4/3 - Folha Diferenciada DE HOJE

Folha Diferenciada


Posted: 04 Mar 2019 08:37 AM PST


247 - O presidente do diretório municipal do PT Atibaia, Geovani Doratiotto, teve o braço quebrado por um policial militar dentro de uma delegacia da cidade, no interior de São Paulo. O episódio aconteceu neste domingo 3, quando Geovani participava de um bloco de Carnaval e teria sido provocado por um PM por conta de sua camiseta, que trazia a frase "Lula Livre", e depois levado para a delegacia.

O deputado estadual Alencar Santana Braga (PT-SP) informou ao 247 que conversou por telefone com um ouvidor da PM sobre o caso. Segundo ele, será aberto um procedimento para apurar o episódio, no qual o dirigente do PT será ouvido. O caso será levada para a corregedoria da corporação e também para a Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), uma vez que Geovani é advogado.

De acordo com o deputado, o ouvidor pediu para que Doratiotto fosse registrar a ocorrência na corregedoria na próxima quarta-feira 6. O 247 tentou contato com Geovani, mas não conseguiu retorno. O vídeo da agressão tem circulado nas redes nesta segunda:

Posted: 04 Mar 2019 08:11 AM PST

Vagner Freitas alerta que MP 873 rompe a sistemática de recolhimento da contribuição sindical prevista na Constituição FederalCUT/DIVULGAÇÃO

Em nota, central afirma que um dos motivos do ataque de Bolsonaro para sufocar organização sindical é diminuir a resistência para a aprovação da "reforma" da Previdência

por Redação RBA 

São Paulo – A CUT divulgou nota nesse domingo (3) a respeito de medida provisória, a MP 873, publicada na véspera do início do carnaval pelo presidente Jair Bolsonaro. A medida altera os mecanismos de custeio sindical, tornando ainda mais difícil a situação financeira das entidades.

"Essa medida absurda, antidemocrática e inconstitucional visa a retirar das entidades que legitimamente representam a classe trabalhadora os recursos que ainda lhes restam após a infame reforma trabalhista. Acreditam que, dessa forma, irão minar a nossa organização e força para enfrentar essa proposta de reforma da Previdência que mantém privilégios e empobrece o trabalhador", diz a nota, assinada pelo presidente da CUT, Vagner Freitas.

Entre as determinações estabelecidas pela MP, a CUT destaca uma afronta ao inciso IV do artigo 8º da Constituição Federal, que diz: "A assembleia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei".

De acordo com a medida assinada por Bolsonaro, as contribuições sindicais autorizadas não poderão ser descontadas em folha de pagamento, mas por meio de boletos encaminhados à residência dos trabalhadores.

"Rompe-se, dessa forma, a sistemática de recolhimento feito diretamente pelo empregador e repasse ao sindicato prevista na Constituição Federal. Algo inacreditável, pois até dívidas de cartão de crédito do empregado(a) podem ser descontadas na folha de pagamentos e repassadas pelo empregador à instituição financeira", assinala o texto.

A MP estabelece também que a contribuição sindical fica condicionada à autorização "prévia e voluntária do empregado", "individual, expressa e por escrito". Segundo o texto, torna-se nula a contribuição mesmo que seja referendada por negociação coletiva ou assembleia.

A central ressalta ainda na nota que a MP 873 "também afeta as contribuições assistenciais ou negociais, estabelecidas de comum acordo com a classe patronal e aprovadas em assembleias abertas à participação de sócios e não sócios dos sindicatos". E o ataque também se estende às entidades dos servidores públicos. "Ao revogar o artigo 240 da CLT, Bolsonaro e Guedes atropelam direitos duramente conquistados e tentam calar as organizações dos servidores, visando incapacitá-las às lutas que desenvolvem contra os retrocessos que vitimam milhares de servidores públicos."

"Em defesa de uma Previdência e Seguridade Social que assegurem uma vida e uma aposentadoria digna para todos e todas e contra mais esse ataque à organização sindical, a CUT conclama todo o movimento sindical e os movimentos sociais a lutarem para que o Congresso Nacional e o Poder Judiciário rejeitem a MP 873/2019", finaliza a nota.


Rede Brasil Atual
Posted: 04 Mar 2019 07:54 AM PST

Lula ao deixar o velório e os comentários infames dos bolsonaristas

Começaram a circular pela rede social comentários e vídeos que colocam em dúvida a morte de Arthur, neto do Lula.

É uma canalhice sem tamanho.

