01/10 - Bolsonaro supera Dilma, e desemprego é o pior da série histórica

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Bolsonaro supera Dilma, e desemprego é o pior da série histórica

Crédito: Montagem/AFP

(Crédito: Montagem/AFP)

Jair Bolsonaro vem colecionando feitos históricos, nada abonadores. A cotação nominal do dólar é a mais alta de todos os tempos. As queimadas na Amazônia e no Pantanal são as maiores das últimas décadas. O troca-troca nos ministérios é recorde para um período inferior a dois anos de mandato. E agora, o número de desempregados atingiu o maior nível desde o início da Pnad (amostra por domicílios) contínua. O “mito” também é recordista em preços de arroz e gasolina.

No quesito “estelionato eleitoral”, o amigão do Queiroz também mostra-se insuperável. Prometeu combater a corrupção, mas vem destruindo a Lava Jato. Prometeu jamais fazer conchavos políticos, mas aliou-se ao Centrão. Prometeu ser reformista e liberal, mas tornou-se um mero populista eleitoreiro. Criticava o Bolsa Família, mas está criando o Renda Cidadã. Prometeu reduzir o Estado, mas está propondo novos impostos.

Do lado moral e ético, melhor sorte não assiste ao maridão da “Micheque”. Conchavou-se com Dias Toffoli, para proteger o Rei do Panetone, o bolsokid Flávio Rachadinha, e com Davi Alcolumbre, para minar os projetos de endurecimento das leis anticorrupção e prisão após condenação de segunda instância, a fim de agradar os deputados e senadores enrolados com a Justiça, e assim garantir proteção ao outro pimpolho, o Dudu Bananinha.

Dentre as mentiras escandalosas que Bolsonaro conta, está o proclamado “ótimo time” de ministros e secretários. Quais? Damares? Mario Frias, o quinto na Cultura, após Regina Duarte (tadinha), Roberto Alvim (fã de Goebbels) e outros dois pobres coitados? Milton Ribeiro, o pastor homofóbico e ministro (meu Deus!) da Educação, que substituiu Abraham Weintraub (que “vazou” do País), e que substituiu, como é mesmo o nome?, Ricardo Vélez (o breve)? Ou quem sabe Sérgio Camargo, da Fundação Palmares? Ah, me esqueci do Ricardo “Nero” Salles, o ministro do desmatamento, hehe.

E o que dizer das escolhas técnicas, sem interferência política? Onde está Sergio Moro? Onde está Henrique Mandetta? Onde está Salim Mattar? Onde está Mansueto Almeida? Onde está Paulo Uebel? Onde está Marcos Cintra? Dos ótimos quadros que iniciaram a equipe ministerial, só restaram, salvo esquecimento ou engano de minha parte, Paulo Guedes (por quanto tempo?), Tarcísio de Freitas e Tereza Cristina.

No campo das relações exteriores, o pai do arruaceiro digital Carlucho coleciona uma série de catástrofes. Se indispôs, de forma grotesca, com a França. E com a Alemanha e a Noruega. Com a Argentina e a China. Simplesmente os mais influentes países europeus ou nossos principais parceiros comerciais, ao lado dos Estados Unidos. Pelo menos com os americanos, diante tamanhas submissão e subordinação, estamos em paz. Até doação de cloroquina nós recebemos deles.

 Por falar em cloroquina, ou melhor, em Covid-19, o negacionista desdenhou do vírus e seus efeitos. Como um psicopata, promoveu aglomerações e incentivou o não-uso de máscaras. Irresponsável, conclamou o povo à desobedecer as leis e a desrespeitar o isolamento social determinado por prefeitos e governadores. Em março, profetizou menos de mil mortes em todo o País. Em abril, disse que o vírus estava indo embora. Prometeu salvar o mundo com vermífugo, mas acabou oferecendo cloroquina às emas do Palácio.

