31/3 - BRASIL! BRASIL! de HOJE

BRASIL! BRASIL!


Posted: 31 Mar 2019 03:03 AM PDT

A tal 'confiança empresarial', que voltaria com o golpe de 2016, também não retornou ao Brasil após a eleição de Jair Bolsonaro. É o que aponta a manchete principal da Folha de S. Paulo neste domingo. "Passado o primeiro trimestre do ano, o setor empresarial abandona a expectativa de viver uma retomada vibrante em seus negócios ainda em 2019. Sedimenta-se a certeza de que o crescimento vai ficar para 2020, principalmente no setor industrial", aponta a reportagem

Brasil 247

A tal 'confiança empresarial', que voltaria com o golpe de 2016, também não retornou ao Brasil após a eleição de Jair Bolsonaro. É o que aponta a manchete principal da Folha de S. Paulo neste domingo. "Passado o primeiro trimestre do ano, o setor empresarial abandona a expectativa de viver uma retomada vibrante em seus negócios ainda em 2019. Sedimenta-se a certeza de que o crescimento vai ficar para 2020, principalmente no setor industrial", aponta a reportagem de Arthur Cagliari.

"A avaliação é que nem a aprovação da reforma da Previdência conseguiria mudar o cenário a esta altura. Parte da projeção leva em consideração que a confiança, já frágil, sofreu novo golpe com a desarticulação política do governo no início de mandato. A troca de farpas entre o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), agravou a sensação de instabilidade política."

Cagliari ouviu diversos empresários, que manifestaram pessimismo em relação ao ano de 2019. Ele lembra ainda que "sem investimentos nas operações já existentes ou na abertura de novas unidades neste ano, o cenário no mercado de trabalho também se deteriora".

Abaixo, a capa do jornal deste domingo:

Posted: 30 Mar 2019 04:07 PM PDT

 por Ricardo Kotscho, Balaio Do Kotscho -

Em clima de fim de feira, parece que o governo do capitão Bolsonaro já está acabando, mas é só o começo da destruição do futuro do Brasil.

Mais de 1,8 milhões de jovens desistiram de procurar emprego num país em que 13,1 milhões de trabalhadores, segundo o IBGE, estão alijados da força produtiva.
Antes de completar 100 dias, acabou a lua de mel do governo paramilitar de Bolsonaro e seus generais com o mercado, a mídia e o eleitorado, como mostram as pesquisas.

É preciso lembrar que, antes da facada de Juiz de Fora e da prisão de Lula, o candidato do baixo clero nunca passou de 20% nas pesquisas presidenciais, o núcleo duro da extrema-direita tupiniquim que lhe permanece fiel.

Enredado com milícias, laranjais, funcionários fantasmas e denúncias variadas, o capitão já deve estar arrependido de ter sido eleito, algo que não esperava quando se lançou na aventura presidencial em 2014 nas redes sociais alimentadas a fake news do filho Carlucho, o pit-bull do Planalto.
Esta semana, já mostrando enfado e pouca paciência com as crises políticas, o presidente da República eleito por quase 58 milhões de brasileiros, matou o serviço para  ir ao cinema de manhã e saiu mais cedo na sexta-feira para ir a um evento evangélico só para homens “destemidos, corajosos e honrados”, tudo que ele nunca foi.

Proibido pela Justiça de comemorar os 55 anos do Golpe de 1964, deixou todas as confusões que armou para trás, e viaja hoje rumo a Israel para agradar a bancada evangélica, que teve importante papel na sua eleição.

Só não se pode dizer que Bolsonaro não esteja cumprindo suas promessas de campanha.
Está fazendo no governo o mesmo papel de provocador barato e líder sindical dos militares, que desempenhou durante quase 30 anos na Câmara, em que não apresentou nenhum projeto e nunca se destacou pela atuação parlamentar.

Nunca passou de uma figura folclórica do baixo clero que agora chegou ao poder.

O que ele fez até agora? Liberou armas para todos, comprou brigas com a China e os países árabes, detonou o Ministério da Educação e o Itamaraty com seus ministros trogloditas e aumentou os índices de desemprego, paralisando a atividade econômica com o caos instalado na articulação política.
Restaram apenas a reforma da Previdência do superministro Guedes, que não anda no Congresso, apresentada como cura para todos os males nacionais, e o pacote anticrime do superministro Moro, contestada por especialistas todas as entidades jurídicas democráticas.