Um youtuber da rede bolsonarista, no seu raciocínio truncado, estranha o fato de que a notícia tenha sido dada, em primeira mão, por Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

Ele associa o furo jornalístico ao fato de que Ancelmo, na juventude, fez curso na extinta União Soviética, como tantos outros jovens do PCB — o partidão — fizeram na época.

O que uma coisa tem a ver com a outra?

Nada.

Ancelmo foi dos muitos estudantes que fizeram esse curso e depois se tornaram profissionais, deixaram a militância, e foram ganhar a vida fora da política ou, às vezes, na própria política, mas em outro campo.

O PSDB do ex-comunista Alberto Goldman tem um grande número de egressos de cursos da extinga União Soviética.

O youtuber bolsonarista insinua que Ancelmo ainda teria vínculos com a KGB e agora teria participado de uma conspiração para enganar o mundo:

Arthur estaria vivo e escondido em algum lugar.

Tudo não passaria de uma estratégia para que Lula passasse algumas horas fora da prisão.

Também estão usando o frame (de décimos de segundo) de uma imagem que mostra o ex-presidente sorrindo, enquanto se dirige ao helicóptero que o levaria ao aeroporto.

Há dezenas de outras imagens demoradas que mostram Lula arrasado, mas ele usa o frame de imagem congelada, de um cumprimento, para destilar o veneno: seria tudo uma farsa. Lula estaria feliz.

Também usa o horário de publicação de uma reportagem do G1 para construir a lenda da armação.

O horário de postagem é 12h51 de sexta-feira, e a reportagem faz referência a um tuíte de Gleisi Hoffmann, de 12h52.

“Como O Globo publica um tuíte de uma parlamentar com um minuto de antecedência?”, indaga.

Simples: a reportagem recebe atualizações ao longo do tempo, como é normal em qualquer site, e o tuíte foi postado depois do primeiro texto.

A reportagem do G1 informa que recebeu a última atualização no sábado, um dia depois.

É assim que funciona, mas neste mundo bolsonarista que une canalhas e imbecis a verdade não é um valor importante.

O que conta é a convicção.

Outras sandices destas têm sido publicadas nas redes.

O objetivo é dar razoabilidade a comentários abjetos como o de Eduardo Bolsonaro.

A morte de Arthur seria uma oportunidade para “o larápio posar de coitado”.

É da mesma usina de onde saíram a Ferrari de ouro do Lulinha, que ainda seria dono da JBS e um dos homens mais ricos do universo.

O delírio que associa o Globo a uma conspiração em torno da morte de Arthur não mereceria comentário, mas é necessário registro, para que canalhas não falem sozinho.

Afinal, quem cala consente.

E é preciso desmontar a mentira no nascedouro.


DCM
Posted: 04 Mar 2019 06:27 AM PST


O espetáculo que a estranha relação entre Jair Bolsonaro e seus filhos – que acabaram sendo seu único e verdadeiro partido político – atinge seu clímax com o filho Carlos, cujo comportamento de “cão de guarda” do pai se aproxima de uma obsessão.

Como o pai o consente e estimula, isso acaba assumindo ares patéticos, como na publicação que o ex-capitão fez, ontem à noite, no Facebook, com uma foto que é uma verdadeira ilustração do conteúdo: andando apoiado no ombro do filho, num momento de fraqueza no hospital.

O texto, visivelmente escrito por outra pessoa, é taxativo: “querem afastá-lo e de mim e não conseguirão”.

Mais explícito, impossível.

Joguem fora a ilusão, portanto, aqueles que acham que o pitbull será refreado.

Continuará a ser o fiscal da fidelidade política ao pai, com direito a rosnar e a morder aqueles em que farejar “desvios”.

Com todas as desastrosas consequências que isso já causou, não é difícil adivinhar as que causará.


TIJOLAÇO
Posted: 04 Mar 2019 06:09 AM PST

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Ele ainda acena com perseguição a professores e educadores através da criação da “Lava-Jato da Educação”

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, através de sua conta do Twitter, nesta segunda-feira (4), que o Brasil gasta demais com educação. Além disso, insinuando controle ideológico, ele acena com perseguição a professores e educadores, através da criação da “Lava-Jato da Educação”.


Bolsonaro avisou ainda que “há algo de muito errado acontecendo: as prioridades a serem ensinadas e os recursos aplicados”.


Leia abaixo a sequência de tuites de Bolsonaro:


“Brasil gasta mais em educação em relação ao PIB que a média de países desenvolvidos. Em 2003 o MEC gastava cerca de R$30bi em Educação e em 2016, gastando 4 vezes mais, chegando a cerca de R$130 bi, ocupa as últimas posições no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA)-

Há algo de muito errado acontecendo: as prioridades a serem ensinadas e os recursos aplicados. Para investigar isso, o Ministério da Educação junto com o Ministério da Justiça, Polícia Federal, Advocacia e Controladoria Geral da União, criaram a Lava-Jato da Educação.

