29/2 - Bolsonaro golpista leva o povo de volta às ruas, a favor e contra ele. Por Ricardo Kotscho

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Bolsonaro golpista leva o povo de volta às ruas, a favor e contra ele. Por Ricardo Kotscho

 
Jair Bolsonaro | Mauro Pimentel/AFP
Publicado originalmente no Balaio do Kotscho:
Por Ricardo Kotscho
Vamos ficar devendo ao capitão Jair Bolsonaro a temporada de manifestações de rua, de onde o povo andava sumido, previstas para o mês de março.
Ao convocar seus devotos para os protestos miliciano-militares do dia 15, em defesa do governo e contra os outros poderes, o presidente acabou insuflando também os que são contra ele.
Antes dele, nenhum líder de oposição tinha sido capaz até agora de mobilizar tanto a sociedade civil, que já vinha discretamente organizando três manifestações para as próximas semanas:
  • No dia 8, Dia Internacional da Mulher, marchas que já estavam marcadas em várias cidades do país contra a violência e em defesa das das liberdades democráticas, agora também levantarão a bandeira da defesa da Constituição e do Estado de Direito, ameaçados pela marcha golpista.
  • No dia 14, véspera dos atos pró-Bolsonaro, manifestações lembrarão dois anos dos assassinatos de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crimes praticados por milicianos já presos, mas sem chegar aos mandantes até agora. É isso que será cobrado nesta manifestação. Quem mandou matar?
  • No dia 18, vão se juntar várias manifestações organizadas por centrais sindicais e pela UNE, em defesa da educação e do serviço público, e agora também da democracia.
Bolsonaro deu visibilidade a esses atos da oposição, que hoje ganharam meia página da Folha, em excelente reportagem de Joelmir Tavares e Carolina Linhares, com o título “Movimentos adaptam pautas de atos em resposta ao dia 15”.
Na abertura da matéria, eles constatam que “atos de rua, que já vinham sendo organizados por mulheres, organizações estudantis e centrais sindicais para o mês de março foram ampliados para incorporar uma resposta à manifestação que mira o Congresso endossada pelo presidente Jair Bolsonaro”.
“A pauta das liberdades democráticas é parte das demandas do ato e seguramente será levantada com toda a força”, disse à Folha Erika Andreassy, uma das articuladoras do protesto “Mulheres contra Bolsonaro”, marcado para o dia 8, na avenida Paulista, em São Paulo.
A advogada Carla Vitória, militante da Marcha Mundial das Mulheres, lembrou que a defesa da democracia já faz parte dos atos anuais da data, mas agora “em um momento em que o governo faz esse tipo de ameaça autoritária, esse tema se coloca como prioritário para nós”.
Dez entidades sindicais, reunidas na quinta-feira, decidiram que o ato previsto para o dia 18 deve unir todas as forças sociais e ser um contraponto ao ato do dia 15.
“A nossa manifestação do dia 18, além dos temas de educação, servidor público, direitos e emprego, após o discurso antidemocrático que Bolsonaro impôs, com ataques à imprensa e a movimentos sociais, vamos chamar com o mote de “ditadura nunca mais”, disse o ex-presidenciável do PSOL Guilherme Boulos, líder da Frente Povo Sem Medo e do MTST.
Bolsonaro conseguiu unir as oposições contra ele. PT, PSOL e PCdoB estão convocando seus filiados e militantes para participar dos atos.
Ao mesmo tempo, o desastrado presidente dividiu seus próprios seguidores sobre as bandeiras que serão levadas às ruas no dia 15, como informa o Estadão:
“De um lado, apoiadores da família do presidente pressionam para que o mote do protesto seja apenas “somos todos Bolsonaro”. Defensores da Lava Jato. no entanto, querem usar o ato para pressionar os políticos a aprovarem mudanças na lei para permitir a prisão após condenação em segunda instância. A divergência levou a uma troca de ataques nas redes sociais”, relatam os repórteres Pedro Wenceslau e Paula Reverbel.
Ou seja, bolsonaristas e moristas já estão antecipando uma disputa prevista apenas para as eleições de 2022.
E já se prevê uma batalha de números sobre o total de participantes em cada manifestação, a favor ou contra o governo.
As contagens oficiais feitas pelas PMs costumam insuflar os números das manifestações de direita e reduzir o tamanho dos atos contra Bolsonaro.
Seja como for, não dá para prever os efeitos no cenário político dos atos organizados para março.
Sempre é bom lembrar que apenas 15 mil pessoas foram contadas no primeiro comício da campanha das Direitas Já, no final de 1983, na praça Charles Muller, em frente ao Pacaembu.
Um mês depois, mais de 300 mil pessoas foram à praça da Sé, no comício que reuniu no mesmo palanque Ulysses Guimarães, Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Brizola, dando início a uma escalada de manifestações que ocuparam praças e ruas de todo o país, nas maiores manifestações cívicas em defesa da democracia da nossa história, já nos estertores da ditadura militar.
O povo é imprevisível. Depois que sai às ruas, se houver um motivo forte, ninguém segura, como vimos em 1984.
Vida que segue.

