01/4 - Folha Diferenciada DE HOJE

Folha Diferenciada


Posted: 01 Apr 2019 08:52 AM PDT


Os ex-senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) lançam nesta segunda-feira (1) o canal de entrevistas e debates políticos ‘A Equerda’ no YouTube. O programa de estreia do canal fará entrevista com Fernando Haddad às 21h.

O anúncio do canal ‘A Esquerda” aconteceu neste domingo por meio das redes sociais de Lindbergh e Vanessa. As matérias do canal também serão exibidas no Facebook e Instagram. “Será um espaço para debater as ideias e os caminhos da oposição de esquerda ao governo Bolsonaro”, declarou Lindbergh.




Blog do Esmael
Posted: 01 Apr 2019 08:36 AM PDT

Foto: Lula Marques

Jornal GGN – Parlamentares do Senado acreditam que os projetos anticrime, inspirados no pacote do ministro da Justiça Sérgio Moro, não devem prosperar na Casa.

No dia 19 de fevereiro, Moro entregou à Câmara dos Deputados o pacote de projetos anticrime. Cerca de um mês depois, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) paralisou a tramitação do pacote na Casa, argumentando a necessidade de os parlamentares darem foco na reforma da Previdência.

A decisão de Maia causou atrito com o governo. Moro chegou a mandar mensagens ao presidente da Câmara pedindo para que a tramitação do seu pacote tivesse a mesma importância da Previdência. Diante das cobranças, Maia disse que o ministro desconhecia a política e estava “passando” daquilo que era sua responsabilidade, chamando a proposta de Moro de “copia e cola” de pontos de projetos apresentados por Alexandre de Moraes, quando ministro de Temer.


Moro então iniciou uma outra estratégia: fazer o seu pacote começar a tramitação pelo Senado. Mas como ele não pode mais retirar a proposta que entregou na Câmara e levá-la para a outra Casa do parlamento, conversou com senadores que se mostraram dispostos a produzir uma série de projetos anticrime, inspirados no seu.

Entretanto, segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, na opinião de senadores que apoiam as medidas, dificilmente as propostas de Moro vão prosperar na Casa.

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é próximo de procuradores da Lava Jato, é um dos que avaliam a dificuldade e externou a opinião à senadora Eliziane Gama (PPS-MA). A parlamentar foi uma das que aceitou apresentar projetos inspirados nas propostas de Moro.

Na quinta-feira (28), o ministro Moro se encontrou com Rodrigo Maia e os dois voltaram a falar sobre a tramitação do pacote anticrime na Câmara. Segundo informações do G1, após o encontro, Moro minimizou o desentendimento entre eles, dizendo que houve “ruídos de declarações” e que o relacionamento se mantinha igual.

“O que houve foram ruídos de declarações semana passada, não implica nenhuma mudança de relacionamento, a crença que a liderança dele e o presidente Bolsonaro nós vamos conseguir aprovar o projeto com mudanças, aprimoramentos”, disse.

O pacote de Moro “anticrime” tem 19 medidas. O ministro deixou de fora a discussão sobre crime de caixa 2:

– assegurar a execução provisória da condenação criminal após julgamento em segunda instância
– aumentar a efetividade do Tribunal do Júri
– alterar as regras do julgamento dos embargos infringentes
– relacionadas à legítima defesa
– endurecer o cumprimento das penas
– alterar conceito de organização criminosa
– elevar penas em crimes relativos a armas de fogo
– aprimorar o perdimento de produto do crime
– permitir o uso do bem apreendido pelos órgãos de segurança pública
– evitar a prescrição
– reformar o crime de resistência
– introduzir soluções negociadas no Código de Processo Penal e na Lei de Improbidade
– alterar a competência para facilitar o julgamento de crimes complexos com reflexos eleitorais
– melhor criminalizar o uso de caixa dois em eleições
– alterar o regime de interrogatório por videoconferência
– dificultar a soltura de criminosos habituais
– alterar o regime jurídico dos presídios federais
– aprimorar a investigação de crimes
– Introdução do “informante do bem” ou do “whistleblower”





GGN
Posted: 01 Apr 2019 08:12 AM PDT

Foto: Washington Alves/Reuters

DITADURA NUNCA MAIS

Por João Ricardo Dornelles



Rio de Janeiro, 1o. de abril de 2019.

Há 55 anos atrás, na madrugada de 31 de março para 1 de abril (dia da mentira) do ano de 1964, tropas do exército, comandadas pelo General Olímpio Mourão Filho, saíram de Juiz de Fora em direção ao Rio de Janeiro, dando início ao levante militar que rompeu com o Estado Democrático de Direito e tirou violentamente João Goulart (Jango) da Presidência da República. Iniciava-se um longo período de 21 anos de ditadura empresarial-civil-militar. Uma longa noite escura, sem luar e sem estrelas. Uma noite de terror e medo que se abateu sobre o Brasil.

Hoje, 55 anos depois, após outro golpe contra a democracia realizado em 2016, temos um regime autoritário, com tonalidades fascistizantes sob o comando de Bolsonaro. E a guinada para a extrema-direita estimulou todas as formas de revisionismo histórico sobre os acontecimentos terríveis de março de 1974 que deram início aos anos de chumbo, chegando ao absurdo de o presidente Bolsonaro pedir que as unidades militares celebrem a data (mentirosa) de 31 de março.

Mortes, execuções, desaparecimentos, torturas, exílio, censura, concentração da riqueza nas mãos de poucos, ódio e intolerância fazem parte do legado da ditadura empresarial-civil-militar.


Há exatamente 55 anos atrás, como hoje, o Brasil vivia um clima de conflito, com o delírio de setores conservadores das classes médias e altas vendo inimigos comunistas por todos os lados em plena histeria coletiva.

A histeria tomava conta da tradicional, pacata e moralista família brasileira. Classes ricas, burguesia urbana e senhores de terras sentiam-se aviltados por um governo que prometia algumas reformas e uma distribuição um pouco mais justa da riqueza nacional.


E esta histeria vinha de longe, vinha desde o pós-guerra, ganhando cores e alarido mais turbulento com a eleição de Getúlio Vargas para Presidente da República, chegando ao ponto culminante em agosto de 1954, quando as forças da retrógradas e do golpismo já preparavam a derrubada do mandatário da nação, democraticamente escolhido pela população brasileira.

