5/4 - TRÊS Famosos Que Partiram

Famosos Que Partiram


Posted: 13 Mar 2019 08:50 AM PDT
EURICO ÂNGELO DE OLIVEIRA MIRANDA
(74 anos)
Político, Jurista e Dirigente Esportivo

☼ Rio de Janeiro, RJ (07/06/1944)
┼ Rio de Janeiro, RJ (12/03/2019)

Eurico Ângelo de Oliveira Miranda, mais conhecido como Eurico Miranda, foi um político, jurista e dirigente esportivo, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 07/06/1944.

Eurico Miranda foi o mais conhecido presidente da história do Vasco da Gama, exercendo o mandato por duas vezes, de 2003 a 2008, e de 2015 a 2017. Também foi vice-presidente de futebol do clube entre 1990 e 2002, tendo participado do período das maiores conquistas do clube, como o Campeonato Brasileiro de 1997, a Copa Libertadores de 1998, a Copa João Havelange de 2000 e a Copa Mercosul de 2000.

Eurico Miranda é filho de portugueses, Álvaro e Alexandra, naturais do concelho de Arouca, concelho da Grande Área Metropolitana do Porto, que, na década de 1930, emigraram para o Brasil, fugindo do regime de António Salazar.

Criado na Zona Sul do Rio de Janeiro, estudou no Colégio Santo Inácio, em Botafogo, um colégio jesuíta frequentado por boa parte da elite carioca. Acabou por ser convidado a se retirar do colégio por causa de brigas e por sempre ir com a camisa do Vasco por cima do uniforme, o que não era permitido, apesar de nunca terem o visto usando uma camisa do Vasco em toda história.

Eurico Miranda passou no vestibular para Fisioterapia, formou-se e chegou a exercer a profissão antes de decidir ingressar na Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Foi durante o curso de direito que Eurico Miranda, então com 23 anos, ingressou nas atividades administrativas do Club de Regatas Vasco da Gama, sendo Diretor de Cadastro em 1967.

Dirigente do Vasco da Gama

Em 1969, o presidente do Vasco da Gama era Reinaldo de Matos Reis, que não agradava à maioria dos conselheiros, mas que era defendido por Eurico Miranda, então já Vice-presidente de Patrimônio. Foi realizada uma reunião na sede náutica do clube, na Lagoa Rodrigo de Freitas, para decidir a cassação do seu mandato. Porém houve uma falta de energia e a reunião foi então adiada. No dia seguinte o jornal O Globo publicou uma fotografia que mostrava uma mão desligando o quadro de energia. O título da reportagem era: "A Mão de Eurico"Eurico Miranda entrava assim para a história e política ativa do clube.

Apesar da mão de Eurico Miranda, Reinaldo de Matos Reis acabou por perder a presidência. Assumiu Agarthyno da Silva Gomes, então vice-presidente, em mandato interino até o fim de 1970. Eurico Miranda mais tarde passou a participar da administração de Agarthyno, apoiando-o. Porém em 1976 passou para a oposição do clube e apoiou a candidatura de Medrado Dias. O seu candidato acabou perdendo as eleições. Nesta época, Eurico ainda mantinha um escritório de advocacia, mas cada vez mais se dedicava à política do clube.

Em 1979, foi formada a chapa União Vascaína, que contava com Olavo Monteiro de Carvalho, Pedro Valente, Alberto Pires Ribeiro, Amadeo Pinto da Rocha e Antônio Soares Calçada, para além de Eurico Miranda. O grupo foi batizado de "Seis Homens de Ouro" e tinha como objetivo assumir a presidência do clube, há 10 anos entregue a Agarthyno.

O objetivo foi alcançado e em 1980 Alberto Pires Ribeiro tornou-se o 40º presidente da história do clube, Eurico Miranda passou a ser o seu assessor especial e foi nomeado representante do clube na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ).

Eurico Miranda apareceu na mídia em 1980 ao trazer de volta do Barcelona o ídolo do clube, Roberto Dinamite. Isso lhe deu mais poder político e nas eleições para presidência para o triênio 1983-1986, ele separou-se dos "Seis Homens de Ouro" e concorreu contra outro membro do grupo, Antônio Soares Calçada. Porém perdeu as eleições. Três anos mais tarde voltou a concorrer, para mais uma derrota para Antônio Soares Calçada.

