1/9 - 1945: Capitulação da Alemanha

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CALENDÁRIO HISTÓRICO

1945: Capitulação da Alemanha

Em 8 de maio de 1945, o Alto Comando da Wehrmacht assina em Berlim a capitulação incondicional do Terceiro Reich ante as forças aliadas. Era o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, cinco anos e meio após seu início.
Ao fim da guerra, Berlim e todas as grandes cidades alemãs haviam se transformado em ruínas
Ao fim da guerra, Berlim e todas as grandes cidades alemãs haviam se transformado em ruínas
"Nós, abaixo-assinados, que negociamos em nome do Alto Comando alemão, declaramos a capitulação incondicional ante o Alto Comando do Exército Vermelho e ao mesmo tempo ante o Alto Comando das forças expedicionárias aliadas de todas as nossas Forças Armadas na terra, na água e no ar, assim como de todas as demais que no momento estão sob ordens alemãs. Assinado em 8 de maio de 1945 em Berlim. Em nome do Alto Comando alemão: Keitel, Friedeburg, Stumpf..."
O que o locutor da Rádio do Reich anunciava em poucas palavras na manhã de 9 de maio de 1945 era o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. Todos os sobreviventes respiraram aliviados. Mas aquilo que a maioria – também dos alemães – sentiu como libertação, significava para outros vergonha e afronta.
As vitórias-relâmpago sobre a Polônia, a França e a Noruega haviam cegado os alemães e, acima de tudo, a própria liderança nazista. O ataque à União Soviética, em 22 de junho de 1941, resultava desse delírio provocado pelas fáceis conquistas militares.
"Do quartel-general do Führer, o Alto Comando informa: em defesa contra o ameaçador perigo do leste, a Wehrmacht (as Forças Armadas) atacou, às 3 horas da manhã de 22 de junho, a violenta marcha das tropas inimigas. Uma esquadrilha da Luftwaffe bombardeou o inimigo soviético ainda ao alvorecer."
Os esmagadores sucessos iniciais da Operação Barbarossa (ou Barba Ruiva), nome secreto do assalto alemão à União Soviética, também pareciam levar o Reich a mais um triunfo militar. Em 3 de outubro de 1942, ao inaugurar a obra assistencial de inverno, Hitler zombou das reações da imprensa estrangeira:
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Berlim pós-guerra sob as lentes de Eva Kemlein

"Se nós avançamos mil quilômetros, não se pode chamar isso exatamente de fracasso (...). Por exemplo, nos últimos meses – e é em apenas alguns meses que se pode sensatamente promover uma guerra neste país – nós avançamos até o Rio Don, o descemos e chegamos finalmente ao Volga. Cercamos Stalingrado e vamos tomá-la – no que os senhores podem confiar."
Era a primeira vez que Hitler mencionava publicamente o nome da cidade que viria, quatro meses mais tarde, mudar o destino da guerra. Se na ocasião muitos generais acreditavam no sucesso militar da ofensiva, no momento da capitulação do Sexto Exército em Stalingrado restavam poucos otimistas ainda cegamente convictos de um fim vitorioso para a Alemanha de Hitler.
A derrota das tropas alemãs na África do Norte, no mesmo ano, e o desembarque dos Aliados na Normandia, em junho de 1944, reverteram o destino militar do Exército alemão.
Um dia após a capitulação incondicional, a emissora de rádio do Reich da cidade de Flensburg, onde residia o grande almirante Dönitz, que após o suicídio de Hitler exerceu interinamente o posto de chanceler do Reich até 23 de maio, levou ao ar o último boletim da Wehrmacht, elogiando a heroica resistência dos últimos batalhões na foz do Rio Vístula:
"Vinte horas e três minutos. No ar, a emissora do Reich de Flensburg e sua rede de afiliadas. Hoje, transmitimos o último boletim da Wehrmacht sobre esta guerra. Do quartel-general do grande almirante, em 9 de maio de 1945, o Alto Comando informa que..."
O que todos os boletins oficiais das Forças Armadas sempre haviam omitido, passou gradualmente a ficar claro a partir de 8 de maio de 1945. Além dos monstruosos danos materiais e da destruição irreparável de obras de arte, a Grande Guerra consumira não menos que 55 milhões de vidas humanas.
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Greenwald: “Vaza-Jato está mais perto do início que do fim”