Mas a história não é apenas uma sucessão de acontecimentos sem sentido político, também é resultado da ação política dos seres humanos, sujeitos coletivos que podem mudar o seu rumo, como ocorreu com o disparo que tirou Vargas da vida e o colocou na história. A ação humana adiou por dez anos o golpe anunciado pela direita em 1954. Isso não significou, no entanto, que a conspiração tenha cessado. Ao contrário, não apenas continuou, como foi aprimorando as suas táticas e práticas, foi buscando ampliar a sua base de apoio, foi organizando instituições com o objetivo de criar um senso comum favorável ao golpe.


Apesar do freio na conjuntura golpista, a morte de Vargas não foi suficiente para fazer cessar a conspiração. Em nenhum momento destes quase dez anos que vão da morte de Getúlio à derrubada de Jango a direita atrelada aos interesses do capitalismo internacional deixou de conspirar e preparar o golpe. Na verdade, apenas com a vitória de Jânio Quadros, em 1960, a direita, os conservadores, os reacionários, os conspiradores respiraram aliviados. É verdade que o alivio das elites conservadoras durou pouco tempo, já que em 25 de agosto (mais uma vez agosto) de 1961, poucos meses após a sua posse, aquele que “varreria bandalheira”, saiu de cena, renunciou. Talvez sonhasse com o apelo popular para a sua volta triunfal, talvez por simples inconsequência ou inconsistência da sua capacidade de governar. Enfim, mais uma vez, a direita, os golpistas de sempre, as elites oligárquicas, os conspiradores reacionários, o capital internacional dominado pelos Estados Unidos da América, ficaram com os pelos arrepiados, já que a perspectiva constitucional era a posse do Vice-Presidente João Goulart (Jango), que se encontrava em viagem oficial na China.

O susto que abalou as forças conservadoras apontou para mais uma tentativa de golpe (afinal as nossas elites oligárquicas são consequentes e altamente previsíveis no seu menosprezo pela democracia). Mais um golpe foi tentado, um golpe “branco”, com o veto militar à posse de Jango. Mas também foi um momento histórico notável com mais uma demonstração de grandeza, de luta, de destemor e de virtude do nosso povo e dos trabalhadores que resistiram, através da Campanha da Legalidade, lançada pelo Governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, que ganhou as ruas de Porto Alegre para ocupar todo o país e garantir a volta e a posse de Jango.

No período do governo Jango, a luta por transformações sociais ganhou maior destaque e o próprio governo chegou a anunciar as Reformas de Base como políticas públicas que poderiam dar um sentido mais justo para a sociedade brasileira.

Enquanto isso se conspirava abertamente. Nas semanas anteriores ao golpe que impôs a primeira das ditaduras militares do Cone Sul da América do Sul, as classes médias e altas encheram as ruas de São Paulo com a “Marcha com Deus e a Família pela Liberdade” contra a “ameaça comunista” que estaria rondando o país. Marcha que foi repetida no Rio de Janeiro já com o golpe realizado.

À direita, a UDN (União Democrática Nacional), parte dos militares, capitalistas internacionalizados, Igreja, conservadores e reacionários, todos conspiravam contra Jango, contra a democracia, contra os tímidos avanços sociais anunciados pelo Presidente.

E veio o golpe, na madrugada de 1º. de abril de 1964, com as tropas de Minas descendo e ocupando o Rio de Janeiro, com a farsa armada no Congresso Nacional quando o presidente do Senado, Auro Moura de Andrade, declarou vaga a presidência da República, pois o Presidente João Goulart teria “abandonado a sede do governo e deixado o país acéfalo”, estando Jango em território nacional, em Porto Alegre. Uma farsa protagonizada por canalhas, senadores canalhas, deputados canalhas, militares canalhas, elite canalha, imprensa canalha, classes médias canalhas… como bradou Tancredo Neves em pleno Congresso Nacional: “Canalhas, Canalhas, Canalhas…”.

Hoje, 1o. de abril de 2019 completamos 55 anos do golpe empresarial-civil-militar que rompeu com a ordem democrática, rasgou a Constituição e derrubou o Presidente João Goulart dando início aos 21 anos de terror de Estado.

Ainda nos primeiros dias do novo regime iniciou-se a perseguição em massa dos auxiliares do governo anterior, dos membros e parlamentares do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), do Partido Comunista Brasileiro, dos outros partidos e organizações de esquerda, dos sindicatos, das Ligas Camponesas, da União Nacional dos Estudantes (UNE). As prisões em massa, as torturas, as primeiras mortes, a censura, o fechamento dos partidos políticos, as cassações de mandatos, foram o cartão de visitas do novo regime ditatorial. Apenas nos primeiros meses de 1964 mais de 50 mil foram presos e torturados. Muitos outros foram mortos. Causa espanto, para qualquer ser civilizado, a imagem de um senhor idoso, Gregório Bezerra, militante do Partido Comunista Brasileiro, , sendo arrastado, acorrentado, pelas ruas do Recife.
O golpe trazia uma novidade. Não se tratava mais das quarteladas tradicionais da América Latina. Era um movimento político que inaugurou uma nova prática que se estendeu pela Argentina, Uruguai e Chile e que tinha por fundamento a Doutrina de Segurança Nacional e Desenvolvimento2. Um movimento que, além do contexto da guerra fria, se atrelava às necessidades do processo de acumulação capitalista transnacional. O regime ditatorial implantado pelo golpe possibilitou uma política econômica baseada na modernização conservadora, dependente, socialmente excludente, concentradora da riqueza.

E esta característica modernizadora e empresarial foi fundamental para a construção do aparato repressivo, da nova institucionalidade ditatorial, do aperfeiçoamento das instituições autoritárias, dos serviços de censura, de vigilância, controle e repressão e, especialmente, do aperfeiçoamento das técnicas de contra insurgência, de informação e de investigação. A tortura, as execuções, os maus-tratos e a violência – práticas sempre presentes na nossa história – passaram a ser matéria para os agentes recrutados pela ditadura.

O financiamento dos órgãos de repressão vinha dos empresários, com apoio de ministros e autoridades econômicas do regime. A Operação Bandeirantes (OBAN) foi organizada com a “vaquinha” promovida por autoridades, grandes empresários e banqueiros. Muitos financiaram a dor, a morte o sofrimento, a barbárie. Existe uma linha direta, uma relação direta entre a sala de tortura, o pau de arara, a “geladeira”, a criação do DOI-CODI, a “Casa da Morte” de Petrópolis (como outras espalhadas pelo país) e as fontes de financiamento empresariais. Aqueles que, em última instância, se beneficiavam do modelo de desenvolvimento da ditadura.