Antônio Soares Calçada decidiu então convidar Eurico Miranda para assumir o cargo de vice-presidente do departamento de futebol. Como vice-presidente Eurico Miranda esteve envolvido na venda de Romário para o PSV em 1988 e, no ano seguinte, na compra do Bebeto, ídolo do rival Flamengo.

Apesar de ser vice-presidente, Eurico Miranda aparentava gozar de mais poder político que o próprio presidente Antônio Soares Calçada, que tinha uma personalidade mais calma. A sua posição política aumentou com a conquista do Campeonato Brasileiro de 1997 e da Taça Libertadores de 1998, entre muitos outros títulos em diversos esportes, no bem-sucedido ano do Centenário do clube. Ele foi também responsável pela parceria do clube com o Bank Of America, que investiu US$ 150 milhões e criou a Vasco da Gama Licenciamentos (VGL).

Eurico Miranda permaneceu como vice-presidente de futebol até Antônio Soares Calçada terminar o seu último mandato, quando voltou a concorrer à presidência, 14 anos após a sua última tentativa. Desta vez Eurico Miranda alcançou a presidência, com o apoio de Antônio Soares Calçada. Foi reeleito em 2003 e afirmou que seria o seu último mandato, mas acabou por concorrer novamente.

A partir de seu segundo mandato, sua imagem como dirigente começou a se desgastar e a encontrar forte resistência em meio a torcida, devido aos sucessivos insucessos do Vasco nas competições das quais participava.

Nas eleições para o mandato de 2007-2009, Eurico Miranda concorreu contra o antigo ídolo do clube, Roberto Dinamite. Ele venceu por uma pequena diferença de 439 votos, mas foi acusado de compra de votos e adulteração do resultado das eleições. A oposição moveu duas ações judiciais questionando o resultado. Com o resultado das eleições sub judicie, presidiu o clube interinamente até meados de 2008, quando por determinação da Justiça foram realizadas novas eleições.

Eurico Miranda tentou de todas as maneiras impedir a realização de novas eleições, chegando até mesmo a interditar o calabouço, uma das sedes do clube onde as mesmas seriam realizadas. Por fim, sem saída, aceitou o novo pleito, porém recusou-se a se candidatar novamente indicando em seu lugar o Benemérito e amigo de longa data, Amadeu Pinto da Rocha. Por fim, a chapa a qual apoiava acabou por perder, pondo fim a mais 40 anos de influência direta de Eurico Miranda no executivo vascaíno.

Em 11/11/2014, em eleição recorde no clube, foi novamente eleito presidente do Vasco da Gama com a chapa "Volta Vasco, Volta Eurico". Obteve mais de 50% dos votos e derrotou as chapas compostas por Julio Brant e Edmundo e a chapa de Roberto Monteiro. Em sua campanha, usou como foco principal que em sua volta o respeito ao Vasco da Gama voltará.

Conhecido por suas bravatas, sendo a mais conhecida a de que o Vasco não cairia para a segunda divisão com o seu comando, Eurico Miranda viu o time realizar um primeiro turno pífio, acumulando 13 pontos, no Campeonato Brasileiro da Série A. Manteve o discurso de que o Vasco não cairia em seu mandato, chegando a afirmar que iria para a Sibéria caso isso acontecesse, mas no dia 06/12/2015, viu o Vasco ser rebaixado pela terceira vez em sua gloriosa história, sendo a segunda com sua participação direta.

Relacionamento com a
Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro

A partir da ascensão de Eurico Miranda no Vasco e de Eduardo Viana, apelidado de Caixa D'água, na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro em 1986, parte da imprensa (mais comumente o jornalista Renato Maurício Prado), tem afirmado uma ligação entre ambos os citados, o que supostamente teria resultado em benefícios ao Vasco no Campeonato Carioca de Futebol durante este período. Porém, nada jamais foi provado.

O grupo Casaca!, que apoia Eurico Miranda, contestou a teoria de que o Vasco seria beneficiado pela Federação em função de Eurico, fazendo um levantamento sobre o período de 1986 a 2006 (em que tanto Eurico Miranda esteve à frente do Vasco quanto Eduardo Viana à frente de Federação), mostrando que neste período o Vasco foi decisivamente prejudicado pela arbitragem nos Campeonatos Cariocas de 1986, 1996, 1999, 2000, 2001, 2004 e 2005, anos em que o Vasco não conseguiu o título, e citando erros da arbitragem contra o Vasco também em anos em que o Vasco acabou sendo campeão: 1987, 1988, 1992, 1994 e 2003.