Hoje o Brasil conta com quase cinco milhões de contaminados. Estima-se, no mínimo, oito vezes mais que isso. Quase duzentos mil mortos. Estima-se de 30% a 40% a mais. Por mortos por milhão de habitantes, somos o primeiro lugar dentre os países do G20. Em números absolutos, só “perdemos” para Estados Unidos e Índia. Sabem o que disse o nosso Presidente Pinóquio? “Estamos praticamente vencendo o vírus. O Brasil foi um dos países que melhor enfrentou a pandemia”. Então, tá, presida! Diga isso aos familiares e amigos das vítimas fatais. Só ontem foram quase mil mortos. Outra vez.

Acabou? Não. Infelizmente. Seu alvo preferencial, a imprensa, nunca esteve sob tamanha ameaça pós-regime militar. Mandou jornalistas calarem a boca. Ameaçou enchê-los de porrada. Incentivou seus bate-paus a agredirem verbalmente e fisicamente os repórteres. Seus alvos secundários, o Congresso e o Supremo, estiveram à beira da tentativa de um golpe (admitido por Eduardo Bolsonaro). Nossa democracia talvez deva ser grata ao… Queiroz! Do contrário, talvez o cabo e o soldado estivessem, hoje, me buscando para me dar uns belos petelecos. E Sara Winter seria ministra.

Caminhamos para o fim do segundo ano de mandato deste senhor. Parece um século, de tão estafado que estou. “Bem feito”, me dizem alguns amigos e inimigos. “Quem mandou votar nele?”. Pois é. Votei para me livrar da gangue lulopetista e do atraso que representam as esquerdas, e acabei recebendo algo tão nocivo e ruim quanto. E pior: hoje, cada vez mais parecido com o corrupto e lavador de dinheiro Lula da Silva, Bolsonaro caminha firme para uma possível e provável reeleição.

O leitor coerente e desapaixonado pode se perguntar: “como isso é possível, diante do quadro (real e incontestável) descrito acima?”. Bem, é possível por várias razões: Bolsonaro deixou de tretar diariamente com a imprensa. Enfiou sua viola golpista no saco e parou de pregar AI-5 e outras porcarias do gênero. Sentou no colo do Centrão, distribuiu cargos e verbas e formou base de apoio. Adotou o assistencialismo, que chamava de esmola ou Bolsa Farinha, e descobriu que os pobres votam.

Tudo isso somado, meus caros, trouxe o “coiso” para um patamar de 40% de aprovação. Caso o Brasil não degringole economicamente (o que é bem plausível) nem um Queiroz, ainda maior, apareça, a chance de um repeteco eleitoral, em 2022, com embate entre PT e Bolsonaro, é bastante provável. A alternativa seria uma candidatura forte, coesa, de centro-esquerda ou centro-direita. Mas quem? Moro? Mandetta? Huck? Caiado? Doria? Conseguiria algum destes chegar ao segundo turno? Conseguiria bater ou Bolsonaro ou um nome forte da esquerda?

Acabo de ler algumas manchetes do dia: “Avô estupra neta no dia do aniversário de nove anos; Mulher mata filhos de oito e dezoito anos à facadas e depois se suicida; STF confirma sentença do Júri e mantém absolvição de homem que esfaqueou a ex alegando “legítima defesa da honra”; Apenas 23% dos brasileiros confiam na Ciência; No Leblon, ocupante de conversível e cliente de bar da moda trocam tapas; No restaurante Gero, em São Paulo, ricaços batem boca e ameaçam chamar delegados amigos; Em Minas, mulher é presa por andar nas ruas com crânio furtado de cemitério”.

Eis aí algumas pistas para a resposta da pergunta, feita ao final do parágrafo acima. O que fazemos, afinal, nós, os letrados; nós, os educados; nós, os limpinhos; nós… os brasileiros, para merecermos algo melhor do que o que temos hoje, aboletado em Brasília? É mera retórica para pensar no fim de semana. Abraços.

Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.

