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Posted: 23 Apr 2017 07:31 PM PDT
Centrais
sindicais organizam greve geral (ou paralisação nacional) para a
próxima sexta-feira, dia 28. A paralisação pode ser a maior mobilização
de trabalhadores e de diversos setores da sociedade dos últimos 30 anos
no Brasil.Arcebispos de igrejas católicas de todos Brasil está chamando
os fiéis para comparecer nas manifestações (Veja o vídeo no final). O
protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista e a Lei da
Terceirização está sendo convocado por oito centrais sindicais que,
juntas, representam mais de 10 milhões de trabalhadores.
A
última grande paralisação envolvendo diversas categorias ocorreu em
1986, durante o governo Sarney, contra o Plano Cruzado. "Esperamos que
seja a maior mobilização já ocorrida até agora", diz João Carlos
Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical. "Estamos orientando as
pessoas a não saírem de casa, a não irem ao supermercado, aos bancos
etc".
Grandes
categorias de várias capitais aprovaram a paralisação em assembleias,
entre as quais metroviários, motoristas de transporte público, motoboys,
bancários, metalúrgicos, professores de escolas públicas e privadas,
petroleiros, funcionários dos Correios, da construção, do comércio e da
saúde.
"O
momento é muito grave, principalmente depois da aprovação da urgência
para a votação da reforma trabalhista sem que haja uma discussão mais
profunda sobre o tema", afirma Ricardo Patah, presidente da UGT. "Nem na
ditadura foram tomadas decisões tão graves como agora."
Boletim
assinado pela CUT, UGT, CTB, Força Sindical, CSB, NCST, Conlutas e
CGTB, com tiragem de 2 milhões de exemplares, está sendo distribuído em
cidades do Estado de São Paulo informando sobre a perda de todos os
direito dos trabalhadores e convocando a greve.
Em
Belo Horizonte, as primeiras informações são que a paralisação deve
atingir cerca de 500 mil servidores públicos, além de bancários e outras
categorias, preveem os sindicatos locais. Segundo a coordenadora-geral
do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais,
Beatriz Cerqueira, as reformas ferem "de morte" direitos fundamentais da
classe trabalhadora.
O
diretor da CUT em Alagoas, Izac Cavalcante, diz que a central espera
mobilizar pelo menos 100 mil trabalhadores no Estado. Estão previsto 75
mil servidores públicos estaduais e cerca de 3 mil bancários deverão
cruzar os braços. O protesto também terá a participação de parte do
funcionalismo público federal e dos trabalhadores das empresas de
transporte público de Maceió.
Escolas
privadas. Em São Paulo, o Sindicato dos Professores, representante dos
docentes de escolas particulares, contabiliza, até agora, cerca de 100
escolas que não terão aulas e cujos pais de alunos estão sendo
informados pela direção das instituições. "Na próxima semana, as adesões
devem aumentar", informa Silvia Barbara, diretora da entidade.
Mobilização dessa magnitude na categoria não ocorre há mais de dez anos,
diz.
Também
indicaram adesão ao movimento na capital paulista os metroviários,
motoristas, bancários, metalúrgicos, químicos, construção, entre outros.
Em cidades do interior, como Sorocaba, cartazes do Sindicato dos
Rodoviários informam passageiros nas rodoviárias sobre a greve geral. No
fim de semana, haverá carreata na zona leste de São Paulo, da CUT, para
chamar para o protesto.
No
Ceará, Pernambuco, Santa Catarina e Maranhão, está prevista a adesão ao
movimento de bancários e de profissionais de setores essenciais, como
transporte, saúde e educação.
Arcebispo convoca católicos para greve geral, manifestação contra reforma da previdência, trabalhista e terceirização. Contamos com vocês queridos leitores e leitoras. Vamos a luta! Juntos somos forte. |
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