30/3 - Pragmatismo Político DE 29/3

Pragmatismo Político


Posted: 29 Mar 2019 11:04 AM PDT
simone quaresma vara crianças
Simone Quaresma (reprodução/facebook)
Vídeos da educadora Simone Gaspar Quaresma estão sendo difundidos nas redes sociais e em grupos de WhatsApp nas últimas semanas. A reação ao conteúdo tem se espalhado na mesma proporção.
Simone é educadora e palestrante. Em um dos seus vídeos mais famosos, ela responde a uma pergunta que teria sido feita por uma mãe: “Com que idade posso começar a usar vara?”
A educadora inicia: “Se você tá falando com um bebê com menos de 1 ano de idade, às vezes, você precisa só dar uma chacoalhadinha nele, um tapinha na mão, na coxinha dele, pra que ele acorde”, orienta ela.
“Mas com o passar do tempo, ele vai começar a entender. E quando você perceber que ele está entendendo, a coisa tem que ser mais incisiva, e largar esses ‘sustinhos’ pela vara mesmo”, afirma Simone.
Ao se depararem com as orientações de Simone, mães e pais ficaram incrédulos. “A criança é reflexo dos adultos. Se ela é agredida, ela entenderá que pode agredir também”, declarou a jornalista e mãe Luciana Santos. “Vi esses vídeos e fiquei enjoada, cheguei a chorar. Não tem cabimento”, declarou outra mãe que assistiu ao conteúdo.
“Eu voltava e assistia de novo porque achei que tinha entendido errado. Eu não sabia que isso existia no Brasil”, revelou Paula Chohfi em entrevista à revista Crescer.
Paula diz que recebeu o vídeo através de um grupo de WhatsApp. Ela decidiu denunciar Simone, mas acabou ameaçada e recebeu centenas de mensagens de ódio.
“Como eu tenho uma rede social com um número expressivo de mães, compartilhei e pedi que elas denunciassem essa mulher. A partir do momento em que se compartilha ensinamentos em uma rede social pública, incitando a violência doméstica, isso se torna uma ofensa à lei e à integridade física das crianças”.
“Depois de criticá-la, recebi ameaças à minha família, a meu filho… Isso me chocou muito. Os vídeos continuam salvos no perfil dela, mas ela bloqueou o acesso após as denúncias”, desabafa Paula.
Confira a transcrição de trechos do que Simone Quaresma fala em seus vídeos:
Sobre a vara. “Não, a aplicação da vara não depende do temperamento da criança. A criança pode ter o temperamento que ela quiser, o uso da vara é mandamento bíblico pra toda e qualquer idade, pra todo e qualquer temperamento. O objetivo é fazer com que doa […]”
Disciplinar em público. “Em primeiro lugar, a gente precisa ter cuidado com isso, porque, sabe como é, hoje em dia os pais não têm direitos mais. Mas não tem como você criar filhos da maneira como você acha, como você quer, tem que ser como a bíblia manda.”
Em outro vídeo, Simone ainda recomenda que os pais não devem sentir pena de crianças com atrasos cognitivos leves ou deficiência física, e diz que eles devem orientar as crianças a não comentarem com outros adultos os castigos físicos que sofrem dentro de casa. A educadora ainda sugere que os pais agridam seus filhos sem deixar marcas.

Militante

Simone é militante bolsonarista nas redes sociais (imagem: facebook/reprodução)
Simone Quaresma também usa as redes sociais para exercer militância política. Defensora de Jair Bolsonaro (PSL), em diversas publicações a educadora critica pessoas de “esquerda” e repete jargões como “a nossa bandeira jamais será vermelha” e “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.
Sobre os vídeos em que recomenda que pais usem de práticas de sadismo contra seus filhos, Simone diz que apenas está seguindo os “ensinamentos bíblicos”.
“Parte da criação dos filhos é impor limites. A forma como escolhi fazer isso é de acordo com os preceitos bíblicos em que acredito, utilizando os meios citados nas Escrituras. A ‘vara’ é o termo que a Bíblia Sagrada utiliza para se referir ao modo como os filhos devem ser disciplinados (‘Aquele que poupa a vara, aborrece a seu filho; mas quem o ama, diligentemente o corrige’, Provérbios 13.24)”, defende-se a educadora.

Crime

Segundo o advogado Ricardo Cabezón, os vídeos de Simone Quaresma constituem crime. “Podemos enquadrar a conduta como incitação ao crime de maus tratos, por representar excesso no exercício dos poderes que os pais possuem de correção junto aos seus filhos; ou mesmo crime de tortura, quando faz clara alusão à advertência física em bebês. Nesse caso, a pena de reclusão pode variar de dois a oito anos”, diz o especialista em direito da criança.
