FONTE: https://congressoemfoco.uol.com.br/area/mundo-cat/nosso-futuro-comum-o-alerta-da-china-e-os-promotores-da-guerra/
COLUNISTAS
Xi Jinping: “Países acabarão em dificuldades se depositarem fé cega na expansão de alianças militares e na busca de sua própria segurança às custas dos outros”. Foto: Governo da China
Nosso futuro comum: o alerta da China e os promotores da guerra
Como sempre, o futuro depende do legado recebido e das decisões tomadas no dia a dia. E, cada vez mais rapidamente, as condições de vida dos nossos filhos e netos dependem e diferem daquelas de seus pais e avós. Cientes que estamos ou deveríamos estar, desde que Aristóteles assim advertiu, que a desigualdade traz instabilidade, qual futuro escolheremos para nossos descendentes?
O século XVI foi muito diferente do anterior, em razão da grande “novidade” de então: a descoberta de um novo continente com recursos abundantes para, afastada a população local, suprir a carente Eurásia. África e Oceania mal se sabia existirem. Os séculos seguintes também foram muito diferentes dos anteriores com a Reforma do Cristianismo, as revoluções norte-americana e francesa, o tsunami Napoleão e a restauração, as revoluções europeias de meados do século XIX, a intensa e crescente queima de resíduos fósseis para usar a energia neles contida, o automóvel transformando o território, duas guerras mundiais, as bombas nucleares e a explosão demográfica e de consumo. O século 21 já é e será, ainda mais, completamente diferente dos anteriores, pelos antecedentes e pelas suas próprias “novidades”.
Entre estas, a constatação de que, se continuarmos na mesma trilha – mais e mais produtos cada vez menos duráveis, mais e mais poluição e lixo, miséria persistente (70% da população de animais humanos vive com menos de US$ 10,00/dia!), menos e menos recursos naturais (hídricos, atmosféricos, marítimos e de solos), degradação ambiental e humana –, o resultado será mais guerras, mais genocídios, mais poluição, mais miséria e fome e, por fim, uns matando os outros até que todos morram. Será um privilégio desejável ser o último a sucumbir?
Alterar a rota é necessário, essencial, urgente e possível, ainda que muito difícil!
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