sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

31/1 - BLOG DO MELLO de 30/1

BLOG DO MELLO



Posted: 30 Jan 2014 04:41 PM PST



Todos criticamos a Secom, o governo Dilma, quando distribui verba de publicidade para a mídia corporativa que a ataca sem parar (ou até, no caso do exótico Mercadante, compra no apagar das luzes uma porcaria da Abril).

Mas isso não basta. Também temos o que fazer. Principalmente você, cliente Itaú. Se você apoia este governo, retire todo seu dinheiro do Itaú e o transfira para o Banco do Brasil ou a Caixa.

Se já não bastassem os lucros exorbitantes, acintosos. Se já não bastassem as milhares de demissões. Não satisfeito em ter o maior lucro da história financeira do país, o Itaú, por intermédio de seu economista chefe, Ilan Goldfajn, foi a Davos falar mal do Brasil.

Enquanto a presidenta Dilma incentivava investidores estrangeiros a virem para o Brasil, Ilan Goldfajn disse que nosso país não tem uma economia estável nem sustentável.

OK, vamos deixar de sustentá-los e ver como eles ficarão estáveis...

Tire seu dinheiro do Itaú, o banco que fala mal do Brasil no exterior e aqui apoia a Rede da Marina Silva.

Corra para o BB ou então vem pra Caixa você também, vem.

Madame Flaubert, de Antonio Mello

Posted: 30 Jan 2014 03:37 PM PST

31/1 - O ROLEZINHO DO COLCHÃO NO FUSCA

FONTE:http://blogdomello.blogspot.com.br/2014/01/video-mostra-que-colchao-em-chamas-foi.html


QUINTA-FEIRA, 30 DE JANEIRO DE 2014

Vídeo mostra que colchão em chamas foi jogado em cima do fusca, ao contrário dos que acusam o 'irresponsável' serralheiro




As imagens acima mostram CLARAMENTE que não foi o fusca que se jogou em cima do colchão em chamas, mas um escroto irresponsável que empurrou o colchão em chamas sobre um fusca com cinco pessoas dentro, uma delas uma criança, que jamais se esquecerá desse acontecimento na vida de suas retinas ainda tão pouco fatigadas.

Quem acha que um ato torpe destes é uma manifestação legítima contra a Copa deve entrar no fusca e dar um rolezinho com um cobertor em chamas.


Madame Flaubert, de Antonio Mello

31/1 - Os Amigos do Presidente Lula de 30/1

Os Amigos do Presidente Lula



Posted: 30 Jan 2014 04:57 PM PST

O presidente Lula gravou um vídeo falando sobre a internet e as redes sociais.

Ele comparou a liberdade da rede às estradas, onde todo mundo é livre para ir e vir, mas se fizer lambança no trânsito pode matar pessoas. E na internet também pessoas e todo um povo pode ser prejudicado quando a ferramenta é usada para o mal (ele não citou, mas eu lembro que adolescentes já se mataram pela maldade de expô-las em cenas íntimas, ou pior, sendo estupradas).

Perguntado sobre que mensagem daria aos internautas que acompanham sua página, Lula disse que para não serem a favor sem saber, nem contra sem saber. O caminho é se informar, buscando a verdade para dar sua opinião (sem virar pombo correio manipulado de interesses escusos).

Ele convoca todos a ajudar no enriquecimento do debate, seja com apoio no que acham certo, seja com críticas honestas no que acham errado, para que o Brasil avance ainda mais. E lembra que na área de internet ainda há muitos desafios, como levar computador e banda larga a toda população e garantir um acesso igual à informação.
Posted: 30 Jan 2014 04:26 PM PST

Folha dá vexame com "denúncia" falsa contra Padilha. Tentativa de ofuscar a notícia do lançamento da campanha de vacinação contra o HPV.
Bateu desespero no jornal Folha de São Paulo com projeções qualitativas que apontam para uma derrota de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e vitória de Alexandre Padilha (PT-SP) nas próximas eleições para governador de São Paulo.

Para jogar a bóia para Alckmin, a Folha soltou uma manchete venenosa para atacar Padilha. O problema é que ali tem mentiras, omissões e falta de apuração, o que só pode ser proposital para uma matéria de capa. Lembra o episódio da ficha falsa da presidente Dilma publicada pelo jornalão antes das eleições de 2010, para tentar salvar José Serra do naufráugio eleitoral.

