30/11 - O histórico de polêmicas do procurador Januário Paludo, suspeito de receber propina

FONTE:https://jornalggn.com.br/noticia/o-historico-de-polemicas-do-procurador-januario-paludo-suspeito-de-receber-propina/

                                   


O histórico de polêmicas do procurador Januário Paludo, suspeito de receber propina

A acusação de supostamente ter recebido propina em troca de proteção a réus da Lava Jato pode ser o mais grave, mas está longe de ser o primeiro imbróglio envolvendo Januário Paludo
Jornal GGN – Januário Paludo acordou nos Trending Topics do Twitter no Brasil na manhã deste sábado (30). Membro da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, o procurador da República agora é suspeito de supostamente ter recebido propina em troca de proteção a investigados.
O furo de reportagem é do UOL, que teve acesso a mensagens trocadas, em agosto de 2018, entre o “doleiro dos doleiros” Dario Messer e sua namorada. O material foi apreendido pelo braço da própria Lava Jato no Rio de Janeiro.
Segundo o UOL, Messer escreveu à namorada quando tomou conhecimento de que Paludo teria uma reunião com uma testemunha de acusação. A mulher respondeu que o procurador está entre autoridades que receberam propina de doleiros em troca de proteção.
A Lava Jato em Curitiba saiu em defesa de Paludo, afirmando que ele não trabalhou em processo envolvendo Messer. Pessoalmente, o procurador não quis comentar as acusações divulgadas pelo UOL.
Nas redes, os críticos se dividiram. Uns preferiram exaltar a gravidade do assunto, e outros ressaltaram que Paludo tem direito a algo que ele próprio não defende na Lava Jato: a presunção de inocência.
Certo é que este pode ser o mais grave, mas está longe de ser o primeiro episódio polêmico envolvendo Paludo.
O procurador – que tem forte ascensão sobre os colegas em Curitiba, como prova o grupo de Telegram batizado de “filhos de Januário” – tem um histórico de atuação que transborda acusações de abuso e suspeição em relação aos investigados.
EPISÓDIO 1 – A ESCUTA CLANDESTINA EM YOUSSEF
O jornalista Joaquim de Carvalho escreveu no Diário do Centro do Mundo, neste sábado (30), justamente sobre dois episódios controversos envolvendo Paludo.
O primeiro trata da escuta ilegal na cela do doleiro Alberto Youssef. Paludo foi o procurador responsável por arquivar um inquérito do caso, “apesar das evidências e de testemunhos de que a escuta havia sido colocada lá pelos delegados mais próximos de Sergio Moro, entre eles Igor Romário de Paula, hoje na cúpula da PF [Polícia Federal] em Brasília.”
EPISÓDIO 2 – A COERCITIVA DE UMA CRIANÇA DE 8 ANOS
O segundo episódio lembrado ocorreu no âmbito de processo contra Lula. Paludo liderou a operação que madrugou na casa de Dona Rosilene, cunhada de um caseiro do sítio de Atibaia. Não satisfeito com o interrogatório no local, Paludo retornou para conduzir a mulher e o filho de 8 anos de idade para depor. O trauma da criança é visível na gravação em vídeo da audiência, frisou o jornalista.
EPISÓDIO 3 – OS BENS DE LULA
Paludo foi ainda o procurador de confiança que Sergio Moro usou para manter os bens de Lula bloqueados, mesmo quando a defesa havia recorrido da decisão ao TRF-4, como mostrou o GGN aqui.
Moro e Paludo, aliás, têm uma relação de décadas. O procurador passou pelo caso Banestado, assim como Carlos Fernando dos Santos Lima (que se aposentou do Ministério Público para se dedicar ao compliance) e Orlando Martelo.
EPISÓDIO 4 – OS GRAMPOS NO ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA
O procurador acusado de receber propina de doleiros também foi quem enviou a Moro um parecer favorável ao uso dos grampos ilegais feitos pela Lava Jato no escritório de advocacia que defende Lula. A atitude foi repudiada pelo advogado Cristiano Zanin, como mostramos aqui.
EPISÓDIO 5 – A DELAÇÃO SELETIVA DE DELCÍDIO
GGN também registrou que Januário Paludo foi um dos procuradores que tomaram o depoimento de Delcídio do Amaral na Lava Jato.
Nos vídeos das audiências, Paludo aparece bastante desinteressado nos relatos de corrupção do senador cassado, sempre que o contexto envolvia o período em que Fernando Henrique Cardoso (PSDB) era o presidente da República.
A delação de Delcídio seguiu um script de ataques a Lula e aos governos petistas, e acabou desprezada pelo próprio Ministério Público Federal, só que em Brasília.
EPISÓDIO 6 – FORÇANDO A BARRA
Ainda no caso do sítio de Atibaia, Paludo protagonizou outra polêmica: ele foi gravado tentando induzir o depoimento de uma testemunha do caso. O Conjur revelou o episódio em 2016. Anos depois, Moro pediu explicações aos procuradores, mas o caso foi abafado pelo grande mídia.
EPISÓDIO 7 – “O SAFADO SÓ QUERIA PASSEAR”
Paludo deu mais um motivo para a defesa de Lula reclamar de suspeição da força-tarefa em Curitiba quando apareceu nas mensagens de Telegram divulgadas pelo Intercept chamando Lula de “safado” que “só queria passear” (sair da prisão temporariamente).
O contexto era o de um pedido do ex-presidente para comparecer ao velório do irmão Vavá.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