O que surpreende é o longo, inacabado e complexo processo de transição democrática que teve início nos de 1980 e que ainda deixa marcas três décadas depois. Marcas do que resta da ditadura e das práticas políticas dos órgãos repressivos com um alto grau de violência, arbitrariedade e ilegalidade no âmbito de uma sociedade formalmente democrática. Até o golpe de 2016 o processo de transição democrática, iniciado na década de oitenta do século passado, permanecia inconcluso, tendo sido marcado por uma intensa batalha de interpretação sobre o passado. É justamente através da desconstrução da narrativa oficial da história dos vencedores e da recuperação da narrativa das vítimas, através do seu testemunho sobre as práticas de terror de Estado, é que teria sido possível concluir o prolongado processo de transição.

Após o golpe de a 2016, e após a eleição de forças ultra-reacionárias de extrema-direita, com a formação de um bloco ultra-conservador composto de militares, evangélicos, proto-liberais, lavajatistas, políticos tradicionais e “terraplanistas bolsonaristas”, a questão da luta democrática antifascista passou a ser o centro para a formação e fortalecimento de um bloco popular e democrático que tenha como centro de sua atuação a luta pela liberdade de Lula, pela revelação dos mandantes do assassinato de Marielle e Anderson, a luta contra a “reforma da previdência” e contra a pauta neoliberal.

No Brasil as políticas de esquecimento, conciliação e repetição de graves violações de direitos humanos foram e continuam sendo um sucesso. A sua história está marcada pelo autoritarismo, a exclusão de amplas massas, pelo elitismo e pela violência sistemática e massiva contra a população brasileira.

A reflexão contemporânea sobre as violações sistemáticas de direitos humanos nos remete ao campo do direito à verdade, a memória sobre o passado de horror e a luta por justiça e reparação. Revela também que tratar o passado de violações e das suas vítimas é constatar que o presente está marcado pela continuidade das violências, pela barbárie e a produção de novas vítimas. Demonstra que o sucesso das políticas de esquecimento e conciliação levou ao processo da permanente repetição das políticas de exceção e das práticas de terror.

O modelo da ditadura brasileira apresentou uma característica fundacional, que possibilitou a consolidação e a articulação na Operação Condor, de outras ditaduras no Cone Sul do continente sul-americano. Também aprimorou técnicas e práticas repressivas e políticas de exceção que continuam sendo utilizadas pelos órgãos de controle social penal em plena ordem constitucional democrática, especialmente nas políticas de segurança pública com o alvo nas populações mais pobres e nas áreas periféricas, como também nos processos de criminalização das manifestações públicas e do protesto social. Foi durante o regime militar que se aprofundou a militarização das polícias e se aprimorou as “técnicas” de tortura, execuções e desaparecimento de pessoas, realidade presente nas políticas de segurança pública e no tratamento de conflitos de natureza social.

O paradigma do eficientismo penal, adotado através das políticas de confronto e da criminalização das questões sociais, com as ações repressivas atingindo diretamente os segmentos sociais mais pobres e miseráveis, consolidou um modelo militarizado e as práticas de exceção. Os governos de Bolsonaro, no plano federal, e de Witzel e Dória, no Rio de Janeiro e São Paulo, aprofundam as características repressivas genocidas, cujo alvo principal são as populações mais pobres, trabalhadores da cidade e do campo, indígenas e negros.

A pesquisa “The Justice Cascade and the Impact of Human Rights Trials in Latin America”, realizada por Kathryn Sikkink e Carrie Booth Walling sobre os processos de transição democrática na América Latina demonstrou que existe uma relação entre a aplicação dos mecanismos de justiça de transição (julgamentos; comissões da verdade, políticas de responsabilização dos agentes do Estado perpetradores de violações contra os direitos humanos) e o nível de continuidade de violações dos direitos humanos nos países pesquisados. As pesquisadoras utilizaram um critério de medição chamado Escala de Terror Político (PTS – Political Terror Scale), que vai de 1 a 5, medindo as violações mais graves como execuções sumárias, tortura, desaparecimento, prisões arbitrárias etc. Os resultados apontaram que nos países onde os mecanismos da justiça de transição foram aplicados e resultaram em responsabilização dos agentes pelos crimes de massa cometidos durante os períodos de exceção, houve uma diminuição significativa das violações contra os direitos humanos no período democrático. A Argentina e o Chile estavam num nível alto de violações no período das ditaduras (perto de 5). Com a democratização, após a ação das comissões da verdade, o julgamento e condenação dos agentes violadores, o nível baixou de forma intensa (chegando a cerca de 2).

Dentre os países pesquisados pelas autoras, o Brasil foi o único que, na época, ainda não havia instalado uma comissão da verdade ou julgado os agentes públicos responsáveis pelos crimes contra a humanidade. No Brasil, com a sua política de esquecimento e incompletude dos mecanismos da justiça de transição, verificou-se que houve um aumento na escala PTS. A partir da democratização as violações de direitos humanos (torturas, prisões ilegais, desaparecimentos, execuções sumárias, autos de resistência etc) não só continuaram como sofreram um aumento significativo. É a lógica da repetição, a continuidade, da permanência histórica de práticas de terror de Estado. Com o golpe de 2016, a intervenção militar federal no Rio de Janeiro e a eleição de governos, federal e estaduais, com características antidemocráticas e fascistizantes está sendo aprofundada a tendência do aumento de graves violações de direitos humanos.

As Comissões da Verdade – como mecanismos da Justiça de Transição -, juntamente com os movimentos de direitos humanos, as organizações de familiares de mortos e desaparecidos, movimentos populares, entidades como a OAB, mesmo com suas limitações, desempenharam um papel importante de ruptura com a lógica da repetição histórica das violações sistemáticas e massivas de direitos humanos. Também foram um instrumento importante para revelar os crimes cometidos durante a ditadura militar, apontando os responsáveis por tais atos, identificando as cadeias de comando e as fontes de financiamento empresarial para as práticas do terror de Estado. Nas suas recomendações apresentaram propostas de políticas públicas de não repetição.

Os retrocessos civilizatórios, com o golpe de 2016 e o revisionismo histórico imposto pelo governo Bolsonaro em relação à ditadura militar e às conquistas das décadas anteriores, recolocam a questão da memória, verdade e justiça como um campo de luta política sobre as narrativas da história brasileira.

Para se construir a paz social no presente e no futuro, não se pode perder de vista a vigência das injustiças passadas e a atualidade do sofrimento imposto. Como também articular as injustiças e violências do passado com as violências que no presente se repetem de forma intensa. E é a memória das vítimas que pode contribuir como condição necessária para romper com a lógica das violências do passado que se reproduzem no presente.