01/10 - Fundação Palmares retira nome de Benedita de lista de personalidades negras

FONTE: https://istoe.com.br/fundacao-palmares-retira-nome-de-benedita-de-lista-de-personalidades-negras/


Fundação Palmares retira nome de Benedita de lista de personalidades negras

Crédito: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A Fundação Palmares tirou o nome da deputada federal Benedita da Silva (PT) da lista de Personalidades Negras. De acordo com o presidente da instituição, Sérgio Camargo, a decisão ocorreu porque a petista responde por crime de improbidade administrativa e os bens dela foram bloqueados pela Justiça.

Em nota ao jornal Extra, Benedita, que é candidata à prefeitura do Rio de Janeiro, afirmou que considera a medida uma interferência do presidente Jair Bolsonaro no cenário eleitoral carioca. Ainda conforme a deputada, ela vai recorrer à Justiça pelo suposto crime de racismo.

A decisão da 6ª Vara de Fazenda Pública do Rio que determinou o bloqueio de bens e a quebra de sigilos bancário e fiscal da deputada é de 2015. O Ministério Público acusa a parlamentar de improbidade administrativa enquanto gestora da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, por supostas fraudes em convênios entre a Fundação Darcy Ribeiro (FUNDAR) e ONGs com o Ministério da Justiça.

01/10 - VÍDEO - MAIS CRIMES DE MICHELE BOLSONARO

FONTE:https://youtu.be/zcRfyZDUq8Y

 

MAIS CRIMES DE MICHELE BOLSONARO

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01/10 - Ministro do STJ não anula decisões do caso 'rachadinhas'

 FONTE:https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/ministro-do-stj-nao-anula-decisoes-do-caso-rachadinhas

Ministro do STJ não anula decisões do caso 'rachadinhas'

Feliz Fischer negou recurso apresentado por Flavio Bolsonaro

30 SET2020
18h32
atualizado às 18h56
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O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou recurso apresentado pela defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) para anular as decisões do caso das 'rachadinhas'. O parlamentar alegou à Corte que, por ter sido beneficiado com foro privilegiado, decisões tomadas pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio, deviam ser desconsideradas.

O então deputado Flávio Bolsonaro com seu assessor Fabrício Queiroz
O então deputado Flávio Bolsonaro com seu assessor Fabrício Queiroz
Foto: Reprodução / Estadão Conteúdo

Itabaiana foi quem autorizou a quebra do sigilo bancário de Flávio, do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz e de outros 88 ex-funcionários do gabinete do senador na época em que ele era deputado estadual no Rio de Janeiro. A decisão possibilitou o avanço das investigações que miram o filho do presidente no esquema de apropriação do salário de ex-servidores da Assembleia Legislativa.

A defesa de Flávio apresentou o recurso para anular a decisão após o Tribunal de Justiça do Rio conceder foro privilegiado ao senador, o que tirou o caso das mãos de Itabaiana e passou para o Órgão Especial do tribunal, composto por 25 desembargadores. O senador alega que as provas obtidas no caso estariam 'contaminadas' por terem sido colhidas mediante autorização de um juiz de primeira instância, que não teria competência para julgá-lo.

Felix Fischer, contudo, apontou que a solicitação de Flávio não apresentou 'requisitos indispensáveis' para o deferimento de uma liminar para anular as decisões de Itabaiana. "Até mesmo porque o pedido liminar se confunde com o próprio mérito da demanda, devendo ser oportunamente analisado, após a devida instrução dos autos e oitiva do Ministério Público Federal", apontou.

Flávio Bolsonaro é investigado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa em suposto esquema do qual faria parte seu então assessor Fabrício Queiroz, demitido em 2018 após os primeiros indícios de irregularidades no gabinete do filho do presidente serem revelados. Queiroz foi preso em Atibaia (SP) em junho, e cumpre prisão domiciliar no Rio de Janeiro.

Em agosto, extratos bancários de Queiroz anexados à investigação revelaram que o ex-assessor de Flávio depositou 21 cheques em nome da primeira-dama Michelle Bolsonaro. As transações datam de outubro de 2011 a dezembro de 2016, em valores que variam de R$ 3 mil a R$ 4 mil. Somados, os cheques somam R$ 72 mil.