Qual é a denúncia? Nenhuma. Uma Organização Não Governamental que existe desde 1994 teve convênios com o Ministério da Saúde desde 1999 (quando um certo José Serra era ministro), como tantas outras instituições sobre as quais nada consta contra. O pai do ministro Padilha mostrou alta integridade ao se desligar da gestão desta entidade em 2009 (ver carta abaixo), justamente porque seu filho havia assumido o cargo de Ministro das Relações Institucionais durante o governo Lula.

Em vez de atacar, deveria é aplaudir o pai do ministro, Anivaldo Pereira Padilha, pela atitude zelosa tomada em 2009, quando seu filho nem vislumbrava ser ministro da Saúde e muito menos pré-candidato a governador.

O motivo da Folha dar esse vexame, na verdade, é eleitoral e financeiro, meramente para desgastar a imagem de Padilha, favorecendo o "amado" Geraldo Alckmin que, inclusive, é "bom cliente", sendo o maior assinante do jornal (com dinheiro público).

Observe que a "reporcagem" da Folha saiu hoje (30) para tentar ofuscar o lançamento que Padilha fez da campanha de vacinação contra o HPV, para prevenir câncer no colo do útero.

Padilha sairá do ministério como um dos melhores ministros da Saúde que o Brasil já teve, com um trabalho vibrante que deu resultados, cheio de entusiasmo para levar esse trabalho e novas realizações para o Estado de São Paulo. Enquanto a imagem de Alckmin hoje é de alguém sem gás, sem capacidade para lidar com os graves problemas de segurança pública, com políticas antiquadas, viciadas e que só sabe criminalizar movimentos sociais e pobres, enquanto abafa escândalos de corrupção em seu governo, engavetando dezenas de CPI's importantes e protegendo amigos propineiros enrolados até o pescoço no propinão tucano nos trens (ou trensalão, se preferirem).

Abaixo a nota de esclarecimento do Ministério da Saúde:

#EsclareceMS | Nota à imprensa sobre matéria da Folha de SP do dia 30.01.2014
Publicado: 30 Janeiro 2014

O Ministério da Saúde informa que desde 1999 a Organização Não Governamental (ONG) Koinonia desenvolve projetos determinados pela pasta em editais públicos. Desde 2011, a ONG participou de pelo menos quatro seleções de projetos do Ministério, sendo desclassificada em dois deles.

Em 2011, a entidade assinou Termo de Cooperação dentro de edital para eventos, para a promoção do Seminário “Fortalecendo laços: Seminário Regional Inter-Religioso de incentivo ao diagnóstico precoce ao HIV”, no valor de R$ 60 mil, realizado nos dias 29 e 30 de outubro de 2011.

Em 2012, a Koinonia submeteu proposta para a realização de projeto “Reafirmando os direitos das pessoas que vivem com HIV Aids nas comunidades religiosas” no valor de R$ 60 mil. No ano seguinte, 2013, a ONG encaminhou novo projeto para a promoção do “II Seminário Regional Inter-Religioso de incentivo ao diagnóstico precoce ao HIV”, com custo previsto em R$ 70 mil. No entanto, a Organização não venceu nenhuma dessas duas seleções.

Ainda em 2013, a ONG submeteu projeto atendendo a publicação de edital no Diário Oficial da União. A proposta deu origem ao convênio 796812/2013, firmado em dezembro do ano passado, no valor de até R$ 199,8 mil. A aprovação dos projetos acima mencionados só foi possível após a comprovação de capacidade técnica da entidade em atender exigências e requisitos estabelecidos nos editais e nos processos de seleção.

Segundo informações prestadas pela Koinonia, a entidade é uma instituição sem fins lucrativos e conta com 20 anos de experiência nas áreas de saúde, combate ao racismo, direitos civis e humanos e liberdades religiosas. Tem entre seus fundadores o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, o escritor Rubem Alves e o educador Carlos Brandão.

Ainda de acordo com documentação da entidade, durante esses 20 anos, a Koinonia firmou convênios, parcerias e contratos de cooperação com organismos internacionais - Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), União Europeia, Ford Foundation (EUA), Christian Aid (Reino Unido), Church World Service (EUA), Conselho Mundial de Igrejas (Suiça), Igreja Unida do Canadá, Igreja Anglicana do Canadá, ACT Alliance, Igreja da Suécia, Canadian Foodgrains Bank, Norwegian Church Aid, entre outros.

