terça-feira, 30 de agosto de 2011

30/8 - O "ERRAMOS" da BBC sobre vídeo em Trípoli

From: Beatrice


Enviado por luisnassif, dom, 28/08/2011 - 20:23
Autor:
Por Stanilaw Calandreli

BBC: British Brain Control
A  verdade é que não há alegria em Trípoli, porque até mesmo o maior dos estúpidos percebe que seu país foi tomado por um golpe de estado ocidental.

Pergunta: Se não há júbilo então onde exatamente você conseguiu essas filmagens para a TV mostrando uma enorme multidão feliz na "Praça Verde" de Trípoli? (Logo será renomeada "Praça dos Mártires" por um roteirista da CIA.)
Resposta: É só pegar algumas imagens de arquivo de uma manifestação na Índia totalmente indiferente com a história em Trípoli, gravar na tela "ao vivo" e dizer aos idiotas que assistem que aquilo é Trípoli. Essas pessoas todas têm a mesma aparência, de qualquer maneira, certo?
Esse é o pessoal da BBC.

E as pessoas se preocupam se os blogs são uma fonte confiável de informações.
Steve Watson
Prisonplanet.com
28 de agosto de 2011
Pois o que vale a pena aqui é a resposta da BBC sobre a filmagem apresentada em 24 de agosto, mostrando uma reunião na Índia, com pessoas agitando bandeiras indianas, como se fosse as imagens de celebrações na Praça Verde em Tripoli:
Caro Sr. Watson,
Obrigado por nos contatar sobre o programa 'Breakfast' transmitido em 24 de Agosto pela BBC One.
Entendemos sua preocupação com a filmagem incorreta que foi mostrada durante um relatório sobre os últimos desenvolvimentos em Trípoli, e que imagens da Índia foram transmitidas em seu lugar.
Nós enviamos a sua reclamação para os editores do 'Breakfast', que em resposta explicaram terem percebido dentro de momentos que estavam mostrando o filme errado e rapidamente o tiraram do ar.
Eles também se desculparam imediatamente, e informaram que o problema foi causado por uma confusão de um "feed" enviado ao centro de televisão pelas agências internacionais.
Pedimos desculpas por qualquer preocupação que isso possa ter causado e gostaríamos de assegurar-lhe que o seu feedback foi registrado em nosso registro de audiência. Este é um relatório diário de feedback público que é feito disponível a todas as equipes de trabalho da BBC, inclusive aos membros do Conselho Executivo da BBC, os criadores de programas, controladores de canais e aos gerentes superiores. Os registros do público são vistos como importantes documentos que podem ajudar a formar as decisões sobre a programação futura e conteúdo.
Obrigado novamente por dedicar seu tempo nos contatando.
Finalmente, Anexei um convite do Chefe do Serviço de Audiência da BBC, pedindo-lhe para participar de nossa pesquisa de satisfação. Nós seríamos gratos pela sua opinião sobre o nosso serviço.
Kind Regards
Robert Regan
Reclamações BBC
www.bbc.co.uk /complaints
Então, em resumo: Desculpe, nós ficamos  "confusos". Aqui está o vídeo da transmissão:
Vídeos:
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30/8 - O silêncio dos INDECENTES

FONTE:anapaisagismo@gmail.com
From: Dani Tristão

O silêncio dos indecentes

Posted by eduguim on 28/08/11 • Categorized as Opinião do blog


Ao constatar o silêncio sepulcral que se derramou sobre a grande mídia neste fim de semana, logo após a denúncia que a revista Veja fez contra o ex-ministro José Dirceu e a que este fez contra a revista, fiquei imaginando quantos jornalistas sérios existem nesses grandes veículos que podem estar tendo a decência de se indignar com seus patrões por estarem impedindo que façam seu trabalho.
Para quem chegou agora ao noticiário político e não sabe sobre o que se refere esse caso, ou para você que, aí no futuro, está lendo o que escrevi no passado, explico que o ex-ministro José Dirceu, no fim de agosto de 2011, denunciou em seu blog que a revista Veja mandou um repórter tentar invadir seu apartamento em um hotel de Brasília pouco antes de publicar matéria com a “revelação” de que se reunia, ali, com correligionários políticos.
Na matéria, a revista Veja fez suposições sobre as razões que levaram aqueles políticos a se reunirem no hotel Naoum, em Brasília, baseando-se na premissa inverídica de que por Dirceu estar sendo processado pelo Supremo Tribunal Federal pelo “escândalo do mensalão” e por ter tido cassado seu direito de disputar eleições estaria impedido, de alguma forma, de fazer articulações políticas. As suposições, surpreendentemente, são tratadas como fatos pela matéria da Veja.
Uma das suposições da matéria é a de que, por ter se reunido com seus correligionários petistas em data próxima à queda do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, Dirceu teria tramado com eles a retirada de apoio do PT a ele, o que teria determinado a sua demissão pela presidente Dilma Rousseff. Não houve escuta ou indício maior para a Veja fazer tal afirmação. A revista apenas supôs e publicou como se fosse fato.
Apesar de não haver matéria alguma nesse fato sobre os encontros de Dirceu em Brasília, isso não significa que esse caso, por inteiro, não contenha uma das mais saborosas e instigantes matérias jornalísticas sobre política dos últimos tempos.
Acontece que, apesar de a matéria da Veja fazer parte de um jogo político da imprensa aliada ao PSDB e, portanto, não precisar de fatos reais, pois tenta apenas impor à sociedade a percepção de que o governo Dilma e o PT estariam infestados de gangsters e, nesse processo, procura, na falta de qualidade das acusações, produzir quantidade, faltava um mínimo de verossimilhança à “denúncia” contra Dirceu.
Na tentativa de tornar a matéria menos pífia, a Veja se valeu de método literalmente criminoso. Como é óbvio que o hotel que fez um Boletim de Ocorrência contra a tentativa do repórter da revista de invadir o quarto de Dirceu não cederia imagens de seu circuito interno de TV àquele mesmo repórter, ele instalou câmeras nos corredores do estabelecimento para conseguir as imagens que a Veja publicou.
O viés criminoso da revista, nesse caso, é uma bomba jornalística que reproduz, no Brasil, o escândalo de alcance planetário que se abateu sobre a imprensa britânica. É uma das maiores matérias jornalísticas que surgiram neste ano, no mínimo.
É verdadeira a acusação de José Dirceu? Que tal seria se a imprensa ouvisse as testemunhas? Por exemplo, a imprensa poderia entrevistar a camareira à qual o repórter da Veja Gustavo Ribeiro teria pedido que abrisse o apartamento de Dirceu alegando que aquele era o seu apartamento (do repórter) e que teria esquecido a chave em algum lugar.
O pessoal da recepção poderia ser entrevistado para comprovar ou não que Ribeiro se hospedou no hotel e pediu para ser alojado no apartamento contiguo ao de Dirceu e  que o repórter da Veja, ao ser denunciado pela camareira, fugiu do estabelecimento sem pagar a conta. Afinal, se Ribeiro se hospedou no hotel teve que fazer o check-in e o check-out. Se pagou a conta, deve ter o recibo do pagamento. Se não tem, fugiu.
Por que um repórter fugiria de um hotel no qual se hospedou?
Seria uma bomba jornalística se essa matéria fosse parar no Jornal Nacional, por exemplo. E mesmo nos telejornais da Record, da Band ou do SBT, seria uma bomba. Menor, mas uma bomba. No entanto, até a manhã de domingo, dias após os fatos, só saíram uma notinha escondida na Folha de São Paulo e outra em O Globo e uma matéria no telejornal da TV Cultura, em termos de grande mídia.
O silêncio desses indecentes pseudo jornalistas que controlam as redações dos grandes meios de comunicação é a prova final, para quem dela tomar conhecimento, de que o que essa gente quer não é liberdade de imprensa, mas liberdade para decidir o que você, leitor, deve ou não saber, pois há coisas que não querem que você saiba e outras que querem que você pense. Mesmo não sendo verdade.

