30/06/22 - Brasil ocupa último lugar em educação, entre 63 países

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EDUCAÇÃOBRASIL

Brasil ocupa último lugar em educação, entre 63 países

Alexander Busch
Alexander Busch
29 de junho de 2022

A atual miséria educacional brasileira é possivelmente sem precedentes. Mas não se deve só à incompetência do governo Bolsonaro: o desprezo pela educação está profundamente arraigado na sociedade – e compromete o futuro.

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Alunos chegam a local de prova do Enem em Campinas (SP)
Muitos
jovens brasileiros chegam ao fim do ensino médio como analfabetos funcionaisFoto: Leandro Ferreira/Fotoarena/imago images

Desde 1989 o International Institute for Management Development (IMD), sediado na Suíça, publica um ranking anual de competitividade. Para tal, o IMD World Competitiveness Center entrevista empresária/os, investidora/es e gerentes de 63 países sobre diversos critérios.

No relatório mais recente, a América Latina se saiu especialmente mal. Excetuado o Chile, todos os demais seis grandes Estados ocupam os últimos postos entre as economias examinadas. O Brasil está em 59º lugar; numa das rubricas – relativa à educação de crianças e adolescentes e à formação profissional – aparece até mesmo na última posição.

Isso é uma catástrofe que não se limita à miséria educacional sob Jair Bolsonaro. O governo do populista de direita não está interessado em melhorar o nível dos escolares e universitários brasileiros. Os sucessivos ministros da Educação – até agora quatro – são notórios principalmente por suas excentricidades e seu óbvio desconhecimento da área.

O ex-ministro Milton Ribeiro chegou a ser preso preventivamente por corrupção – e acabou solto no dia seguinte. Abraham Weintraub só se salvou do mesmo destino graças à transferência para o exterior, a serviço do Banco Mundial. Um ministro nomeado não pôde assumir por ter alegado ter um título de doutor que não possuía. O atual ministro, ninguém conhece.

Futuro sem capital humano

No entanto, as consequências da miséria educacional, que o IMD provou tão claramente agora, vão muito além da política insuficiente do governo no ensino: elas estão profundamente enraizadas na sociedade brasileira. Sejam ricos ou pobres, em todas as camadas do Brasil a educação é considerada secundária, algo mais ou menos supérfluo, que é nice to have.

Muitos pobres não entendem que a educação possa ser uma possibilidade de ascensão social, pois praticamente não conhecem ninguém que tenha conseguido. As escolas públicas são tão ruins que até mesmo os mais pobres, se podem, enviam seus filhos para as particulares. Mas os diplomas só valem no papel.

"No Brasil, a educação se resume a uma situação em que uns fingem que ensinam, outros fingem que aprendem, e tudo termina em diploma", disse recentemente o filósofo Eduardo Giannetti em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Grande parte dos jovens de classe média não possui a qualificação em matemática e português atestada em seu certificado de ensino médio, como têm mostrado repetidamente os estudos Pisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne os países industrializados desenvolvidos. Muitos são lançados como analfabetos funcionais e sem domínio das operações aritméticas básicas no mundo do trabalho, onde são proporcionalmente mal pagos.

Contudo, muitos brasileiros de classe média a alta também pensam que, ao colocar seus filhos em escolas caras, já fizeram o suficiente por sua formação. Não se ensina a pensar, mas a aprender de cor. Um indício é que no Brasil não se leem nem presenteiam livros. Também nas casas dos que poderiam comprá-los, livros são artigo raro. Onde há aula de música na escola? Que crianças ou adolescentes já foram a um museu ou exposição?

Para o Brasil, esse último lugar em relação ao nível educacional da população é um mau presságio, pois compromete seu futuro. Giannetti explica: "Porque a formação de capital humano é o que define a vida de um país. Nenhum local prospera, encontra o seu melhor, se não der a cada cidadão a capacidade de desenvolver o seu potencial humano. E o Brasil está muito longe de alcançar essa realidade."

A isso, não há nada mais a acrescentar.

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Há mais de 25 anos, o jornalista Alexander Busch é correspondente de América do Sul do grupo editorial Handelsblatt (que publica o semanário Wirtschaftswoche e o diário Handelsblatt) e do jornal Neue Zürcher Zeitung. Nascido em 1963, cresceu na Venezuela e estudou economia e política em Colônia e em Buenos Aires. Busch vive e trabalha em São Paulo e Salvador. É autor de vários livros sobre o Brasil.