A Koinonia informou que o senhor Anivaldo Padilha é associado da entidade e exerceu a função de Secretário de Planejamento e Cooperação entre 01 de janeiro de 2007 e 25 de setembro de 2009. Ocasião em que - por carta à entidade – solicitou afastamento das funções tendo em vista que o ministro Alexandre Padilha assumiria a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), com o objetivo de cumprir o que determina a legislação e evitar conflito de interesse com o Poder Público.

Por fim, é importante esclarecer que o processo de análise das propostas de convênios encaminhadas e aprovadas pelo Ministério da Saúde segue sempre a mesma forma: após cadastrada, ela é analisada pela área técnica responsável quanto ao mérito e, posteriormente, pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) quanto aos aspectos técnico-econômico.

Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde



Abaixo a carta do pai de Padilha se desligando da gestão da entidade em setembro de 2009:


Quem tiver curiosidade sobre as atividades da Koinonia, onde fala no trabalho ecumênico para a tolerância religiosa e contra o racismo, com prevenção à violência, saúde e drogas, o site é este http://www.koinonia.org.br
Posted: 30 Jan 2014 10:17 AM PST

O governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) atravessa uma fase que é um verdadeiro inferno astral. Em curto espaço de tempo sua popularidade despencou. Foi o governador mais desgastado pelas manifestações de rua. Denúncias de tortura e execuções pipocaram em uma das vitrines de seu governo, as  Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). O Partido dos Trabalhadores deixou as duas secretarias em seu governo e vai cuidar da candidatura própria ao Palácio Guanabara do senador Lindbergh Farias.

Mas os problemas não param por aí. Quando parecia que teria o apoio do partido Solidariedade para comemorar, o deputado federal Áureo Lídio (SDD-RJ) deu uma entrevista ao jornal carioca Extra que estragou tudo, virando um escândalo que foi parar no Ministério Público Eleitoral.

Lídio disse que o anúncio de uma UPP para a cidade de Duque de Caxias foi exigência do partido em troca do apoio ao vice-governador Luiz Fernando Pezão nas eleições de outubro. E no pacote oferecido pelo PMDB fluminense incluiria também doações da construtora Odebrecht para a campanha do Solidariedade.

O grupo da construtora, além de fazer obras, tem o controle da Supervia, empresa concessionária de trens urbanos que vem sendo muito criticada pelos usuários. Na quarta-feira (22), um descarrilamento paralisou os trens e causou o caos no transporte público, prejudicando 600 mil pessoas.

O procurador regional eleitoral do Rio, Paulo Bérenger, abiu um procedimento investigativo para "detalhar a denúncia" sobre o acordo entre os partidos. A questão é esclarecer se a política de segurança pública virou barganha política e se o governo do Rio estaria exercendo influência sobre uma empreiteira fornecedora do estado para cooptar apoios.

O deputado federal Alessandro Molon (PT) cobrou investigação. Considerou as denúncias graves e que desequilibram a disputa eleitoral. O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) também questionou na Assembléia Legislativa.

O Palácio Guanabara negou que a conversa com o Solidariedade tenha tratado de UPPs ou do financiamento pela Odebrecht. Mas o presidente do partido, Paulinho da Força, confirmou a negociação da UPP durante entrevista a uma rádio, negando apenas o acordo para financeiro.

A confusão produziu outra baixa. O deputado estadual Pedro Fernandes (SDD) assumiria a Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos. Desistiu. Declarou que esperará os fatos serem esclarecidos.

Quando nada parece dar certo, até acidentes não ajudam. Um caminhão basculante teve sua caçamba levantada indevidamente, batendo e derrubando uma passarela de pedestres sobre a Linha Amarela na terça-feira (28). A estrutura caiu sobre veículos de trafegavam matando quatro pessoas e ferindo cinco. Apesar de ser uma fatalidade, a via é municipal e gerou desgaste ao prefeito Eduardo Paes, correligionário do governador.
Posted: 30 Jan 2014 07:24 AM PST

Além de Marcos Paulino, subprocurador participa de debate em restaurante fino de São Paulo sobre candidatura do PSDB. Um dos coordenadores será ex-secretário suspeito de comandar caixa dois

Dois tucanos se destacavam na reunião realizada por caciques do PSDB na última terça-feira (28) no restaurante Ici, em Higienópolis, um dos mais caros de São Paulo. Um, Marcos Paulino, presidente do Datafolha. O outro, o subprocurador-geral estadual de Justiça  Arnaldo Hossepian – convenhamos que há um trensalão de motivos para tornar inconveniente a aproximação excessiva com o tucanato paulista neste momento....Leia mais aqui

31/1 - SOLIDARIEDADE E GRATIDÃO


SOLIDARIEDADE E GRATIDÃO

Expressamos o nosso profundo agradecimento às companheiras e companheiros, amigos de todo o território nacional, que ao longo do exíguo prazo de oito dias se solidarizaram a um companheiro da correção, lealdade e integridade pessoal de Delúbio Soares.

