3/3 - Altamiro Borges DE HOJE

Altamiro Borges


Posted: 03 Mar 2019 11:51 AM PST
Por Altamiro Borges
Sugerido pelo astrólogo lunático Olavo de Carvalho e indicado pelo "presidente-capetão" para o alto posto de ministro das Relações Exteriores, o patético Ernesto Araújo já virou motivo de piadas e de gargalhadas na diplomacia do mundo inteiro. Na segunda-feira passada (25), mais uma revista dos EUA, a prestigiada Jacobin, publicou um artigo analisando as atitudes desastradas do chanceler e conclui que "o maluco" é "o pior diplomata do mundo". Conclusão precisa, sem reparos!

De acordo com a revista, mais alinhada com os setores progressistas dos EUA, Ernesto Araújo pode causar sérios prejuízos ao Brasil ao tentar promover uma ruptura histórica com sua diplomacia. Com seu anticomunismo tosco, suas teorias conspirativas e seu servilismo diante do império – em especial, diante do genocida Donald Trump –, o novo chanceler pode levar o Brasil ao isolamento no mundo.

Segundo descrição ácida da revista, Ernesto Araújo é "um ávido discípulo de Olavo de Carvalho, o pseudointelectual, guru da extrema direita do Brasil, que veiculou por décadas as conspirações que ajudaram na ascensão de Jair Bolsonaro”. Na sua "definição elástica do comunismo", o astrólogo que inspira o ministro criou um pânico contra o chamado "marxismo cultural", uma teoria da conspiração que sugere que as esquerdas controlam “todos os aspectos do pensamento na sociedade moderna”.

O chanceler "maluco" e desastrado teria unido o combate ao comunismo e a postura “antiglobalista” com o comprometimento incondicional diante dos EUA, em uma “onda transnacional reacionária” que mudou a forma como se fazia diplomacia no Brasil. "O que ele irá fazer, por exemplo, se Trump não se reeleger em 2020? As relações que o Brasil rejeita hoje poderiam facilmente transformar o país em um pária amanhã", afirma a reportagem da Jacobin, que arremata:

"As tendências ideológicas pessoais de Araújo são bizarras. É evidente que a sua tendência ideológica parece ter sido o que lhe deu o emprego. O maluco, em suma, foi promovido precisamente por ser um maluco”. Essa não é a primeira publicação dos EUA a bater duro no ministro de Relações Exteriores do governo Jair Bolsonaro. Recentemente, outros dois veículos – a revista neoliberal The Economist e o jornal New York Times – também fizeram críticas às posições destrambelhadas do novo chanceler.
Posted: 03 Mar 2019 11:48 AM PST
Nota de repúdio
Por Altamiro Borges

Aproveitando-se da onda reacionária no mundo e no Brasil, os fascistas decidiram sair do esgoto. Na segunda-feira (25), o “professor” Eduardo Lobo Gualazzi distribuiu aos seus alunos da Faculdade de Direito da USP um "texto acadêmico" com elogios à ditadura militar e afirmações malucas, como a de que os pobres são “a eterna minoria do submundo que se recusou a trabalhar" e a de que os grupos "LGBTs não são família, mas apenas uma aberração”, composta de “tarados e taradas”.

No panfleto carregado de ódio, preconceito e idiotices, o fascistoide também fez questão de declarar em quem votou em 2018: Jair Bolsonaro para presidente; Major Olympio para senador e o monarquista Luiz Philippe de Orléans e Bragança para deputado federal – todos do PSL (Partido Só de Laranjas); em Paulo Skaf, o patinho amarelo e corrupto da Fiesp e do MDB, para governador de São Paulo no primeiro turno. Já no segundo turno, ele explicita que votou no ex-prefake tucano João Doria.