http://www.blogcidadania.com.br/2011/08/o-silencio-dos-indecentes/

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Conheça o império de comunicação da família Civita
Wikipédia
Editora Abril
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Editora Abril S.A.
Logo da Editora Abril
Tipo       Privada
Fundação           1950
Sede      São Paulo, Brasil
Pessoa(s) chave              – Roberto Civita – Presidente
Giancarlo Civita – Presidente executivo
Lucro     R$ 1,644 bilhão, (2007)
A Editora Abril é uma editora brasileira, sediada na cidade de São Paulo, parte integrante do Grupo Abril. Fundado em 1950 por Victor Civita como Editora Abril, o Grupo Abril é hoje um dos maiores e mais influentes grupos de comunicação da América Latina. Ao longo de sua história expandiu e diversificou suas operações, e hoje fornece conteúdo em multiplataformas.
Nos anos 40, os irmão Victor Civita e Cesar Civita fundaram a Editora Abril inicialmente na Argentina e lá conseguiram licença dos personagens Disney, Em 1945, em visita a Argentina, o jornalista Adolfo Aizen toma conhecimento da Editora Abril e resolve criar uma parceria para publicação de um título Disney no Brasil, “Seleções Coloridas” foi publicada em 1946 pela EBAL de Adolfo Aizen.
Em Maio de 1950, Victor Civita resolve fundar uma editora no Brasil, surge a Editora Primavera e sua primeira publicação foi a revista Raio Vermelho, em Julho de 1950, Civita passa a usar o mesmo nome da Editora argentina, “Editora Abril”.
A Editora Abril começou com a publicação O Pato Donald num escritório no centro de São Paulo, com seis funcionários. O nome da empresa é uma referência ao mês que dá início à primavera na Europa.
O crescimento experimentado pela empresa na década de 50, se intensifica nos anos 60, fruto combinado da publicação de obras de referência em fascículos, e do aumento de sua linha infanto-juvenil, incluindo o lançamento de Zé Carioca, em 1961, e de Recreio, em 1969, que circularia por 12 anos. Em 1968, passa a publicar Veja, revista jornalística de variedades que viria a ser a revista com mais circulação no Brasil.
Expandindo os segmentos, a Abril passa a publicar revistas sobre turismo e da indústria automobilística, (Quatro Rodas, Guia Quatro Rodas e Viagem & Turismo), Futebol (Placar), masculinas (Playboy, Vip e Men’s Health). Cria também inúmeras publicações voltadas ao público feminino: Capricho (que começou com fotonovelas e em 1981 foi reformulada para temas relacionados às adolescentes), Manequim (a primeira revista de moda da Abril), Claudia (que quando surge em 1961 focalizava a dona-de-casa), além de Estilo (versão brasileira da americana InStyle), Nova (versão brasileira da americana Cosmopolitan e Elle (versão brasileira da revista francesa homônima).
Em 1999 o grupo Abril adquire de parte das Editoras Ática e Scipione e em 2004 da totalidade das ações, ganhando importância no mercado brasileiro de livros escolares.
Em maio de 2006, Civita anunciou a sociedade com o Naspers, grupo de mídia sul-africano que esteve estreitamente vinculado ao Partido Nacional, a organização partidária de extrema-direita que legalizou o criminoso regime do apartheid no pós-Segunda Guerra Mundial. O grupo Naspers passou a deter 30% do capital do Grupo, incluindo a compra dos 13,8% que pertenciam aos fundos de investimento administrados pela Capital International, desde julho de 2004.
Segundo dados da própria empresa, hoje a Abril publica mais de 350 títulos, que chegam a 23 milhões de leitores. A Gráfica utiliza processos digitais e imprime cerca 350 milhões de revistas por ano. As editoras Ática e Scipione produziram mais de 4.300 títulos e venderam 37 milhões de livros em 2005.
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Atualização – 18:11 hs.
Hotel Naoum informou que as imagens que a Veja publicou não foram extraídas de sua câmera de segurança e que o repórter da revista, Gustavo Ribeiro, saiu do hotel sem fazer check-out, mas não ficou devendo a conta da hospedagem porque fez um depósito ao fazer o check-in no hotel e esse depósito foi usado para cobrir a conta não paga.
Confira notícia no link abaixo
http://www.brasil247.com.br/pt/247/midiatech/13340/Naoum-aciona-PF-filme-ilegal-pode-ser-de-Veja.htm

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30/8 - Líbia: Limpeza étnica

FONTE:anapaisagismo@gmail.com
From: Beatrice


de Jornal Água Verde
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Os líbios negros correm risco de uma ação de limpeza étnica por causa da determinação de apoiarem o líder Muamar Kadafi. Ao leste do país, os líbios de origem árabe ligados às elites econômicas das cidades produtoras de petróleo assimilaram a ideologia racista dos ingleses e norte-americanos,dos quais recebem treinamentos, dinheiro e armas para tentar dividir o país e permitir o roubo do petróleo pelas potências ocidentais. O alerta foi dado nesta semana pelo bispo Dom Mussie Zerai, em Roma. O bispo preside a agência de desenvolvimento e cooperação Habeshia. Ele relatou que apenas na cidade de Misrata, sob controle dos rebeldes, mais de 800 negros africanos foram assassinados.
Segundo o bispo de origem eritréia, os massacres foram relatados por refugiados africanos sobreviventes, assim que desembarcaram na Itália.

Eles também trouxeram uma série de vídeos e fotografias, postadas no site da agência Habeshia, revelando episódios de extrema crueldade e fúria de rebeldes pisoteando corpos sem vida de negros africanos. Na Líbia, há dois grupos étnicos de origem não-árabe, disse dom Zerai, e o risco de que eles podem se tornar vítimas de limpeza étnica durante os confrontos sangrentos entre partidários de Kadafi e os rebeldes é muito alto. Basta ser negro para ser taxado de mercenário pró-Kadafi pelos rebeldes insurgentes. O clérigo afirmou que ainda há indiferença, apesar do aviso prévio.

Dom Zerai assim, pediu a atenção da comunidade internacional para que “os líbios negros não sejam massacrados, a exemplo de centenas de milhares de sudaneses em Darfur.”