Todo nosso trabalho - realizado nas redes sociais, entre os militantes petistas e de partidos de esquerda, movimentos sindical e popular, além dos amigos e amigas de Delúbio pelo país afora – foi embalado por uma questão política absolutamente clara: solidariedade e apoio aos que foram alvos de um julgamento político, midiático e de exceção. Julgamento onde houve uma tentativa de criminalização do projeto representado pelo PT, negando-lhe o papel histórico de profundas transformações sociais.

Nossa campanha de arrecadação foi um ato político, consciente e solidário. E o amplo êxito alcançado com a coleta de expressivos R$ 1.013.657,26, é a reafirmação de nossa solidariedade a um dos companheiros.

Ao expressarmos imensa gratidão aos milhares de doadores, muitos inclusive sem filiação partidária e movidos apenas pela indignação e o sentimento de solidariedade, convocamos para as novas jornadas em favor de José Dirceu e João Paulo Cunha. E o valor excedente de nossa campanha, descontados os tributos, será doado a esses companheiros, visando o pagamento de suas injustas e exorbitantes multas.

Maria Leonor Poço Jakobsen
OAB nº 170.083/SP
Coordenadora



31/1 - BRASIL! BRASIL! de HOJE

BRASIL! BRASIL!



Posted: 31 Jan 2014 04:35 AM PST

Posted: 31 Jan 2014 04:34 AM PST
Luciano Martins Costa, Observatório da Imprensa
“Depois de 32 ônibus municipais serem incendiados apenas neste mês, o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, disse que não descarta a participação do crime organizado nas ações.”

Assim começa o texto que acompanha a fotografia de um ônibus incendiado, no alto da primeira página da edição de quinta-feira (30/1) do jornal O Estado de S. Paulo. Trata-se de um primor do reboleio verbal, que a imprensa paulista costuma usar quando tenta minimizar efeitos negativos de uma notícia. 

Ora, dizer que a autoridade começa a desconfiar que eventualmente pode haver uma suposta organização por trás dos ataques aos ônibus é chamar o leitor de burro. Uma rotina de ônibus atacados, sempre com a mesma tática de promover distúrbios para desviar a atenção da polícia, precisa ter uma organização por trás. Se o resultado é um crime, trata-se de uma associação criminosa. Simples assim.
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Posted: 31 Jan 2014 04:29 AM PST
"Governo brasileiro e Banco Mundial se unem para transferir a experiência do programa, que tirou milhões da pobreza e acaba de completar dez anos, a países em desenvolvimento que "usam o exemplo do Brasil como inspiração", como define a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, que foi a Washington nesta quinta-feira 30 a convite do organismo internacional, a fim de explorar a parceria; possível ação será criar uma plataforma tecnológica para compartilhar informações e resultados do "programa mais estudado do mundo"; estudo aponta que cada dólar investido pelo Estado gera 1,78 dólar de retorno

Brasil 247

 O programa de transferência de renda que virou referência do governo brasileiro, Bolsa Família, deve se transformar em produto de exportação. Isso porque, a convite do Banco Mundial, que quer firmar uma parceria com o Brasil, a iniciativa implementada no governo Lula e que tirou milhões de brasileiros da pobreza deverá ser transferido para países em desenvolvimento interessados em investir nos mais pobres.
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Posted: 31 Jan 2014 04:05 AM PST
"Ou seja: a mídia nativa, das preferências gastronômicas da presidenta às manifestações anti-Copa 

Mino Carta, CartaCapital
Caso pudesse aconselhar a presidenta Dilma, diria a ela que não confie às cegas no Guia Michelin: quando fala de restaurantes estabelecidos fora das fronteiras francesas, comete amiúde erros grosseiros. Entra nisso um tanto de chauvinismo, uma dose de ideologia culinária, uma pitada robusta de business. Já a mídia nativa, que pouco entende de boa comida a ponto de enxergar em São Paulo uma capital gastronômica universal, preocupa-se não com a escolha feita pela presidenta de um restaurante lisboeta, mas com a conta do próprio. A qualidade dos nossos perdigueiros da informação avulta também nesta ocasião. Pretendem que o restaurante em questão teria sido premiado com uma estrela do Guia Michelin, mas nem isso corresponde à verdade factual. A turma é muito criativa.