“Além disso, importante destacar que a protagonista do vídeo alerta para não deixar marcas, ou seja, meios de dificultar a ação do Estado na responsabilização da conduta ilícita, o que torna ainda mais execrável sua postura e caracterizadora de agravante”, acrescenta o advogado.
Desde 2014, qualquer ação punitiva ou disciplinar com emprego de força física que resulte em sofrimento físico ou lesão a uma criança ou adolescente é considerada crime, de acordo com a Lei da Palmada.
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Posted: 29 Mar 2019 10:08 AM PDT
Pobreza Argentina Maurício Macri crescimento recorde
Maurício Macri homenageado no Brasil (Imagem: Arthur Max | MRE)
A inflação elevada e a recessão econômica na Argentina elevaram o índice de pobreza urbana do país para 32% no segundo semestre de 2018, uma alta de 4,7 pontos percentuais ante a primeira metade do ano, mostraram dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) nesta quinta-feira (28/03).
Trata-se do número mais alto desde a crise econômica de 2001.
Na comparação com o segundo semestre de 2017, a pobreza urbana cresceu 6,3 pontos percentuais no país. São 8,9 milhões de argentinos vivendo nessa situação.
Além disso, 6,7% da população, ou 1,8 milhão de pessoas, vive abaixo do nível de indigência, um crescimento de 1,8 ponto percentual ante o semestre anterior.
São números que “doem“, admitiu o governo argentino. “A pobreza dói, claramente. Hoje é um dia triste, como foi ontem, como foi um ano atrás, porque lamentavelmente a pobreza é alta na Argentina há muitos anos“, disse a ministra de Desenvolvimento Social, Carolina Stanley.
Stanley afirmou que o governo do presidente Mauricio Macri, que chegou à Presidência no fim de 2015 com promessas de “pobreza zero“, trabalha “todos os dias para reverter essa situação” com ações focadas em dar “dignidade” a “cada uma das pessoas e cada uma das famílias que vivem assim“.
Um grupo de sindicalistas se manifestou às portas do Indec para protestar contra a política econômica de Macri e distribuiu 500 quilos de pão de graça, rejeitando simbolicamente o aumento da pobreza.
O empobrecimento da população coincide com a aceleração da inflação, que encarece a cesta básica e serviços utilizados para medir a linha de indigência e pobreza. O índice de preços ao consumidor acumulou alta de 47,6% na Argentina no ano passado, maior avanço em 27 anos, diante de uma queda de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Para calcular as cifras, o Indec leva em consideração o nível de vida nos 31 centros urbanos mais povoados do país, o que abrange 27,8 milhões de pessoas. A Argentina tem mais de 40 milhões de habitantes.
O relatório publicado nesta quinta é o sexto sobre pobreza realizado pelo Indec desde que Macri chegou ao poder. Além disso, esta é a segunda vez nos últimos três anos que o instituto registra uma alta no índice de pobreza.
Apesar disso, Macri, que pode disputar a reeleição em outubro, assegurou na quarta-feira à mídia local que o governo “está no caminho correto“.
Sou o primeiro a saber que todos tiveram que ajustar seu orçamento, que custa mais chegar ao fim do mês, mas este é o caminho da construção sobre bases sólidas“, disse.
Para encarar a crise econômica, Macri fez um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para um empréstimo de 57 bilhões de dólares e se comprometeu a realizar um ajuste que permita ao país encerrar o ano em equilíbrio fiscal.
Deutsche Welle
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Posted: 29 Mar 2019 09:43 AM PDT
Alice Caymmi nana desabafo
Alice Caymmi (reprodução/facebook)
A cantora Nana Caymmi atacou a sobrinha Alice Caymmi em uma entrevista publicada pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (27).
Na entrevista, Nana diz que a sobrinha tem uma ótima voz, mas fala dela com ares de tristeza e decepção. “Eu tinha muita esperança de que ela fosse para o meu caminho. Achei que Alice ia dar mel, mas não deu”, disse.
Na mesma entrevista, a famosa intérprete da MPB defendeu o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e afirmou que Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso “chupam o pau” de Lula. A maneira como Nana falou do filho acamado também causou polêmica (veja aqui).
Depois das críticas da tia, Alice Caymmi publicou um desabafo no Facebook. Ela inicia afirmando que sempre foi questionada sobre o que significava ser da família Caymmi e se havia um peso nisso.