Ele alertou para o risco de ''milhares de pessoas serem esmagadas por essa intolerância que está se espalhando nos territórios ocupados pelos rebeldes”. Na opinião do bispo, os autores destes assassinatos e atos violentos são os rebeldes anti-Kadafi. Dom Zerai perguntou ''quem garante a civilidade dos novos senhores da Líbia, defendidos pela Europa? Precisamos a todo custo evitar um novo genocídio no continente africano.”
Nas últimas semanas outras organizações tem denunciado diversos massacres contra a população negra do leste da Líbia. Esses massacres só tem sido possíveis graças ao apoio militar e financeiro que os países invasores prestam aos grupos rebeldes.

Read more: http://boilerdo.blogspot.com/2011/05/libia-rebeldes-atacam-negros-e-iniciam.html#ixzz1WMzrraZy

comentário:


Anônimo disse...
Olha o que nos reserva,, minorias. a intervenção dos pseudo salvadores, europeus e americanos.Olhem meu Deus.Eu sou africano,angolano,meus pais descende de europeus, aqui sou designado por mestiço dada minha tez clara.Casei-me como uma descendente de europeu,com africana.Meus filhos são mestiços.Meu pais é muito rico, está sob olhar das potencias ditas salvadoras,Imperialistas, quanto menos esperar-mos invadirão nosso país logo nossoa sorte será identica a dos negros da Libia.Está na hora desses imperialistas, voltarem para traz e deixar o destinos dos africanos ser decididos por nós


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30/8 - Um engano midiático na Líbia

De: Vera Vassouras
 
(VIDEO) CHEFE DOS MERCENÁRIOS DA OTAN ADMITE O ENGANO MIDIÁTICO NA LÍBIA.
 
Por: Aporrea.org
Fecha de publicación: 27/08/11
imprímelo

 
27 agosto 2011 - A blogueira Leonor Massanet, publicou em seu sitio http://leonorenlibia.blogspot. um vídeo no qual Abdeljalil, líder dos mercenários que agridem o povo líbio (também conhecido como Conselho Nacional de Transição CNT), admitindo em uma entrevista com o canal argelino Rayyisse que as imagens da tomada da Praça Verde são na realidade uma montagem.



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30/8 - Moniz Bandeira:" A crise afeta a todos os países, inclusive o Brasil"