Vida Política

Em 1990, Eurico Miranda decidiu se candidatar a Deputado Federal pelo Partido Liberal (PL), apesar de já ter o cargo de vice-presidente do Vasco da Gama. Não conseguiu ser eleito, mas nas eleições de 1994 voltou a se candidatar, agora pelo PPB, e conseguiu ser eleito para Deputado Federal pelo Estado do Rio de Janeiro.

Em 1998 foi novamente eleito, mas em 2001 foi pedida a cassação do seu mandato por efetuar uma operação de câmbio não autorizada. Eurico Miranda foi acusado de promover evasão de divisas do país. Apesar disso, ele voltou a concorrer nas eleições de 2002, porém não foi eleito, perdendo assim a imunidade parlamentar.

Em 2006, Eurico Miranda teve a sua candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro. Segundo o argumento da juíza Jaqueline Montenegro, por falta de condições morais para exercer um mandato. Porém Eurico Miranda recorreu da decisão e no mês seguinte teve a sua candidatura confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Processos Judiciais

Ao longo da sua vida pessoal e política, Eurico Miranda esteve sempre envolvido em processos judiciais.

Em 2001, ele foi multado em 150 salários mínimos pelos incidentes ocorridos num jogo do Campeonato Brasileiro entre Vasco da Gama e Gama.

O ano de 2004 foi particularmente cheio de processos judiciais para Eurico Miranda. Em Fevereiro foi decretada a sua prisão por não ter comparecido a um julgamento sem dar explicações. No mês seguinte foi condenado a seis meses de prisão por ter agredido o jornalista Carlos Monteiro, porém recorreu e teve a prisão convertida em multa a ser paga ao agredido. Em abril foi a vez de Eurico Miranda processar um jornalista, mas também perdeu a ação movida. Eurico Miranda alegou que se sentiu ofendido pelas expressões "pernicioso" e "euricadas" usadas pelo jornalista Juca Kfouri na sua coluna no jornal Lance!.

Em outra ação contra a imprensa, agora a Infoglobo, Eurico Miranda pediu uma indenização pela notícia publicada em 21/07/2002 pelo jornal Extra que o acusava de desviar R$ 20 milhões do patrimônio do Vasco da Gama. Além de perder o caso, Eurico Miranda foi ainda obrigado a pagar os custos processuais e honorários dos advogados.

Por suspeita de desvio de dinheiro, uma nova investigação foi iniciada em 2007. Em questão estava a venda do jogador Paulo Miranda, em 2001, para o clube francês Bordeaux. O empresário Logbi Henouda, que participou da negociação, afirma que o Bordeaux pagou US$ 5,94 milhões pelo jogador, mas que Eurico Miranda declarou apenas US$ 2 milhões.

CPI do Futebol

Em 2001, Paulo Miranda foi alvo de uma série de denúncias na imprensa sobre diversas irregularidades em sua administração como vice-presidente e depois como presidente do Vasco. Houve uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar irregularidades na administração do futebol brasileiro e Paulo Miranda foi um dos acusados no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Foi aberto um processo de cassação contra ele, mas sua cassação não foi aprovada. Como Eurico Miranda não foi reeleito deputado em 2002, perdeu a imunidade parlamentar e teve abertos vários processos contra si na justiça.

Em 2006 foi aberto um novo processo judicial contra Eurico Miranda, agora por apropriação indébita. A acusação foi o resultado das investigações feitas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). De acordo com o Ministério Público, Eurico Miranda, enquanto presidente do Vasco da Gama, deixou de recolher contribuições previdenciárias, lesando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Além de Eurico Miranda, também foram acusados Antônio Soares Calçada, ex-presidente vascaíno, e Amadeu Pinto da Rocha, vice-presidente.

Em 2007 foi conhecida a decisão do Tribunal e Eurico Miranda foi condenado a 10 anos de prisão e ao pagamento de uma multa de R$ 53 mil. Entretanto ele teve o direito de recorrer em liberdade e o processo está de volta aos tribunais.

