28/02/22 - Temporão: até o meio do ano fim da pandemia estará mais claro. Mas máscara veio para ficar
FONTE: https://www.redebrasilatual.com.br/saude-e-ciencia/2022/02/fim-pandemia-sera-lenta-desigual-brasil-temporao/
Temporão: até o meio do ano fim da pandemia estará mais claro. Mas máscara veio para ficar
Ex-ministro da Saúde diz que falta de coordenação do governo Bolsonaro afeta enfrentamento ao vírus
Publicado 28/02/2022 - 12h14

São Paulo – O Brasil deverá passar por uma transição que conclui o fim da pandemia de covid-19 para uma endemia, com o avanço da vacinação. Isso significa que o coronavírus vai “conviver com a gente daqui pra sempre”, na avaliação do médico sanitarista José Gomes Temporão. Entretanto, o que dificulta essa superação no Brasil e no mundo é a desigualdade na vacinação, alerta Temporão, Segundo o ex-ministro da Saúde do governo Lula, os estados brasileiros sofrem muita desigualdade na aplicação da vacina e isso afeta o enfrentamento ao vírus.
De acordo com os dados do consórcio de veículos de imprensa, divulgado no último domingo (27), quase 155 milhões de brasileiros estão totalmente imunizadas, o que representa 72,13% da população total do país. A dose de reforço foi aplicada em 64 milhões de pessoas, portanto, 29,81% do público. Ainda ontem, o Brasil registrou 206 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 649.195 óbitos.
Temporão explica que o país pode sair de uma situação de “fim de pandemia” e a covid-19 se tornar endêmica, na medida que avança na cobertura vacinal. Desse modo, o número de doentes graves e a letalidade diminuirão. “O problema é a desigualdade. Em São Paulo, 43% da população tomou a dose de reforço, mas no estado do Pará apenas 12% recebeu a terceira dose. Nós temos uma desigualdade grande dentro do país. Portanto, esse processo de transição será lento e desigual. Sendo otimista, até metade do ano teremos uma grande cobertura vacinal no país e o fim da pandemia se expressar com mais clareza”, afirma, em entrevista ao programa Revista Brasil TVT, da TVT.
Ou seja, as várias desigualdades – entre os países, dentro dos países e entre classes sociais – continuarão sendo um problema.

Desgoverno Bolsonaro
A média móvel de mortes nos últimos últimos dias é de 690 – esse número não ficava abaixo de 700 desde 3 de fevereiro. O médico sanitarista explica ainda que a maioria dos brasileiros que estão morrendo nesse momento são: pessoas muito idosas, quem tem doenças muito graves, crianças sem imunização e os adultos não vacinados. Apesar disso, avalia, o governo Bolsonaro segue atrapalhando no combate ao vírus.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (25), que abriu uma apuração preliminar para analisar se houve atraso intencional, por parte do governo, na inclusão de crianças de 5 a 11 anos na vacinação contra a covid-19. O procedimento preliminar foi aberto com base em notícia-crime apresentada por deputados federais.
“Inclusive, a morte de crianças é fruto de uma omissão criminosa do governo federal, que adiou e interrompeu a vacinação dos jovens. Como há uma grande desigualdade de cobertura vacinal, nos municípios com menos aplicações de vacinas é onde teremos mais óbitos. Infelizmente, estamos sem ministro da Saúde e coordenação nacional ainda, o que dificulta mais esse trabalho”, criticou Temporão.
Pós-pandemia
Nesta entrevista, Temporão fala também que o suposto “novo normal” será, por isso mesmo, também desigual entre os países. Além da falta de política sanitária, o ex-ministro aponta para o desastre ambiental no país como fator de risco para novas modalidades de vírus. O ex-ministro alerta ainda para a ausência de uma governança global mais estruturada ante os problemas de saúde e ambientais do mundo. “A velha ordem internacional já está ruindo, mas não temos ainda uma nova ordem. E precisamos ter”, defende.
Temporão admite que em breve os governos locais irão liberar a população do uso de máscaras. Porém, ele acredita, e defende, que as máscaras vieram para ficar. Acompanhe:
28/02/22 - MERCADANTE: Guerra na Ucrânia: Impactos econômicos e geopolíticos
FONTE: https://www.esmaelmorais.com.br/guerra-na-ucrania-impactos-economicos-e-geopoliticos/