O jornalismo pátrio sustenta que todos nós pagamos pelos excessos de Dilma e de sua comitiva. E, além de tudo, hospedam-se em hotéis de luxo... A acusada apressa-se a esclarecer que as contas pessoais ela paga do seu bolso. Mais pagaria se viajasse a São Paulo, ou Rio, mesmo em outros cantos do País. Temos restaurantes e hotéis que, em matéria de preços (sublinho, de preços), ombreiam com os mais luxuosos e requintados do mundo. Verdade factual esta que os nossos heróis midiáticos, premiados por salários e emolumentos variados muito superiores àqueles recebidos por qualquer profissional europeu, conhecem de cor e salteado. E nem se fale dos seus patrões.
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Posted: 31 Jan 2014 03:34 AM PST

"A crítica competente é fundamental para o desempenho de qualquer governo. Quanto a isso, estamos à míngua. A oposição brasileira é rústica como oposição.  

Wanderley Guilherme dos Santos,

Se depender da oposição o País não vai andar. A infantilidade de seus protestos explica o agônico socorro que está pedindo à descabelada desordem urbana. De seu próprio ventre, nada. Criticar a autoridade fiscal, por exemplo, por ter usado tributos e dotações dos leilões para fechar as contas equivale a desancar o quitandeiro porque equilibra o livro-caixa recebendo o que lhe devem. É curial que o governo troca tributação por serviços, administração e projetos. Lá uma vez ou outra parte dos impostos se transforma em subsídios diretos e indiretos ao consumo e às despesas dos grupos vulneráveis. Chama-se redistribuição de renda e vem ocorrendo há pouco mais de dez anos no Brasil. É isso que provoca espuma na garganta oposicionista e a faz perder o senso de ridículo.

Nenhuma oposição que se preze tenta condenar um governo por fazer uma parada técnica voltando de longa viagem. Aliás, nem mesmo se fosse para simples recuperação física, independente de considerações meteorológicas ou de segurança de vôo. Pois este foi um dos brados de guerra, sem eco, da semana oposicionista.  
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Posted: 31 Jan 2014 03:29 AM PST
Cyrus Afshar, Novas Cartas Persas

"O desespero oposição conservadora dá sinais preocupantes e contamina as páginas de economia dos grandes jornais. Hoje, a grande notícia econômica do dia foi a queda do desemprego, registrado pelo IBGE, nas seis principais regiões metropolitanas. E não foi qualquer queda: a taxa fechou dezembro em 4,3%, mínima histórica. Mas isso não foi tudo: no ano, o desemprego nessas cidades ficou em média em 5,4%, valor mais baixo da série histórica.

Boa notícia. Pode? Não pode.

A tarefa de hoje foi, então, particularmente inglória para o jornal Folha de São Paulo, que teve de tirar leite de pedra, buscar pelo em ovo, e, sobretudo, coalhar as manchetes e aberturas de texto (“lead”) com adversativas ou ressaltando algum desastre, real ou imaginário."
Matéria Completa, ::AQUI::
Posted: 31 Jan 2014 02:48 AM PST
"Vítima do dia, pré-candidato do PT ao governo paulista se abaixou com o barulho de tiro sobre contratos entre Ministério da Saúde e ONG fundada por seu pai; após justificar, Alexandre Padilha rompeu convênio; governador tucano Geraldo Alckmin, quando atacado, não recuou; escândalo Siemens-Alstom de formação de cartel e pagamento de propinas segue sem admissão de responsabilidade; para Gilberto Kassab, do PSD, bombardeio foi denúncia no caso Controlar; atingido por manchete do jornal Folha de S. Paulo, ex-prefeito obteve pronunciamento da Justiça a seu favor; Paulo Skaf, do PMDB, sofreu abalo com uso de dinheiro da Fiesp e do Sistema S para exposição pessoal; eleição de outubro é guerra aberta

Marco Damiani, Brasil 247

O barulho de um simples tiro assustou e fez dar um passo atrás o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, mas é certo que a eleição para o Palácio dos Bandeirantes virou mesmo uma verdadeira uma guerra. Propostas para o Estado, até aqui, estão em segundo plano no campo de batalha em que todos disparam contra todos.