30/11 - O antipatriotismo de Mark Twain, por Urariano Mota

FONTE:https://jornalggn.com.br/artigos/o-antipatriotismo-de-mark-twain-por-urariano-mota/

                                      


O antipatriotismo de Mark Twain, por Urariano Mota

Um clássico sempre é atual – ou nos próprios textos, somente pelo valor das linhas publicadas, ou pela ressurreição que sofre no tempo, quando a anticivilização volta
Por Urariano Mota
Um clássico sempre é atual, ou nos próprios textos, somente pelo valor das linhas publicadas, ou pela ressurreição que sofre no tempo, quando a anticivilização volta. E por anticivilização quero dizer, nada mais atrasado e fascista que o sentido da pátria em circulação no desgoverno do Brasil em 2019. De passagem, observo que o amor à pátria não pode ter o sentido bélico estúpido que opõe a minha terra a outra, e mais, numa clara covardia, se opuser a minha pátria a uma gente que não poderia responder a uma agressão armada.
Esse parágrafo vem a propósito do fundamental Mark Twain, que nasceu  em um 30 de novembro como o de hoje, em 1835. E por que a ele se refere de um modo mais preciso? Acompanhem, por favor.
O livro “Patriotas e Traidores: Anti-imperialismo, política e crítica social”, uma seleção de artigos e ensaios de Mark Twain, acende e acorda no leitor vários movimentos e surpresas. A principal surpresa é a de ver que o autor de Tom Sawyer está longe de ser um escritor para crianças e adolescentes. Entenda-se a descoberta: escritores para crianças são ótimos, quando escrevem para humanos de todas as idades, como num diálogo com a graça da flor rara que foi Hans Christian Andersen. Escritores para crianças são péssimos, quando escrevem para uma idealização da infância, e em vez de escritores infantis, para infantes, tornam-se infantis, idiotas. Quero dizer, a surpresa que o leitor recebe se deve à fala de Mark Twain para adultos quando adultos, e sob um ângulo, como dizê-lo, já que se trata de uma surpresa? Vá lá, sob um ângulo absolutamente novo. Se não, como classificar palavras de Twain do gênero
“Ele nada tinha de pessoal contra mim, exceto o fato de eu me opor à guerra política, e me chamou de traidor por não ter ido lutar nas Filipinas. Mas isso não prova nada… Seria completamente diferente se a vida do país estivesse em perigo… mas quando não se trata de qualquer ameaça à nação, mas apenas de uma guerrinha distante, então pode se dar que a nação se divida em torno da questão política, metade patriotas, metade traidores…”?
E tal surpresa tem uma explicação, que desculpa e perdoa a nossa ignorância. A introdução ao livro, assinada por Maria Sílvia Betti, é bem esclarecedora. Ela nos fala que Twain foi, durante décadas, até a segunda metade do século XX, expurgado, purificado, censurado. Ou por razões de Estado, de propaganda, de política externa norte-americana, ou de negócios (o que vem tudo ao fim dar no mesmo), todos recebemos e lemos todos um Mark Twain ótimo para crianças e adolescentes, um bom humorista de costumes para adultos, e um escritor absolutamente cego ao sangue arrancado a outros povos pelos Estados Unidos. Ele seria um inofensivo indivíduo de museu, espécime do século XIX, com um babado charuto na boca. Segundo Maria Sílvia Betti, o biógrafo oficial e executor do testamento literário de Twain foi também um ativo personagem da execução mortal da sua memória.