Leia a íntegra do desabafo:
Durante aproximadamente dez anos de carreira me foi perguntado o que significa fazer parte da minha família de sangue. Falava-se em um peso, uma carga. Cantar não é nem nunca foi um peso pra mim, cantar me liberta.
Porém a que custo consegui chegar até aqui? A custo de muita rejeição e por vezes violência, violência essa que perdura e se estende até a quem não tem nada a ver com isso.
Nunca pedi aprovação de ninguém, nunca pedi ajuda, nunca pedi um real, mas decido exigir respeito. Não concordo em nenhuma instância com o que pessoas que compartilham meu sangue pensam e fazem.
É muito difícil ser coerente com um coro grego tragicômico atrás. Uma espécie de neurose woodyana. Decidi a partir do dia de hoje, não esconder o que tanto me machucou.
Felizmente isso não se estende também a minha família mais próxima, meu pai e minha mãe. Aqueles que tanto queriam que eu nascesse apesar de outros não.
Eu sigo sempre viva e forte quer queiram quer não. Quem precisou de mim, sabe que eu estava lá. Quem conheceu Dorival, sabe a neta que sou e que sempre fui. Kawô Cabiecilê.

Repercussão

O desabafo de Alice repercutiu nas redes sociais. Confira algumas reações:
— Supere, Alice. Há pessoas que envelhecem saudáveis; outras envelhecem Nana.
— Eu lembro da primeira vez que vi você cantando. Foi um especial ao Dorival e você estava cantando ‘Nem eu’. A primeira coisa que me veio à cabeça é que a sua importação vocal era idêntica a da sua tia. E sua postura no palco também. Pensei: Pra que imitar a tia se pode seguir um caminho próprio? Muitas coisas na cabeça. Então, anos depois vi você Senhora dos Raios. Indo contra a maré do que seria esperado que você seguisse. Vi a sua carreira toda sendo trilhada sozinha, com a sua personalidade, enfrentando críticas de peito aberto e tentando evoluir. Eu me vejo muito em você porque venho de uma família com os mesmos moldes e sei como é duro querer e ser ao contrário. Ser mulher. De manter firme levando tudo isso. Te admiro muito e sei que essas ferpas expostas tão equivocadamente à seu respeito hoje, não vão fazer nada além de te fortalecer. Parabéns pelo trabalho, pela carreira e pela força.
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Posted: 29 Mar 2019 09:27 AM PDT
Deputado bolsonarista exames toxicológicos universidades públicas
Gil Diniz, deputado estadual pelo PSL (Imagem: ALSP)
Exigir exames toxicológicos dos estudantes de universidades públicas de São Paulo para matrícula e manutenção em cursos de ensino superior. Esta é a intenção de um projeto de lei apresentado nesta terça, 26, pelo deputado estadual Gil Diniz (PSL-SP). A ideia, segundo o parlamentar, é ‘combater a cultura de uso de drogas nas universidades’.
O projeto de Diniz, que se autointitula ‘Carteiro Reaça’ nas redes, determina que, para realizar a matrícula, os alunos apresentem os seguintes documentos: comprovante de coleta de exame toxicológico, laudo com resultado do exame, documento emitido por médico credenciado confirmando o recebimento do resultado e mencionando a data em que foi coletado.
A exigência valeria para instituições públicas do Estado como a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Muitos jovens têm sua primeira experiência com drogas dentro da própria universidade, inclusive pelo fato de não ter controle policial dentro do campus, o que facilita até mesmo a venda e distribuição de drogas”, justifica Diniz, que ainda propõe a realização de programas de prevenção durante o ano letivo. A nível escolar, os governos estaduais já realizam ações como o Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROERD).
Secretário executivo da Plataforma Brasileira de Política de Drogas, Cristiano Maronna acredita que a medida pode ser ineficiente para identificar alunos que realmente tenham problemas com substâncias ilícitas.
Para o especialista, os exames toxicológicos podem detectar “falsos positivos”, ou seja, aqueles estudantes que têm algum tipo de envolvimento com drogas (legais ou ilegais), mas que não têm problemas decorrentes do uso. “Evidências mostram que a existência deste tipo de testes nem sempre é efetiva para impedir o uso e ainda podem estigmatizar o aluno”, afirma.

Custos e dados

No texto do projeto, Diniz especifica que “os custos das atividades preventivas serão das universidades”. No entanto, o texto ressalta que segundo a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), a cada dólar investido em prevenção, há uma economia de até 10 dólares em tratamentos por abuso de álcool ou outra substância.
