31/10 - O psicanalista, o presidente e o armário

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raphael silva fagundes

31 DE OUTUBRO DE 2019, 23H42

O psicanalista, o presidente e o armário

Leia a crônica de Raphael Fagundes, colunista da Fórum, que trata sobre a história de um psicanalista que passou a analisar uma suposta homossexualidade enrustida de um certo presidente
Era um dia cinzento e frio. O psicanalista Leonardo Dias estava se retirando do país com sua família por causa das ameaças que recebia de uma milícia virtual que trabalhava para o presidente da República.
O motivo para tal desfecho indesejado foi a análise que o professor fizera do presidente que colocava em xeque a posição sexual do governante na hierarquia dos gêneros, tão defendida por ele e seus apoiadores.
Dias coletou os discursos do homem obtuso e agressivo que havia assumido o cargo de presidente para analisá-los através do conhecimento psicanalítico produzido desde Freud. Detectou o uso frequente de conotações homossexuais disfarçadas de retórica política. Por exemplo, em relação ao presidente da Câmara dos deputados, o presidente havia dito: “Eu falei que o nosso relacionamento começou com algum atrito, igual àquele grande amor que nasce de um acidente de trânsito. Você desce do carro, fala para a dona Maria: ‘A senhora não sabe dirigir’. E ela xinga: ‘Machista’. Conhecem ali, e vão ser felizes para sempre. Eu estou quase me casando…”
Ao sair de um almoço com o ministro do TCU, em 27 de abril, o líder da democracia brasileira voltou a falar do seu “namoro” com o presidente da Câmara, também presente na reunião: “Foi uma conversa muito boa, tranquila… Estou namorando o x. Conversa maravilhosa com ele”. Dias buscava não citar nomes, exatamente como os psicanalistas fazem ao relatar os atendimentos com seus pacientes.
Em outra declaração, o presidente falou sobre sua relação conjugal com o ministro da economia: “Peço desculpas por frustrar a tentativa de parte da mídia de criar um virtual atrito entre eu e y. Nosso casamento segue mais forte que nunca kkkkk”.
Seu ex-secretário geral disse uma vez: “Hoje posso dizer que sou, de forma hétero, apaixonado [pelo presidente]”. Esta relação era inclusive reconhecida por outras pessoas. Uma deputada federal comentou, no episódio da desoneração do ex-secretário: “A relação ali ficou aquela coisa do casamento que está acabando, uma relação insustentável. Foi uma paixão louca lá atrás. Os dois só andavam juntos, do café da manhã ao jantar, e de repente a relação desgastou e veio o divórcio”.
Em um encontro com o presidente dos Estados Unidos, o representante brasileiro não titubeou em dizer “I love you”, em uma cena que para a esquerda pareceu uma mera submissão ao imperialismo norte-americano.
Mas a gota d’água, a declaração que levou o famoso psicanalista a defender sua tese foi quando, ao se reunir com o príncipe da Arábia Saudita, o líder do maior país da América Latina soltou: “Todo mundo gostaria de passar uma tarde com um príncipe. Especialmente vocês mulheres, né? Vou ter essa oportunidade hoje […]Tenho uma certa afinidade com o príncipe. Em especial depois do encontro…”
Em um programa de entrevista, o psicanalista apresentou toda a sua base teórica para compreender o que se passava com o presidente. Citava Freud: “em geral, o homem oscila durante toda a vida entre sentimentos heterossexuais e homossexuais e a privação ou o desencanto de um dos tais setores o leva ao outro”.
“O homem é um animal de indubitável disposição bissexual”, continuava explicando sua conclusão por meio dos ensinamentos freudianos.
– Uma vez, uma paciente de Freud pediu a ele que fizesse algo para transformar a homossexualidade do filho em heterossexualidade. O grande mestre disse que isso não daria certo e, em seguida, explicou a finalidade da psicanálise: “Se ele é infeliz, neurótico, dividido por seus conflitos, inibido na vida social, a psicanálise pode lhe levar a harmonia, a paz de espírito, uma plena atividade ainda que se mantenha homossexual, ou que altere esse comportamento”, disse o psicanalista aos jornalistas que o entrevistavam.