Movimentação semelhante foi descoberta na conta de Márcia Aguiar, mulher de Queiroz. Registros indicam que ela depositou outros seis cheques para Michelle no valor total de R$ 17 mil.

30/9 - Brasil, um país sequestrado

FONTE: https://www.dw.com/pt-br/brasil-um-pa%C3%ADs-sequestrado/a-55109226

Brasil, um país sequestrado

Parece que Bolsonaro sequestrou mentalmente o país. E parte da população brasileira se identifica com sua figura atormentadora, escreve a colunista Astrid Prange.

    
Brasilien Flughafen Serra da Capivara Jair Bolsonaro (Agencia Brasil/PR/A. Santos)

Caros brasileiros,

antes da "era Bolsonaro”, explicar o Brasil para estrangeiros muitas vezes se resumia numa frase só: o Brasil é mais do que samba e futebol. Vinte e um meses depois da posse de Jair Bolsonaro, eu mudaria a frase para: "O Brasil é mais do que Bolsonaro".

Parece que não há outro assunto. Não importa se é na mídia brasileira, na imprensa alemã ou internacional: só dá Bolsonaro. Senti o desafio na própria pele. Das 40 colunas minhas publicadas desde janeiro 2019, 16 tratam da política dele.

Refletindo sobre esse fenômeno, me lembrei da "síndrome de Estocolmo". Parece que Bolsonaro, com a sua agenda política, sequestrou mentalmente o país. E uma grande parte da população brasileira se identifica com sua figura atormentadora e criou certa relação de afeto com ele.

Síndrome de Estocolmo

O termo "síndrome de Estocolmo" vem de um incidente em 1973 na capital sueca, quando um assaltante de banco fez quatro pessoas de refém e exigiu a libertação de um criminoso conhecido. Nas entrevistas depois do sequestro, que terminou sem mortos e feridos, para surpresa dos pesquisadores, os reféns demonstraram simpatia pelo sequestrador.

Segundo o então psicólogo da polícia sueca, Nils Bejerot (1921-1988), que deu o nome a essa síndrome, a atitude faz parte de uma estratégia de sobrevivência das vítimas. Na esperança que o seu tempo de sofrimento diminua, por exemplo, elas criticam a polícia por negociações prolongadas. Na perspectiva dos reféns, se tivesse aceitado logo as exigências do sequestrador, já estariam livres.

Assim, as vítimas começam a apoiar as exigências do sequestrador. Essa submissão o faz se sentir cada vez mais poderoso. Cria-se um pacto entre o contraventor e as suas vitimas. Subconscientemente sabem que dependem dele, como uma criança indefesa que precisa da mãe para sobreviver, mesmo sendo maltratada por ela.

Vejo muitos paralelos com o Brasil atual, que parece estar preso à um governo que sequestrou o país. O cenário de florestas em chamas e valas comuns com vítimas da covid-19 é tão desastroso que a esperança irracional de muitos por uma saída recai justamente em um dos responsáveis por essa situação.

"Cuidando dos reféns"

Enquanto a situação se agrava cada vez mais, Bolsonaro mostra seu lado atencioso e, com o auxílio emergencial para milhões de brasileiros, "trata bem" os seus reféns. A estratégia funcionou: a aprovação dele cresce e faz qualquer tentativa de libertação impensável.

Um sequestro pode demorar horas, dias, semanas, meses e até anos. Às vezes, os reféns são libertados por militares ou tropas de elites, como foi o caso do "Landshut", um avião da Lufthansa com 91 passageiros que ficou durante cinco dias, entre 13 e 18 de outubro de 1977, nas mãos de terroristas palestinos. Ou da política colombiana Íngrid Betancourt, que ficou seis anos no poder dos guerrilheiros das Farc.