Hoje, dia 1o. de abril de 2019, nada temos a comemorar. As sociedades democráticas não comemoram o terror, não celebram a barbárie, não festejam a morte, a injustiça e a dor, não glorificam os algozes e os tiranos. Somente personagens políticos antidemocráticos, sociopatas, amorais e antissociais enaltecem torturadores, elogiam execuções e perseguições, exaltam e gozam e sentem prazer com o sofrimento e a dor do outro.

O que se impõe é um exercício de memória coletiva, lembrando a nossa história, nossas vítimas, nossas dores e sofrimentos, para que NUNCA MAIS SE REPITA.

DITADURA NUNCA MAIS !!!

João Ricardo Dornelles – Professor do Departamento de Direito da PUC-Rio; Coordenador do Núcleo de Direitos Humanos da PUC-Rio; Membro da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro (2013-2016).





O Cafezinho
Posted: 01 Apr 2019 08:02 AM PDT

Direito de imagemROBERT DEPALMAImage captionA onda de choque sísmica teria provocado um tsunami, conhecido como seiche

Jonathan Amos
Repórter de Ciência da BBC News

Cientistas descobriram uma imagem extraordinária do impacto da queda do asteroide que dizimou os dinossauros há 66 milhões de anos.


Escavações em Dakota do Norte, nos Estados Unidos, revelam fósseis de peixes e árvores pulverizadas com fragmentos rochosos e de vidro que caíram do céu.

Os depósitos também mostram evidências de terem sido inundados com água - consequência do enorme tsunami gerado pelo impacto.

Os detalhes foram divulgados na revista científica PNAS.
Direito de imagemROBERT DEPALMAImage captionDePalma, da Universidade do Kansas, diz que local da escavação oferece incrível visão do que aconteceu após a queda do asteroide

Robert DePalma, da Universidade do Kansas, e seus colegas dizem que o local da escavação, em uma área chamada Tanis, oferece uma incrível visão de eventos que provavelmente ocorreram poucos minutos ou horas após o asteroide gigante atingir a Terra.

Quando esse objeto de 12 quilômetros de largura atingiu o que é hoje o Golfo do México, teria lançado bilhões de toneladas de rocha derretida e vaporizada no céu em todas as direções - e por milhares de quilômetros.

Em Tanis, os fósseis registram o momento em que esse material caiu de volta, como gotas, metralhando tudo o que tinha no caminho.

Os peixes foram encontrados com detritos gerados pelo impacto incrustados em suas brânquias. Eles teriam respirado os fragmentos que enchiam a água ao redor deles.

Há também partículas capturadas em âmbar, que são os restos preservados da resina de árvores. E é até possível identificar o rastro deixado por esses minúsculos tectitos - como são chamadas tecnicamente essas pequenas rochas de vidro - quando elas entraram na resina.

Direito de imagemROBERT DEPALMAImage captionOs peixes fossilizados ficaram uns sobre os outros quando foram jogados em terra pelo seicha

Geoquímicos conseguiram relacionar diretamente o material gerado pela queda do asteroide ao chamado local de impacto de Chicxulub, no Golfo. Eles também dataram os fragmentos de 65,76 milhões de anos, o que está bastante de acordo com a cronologia do evento desenvolvida a partir de evidências colhidas em outros locais ao redor do mundo.

Pelo modo como os depósitos de Tanis são organizados, os cientistas foram capazes de identificar que a área foi atingida por uma enorme onda de água.

Embora o impacto tenha gerado um enorme tsunami, seriam necessárias muitas horas para que essa onda percorresse os 3.000 km do Golfo até Dakota do Norte, apesar da provável presença de um mar atravessando diretamente o território norte-americano.

Direito de imagemROBERT DEPALMAImage captionTectitos permitem estimar que o impacto ocorreu há 65,76 milhões de anos

Os pesquisadores acreditam que, em vez disso, a água local pode ter sido deslocada muito mais rapidamente pela onda de choque sísmica - equivalente a um terremoto de magnitude 10 ou 11 - que teria ondulado ao redor da Terra. É um tipo de onda descrita como seicha, que teria apanhado tudo pelo caminho e atirado no emaranhado de espécimes que estão agora sendo registradas pela equipe.

"Um emaranhado de peixes de água doce, vertebrados terrestres, árvores, galhos, troncos, amonites marinhos e outras criaturas marinhas foi todo compactado nesta camada pela onda", disse DePalma.

"Um tsunami teria levado pelo menos 17 ou mais horas para chegar ao local da cratera, mas as ondas sísmicas - e uma onda subsequente - teriam atingido o local em dezenas de minutos", acrescentou.

Direito de imagemROBERT DEPALMAImage captionWalter Alvarez ajudou a desenvolver a teoria do impacto para a extinção dos dinossauros

O artigo publicado no jornal PNAS, online a partir desta segunda-feira, inclui entre os autores Walter Alvarez, geólogo californiano que, com o pai, Luis Alvarez, é reconhecido por ajudar a desenvolver a teoria do impacto para a extinção dos dinossauros.

A dupla Alvarez identificou uma camada de sedimentos na fronteira dos períodos geológicos do Cretáceo e do Paleogênico que foram enriquecidos com irídio, um elemento comumente encontrado em asteroides e meteoritos.

Direito de imagemBARCROFT PRODUCTIONS/BBCImage captionO impacto do asteroide teria atingido a Terra com energia equivalente a 10 bilhões de bombas de Hiroshima

Vestígios de irídio também teriam coberto os depósitos de Tanis.

"Quando propusemos a hipótese do impacto para explicar a grande extinção, ela se baseou apenas em encontrar uma concentração anormal de irídio - a impressão digital de um asteroide ou cometa", disse o professor Alvarez. "Desde então, a evidência foi gradualmente construída. Mas nunca me passou pela cabeça que encontraríamos um leito de morte como este."

Phil Manning, da Universidade de Manchester, o único autor britânico no artigo, comentou: "Esse é um dos locais mais importantes do mundo agora. Se você queria mesmo entender o último dia dos dinossauros, é o que ele mostra", disse ele à BBC News.
SAIBA MAIS: A Cratera Chicxulub - O evento que mudou a vida na Terra

• Um objeto de 12 km de largura escavou um buraco na crosta terrestre com 100 km de diâmetro e 30 km de profundidade;

• Este buraco então cedeu, deixando uma cratera de 200km de diâmetro e alguns km de profundidade;

• Hoje, grande parte da cratera se encontra coberta pelo mar, e sob 600m de sedimentos;

• Em terra, ela é coberta por calcário, mas sua borda é marcada por um arco de sumidouros - como poços;

• Cientistas recentemente perfuraram a estrutura da cratera para investigar sua formação.