Guerra na Ucrânia: Impactos econômicos e geopolíticos
Os bloqueios econômicos do Ocidente podem ter algum efeito de curto prazo na economia russa, escreve Mercadante
Bloqueios colocam no horizonte também um possível acordo comercial amplo entre russos e chineses
Por Aloizio Mercadante*
A deflagração da operação de guerra da Rússia sobre a Ucrânia, esta semana, pode ter consequências dramáticas para a já combalida economia brasileira. Isso porque o início do grave conflito militar na Europa pressiona os dois principais pilares da inflação no Brasil: petróleo e alimentos.
Após o anúncio de uma operação militar na Ucrânia pelo presidente russo, Vladmir Putin, o preço do barril do petróleo, que já vinha em alta, superou a marca dos 100 dólares pela primeira vez desde setembro de 2014. Nesse cenário de alta, o Brasil não conta com uma política estratégica para a Petrobras enfrentar a questão pelo abandono dos investimentos no refino e em um sistema integrado de produção, distribuição e comercialização, que gerem ganho e competitividade em relação a outras economias.
Nos governos Bolsonaro e Temer, a Petrobras foi desmantelada e opera pela lógica da Política de Preço de Paridade de Importação. Com isso, a cadeia nacional de petróleo e gás está subjugada aos interesses de 390 empresas importadoras e dos acionistas minoritários da empresa, que impõe uma política de dolarização dos preços dos combustíveis em território nacional. É inacreditável que depois do país atingir a condição de autossuficiente em petróleo, com a descoberta das gigantescas reservas do pré-sal em nossos governos, tenha-se optado por se tornar mero exportador de óleo cru e importador de produtos acabados.
Com isso, em 2021, ano que o povo brasileiro pagou preços recordes na gasolina, no óleo diesel e no gás de cozinha, a Petrobras apresentou o maior lucro de sua história, R$ 106,6 bilhões, um crescimento de 1.400% em relação ao ano anterior. Seguramente, a alta do barril do petróleo decorrente da guerra na Europa, frente à fragilidade da Petrobras, resultará em inflação na veia e um efeito cascata nos custos de produção da economia brasileira.
O segundo ponto de atenção são os possíveis impactos do conflito na importação de fertilizantes da Rússia, especialmente o cloreto de potássio, produto fundamental para a fertilização do solo e indispensável para a agricultura nacional. O Brasil importa 95% do potássio que utiliza e a Rússia é a principal fornecedora desse produto para o país.
Nada justifica uma guerra e acreditamos na construção da paz por meio do diálogo e da diplomacia, mas é inegável que, o fim União Soviética poderia ter gerado uma ação pacificadora do Ocidente. Mas, ao contrário disso, a forças ocidentais da OTAN optaram por aprofundar uma política agressiva de expansão, passando de 12 membros originais para 30 Estados, inclusive com nações fronteiriças à Rússia, como tentam fazer agora com a Ucrânia.
Não é demais lembrar que no início do mês, portanto antes do início da incursão russa, Putin e o presidente da China, Xi Jinping, divulgaram um comunicado em que denunciavam essa expansão da OTAN, que está no centro do atual conflito em curso na Ucrânia.
Esse entendimento entre Rússia e China mexe definitivamente com a geopolítica mundial. Os bloqueios econômicos do Ocidente podem ter algum efeito de curto prazo na economia russa. O embargo ao gasoduto entre Alemanha e Rússia, por exemplo, gerará uma grave crise energética para os alemães, ao mesmo tempo que possibilita a Moscou oferecer gás natural barato para a China por meio do projeto Força da Sibéria.
Os efeitos de médio e longo prazo do bloqueio Ocidental podem até agravar a vulnerabilidade econômica da Rússia, mas colocam no horizonte também um possível acordo comercial amplo entre russos e chineses. Por isso, os desdobramentos dos conflitos na Ucrânia podem resultar na supremacia da economia chinesa no mundo, ao mesmo tempo em que, no Brasil, viveremos o aprofundamento da crise econômica e a explosão inflacionária, em razão de um presidente pária internacional, que é incapaz de entender os desafios, de dialogar, de negociar e de ser respeitado pelas principais lideranças do mundo.
*Aloizio Mercadante, presidente da Fundação Perseu Abramo.
28/02/22 - China diz que "Taiwan não é Ucrânia" e sanciona empresas dos EUA por venderem armas à ilha
FONTE:https://www.brasildefato.com.br/2022/02/23/china-diz-que-taiwan-nao-e-ucrania-e-sanciona-empresas-dos-eua-por-venderem-armas-a-ilha
China diz que "Taiwan não é Ucrânia" e sanciona empresas dos EUA por venderem armas à ilha
Chancelaria chinesa e Taiwan reagem aos últimos acontecimentos envolvendo Ucrânia e Rússia

Enquanto a crise envolvendo Rússia e Ucrânia aumenta, China e Taiwan entram em um debate sobre as implicações da disputa territorial no leste europeu no confronto local. Nesse contexto, Pequim fez um movimento e anunciou sanções a duas empresas de defesa dos Estados Unidos, a Lockheed Martin e a Raytheon, por venderem cerca de US$ 100 milhões, cerca de R$ 501 milhões, em armas para Taiwan.
"A China anunciou essas sanções em um esforço para salvaguardar a soberania e os interesses de segurança da China. Mais uma vez, pedimos ao governo dos EUA que pare com essas provocações e permaneça comprometido com o princípio de Uma China", afirmou nesta quarta (23) Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.
Do leste europeu aos Mares da China
Já Hua Chunying, também porta-voz de Relações Exteriores do governo chinês, foi mais clara nas barreiras que quer levantar. "Taiwan não é a Ucrânia, Taiwan sempre foi uma parte inalienável da China, e este é um fato histórico e legal indiscutível", afirmou também nesta quarta (23).
Isso porque considera Taiwan parte do território chinês, enquanto a autoridade da ilha de 23 milhões de pessoas considera ser independente.
O presidente da China Xi Jinping já afirmou que apoiar a independência de Taipei é "brincar com fogo", e que "medidas decisivas" serão tomadas se "forças pró-independência de Taiwan" cruzarem uma "linha vermelha".
Por outro lado, nesta quarta-feira, a presidenta de Taiwan, Tsai Ing-wen, criticou a decisão da Rússia de enviar "forças de paz" para áreas separatistas na Ucrânia.
"Nosso governo condena a violação da soberania da Ucrânia pela Rússia... e insta todas as partes a continuarem a resolver as disputas por meios pacíficos e racionais", afirmou Tsai.
Após cúpula entre Xi e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no início de fevereiro em Pequim, os dois países publicaram nota conjunta com críticas aos EUA, fortalecendo a sua parceria e destacando que Moscou "confirma que Taiwan é uma parte inalienável da China" e se opõe a "qualquer forma de independência" da ilha.
Edição: Arturo Hartmann
04/01/23 - COMUNICAÇÃO
AMIG@S UMA HERPES ZOSTER ME ATACOU . ESPERO VOLTAR EM BREVE. FELIZ 2023 ABRAÇOS, ABELHA
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