4/3 - A última do esgoto bolsonarista: morte do neto do Lula foi armação

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A última do esgoto bolsonarista: morte do neto do Lula foi armação

 
Lula ao deixar o velório e os comentários infames dos bolsonaristas
Começaram a circular pela rede social comentários e vídeos que colocam em dúvida a morte de Arthur, neto do Lula.
É uma canalhice sem tamanho.
Um youtuber da rede bolsonarista, no seu raciocínio truncado, estranha o fato de que a notícia tenha sido dada, em primeira mão, por Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
Ele associa o furo jornalístico ao fato de que Ancelmo, na juventude, fez curso na extinta União Soviética, como tantos outros jovens do PCB — o partidão — fizeram na época.
O que uma coisa tem a ver com a outra?
Nada.
Ancelmo foi dos muitos estudantes que fizeram esse curso e depois se tornaram profissionais, deixaram a militância, e foram ganhar a vida fora da política ou, às vezes, na própria política, mas em outro campo.
O PSDB do ex-comunista Alberto Goldman tem um grande número de egressos de cursos da extinga União Soviética.
O youtuber bolsonarista insinua que Ancelmo ainda teria vínculos com a KGB e agora teria participado de uma conspiração para enganar o mundo:
Arthur estaria vivo e escondido em algum lugar.
Tudo não passaria de uma estratégia para que Lula passasse algumas horas fora da prisão.
Também estão usando o frame (de décimos de segundo) de uma imagem que mostra o ex-presidente sorrindo, enquanto se dirige ao helicóptero que o levaria ao aeroporto.
Há dezenas de outras imagens demoradas que mostram Lula arrasado, mas ele usa o frame de imagem congelada, de um cumprimento, para destilar o veneno: seria tudo uma farsa. Lula estaria feliz.
Também usa o horário de publicação de uma reportagem do G1 para construir a lenda da armação.
O horário de postagem é 12h51 de sexta-feira, e a reportagem faz referência a um tuíte de Gleisi Hoffmann, de 12h52.
“Como O Globo publica um tuíte de uma parlamentar com um minuto de antecedência?”, indaga.
Simples: a reportagem recebe atualizações ao longo do tempo, como é normal em qualquer site, e o tuíte foi postado depois do primeiro texto.
A reportagem do G1 informa que recebeu a última atualização no sábado, um dia depois.
É assim que funciona, mas neste mundo bolsonarista que une canalhas e imbecis a verdade não é um valor importante.
O que conta é a convicção.
Outras sandices destas têm sido publicadas nas redes.
O objetivo é dar razoabilidade a comentários abjetos como o de Eduardo Bolsonaro.
A morte de Arthur seria uma oportunidade para “o larápio posar de coitado”.
É da mesma usina de onde saíram a Ferrari de ouro do Lulinha, que ainda seria dono da JBS e um dos homens mais ricos do universo.
O delírio que associa o Globo a uma conspiração em torno da morte de Arthur não mereceria comentário, mas é necessário registro, para que canalhas não falem sozinho.
Afinal, quem cala consente.
E é preciso desmontar a mentira no nascedouro.

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