A eleição que pintava como propícia a acordos e composições, em razão dos interesses partidários na disputa nacional, para presidente da República, se transforma rápida e consistentemente numa blitz de todos contra todos.
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Posted: 30 Jan 2014 02:21 PM PST

Posted: 30 Jan 2014 02:19 PM PST

Marina critica Alckmin, mas seu partido, o PSB,
pode apoiá-lo nas eleições de outubro
 / Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
CartaCapital
"A Rede Sustentabilidade, da ex-senadora e ex-candidata à Presidência Marina Silva, criticou em nota a ação da Polícia Militar de São Paulo durante a manifestação de sábado 25 contrária à Copa do Mundo. O comunicado, divulgado nesta quarta-feira 29, condena em especial o caso do jovem Fabrício Chaves, baleado por policiais militares no bairro de Higienópolis depois de protesto contra a Copa do Mundo. De acordo com a Rede, o nível de repressão “acende imediatamente o sinal de alerta quanto às diretrizes políticas do Estado no trato com as manifestações de rua”.

“A polícia – assim como outros dispositivos de Estado – precisa manter-se preparada para lidar com manifestações e manifestantes na perspectiva da interlocução democrática e da não-violência. É preciso refutar essa prática, de traços ditatoriais, do governo Alckmin, que caracteriza-se por abusar da violência contra manifestantes, agredindo de forma inequívoca o estado de direito e a cidadania”, afirma o texto antes de protestar: “exigimos que os responsáveis criminais e políticos por essa tragédia sejam punidos exemplarmente.”

A Rede pede ainda que excessos cometidos em protestos exijam a “intervenção ativa do Estado na defesa dos cidadãos” e ressalta que para interromper “o perverso histórico de violência policial que tem caracterizado o Estado brasileiro” deve-se colocar em prática o princípio da não-violência como regra.

Eleições

Marina Silva e diversos integrantes da Rede se filiaram ao PSB para as eleições de 2014 após não terem conseguido formalizar a criação de um partido próprio. Atualmente, Marina defende que o PSB tenha um candidato próprio na eleição estadual de São Paulo, mas a direção do partido negociar um apoio ao PSDB, cujo candidato será o próprio Alckmin."
Posted: 30 Jan 2014 01:52 PM PST
Fernando Brito, Tijolaço 

Quer dizer que a contratação da ONG  Koinonia pelo Ministério da Saúde foi “apadrinhamento político”, porque o Ministro Alexandre Padilha é filho de um fundador e ex-diretor da entidade?

E que a oposição – ao menos o trio Vavá Dias, Jajá Rabo de Palha e alguém do PPS – o PPS, como se sabe é de Roberto Freire, o deputado pernambucano dos Jardins – vai investigar as “relações promíscuas” da instituição com a administração pública?

Pois então vamos ajudar: convoquem logo o governador Geraldo Alckmin, pois a entidade tem convênios também com a Secretaria de Saúde de São Paulo para desenvolver os mesmos programas de prevenção da Aids que firmou com o Ministério e que escandalizaram a trinca tucana.
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Posted: 30 Jan 2014 01:28 PM PST

Para Lula, internet deve ser usada para
politizar e não caluniar e desinformar
"Ex-presidente comemora 500 mil seguidores de sua página no Facebook, envia recado aos internautas e pede fiscalização para que a banda larga chegue a todos os brasileiros

Diego Sartorato, RBA

Com a volta da barba e a voz mais firme, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou hoje (30) vídeo em que comemora a marca de 500 mil seguidores em sua página oficial no Facebook. Lula aproveitou a oportunidade para enviar recado aos internautas em defesa da liberdade na rede e contra o uso das redes sociais para divulgar mentiras e caluniar adversários políticos, além de pedir fiscalização sobre os investimentos para levar a banda larga a todas as cidades brasileiras.
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Posted: 30 Jan 2014 01:20 PM PST
Miguel do Rosário, O Cafezinho

"Prestem atenção nesse vídeo. Nele, Joaquim Barbosa fala inúmeras inverdades, além de seus ataques de praxe aos direitos dos réus.

