceu.
Por outro lado, fontes próximas à reunião realizada na capital colombiana afirmaram que houve recriminações pela “a atitude descompromissada dos milionários venezuelanos vivendo no exterior“, que não forneceram o financiamento esperado para subornos e outros pagamentos no meio da operação do golpe.
Pence liderou uma campanha de desestabilização em território venezuelano, tentando inserir uma suposta ajuda humanitária na país, apesar do fato de que nem as Nações Unidas nem a Cruz Vermelha apoiaram este trabalho que consideravam político.
O governo bolivariano lançou uma feroz campanha diplomática para denunciar a tentativa de agressão militar dos Estados Unidos e o papel que a extrema-direita venezuelana desempenhou para esse fim.
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20/9 - Documento que revela submundo do poder de Aécio em MG desapareceu no STF

FONTE: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/documento-que-revela-submundo-do-poder-de-aecio-em-mg-desapareceu-no-stf-diz-advogado-por-jo...