30/06/21 - Câmara do Rio cassa o mandato de Dr. Jairinho

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Câmara do Rio cassa o mandato de Dr. Jairinho

Decisão foi aprovada por 48 vereadores; Jairo Souza Santos Junior é réu pela morte do enteado Henry Borel, de 4 anos

30 jun202121h29
| atualizado às 21h47
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O médico Jairo Souza Santos Junior, o doutor Jairinho (sem partido), de 43 anos, teve o mandato de vereador no Rio de Janeiro cassado por quebra de decoro parlamentar nesta quarta-feira, 30, 114 dias após a morte de seu enteado Henry Borel, de 4 anos, crime pelo qual é réu. O debate começou às 16h30 e se estendeu até as 19h40, quando 49 dos 50 vereadores votaram pela perda do mandato dele. O vereador Doutor Gilberto (PTC) não votou porque pediu licença do cargo. Entre os vereadores que participaram da sessão, portanto, houve unanimidade pela perda do mandato. Para a cassação bastariam os votos de 34 parlamentares.

O agora ex-vereador está preso desde 8 de abril na penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu (zona oeste do Rio). Em seu lugar tomará posse Marcelo Dibiz Anastácio (Solidariedade), de 34 anos, ex-presidente da Associação de Moradores da Muzema, região da zona oeste onde dois prédios desabaram, em 12 de abril de 2019, matando 24 pessoas.

Presidente da Câmara do Rio aceita abertura do processo de cassação de Jairinho
Presidente da Câmara do Rio aceita abertura do processo de cassação de Jairinho
Foto: Renan Olaz

Jairinho estava afastado do cargo de vereador desde 9 de maio, quando completou um mês sem cumprir suas funções parlamentares, já que estava preso desde 8 de abril. No dia em que foi preso, Jairinho teve o salário de vereador cortado e foi expulso do Conselho de Ética da Câmara e do Solidariedade, partido pelo qual foi eleito em 15 de novembro passado para o quinto mandato seguido como vereador. Desta vez obteve 16.061 votos, tornando-se o 26º vereador mais votado dentre os 51 eleitos. Jairinho é filho do também político Coronel Jairo, que foi deputado estadual e não se reelegeu em 2018.

Em 2004, mesmo ano em que concluiu a faculdade de Medicina na Unigranrio, universidade particular em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Jairinho concorreu pela primeira vez a vereador, então pelo PSC, e se elegeu com 23.541 votos (foi o 24º mais votado daquela eleição). Em sua carreira política, Jairinho foi líder do governo durante a segunda gestão de Eduardo Paes, de 2013 a 2016, e durante o governo de Marcelo Crivella, de 2018 a 2020, além de ter presidido a Comissão de Justiça e Redação, a mais importante da Câmara Municipal do Rio.

Em 11 de março, três dias após a morte de seu enteado, Jairinho foi eleito pelos seus pares para integrar o Conselho de Ética da Câmara. Em 8 de abril, após ser preso, ele foi expulso do colegiado e sua vaga foi ocupada pelo vereador Luiz Ramos Filho (PMN). Ramos Filho foi sorteado para ser o relator do processo de cassação de Jairinho. Após colher e analisar provas, depoimentos e arguições, Ramos Filho compôs um relatório pela cassação do colega, que foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Ética na última segunda-feira, 28. Foram sete votos pela cassação do mandato do então vereador. Nesta quarta-feira o mesmo relatório foi submetido ao plenário.

A sessão começou com a leitura do relatório pelo vereador Ramos Filho. Em seguida diversos vereadores discursaram, todos com intensas críticas ao colega. Carlos Bolsonaro comparou a morte de Henry Borel à facada sofrida em 2018 por seu pai, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e chegou a ficar com a voz embargada.

Após os discursos dos vereadores, o advogado de Jairinho, Berilo Martins da Silva Neto, fez sua explanação. Ele afirmou que não há nenhum vídeo mostrando agressões de seu cliente a crianças e que a imprensa fez sensacionalismo sobre o caso. "Falaram que ele usa terno Armani, mas nunca usou. Ele usa terno Brooksfield", argumentou. "Nós não estamos fazendo justiça, mas sim judicialização, ou seja, linchamento", reclamou. Em outro momento, comparou a situação de Jairinho à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que depois de ser preso teve a condenação anulada.

Medicina

Desde 10 de junho, Jairinho também está proibido de exercer a medicina no Estado do Rio de Janeiro, por decisão do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj). O órgão aplicou uma interdição cautelar por possível infração ao Código de Ética Médica, ao não socorrer o enteado na noite de 7 de março. Simultaneamente tramita em sigilo um processo contra o médico. Ele pode ser punido com advertência ou até a cassação definitiva do registro. Jairinho nunca exerceu a medicina, segundo ele próprio contou após a morte do enteado.