Um dos repórteres fez a seguinte pergunta:
– Essa questão pode influenciar no comportamento do presidente?
– Sim – respondeu o psicanalista -. Não por ser homossexual, evidentemente. Platão, Michelangelo, Leonardo da Vinci, eram homossexuais e deixaram um legado inestimável para a humanidade. Mas enquanto o presidente não se tratar, isso influenciará diretamente em seu comportamento, no discurso que adota etc.. Talvez por isso ele seja tão agressivo, produtor de uma fala confusa. Ele precisa estar bem consigo mesmo. O psicanalista Otto Finichel dizia que “muita gente combate o homossexualismo na sociedade em vez de sentir-se culpado pelo seu próprio homossexualismo inconsciente”. Portanto, ao ver a possibilidade de um indivíduo revelar sua condição homossexual e ser feliz com isso, o homem que a reprime dentro de si, acaba agredindo, despejando por meio da homofobia, um determinado ódio. É como se ele pensasse assim: “Se eu não posso me revelar, por causa de toda a pressão social e cultural que existe, ninguém pode”.
– Então o senhor afirma que o presidente tem uma homossexualidade enrustida e não revela por causa do que representa, no caso, o discurso conservador que o levou ao cargo?
– De certa forma sim. Não estou acusando o presidente de nada, até porque a homossexualidade não é um problema. A questão é não estar bem consigo mesmo, como Freud explicou no caso que destaquei antes.
Na mesma noite, após a entrevista, Leonardo Dias chegou em casa e checou seus e-mails e redes sociais. Diversas ameaças foram enviadas a ele. Os seguidores do presidente acharam que tudo aquilo era um grande absurdo e um desrespeito para com a maior figura da democracia do país.
No dia seguinte, o psicanalista foi para o seu consultório, como de costume, e encontrou sobre o divã uma cabeça de porco e a janela quebrada. Ele deu parte na delegacia, mas nada foi feito.
Uma notícia no jornal da tarde mostrava fotos do presidente de mãos dadas com o ministro da segurança saindo de um restaurante. Curioso que os repórteres nada comentaram em relação ao fato, apenas quanto custou o jantar, 120 mil reais. “Só eu que consigo ver o que é tão óbvio?”, pensava o doutor.
No outro dia, o presidente fez um pronunciamento radical acusando a homossexualidade como uma doença e um desrespeito à família. Após aprovar uma medida que retirava dinheiro do SUS para subsidiar planos de saúde, acusou o movimento LGBTQI de esquerdista, além de reafirmar a condenação de Deus sobre a questão. Ele destilava o seu ódio, parecia uma resposta às declarações feitas pelo professor há dois dias atrás.
Leonardo Dias voltou para casa no fim do dia e a encontrou vandalizada. Pichações o chamavam de inimigo da pátria e o juravam de morte, caso não negasse tudo que havia dito. Foi nesse instante que o psicanalista decidiu exilar-se com sua família.
Um ano depois, após ter se tratado, o presidente revelou sua sexualidade para o mundo. Enfrentou os que a reprimiam e teve a coragem de denunciar diversos grupos homofóbicos que o apoiavam, convidando-os a “saírem do armário” assim como o fez.
Apesar de uma série de protestos conservadores liderados pelas igrejas evangélicas, o presidente conseguiu se manter no cargo adotando agora uma nova política. Um discurso mais ameno e harmonioso passou a ser defendido pelo homem que outrora esbravejava insanidades. O acolhimento às minorias passou a fazer parte de sua agenda política. Não se falou mais em tortura e se abriu ao diálogo, revogando muitas leis truculentas em relação aos trabalhadores e as classes mais pobres da sociedade.
O psicanalista via tudo aquilo do seu exílio e disse em um jantar com sua família em Milão: “antes tarde do que nunca”.