No dia 18/04/2008, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça anulou, por unanimidade, a sentença, baseada na CPI do Futebol, que condenava Eurico Miranda.

Briga Com a Rede Globo

Desde o acidente ocorrido na final da Copa João Havelange de 2000, onde 168 pessoas ficaram feridas, que Eurico Miranda tem tido problemas com a Rede Globo. Ele acusa a emissora de formar opiniões, jogando as pessoas contra ele. A Rede Globo por sua vez alega que Eurico Miranda, através da VGL, deve à empresa R$ 19 milhões, referente a um empréstimo feito ao clube.

Como provocação, no último jogo da Copa João Havelange, Eurico Miranda fez o clube entrar em campo com o logotipo do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), emissora concorrente da Rede Globo. Isso aumentou ainda mais a briga entre a emissora e Eurico Miranda.

Eurico Miranda brigou com a emissora depois que a mesma deixou de cumprir suas obrigações com o clube referente aos direitos de transmissão durante quase um ano.

Vida Após Vasco

Após sua chapa ser derrotada nas eleições para o Conselho Deliberativo nas eleições de 2008, Eurico Miranda passou um período afastado do Vasco, clube no qual esteve presente nos últimos 40 anos. Após a posse da nova diretoria, sua presença em São Januário tornou-se rara, apesar de possuir o título de Grande Benemérito do clube.

Desde então, Eurico Miranda tinha retomado suas atividades no ramo da advocacia, já que possuía um escritório no centro da cidade do Rio de Janeiro. Sem a pesada rotina de dirigente esportivo, Eurico Miranda passou mais tempo junto da família e viajava com frequência para sua casa em Angra dos Reis.

A Volta ao Vasco

Em janeiro de 2010, a chapa composta por Eurico Miranda e Silvio Godoi venceu a eleição para a presidência do Conselho de Beneméritos do Club Vasco. Desde então, Eurico Miranda se firmou como um dos principais opositores à gestão de Roberto Dinamite.

Em novembro de 2014, foi eleito para seu 4° mandato como presidente do Vasco com mais de 50% dos votos em eleição com recorde de participantes.

Morte

Eurico Miranda faleceu na terça-feira, 12/03/2019, aos 74 anos, no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, vítima de câncer no cérebro. Nos últimos meses, Eurico Miranda não havia feito aparições públicas. Seu estado de saúde se agravou, inclusive com dificuldade para se alimentar. A família montou uma UTI em casa, com Home Care, com enfermeiras se revezando para cuidar da saúde de Eurico Miranda. Visitas, inclusive das pessoas mais próximas, eram controladas pela família.

De ambulância, ele foi levado ao hospital na manhã de terça-feira, 12/03/2019. Lá não resistiu e morreu no início da tarde. Em nota oficial, o Hospital Vitória informou:
"O advogado Eurico Miranda, presidente do Conselho de Beneméritos do Club de Regatas Vasco da Gama, faleceu no início da tarde desta terça-feira, em decorrência de complicações secundárias ao câncer. A instituição se solidariza com os familiares e amigos."
Eurico Miranda deixou quatro filhos e sete netos.

Atualmente, ele estava no cargo de presidente do Conselho de Beneméritos do Vasco. O treino do time profissional marcado para a tarde de terça-feira, 12/03/2019, que seria realizado em São Januário, foi cancelado.

O velório começou na terça-feira, 12/03/2019, a partir das 18h00 na Capela Nossa Senhora das Vitórias, que fica na sede do clube em São Januário, e foi aberto ao público. O corpo seguirá para o Cemitério São João Batista, onde será sepultado na tarde de quarta-feira, 13/03/2019, apenas com a presença dos familiares.

#famososquepartiram #euricomiranda
Posted: 12 Mar 2019 04:51 PM PDT
ROBERTO FRANCISCO AVALLONE
(72 anos)
Jornalista

☼ São Paulo, SP (22/02/1947)
┼ São Paulo, SP (25/02/2019)

Roberto Francisco Avallone foi um jornalista esportivo nascido em São Paulo, SP, no dia 22/02/1947.

Filho de Waldemar André Avallone e Palmira Olivia Caló, Roberto Avallone frequentou o curso de Assistência Social na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), sem concluí-lo.