O texto gerou a imediata reação dos estudantes e também da direção da instituição, segundo informa Mônica Bergamo: “A Faculdade de Direito da USP decidiu reprovar publicamente as declarações de um de seus professores, Eduardo Lobo Gualazzi... O diretor em exercício da faculdade, Celso Fernandes Campilongo, afirma que a USP ‘zela pela liberdade de cátedra e expressão’, mas repudia ‘manifestações de discriminação, preconceito, incitação ao ódio e afronta aos Direitos Humanos’”.

No texto enviado à coluna da jornalista da Folha, Celso Campilongo afirma ainda que a USP mantém a tradição “da promoção dos valores da igualdade e da cidadania”. E segue: “É dever dos docentes, em consonância com a ordem constitucional, enfrentar estereótipos de gênero, raça, cor, etnia, religião, origem, idade, situação econômica e cultural, orientação sexual e identidade de gênero (LGBT), dentre outras, jamais incentivá-los”.

O diretor da faculdade também alerta que “a liberdade de cátedra e expressão não pode se traduzir em abuso e desrespeito à diversidade... O respeito a todos, maiorias ou minorias, é valor inegociável. Vozes que, eventualmente, fujam dessas diretrizes não representam o pensamento prevalecente na Faculdade de Direito e merecem veemente desaprovação”. Mônica Bergamo conclui informando que “o professor Gualazzi não se manifestou sobre a polêmica gerada por suas afirmações".

Já o tradicional Centro Acadêmico 11 de Agosto divulgou nota de repúdio às declarações do fascista em sua conta no Facebook. Vale conferir a íntegra do documento:

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O Centro Acadêmico XI de Agosto vem a público rechaçar as declarações dadas por escrito pelo Professor Associado da Faculdade de Direito da USP Eduardo Lobo Botelho Gualazzi, em documento entregue a estudantes que estavam presentes em sala no dia 25 de fevereiro de 2019, na sua Disciplina “Direito Administrativo Interdisciplinar”, no qual reafirma seu posicionamento em favor da Ditadura Militar, denomina pobres de “eterna minoria do submundo que se recusou a trabalhar e produzir qualquer bem”, chama a esquerda de “minorias sociais de energúmenos” e defende que grupos LGBTs “(...) não são família, mas apenas aberração” e seriam “tarados e taradas”, também afirmando que a união entre pessoas deve consistir em “homem/mulher de mesma etnia”, tendo também, nesse documento, declarado voto em Jair Bolsonaro, homem que, durante sua campanha à presidência da república, endossou discursos de ódio a grupos historicamente marginalizados, tal como mulheres, LGBTs, negras, negros e indígenas.

Eduardo Gualazzi, ao reafirmar suas declarações referentes à ditadura civil-militar, ignora completamente que o golpe de 1964 representou uma mancha na história da democracia brasileira, tendo sido também um marco da repressão ideológica e consequente perseguição, tortura e morte de diversos brasileiros opositores ao regime.

O professor, ao denominar pobres de “eterna minoria do submundo que se recusam a trabalhar e produzir qualquer bem”, ignora também o passado colonial de exploração do Brasil, edificado em torno da desigualdade social e do racismo estrutural construído a partir de mais de três séculos de escravismo, que perpetua até hoje diferenças de classe gritantes na sociedade brasileira.

Além disso, chama militantes de esquerda de “energúmenos” e “baderneiros e terroristas”, discurso reproduzido atualmente por aqueles que visam criminalizar os posicionamentos ideológicos da esquerda no país.

Reafirma o discurso de ódio à população LGBT brasileira, com ideias ultrapassadas de que essas pessoas seriam “anomalias”, “aberrações” e “tarados e taradas”, ignorando que o Brasil atualmente é o país que mais mata LGBTs no mundo.

Outro absurdo encontrado no texto do professor é a referência a que casais seriam apenas aqueles formados por um homem e uma mulher da mesma etnia, em uma clara demonstração de racismo, que remonta às épocas mais obscuras de nosso país em que ideologias pseudo científicas eram utilizadas para justificar a segregação, sob o pretexto de alterar a “qualidade” racial da população.