O estudante de universidade pública tem os seus estudos pagos pela sociedade, e o abandono do curso em decorrência do uso de drogas representa um investimento desperdiçado”, acredita o parlamentar.
Já Maronna avalia que os gastos com este tipo de exame e com os programas de prevenção podem ser altos. “As universidades têm outras questões mais importantes a resolver no âmbito da própria educação como pagar salário melhores aos professores, comprar equipamentos e investir em tecnologias de pesquisa, do que se preocupar com um problema que está no campo da saúde pública.”
Na última década, o SENAD realizou apenas um levantamento sobre o uso de drogas no meio universitário, em 2010, e constatou que o álcool era a substância mais utilizadas por pessoas nesta faixa de escolaridade: 72% dos entrevistados tinham consumido nos últimos 12 meses. Além disso, 36% afirmaram ter consumido drogas ilícitas, sendo maconha a mais frequente delas.

Tramitação

Diniz apresentou o projeto no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo nesta terça-feira, 26. A proposição será encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça, que verificará sua constitucionalidade, e depois seguirá para uma Comissão temática.
O PL pode avançar, então, para duas votações no plenário. É na primeira delas que os deputados podem fazer emendas ao projeto e se houver alterações, o texto volta para a CCJ. Se for rejeitada na segunda votação, a proposta é arquivada; se aprovada nos dois turnos, é convertida em texto e enviada para sanção ou veto do governador.

O deputado

Autointitulado nas redes sociais como como ‘Carteiro Reaça’, Gil Diniz foi o quinto deputado estadual mais votado em São Paulo na eleição do ano passado, com 214.037 votos. Ficou atrás apenas de Janaína Paschoal (PSL), Arthur Mamãe Falei (DEM), Carlos Giannazi (PSOL) e Coronel Telhada (PP). No último dia 15, tomou posse para seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo.
O deputado Gil Diniz (PSL) ressaltou que os alunos podem pedir uma contraprova e que será uma relação “sigilosa”, que só diz respeito ao aluno e à universidade.
Não é algo que será publicizado do tipo: ‘este aluno não entrou na faculdade porque usou maconha, cheirou cocaína ou usou crack’. Não será assim. Não vai sair no Diário Oficial que o aluno usa drogas. O pedido de matrícula será apenas indefinido”, afirma.
João Abel, Agência Estado
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Posted: 29 Mar 2019 08:53 AM PDT
paulista jurava salvador baiana negros afrodescendente preconceito
Nayara Khaly (Reprodução Facebook)
Nayara Khaly Silva Sanfo*, Geledés
Vou contar um segredo para vocês: por incrível que pareça, existem negros retintos no Brasil. Parece louco, não é? E mais louco que isso, eles estão presentes em todo Brasil.
Obviamente, o estado da Bahia possui a maior concentração de negros do país – com cerca de 80% de sua população autodeclarada afrodescendente – mas, isso não te exime de ignorar toda a pluralidade de vivências negras presentes em nosso território.
Se você já assistiu uma aula de História Brasileira – que tenha sido minimamente coerente ao tratar de nossa formação étnico-racial – você sabe que a população originária, do que viria a se chamar Brasil, é indígena.
Portanto, a existência de brasileiros pretos, brancos, de origem asiática ou mestiços é resultado de diversos processos migratórios: alguns voluntários e invasivos (como a chegada dos portugueses a nosso território) e outros involuntários e escravistas (como a escravização e desumanização dos negros africanos).
Nesse contexto, se a população originária brasileira não era branca, negra ou asiática, porque é tão surpreendente encontrar pessoas negras retintas espalhadas pelo Brasil, e não tão surpreendente encontrar brancos? Entendam que esse questionamento não é acusatório e sim reflexivo.
Em diversos momentos de minha trajetória como mulher, negra e viajante, pude perceber o desconforto de meus concidadãos brasileiros (poderia ter utilizado “compatriotas” mas não gosto desta palavra) ao descobrir que eu era brasileira.
Este desconforto inicial se tornava um desconforto mútuo a partir do momento em que as pessoas começavam a tentar justificar a descrença inicial de que eu poderia ter nascido no Brasil:
— “É que a gente não vê moreno com esse tom de pele por lá rsrs” (onde eu sou morena, meu amor?)
— “Nossa, mas você é uma negra… negra mesmo, negra de verdade… que linda.. rsrsrs” (o que é uma negra de verdade?)
— “Ah, é que pelo seu sotaque, parece que é gringa.. rsrsr”(que?) ,
— “É que você sabe falar muito bem, é difícil ver negros assim, por aqui” (querid@s, o que mais temos é negro que sabe se expressar, pela palavra, pela música ou pela corporalidade).