31/10 - Vão engavetar todos os mistérios da casa 58?

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Vão engavetar todos os mistérios da casa 58? Por Moisés Mendes

 
Com a palavra Augusto Aras, o novo ‘engavetador’ geral da República. Foto: Agência Brasil/EBC
Há uma pressa evidente em arquivar a versão do porteiro, antes que perguntas elementares tenham sido respondidas sobre os mistérios da casa 58 naquele dia 14 de março de 2018.
1. A grande dúvida: por que o porteiro registrou que o motorista Elcio Queiroz pediu para ter acesso à casa 58? As perguntas subsequentes derivam dessa. Qual o interesse em registrar algo que não aconteceu? Por que o porteiro disse ainda, em dois depoimentos, que falou com Bolsonaro? E que viu pelas câmeras que o motorista foi direto para a casa 65, de Ronnie Lessa? E que Bolsonaro foi alertado sobre isso e respondeu que sabia do destino do motorista? O porteiro sabia do planejamento do crime e tentou comprometer Bolsonaro, que na época era deputado?
2. Por que a polícia não foi atrás dos registros de entrada no condomínio, se Lessa, o matador de Marielle, já era investigado e morava ali? Um dado é alarmante. A polícia só descobre que há o registro da portaria (que cita a casa 58) porque, ao acessar os dados do celular do assassino agora, em outubro (sete meses depois da prisão de Lessa e um ano e sete meses depois do crime), descobriu uma mensagem da mulher de Lessa para o marido. Ela o alertava sobre o registro da portaria sobre a chegada de Elcio. E enviou uma foto com o registro, que citava a casa 58. Lessa deveria ficar sabendo e alertar o parceiro de que o registro existia.
3. De onde a mulher de Lessa tirou o registro sobre a entrada no condomínio? Por que alguém teria a preocupação de passar à mulher uma imagem com o registro?
4. Por que, logo depois de saber do registro e apreender o livro, a polícia não procurou os arquivos de áudio das conversas registradas pela portaria? A polícia só teve acesso aos áudios porque o administrador do Vivendas da Barra entregou voluntariamente os arquivos aos investigadores. A Folha informa hoje que os arquivos foram entregues “alguns dias depois”. Quantos dias depois? Por que foram entregues “voluntariamente”, um ano e sete meses depois do crime?
5. Por que, ao pedirem a perícia no áudio do registro da entrada de Elcio, a polícia e o Ministério Público investigaram apenas se a gravação estava íntegra, sem alterações? Essa perícia confirma que o porteiro fala com Ronnie Lessa, da casa 65. E aí vem a pergunta de detetive amador: por que os peritos já não investigaram também se havia lacunas na lista de registros de voz? É possível que uma ou mais conversas tenham sido eliminadas? A promotora Simone Sibílio admite que não investigaram esse pequeno detalhe. O que ela informou aos jornais é grave: “O que foi auditado foi isso, e a gente não pode elucubrar”. É estranho que a promotora não tenha elucubrado o que o Brasil todo está elucubrando. A promotora precisa retomar as elucubrações.
6. Se algum registro de voz foi apagado, é possível, tanto tempo depois, que a perícia chegue a indícios de ocultação de provas?
7. Por que a polícia não investigou outras passagens de Elcio pelo condomínio, para ver se há registros anteriores de entrada do motorista que levou Lessa ao local do crime?
8. E uma pergunta de aprendiz de detetive de quinta série: o porteiro não pode ter se enganado porque Elcio costumava ir ao condomínio e falar com os moradores da casa 58?
9. Por que a promotora, Carmen Carvalho, que trata do caso Marielle e, segundo o Intercept, declara-se bolsonarista publicamente, teve tanta pressa em descartar o depoimento do porteiro?
10. Estamos de novo diante de uma série de coincidências que envolvem os Bolsonaros e milicianos criminosos e que se repetem como coincidências e são apenas coincidências?