From: ArnaC

28/08/2011 às 23:16
 
Thais Rocha
Para o cientista político e historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira, as turbulências no mercado financeiro são consequência da crise econômica deflagrada em 2008. Professor titular aposentado da Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro Formação do Império Americano, ele acaba de lançar a 3ª edição de Brasil Estados-Unidos: a rivalidade emergente e a 2ª edição de O milagre alemão e o desenvolvimento do Brasil (1949-2011). Segundo o professor, a tendência dos Estados Unidos é deixar de ser o centro do capitalismo para dar espaço a outras potências.  Confira:
Nesta semana, houve um movimento global de queda das bolsas. No Brasil, a Bovespa registrou baixa de  até sete pontos percentuais. Como o brasileiro pode interpretar esta movimentação do mercado financeiro?
R – Essa turbulência no mercado financeiro constituiu um desdobramento, a terceira etapa da crise econômica e financeira, deflagrada, nos Estados Unidos, com a explosão do mercado imobiliário, no 1º semestre de 2007, quando grandes corretoras, como Merrill Lynch e Lehman Brothers, suspenderam a venda de colaterais, e em julho do mesmo ano, bancos europeus registraram prejuízos com contratos baseados em hipotecas sub-prime.  Em 2008 a crise espraiou-se a inúmeros bancos e, em 2010, atingiu os Estados mais débeis da União Européia, tal como Grécia, Portugal e Irlanda, ameaçamdo  desestabilizar toda Eurozona e provocar uma crise sistêmica, dado à promiscuidade entre os bancos alemães, franceses e, também, americanos os com os Estados nacionais e outros bancos, mediante dívidas cruzadas. Se a Grécia e/ou Portugal deixasse de pagar a dívida, a crise propagar-se-ia e pode crescer como bola de neve. Porém a especulação continuou e continua desenfreada com a venda de títulos financeiros a descoberto nas bolsas de valores. O sistema financeiro internacional está praticamente livre, desregulado, sob o controle das grandes corporações, dos bancos e do complexo militar industrial do Estados Unidos e dos países mais industrializados da União Européia, que ganharam plena autonomia por cima dos Estados nacionais.  Os Estados nacionais estão como reféns do sistema financeiro e Alemanha e a França vão proibir totalmente a venda de derivativos para cercear a especulação. E quase todos os países da Eurozona esgotaram sua margem  de expansão monetária e fiscal, assim como os Estados Unidos, e não têm muitas condições de flexibilizar sua política monetária. A concessão de bail-out aos diversos bancos, para evitar que entrassem em bancarrota, elevou os déficits fiscais e de estoques de dívida pública de quase todos os Estados na União Européia. A dívida pública da Alemanha provavelmente já chegou a 78% do PIB; a da França alcançou 89% do PIB. E a da Grécia extrapolou 120%.
As suas análises alertam sobre o perigo de uma crise norte-americana há alguns anos. Quando os Estados Unidos começaram a construir este cenário de crise e quando ela se agravou?
R – Sim, em discurso pronunciado em 2006, em São Paulo, quando fui eleito pela UBE como Intelectual do ano 2005, por meu livro Formação do Império Americano, e recebi o Troféu Juca Pato.   Adverti que a bolha financeira dos Estados Unidos iria vai estourar, mais dia menos dia, como previu, o Asian Development Bank em 28 de março de 2006, ao anunciar a possibilidade de aos seus membros no sentido de que se preparassem para a possibilidade de  colapso do dólar, provocaria graves conseqüências para a economia mundial Também o financista George Soros afirmou que o estouro da bolha era inevitável e previu que ocorreria em 2007.  O fato é que a economia capitalista mundial, cada vez mais globalizada, é um todo e não uma soma de economias nacionais. Se a bolsa dos Estados Unidos sofre profunda queda, a queda se reflete e abala, de um modo ou de outro, as bolsas de países da Ásia, União Européia e América Latina. Os Estados Unidos continuam  a emitir dólares, sem lastro, para pagar a energia, commodities e manufaturas que importam, e os países que lhes vendem, tais como a Arábia Saudita, China, Brasil e outros, com os mesmos dólares sem lastro, compram bônus do Tesouro Americano. Em outras palavras, são os bancos centrais de outros países, inclusive o Brasil, que continuam a financiar o déficit na conta corrente do balanço de pagamentos dos Estados Unidos.
A influência dos Estados Unidos na economia mundial tende a diminuir?
R - Os Estados Unidos ainda são o pólo do sistema capitalista mundial, embora a tendência seja perder cada vez mais essa condição, com a emergência de outras potências. Estão chafurdados em dívidas, por diversos fatores, sobretudo porque produzem menos do que consomem.
Dependem de tudo, inclusive de capitais e financiamentos. Seu déficit comercial, em junho deste ano, 2011, aumentou para US$ 53,1 bilhões contra US$ 50,8 bilhões, em maio.  E, em maio, o Departamento do Tesouro revelou que a dívida pública dos Estados Unidos havia alcançado o limite (ceiling)  de endividamento, US$14,29 trilhões, permitido por lei, mas o governo poderia ainda funcionar com medidas extraordinária até 2 de agosto, se o Congresso não aprovasse a sua elevação. O impasse entre o presidente Barak Obama e o Partido Republicano somente foi superado, no último dia, a fim de que os Estados Unidos pudessem evitar o default, i. e.,  não dessem um calote, por não ter mais dinheiro e não poder tomar empréstimo para pagar suas dívidas, nem mesmo os funcionários e militares.  O Congresso, no domingo, 31 de julho, aprovou em regime de urgência uma lei, autorizando o governo a tomar empréstimo até US$ 2,2 trillhões, aumentando o limite até cerca  de US$ 15 trilhões e comprometendo o governo a cortar US$ 1 trilhão, em dez anos, bem como reduzir, no mesmo prazo, os gastos domésticos em US$ 917 bilhões e constituir uma comissão, com republicanos e democratas,  para definir os cortes em mais US$ 1,2 trilhão até novembro.  Isto sem aumentar os impostos dos ricos, cortados pelo presidente George W. Bush, para aumentar a receita.  Assim, o presidente Obama perdeu o grau de liberdade na execução da política fiscal e a possibilidade de injetar recursos na economia através do  Federal Reserve System (FED), o banco central dos Estados Unidos. Não sem motivos agência Standard & Poor"s rebaixou de AAA - a avaliação a mais elevada do ranking em 70 anos - para AA+ e previu a possibilidade  de rebaixar ainda mais,  dado que o acordo está aquém do necessário para estabilizar a dívida, a médio prazo, e o panorama, que se descortina é negativo. É muito difícil reduzir o déficit, quase impossível, sem cortar os gastos militares. E os Estados Unidos estão envolvidos em três ou quatro frentes de guerra, no Afeganistão, Paquistão, Iraque e Líbia, bem como, parcialmente, no Iêmen, e ainda mantém quase 1.000 bases nos mais diversos países, algumas sob a capa da OTAN. Calcula-se que, no ano fiscal de 2011, que termina em setembro, só os gastos com as guerras no Afeganistão e no Iraque cheguem a um custo de US$170,7 bilhões. Com a guerra na Líbia, sob o manto da OTAN, os gastos do Pentágono excederão US$ 750 milhões e provavelmente atinjam US$ 1 bilhão este ano.
Com esta desvalorização, o dólar pode deixar de ser a moeda de reserva internacional?
R - O dólar está estruturalmente debilitado pelos déficits fiscal e cambial e pela elevada dívida pública dos Estados Unidos. Paul Craig Roberts, ex-secretário-assistente do Departamento do Tesouro, no governo de Ronald Reagan (1981-1989), afirmou que a superpotência - os Estados Unidos - não estava em condições de financiar suas próprias operações domésticas, muito menos suas “injustificáveis” guerras, se não fosse a bondade dos estrangeiros, que lhe emprestam dinheiro sem perspectiva de receber o pagamento. E Joseph E. Stiglitz (Premio Nobel de Economia) estimou que o total dos custos dessas duas guerras, no Afeganistão e no Iraque, já havia alcançado US$ 2,7 trilhões, em termos estritamente orçamentários, e um total de custos econômicos da ordem de US$ 5 trilhões. A economia americana é corroída, em larga medida, pelo militarismo, alimentado pelos profundos interesses do complexo industrial-militar, que se alastram e se entrelaçam dentro de governo, quer seja republicano ou democrata, com propinas, suborno, pagamento de comissões aos que propiciam as encomendas, e contribuições para a campanha eleitoral dos partidos políticos. A indústria bélica, com toda a cadeia produtiva, constitui outra bolha. Mais dia menos dia deve estourar.  O poderio militar dos Estados Unidos tem limites econômicos.
Neste caso, que outras moedas poderiam substituí-lo? E o ouro tem lugar neste mercado?
R – Não creio que uma só moeda vá substituir o dólar. É difícil prever o que ocorrerá. Há várias tendências, que se delineiam, entre as quais um pacote de moedas, em que entraria até o real.
O recente aumento na emissão de dólares praticado pelos Estados Unidos não teria deixado outros países mais dependentes da moeda americana na construção de reservas?
R – Não. A sustentabilidade dos déficits fiscal e comercial se inter-relacionam, daí porque denominados "déficits-gêmeos", depende de contínuo influxo de capitais estrangeiros, oriundos, sobretudo das inversões da China, comprando bônus do Tesouro dos Estados Unidos. Porém a China já reduziu até março o montante de suas reservas em dólares pelo quinto mês consecutivo, diversificando suas  aplicações.  As reservas da China superam o montante a US$ 3 trilhões. Atualmente, apenas US$ 1,145 trilhão estão investidos em bônus do Tesouro dos Estados Unidos, pouco mais de um terço do volume total.
O senhor comentou que este pacote de socorro aprovado pelos Estados Unidos não solucionará a crise estrutural de sua economia e do seu modelo consumista. Qual seria o caminho para a solução da crise?
R – Não sou nenhuma autoridade para oferecer solução. Sou apenas cientista político. Mas estudo e as analiso relações internacionais e os países, com um método interdisciplinar, que implica economia política, história e outras áreas correlatas da ciência e percebo que a crise dos Estados Unidos,  decorre de diversos fatores, entre os quais porque consomem (sobretudo energia) mais do que produzem, exportam plantas industriais para outros países, em busca de fatores mais baratos de produção, aumentando internamente o desemprego, e o governo não pode reduzir radicalmente os gastos militares, não por motivo de segurança e defesa, mas por poderoso motivo econômico. Tal medida levaria virtualmente ao colapso a economia de vários Estados americanos, sobretudo, no sunbelt  (Texas, Missouri, Florida, Maryland e Virginia), onde funciona a maior parte das indústrias de material bélico  e outras que empregam tecnologia intensiva de capital. A receita fiscal desses Estados depende, em larga medida, dos impostos pagos por tais empresas. Se elas suspendessem a produção, que é subsidiada pelas encomendas do Pentágono, os Estados entrariam em bancarrota e a taxa de desemprego no país saltaria de 9.1% para um percentual de dois dígitos muito maior. A maior ameaça que os Estados Unidos enfrentam não é nem  militar nem o terrorismo. A maior ameaça que podem abatê-lo como potência é econômica:   irresponsabilidade fiscal, descontrole dos gastos públicos, altos déficits orçamentários, contínuo déficit na balança comercial, alto endividamento externo líquido, corrupção com a promiscuidade entre indústria bélica e o Pentágono, recessão, inflação e desemprego, depressão do setor imobiliário e a inflação, que aumentou 1,3% até junho de 2011.
De que maneira toda esta crise afeta a economia brasileira? Por quê o país é tão dependente da economia norte-americana?
R – A crise afeta todos os países, inclusive o Brasil, que é atualmente o quinto maior credor dos Estados Unidos. É um dos cinco países que financiam sua dívida. Dados Tesouro americano mostram que, em dezembro de 2010, o Brasil detinha US$ 186,1 bilhões em títulos dos Estados Unidos, superado apenas pela China, com US$ 1,16 trilhão, Japão (US$ 882,3 bilhões), Reino Unido (US$ 272,1 bilhões) e países exportadores de petróleo, como a Arábia Saudita e a Venezuela, cujos investimentos somam US$ 211,9 bilhões. Esse é um risco muito grande. Mas o Brasil possui reservas no total de US$ 351 bilhões, ou 9,5% do PIB, e já não depende tanto do mercado americano, ao qual destinava, nos anos 1990, cerca de 20,35% de suas exportações, percentual este que caiu para entre 15% e 16% nos últimos anos. Atualmente o principal mercado do Brasil é a China.Somente no primeiro semestre deste ano, 17% das exportações brasileiras destinaram-se ao mercado chinês.  O Brasil também exporta mais para os países em desenvolvimento, América Latina, África e Oriente Médio, do que para as potências industriais da Europa, também em crise. Se houvesse aceitado a área de livre comércio das Américas (ALCA), vinculando-se intimamente aos Estados Unidos, aí, sim, poderia ter um grave problema, como ocorreu com o México, que destina entre 80% e 90% de suas exportações aos Estados Unidos e sofreu uma débâcle, sua economia desacelerou, a partir de 2007, e só cresceu 2,0%, em 2008, e 20,3%, em 2009, quando a maior recessão dos últimos 70 anos provocou uma retração do PIB, calculada em 8%.  O Brasil, ao contrário, sofreu a crise, mas a economia cresceu 4,8%, em 2008,  3,7%, em 2009, e  7,5%, em 2010.
Na crise de 2008, o governo brasileiro estimulou o consumo interno para amenizar os efeitos da crise mundial. Agora, o governo lança medidas para desacelerar o consumo e tenta conter a inflação. Nesse contexto diferenciado em relação a 2008, o brasileiro sentirá com mais força os efeitos da crise nos outros países?
R – Há diversas formas de sofrer os reflexos da crise. É inevitável, embora a situação do Brasil esteja muito melhor do que em 2008. A valorização do real, como conseqüência da desvalorização dólar e do euro, é um problema gravíssimo, porque prejudica as exportações do Brasil e possibilita o aumento de suas importações.Porém só as autoridades econômicas do Brasil, que dispõem de todos os dados e previsões, podem responder a essa pergunta.