Henry

Desde 7 de maio, Jairinho e Monique são réus perante a 2ª Vara do Tribunal do Júri do Estado do Rio por homicídio triplamente qualificado e tortura qualificada de Henry Borel, de 4 anos, filho de Monique e enteado de Jairinho. Além desse processo, Jairinho responde por outras três acusações de tortura, que teriam sido praticados contra filhos de outras namoradas que ele manteve.

 

Estadão

30/06/21 - Lira ironiza 'superpedido' e diz que esperará fim de CPI

FONTE:https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/lira-ironiza-superpedido-e-diz-que-esperara-fim-de-cpi 

Lira ironiza 'superpedido' e diz que esperará fim de CPI

Com 46 assinaturas e 271 páginas, documento é assinado por deputados de oposição, centro-direita e ex-bolsonaristas

30 jun202121h49
| atualizado às 21h57
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Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, em Brasília
12/02/2021 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, em Brasília 12/02/2021 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

O superpedido de impeachment protocolado na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 30, deve ficar parado. O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), não pretende analisar o documento, pelo menos por enquanto.

"Não será feito agora, né. Tem que esperar", afirmou a jornalistas. "O que houve nesse superpedido? Uma compilação de tudo o que já existia nos outros e esses depoimentos, quem tem que apurar é a CPI. É para isso que ela existe. Então, ao final dela a gente se posiciona aqui, porque na realidade impeachment, como ação política, a gente não faz com discurso, a gente faz com materialidade", disse.

Com 46 assinaturas e 271 páginas, o documento é assinado por deputados da oposição, centro-direita e ex-bolsonaristas, como Joice Hasselmann (PSL-SP), Kim Kataguiri (DEM-SP) e Alexandre Frota (PSDB-SP). O texto foi elaborado pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e tem como signatários, além dos parlamentares, entidades representativas da sociedade e personalidades.

Foram apontados 23 crimes que teriam sido cometidos por Bolsonaro desde que assumiu a Presidência da República.

Questionado se vai rejeitar o pedido, Lira disse que há ainda outros 120 requerimentos na fila. Ao final da conversa, o presidente da Câmara, que sempre se colocou contra a instalação de uma CPI neste momento, fez um comentário sobre o trabalho dos senadores. "Vou esperar a CPI, está fazendo um belíssimo trabalho, bem imparcial", disse, em tom irônico.

Estadão

30/06/21 - Bolsonaro: Uma CPI com bandidos não vai nos tirar do poder

FONTE:https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/bolsonaro-uma-cpi-com-bandidos-nao-vai-nos-tirar-do-poder

 

Bolsonaro: Uma CPI com bandidos não vai nos tirar do poder

Presidente chamou de "mentiras" as informações coletadas na CPI da Covid, que o coloca no centro das investigações sobre compra de vacinas

30 jun202114h17
| atualizado às 14h29
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O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar, nesta quarta-feira, a CPI da Covid no Senado que investiga suspeitas de irregularidades cometidas pelo governo no enfrentamento à pandemia, e disse que seu governo não será derrubado pela comissão, nem pelo que chamou de mentiras.

10/06/2021
REUTERS/Adriano Machado
10/06/2021 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"Não conseguem nos atingir. Não vai ser com mentiras ou com CPI integrada por 7 bandidos que vão nos tirar daqui", disse Bolsonaro em discurso ao participar da inauguração de um radar da Força Aérea em Ponta Porã (MS).

Bolsonaro está no centro das investigações da CPI da Covid depois que o deputado Luís Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda, disseram ter relatado suspeitas de irregularidades no contrato de compra da vacina indiana Covaxin ao presidente.

Com base nas afirmações dos irmãos Miranda, senadores pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma investigação de Bolsonaro, afirmando haver "grandes chances" de o mandatário ter cometido o crime de prevaricação ao não ter atuado sobre as suspeitas de irregularidades.

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30/06/21 - Parlamentares apresentam 'superimpeachment' de Bolsonaro

FONTE:https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/parlamentares-apresentam-superimpeachment-de-bolsonaro 

Parlamentares apresentam 'superimpeachment' de Bolsonaro

Documento foi protocolado na Câmara dos Deputados durante ato simbólico no Congresso Nacional

30 jun202116h08
| atualizado às 16h59
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Parlamentares e representantes de diversas entidades durante coletiva de imprensa realizada após a apresentação do superpedido de impeachment contra Bolsonaro
Parlamentares e representantes de diversas entidades durante coletiva de imprensa realizada após a apresentação do superpedido de impeachment contra Bolsonaro
Foto: Gabriela Biló / Estadão Conteúdo

Um grupo de parlamentares - tanto oposionistas como antigos aliados do governo, além de partidos políticos e entidades, apresentou na tarde desta quarta-feira, 30, o chamado "superpedido de impeachment" contra o presidente da República, Jair Bolsonaro.