O uso de trechos do discurso de Jair Bolsonaro para reiterar seus posicionamentos homofóbicos e racistas é mais uma reafirmação de que a eleição de Bolsonaro à Presidência da República representou a legitimação de posicionamentos que atacam as minorias sociais do Brasil, reafirmando seu discurso antidemocrático e antipovo.

Por isso, o Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito da USP, que sempre se colocou em defesa da democracia e dos direitos humanos, compondo as trincheiras de defesa às minorias sociais brasileiras (pobres, mulheres, negros/as e LGBTs), vem a público repudiar as declarações do Professor Eduardo Gualazzi. Informamos também que será cobrado um posicionamento público da Faculdade de Direito da USP, bem como uma retratação do Eduardo Gualazzi. O Centro Acadêmico, enquanto entidade máxima representativa dos estudantes da FDUSP, estudará, em conjunto com sua comunidade acadêmica, a possibilidade de requerer que sejam tomadas medidas mais severas em relação ao comportamento reiterado do docente.

“Que a juventude destas arcadas nunca deixe de se indignar contra as injustiças, de participar das lutas de seu tempo e de sonhar e construir um mundo melhor para todos” (Centro Acadêmico XI de Agosto, 2003).

Não nos calaremos!

São Paulo, 25 de fevereiro de 2019.
Posted: 03 Mar 2019 04:25 AM PST
Por Altamiro Borges

Nesta terça-feira (26), o “capetão” Jair Bolsonaro demonstrou mais uma vez que venera ditadores, torturadores e outros tipos de criminosos. Em um evento festivo na hidrelétrica de Itaipu (PR), ele elogiou os generais-presidentes do período da ditadura brasileira (1964-1985) e o facínora paraguaio Alfredo Stroessner – “um homem de visão, um estadista, que sabia perfeitamente que seu país, o Paraguai, só poderia prosseguir, progredir, se tivesse energia. Aqui também a minha homenagem ao nosso general Alfredo Stroessner”, afirmou o animado fascista nativo, que só perdeu o rebolado quando uma jornalista lhe perguntou sobre os “laranjas” do PSL, o seu partido de aluguel.

O entusiástico elogio “ao nosso general Alfredo Stroessner” mostra bem o caráter do capetão e talvez ajude a explicar o ódio doentio dos seus “pimpolhos” – como Eduardo Bolsonaro, “o larapio que vive posando de imbecil”. Para quem não conhece o facínora do Paraguai vale conferir a reportagem da revista Época – deixando de lado as baboseiras direitistas do “jornalista de guerra” Ariel Palacios.

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7 fatos sobre o ditador – e pedófilo em série – elogiado por Bolsonaro 

Pedófilo, estimulador de narcotráfico, promoveu o contrabando de uísque, torturador, realizador de eleições fake...este é um brevíssimo curriculum vitae do ditador paraguaio Alfredo Stroessner

Por Ariel Palacios e Daniel Salgado – 27/02/2019

O encontro entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente paraguaio Mario Abdo Benítez tinha tudo para ser um compromisso diplomático sem maiores repercussões. Ambos os líderes estiveram, na última terça-feira, em Itaipu para nomear os novos dirigentes da usina de mesmo nome da cidade. Isso até o discurso do brasileiro, que fez questão de chamar o ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner de "estadista" e "homem de visão" por sua atuação na criação da Usina de Itaipu.

O mais longevo dos ditadores militares da América do Sul, Stroessner comandou o Paraguai entre 1954 e 1989 em um regime de corrupção, pedofilia, estupros, violações de direitos humanos e perseguição política. Como destaca Mauricio Santoro, cientista político e professor do departamento de relações internacionais da UERJ, o general paraguaio era uma figura diferente dos demais ditadores sul-americanos: se no Brasil e na Argentina, por exemplo, o poder era controlado de forma mais institucional pelas Forças Armadas, Stroessner borrou as linhas de divisão entre o Estado e si mesmo.