http://www.atarde.com.br/mundo/noticia.jsf?id=5760221
[A rede castorphoto é uma rede independente tem perto de 41.000 correspondentes no Brasil e no exterior. Estão  divididos em 28 operadores/repetidores e 232 distribuidores; não está vinculada a nenhum portal nem a nenhum blog ou sítio. Os operadores recolhem ou recebem material de diversos blogs, sítios, agências, jornais e revistas eletrônicos, articulistas e outras fontes no Brasil e no exterior para distribuição na rede]

30/8 - BRASIL! BRASIL! de 28/8/11



Posted: 28 Aug 2011 02:21 PM PDT

Em entrevista ao 247, o gerente-geral do hotel, Rogério Tonatto, afirma que as imagens (acima) não se parecem com as do circuito interno do hotel; podem, portanto, ter sido filmadas por Veja; perícia irá apontar os responsáveis pelo crime, que já coloca Fabio Barbosa, novo presidente da Abril, diante de um dilema: iniciar ou não a faxina interna?

Brasil 247

O caso Veja/José Dirceu pode ser ainda mais grave do que parece. Há poucos minutos, recebemos uma ligação de Rogério Tonatto, gerente-geral do Naoum Plaza Hotel. Indignado com o vazamento de imagens do corredor de um dos andares do estabelecimento, onde o ex-ministro José Dirceu se hospeda com frequência, ele afirma que elas não se parecem com as do circuito interno do hotel. Ou seja: podem ser fruto de um grampo plantado pela equipe da revista Veja, que também se hospedou no hotel. “Já acionamos a polícia civil do Distrito Federal e vamos também acionar a Polícia Federal para que se apurem todas as responsabilidades”. Leia, abaixo, sua entrevista:

247 – Como foram obtidas aquelas imagens?

Rogério Tonatto – Ainda não sabemos, mas o que podemos dizer neste momento é que elas não se parecem com as do circuito interno de segurança do hotel. Todas as nossas câmeras são coloridas e não faria sentido que a reportagem da revista Veja apagasse a cor das imagens antes de publicá-las.

247 – Então está descartada a possibilidade de que as imagens tenham sido vazadas por algum funcionário do hotel?

Tonatto – Nada está descartado, mas as imagens, a princípio, não são nossas, mas sim de outras fontes.

247 – O grampo pode ter sido plantado pela revista Veja?

Tonatto – Tudo terá que ser apurado. Já registramos um boletim de ocorrência junto à polícia civil do Distrito Federal e pretendemos também acionar a Polícia Federal para que se apurem todas as responsabilidades. Vamos até o fim.

247 – Veja alega que o hotel foi instado pelo hóspede José Dirceu a registrar o boletim de ocorrência.

Tonatto – Ora, é evidente que a iniciativa foi nossa. O Naoum é um dos hotéis mais tradicionais de Brasília. Já hospedamos reis e rainhas em nossos 22 anos de existência. Temos a obrigação de zelar pelos nossos direitos e também pelos direitos de nossos hóspedes.

247 – O dano à imagem do hotel foi grande?

Tonatto – Admito que foi constrangedor ver imagens que dizem respeito à intimidade das pessoas que aqui se hospedam serem expostas daquela maneira.

247 – É verdade que o jornalista Gustavo Ribeiro saiu sem pagar sua conta?

Tonatto – A conta foi paga porque aqui no hotel todos que se hospedam deixam antes uma garantia, com um pré-pagamento no cartão de crédito.

247 – Mas ele saiu mesmo sem fazer o check-out.

Tonatto – Posso dizer que a conta foi paga.

Em reportagem anterior sobre o caso, já havíamos noticiado que o Hotel Naoum confirmava o crime cometido por Veja (leia mais). Na reportagem deste fim de semana, estão expostas imagens de José Dirceu, mas também de senadores, como Lindbergh Farias, Eduardo Braga e Delcídio Amaral, que se encontraram com ele, assim como de executivos, como José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras, e do ministro Fernando Pimentel. Note-se que foram filmados sem autorização judicial e sem que fizessem nada de anormal - apenas encontravam-se com uma pessoa conhecida, que participa da vida política do Brasil.”
Entrevista Completa, ::Aqui::


Posted: 28 Aug 2011 02:09 PM PDT
Correio do Brasil

“O ex-presidente da República e garoto-propaganda cobiçado por todos os candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) e aliados, nas próximas eleições, Luiz Inácio Lula da Silva pretende concentrar seus esforços na candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo e, desta forma, alcançar a maior capital do país para a sua legenda. O Estado de São Paulo é um dos poucos na Federação onde os partidos da direita, entre eles o PSDB e o DEM ainda encontram abrigo junto ao eleitorado.