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29/2 - Conheça as duas brasileiras que sequenciaram o genoma do coronavírus

FONTE:https://revistaforum.com.br/noticias/conheca-as-duas-brasileiras-que-sequenciaram-o-genoma-do-coronavirus/amp/




Ester e Jaqueline (Reprodução)
29 DE FEVEREIRO DE 2020, 20H34

Conheça as duas brasileiras que sequenciaram o genoma do coronavírus

Pesquisadoras da USP encabeçaram pesquisa feita em tempo recorde para entender origem da epidemia
  Duas mulheres e um homem capitanearam a corrida para sequenciar o genoma do coronavírus apenas dois dias depois da confirmação do primeiro caso no Brasil. Os resultados vieram de equipes do Instituto Adolfo Lutz, que confirmou o diagnóstico de um paciente na quarta (26), pela USP e pela Universidade de Oxford, na Inglaterra.
O genoma carrega as informações hereditárias do vírus codificadas em seu DNA. “Ao sequenciá-lo, ficamos mais perto de saber a origem da epidemia. Sabemos que o único caso confirmado no Brasil veio da Itália, contudo, os italianos ainda não sabem a origem do surto, pois ainda não fizeram o sequenciamento de suas amostras. Não têm ideia de quem é o paciente zero e não sabem se ele veio diretamente da China ou passou por outro país antes”, disse Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da USP à Agência Fapesp.
Ester coordena o Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (Cadde), que estuda em tempo real epidemias como dengue e Zika. Segundo ela, o objetivo do trabalho é produzir respostas que ajudem os serviços de saúde em testes diagnósticos e no desenvolvimento de vacinas. 
A equipe de Ester Sabino treinou pesquisadores desde o primeiro caso na Itália para usar uma tecnologia de sequenciamento chamada MinION, que já é usado para monitorar a evolução do vírus Zika nas Américas. 
O sequenciamento do genoma do coronavírus foi levado por um outro grupo de pesquisadores coordenados por Jaqueline Goes de Jesus, pós-doutoranda na Faculdade de Medicina da USP e bolsista da agência de fomento Fapesp. Jaqueline desenvolve pesquisas sobre o mapeamento do Zika no Brasil. Por fim, junto com ela, estava Claudio Tavares Sacchi, responsável pelo Laboratório Estratégico do Instituto Adolfo Lutz, que busca padronizar ensaios moleculares para a detecção de agentes infecciosos de interesse em saúde pública.

29/2 - VÍDEO - LULA: "A elite brasileira não está preparada para aceitar a inclusão social"

FONTE:https://www.brasil247.com/poder/a-elite-brasileira-nao-esta-preparada-para-aceitar-a-inclusao-social-diz-lula-video

"A elite brasileira não está preparada para aceitar a inclusão social", diz Lula (vídeo)

247 – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nesta segunda-feira recebe o título de cidadão honorário de Paris, é o locutor de uma nova peça de propaganda do Partido dos Trabalhadores para as redes sociais, que foca na questão da desigualdade – o que também será tema de seu discurso em Paris. Segundo ele, a elite brasileira não está preparada para aceitar a inclusão social. Confira o vídeo, compartilhado pela deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR):
A democracia tem de estar presente todo dia na vida das pessoas e do país. É muito mais do q o direito de falar livremente ou de protestar contra o que está errado. Tem a ver com a dignidade humana