Dados iniciais revelam indícios muito fortes que a máquina está sendo usada para manutenção de algo que não interessa ao Brasil. Sabemos que isto pode acarretar greves e movimentos coordenados prejudicando o brasileiro. Em breve muito mais informações para o bem de nosso país.”


Revista Fórum
Posted: 04 Mar 2019 05:45 AM PST


Cenário da guerra sul-americana

A invasão estrangeira da Venezuela apenas é possível através do Brasil, da Colômbia e da Guiana, três Estados vizinhos da Venezuela. Teoricamente, há, pelo menos, três eixos de invasão.

- Uma invasão por Estados sul-americanos deve começar pela conquista de superioridade aérea sobre a Venezuela. Mas a maior parte dos objectivos político-militares da Venezuela estão fora do alcance da aviação brasileira, composta de F-5, A-4, de AMX-1A e dos A-29 Tucanos.

A Colômbia tem aviões Kfir, A-37 e A-29 Tucano que não têm nenhuma chance perante os sistemas anti-aéreos Buk-M2, S-125, S-300 e os aparelhos venezuelanos F-16 e Su-30 da Venezuela. O mesmo se passa com os aviões brasileiros face à defesa anti-aérea de médio e longo alcance e face à aviação venezuelana.

Por causa do seu limite de vôo de baixa altitude, os aviões turbo-propulsados A-29 Tucano evoluem constantemente ao alcance dos 5. 000 mísseis anti-aéreos portáteis venezuelanos SA-24 (Igla-S). Os F-5, A-4, AMX-1A, Kfir e A-37 não dispõem de armas guiadas de precisão e atacam a altitudes de 2.000 a 3.000 m, o que os torna vulneráveis aos mesmos mísseis portáteis SA-24 (Igla-S).

- Uma invasão terrestre a partir da Guiana é improvável. Este pequeno país não tem os meios, nem a capacidade física: não há estrada através do rio e delta do Orinoco, nem sequer a possibilidade de mover tanques através da selva.

O Brasil é o menos susceptível de conseguir êxito. Porque antes de entrar em contacto com as principais forças venezuelanas, o Exército brasileiro deve também percorrer 500 quilómetros na selva.

A seguir, o rio Orinoco é um obstáculo muito difícil para os brasileiros que não dispõem de pontes móveis nem de outros equipamentos de engenharia. Além disso, para a defesa anti-aérea das tropas terrestres, o Brasil e a Colômbia dispõem apenas de mísseis portáteis com um limite de 5.000 m, ao mesmo tempo que os Su-30 venezuelanos lançam bombas guiadas a laser KAB-500 e KAB-1500 ou mísseis Kh-29 a uma altitude de 10.000 m

O mais provável eixo para a ofensiva é a Colômbia. No entanto, o relevo não favorece a ofensiva colombiana, a direcção da ofensiva é obstada pelo Lago Maracaibo. Ele tem que ser contornado para leste e seguindo um corredor de 15 a 20 km, facilmente defensável pelo Exército venezuelano.

A melhor opção consistiria em abrir uma via de desvio com uma força de base aérea colombiana equivalente a uma brigada, e de a lançar de pára-quedas pelo sudeste pela Cordilheira dos Andes. Mas esta opção é igualmente impossível porque a Colômbia só possui 5 C-130 e 8 C-295, com os quais apenas 2 ou 3 companhias de infantaria podem lançadas de pára-quedas.

A Colômbia possui igualmente uma força de combate muito inferior à da Venezuela já que ela se apoia numa infantaria com blindados ligeiros; além disso, ela não dispõe de carros de combate, a sua artilharia está dispersa e depende de reboques por camiões (caminhões-br). A título de comparação, a Venezuela dispõe de veículos de artilharia auto-propulsada 2S19 Msta, de carros de combate BM-30 Smerch, de BM-21 Grad, de LAR e de T-72s.

- Uma expedição marítima brasileira da 1ª Brigada de Infantaria de Marinha a bordo de porta-helicópteros e de navios de desembarque pode complicar a situação dos defensores da Venezuela. A Venezuela pode atacar o grupo de navios de desembarque numa extensão de 100 a 200 km de costa com mísseis anti-navio Kh-31A1 e Kh-59ME lançados por Su-30.