Segundo assessores do PT, Lula está com o foco nos maiores municípios paulistas e em outras cinco capitais no país. Os esforços de campanha serão destinados de forma a permitir que o ex-presidente atue como o artilheiro da equipe petista e permita que a presidenta Dilma mantenha-se ocupada com a gestão econômica do país.

– Quanto mais cedo a gestão de Dilma reduzir os níveis de míséria no país, melhor para o discurso de Lula nos palanques das próximas eleições – avalia o assessor.”


Posted: 28 Aug 2011 01:49 PM PDT
Eduardo Bomfim, Vermelho

“A grande maioria do planeta vive atualmente sob o guarda-chuva do chamado pensamento único que determina o que nós devemos comer, beber e como devemos consumir os produtos em geral. Dita as regras determinadas pelas necessidades e interesses do mercado global, o que é politicamente correto e aquilo considerado incorreto ou condenável em uma gradação quase matemática.

Essa bula sobre o comportamento, hábitos e opiniões dos cidadãos, substitui na prática os códigos legais das nações e as leis internacionais, quando não os levam a adequações errôneas e ao constrangimento jurídico.

Com a profunda crise econômica, social e política em que vive o neoliberalismo em decorrência da débâcle sistêmica do capital financeiro internacional, a promoção dessa cultura do pensamento único, substrato da nova ordem mundial, intensificou-se de maneira bem mais hostil.

Com as consequências e desmoralização das políticas neoliberais, recrudesceram as agressões militares do império norte-americano e seus atuais aliados Inglaterra, Itália, França e outras nações menos importantes.

Essas incursões armadas de posse e pilhagem dos territórios sempre são precedidas de bombardeio de um outro tipo, mas não menos violento, através da grande mídia hegemônica mundial que promove uma espécie de lavagem cerebral de desinformação sobre a realidade do País agredido e as verdadeiras intenções imperiais.”
Artigo Completo, ::Aqui::


Posted: 28 Aug 2011 01:37 PM PDT
Lem, Ponto e Contraponto

“Antes de publicar a edição dessa semana, a revista VEJA já tinha se complicado com a denúncia de José Dirceu. Foi aberto boletim de ocorrência no 5º distrito policial de Brasília, que conta com o depoimento da camareira e do chefe de segurança do hotel. Na edição dessa semana, por burrice ou amadorismo, a revista produz prova robusta contra si mesma.

Com a denúncia de tentativa de invasão e falsidade ideológica pesava contra a revista apenas o fato do jornalista estar a seu serviço, o que poderia ser justificado com a alegação que o seu contratado agiu por conta própria, sem o aval da direção, mas ao usar as imagens obtidas pelo repórter, a VEJA assume cumplicidade e beneficiamento com os crimes conhecidos.

Na reportagem que fez com acusações contra José Dirceu, a VEJA afirma que “obteve” imagens de circulação do hotel, dando a entender que se tratava de imagens da câmera de segurança, só não admitiu que obteve imagens ilegalmente através de equipamento instalado pelo seu jornalista.

Vamos aos fatos: quando me deparei com as imagens, vi na hora que não se tratava de imagem de câmera de segurança interna, pois estas não apresentam data e horário, tem resolução baixa para câmeras normalmente usadas para esse fim e o posicionamento e foco que não privilegiam a tomada de todo o corredor, mas apenas de quem passava por ela.

A câmera que foi usada pelo repórter da Veja provavelmente é uma mini-câmera espiã wi-fi ( imagem abaixo) que pode ser instalada facilmente pois não precisa de fios ligando ao monitor que recebe as imagens. Ela tem uma fonte que pode ser facilmente instalada na fiação de um suporte de luz por algum funcionário da manutenção do hotel, regiamente pago para a função.”
Matéria Completa, ::Aqui::


30/8 - Migalhas de 29/8/11


Segunda-feira, 29 de agosto de 2011 - Migalhas nº 2.703 - Fechamento às 11h07.

"Mesmo em política, não se calcam impunemente as leis da moralidade."
Rui Barbosa
(Clique aqui)
Ficha limpa
"A lei da ficha limpa corre o risco de não valer na eleição municipal de 2012 nem nas que vierem depois", é o que diz o Estadão de hoje. Segundo o matutino, ministros do STF estão pessimistas e preveem que a Corte poderá declarar a regra inconstitucional ao julgar três ações que tramitam há meses na Corte.
STF
O mesmo STF que aprovou uma súmula vinculante para tratar de algemas - cujo curioso texto obriga o policial a ter poderes sobrenaturais para saber se vai haver "resistência", "fuga" ou "perigo à integridade física própria ou alheia", e, no caso de ter tais poderes, o policial ter que justificar isso por escrito, obrigando-o a praticar ato discriminatório que pode lhe custar dinheiro doravante - este mesmo Supremo poderia resolver o problema de milhares e milhares de velhinhos que pachorrentamente aguardam uma decisão sobre seus pedidos de aposentadoria, principalmente os que são da área rural. Sim, sim. É que os que ingressaram diretamente na via judicial, sem passar pelo caminho administrativo, tiveram seus processos extintos sem julgamento do mérito (não tinham, vejam só, interesse de agir). Agora, se pudessem desistir, o que o INSS não deixa sem que haja renuncia do direito, perderiam tempo precioso de benefício. Dir-se-á, talvez com acerto, que foram mal orientados. Ok, mas, por isso, iremos punir os legítimos interessados ? Apresentado o cenário, o fato é que estes brasileiros estão com seus recursos parados, aguardando definição do STF nos autos da repercussão geral 631.240, a qual está conclusa e algemada no gabinete do ministro Joaquim Barbosa desde 30/5/11. Uma rápida súmula vinculante neste caso não seria a saída ? Ou vamos esperar que a indesejada das gentes alcance os peticionários ?
Indenização
Ciro Gomes foi condenado pelo juiz de Direito Marcos Roberto Bernicchi, da 5º vara Cível de SP, a pagar R$ 100 mil ao ex-presidente Collor, a título de indenização por danos morais. A ação se refere a declarações feitas em 1999, quando, em uma entrevista, chamou Collor de "playboy safado" e "cheirador". (Clique aqui)
Anaconda
Ex-juiz Rocha Mattos tem a pena reduzida pela 5ª turma do STJ. (Clique aqui)

30/8 - A REVISTA (não) VEJA (Laerte Braga)

A REVISTA VEJA


Laerte Braga


O “jornalista” da revista VEJA que tentou invadir o quarto do hotel em Brasília onde se achava hospedado o ex-ministro José Dirceu é diferente de mau jornalista. É marginal. A revista é a quadrilha que emprega em seus quadros boa parte dos marginais do jornalismo brasileiro. Distribuem-se entre VEJA, GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, RBS, ESTADO DE MINAS, etc, etc, a grande mídia privada.

O esquema é tão poderoso que alguns conseguem chegar a Academia Brasileira de Letras, pressupostamente, só pressupostamente, uma instituição voltada para a cultura, o saber, a preservação de notáveis.

VEJA não extrapolou nenhum limite pelo simples fato que os limites de VEJA inexistem em se tratando de banditismo jornalístico. É regra, a razão de ser do carro chefe da quadrilha CIVITA.

