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01/09/21 - BEMVINDO - MOURÃO E A VACA FARDADA !

01/09/21 - BLOG DO ALTAMIRO BORGES - Textos e Análises

 De: Altamiro Borges <noreply+feedproxy@google.com -31/08/21 - 

Altamiro Borges


Febraban começa a regurgitar Bolsonaro

Posted: 30 Aug 2021 02:36 PM PDT

Bolsonaro, ‘malandro-agulha’ da conta de luz

Posted: 30 Aug 2021 07:18 PM PDT

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Por Fernando Brito, em seu blog:

Partindo de informações de Lauro Jardim, em O Globo, de que Jair Bolsonaro proibiu seus ministros de “anunciar medidas impopulares até 7 de setembro”, o Poder360 confirma que o anúncio oficial do aumento das contas de energia será deixado para depois do Dia da Independência para não desmotivar suas falanges.

O nome, em português claro, seria estelionato, se isso enganasse alguém.

Mas todo mundo já sabe e o que Bolsonaro consegue é fazer o papel do que, no meu tempo, seria o do “malandro-agulha”, expressão das antigas para o cara que quer ser “esperto” mas não engana ninguém, para ficar numa “tradução” publicável.

O “presidente das redes” vai ignorar que, a esta altura, o mais humilde supermercado do interior está remarcando preços de gelados e congelados para fazer frende ao aumento da tarifa elétrica?

Os antecedentes da variação de preços ao consumidor, os registrados juntos aos produtores já disparou faz tempo: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,29% em agosto, segundo a Fundação Getúlio Vargas. O IBGE diz que os preços da indústria subiram 1,94% em julho, frente a junho, e o acumulado no ano atingiu 21,39%, o maior para aquele mês na série histórica e que, em sete meses, já supera o acumulado em todo o ano de 2020, quando foi de 19,38%.

É obvio que, mesmo com a retração da demanda, grandes indústrias e redes de comercialização não vão ficar esperando os bolsonaristas fazerem “arminha” para aumentarem os preços.

É o mesmo com este tão propalado documento da Federação dos Bancos pedindo harmonia entre os poderes, que está motivando o debate em torno da saída do Banco do Brasil e da Caixa da Febraban. Resuma toso o textão que eles vierem a publicar em “aumentem os juros”. A situação – para eles, é claro – não está permitindo esperar por 45 dias as reuniões do Copom que aumentem os juros em 0,75%, menos que a inflação de um mês, sem que se tomem providências para conter o surto inflacionário.

Sem bola de cristal, palpites sobre o dia 7

Posted: 30 Aug 2021 07:16 PM PDT

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Por Bepe Damasco, em seu blog:

Antes de entrar no mérito deste artigo, dou a minha opinião sobre a presença da oposição de esquerda nas manifestações de 7 de setembro: sou favorável, mas com todos os cuidados preventivos possíveis, que incluem horários diferentes e pontos distantes geograficamente dos atos dos fascistas, além, é claro, de se evitar todo e qualquer tipo de provocação.

Isto posto, vamos a alguns pitacos sobre o 7 de setembro, especialmente focados na propalada intentona golpista que se anuncia. Correndo, evidentemente, o risco do erro, que faz parte da vida, vamos a eles:

1) Bolsonaro colocará muita gente nas ruas, notadamente em São Paulo e Brasília. A ampla convocação radicalizada nas redes sociais bolsonaristas e o fato inequívoco de as mobilizações antidemocráticas terem sido alçadas ao topo da agenda política e das preocupações nacionais em muito contribuíram para sua disseminação. Cabe lembrar que, embora francamente minoritário na sociedade, o contingente de seguidores cegos de Bolsonaro, algo em torno de 25%, é mais do que suficiente para garantir sucesso de público aos protestos.

2) Bolsonaro está longe de ter força e respaldo político para perpetrar um golpe no dia 7. Não que ele não pretenda. Mas, isolado como nunca e colecionando fracassos retumbantes em seu governo, o capitão nazista não tem o apoio de segmentos da sociedade que foram decisivos para o golpe clássico de 1964 e a ruptura democrática de novo estilo de 2016. Os veículos de comunicação não apoiam a intenção totalitária de Bolsonaro, nem a forças do capital, nem o Judiciário, nem a Igreja Católica, tampouco a maioria esmagadora do meio político e da sociedade civil. E as Forças Armadas, onde Bolsonaro desfruta de forte apoio, estaria mesmo disposta a embarcar nessa aventura inconsequente? Tenho minhas dúvidas. Também no mundo globalizado em que vivemos não há o menor ambiente para a implantação de uma ditadura em um país do tamanho e da importância do Brasil.