O cenário de uma invasão norte-americana

Só uma invasão militar dos EUA pode derrubar Nicolas Maduro, tal como foi o caso no Iraque e na Líbia. Mas no entretanto, a Rússia mudou de política externa e demonstrou na Síria que era capaz de defender os seus aliados.

Devido a interesses económicos elevados na Venezuela, a Rússia e a China, mesmo se não enviarão tropas, irão fornecer-lhe tipos de armas de alto nível e de grande raio de acção para impedir uma invasão dos EUA.

Os Estados Unidos são a maior potência naval do mundo e possuem 2 corpos de infantaria naval. É por isso que o principal eixo ofensivo poderia ser aberto por um desembarque norte-americano.

O naufrágio de 1 a 2 porta-aviões e de vários navios anfíbios de desembarque dos EUA significa a impossibilidade de obter a supremacia aérea e hipóteses reduzidas de criar uma cabeça de ponte da infantaria naval na costa venezuelana.

Este objectivo é facilmente atingido com o míssil hipersónico russo Zircon, com um alcance de 1.000 km, e o míssil de cruzeiro Kalibr 3M-54 com um alcance de 1.400 km. Se a Venezuela dispuser destes mísseis, poderá atingir o grupo de navios expedicionários norte-americanos a sul das Baamas, a 500 km de Miami.

No entanto, não penso que a Rússia forneceria aos Venezuelanos mísseis Zircon e Kalibr. Ela poderia, no entanto, propor sistemas Bastion e mísseis ar-ar Kh-59MK2, com um alcance de 550 km, operacionais em aviões Su-30.

Uma bateria do míssil costeiro terra-mar Bastion, usado pela Rússia, utiliza quatro lançadores de mísseis móveis P-800 Oniks. O míssil tem uma massa de 3 toneladas, uma envergadura de 1,7 m e uma ogiva destrutiva de 250 kg. A propulsão é feita por um motor de cruzeiro "ramjet" (estatoreactor supersónico), similar ao do míssil Zircon. O alcance do míssil P-800 é de 350 a 600 km, a sua velocidade é de Mach 2,5 (700 m/s). Na trajetória, no limite de vôo de cruzeiro de 14. 000 m, o míssil é guiado por satélite. À aproximação do alvo, o P-800 fixa-se no alvo, desce até 10 m de altura e executa manobras de mudança de direção.

Nesta situação, a Venezuela estaria à altura de fazer face ao grupo do Corpo Expedicionário dos EUA navegando a sul das ilhas do Haiti e de Porto Rico. O erro provável na precisão do míssil Oniks P-800 é de 1,5 m, o que significa que o alvo é atingido a 100% no caso de um porta-aviões, de um porta- helicópteros, de um cruzador ou de um destroyer (contratorpedeiro-ndT), todos com um comprimento superior a 100 m.

A única possibilidade é um bombardeamento coordenado da OTAN (EUA, França, Países Baixos, Reino Unido) e de Estados latino-americanos (Brasil, Colômbia, Guiana) sobre alvos seleccionados. Neste caso, não se trataria de uma invasão, mas, antes da destruição de certas estruturas venezuelanas.

Valentin Vasilescu


Tradução
Alva


Rede Voltaire
Posted: 04 Mar 2019 05:01 AM PST


Pesquisadores do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne (Austrália) usaram metais líquidos para transformar dióxido de carbono de volta em carvão sólido.

Esse avanço poderia transformar nossa abordagem de captura e armazenamento de carbono, uma vez que a tecnologia oferece um caminho alternativo para a remoção segura e permanente do gás de efeito estufa de nossa atmosfera.

O estudo envolveu a colaboração de pesquisadores da Alemanha (Universidade de Munster), China (Universidade de Aeronáutica e Astronáutica de Nanjing), EUA (Universidade Estadual da Carolina do Norte) e Austrália (Universidade de Nova Gales do Sul, Universidade de Wollongong, Universidade de Monash e Universidade de Tecnologia de Queensland).

O avanço


As tecnologias atuais de captura e armazenamento de carbono concentram-se na compactação do CO2 em uma forma líquida, transportando-o para um local adequado e injetando-o no subsolo.

Mas sua implementação tem sido dificultada por desafios de engenharia, questões relacionadas à viabilidade econômica e preocupações ambientais sobre possíveis vazamentos.

A conversão de CO2 em sólido pode ser uma abordagem mais sustentável. “Enquanto não podemos literalmente voltar no tempo, transformar o dióxido de carbono de volta em carvão e enterrá-lo de volta no solo é como rebobinar o relógio das emissões”, disse o Dr. Torben Daeneke, um dos autores do estudo.