A EDITORA ABRIL, que edita VEJA, fechou o exercício financeiro passado com perdas. Desde a ascensão de Lula não tem recebido as propinas nas formas as mais variadas (concorrências, publicidade e coisa e tal) que comprava o silêncio e a cumplicidade com o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Para princípio de conversa, como o grupo GLOBO, não é uma empresa nacional e nem tem compromissos com a informação. É dirigida segundo interesses de grupos econômicos internacionais, seus compromissos são com os interesses desses grupos.

A rede BBC, na semana passada, se viu forçada a desmentir informações que havia divulgado e a admitir que a OTAN comete toda a sorte de crimes e barbaridades na Líbia em função da necessidade de uma Europa Ocidental falida e dos Estados Unidos falido, dispor do petróleo líbio. Como aconteceu no Iraque.

E esse tipo de correção não existe por aqui.

É evidente que o marginal de VEJA deslocado para a matéria em Brasília contou com a cumplicidade de empregados do hotel, ou quem sabe da própria gerência, dos proprietários. Não haveria como agir com a desenvoltura que agiu se isso não tiver acontecido.

É um caso de Polícia e não de liberdade de imprensa, de expressão.

Como é importante destacar que pega no pulo do gato, na mentira, sórdida mentira, a grande mídia só replicou o acontecimento para ressaltar a denúncia como costuma fazer quando se trata dos interesses que pautam essas quadrilhas.

Quando descoberta a mentira, silenciou. Ordem de cima com certeza.

O fato jornalístico de repente passou a ser estupidez das lutas de vale tudo. Ou a escolha da musa do campeonato brasileiro.

A “sociedade do espetáculo” entremeada por sua mais degradante característica. O caráter covarde dos que comandam o processo de informação.

Se o ex-ministro estava em Brasília em ação política contra ou a favor do governo Dilma estava exercendo um direito legítimo de cidadão. Se certo ou errado é outra coisa. Mas nenhuma evidência sequer de crime, ou ação desonesta.

No preconceito que é o alicerce da grande mídia no Brasil contra os trabalhadores e na faina de alienar a classe média (que come arroz com feijão e adora arrotar maionese), VEJA é exatamente a que cumpre o papel sujo, aquele de ir aos esgotos do “jornalismo” e transformá-los em denúncias com ares de pátria amada indignada. Só que a água não é limpa.

A GLOBO reserva-se o direito de uma aparência asséptica na canalhice.

É lógico, alguém tem que parecer que toma banho nessa história toda.

A semana passada inteira toda a mídia voltou-se, por exemplo, contra a ocupação da fazenda da CUTRALE por trabalhadores do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra –. Não houve um único veículo de comunicação que noticiou que as terras são públicas, vão voltar à União e foram invadidas pela CUTRALE, empresa da COCA COLA.

Esse é o óbvio ululante. A COCA COLA detém o controle dessa mídia, goza de privilégios inaceitáveis dos quais os brasileiros não têm o menor conhecimento. Paga a vista a essa mídia.

O episódio provocado pela edição que respinga a água do mais sujo esgoto da marginalidade da mídia privada merece mais que apuração pura e simples e eventual punição dos culpados (agem assim faz tempo e permanecem impunes).

É necessário trazer essa luta pela democratização da mídia às ruas. Mostrar aos brasileiros que William Waack é agente estrangeiro (o preferido de Hilary Clinton). Toda a estrutura que sustenta essa fétida quadrilha a desinformar, a mentir e as razões pelas quais o faz.

Há duas questões de suma importância neste momento e por trás disso, entre todas as que dizem respeito ao Brasil e aos brasileiros. O pré-sal, cujo risco de cair em mãos de grupos estrangeiros é cada dia mais perceptível – é hora de outro O PETRÓLEO É NOSSO – e a estranha decisão do ministro das Comunicações Paulo Bernardo, com o consentimento de Dilma Roussef, de entrega da banda larga às chamadas teles.  O ministro costuma viajar em aviões dessas empresas, vale dizer, no mínimo suspeito.

O institucional no Brasil está falido. A corrupção de Sérgio Cabral, Antônio Anastasia, Paulo Hartung, Geraldo Alckimin, José Sarney, Gilmar Mendes, tudo isso e todos esses são fichinhas perto do que há de real e concreto no avanço sobre o nosso País.

O governo Dilma é um fiasco à medida que abre espaços para essas quadrilhas, troca beijinhos com criminosos como FHC e não encontrou ainda a bússola dos compromissos assumidos em praça pública. Parece até que José Serra é o presidente da República.

Por trás da ação de VEJA contra o ex-ministro José Dirceu existe bem mais que uma denúncia forjada, falsa.

Existe um apetite pantagruélico de interesses de bancos, grupos econômicos e latifúndio contra o Brasil e os brasileiros.

A marcha para nos transformar em colônia desses interesses.   

A indignação não deve limitar-se a deputados e senadores corruptos, ou políticos corruptos no todo. Mas aos que corrompem e que, curiosamente, estimulam os idiotas do pano preto. 

30/8 - "Bruto, meu doce bruto" (Pepe Escobar)

 
Pepe Escobar


26/8/2011, Pepe Escobar, Asia Times Online 
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu




Membros da realeza foram vistos dançando pelos corredores do palácio em Riad. O herdeiro do trono da Líbia, príncipe al-Senussi, sobrinho do rei Idriss, deposto por Muammar Gaddafi e companheiros, em golpe militar sem sangue, em 1969, meteu-se em ativa campanha de autopromoção: diz que está pronto para retornar à Líbia e, mesmo, para “conduzir o país”.

Nada no mundo seria mais doce para a Casa de Saud – extremamente desagradável para a maioria das repúblicas árabes seculares –, que um emirado amigo, novinho em folha, no norte da África.

Mas a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), real vitoriosa na guerra tribal/civil da Líbia, talvez tenha outros planos. Mahmoud Jibril – sinistro primeiro-ministro do Conselho Nacional de Transição –, falando no Qatar, agradeceu nominalmente aos vencedores, um a um: França, Grã-Bretanha, EUA, Qatar e os Emirados Árabes Unidos. Nos ‘top cinco’, os ‘top três ocidentais aceitaram incluir, pelo menos formalmente, um emirado maleável – mas só se não se meter a exibir tendências ultra fundamentalistas à moda do Waziristão Norte, na área tribal do Paquistão.

É jogo ainda aberto, porque, nesse ponto, ninguém pode prever o grau de influência que os islâmicos terão na Líbia pós-Gaddafi. É possível que, dentro de uma semana, em Paris, apareçam melhores respostas sobre a mesa: é quando os “amigos da Líbia” [ing.“friends of Libya” (FOL)] reúnem-se com Mustafa Abdul Jalil e o primeiro-ministro Jibril para falar de negócios relacionados ao futuro da Líbia como novo protetorado da OTAN.