De maneira geral, apesar de parecer inofensivo, estes comentários são extremamente prejudiciais àqueles que os ouvem e a nossa sociedade como um todo.
Ao duvidar e questionar a nacionalidade e identidade de grupos minoritários você está contribuindo com o sentimento de não-pertencimento destas pessoas à coletividade que elas fazem parte desde o nascimento.
Além de reiterar a invisibilização político social destes grupos, que implica, por exemplo, no reforço ao apagamento midiático e também na não-formulação de políticas públicas de temas concernentes a estas populações.
O violento processo de miscigenação e embranquecimento no Brasil é um fator importante para a análise da construção de um imaginário social que não enxerga o fenótipo negro como sendo uma presença relevante nos espaços políticos, sociais, intelectuais e de lazer do brasileiro comum.
Entretanto, ele não é justificativa para o apagamento e consequente silenciamento das vivências negras em nosso país.
Será que você não enxerga a identidade negra como componente da identidade nacional porque eles são uma minoria populacional ou porque existe um projeto político intermitente que marginalizou e marginaliza os negros espacialmente, politicamente e culturalmente?
A construção da identidade nacional de um Estado é pautada em múltiplas exclusões de grupos – políticos, étnicos e sociais – historicamente marginalizados.
No Brasil, essa identidade foi formada a partir de um padrão étnico branco, geograficamente ocidental e europeizado.
De modo que, toda nossa diversidade composicional é ora completamente apagada e ora utilizada como mecanismo de projeção política (no âmbito nacional ou internacional).
Muitas pessoas não percebem este apagamento, e naturalizam o fato da cultura indígena e negra serem levadas em consideração somente em festas culturais ou datas simbólicas, como o Carnaval e o dia do índio nas escolas (que por sinal, é um desserviço à causa indígena).
Porém, se você acredita que somos um país que vive em democracia racial, só porque têm várias negras sambando na Sapucaí, uma vez ao ano, e seu filho se “veste” de índio para – ignorantemente – banalizar a cultura das populações autóctones brasileiras, está na hora de rever seus conceitos.
Esqueça o mito da miscigenação como solução para o racismo; para começarmos a reverter o apagamento histórico das chamadas minorias temos que começar a ouvi-las e enxergá-las.
E uma bela forma de fazer isso é começar a reconhecer que 54% da população brasileira é negra e que estas pessoas são diversas: possuímos os mais variados fenótipos e ocupamos espaços de resistência, desde a periferia até cargos de poder.
Apesar de nacionalismo ser uma coisa ultrapassada, cada vez mais, vejo a necessidade de afirmar e autoafirmar minha narrativa: Sou NEGRA, sim! E BRASILEIRA!
*Nayara Khaly Silva Sanfo é graduada em Relações Internacionais pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).
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Posted: 29 Mar 2019 08:42 AM PDT
Ana Hickmann e Jair Bolsonaro
Ana Hickmann e Jair Bolsonaro (Reprodução/Instagram)
A apresentadora Ana Hickmann divulgou na última quarta-feira (27) em seu Instagram uma imagem ao lado de Jair Bolsonaro (PSL) acompanhada da seguinte legenda: “Hoje eu tive a honra de conhecer o meu presidente”.
Ana se surpreendeu com a quantidade de críticas que recebeu após a publicação da foto. As reações negativas podem ser explicadas pelo início confuso do governo Bolsonaro, que tem sido marcado por amadorismo, gafes e demissões. Segundo o Ibope, a popularidade do presidente é a pior de um mandatário brasileiro em início de mandato.
“Recebi muitos comentários e ainda não consigo entender as pessoas que acham que todo mundo tem que ter a mesma opinião. O nosso país sempre fala em democracia, mas sempre tem aqueles que se negam a aceitar”, desabafou a apresentadora.
“Uns gostam de magros, outros de gordos, uns preferem loiras, outros, morenas, e por aí vai. E ninguém é menos importante por isso. Vamos aprender a respeitar, independentemente de apoiar partido A, B ou C. Eu não tenho partido, eu tenho o Brasil. Meu país, minha casa”, acrescentou Ana.
Nas redes sociais, internautas rebateram a resposta de Ana: “Qual Brasil? O que inclui ou o que divide? O que investiga, ou o que manobra a polícia para não ser investigado?”. Outros usaram o famoso meme da barbie para retratar a apresentadora:
Em dezembro, o marido de Ana Hickmann compartilhou um post sobre a posse de Bolsonaro, em Brasília, e acrescentou: “Avisem a Gleisi (Hoffmann) e a Maria do Rosário que, se sobrevoarem Brasília de vassoura, serão abatidas”, escreveu. Criticado, ele apagou o post.