“O que caracteriza a relação de Paine”, o biógrafo e testamenteiro homicida, “com o material ficcional e ensaístico de Mark Twain é seu desejo de acomodar a imagem do autor aos moldes do estereótipo que a opinião pública foi levada a fixar e que, evidentemente, deixava de lado os aspectos de sua crítica ao imperialismo norte-americano. A preocupação de Paine a esse respeito é explicitada em uma carta que ele dirige a um editor da Harper & Brothers em 1926, sugerindo que todos os esforços possíveis fossem feitos para evitar que outros ensaístas ou pesquisadores escrevessem sobre o autor, sob pena de verem a imagem do Twain ‘tradicional’, que haviam preservado, começar a perder o brilho e a transformar-se. O apelo do biógrafo à casa editora encontra respaldo num argumento poderoso dentro da lógica do mercado editorial: o fato de que, em sua avaliação, o material literário de que a Harper era proprietária sofreria, se isso acontecesse, um processo de depreciação, decorrente da agregação de aspectos que destoariam dos já estabelecidos pela fortuna crítica do escritor”.
O Twain que até então conhecíamos, ao lado do criador de Huckleberry Finn e de Tom Sawyer, era um Twain dos primeiros tempos, do contista das cidadezinhas do oeste dos Estados Unidos, da Célebre Rã Saltadora, do contador de anedotas, como na História de Um Inválido. Dizia-se dele, até, que não era um pensador, mas uma força natural que sacudira o mundo pelo riso, como um primitivo, como um Adão norte-americano que tudo vira com olhos inocentes. A sua técnica narrativa, dizia-se, era essencialmente oral, e grande era a preferência pelas narrativas autobiográficas. Já se vê, pelo espólio que se impunha a Twain, o quanto se pode caluniar uma pessoa sob um manto de elogios. Ora, o Twain resgatado é infinitamente melhor e mais humano. Ele é o contista de uma obra-prima sufocada pela tradição de censura, sufocada já a partir do título, “O homem que corrompeu Hadleyburg”. Esse conto, cuja recuperação do tema por Howard Fast sofreu perseguição do macarthismo, é uma história com o ardor de um açoite sobre toda hipocrisia. Nela, uma cidadezinha orgulhosa de sua absoluta honestidade, virtuosa a ponto de ser a mais incorruptível dos Estados Unidos, pois que se protege ostensivamente de toda tentação como frades reclusos …. enfim, após três gerações de homens de moral imaculada, ela chega ao fim do conto sem um só cristão íntegro.
Esse Twain que agora descobrimos é o pensador que não precisa pedir a bênção a Voltaire. Ele nos escreve coisas como
“A primeira coisa que um missionário ensina a um selvagem é a indecência”.
Ou
“Uma das provas da imortalidade da alma são os milhões que nela acreditaram. Mas eles também acreditaram que a Terra era plana”. (E como voltaram a acreditar, Mark Twain!)
Ou quando declara que se tivesse de escolher entre o céu e o inferno ficaria com os dois. “O Céu pelo clima. O Inferno pela companhia”. Esse Twain revelado é o autor que aponta o dedo contra o imperialismo do seu país, tão atual, tão moderno, que parece apontar contra os Estados Unidos imperialista de todos os tempos, ao parodiar o cinismo das desculpas para a guerra:
“Fomos traiçoeiros, mas foi apenas para que o bem emergisse do mal aparente. É verdade que esmagamos um povo iludido e confiante; atacamos os fracos e sem amigos que confiavam em nós…. apunhalamos um aliado pelas costas e esbofeteamos o rosto de nosso hóspede; compramos uma mentira de um inimigo que nada tinha para vender; roubamos a terra e a liberdade de um amigo confiante; convidamos nossos jovens a apoiar no ombro um fuzil desacreditado e os obrigamos a fazer o trabalho que geralmente é feito por bandidos, sob a proteção de uma bandeira que os bandidos aprenderam a temer, não a seguir; corrompemos a honra americana e maculamos seu rosto perante o mundo, mas cada detalhe visava o bem….”.
Esse Twain, enfim, é um Twin, é um gêmeo nosso, um irmão de humanidade. É um bravo que se volta contra a covardia de linchamento de negros, contra a perseguição a chineses na Califórnia, contra o império dos negócios que sobrevivem sobre um mar de sangue. O movimento final que temos é o de abraçar esse gêmeo, esse gênio latino, europeu, asiático, africano. Que nova luz recebemos! Queremos dizer, como ficou bom voltar a ler as aventuras de Tom Sawyer e de Huckleberry Finn