Direito de imagemMAX ALEXANDER/B612/ASTEROID DAYImage captionOs famosos poços naturais do México (os cenotes) se formaram em calcário enfraquecido recobrindo a cratera



BBC News Brasil
Posted: 01 Apr 2019 07:49 AM PDT

Uma manifestante segura uma placa contra a comemoração do 55º aniversário do golpe militar, no Rio de Janeiro. DANIEL RAMALHO AFP


O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, está se acostumando a atirar a pedra e esconder a mão. Desta vez, tendo deixado o país em uma data tão significativa como o 55º aniversário da ditadura, o capitão reformado escapou por inteiro. Ele fugiu para Israel em uma visita oficial.


Essa fuga chocou. Foi ele quem provocou polvorosa ao pedir que o aniversário de uma das datas mais sombrias da história do país, manchada de mortes, perseguições e torturas, como foi o golpe militar de 1964, fosse "comemorado” nos quartéis. Depois, em seu melhor estilo de dizer e se desdizer, de afirmar e desmentir a si mesmo, ele se conformou com que tal data fosse “rememorada”. Tudo menos condenar aqueles 21 anos de terror que lhe pareceram pouco, já que ele se queixara antes de que, em vez de torturar, não tivessem matado muito mais. O Governo ainda deixou que um vídeo em defesa do golpe fosse partilhado por whatsapp por um dos números do Planalto. Nele, um homem olha para a câmera e diz que o Exército salvou o Brasil da ameaça comunista. A assessoria do Planalto disse a jornalistas que o vídeo não foi produzido pela Secretaria de Comunicação, mas não se pode disassociar do Governo a autorização para que ele fosse partilhado na data.

É possível que na fantasia de Bolsonaro e suas hostes guerreiras o Brasil tivesse aproveitado este 55º aniversário da ditadura, com um Governo como o seu coalhado de militares, para expressar sua nostalgia pelos anos de chumbo em que a democracia foi assassinada. No entanto, sua psicologia impulsiva, sua caça aos gigantes do comunismo, que confunde com simples moinhos de vento, e sua nostalgia de um passado que a grande maioria do Brasil condena, o levaram a fazer mal os cálculos.

Se acreditava que com seu pedido para que nos quartéis se comemorasse tal aniversário iria bajular os militares de hoje, que não tiveram parte na ditadura e que se têm revelado, desde o retorno à democracia, fiéis à Constituição, incluindo com Governos esquerdistas como os de Lula e Dilma, ele se enganou mais uma vez. Os quartéis não se mexeram. O jornal Folha de São Pauloentrou em contato com 50 militares hoje presentes no Governo e nenhum deles quis comentar esse aniversário.

Eles também preferem colocar sua visão no presente e no futuro e deixar o passado para a História.

Se os quartéis escolheram a discrição, as hostes bolsonaristas mais aguerridas promoveram eventos pontuais. O Brasil viveu um domingo até que pacífico. Os brasileiros fiéis à democracia, que rejeitam novas aventuras violentas, deixaram clara sua rejeição à ditadura em jornais, redes sociais e manifestações de rua. Milhares de pessoas seguiram numa marcha silenciosa pelas vítimas da ditadura no Ibirapuera. Outros atos simbólicos aconteceram nas principais capitais do país. Esses brasileiros desnudaram o regime militar para que não haja dúvida de que aquele período sinistro não admite eufemismos nem metalinguagens. Foi isso, uma ditadura, o assassinato do sistema democrático e o campo livre para que os piores instintos do ser humano pudessem se soltar impunes.

O Brasil deixou claro que não admite tergiversações linguísticas. Que foi uma ditadura, nem golpe, nem movimento, nem insurreição. Que nela se matou, corpos foram torturados e as liberdades foram sepultadas. Os que são sobreviventes de uma ditadura como a da Espanha, que me coube viver por 40 anos, sabem muito bem distinguir o que é uma insurreição social pela defesa dos direitos humanos do que é a degradação das liberdades.

Como eu, tantos jornalistas e escritores que viveram uma ditadura sabem muito bem que os capangas censores do Governo, muitas vezes incapazes de interpretar um texto, mortificavam também a inteligência, o pensamento e as ideias. Faziam isso toda vez que com suas canetas de tinta preta ou vermelha torturavam nossos escritos ou simplesmente os matavam de uma vez.

Um dia talvez saibamos por que o presidente Bolsonaro, depois de tentar reavivar aqui, em seu país, o fogo dos tristes anos da ditadura, preferiu fugir do dia que buscou transformar em uma festa. Ele foi procurar os aplausos naquela parte de Israel mais avessa ao diálogo, a mais intransigente, a das bandeiras da guerra e do desprezo pelo pacifismo com os povos e culturas que o rodeiam.

Talvez sua fuga apareça um dia como a prova de ter descoberto que o Brasil de hoje é cada vez menos o dos seus sonhos de guerra. É o que sonha com um futuro de liberdades e criatividade, de pão e trabalho para todos. Um Brasil unido, sem bravatas nem nostalgia de fantasmas autoritários do passado.

Neste 55º aniversário da ditadura brasileira, uma interrogação surge inquietante: será capaz o capitão Bolsonaro, que ainda não disse uma única vez que quer ser o presidente de todos os brasileiros, de representar o futuro de um país unido em torno de um projeto de esperança para todos? De um país que não caiu na armadilha criada pelo presidente que tentou em vão ressuscitar os fantasmas de um passado que só existe na fantasia febril dos derrotados?

Quem sabe um dia, sem necessidade de recorrer à psicanálise da linguagem de Lacan, seja possível compreender o que de simbólico e até mesmo de profético engloba essa fuga para o estrangeiro do presidente Bolsonaro, no dia em que sonhou fazer os brasileiros de hoje suspirarem por tempos que pertencem apenas aos cemitérios.


EL PAÍS Brasil
Posted: 01 Apr 2019 07:42 AM PDT

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


Reportagem de Leandro Prazeres, no portal Uol nesta segunda-feira (1º), informa que o Superior Tribunal Militar (STM) deve retomar na próxima semana o julgamento do major-brigadeiro da reserva da Aeronáutica Herman Rubens Walemkamp, acusado de ter participado de um esquema que envolvia falsificação de notas fiscais que desviou R$ 2,4 milhões durante as construções da obra da base de Alcântara, no Maranhão.

Com agendamento julgado para 9 de abril, o caso teve denúncia oferecida em 2015 pelo MPM (Ministério Público Militar). Na época, foram denunciados dois oficiais da Aeronáutica e dois empresários.

O caso estava parado desde dezembro 2018, quando um dos ministros do STM pediu vistas do processo.

