
Ester e Jaqueline (Reprodução)
29 DE FEVEREIRO DE 2020, 20H34
Conheça as duas brasileiras que sequenciaram o genoma do coronavírus
Pesquisadoras da USP encabeçaram pesquisa feita em tempo recorde para entender origem da epidemia
O genoma carrega as informações hereditárias do vírus codificadas em seu DNA. “Ao sequenciá-lo, ficamos mais perto de saber a origem da epidemia. Sabemos que o único caso confirmado no Brasil veio da Itália, contudo, os italianos ainda não sabem a origem do surto, pois ainda não fizeram o sequenciamento de suas amostras. Não têm ideia de quem é o paciente zero e não sabem se ele veio diretamente da China ou passou por outro país antes”, disse Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da USP à Agência Fapesp.
Ester coordena o Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (Cadde), que estuda em tempo real epidemias como dengue e Zika. Segundo ela, o objetivo do trabalho é produzir respostas que ajudem os serviços de saúde em testes diagnósticos e no desenvolvimento de vacinas.
A equipe de Ester Sabino treinou pesquisadores desde o primeiro caso na Itália para usar uma tecnologia de sequenciamento chamada MinION, que já é usado para monitorar a evolução do vírus Zika nas Américas.
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