30/06/22 - Nosso Futuro Comum - O Alerta da China e os Promotores da Guerra

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 COLUNISTAS

Xi Jinping: “Países acabarão em dificuldades se depositarem fé cega na expansão de alianças militares e na busca de sua própria segurança às custas dos outros”. Foto: Governo da China

Nosso futuro comum: o alerta da China e os promotores da guerra

30.06.2022 07:30  0

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    30/06/22 - Datena desiste - de novo - do Senado e enfraquece palanque de Bolsonaro em São Paulo

    FONTE: https://www.brasildefato.com.br/2022/06/30/datena-desiste-de-novo-do-senado-e-enfraquece-palanque-de-bolsonaro-em-sao-paulo

    JÁ VI ESSE FILME...

    Datena desiste - de novo - do Senado e enfraquece palanque de Bolsonaro em São Paulo

    Saída do apresentador favorece entendimento entre França e Haddad, afirmam especialistas

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    Datena entrevista Bolsonaro por telefone em 2021: nesta quinta, apresentador desistiu de se candidatar ao Senado logo após receber apoio do capitão reformado - Reprodução/Band

    O apresentador José Luiz Datena (PSC) anunciou nesta quinta-feira (30) que desistiu de concorrer a uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições deste ano. “Pensei bem e resolvi seguir meu caminho”, afirmou Datena durante o programa Brasil Urgente, da Band.

    O apresentador comporia a chapa do ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos), pré-candidato indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao governo paulista. E também serviria como importante cabo, no maior colégio eleitoral do país, para o próprio Bolsonaro, que tenta a reeleição.

    “Vou lutar pelo bem comum em muitas arenas que existem aí. A minha todos conhecem. Eu estarei sempre com meu público, disso eu não tenho dúvida. Eu desejo felicidades nessa campanha aos meus quase correligionários”, afirmou.

    Horas antes, em conversa com apoiadores, Bolsonaro (PL) declarou apoio à pré-candidatura de Datena e sinalizou que contaria com seu apoio na campanha. “Eu estou com Datena lá, fechei com o Datena. Ele está em um outro partido. E tem críticas (ao partido). Assim como tem gente que critica o Tarcísio”.

    Em resposta, o apresentador deixou uma “palavra de carinho” ao presidente, que o havia escolhido como candidato ao Senado, “e foi isso mesmo que foi acordado, mas pensei bem e resolvi seguir meu caminho”.

    Quem perde?

    Para o cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Cláudio Couto, a desistência de Datena é uma “derrota importante” e um “baque” para o bolsonarismo no estado.

    “Uma desistência como essa, ainda por cima de um candidato que liderava as pesquisas, significa uma derrota importante para o bolsonarismo. Vai ser complicado se recuperar desse baque. Provavelmente, Bolsonaro vai ficar sem uma candidatura competitiva ao Senado no estado de São Paulo”.

    Por outro lado, a cientista política e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Rosemary Segurado afirma que o apresentador deve ter percebido ser “uma furada” se associar ao atual ocupante do Palácio do Planalto. “Ele não é o primeiro a abandonar esse barco da candidatura do Bolsonaro”.

    Ela cita, ainda, contradições no discurso entre ambos. Enquanto Datena esbraveja contra a criminalidade, Bolsonaro trabalha pela liberalização do acesso às armas. “Os indicadores mostram que há uma diminuição de homicídios no país. Mas quando a gente abre os dados, o que se percebe é que, naquelas localidades onde a venda de armamentos foi maior, houve crescimento.”

    Especificamente sobre o apresentador, ambos os especialistas destacam que não é a primeira vez que Datena faz esse tipo de “jogo”. Ao ventilar seu nome como candidato, Datena busca, assim, ser “cortejado” pelos políticos. Do mesmo modo, aumenta o seu cacife como apresentador. É a quarta vez que ele anuncia a intenção de participar das eleições, para diferentes cargos, mas acaba desistindo.

    Quem ganha?

    Da mesma forma, Couto e Segurado também são unânimes em dizer que a desistência de Datena favorece a centro-esquerda, tanto no estado, como nacionalmente. “Com Datena fora da disputa, as chances que o Márcio França (PSB) tem de se viabilizar como candidato competitivo ao Senado aumentam bastante”, disse o professor.

    Nesse sentido, aumentam as chances de entendimento entre o PT e PSB. “O PSB se juntaria à campanha de Fernando Haddad ao governo, enquanto que o PT apoiaria França ao Senado”, explicou a professora, que ainda acrescentou: “Evidentemente, no plano nacional, tudo isso favorece a chapa Lula-Alckmin”.

    04/01/23 - COMUNICAÇÃO

     AMIG@S UMA HERPES ZOSTER  ME ATACOU . ESPERO VOLTAR EM BREVE. FELIZ 2023 ABRAÇOS, ABELHA