Estados Unidos

Durante viagem aos Estados Unidos, Jair Bolsonaro assinou um acordo de salvaguardas tecnológicas (AST), que permite o uso comercial do centro de lançamento de Alcântara, no Maranhão.

Na prática, o acordo indica que os Estados Unidos poderão lançar satélites e foguetes da base maranhense, embora o território continue sob jurisdição brasileira.


A medida foi formalizada durante solenidade na Câmara Americana de Comércio. Pelo Brasil, assinaram os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia). Jair Bolsonaro acompanhou a assinatura.

Para entrar em vigência, o acordo precisa necessariamente da aprovação do Congresso Nacional.





Revista Fórum
Posted: 01 Apr 2019 07:32 AM PDT

CC0 WIKIMEDIA / PXHERE

por Sirio Possenti 

Acho que sempre foi assim, mas hoje as coisas aparecem mais. Ações políticas relativamente complexas são resumidas em uma frase curta, talvez uma manchete. E é o que se repete, o que vira verdade. Acho que esta é uma das razões pelas quais os "intelectuais" são considerados habitantes da torre de marfim. Eles "complicam" tudo.

Vamos a dois casos. Antes (à moda de Nelson Rodrigues), comentemos outros dois. Pode ser que Bolsonaro tenha ganhado a eleição por causa da famosa mamadeira de piroca. Mas pode ser que tenha sido por frases como "chega disso daí", "vamos mudar isso daí". O que seja "isso daí" ninguém sabe. Mas funciona, e exatamente por isso.

Outro caso: "velha política / toma lá dá cá": em qualquer mesa redonda, mesmo que os participantes apoiem o homem, "toma lá dá cá" é desenrolado, transforma-se em negociação política legítima, emendas viram previsões constitucionais, demandas tornam-se participação no governo, tenta-se separar uma simples troca de voto por grana da implementação de políticas locais legítimas, que os deputados, afinal, precisam levar adiante e que às vezes são a única coisa concreta que chega aos municípios (afinal é onde as pessoas moram) etc.

Passada a mesa redonda, tudo volta ao normal: político rouba, toma lá dá cá, é dando que se recebe, velha política etc. É neste ambiente que a Terra volta a ser plana.

E, curioso, a "culpa" não é de quem reduz tudo ao slogan, mas de quem mostra que a coisa é mais complicada do que ir lá e fazer, é questão de vontade política. Trata-se de um pensamento autoritário, que não leva em conta a diversidade de interesses. Olavo de Carvalho faz isso quando fala das universidades, por exemplo: lugares de maconha e surubas.

Mas eu queria comentar outro caso (antes, ainda outro: os defensores da ditadura – e mesmo das torturas – alegam que se tratava de uma guerra, coisa da época, que tem que ser levada em conta etc. Mas o que vale para justificar essas ações não vale para Battisti: desconsidera-se que, na década de 70, era uma "guerra" que havia na Itália; falta lógica, falta dar o mesmo peso etc.).

Voltemos ao assunto de que eu ia tratar. Assim que Temer foi solto, depois de uma prisão preventiva, logo se começou a repetir uma velha cantilena: a polícia prende e a justiça solta. É um velho slogan, mais falso que nota de três, para apelar a uma expressão antiga. E que consagra a polícia (especialmente quando erra, aliás) e maldiz a justiça (as pessoas gostam de ver outras presas, gozam com isso).

Pois bem. O caso Temer é uma demonstração de que não, a história não obedeceu ao "polícia prende, justiça solta". Foi quase o contrário: o ministério público pediu a prisão; um juiz a decretou; a polícia o prendeu; depois, um desembargador o soltou.

O resumo "polícia prende justiça solta" comporta pelo menos dois erros: é verdade que foi a polícia que prendeu, mas por ordem de um juiz (que é da justiça, não da polícia, pelo menos às vezes). E quem pediu a prisão foi o ministério público, que também não é polícia.

O que se teria que discutir – mas por que complicar?, dirão – é se o ministério público pediu a prisão com bons fundamentos. Se o juiz a concedeu seguindo as leis. Se o desembargador o soltou também seguindo as leis, embora dando outra interpretação cabível; e, principalmente, qual das duas decisões da Justiça parece mais justa / legal etc. etc.

(Anote-se que às vezes nem os juízes conseguem ler uma história com dois lados).

Aliás, a única instância valorizada nesse resumo foi a que agiu de maneira mais estranha, talvez errada: por que a PF faz estas operações de guerra, com muitos carros, muitos agentes, uns camuflados, com armamento pesado, para, por exemplo, prender Temer (ou para acompanhar a chegada de Lula ao velório do neto)? Por acaso é um programa do Datena? Ou um filme de guerra?

Para concluir, outro caso: Alexandre Garcia postou o seguinte texto, lá pelos idos do carnaval: "Fico pensando na perplexidade dos foliões, entre dois estímulos: primeiro, distribuem camisinhas; depois, alertam que assédio é crime".

Quer dizer que ele acha que, se o cara está munido de uma camisinha, então pode assediar, quem sabe estuprar? ("Não te estupro porque estou sem camisinha", parafraseando Bolsonaro).

Pois foi este leitor que infestou a Globo durante décadas!


Rede Brasil Atual
Posted: 01 Apr 2019 05:50 AM PDT


No dia 1 de abril de 1902 nascia, no Rio de Janeiro, Antônio Moreira da Silva, cantor e compositor, criador do samba-de-breque e também conhecido como Kid Moringueira. Criado no Morro do Salgueiro, ele iniciou seus estudos somente aos nove anos e abandonou a escola aos 11, quando o pai faleceu. Moreira da Silva iniciou sua carreira em 1931, com Ererê e Rei da Umbanda. Em 1979, participou do disco "Ópera do Malandro", de Chico Buarque de Holanda. Em 1992, foi tema do enredo da escola de samba Unidos de Manguinhos. Em 1995, gravou "Os 3 Malandros In Concert" com Dicró e Bezerra da Silva, aos 93 anos de idade. Em 1996, foi tema do livro “Moreira da Silva - O Último dos Malandros”. Com 98 anos de idade ainda se apresentava em shows. O sambista morreu aos 98 anos, no dia 2 de janeiro de 2000, no Rio de Janeiro.


HISTORY
Posted: 01 Apr 2019 05:40 AM PDT

"O Exército salvou o país", diz gravação divulgada pelo Planalto Reprodução

A oposição vai acionar a Procuradoria-Geral da República contra a divulgação de um vídeo que nega o golpe militar de 1964 no Brasil, distribuído pela Secretaria de Imprensa da Presidência nesse domingo (31). O Psol acusa o governo de violar tratados internacionais assinados pelo país na defesa dos direitos humanos e de ter cometido improbidade administrativa.