Em muitos casos, os sequestradores recebem a quantia de resgate exigida e, depois disso, soltam os reféns. Em outros, desistem e se rendem. Às vezes, os próprios reféns descobrem uma maneira de se libertar. Ou eles mesmo conseguem fugir do cativeiro.

Parece que essa ultima é a estrategia preferida dos brasileiros. Segundo estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil vem subindo no ranking dos países que mais enviam migrantes para economias mais ricas. É também graças a eles que continuo acreditando que o Brasil é mais que Bolsonaro.

30/9 - Participação de Gilmar em indicação para o STF contraria Fux

FONTE: https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/participacao-de-gilmar-em-indicacao-para-o-stf-contraria-fux

Participação de Gilmar em indicação para o STF contraria Fux

Presidente do STF vê interferência de ministro na escolha do presidente Jair Bolsonaro

30 SET2020
19h20
atualizado às 19h38
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, reagiu negativamente à indicação do desembargador Kassio Nunes Marques à Corte. Fux, segundo relatos feitos ao Estadão, se irritou principalmente por ter visto uma interferência direta do ministro Gilmar Mendes na escolha do indicado do presidente Jair Bolsonaro. O ministro Dias Toffoli também participou da reunião na casa de Mendes que selou o favoritismo do desembargador do Piauí.

Participação de Gilmar em indicação para o STF contraria Fux
Participação de Gilmar em indicação para o STF contraria Fux
Foto: Agência Brasil

O presidente da Corte só soube da escolha do desembargador do Piauí pela imprensa na manhã desta quarta-feira, 30. Fux nunca escondeu a preferência pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luis Felipe Salomão. A vaga da Corte se abre no dia 13 de outubro com a aposentadoria do decano Celso de Mello.

A escolha de Bolsonaro por Kassio Nunes foi definida em um encontro nesta terça-feira, 29, na casa de Gilmar Mendes. Na tentativa de se aproximar do STF e da classe política, o presidente Jair Bolsonaro pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que fizesse a intermediação para o encontro.

Como mostrou o Estadão, Alcolumbre ligou, então, para Gilmar, que logo providenciou uma reunião em sua casa. O ministro Dias Toffoli, que deixou a presidência do Supremo no último dia 10, também foi convidado para a conversa, que durou de 19h às 21h. Com Kassio Nunes Marques a tiracolo, Bolsonaro fez elogios à Corte e afirmou estar confiante na independência e harmonia entre os Poderes.

O favoritismo de Kassio na corrida ao Supremo pegou boa parte do governo de surpresa na manhã desta quarta-feira, 30. O Estadão apurou que o seu bom trânsito, tanto no Congresso quanto no Judiciário, pesaram a favor da indicação. O desembargador já tinha bom relacionamento com Gilmar e com Toffoli.

Outro ponto a favor foi o fato de ele ser do Piauí. A possível indicação de Kassio é um gesto de Bolsonaro ao Nordeste, região da qual o presidente busca se aproximar, já de olho nas eleições de 2022. Nas redes sociais, o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do Progressistas, comemorou o favoritismo do conterrâneo.

Segundo integrantes do governo, o nome do desembargador surgiu e se apresentou como uma solução para os problemas de Bolsonaro, que tinha como opções os ministros da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, e da Justiça, André Mendonça.

A avaliação é a de que os dois ministros ocupam cargos-chave e a indicação de qualquer um deles implicaria em uma obrigatória mexida no governo.

Apesar do favoritismo de Kassio Nunes, integrantes do governo tratam a indicação dele com cautela. Eles veem no vazamento do nome do desembargador como mais uma estratégia de Bolsonaro para sentir a recepção do possível indicado, assim como ocorreu em outras ocasiões. A avaliação é que Kassio Nunes ainda precisa passar pela "fritura" da base bolsonarista nas redes sociais e, portanto, Bolsonaro ainda pode mudar de ideia.

04/01/23 - COMUNICAÇÃO

 AMIG@S UMA HERPES ZOSTER  ME ATACOU . ESPERO VOLTAR EM BREVE. FELIZ 2023 ABRAÇOS, ABELHA