Começou a carreira no jornal Mundo Esportivo, em 1966. No mesmo ano, foi para o jornal Última Hora, dirigido na época por Álvaro Paes Leme.

Em 1967, foi para o Jornal da Tarde, onde ficaria por 23 anos, 12 deles como chefe de reportagem da seção de Esportes. Foi ainda no Jornal da Tarde que obteve dois Prêmios Esso como chefe da equipe que fez a cobertura das Copas do Mundo de 1978, na Argentina, e de 1986, no México.

Em 1984, tornou-se diretor de esportes da TV Gazeta de São Paulo e, a partir do ano seguinte, passou a apresentar o programa "Mesa Redonda", sempre com muita irreverência. Com matérias investigativas, reportagens, entrevistas e polêmicas, muitas vezes o programa foi líder de audiência, o que começou a chamar a atenção de outras emissoras para esse tipo de atração em suas grades.

Roberto Avallone cobriu outras quatro Copas do Mundo.


Desligou-se da emissora em 2003, quando se mudou para a RedeTV!, onde fez o "RedeTV! Esporte" e o "Bola na Rede", até sair, em 2005. Nesse mesmo ano, foi contratado pela Bandeirantes.

Entre 2005 e meados de 2007, apresentou os programas "Esporte Total" e "Esporte Interativo", além de participar do Jornal da Band.

Roberto Avallone também trabalhou nas rádios Eldorado, Jovem Pan, Globo, Bandeirantes, Capital, Record e BandNews FM.

Apresentou o programa "No Pique", na CNT, de 2009 a 2012, e manteve um blog em parceria com o Universo Online até sua morte.

Em 2015, foi contratado pelo SporTV para debater semanalmente no programa "Redação SporTV".

Roberto Avallone criou bordões em que geralmente pronunciava a pontuação contida na frase - por exemplo, ao apresentar um belo gol, exclamava "Que golaço, exclamação!" ou, ao fazer uma pergunta, dizia "O que será do Corinthians? Interrogação!".

Roberto Avallone escreveu o livro "As Incríveis Histórias do Futebol", pela Editora Tipo.

Morte

Roberto Avallone faleceu na manhã de segunda-feira, 25/02/2019, aos 72 anos, em decorrência de um infarto agudo do miocárdio. Chegou a ser levado ao Hospital Santa Catarina, mas não resistiu a uma parada cardiorrespiratória. O Hospital Santa Catarina confirmou a morte por volta das 9h00.

O velório de Roberto Avallone  aconteceu na noite de segunda-feira, 25/02/2019, no bairro Bela Vista, em São Paulo, SP. Colegas de profissão, amigos, familiares e admiradores foram prestar a última homenagem ao lendário jornalista.

Segundo seu filho, Caio Avallone, ele teve um problema cardíaco em 2014:
"Ele fez a cirurgia da carótida no Hospital Alberto Einstein. Logo depois da cirurgia da carótida, ele também teve um infarto. Então ele ficou a base de remédio."

Através de uma nota oficial, a Fundação Cásper Líbero lamentou a morte de Roberto Avallone:
"É com o profundo pesar que nós da Fundação Cásper Líbero, TV Gazeta, Gazeta Esportiva, Rádios Gazeta, lamentamos o falecimento do jornalista e apresentador Roberto Avallone.
Por mais de duas décadas, Avallone gerenciou a equipe de Esportes da TV Gazeta, além de apresentar de forma inconfundível o tradicional programa esportivo 'Mesa Redonda', onde deixou sua marca de sucesso e os bordões até hoje repetidos pelos amantes do futebol: 'exclamação!' e 'no pique!'. O jornalista também colaborou com o jornal Gazeta Esportiva e rádio Gazeta AM.
Em nome da TV Gazeta e de todos os seus colaboradores, a Fundação Cásper Líbero agradece a este profissional pela sua grande contribuição à casa e ao jornalismo esportivo brasileiro.
À família, amigos e colegas de imprensa, nos solidarizamos neste momento de tristeza e consternação."