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Posted: 29 Mar 2019 08:26 AM PDT
Sacrifício de animais em cultos religiosos constitucional STF
Praticantes de religiões de matriz africana em frente ao STF (Imagem: Antonio Cruz | ABr)
Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou hoje (28) a constitucionalidade do sacrifício de animais na realização de cultos de religiões de matrizes africanas.
A questão foi definida por meio de um recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul contra uma decisão do judiciário local que definiu que o sacrifício dos animais não viola do Código Estadual de Proteção aos animais. A norma local definiu que os rituais de sacrifício nas religiões africanas não são inconstitucionais, “desde que sem excessos ou crueldade”.
O julgamento começou no ano passado e foi finalizado nesta tarde. Na conclusão, os ministros entenderam que a crueldade contra os animais não faz parte do ritual de culto das religiões de origem africana. Além disso, a Constituição garante a liberdade de culto religioso a todos os cidadãos.
Votaram sobre a questão os ministros Marco Aurélio, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, Cármen Lúcia e o presidente, Dias Toffoli.
Durante o julgamento, Barroso entendeu que a lei local deu proteção especial às religiões de matriz africana em razão do histórico de discriminação. “A liberdade religiosa é um direito fundamental das pessoas, é um direito que está associado às escolhas mais essenciais e mais íntimas que uma pessoa pode fazer na vida”, disse.
Fux também destacou que todas as religiões devem ter suas liturgias respeitadas e citou casos de incêndios provocados contra locais de culto de religiões africanas em todo o país. “É o momento próprio para que o Direito diga em favor das religiões de matriz africana que não há nenhuma ilegalidade no culto de professam e nas liturgias que praticam”, afirmou.
Durante o julgamento, entidades defenderam a liberdade de culto e afirmaram que as religiões de matriz africana são alvo de preconceitos, que abrem caminho para a intolerância religiosa.
O Fórum Nacional de Proteção de Defesa Animal sustentou que nenhum dogma pode se legitimar pela crueldade.
Agência Brasil
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Posted: 29 Mar 2019 08:05 AM PDT
Olavo de Carvalho confunde Brasil penico direita
Olavo de Carvalho (Imagem: Captura de tela | Youtube)
Ricardo Miranda*, Gilbertopaodoce
Em um de seus livros mais famosos, o brilhante e bem-humorado neurologista britânico Oliver Sacks narra com texto acessível para leigos casos de pacientes que têm deficiências cerebrais ou que perderam a memória, incapazes de reconhecer objetos comuns, como um professor de música que confunde sua própria esposa com um chapéu. “O homem que confundiu sua mulher com um chapéu” serviu para que Sacks contasse casos de várias dessas condições neurológicas raras.
Em outros livros explorou a surdez, o daltonismo e as alucinações. Sacks morreu de câncer aos 82 anos, em 2015, sem tempo de examinar o incrível caso do astrólogo que se convenceu e a outros que era um grande filósofo e que, no processo de doutrinação e conquista de adoradores, confundiu o país onde nasceu, mas onde decidiu não morar, com um penico.
O estado complexo de Olavo de Carvalho tem se agravado desde que um de seus discípulos, um medíocre capitão da reserva e deputado de extrema-direita conseguiu, numa perversa conjuntura política, tornar-se presidente do Brasil. O que deu a ele, o astrólogo, um status quase sobrenatural – capaz de nomear ministros a desqualificar líderes políticos e chefes de poderes, de ditar políticas de governo a reunir seu seguidor-mor em torno de fascistas, numa viagem internacional, envergonhando o país mundialmente. Tudo na base de um incompreensível tarô ideológico e de uma desastrosa numerologia política.
Inconsequente, e sem perceber o grau de perturbação crescente do homem a quem chama de guru, Jair Bolsonaro e seu tecido familiar – os filhos Flávio, Eduardo e Carlos -, não só seguem os supostos ideais – uma macarronada de preconceitos e ideias ultrapassadas com cagação de regras sobre temas diversos, sempre com o propósito de provocar polêmica e repercutir – do homem que tudo vê e a todos julga, de sua casa Richmond, no estado norte-americano de Virgínia – atualmente em reformas -, como partilhou seu governo com ele.
Concedeu-lhe vários nacos, entre eles o Ministério da Educação, entregue ao obtuso Ricardo Vélez Rodríguez, que de tantas lambanças foi desautorizado a fazer mudanças no aparelho administrativo do MEC – em três semanas, 15 exonerações foram realizadas, nenhuma passando pelo ministro.
