31/10 - Bolsonaro reafirma intentos autoritários

 FONTE:https://altamiroborges.blogspot.com/2020/10/bolsonaro-reafirma-intentos-autoritarios.html

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Bolsonaro reafirma intentos autoritários

Editorial do site Vermelho:


A segunda onda de Covid-19 na Europa e a aceleração da pandemia nos Estados Unidos são sinais de que o Brasil caminha para um cenário ainda mais trágico. As crises sanitária e econômica tendem a se agravar, com graves e previsíveis consequências para o povo. Sem uma ação efetiva contra os efeitos da pandemia, a sua propagação seguirá descontrolada. E os efeitos sobre a economia, castigada por uma severa recessão, serão inevitáveis.

O fracasso da agenda ultraliberal do governo Bolsonaro, sob a condução do seu ministro da Economia, Paulo Guedes, já é bem visível. O real desvalorizado e instável, a inflação acentuada dos alimentos, a taxa recorde de desemprego, a queda dos investimentos estrangeiros e a falta de confiança do empresariado se somam à conduta irresponsável de Bolsonaro em relação à pandemia, o que dificulta a retoma da atividade econômica.

O galope da inflação dos alimentos e o corte pela metade do auxílio emergencial, recebido por 65 milhões de brasileiros, já reduziram em até 10% as vendas das redes dos chamados atacarejos nas últimas semanas. Nos supermercados, o movimento se repete. Os efeitos sobre o setor produtivo geram outras consequências, como a paralisia da economia como um todo e o aprofundamento da recessão.

É preciso lembrar, mais uma vez, que caberia ao Estado entrar em ação para socorrer o país e aliviar as consequências econômicas desse cenário para o povo. Assim como no combate aos efeitos da pandemia. Não há justificativa para o descaso de Bolsonaro e seu governo em relação à alarmante perspectiva de recrudescimento da pandemia.

Ao não se mover na direção de acionar as alavancas do Estado para que medidas sejam tomadas, o bolsonarismo comprova novamente que se depender do governo a Covid-19 seguira ceifando vidas e superlotando os hospitais. O mesmo pode ser dito sobre a economia. A insistência na agenda ultraliberal e neocolonial de Guedes mostra que o bolsonarismo não está disposto a adotar medidas, mínimas que sejam, contra a as fortes evidências de uma tragédia social.

Bolsonaro, em vez de se ocupar desses graves desafios postos à nação, usa a presidência da República para fazer insultos e provocações contra governadores, como fez nesta quinta-feira (29) contra Flávio Dino e João Dória.

Esse cenário implica um desafio urgente para as forças de oposição. Os insistentes acenos ao autoritarismo pelo presidente, uma demonstração de que ele não se afastou um milímetro do seu intento de ruptura com o Estado Democrático de Direito, são sua resposta à grave conjuntura que vai se formando. Contê-lo é tarefa primordial e inadiável, um movimento que exige a união de amplas forças e ações políticas decididas.



31/10 - VÍDEO - A masculinidade frágil de Bolsonaro

 FONTE:https://altamiroborges.blogspot.com/2020/10/a-masculinidade-fragil-de-bolsonaro.html

sábado, 31 de outubro de 2020

A masculinidade frágil de Bolsonaro

31/10 - VÍDEO - O neoliberalismo e o papel da mídia

FONTE:https://altamiroborges.blogspot.com/2020/10/o-neoliberalismo-e-o-papel-da-midia.html 

sábado, 31 de outubro de 2020

O neoliberalismo e o papel da mídia

31/10 - VÍDEO - Bolsonaro ainda vai proibir a vacina?

FONTE: https://altamiroborges.blogspot.com/2020/10/bolsonaro-ainda-vai-proibir-vacina.

sábado, 31 de outubro de 2020

Bolsonaro ainda vai proibir a vacina?

31/10 - Por que os adversários de Bolsonaro não criam uma aliança para enfrentá-lo?

FONTE: https://www.cartacapital.com.br/opiniao/por-que-os-adversarios-de-bolsonaro-nao-criam-uma-alianca-para-enfrenta-lo/

Por que os adversários de Bolsonaro 

não criam uma aliança para enfrentá-lo?