É uma votação de 12 de maio de 2011. Julga-se exatamente se o STF deve liberar ou não os autos do Inquérito 2474 a alguns réus da Ação Penal 470. Barbosa vinha mantendo o Inquérito 2474 em sigilo desde que o recebeu, em março de 2007. No início de 2011, vazou uma pequena parte à imprensa, e vários réus da Ação Penal 470 solicitam ao STF para terem acesso à íntegra do inquérito, que tem 78 volumes. Barbosa, então relator da Ação Penal 470, recusa, e o caso vai a votação. Ao final, Barbosa vence, com ajuda de Ayres Brito, que desempata a votação.

Barbosa afirma que inquérito 2474 trata de outros réus e assuntos não relacionados ao mensalão petista.

 Mentira.

O relatório do Inquérito 2474 trata dos réus que também estão na Ação Penal 470, como Marcos Valério e seus sócios, e Henrique Pizzolato e Gushiken. E traz documentos, logo em suas primeiras páginas, dos pagamentos do Banco do Brasil à DNA, referentes às campanhas da Visanet.

Ora, o pilar do mensalão foi o suposto desvio de recursos da Visanet, no total de R$ 74 milhões, para a DNA, sem a correspondente prestação de serviços. Como assim o Inquérito 2474 trata de assuntos diferentes?"
Matéria Completa, ::Aqui::
Posted: 30 Jan 2014 01:00 PM PST
, Luis Nassif Online

"Em determinado momento, para atacar Fernando Henrique Cardoso, críticos apontaram as armas da difamação contra dona Ruth Cardoso. Foi uma ignomínia, repudiada por todas as pessoas responsáveis da política.

Os ataques sofridos por Anivaldo Padilha, pelo fato de ser pai do Ministro Alexandre Padilha, são do mesmo nível. Mais ainda: Anivaldo tem uma história ainda mais rica que a de dona Ruth.

Clique aqui para um pouco da sua história na Igreja Metodista. Clique aqui para seu depoimento sobre o projeto "Brasil Nunca Mais".

Nos anos 70, foi uma das figuras centrais da resistência contra a tortura, na condição de representante do Conselho Mundial das Igrejas (http://tinyurl.com/m99w3s5). Exilado, foi figura chave do inesquecível arco ecumênico que juntou a Igreja Católica de Dom Paulo, a comunidade judaica de Henry Sobel, a Igreja anglicana de James Wright e a esquecida Assembleia de Deus.
 Foi preso, torturado, exilado e sequer pode assistir ao nascimento do seu filho Alexandre Padilha.
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31/1 - Ucrânia e o Renascimento do Fascismo


De: Castor Filho [mailto:castorphoto@terra.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 30 de janeiro de 2014 23:25
Para: Castor Ferfi
Assunto: A Ameaça no Continente Europeu: Ucrânia e o Renascimento do Fascismo



29 janeiro de 2014, [*] Eric Draitser, Counterpunch
The Menace Across the European Continent
Traduzido por João Aroldo

Neofascistas queimam ônibus em Kiev (24/1/2014)
A violência nas ruas da Ucrânia é muito mais do que uma expressão de raiva popular contra o governo. Em vez disso, ela é apenas o mais recente exemplo da ascensão da forma mais insidiosa do fascismo vista na Europa desde a queda do Terceiro Reich.

Nos últimos meses houve protestos regulares pela oposição política ucraniana e seus apoiadores - protestos aparentemente em resposta à recusa do presidente ucraniano, Yanukovich, em assinar um acordo comercial com a União Europeia, o que foi visto por muitos observadores políticos como o primeiro passo para a integração europeia. Os protestos permaneceram em grande parte pacíficos até o dia 17 de janeiro, quando manifestantes, armados com porretes, capacetes e bombas improvisadas, desencadearam a violência brutal contra a polícia, atacando prédios do governo, batendo em qualquer pessoa suspeita de simpatias pró-governo e, geralmente, causando estragos nas ruas de Kiev. Mas quem são esses extremistas violentos e qual é a sua ideologia?