"Depois de décadas de ditadura, todos os altos funcionários paraguaios eram do partido Colorado de Stroessner. E o regime acabou por uma questão familiar: o genro de Stroessner deu um golpe nele", explica Santoro, que destaca que o regime chegava a gozar de reconhecimento internacional e foi um aliado importante do Brasil no contexto da Guerra Fria, como no caso da construção da usina em que Bolsonaro proferiu seu discurso.

Mas esse apoio veio com um preço: "a ditadura de Stroessner foi bastante corrupta, incluindo propinas que ele cobrou dos brasileiros para a construção de Itaipu. A gente pode discutir até que medida esse preço da aliança foi bom para o Brasil", explica. Para o professor, a declaração de Bolsonaro muito provavelmente veio sem uma análise maior da trajetória do ditador, baseando-se na identidade comum com os regimes análogos no Brasil, sustentados no militarismo e anticomunismo, e no desempenho de crescimento econômico da era Stroessner no Paraguai.

A declaração soa particularmente preocupante no momento atual da política latino-americana: em um momento de crise para a redemocratização da Venezuela, o elogio a ditaduras da região pode passar a mensagem errada. "Ao meu ver, foi uma declaração muito ruim. Brasil, Paraguai e outros países estão empenhados em redemocratizar a Venezuela, com eleições diretas e limpas. Um elogio à democracia venezuelana ao mesmo tempo que se cumprimenta um ditador enfraquece a posição brasileira. É uma fala ruim no pior momento para isso", argumenta Santoro.

Atualmente, o regime de Stroessner é investigado pelo governo paraguaio, inclusive pelo Departamento de Memória Histórica e Reparação do Ministério da Justiça. Entre os casos descobertos, analisados e trazidos a público sobre aquela ditadura estão gravíssimas violações dos direitos humanos, pedofilia em série e atuação próxima ao narco-tráfico, como podem ser conferidas abaixo.

1- Pedófilo em série, Stroessner ordenou a criação de um harém de meninas

Em 1954, o general Alfredo Stroessner deu início a uma ditadura militar que durou 35 anos. Ao longo do seu regime de terror, o autocrata agiu de maneira parecida com a do ugandês Idi Amin Dada, imperador Bokassa do Império Centro-Africano, o ditador dominicano Rafael Leónidas Trujillo e o soviético Lavrenti Beria (chefe da KGB durante a ditadura de Josef Stálin): ele e parte de seus ministros e generais dedicavam-se, nas horas livres, a protagonizar estupros. Mais especificamente, a violar meninas virgens.

O principal protagonista dos abusos sexuais era o próprio ditador, que exigia que seus assessores mantivessem um fornecimento de garotas virgens para seu uso pessoal. O plantel, que era renovado constantemente, precisava - por ordem de Stroessner - ser composto por meninas que deveriam ter entre 10 e 15 anos de idade.

Segundo os investigadores do Departamento de Memória Histórica e Reparação do Ministério da Justiça em Assunção, Stroessner estuprava em média quatro meninas novas por mês. Isto é, como pedófilo em série, em três décadas e meia de ditadura, ele teria violado mais de 1.600 crianças.

2- O "chapeuzinho vermelho" de Stroessner

Os militares buscavam e sequestravam meninas da área rural de acordo com os "gostos" de Stroessner e seus ministros. Volta e meia os militares também faziam essa sombria "colheita" de meninas pelas ruas da própria capital, Assunção. Nesse caso, os oficiais utilizavam a "Chapeuzinho Vermelho", apelido - em alusão ao conto de fadas - dado ao Chevrolet Custom 10 vermelho utilizado nessa blitz sexual.