O documento foi protocolado na Câmara dos Deputados durante ato simbólico no Congresso Nacional.

O compilado engloba argumentos dos mais de cem pedidos de impeachment já apresentados à Mesa da Casa, mas também aponta a atuação do presidente diante da pandemia de covid-19.

Kim Kataguiri aparece ao lado de Gleisi Hoffmann no ato
Kim Kataguiri aparece ao lado de Gleisi Hoffmann no ato
Foto: Leonardo Hladczuk / Futura Press

Participaram do ato de protocolo do pedido parlamentares como a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, o líder da Oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), mas o evento também contou com a presença de ex-aliados como os deputados Kim Kataguiri (DEM-SP), Joice Hasselmann (PSL-SP), e Alexandre Frota (PSDB-SP).

"O que está sendo feito aqui é algo histórico", disse o deputado Kim Kataguiri.

"Bolsonaro é um irresponsável, tirando máscara de bebezinho", afirmou a deputada Joice Hasselmann. Ela disse ter se arrependido de ser líder do governo Bolsonaro, a quem chamou de "ogro".

Joice Hasselmann na coletiva de imprensa
Joice Hasselmann na coletiva de imprensa
Foto: Leonardo Hladczuk / Futura Press

Segundo o requerimento apresentado, o superpedido "traduz um esforço de conjugação de fatos e argumentos de índole jurídica e política" dos mais de cem pedidos já entregues ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

"Tal pesquisa deu margem à estruturação de um relatório detalhado, cujo conteúdo apontou a abrangência torrencial dos crimes de responsabilidade perpetrados pelo presidente da República, assim como dimensionou pontos de contato entre os enquadramentos produzidos nas mais de cem petições sob exame", diz o documento.

Supostos crimes citados

O superpedido lista crimes supostamente cometidos por Bolsonaro que ensejariam um impedimento. Entre eles está o crime contra a existência da União, cometido quando, segundo o requerimento, Bolsonaro fez declarações hostis a país estrangeiro, agravadas durante a pandemia de covid-19. Também é citada a participação do presidente em atos antidemocráticos que pregavam o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional, o que configuraria crime de responsabilidade.

Também são listados crimes contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais, abuso de poder, e crimes contra a segurança interna, por atitudes que puseram em risco políticas públicas cruciais à defesa da vida e da incolumidade física dos seus concidadãos.

"É imprescindível arrolar a reiterada ocorrência de pronunciamentos temerários e irresponsáveis do presidente da República, de caráter antagônico e contraproducente ao esforço do Ministério da Saúde e de diversas instâncias da Federação vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) e aos serviços de prevenção, atenção e atendimento médico-hospitalar à saúde da população, em meio à grave disseminação em território nacional da pandemia global do novo coronavírus (Sars-Cov-2), causadora da doença denominada Covid-19", diz o pedido.

O requerimento também cita as mais recentes denúncias de supostas irregularidades envolvendo a compra de vacinas da Covaxin e da AstraZeneca. Segundo a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, os novos fatos - que envolvem a possível cobrança de propina por dose de vacina - não estão consubstanciados na peça como crimes, mas integram o documento como pedido de investigação.

"As últimas denúncias de corrupção na compra de vacina trazem mais força ainda ao pedido", afirmou o líder da oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon.

O presidente da Câmara, Arthur Lira - a quem cabe decidir se dá provimento aos pedidos de impeachment, vem em reiteradas declarações afirmando não ver condições para a instalação de um impedimento do presidente da República.

O cenário, no entanto, vem ficando menos favorável a Bolsonaro diante de denúncias de possível corrupção envolvendo a compra de vacinas.

O requerimento coletivo de impeachment tem como base elaboração da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), mas também tem como signatários membros de entidades como a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o Movimento Brasil Livre (MBL), a Federação Nacional de Estudantes de Direito (Fened), a Coalizão Negra por Direitos, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), o Coletivo de Favelas, a Central de Movimentos Populares (CMP), a União Nacional dos Estudantes (UNE), o Coletivo de Advogados e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), entre outras.

* Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

Ansa - Brasil  

04/01/23 - COMUNICAÇÃO

 AMIG@S UMA HERPES ZOSTER  ME ATACOU . ESPERO VOLTAR EM BREVE. FELIZ 2023 ABRAÇOS, ABELHA