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

30/11 - Glenn Greenwald desafia a Globo mostrar propinoduto dentro da Lava Jato

FONTE:https://www.esmaelmorais.com.br/2019/11/glenn-greenwald-desafia-a-globo-mostrar-propinoduto-dentro-da-lava-jato/

Blog do Esmael

ÚLTIMAS NOTÍCIAS DA POLÍTICA DO BRASIL. TUDO SOBRE DEMOCRACIA, SOBERANIA E DIREITO.


Glenn Greenwald desafia a Globo mostrar propinoduto dentro da Lava Jato

Publicado em 30 novembro, 2019
O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept, desafiou neste sábado (30) a Rede Globo mostrar o propinoduto descoberto dentro da força-tarefa Lava Jato.
Glenn disse que seria interessante ver se Rede Globo e GloboNews contarão aos seus telespectadores sobre essas acusações de corrupção grave no centro de seus parceiros, a força-tarefa de Lava Jato.
O moço do Intercept se refere à Operação Patrón, da Polícia Federal, que obteve conversas do ‘doleiro dos doleiros’ Dario Messer sobre pagamento de propina ao procurador Januário Paludo –ícone da força-tarefa sediada em Curitiba.
“Januário foi um dos principais promotores da Lava Jato desde o início da operação. Foi no centro de nossas reportagens #VazaJato. Ele merece ser julgado em um processo justo, não por vazamentos, mas isso é grave: ‘A força-tarefa de Curitiba afirma que Paludo preferiu não se manifestar'”, disse Gleen.
Em suas redes sociais, o jornalista norte-americano trata o caso desta propina como “mais corrupção” no âmbito da Lava Jato porque ele considera as conservas divulgadas pelo Intercept, na Vaza Jato, atos de corrupção igualmente explosivos.
Glenn Greenwald rebateu os que condenam a investigação da PF. Segundo o fundador do Intercept Brasil, a Lava Jato (e o MPF/MP) passaram 5 anos destruindo a reputação das pessoas, vazando criminalmente acusações para a mídia, muitas das quais nunca foram comprovadas em tribunal. “Agora eles estão reclamando/chorando que um de seus próprios promotores é o alvo de tal vazamento.”
Compartilhe agora!

7/12/19 - CHINA: 07/12/1949: Chiang Kai-shek foge para TaiwanHINA:

FONTE: https://www.causaoperaria.org.br/07-12-1949-shiang-kai-shek-foge-para-taiwan-derrotado-pela-revolucao/ 07/12/1949: Chiang Ka...