3) Contudo, procede a preocupação quanto à integridade da sede dos poderes, em Brasília. Em que pese o cenário mais provável seja o cerco puro e simples às sedes do STF, principalmente, e do Congresso Nacional, com a exibição de faixas, cartazes e palavras de ordem raivosas pela quebra da ordem constitucional, não se pode descartar a possibilidade de tentativa de invasão por parte de integrantes das hordas de descerebrados que lá comparecerão.

4) Também faz sentido a apreensão quanto à segurança e a vulnerabilidade dos prédios públicos devido ao envolvimento das PMs nas mobilizações, como base de apoio ao golpe. Depois que o governador Dória afastou um comandante em São Paulo e vários outros governadores deram declarações enquadrando suas PMs, penso que esse perigo já foi maior. Agora, a tendência é que a adesão das polícias ao golpismo se limite ao comparecimento de praças e oficiais fora de serviço. O mesmo imagino deva ser o procedimento dos membros das Forças Armadas.

5) Mas isso não elimina a ameaça de algum nível de baderna. Não satisfeitos em participar de protestos contra o sistema democrático, o que de per si é crime, arruaceiros a serviço do caos que interessa a Bolsonaro podem recorrer a ações de terror, tais como incendiar ônibus e outros equipamentos públicos, agredir pessoas ou coisa pior. Cabe aos democratas denunciar e cobrar a atuação das forças de segurança, pagas pela sociedade para protegê-la.

6) Com as pessoas fazendo fila para recolher restos de ossos para comer, já que o arroz, o feijão, a carne e o gás de cozinha atingiram preços inacessíveis, o desemprego batendo recordes sucessivos, os biomas do país ardendo em chamas, um apagão de energia elétrica à vista, 570 mil mortos pelo coronavírus e uma CPI que a cada dia desnuda mais a picaretagem das vacinas no Ministério da Saúde, resta a um governante sem escrúpulos e sem compromisso democrático como Bolsonaro apelar para a confusão, pois ninguém mais do que ele sabe que a eleição do próximo ano está perdida.

7) Neste sentido, o dia 7 de setembro para Bolsonaro tem o nítido propósito de fazer a tese do golpe, ou da intervenção militar, ou da decretação do estado de sítio com a suspensão de algumas ou de muitas garantias constitucionais, andar algumas casas. E, de quebra, manter acessa a chama da militância antidemocrática entre os idiotas fanáticos que o apoiam.

8) O grande temor de Bolsonaro hoje é o da cadeia para ele e seus filhos. Aí se mete em um beco sem saída. Se esticar a corda demais, pode perder o mandato. Se recuar, sua base o abandona. Mas o cerco se fecha. Hoje leio que até a Fiesp, bastião do conservadorismo reacionário e endinheirado, divulgará um manifesto em defesa da democracia.

9) Como apontou o professor Gilberto Maringoni em um artigo publicado no seu perfil do facebook, Bolsonaro é mau militar e, portanto, ruim de estratégia. Ele pode estar metendo os pés pelas mãos ao dobrar a aposta no confronto com o regime democrático. E quando reconhece que seu futuro é “a cadeia, a morte ou a vitória”, quem sabe não esteja buscando uma anistia para não pagar por seus crimes, o que, na certa, não obterá.

10) Bolsonaro sairá do 7 de setembro ainda menor e mais inviável como governante do que é hoje.

A ameaça de guerra bolsonarista

Posted: 30 Aug 2021 07:13 PM PDT

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Por Jeferson Miola, em seu blog:

A conclamação do Bolsonaro para a matilha fascista se armar com fuzil não é galhofa; é estratégia política: “povo armado jamais será escravizado!”, brada o “mito”.

Esta estratégia política vem sendo materializada pelo Exército por meio da liberalização geral das normas sobre compra, posse e uso de armamentos e munições por particulares.

Desde 2019, o governo militar publicou mais de 20 portarias e decretos com este objetivo. “Como resultado da guinada, este é o momento de toda a história nacional em que existem mais armas nas mãos de cidadãos comuns. Em 2019 e 2020, os brasileiros registraram 320 mil novas armas na Polícia Federal. De 2012 a 2018, o total havia sido de 303 mil. As autorizações concedidas pelo Exército a caçadores, atiradores esportivos e colecionadores de armas também bateram recorde no atual governo - 160 mil nos últimos dois anos contra 70 mil nos sete anos anteriores. O mercado de armas e munições, tanto as de origem nacional quanto as importadas, está extraordinariamente aquecido”, noticia site do Senado.