Até agora, o CO2 só foi convertido em sólido a temperaturas extremamente altas, tornando o processo industrialmente inviável.

“Usando metais líquidos como catalisadores, mostramos que é possível transformar o gás novamente em carbono à temperatura ambiente, em um processo que é eficiente e escalável. Embora mais pesquisas precisem ser feitas, é um primeiro passo crucial para a entrega de armazenamento sólido de carbono”, explicou Daeneke.

O processo


A principal autora da pesquisa, Dra. Dorna Esrafilzadeh, foi quem desenvolveu a técnica eletroquímica para capturar e converter CO2 atmosférico em carbono sólido armazenável.

A equipe projetou um catalisador de metal líquido com propriedades de superfície específicas que o tornaram extremamente eficiente na condução de eletricidade enquanto ativava quimicamente a superfície.

O dióxido de carbono é dissolvido em um béquer preenchido com um líquido eletrolítico e uma pequena quantidade de metal líquido, que é então carregado com uma corrente elétrica.

O CO2 se converte lentamente em flocos sólidos de carbono, que são naturalmente separados da superfície do metal líquido, permitindo a produção contínua de sólido carbonáceo.

Esrafilzadeh disse que o carbono produzido também pode ser usado como eletrodo. “Um benefício colateral do processo é que o carbono pode manter a carga elétrica, tornando-se um supercapacitor, por isso potencialmente poderia ser usado como um componente em veículos futuros. O processo produz ainda combustível sintético como subproduto, que também pode ter aplicações industriais”, esclareceu.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature Communications. [ScienceDaily]


Hypescience
Posted: 04 Mar 2019 04:25 AM PST

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


Jornal GGN – “O Ministério da Ciência e Tecnologia não tem como fazer qualquer interferência geopolítica. A nossa posição é mais técnica. A decisão sobre a fabricante chinesa Huawei caberá ao presidente Bolsonaro”, disse o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), Marcos Pontes ao portal Mobile Time.

No final do ano passado, os Estados Unidos iniciaram uma perseguição à maior fornecedora de equipamentos para redes de telecomunicações do mundo. A primeira ação foi deflagrada em dezembro, quando a diretora financeira da companhia chinesa, Meng Wanzhou, foi detida no Canadá a pedido dos norte-americanos que acusam a executiva e a Huawei da prática de lavagem de dinheiro, fraude bancária e roubo de segredos tecnológicos. A executiva foi libertada logo em seguida, mas encontra-se sob vigilância no Canadá enquanto tramita um processo de extradição para os EUA.

O CEO e fundador da Huawei Ren Zhengfei acusa os Estados Unidos de tentar destruir a companhia. Os norte-americanos trabalham juntos aos países aliados para convencê-los de que o uso de equipamentos da chinesa em redes 5G trará implicações militares, levando Austrália e Nova Zelândia a proibirem a compra de equipamentos da Huawei. Por outro lado, um relatório produzido pela inteligência britânica e divulgado pelo “Financial Times” no dia 17 de fevereiro concluiu que é possível mitigar o risco de usar equipamentos da chinesa em redes 5G.


A fala do ministro Marcos Pontes, divulgada durante o Mobile World Congress 2019 (MWC19), um dos congressos de tecnologia móvel mais importantes do mundo que acontece todos os anos em Barcelona, na Espanha, coloca o Brasil no debate geopolítico. Isso porque a Huawei mantém uma série de parcerias no país ligados à implementação de programas de telecomunicações e novas tecnologias.

A empresa chinesa também é detentora do projeto Nexans de conectividade intercontinental via fibra óptica entre a África e o Brasil, pelo Atlântico Sul, concluído em setembro de 2018. A companhia mantém ainda, desde 2013, uma parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), na condução de um laboratório em Campinas (SP) onde são realizados testes para a avaliação de conformidade e certificação de tecnologias como redes ópticas para transmissão de alta velocidade (GPON) e núcleo de rede de alta velocidade.

Em âmbito mundial, a Huawei está em dois projetos mundiais de telecomunicações de alta velocidade. Em novembro passado, a companhia anunciou, durante o 9º Fórum Global de Banda Larga Móvel, a entrega das primeiras 10.000 estações rádio base 5G pelo mundo, a assinatura de novos contratos comerciais e fez demonstrações de banda larga doméstica de 5G.

Recentemente, a alemã Deutsche Telecom disse que se os equipamentos e o know howda chinesa forem banidos do território, a Alemanha irá sofrer um atraso de pelo menos 3 anos na implementação da tecnologia 5G.


GGN

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