Indicação: Miguel Sampaio
#famososquepartiram #robertoavallone
Posted: 12 Mar 2019 01:13 PM PDT
ANTÔNIO WILSON VIEIRA HONÓRIO
(75 anos)
Jogador de Futebol e Técnico

☼ Piracicaba, SP (11/06/1943)
┼ Santos, SP (11/03/2019)

Antônio Wilson Vieira Honório, mais conhecido como Coutinho, foi um treinador e jogador de futebol que atuou como atacante, nascido em Piracicaba, SP, no dia 11/06/1943.

Ao lado de Pelé, Pepe e Dorval, montou o quarteto ofensivo mais artilheiro da historia do Santos. Coutinho é o terceiro maior artilheiro da história do clube, com 368 gols em 457 jogos.

Jogou no Santos durante a Era Pelé e foi considerado o melhor parceiro que Pelé já teve. Muito habilidoso, fazia grandes jogadas com Pelé. As famosas tabelinhas, fosse com a bola nos pés ou até mesmo usando a cabeça.

Em sua cidade natal, era chamado de Cotinho, e o apelido virou Coutinho quando começou a jogar no Santos.

Ele chegou muito novo ao Santos, descoberto pelo técnico Lula. Estreou pelo time profissional com apenas 14 anos de idade como opção para o outro grande gênio que sofria com as lesões, Pagão. Mas acabou encerrando a carreira precocemente, devido a sua tendência para engordar.

Coutinho era para ser o titular da Seleção Brasileira na Copa de 1962, mas se machucou na véspera da competição e perdeu o lugar para o experiente Vavá, campeão na Copa de 1958.

Coutinho é considerado um dos maiores centroavantes da história do futebol. Tinha como principais virtudes a frieza e a tranquilidade nas finalizações. Ele tinha duas grandes características: Driblava os adversários em poucos espaços e finalizava um lance com uma perfeição raramente vista. Dessa forma, recebeu o apelido de "gênio da pequena área", superando outros centroavantes que também se destacaram no clube, como Toninho Guerreiro e Feitiço. O próprio Pelé declarou que "Coutinho, dentro da área, era melhor que eu. Sua frieza era algo sobrenatural".

Coutinho detém uma marca de respeito contra um dos principais rivais do Santos, o Corinthians. Em 12 anos de clássicos que disputou, nunca perdeu um jogo sequer. No ano que o tabu foi quebrado, em 1968, Coutinho já não atuava mais pelo Santos.

Pelé, Pepe e Coutinho, o trio que conquistou o mundo com a camisa do Santos.
Santos

Coutinho estreou no time profissional do Santos em 17/05/1958, ainda aos 14 anos de idade, em uma partida em Goiânia, contra o Sírio Libanês Futebol Clube. Coincidentemente, o placar foi o mesmo da estreia de seu lendário parceiro Pelé, que aconteceu quase dois anos antes: Vitória de 7 x 1 para o Santos. E, assim como Pelé, Coutinho também marcou um dos gols do Santos em sua primeira partida pelo elenco adulto do clube.

Em um jogo no Estádio Olímpico, jornalistas e pessoas que estavam presentes, relatam ter visto uma das maiores tabelas já realizadas na história do futebol. Pelé recebeu uma bola no meio-de-campo, na cabeça. De primeira, passou para Coutinho que, de cabeça, devolveu para Pelé. E assim foram, até a pequena área adversária, somente com toques de cabeça. No lance final, tendo apenas o goleiro à sua frente, Coutinho poderia ter concluído a gol, mas viu Lima chegar de trás e só ajeitou, mais uma vez de cabeça, para ele concluir o gol do Santos. E a torcida do Grêmio aplaudiu em pé uma jogada histórica entre dois gênios da bola.

Coutinho, além de lembrar Pelé no jeito de jogar, também tinha características físicas muito parecidas com ele. Por isso, surgiu uma lenda de que o jogador passou a usar uma fita branca em um dos braços. Dizia a lenda:
"Quando eu fazia uma jogada linda, falavam que era o Pelé, quando eu errava um passe ou chute, era o Coutinho!"
Em 2007, em uma entrevista no programa de TV "Juca Entrevista" (ESPN), com o jornalista Juca Kfouri, ele revelou o porquê de usar o adereço:
"Eu tive uma pequena lesão no pulso e passei a usar por algum tempo uma faixa de esparadrapo. Mas logo que as dores terminaram eu a tirei!"
De 1958 a 1970, Coutinho vestiu a camisa do Santos, conquistando 19 títulos e marcando 368 gols, em 457 partidas.