Fora isso, não há no horizonte nenhum programa de governo, qualquer sinal de retomada da economia num ambiente de incertezas e perplexidade.

Como se diz no futebol, deu a lógica. Não se podia mesmo esperar nada além disso aí, táokei?

Vida que segue.
Posted: 30 Mar 2019 03:56 PM PDT

por Fernando Brito, Tijolaço -
 
Na entrevista que deu ao serviço brasileiro da agência de noticias alemã Deutsche Welle, o cientista político Fernando Limongi, doutor pela Universidade de Chicago e professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas   pergunta como o Governo Bolsonaro vai seguir nesta toada:

Nunca o Executivo esteve em melhores condições para ditar os termos da negociação com o Congresso. Se ele acha que deve ser na base da nova política, não tem que dizer que “a bola está com o Congresso”, e sim estabelecer qual jogo vai ser jogado a partir de hoje.
O problema é que o Bolsonaro não sabe como, porque nunca participou de um processo deliberativo. Ele era um deputado medíocre, do baixíssimo clero, que não tinha o menor interesse pela produção de políticas públicas. 
 
Tudo o que ele fazia era movimentar as redes sociais. Como vai governar assim?

Sua pergunta, professor, contém a resposta.

Jair Bolsonaro se alimenta deste estado de confronto, de enfrentamento de, como ele próprio disse, de destruição.

Se ele chegou à Presidência assim, convenhamos, tem certa razão em pensar que é assim que se sustentará, não importa o quanto de dano isso vá trazer para o convívio social.

Ele pode sair menor como estadista (o que não é), como político (o que não é), como administrador  (o que não é), mas se fortalece no que é: um fomentador de dissenso, de conflitos, de polêmicas vazias e despropositadas no que podem (e não podem) levar o país a algum rumo.

A entrevista de Limongi é imperdível e dela transcrevo trechos de uma clareza exemplar:

“Essa história de passar a bola, como o presidente falou, revela uma completa incapacidade de pensar o sistema político como ele funciona. Este é o nosso grande problema atualmente, e não a questão da corrupção. Quem está à frente do Executivo não tem a menor compreensão do processo político, do mais básico sobre o que seja fazer políticas públicas. É gente inexperiente. E não falo só do Bolsonaro, mas também o Guedes, o Moro, que querem impor a sua vontade. Eles acham que mandam o projeto definem que é preciso aprovar o que foi enviado. Não é assim que funciona na França, nos EUA, e nem era assim na ditadura militar aqui. É muito primária essa discussão. Este é um governo de pessoas despreparadas, incapazes de gerir o Estado”.

“É certo que a campanha desfechada pelo Bolsonaro e sua turma contra o Maia nas semanas anteriores, via redes sociais, é inaceitável. Ele tinha que reagir, mas para mostrar que é superior, e não descer ao mesmo nível. Agora, o fato é que o Maia não é nenhum grande estadista. Teve uma ascensão meteórica por causa desse vazio produzido pela Lava Jato [tanto quanto] como pelas eleições.”

Se há uma coisa que o Bolsonaro pratica é a velhíssima política. De uma forma absolutamente oportunista, ele abraçou essa ideia, o que é mais uma prova de sua total incapacidade. Acho importante ressaltar que toda essa bagunça com relação ao Congresso e a Previdência, assim como a comemoração do golpe militar, tirou dos holofotes a pauta da Marielle e do possível envolvimento do filho dele com as milícias. Não posso garantir que é premeditado, mas é fato que o olhar da opinião pública foi desviado. Ele está brigando com o Maia, mas usa a estratégia do seu pai, César Maia, que criou o termo “factoide”. O Bolsonaro cria um por dia. São problemas que, depois, ele não consegue resolver.

O pior, porém, é que a destruição da política no Brasil, processo que é menos originado de Bolsonaro do que da mídia e do Judiciário, mas por ele é representado, deixa o Brasil sem alternativas:

 Para que o Congresso ou qualquer maioria venha a considerar o impeachment, precisa ter o governo alternativo para pôr no lugar. Isso significa que é preciso formar uma coalizão capaz de trocar a que está no poder hoje. Nada está se formando no momento, não há polos de atração capazes de fazer isso. O desastre eleitoral que foi 2018 para o PT e PSDB retirou essa possibilidade. Sob esse ponto de vista, o cenário é mais delicado que nos períodos anteriores às quedas de Collor e Dilma. Você está diante de uma terra arrasada produzida pela eleição do ano passado, que não deixa alternativa viável a esse governo.

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