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31/10 - “Família Bolsonaro é a encarnação do desgoverno”, diz Franklin Martins....

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“Família Bolsonaro é a encarnação do desgoverno”, diz Franklin Martins, citado como terrorista por Eduardo

 
Que bonito
Quando todos imaginavam que Eduardo estivesse arrependido por defender a volta do AI-5, eis que o Zero Três dobra a aposta e posta no Twitter um vídeo defendendo a repressão e citando o maldito Brilhante Ustra como baluarte da Pátria e da família.
Falou da organização Ação Popular para dizer que o senador tucano José Serra, um dos artífices do golpe de 2016, patrocinava o terrorismo através da presidência da UNE.
Eduardo citou também Dilma, Lula, Marighella, Lamarca e outros que, segundo ele, “trouxeram pânico e terror ao Brasil no final dos anos 1960 e início dos 70”.
O jornalista Franklin Martins, conhecido militante pela volta da democracia após os anos de chumbo, e que viveu de perto o horror do AI-5, disse ao DCM que tem orgulho de, junto com a sua geração, ter sido um dos protagonistas da luta pela democracia e pela liberdade.
“Esse Zero Três nem percebe que está cometendo um ato ilícito ao defender o AI-5”, diz. “Na condição de deputado, jurou defender a Constituição e ela é contra a ditadura. Aos poucos, o povo está descobrindo quem são essas pessoas”.
Na prática, o Ato Institucional número 5, emitido pelo presidente Artur da Costa e Silva em 13 de dezembro de 1968, resultou na perda de mandatos de parlamentares contrários aos militares, intervenções ordenadas pelo presidente nos municípios e estados e também na suspensão de quaisquer garantias constitucionais que resultaram na institucionalização da tortura usada como instrumento pelo Estado.
“É o chamado golpe dentro do golpe”, comentou Franklin. “A partir daquele momento, as pessoas começaram a ser presas, torturadas e mortas. É o período mais vergonhoso da história do país”.
Quando falou com o DCM, às 16h45 desta quinta, 31, o jornalista matou a charada sobre o que viria minutos depois.
“Daqui a pouco, o Zero Zero manda apagar o vídeo”, disse. “Zero Zero, Zero Um, Zero Dois e o Zero Três são a encarnação do desgoverno”.
Esse é o Brasil do momento: um navio desgovernado, procurando uma tangente para disfarçar toda a sua estupidez.

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31/10 - Eugênio Aragão: ‘Eduardo Bolsonaro é um doente. Não pode ser levado a sério’

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Eugênio Aragão: ‘Eduardo Bolsonaro é um doente. Não pode ser levado a sério’