A gravação foi divulgada pelo grupo de WhatsApp mantido pela secretaria para se comunicar com jornalistas que cobrem as atividades do Planalto. O órgão não informou a autoria do vídeo nem quem mandou produzi-lo. O partido também pretende apresentar pedidos de convocação, no plenário e em comissões da Câmara, do ministro da Secretaria de Governo, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, para cobrar esclarecimentos sobre o assunto.



O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), afirmou que o partido deve anunciar nesta segunda-feira que medidas judiciais vai tomar. "Nesta segunda-feira tomaremos todas as medidas cabíveis contra a divulgação, por meios oficiais da Presidência da República, de um vídeo apócrifo exaltando um golpe que rasgou a Constituição, fechou o Parlamento e causou a morte e prisões ilegais de milhares de brasileiros", disse Pimenta pelo Twitter.

"Ao divulgar tal vídeo, usando meios institucionais da Presidência, Jair Bolsonaro violou o juramento de respeito à Constituição. Os responsáveis por tal medida terão que se explicar perante o Judiciário", acrescentou o líder petista. O vídeo também foi postado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, no Twitter.

Na gravação um homem não identificado sobre "um tempo de medo e ameaças" provocadas pelo comunismo. Segundo ele, "jornais, rádios, TVs e principalmente o povo na rua" apelaram ao Exército para impedir a ascensão dos comunistas ao poder. No encerramento do vídeo, o narrador afirma que "o Exército não quer palmas nem homenagens. O Exército apenas cumpriu o seu papel".

O presidente Jair Bolsonaro é defensor do regime militar. De acordo com o presidente, não houve ditadura nem golpe no Brasil. Ele também minimiza os casos de tortura, assassinato e desaparecimento de homens e mulheres no período, que se estendeu de 1964 a 1985. Estima-se que quase 500 brasileiros foram mortos durante a ditadura por discordarem do regime.

Desde seu primeiro mandato como deputado federal, iniciado em 1991, Jair Bolsonaro coleciona frases e atos em defesa dos governos militares. Agora na Presidência, Bolsonaro recolocou o debate em pauta ao orientar as Forças Armadas a fazerem "as devidas comemorações" à tomada do poder em 31 de março de 1964, data que completa 55 anos neste domingo. Diante da repercussão negativa da sugestão, o governo passou a falar em "rememoração". O episódio suscitou manifestações em várias partes do país contra o golpe.


Congresso em Foco
Posted: 01 Apr 2019 05:32 AM PDT

O Globo

Manchete : Escritório em Jerusalém frustra Israel e gera reação de palestinos
No primeiro dia de viagem ao Oriente Médio, Jair Bolsonaro recua de transferência de embaixada

Em sua primeira viagem oficial a Israel, Jair Bolsonaro deixou insatisfeitos o premier do país, Benjamin Netanyahu, e também a Autoridade Palestina, que convocou de volta seu embaixador no Brasil para “consultas”. Apesar de não ter cumprido promessa de campanha de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, o presidente anunciou a abertura de um escritório de representação na cidade, disputada por palestinos e israelenses como sua capital. A mudança da embaixada, porém, ainda não foi descartada pelo brasileiro. (PÁGINA 27)

Planalto divulga vídeo que exalta Golpe de 1964
No aniversário do Golpe de 1964, o Palácio do Planalto compartilhou ontem um vídeo segundo o qual o Exército, naquela ocasião, “salvou” o Brasil. O material foi encaminhado a jornalistas, via aplicativo de celular, por um telefone da Secretaria de Comunicação da Presidência. (PÁGINA 6)
Na contramão do país, taxa de assassinatos cai em 9 estados
Em nove estados, investimentos em inteligência e integração das polícias levaram à redução da taxa de homicídios. (PÁGINA 4)
MORTE DE MARIELLE - Delegado diz que sua saída do caso foi ‘natural’ (PÁGINA 8)

Norueguesa ‘low cost’ deve ajudar a reduzir tarifas
A Norwegian fez seu primeiro voo ontem, reforçando o time das aéreas de baixo custo no Brasil — a chilena Sky opera desde novembro —, o que aumenta a expectativa de queda nos preços de passagens. As tarifas da norueguesa são, em média, 45% mais baratas que as de concorrentes na rota Rio-Londres. (PÁGINA 21)
------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo

Manchete : Governo ainda não aprovou projeto próprio na Câmara
Em meio a clima hostil, Executivo enviou 16 propostas e medidas provisórias, que tramitam em ritmo lento

Nenhum dos 16 projetos e medidas provisórias enviados pelo governo Bolsonaro para o Congresso foi aprovado em quase cem dias de gestão. Todos tramitam em ritmo lento e, dos que estão na Câmara, apenas a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência tem relator, nomeado duas semanas após chegar à Casa. Em meio a um ambiente hostil ao governo, a MP que modifica a estrutura dos ministérios, por exemplo, foi enviada à Câmara em janeiro, recebeu 539 emendas e ainda não tem relator – o texto tem de ser votado até 3 de junho, caso contrário, estruturas como a do Ministério da Economia, que aglutinou três pastas, terão de ser desmontadas. Para tentar driblar a paralisia, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, conseguiu, após acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que o pacote anticrime tramitasse paralelamente no Senado.
POLÍTICA / PÁG. A4

Saneamento só deve chegar a todo o País após 2060
O Brasil investe, em média, R$ 10 bilhões por ano em saneamento básico, menos da metade do previsto para chegar a 2033 com 100% de cobertura de água e esgoto, como prevê o Plano Nacional de Saneamento Básico. No ritmo atual, dificilmente a universalização será atingida até 2060. Hoje, 100 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto. Caso da tia e da avó de Michelle Bolsonaro, que vivem na favela Sol Nascente, no DF.
ECONOMIA / PÁG. B1

Bolsonaro vai definir dois novos ministros para o TSE
Alvo de ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Jair Bolsonaro vai ter de escolher dois novos ministros para a Corte. Os mandatos de Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira se encerram, respectivamente, em 27 de abril e 9 de maio. As escolhas têm importância porque tramitam na Justiça Eleitoral oito processos que apuram supostas irregularidades na campanha do então candidato do PSL ao Palácio do Planalto.
POLÍTICA / PÁG. A7

Palestina reage a escritório em Jerusalém
Bolsonaro confirmou, em encontro com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, a criação de escritório de negócios em Jerusalém – a mudança da embaixada, por ora, está descartada. A Autoridade Palestina condenou a ação, chamada de “violação flagrante ao povo palestino”, e vai consultar embaixador no Brasil.
INTERNACIONAL / PÁG. A10