Um dos casos investigados pela Comissão de Verdade e Justiça do Paraguai é o de Julia Ozorio. Ela tinha apenas 12 anos quando foi sequestrada da casa de seus pais no vilarejo de Nova Itália em 1968. O sequestro foi realizado pelo coronel Julián Mier, comandante do regimento encarregado da guarda pessoal de Stroessner. Julia foi levada à chácara onde estava o harém do ditador, e ali foi escrava sexual durante três anos.

Depois do ditador, a menina foi repassada a oficiais, suboficiais e soldados. Quando fez 15 anos, Ozorio foi considerada "velha demais" e solta. Ela mudou-se para a Argentina onde, em 2008, publicou suas memórias: "Uma rosa e mil soldados".

Os crimes da ditadura stroessnista - como torturas e assassinatos de civis opositores - estão sendo investigados na Justiça paraguaia desde meados dos anos 90. No entanto, os crimes sexuais somente começaram a ser investigados em 2016. As primeiras denúncias sobre os estupros sistemáticos do ditador paraguaio, porém, foram publicadas pelo jornal americano "The Washington Post" no distante ano de 1977, quando o regime estava em seu apogeu. O tradicional jornal da capital americana classificou Stroessner e seu entourage de altos oficiais de "depravados sexuais".

No caso desta versão paraguaia do conto da "chapeuzinho vermelho", o lobo foi quem triunfou, pois morreu impune em seu exílio brasileiro.

3- Stroessner acima de tudo (e em todos os lados)

Na vida cotidiana dos paraguaios, o pedófilo Stroessner estava por todos os lados. Nas repartições públicas as pessoas deparavam-se com retratos do general. As fotografias também estavam presentes em diversas residências privadas. Além disso, o governista partido Colorado imprimia diariamente um jornal de 6 páginas a cores com notícias exclusivas sobre Stroessner.

De quebra, a segunda maior cidade do país levava o nome do ditador: "Puerto Stroessner". Após a queda do regime em 1989 ela foi rebatizada como "Ciudad del Este".

Eram frequentes os grupos de pessoas que iam até os muros da residência presidencial, a "Mburuvicha Róga" (Casa do Líder, no idioma guarani), para fazer serenatas com melodias que o tratavam como uma espécie de "mito": "Para a frente, meu general" e "Parabéns, grande amigo" eram algumas delas.

4- Stroessner fez do Paraguai um "hub" sul-americano das drogas

Stroessner nunca se envergonhou do envolvimento ativo das Forças Armadas paraguaias no contrabando de drogas internacional. "Aaaahhh....mas esse é o preço da paz", costumava argumentar, indicando que, desta forma, mantinha seus militares satisfeitos com grandes lucros. Durante seu regime, o Paraguai tornou-se o “hub” latino do contrabando, movimento de cocaína a carros de luxo roubados. Nos anos 80, o país era o maior importador de uísque mundo, embora paradoxalmente fosse um de seus menores consumidores.

5- Stroessner e suas eleições fake (uma espécie de predecessor de Nicolás Maduro

O autocrata paraguaio mantinha uma ficção de "democracia". Em seu regime existia um parlamento sob controle, com seu partido, o Colorado, sempre vencedor de eleições fraudulentas.

A oposição, por sua vez, era censurada. Tal como na Venezuela de Nicolás Maduro, a oposição real havia sido exilada, presa ou debilitada. Stroessner permitia que só os líderes opositores de menor importância continuassem com (restritas) atividades políticas.

Esse período da chamada “democracia guiada” ficou conhecido como “O Stronato”. Stroessner sequer tentava disfarçar seu simulacro de democracia, pois às vezes era eleito com 90% dos votos nas eleições presidenciais (em 1958, por exemplo, venceu com 97,3%).