'Não é o que se dá neste exato instante, ao faltar menos de um mês para o pleito

 municipal', aponta Mino Carta

Bolsonaro durante Cerimônia de Abertura da Primeira Linha de Luz Sirius. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

BOLSONARO DURANTE CERIMÔNIA DE ABERTURA DA PRIMEIRA LINHA DE LUZ SIRIUS. (FOTO: MARCOS CORRÊA/PR)

ouça este conteúdo
  
ok

Sei que, no Brasil, a ideologia frequentemente é o último refúgio dos canalhas. Dizem ser voltados aos interesses do povo brasileiro, afirmam até professar ideais esquerdistas, mas, a bem da sacrossanta verdade, cuidam mesmo das suas miúdas, imediatas conveniências.

 

 

Suponho impossível, portanto, que a ideologia possa determinar as posições políticas, os entendimentos, as alianças eventuais, às vésperas de eleições, como estas que nos esperam a curto prazo em inúmeros municípios, alguns muito importantes porque feridos nas capitais.

Poderia ser um ensaio para o pleito de 2022, pelo qual o ex-capitão Bolsonaro imagina poder trafegar com tranquilidade, de sorte a prosseguir incólume na Presidência da República. Está longe de ser um sonho impossível de Jair Bolsonaro. Existe, contudo, um sentimento compartilhado por várias personalidades políticas nativas, a convicção de que justo e salutar seria livrar o País de toda ameaça bolsonarista. Ou seja, Bolsonaro e o bolsonarismo são o inimigo público número 1.

Pergunto aos meus botões, sempre perplexos, para não dizer aturdidos: por que estes adversários do atual presidente da República e da sua doutrinação demente não criam uma aliança geral e irrestrita, para enfrentá-lo em um espaço de tempo destinado com folga a definir estratégias de combate? Não é o que se dá neste exato instante, ao faltar menos de um mês para o pleito municipal.

Um exemplo a ser estudado é o da Itália, onde, para evitar a escalada da direita hidrófoba, surgiu uma aliança de conveniência em torno de um primeiro-ministro teoricamente apartidário, entre o Partido Democrático, que abriga egressos do Partido Comunista e da esquerda democrata-cristã, e o Movimento 5 Estrelas, popularesco antes que popular, conforme as intenções do seu fundador, o ex-cômico Giuseppe Grillo. Foi possível assim formar no Parlamento uma aliança eficaz no controle da situação contra o populismo selvagem, francamente fascistoide, do ex-ministro Matteo Salvini, aliado natural de Marine Le Pen e de todas as tendências de extrema-direita, a medrarem em vários países europeus, a começar pelos delírios de Viktor Orbán na Hungria.

Este gênero de alianças, nem sempre precipitadas por afinidades ideológicas, ou mesmo raramente, consegue escantear o pior. Trata-se de um exemplo válido para uma resistência contra a praga que nos assola, bem mais que pandemia, o bolsonarismo. Se o andar da carruagem nos convencer de que ou Bolsonaro acaba com o Brasil, ou o Brasil, como nos tempos da saúva, antes do desastre, bem antes, tem de acabar com a saúva, digo Bolsonaro.

Não há como hesitar. Mas, conforme o hábito, atendendo a jogos paroquiais, quem haveria de mudar o rumo das coisas hesita.

 

Muito obrigado por ter chegado até aqui. Mas não se vá ainda. Ajude-nos a manter de pé o trabalho de CartaCapital. Nunca antes o jornalismo se fez tão necessário e dependeu tanto da contribuição de cada um dos leitores.

Assine CartaCapital e contribua com um veículo dedicado a produzir diariamente uma informação de qualidade, profunda e analítica. A democracia agradece.

ASSINE  ou, se preferir, Apoie a Carta.

 

04/01/23 - COMUNICAÇÃO

 AMIG@S UMA HERPES ZOSTER  ME ATACOU . ESPERO VOLTAR EM BREVE. FELIZ 2023 ABRAÇOS, ABELHA