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29/2 - Sensacionalista: “Moro exibe tanquinho e deixa a ditadura à mostra”

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Blog do Esmael

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Sensacionalista: “Moro exibe tanquinho e deixa a ditadura à mostra”

Publicado em 29 fevereiro, 2020
Às vezes, uma piada explica melhor uma situação do que qualquer descrição “séria”. Esse é um dos casos. O site Sensacionalista expõe toda a empáfia do ex-juiz Sérgio Moro que desfilou por Brasília em um tanque do Exército.
A piada veio de um vídeo distribuído pelo ministério da Defesa. Na peça o ministro da Justiça aparece desfilando em um carro blindado do Exército como um ditador.
O jornalista Reinaldo Azevedo carimbou Moro como o Mussolini de Maringá. Mas a piada do Sensacionalista é insuperável.
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29/2 - Mourão deixou bem claro que o Exército está cansado da delinquência bolsonarista

FONTE:https://revistaforum.com.br/blogs/ocolunista/mourao-deixou-bem-claro-que-o-exercito-esta-cansado-da-delinquencia-bolsonarista/
                                             

o colunista

por Cleber Lourenço
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28 DE FEVEREIRO DE 2020, 18H57

Mourão deixou bem claro que o Exército está cansado da delinquência bolsonarista

Leia na coluna de Cleber Lourenço: "Se o governo tentar um golpe na democracia estará sozinho com sua trupe de malucos"
Mourão e Bolsonaro no evento de 400 dias de governo (Foto: Isac Nóbrega/PR)
O Vice-presidente Hamilton Mourão, decidiu falar em tom de desabafo no início de uma palestra na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) nessa sexta-feira (28). Ele disse:
“Santa Catarina é o primeiro estado que visito no ano de 2020 para falar daquilo que é a realidade que estamos vivendo e quais são as propostas do nosso governo em fazer avançar ao longo desse ano. Nossa apresentação se destina a falar desses desafios que temos de superar e, mais uma vez, eu destaco que os mares não estão tranquilos. Os mares não estão tranquilos, porque vídeos são divulgados, redes sociais se encandeiam, as pessoas, muitas vezes, não raciocinam sobre aquilo que estavam escrevendo, que estão discutindo, emoções são colocadas a flor da pele e parece que nós vivemos num eterno turbilhão”.
Em outro momento do evento ele também afirmou que “ninguém está atentando contra a democracia”.
O recado de Mourão é claro: a cúpula militar não gostou nem um pouco da tentativa de  (mais uma vez) agitar a caserna.
Na semana passada a cúpula já tinha deixado bem clara a orientação de distanciamento seguro do governo. A ordem era reforçar a imagem da instituição como um grupo independente das ambições políticas de quem quer que seja.
O que Bolsonaro busca é agitar as patentes mais baixas contra a cúpula militar em uma espécie de golpe amalucado, um tenentismo às avessas.
Outro general que também buscou frear a intentona de Bolsonaro foi o ex-membro do governo, Santos Cruz, que também foi enfático em expor sua contrariedade ao que estava ali exposto.
Agora, com a fala de Mourão, é possível afirmar com clareza que boa parte dos militares estrelados não foi simpática à aventura golpista proposta por Bolsonaro e um general tresloucado (Heleno).
Também mostra um descontentamento do verde-oliva com Bolsonaro por conta da total falta de modos e desrespeito pela liturgia que o cargo de presidente da República exige.
Só restou para Bolsonaro agitar os policiais e seus motins.
Aos alarmistas e agitados de plantão, afirmo seguramente: se o governo tentar um golpe na democracia estará sozinho com sua trupe de malucos.
As forças armadas deixaram bem claro que não seria interessante para eles outra aventura contra a democracia e o Estado de direito.
O Brasil ainda não superou 1964.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Fórum

04/01/23 - COMUNICAÇÃO

 AMIG@S UMA HERPES ZOSTER  ME ATACOU . ESPERO VOLTAR EM BREVE. FELIZ 2023 ABRAÇOS, ABELHA