6- Apreço pela serra elétrica e pelo maçarico

Ao longo dos 35 anos da ditadura militar, o "stronato" assassinou entre 4 mil e 5 mil civis, além de provocar o exílio de centenas de milhares de paraguaios. A tortura era uma das modalidades de imposição do terror dessas três décadas e meia. Segundo a Comissão Verdade e Justiça, pelo menos 18.772 pessoas foram vítimas de torturas físicas, sexuais e psicológicas durante o regime.

Entre os torturadores, o mais emblemático foi Pastor Coronel. Volta e meia, quando torturava, ele telefonava a seu chefe e – em uma espécie de transmissão online telefônica – Stroessner ia ouvindo os grito do preso político torturado de plantão.

Pastor Coronel e Stroessner apreciavam o uso da serra elétrica e do maçarico para torturar. Vários opositores, dentre os quais Miguel Soler, foram cortados ao meio com a serra elétrica. Outros eram queimados lentamente, e de forma localizada, com um maçarico.

7- Pedófilo, estuprador geral, narco-traficante, torturador... e receptor de nazistas

Nos anos 50, o Paraguai acolheu centenas de criminosos de guerra nazistas, aos quais Stroessner - filho de um imigrante da Baviera - dava passaportes paraguaios.

Um dos mais famosos foi o médico Josef Mengele, o “Anjo da Morte”, que selecionava as vítimas de suas experiências médicas no campo de concentração de Auschwitz. Outro criminoso de guerra foi Eduard Roschmann, o “Açougueiro de Riga”, famoso pela execução de 30 mil judeus.

O próprio Stroessner teve um campo de concentração, com muros de 6 metros de altura, a 65 kms de Assunção, onde 528 prisioneiros se aglomeraram entre 1976 e 1978.
Posted: 02 Mar 2019 01:47 PM PST
Por Altamiro Borges

O “capetão” Jair Bolsonaro já fez as pazes com a “inimiga” TV Globo? Será que os bolsominions, sempre tão dopados, foram avisados? Será que as emissoras comparsas – a Record, do mercador religioso Edir Macedo, e o SBT (Sistema Bolsonazista de Televisão) do mercenário Silvio Santos, foram consultadas? Será que está rolando algum acordo vantajoso entre as partes – que até poderia incluir uma cota da milionária campanha publicitária em defesa da contrarreforma da Previdência?

Na semana retrasada, em áudios vazados, o fascistoide surgia recriminando o já defecado ministro Gustavo Bebianno e atirando para matar na Rede Globo, xingada de “inimiga” e de outros adjetivos agressivos. Já nesta quinta-feira (28), o farsante recebeu para um café da manhã, em pleno Palácio de Planalto, um dos principais âncoras da GloboNews, o servil Heraldo Pereira. A cena agitou as redes sociais, mas o jornalista Mauricio Stycer, do UOL, garante que ela não significa a reconciliação entre a emissora que ajudou a chocar o ovo da serpente fascista no país e o fascistoide eleito presidente.

“Duas semanas depois de gravar áudio recriminando um assessor por ‘querer trazer o inimigo para dentro de casa’, referindo-se à Globo, o presidente Jair Bolsonaro tomou café da manhã, sentado entre Heraldo Pereira, apresentador da GloboNews, e Alexandre Garcia, funcionário da emissora por mais de 30 anos, até dezembro passado. A situação deu margem a uma especulação. Teria sido um gesto de cortesia do presidente com a Globo? Não parece ser bem este o caso”.

“O encontro, num salão ao lado do gabinete presidencial, foi organizado pelo general Otávio do Rêgo Barros, porta-voz da Presidência. Foi ele quem chamou os onze jornalistas presentes, frisando que se tratava de um convite pessoal a cada um... Diferentemente da primeira impressão que pode ter causado, a presença do apresentador do ‘Jornal das Dez’ não significa que o presidente tenha mudado de ideia sobre a Globo, mas sim que respeita, profissionalmente, Heraldo Pereira”.

Mauricio Stycer é especialista em tevê. A conferir se ele tem razão. Paz ou guerra entre o “capetão” e o império global?

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