Além da escória armada que se proclama “gente de bem” – empresários, latifundiários, pastores, caminhoneiros, motoqueiros, militantes de extrema-direita, frequentadores de CACs [clubes de colecionadores, atiradores e caçadores] etc –, as milícias e o crime organizado também se beneficiam com a estimulação deste mercado homicida.

Esta estratégia bolsonarista é coerente com a ideia da política como exercício da violência, inclusive armada, analisa o professor Paulo Arantes. É o confronto violento entre diferentes “visões, valores e expectativas humanas”; “é luta, é violência, é eliminação do adversário”.

Paulo Arantes entende que Bolsonaro representa uma ruptura com base popular e significa a descontinuidade do padrão civilizatório. O “bolsonarismo, como tal, reintroduziu a política no cenário contemporâneo” nos termos mencionados.

Ele critica que enquanto a esquerda pensa a política numa perspectiva gestionária, de gestão e atenuação da barbárie capitalista com políticas compensatórias ao invés da superação revolucionaria do sistema, eles “romperam com a ideia gestionária de política, estão se lixando para políticas públicas e em governar; vieram para destruir e encaminhar o programa deles”. O bolsonarismo significa, neste sentido, uma perspectiva renascentista.

É uma visão apocalíptica, diz Arantes, que chama atenção para o ativismo orgânico da extrema-direita: “eles estão seriamente engajados”.

Os bolsonaristas acreditam que “cedo ou tarde vão encerrar o ciclo inaugurado por essa coisa nova que foi 64, que não foi uma quartelada, mas foi uma mudança de civilização que não se completou, [porque] foi traída” pelos generais que traíram a “revolução de 64” e devolveram o poder aos vencidos [sic].

É esta geração de oficiais ressentidos e reacionários – órfãos e viúvos da ditadura – que chegou ao poder através do Bolsonaro e que comanda o país. Augusto Heleno, por exemplo, foi ajudante-de-ordens do general Sílvio Frota, um expoente da linha mais facínora da ditadura que era radicalmente contra o fim do regime.

Bolsonaro precisa ser levado a sério nas suas sandices. Como, por exemplo, quando reclama que a ditadura assassinou menos opositores do que deveria; ou quando explica didaticamente a natureza destrutiva/ecocida/genocida do projeto que lidera: “O Brasil não é um terreno aberto onde nós pretendemos construir coisas para o nosso povo. Nós temos é que desconstruir muita coisa. Desfazer muita coisa. Para depois nós começarmos a fazer”.

O horizonte bolsonarista da luta política é o extermínio, o aniquilamento do inimigo; não uma disputa institucional entre distintos projetos políticos e de gestão do Estado; é guerra.

O bolsonarismo aposta no confronto, na guerra armada. Eles acreditam no “vaticínio da guerra civil”, alerta Arantes. Na visão dele, há um “sistema jagunço brasileiro que está sendo montado e está sendo armado”, que faz com que o Brasil seja “a primeira nação a voltar mil anos atrás, em que a origem do Estado é o crime organizado, a extorsão”.

Com a politização nova das Forças Armadas, diz Paulo Arantes, “que, ao contrário da interferência desde que existe República no Brasil, que eles fazem e desfazem políticas, dão quarteladas, se transformam em guarda pretoriana etc, pela primeira vez estão na direção de se transformar em um bando armado, como foi o Estado Islâmico, como vai ser o Afeganistão agora”.

Diante deste cenário, de nada adianta se “cortar os pulsos” por desespero ou se contentar com notinhas de repúdio e discursos vazios dos líderes das instituições que “funcionam normalmente”.

É preciso mais, muito mais, sobretudo em termos de capacidade de mobilização democrática e popular na escala de dezenas de milhões de manifestantes nas ruas.

As origens históricas do neoliberalismo

Posted: 30 Aug 2021 02:10 PM PDT

'Novo Talibã' será marcado por crises

Posted: 30 Aug 2021 02:11 PM PDT

Paulo Guedes é pior do que Caco Antibes

Posted: 30 Aug 2021 02:03 PM PDT

Lula e os bolsonaristas arrependidos

Posted: 30 Aug 2021 02:01 PM PDT

Fórum Social Mundial e as lutas por justiça

Posted: 30 Aug 2021 01:52 PM PDT

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04/01/23 - COMUNICAÇÃO

 AMIG@S UMA HERPES ZOSTER  ME ATACOU . ESPERO VOLTAR EM BREVE. FELIZ 2023 ABRAÇOS, ABELHA