 
Publicado na Rede Brasil Atual
O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão
“Eduardo Bolsonaro é um doente. Eu não levo a sério. Não pode ser levado a sério. Mal entende de fritar hambúrguer”, diz o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, sobre a fala do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) defendendo “um novo AI-5” para combater a esquerda. “Mas, realmente, isso não é uma coisa gratuita. É um atentado à democracia. O ideal seria que o procurador-geral da República (Augusto Aras) tomasse providência. Mas, com Aras, que faz tudo o que Bolsonaro manda, é difícil”, acrescenta Aragão.
“Tudo é culpa do Bolsonaro, percebeu? Fogo na Amazônia, que sempre ocorre – eu já morei lá em Rondônia, sei como é que é, sempre ocorre nessa estação— culpa do Bolsonaro. Óleo no Nordeste, culpa do Bolsonaro. Daqui a pouco vai passar esse óleo, tudo vai ficar limpo e aí vai vir uma outra coisa, qualquer coisa – culpa do Bolsonaro”, afirmou o filho do presidente Jair Bolsonaro, também conhecido como “03”,  em entrevista à jornalista Leda Nagle publicada nesta quinta (31) no YouTube. Segundo o deputado do PSL, “se a esquerda radicalizar (…), a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5”.
Em nota, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reputou de “repugnante” a fala do filho do presidente. “O Brasil é uma democracia. Manifestações como a do senhor Eduardo Bolsonaro são repugnantes”, afirmou.
“Uma Nação só é forte quando suas instituições são fortes. O Brasil é um Estado Democrático de Direito e retornou à normalidade institucional desde 15 de março de 1985, quando a ditadura militar foi encerrada com a posse de um governo civil. Eduardo Bolsonaro, que exerce o mandato de deputado federal para o qual foi eleito pelo povo de São Paulo, ao tomar posse jurou respeitar a Constituição de 1988. Foi essa Constituição, a mais longeva Carta Magna brasileira, que fez o país reencontrar sua normalidade institucional e democrática”, continuou Maia.
O presidente do PSDB, Bruno Araújo, afirmou em nota que não “restam mais dúvidas sobre as intenções autoritárias de quem não suporta viver em uma sociedade livre” e que a família Bolosonaro prefere a coerção ao livre debate de ideias. “Escolhem a intolerância ao diálogo. Ameaçar a democracia é jogar o Brasil novamente nas trevas. O PSDB, que nasceu na luta pela volta da democracia no Brasil, condena de maneira veemente as declarações do filho do presidente da República.”

Cassação

Para Eugênio Aragão, diante da postura de Augusto Aras, o melhor a se fazer é uma ação na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados. “Como ele falou na qualidade de deputado, embora tenha imunidade da palavra, a comissão de ética pode julgar isso. O povo tem que se organizar e cobrar da Câmara uma postura de condenar isso. Começar dando uma advertência, depois suspensão até botar o cara pra correr.”
O ex-candidato a presidente Fernando Haddad (PT) afirma que o mínimo que deve ocorrer a Eduardo Bolsonaro é perder o mandato. O líder do Psol na Câmara, Ivan Valente (SP), afirma que seu partido está convidando outras legendas a entrar no Conselho de Ética na terça feira. O partido promete entrar com uma notícia-crime ainda hoje no Supremo Tribunal Federal.  “Ele está propondo o fechamento do Congresso. AI-5 é a ruptura do Estado democrático de Direito, e ele precisa responder por isso, porque é crime de responsabilidade contra a Constituição Federal.”
Na opinião do líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), “diferentemente de 1968, uma tentativa de reeditar AI-5 agora levará à prisão o seu autor”. “Todos os segmentos democráticos da sociedade brasileira têm o dever de repudiar com firmeza o flerte ditatorial do embaixador fracassado”, disse, no Twitter.
“É o Brasil com AI-5 em pleno 2019 que Bolsonaro quer vender (o Brasil) para o mundo e investidores?”, questionou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) nas redes sociais. “Um país com censura prévia, perseguição às liberdades individuais e MORTES pelo Estado? É irresponsável, leviano! Essa família no poder é um erro grave na História do país”, escreveu.
O deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ) declarou que a oposição vai pedir a cassação de Eduardo no Conselho de Ética, ao mesmo tempo em que vai acionar o STF. “A apologia do filho do presidente ao AI-5, que significa o fechamento do Congresso e a perseguição de opositores, é um crime contra a Constituição e as instituições democráticas”, disse.
“Os defensores da democracia e da liberdade, de todos os espectros políticos, precisam se unir para dar uma resposta à altura a mais esse gravíssimo ataque ao Estado de Direito. As hienas estão mostrando os dentes, mas nós não deixaremos que elas destruam a democracia brasileira”, acrescentou Freixo.

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12/11 - Após virar chacota por postagem surreal, Carlos Bolsonaro apaga perfis nas redes

FONTE: https://www.pragmatismopolitico.com.br/2019/11/carlos-bolsonaro-redes-sociais.html NOTÍCIAS EDUCAÇÃO CU...