Planalto distribui vídeo em defesa do golpe
O Palácio do Planalto distribuiu ontem vídeo de dois minutos, sem autoria, em defesa do golpe militar de 1964. “O Exército nos salvou, não há como negar”, diz o apresentador da peça. O Planalto não comentou, mas confirmou que o material foi distribuído por seu canal oficial no WhatsApp. Ontem, houve atos em dez capitais e no Distrito Federal contra e em defesa do golpe, que completou 55 anos.
POLÍTICA / PÁG. A6

Governo federal cancela instalação de radares (Metrópole / Pág. A13)

Cida Damasco
Balança a união do presidente e seus apoiadores. A chave do reequilíbrio é a economia.
ECONOMIA / PÁG. B7

Notas & Informações
O descaramento dos partidos

Anistiar as sanções aplicadas pela Justiça Eleitoral e pela Receita Federal aos partidos políticos é nada menos do que aplicar um duplo golpe nos cidadãos. PÁG. A3

Incompetência e descaso

O progresso científico e seus benefícios para a saúde da população esbarram na incúria do poder público. PÁG. A3

------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo

Manchete : Reforma garante privilégio para policiais e carcereiros
Base eleitoral de Bolsonaro, servidores terão direito a aposentadoria integral

A reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro recupera privilégios para grupos integrantes da base eleitoral do presidente: policiais civis e federais, além de agentes penitenciários e socioeducativos. Pelo texto enviado ao Congresso, eles terão direito a aposentadoria integral.
Esses servidores poderão se aposentar com o valor igual ao do salário recebido no último cargo, mesmo que tenham ingressado no setor público depois de dezembro de 2003. Naquela data, a aposentadoria do funcionalismo passou a ser calculada pela média dos salários recebidos. A diferença no valor pode chegar ao dobro, segundo estimativa. Além da aposentadoria integral, os reajustes terão paridade com os dos servidores da ativa. Para o funcionalismo público em geral, a reforma só prevê tais benefícios aos homens que atingirem 65 anos e às mulheres de 62 anos. Para isso, têm também de ter entrado até o fim de 2003. A razão do benefício não é explicada pelo governo. A Secretaria da Previdência afirmou apenas que manteve no texto o acordo feito na negociação da versão anterior da reforma, feita no governo de Michel Temer (MDB) em 2017. (Mercado A16)

Brasil frustra Israel e só terá um escritório em Jerusalém
Como já era esperado, Jair Bolsonaro recuou da mudança da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Ele havia prometido o gesto, que na prática reconheceria a cidade como capital israelense, durante a campanha e também para o premiê Binyamin Netanyahu. Em seu primeiro dia de visita a Israel, Bolsonaro anunciou apenas um escritório comercial na cidade. “Eu gostaria de acreditar que esse é o primeiro passo para a abertura de uma embaixada”, disse Netanyahu, que contava com o anúncio para sua campanha eleitoral. O recuo ocorreu após a pressão de países muçulmanos importadores de carne, que consideram Jerusalém a capital da Palestina. A possibilidade de haver um boicote assustou o agronegócio brasileiro. (Mundo All)
ENTREVISTA DA 2a - Paulo Skaf
Nova política deve aceitar o diálogo entre os Poderes

Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a chamada nova política defendida por Jair Bolsonaro não pode significar ausência de diálogo entre os Poderes. Na semana passada, Planalto e Câmara entraram em choque. “O único regime que aceitamos é a democracia, que pressupõe política e políticos”, diz. (A14)

Planalto divulga vídeo com elogio à ação dos militares em 64 (Poder A6)

Manifestações contra e a favor do golpe têm confrontos (Poder A6)

55 anos do golpe
Fernando Haddad

É preciso chamar horror pelo nome (Opinião A3)

Castello Branco

Exército atendeu a apelo do povo

Para falar de 64, é preciso contextualização histórica. As novas gerações devem entender que havia uma guerra (Opinião A3)

Análise - Igor Gielow
Para agradar aliados, presidente cria uma verdadeira jabuticaba diplomática (Mundo A12)
Contra abuso, farda da PM de São Paulo terá câmera
A PM paulista iniciou a implantação de um sistema de câmeras que serão acopladas ao ombro do uniforme dos policiais. O projeto inicial de R$ 5 milhões visa coibir abusos por parte de agentes e aumentar a qualidade das provas usadas em processos judiciais. (Cotidiano B1)
Editoriais
Talvez em 2020

Sobre expectativas para a retomada da economia (A2)

Preservar o Samu

Acerca de mudanças no serviço na cidade de SP (A2)

------------------------------------------------------------------------------------


Mídia
Posted: 01 Apr 2019 05:21 AM PDT


247 - A assessoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou o vídeo do discurso que ele fez no Knesset, o Parlamento de Israel, quando visitou o país em 2010 na condição de presidente da República. Diferentemente de Bolsonaro, visitou também os territórios da Palestina. Diferentemente de Bolsonaro, defendeu a paz e a soberania de Israel e da Palestina. Por isso, no post, o time de Lula afirmou: "O General Heleno tem razão. Não tem comparação entre Lula e Bolsonaro". No discurso, Lula defendeu um aumento do comércio entre Brasil e Israel -o vídeo desmonta por completo a versão falsa do bolsonarismo segundo a qual os governos do PT teriam alimentado antagonismo com Israel. Lula defendeu a paz.


Leia o post da equipe de Lula e, a seguir, assista à integra do discurso:

"O General Heleno tem razão. Não tem comparação entre Lula e Bolsonaro. Lula, um democrata, foi o primeiro presidente brasileiro a visitar Israel, e visitou também os territórios palestinos em 2010. No parlamento israelense defendeu a paz e a soberania tanto do estado de Israel e da Palestina. Respeitou os dois lados. Lembrou que judeus e árabes vivem no Brasil em paz. Foi aplaudido de pé."

No texto, a equipe de Lula referia-se à declaração de Heleno, que ficou irritado quando jornalistas questionaram em Israel porque Jair Bolsonaro não seguiu o exemplo do ex-presidente Lula, que também visitou o lado palestino.



Brasil 247

Nenhum comentário:

Postar um comentário

18/6 - VÍDEO - Bom dia 247 (18.6.19): E Moro quebrou a Odebrecht

FONTE:https://youtu.be/p2B-JKHqkFw Bom dia 247 (18.6.19): E Moro quebrou a Odebrecht TV 247 Stream ao vivo realizado há 6 h...