Ernesto Araújo, a outra cria do encosto, além da falta de experiência, dá demonstrações de que não tem preparo intelectual e acadêmico para servir na função de chanceler.
A prova é que tanto o General Hamilton Mourão, o vice odiado por Olavo, foi colocado como sua babá na última cúpula de Lima quanto um dos filhos de Bolsonaro sentou no seu lugar no encontro com Donald Trump.
Tanto Vélez quanto Araújo, se tivessem brios, tinham-se demitido, mas, fiéis ao guru fake, seguram suas bandeiras olavistas na Esplanada, suportando todo tipo de humilhação.
O problema do Brasil sob Bolsonaro não é Olavo de Carvalho existir. Bolsonaro poderia acreditar no Coelhinho da Páscoa e ter uma tara por chocolate que o país no máximo acompanharia a evolução de sua obesidade. É Bolsonaro dar a ele uma importância que não tem – nem como intelectual, nem como pensador, nem como articulador político, provavelmente nem mesmo como tarólogo diletante.
É possível que Bolsonaro seja responsável, inclusive, pelo surto de Olavo, que passou a se enxergar como uma entidade sem limites, mas cujas palavras, afiançadas indiretamente pelo presidente que lhe concedeu a cadeira vizinha no jantar para os nazidireitistas norte-americanos na breve passagem do presidente por sua meca política, passaram a gerar, mais do que curiosidade ou desprezo, crises políticas.
Num dos episódios mais recentes, e que mede bem o grau de deslocamento da realidade do drugstory cowboy, ele agrediu de forma chula o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. “O Nhonho quer articular cu com piroca. A piroca dele e o cu nosso”, escreveu Olavo pelo Twitter, que alterna com vídeos no Youtube e postagens no Facebook para exercitar sua vertigem.
Cada vez mais com palavrões de baixo calão e uma pré-diagnosticada fixação anal. Os ataques de Bolsonaro e Olavo a Maia, além da campanha de seu filho Carlos, apelidado de Tonho da Lua, foram quase simultâneos, o que mostra um padrão.
O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ministro da Secretaria de governo, não precisou fazer cursinho na Cruz Vermelha para identificar Olavo de Carvalho como “desequilibrado”. “Por suas últimas colocações na mídia, com linguajar chulo, com palavrões, inconsequente, o desequilíbrio fica evidente”, disse Cruz em entrevista.
Olavo já chamou o vice-presidente, general Hamilton Mourão, de “idiota” e classificou a tropa de farda na Esplanada de um “bando de cagões”. “O presidente está de mãos amarradas por militares próximos com mentalidade golpista”, afirmou, em ocasião recente.
Bolsonaro se cala vendo seu ídolo de barro desancar os militares mais importantes de seu governo, o que dá a tudo um inevitável – e inexplicável – ar de concordância. “Nenhum general disse uma palavra contra os inimigos do Bolsonaro, só contra os amigos dele – os filhos e eu”, disse, colocando-se numa estranha trincheira que só isola o seu seguidor-presidente.
Nas redes sociais, o homem que tem o ego do tamanho de sua espingarda com mira telescópica, dedica-se, como se percebe com tempo sobrando, a xingar o que considera seus inimigos comunistas, como se houvesse um clube de detratores que enfrenta com poucos argumentos e muitos palavrões. Xinga também, preferencialmente, a mídia e militares, como se estivessem de um mesmo lado. Possessivo, não admite rivais nem na direita.
Os anti-olavistas de hoje são monstruosamente mais incultos e mais burros que os da década de 90. O que escrevem contra mim não dura um só dia, já nasce morto. Passará como pó de merda ao vento”, escreveu, como se houvesse mesmo um olavismo e um anti-olavismo.
O também direitista Marco Antonio Villa, historiador, que Olavo apelida de “Vil”, ganhou recentemente comentários como esse. “O Decálogo que o Vil escreveu para o presidente deveria ter o título: Dez Maneiras Infalíveis de Se Foder”. Como se Bolsonaro precisasse de instruções para isso.
Olavo tem também seus seguidores fantasmas, que cita vez por outra, gente que supostamente fez seus pseudocursos de ciência política e passa a se comportar como pós-graduados de coisa alguma, na mesma linha dos autoproclamados bispos das igrejas neopentecostais. Como um certo Flávio Lindolfo Sobral, de seu “grupo de estudos”, que aparentemente só ele lê. “Só uma pústula falante pode imaginar que foi para um dia dar pitacos na política miúda de um país de merda que fiz tudo aquilo que o Flávio Lindolfo Sobral descreveu”, tuitou Olavo.