Seleção Brasileira

Coutinho fez sua primeira partida pela Seleção Brasileira no Uruguai, contra a seleção da casa. Tinha 16 anos incompletos. Era o titular naquele time de 1962. Porém, uma lesão pouco antes da Copa o fez ficar no banco durante o torneio.

Um dos jogos mais marcantes de Coutinho pela seleção brasileira foi um jogo em 1959, contra a Argentina, em que Pelé e Coutinho colocaram na roda os argentinos que, ao verem os dois gênios tabelando e driblando sem parar, começaram a visar apenas as pernas dos jogadores brasileiros a mando do então técnico Guillermo Stábile. Após tantas pancadas recebidas, Coutinho teve que ser substituído.

Morte

Coutinho faleceu em sua casa em Santos, SP, na segunda-feira, 11/03/2019, aos 75 anos, vítima de um infarto no miocárdio em decorrência de diabetes e hipertensão arterial. Ele estava em casa e faleceu na hora, por volta das 19h30. Em janeiro de 2019 havia sido internado com pneumonia.

O Santos abriu o Salão de Mármore da Vila Belmiro para o velório. Coutinho foi velado no local a partir da 1h00 de terça-feira, 12/03/2019, e o sepultamento será às 18h00 no Cemitério Memorial.

O Santos lamentou a morte nas redes sociais e decretou luto oficial de três dias.

Coutinho, o melhor parceiro de Pelé
Títulos

Santos

  • 1959 - Torneio Rio-São Paulo
  • 1959 - Torneio Pentagonal do México
  • 1959 - Taça Tereza Herrera (Espanha)
  • 1959 - Torneio de Valência (Espanha)
  • 1959 - Torneio Dr. Mario Echandi (Costa Rica)
  • 1960 - Campeonato Paulista
  • 1960 - Torneio de Paris (França)
  • 1960 - Torneio Giallorosso (Itália)
  • 1960 - Quadrangular de Lima (Peru)
  • 1961 - Campeonato Brasileiro (Taça Brasil)
  • 1961 - Campeonato Paulista
  • 1961 - Torneio de Paris (França)
  • 1961 - Torneio Itália 1961 (Itália)
  • 1961 - Torneio Internacional da Costa Rica (Costa Rica)
  • 1961 - Pentagonal de Guadalajara (México)
  • 1962 - Copa Intercontinental
  • 1962 - Copa Libertadores da América
  • 1962 - Campeonato Brasileiro (Taça Brasil)
  • 1962 - Campeonato Paulista
  • 1963 - Copa Intercontinental
  • 1963 - Copa Libertadores da América
  • 1963 - Campeonato Brasileiro (Taça Brasil)
  • 1963 - Torneio Rio-São Paulo
  • 1963 - Taça das Américas
  • 1964 - Campeonato Brasileiro (Taça Brasil)
  • 1964 - Torneio Rio-São Paulo
  • 1964 - Campeonato Paulista
  • 1965 - Campeonato Brasileiro (Taça Brasil)
  • 1965 - Campeonato Paulista
  • 1965 - Torneio Internacional da Venezuela (Venezuela)
  • 1965 - Hexagonal do Chile (Chile)
  • 1966 - Torneio Rio-São Paulo
  • 1966 - Torneio de Nova York (Estados Unidos)
  • 1967 - Campeonato Paulista

Seleção Brasileira

  • 1961 - Taça Bernardo O'Higgins
  • 1961 - Copa Oswaldo Cruz
  • 1962 - Copa do Mundo FIFA
  • 1962 - Copa Oswaldo Cruz
  • 1963 - Copa Roca

Artilharias

  • 1961 - Taça Oswaldo Cruz (3 gols)
  • 1961 - Torneio Rio-São Paulo (9 gols)
  • 1962 - Copa Libertadores da América (6 gols)
  • 1962 - Campeonato Brasileiro (7 gols)
  • 1964 - Torneio Rio-São Paulo (11 gols)

Recordes

  • Terceiro maior artilheiro da história do Santos (368 gols em 457 jogos).
  • Quinto maior artilheiro da história do Torneio Rio-São Paulo com 34 gols.
  • Quinto maior artilheiro dos clubes brasileiros com 368 gols.

Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio
#famososquepartiram #coutinho

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