Em entrevista ao site France 24, o jornalista Glenn Greenwald, editor do The Intercept, disse que, em relação aos diálogos travados por aplicativos entre integrantes da Força Tarefa da Operação Lava Jato e também com o ex-juiz Sérgio Moro, “estamos mais perto do começo do que do fim das revelações”.
Greenwald disse que, por conta de seu site ou em parceria com outros veículos de imprensa, estão sendo trabalhados outros “muitos tópicos” que considera “extremamente importantes e explosivos”. E explicou a razão de ter adotado a estratégia de revelar progressivamente as informações, em lugar de publicá-las todas de uma só vez.
—Não há outra maneira de processar essas informações. A única opção seria publicar tudo sem análise. Isto é o que o WikiLeaks fez repetidamente, o que é irresponsável. Seria, no entanto, antiético guardar tudo. Para mim, quando você tiver informações prontas, publique-as. Além disso, se você revelar tudo ao mesmo tempo, é impossível alguém assimilar toda essa quantidade de informações.
Portanto, que não se iludam os “moristas” que acham que acabou a munição do The Intercept.
Vem chumbo ai, e é do grosso, pelo visto.
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1/9 - Moro segue o ocaso dos generais

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Moro segue o ocaso dos generais

Quando se iniciou o governo, 11 em cada dez analistas políticos previam que, por quantidade e postos, os militares teriam um papel reitor na gestão de Jair Bolsonaro.
Oito meses bastaram para ver que, de fato, se deu o contrário: Bolsonaro transformou os generais em solícitos ajudantes-de-ordens e espirrou para fora do governo o general Santos Cruz, o único que quis resistir aos ensandecidos métodos do ex-capitão.
Dois outros – o ministro da Defesa e o comandante do Exército, Edson Pujol – tentam manter as Forças Armadas o tanto quanto possível distantes das políticas (se é que se pode chamá-las assim) do governo, embora seja difícil dissociarem-se do crescente rechaço ao ex-capitão. O próprio Bolsonaro cuida de dificultá-lo, fazendo questão de manter uma intensa agenda de ida aos quartéis e escolas militares, mantendo a sua “ligação direta” com tropa e oficialidade.
Mas não foi a militar a única corporação que tem hoje lágrimas a verter por sua associação à aventura bolsonarista, decisiva para dar a vitória eleitoral ao desastroso atual chefe de Governo.
A casta judicial (e parajudicial) abandonou, ao longo dos anos, o seu distanciamento prudente da política e atirou-se no projeto semelhante à tentação que tantas vezes caracterizou os fardados, mas não aos togados: tutelar o governo da República.
Construiu, com mais modos e igual vezo autoritário, o seu próprio Bolsonaro: Sergio Moro e imaginou que ele seria, com plenos poderes, seu interventor na República.
Não é preciso descrever o desastre em que isso resultou.
O Ministério Público, antes seu ponta de lança, está desbaratado, não só pelas imundícies reveladas pelos diálogos do Telegramcomo pela sucessão de Raquel Dodge, na qual não se pode falar sequer em disputa dentro da corporação, mas em prostração diante do poder absoluto de escolha do Presidente.
Afinal, a sabujice ao poder é o único critério relevante para a escolha do Procurador Geral da República.
A Polícia Federal, seu espalhafatoso braço operacional, idem. Ainda tenta fingir que resiste, mas está claro que Moro, fraco, não consegue senão maquiar e reduzir a velocidade da fúria com que Jair Bolsonaro deseja ter o completo controle da instituição.
Não se veja, porém, nestes fatos uma inteligência estratégica de Jair Bolsonaro. É, antes, seu espírito temerário que se impõe sobre a fragilidade intelectual e de princípios de ambas as corporações que, como ocorre tanto com a elite brasileira, desligaram-se de suas naturezas de instituições de uma Nação e passaram a viver um minúsculo jogo de poder e de posições hierárquicas.
Ajudam, prisioneiros de sua cumplicidade, o que vem a ser o projeto bolsonarista: a dissolução do Brasil e sua completa recolonização.
Afinal, ele próprio declarou na capital, Washington:
—O Brasil não é um terreno aberto onde nós pretendemos construir coisas para o nosso povo. Nós temos é que desconstruir muita coisa. Desfazer muita coisa. Para depois nós começarmos a fazer. Que eu sirva para que, pelo menos, eu possa ser um ponto de inflexão, já estou muito feliz”
Tem razões para estar feliz.



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1/9 - 80 ANOS DO INÍCIO DA Segunda Guerra Mundial

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04/01/23 - COMUNICAÇÃO

 AMIG@S UMA HERPES ZOSTER  ME ATACOU . ESPERO VOLTAR EM BREVE. FELIZ 2023 ABRAÇOS, ABELHA