A quem o hostiliza por seu vocabulário à base de palavrões, Olavo responde comparando-se a James Joyce e Henry Miller. Não, querido, você é só mesmo Olavo de Carvalho. E o Brasil, lamento dizer, não é o seu penico.
*Ricardo Miranda é jornalista, editor, tem mais de 35 anos de experiência nas principais redações do país e em grandes agências de comunicação.
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Posted: 29 Mar 2019 07:35 AM PDT
ibge desemprego cresce brasil bolsonaro
(imagem: mídia ninja)
A taxa de desemprego no Brasil subiu para 12,4% nos três meses até fevereiro, informou nesta sexta-feira (29) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos três meses até novembro de 2018 a taxa era de 11,6%.
Segundo os dados, o contingente de pessoas desempregadas é de 13,1 milhões, um crescimento de 7,3% (892 mil pessoas na população desocupada), em relação ao trimestre anterior, de setembro a novembro, quando havia 12,2 milhões de desempregados.
A última vez que o número de desempregados ficou na casa dos 13 milhões foi nos três meses encerrados em maio de 2018.
Já a população subutilizada é recorde (a série histórica começou em 2012). São 27,9 milhões de pessoas consideradas “desocupadas” – trabalham menos de 40 horas semanais, estão disponíveis no mercado ou não conseguem procurar emprego.
O grupo de trabalhadores subutilizados reúne os desocupados, os subocupados com menos de 40 horas semanais e os que estão disponíveis para trabalhar, mas não conseguem procurar emprego por motivos diversos.
O número de pessoas desalentadas, que chegou a 4,9 milhões, também é recorde da série, assim como percentual de desalentados, de 4,4%.
Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, foram mais 275 mil pessoas nessa condição. “Dado que o desemprego chegou neste nível tão alto, isso alimenta o desalento também. Essas pessoas não se veem em condições de procurar trabalho”, diz Cimar.
Evolução da taxa de desemprego (2003 a 2013)
Evolução da taxa de desemprego (2014 a 2018)
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Posted: 29 Mar 2019 06:00 AM PDT
imoralidade de Sergio Moro e a esperteza da indústria tabagista
Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública (Imagem: José Cruz | ABr)
Eugênio Aragão*
Quando fui ministro da Justiça, recebi, tal qual, agora, o ex-juiz de piso de Curitiba, representantes da indústria tabagista, que me propunham uma ação junto ao ministro da Fazenda para baixar a alíquota de IPI de uma nova classe de cigarros de “baixo custo”, para concorrer com os cigarros paraguaios contrabandeados para o Brasil.
Sustentavam que os cigarros do Paraguai causavam não só prejuízo à indústria brasileira pela concorrência desleal, como também causavam um rombo na arrecadação.
A alternativa seria, pois, à indústria nacional entrar nesse segmento de atender tabagistas de baixa renda. Claro, com apoio do Estado, para oferecer um produto muito mais nocivo aos mais pobres.
Rejeitei a proposta categoricamente.
A solução para a concorrência desleal do país vizinho seria uma ação mais contundente contra o contrabando, não, porém, estimular a indústria tabagista brasileira, quando nosso esforço em política pública era eliminar, ou, pelo menos, reduzir drasticamente o tabagismo, que não só causa doenças letais muito sofridas naqueles que não conseguem largar o hábito, como também impõe um custo elevado ao sistema de saúde pública.
Mas isso talvez seja muito complexo para o ex-juizinho da província que hoje senta na cadeira de ministro da Justiça.
Está querendo vender a ideia de que baixar a alíquota do imposto para cigarros faz bem à indústria, sem se dar conta do mal que faz para a sociedade, que tem que arcar com os custos do tabagismo.
Querer baixar IPI para uma classe de cigarros de “baixo custo” – e, claro, de baixíssima qualidade – é fazer o governo subvencionar mata-ratos para pobres.
Só falta o cinismo aqui – “afinal, pobre já não se envenena com mata-ratos paraguaios? Deixe-os se envenenarem com o brasileiro, que, ao menos, traz receita para o Estado e lucro para a indústria!”
A proposta é indecente e imoral.
Que o Sr. Moro se empenhe na repressão ao contrabando. Afinal, reprimir é com ele mesmo!
Mas não nos faça de idiotas, sugerindo que cigarro barato para pobre faz bem ao Brasil!
*Eugênio Aragão é jurista e advogado brasileiro, membro do Ministério Público Federal e ex Ministro da Justiça.
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