Enquanto isso, de Benghazi às capitais europeias, segue a dança em ritmo de Sweet Child of Mine megasucesso dos Guns 'n Roses[3], reformatado para Sweet Crude of Mine [Bruto, meu doce bruto]. França e Alemanha já pressionam a liderança dos ‘rebeldes da OTAN’ à caça de sumarentos negócios; a Itália começa hoje (o primeiro-ministro Silvio Berlusconi encontra-se com Jalil em Milão) e os britânicos e americanos logo se unirão à confraria.

Até agora, a Companhia Líbia Nacional de Petróleo só pagava por contratos de serviços nos velhos lucrativos campos de petróleo, a subsidiárias da empresa nacional líbia. Mas o que British Petroleum, Total, Exxon Mobil e a empresa de petróleo do Qatar realmente quer é envolvimento sério em novos campos, e acesso àqueles famosos acordos de produção partilhada [ing. production-sharing agreements (PSAs)], que permitem lucros estratosféricos. Querem a plena bonança que não conseguiram no Iraque – onde os melhores contratos foram parar em mãos de atores russos, chineses e malaios.

Quanto a esses atores, que já estão em solo líbio, como a espanhola Repsol e a italiana ENI, estão planejando estar de volta aos negócios já no final de setembro. Ninguém sabe o que acontecerá aos investimentos chineses.

O que WikiLeaks já mostrou [1] com certeza voltará em forma de rinha de morte, como entre as empresas norte-americanas e a italiana ENI, disputando o filé mignon dos contratos. Em boa parte por causa dos estreitos laços “bunga bunga” que ligavam a Itália e Gaddafi, a ENI já estava bombeando quase 200 mil barris de petróleo por dia, na véspera de começar a guerra tribal/civil.

Seja como for, do ponto de vista das corporações ligadas aos “vencedores”, Gaddafi já não conta, como garantia de contratos ultra doces e uma longa lista de concessões.

Siga o dinheiro 
No front bancário, WikiLeaks também já revelou [2] que a privatização do Banco Central Líbio é vista como ‘oportunidade’ de excepcional para os bancos dos EUA. Os ‘rebeldes’ criaram um banco-fachada, com a ajuda do HSBC que com certeza será mantido – evidentemente sem a independência de que gozava o Banco Central da Líbia de Gaddafi – e alinhado ao Banco de Compensações Internacionais [orig. Bank for International Settlements (BIS)] com sede na Suíça, que é o banco central dos banqueiros centrais.

Assim, bye-bye às ideias “subversivas” de unificação, de Gaddafi, como destruir para sempre o dólar americano e o euro, de modo que as nações árabes e africanas possam negociar numa única moeda – o dinar de ouro. É crucialmente importante registrar que a maioria das nações africanas – e muitos países árabes – apoiaram a ideia. Os únicos que se opuseram seriamente na região foram África do Sul e Liga Árabe (influenciada pela Casa de Saud). Obviamente, Washington e a União Europeia ficaram furiosas – tão furiosas que mandaram chamar a OTAN para salvá-los.

Nunca será demais lembrar que no final de 2002, do fim do Iraque de Saddam Hussein, o Iraque já começara a aceitar pagamentos em euros, em vez de dólares norte-americanos, pelo petróleo vendido. Todos sabem o que aconteceu em seguida. Não se metam com os petrodólares, se não...

O petróleo e os fluxos de dinheiro estarão bem guardados em mãos dos “vencedores”. Agora, sobre o design estratégico. O comando africano do Pentágono, AFRICOM – será recompensado depois dessa bem-sucedida guerra africana: ganhará sua primeira base africana, podendo assim deixar seu quartel-general naquela adorável metrópole africana onde está instalado, Stuttgart. E a OTAN dará andamento à sua missão sagrada de converter o Mediterrâneo em “lago da OTAN”. O norte da África já está no saco; falta meter no saco também o leste do Mediterrâneo, para dar uma lição àqueles sírios pestilentos.

Que bandeira é essa?!

Dizer do elenco que compõe o Conselho Nacional de Transição que é “sinistro” é dizer pouco; são “invisíveis”. Poucos lembram que Jalil do CNT, foi o juiz que condenou à morte aquelas enfermeiras búlgaras – caso de ampla repercussão na França, que exigiu intervenção sarada do neonapoleônico presidente Nicolas Sarkozy, que convocou também os serviços de sua esposa-troféu Carla Bruni para seduzir o Grande Gaddafi. Depois que as enfermeiras foram libertadas, Gaddafi promoveu Jalil a ministro da Justiça, posto em que Jalil permaneceu, de 2007 até fevereiro último, quando achou que desertar seria melhor negócio.

Acreditar que essa gangue – membros de tribos, radicais islâmicos, falsos socialistas do time de Tony Blair, oportunistas descarados ou gente que vive nas folhas de pagamento das gigantes do petróleo – ajoelhará ante o altar da “democracia” é delírio ou miragem. Isso, para nem lembrar que a mesma gangue, só até agora, já convidou a OTAN e as monarquias mais atrasadas do mundo árabe para que bombardeassem sua própria terra e seu próprio povo (embora não vivam na parte bombardeada: vivem todos “do outro lado”, na Cirenaica).

Falta ver ainda como a maioria das pessoas e tribos na Tripolitania se relacionarão com o pessoal da Cirenaica – considerados gente atrasada, simplória – no poder. Só até aqui, o pessoal da Tripolitania já está furioso por ter sido degradado na nova bandeira líbia. A nova bandeira líbia é basicamente a bandeira da Cireneica (o crescente do Islã, em retângulo negro, com mais duas faixas: vermelha para Fezzan e verde para a Tripolitânia.

Ninguém sabe como se desenrolarão os próximos estágios dessa guerra “cinética” que não é guerra (segundo a Casa Branca). Mas já há sérios motivos para crer que será mais um devastador remix dos “Talibã derrotados” de 2001 e da “missão cumprida” de 2003.

Beduínos e berberes em guerra é assunto de retiradas estratégicas e embocadas, quer dizer, é guerrilha. Ninguém sabe que grau de apoio Gaddafi terá das tribos, não só em torno de Trípoli, mas também em sua terra natal, Sirte, ou no alto deserto. Mas não há dúvidas de que a guerra será guerra de guerrilhas.

A pergunta de 100 bilhões de dólares (total de dinheiro dos líbios que os “vencedores”, agora, descongelarão) é se Gaddafi terminará como Saddam, ou se escolherá “cair na estrada para sempre”, como os Talibã. A arapuca enreda-se cada vez mais.

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Notas dos tradutores

[1.] Ver “WikiLeaks cables show that it was all about the oil” [Telegramas wikivazados mostram que se tratava, só, de petróleo],  (em inglês).

[2.] Ver “Libya makes progress on banking reform” [Líbia faz progressos na reforma bancária],  (em  inglês)

[3.] Pode ser visto e ouvido a seguir:


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[A rede castorphoto é uma rede independente tem perto de 41.000 correspondentes no Brasil e no exterior. Estão  divididos em 28 operadores/repetidores e 232 distribuidores; não está vinculada a nenhum portal nem a nenhum blog ou sítio. Os operadores recolhem ou recebem material de diversos blogs, sítios, agências, jornais e revistas eletrônicos, articulistas e outras fontes no Brasil e no exterior para distribuição na rede]