V. Klitschko, ex-campeão mundial de box, um dos líderes da oposição neofascista ucraniana
A formação política é conhecida como “Pravy Sektor” (Setor Direita), que é essencialmente uma organização guarda-chuva para vários grupos ultranacionalistas (leia-se fascistas) de direita, incluindo os apoiadores do Partido “Svoboda” (Liberdade), “Patriotas da Ucrânia”, “Assembleia Nacional da Ucrânia - Autodefesa Nacional Ucraniana” (UNA-UNSO), e “Trizub”. Todas essas organizações compartilham uma ideologia comum que é veementemente antirussa, anti-imigrantes e antijudaica, entre outras coisas. Além disso, eles compartilham uma reverência comum pela chamada “Organização dos Nacionalistas Ucranianos”, liderada por Stepan Bandera, os infames colaboradores nazistas que lutaram ativamente contra a União Soviética e se envolveram em algumas das piores atrocidades cometidas por qualquer lado na Segunda Guerra Mundial.

Enquanto as forças políticas ucranianas, oposição e governo, continuam negociando, uma batalha muito diferente está sendo travada nas ruas. Usando intimidação e força bruta mais típica de “camisas marrons” de Hitler ou “camisas negras” de Mussolini do que de um movimento político contemporâneo, esses grupos conseguiram transformar um conflito sobre a política econômica e as alianças políticas do país em uma luta existencial pela própria sobrevivência da nação que estes assim chamados “nacionalistas” dizem amar tanto. As imagens de Kiev em chamas, ruas de Lviv cheias de bandidos, e outros exemplos assustadores do caos no país, ilustram, sem sombra de dúvida, que a negociação política com a oposição Maidan (praça central de Kiev e centro dos protestos) agora não é mais a questão central. E, ao invés disso, é a questão do fascismo ucraniano e, se é, ele será apoiado ou rejeitado.

Neofascistas constroem barricadas de pneus e veículos incendiados (25/1/2014)
Por sua vez, os Estados Unidos se colocaram fortemente do lado da oposição, independentemente de seu caráter político. No início de dezembro, os membros do establishment dominante dos EUA, como John McCain e Victoria Nuland, foram vistos em Maidan dando seu apoio aos manifestantes. No entanto, como o caráter da oposição tornou-se evidente nos últimos dias, os EUA e a classe dominante ocidental e sua máquina de mídia têm feito pouco para condenar o surto fascista. Em vez disso, seus representantes se reuniram com representantes do Setor Direita e não os consideraram uma “ameaça”. Em outras palavras, os EUA e seus aliados deram a sua aprovação tácita para a continuação e proliferação da violência em nome de seu objetivo final: mudança de regime.

Neofascistas preparam coquetéis molotov para enfrentar a polícia
Em uma tentativa de tirar a Ucrânia da esfera de influência russa, a aliança EUA-UE-OTAN, e não pela primeira vez, aliou-se aos fascistas. É claro que, durante décadas, milhões na América Latina desapareceram ou foram assassinados por forças paramilitares fascistas armadas e apoiadas pelos Estados Unidos. Os mujahideen do Afeganistão, que mais tarde se transformaram em Al Qaeda, também reacionários ideológicos radicais, foram criados e financiados pelos Estados Unidos para desestabilizar a Rússia. E, claro, há a realidade dolorosa da Líbia e, mais recentemente, da Síria, onde os Estados Unidos e seus aliados financiam e apoiam jihadistas extremistas contra um governo que se recusou a se alinhar com os EUA e Israel. Há um padrão perturbador aqui que nunca foi perdido pelos observadores políticos mais atentos: os Estados Unidos sempre fazem causa comum com os extremistas de direita e fascistas para ganho geopolítico.

A situação na Ucrânia é profundamente preocupante, pois representa uma conflagração política que poderia muito facilmente despedaçar o país menos de 25 anos após a sua independência da União Soviética. No entanto, há outro aspecto igualmente preocupante para a ascensão do fascismo no país – não é só na Ucrânia.

A Ameaça Fascista pelo Continente

A Ucrânia e a ascensão do extremismo de direita não podem ser vistas, e muito menos entendidas, de forma isolada. Em vez disso, isso deve ser examinado como parte de uma tendência crescente em toda a Europa (e mesmo no mundo) - uma tendência que ameaça os próprios fundamentos da democracia.

Passeata do Aurora Dourada (Golden Dawn) em Atenas
Na Grécia, a austeridade selvagem imposta pela troika (FMI, BCE e Comissão Europeia) paralisou a economia do país, levando a uma depressão tão ruim, se não pior, do que a Grande Depressão nos Estados Unidos. É contra esse pano de fundo de um colapso econômico que o partido Aurora Dourada (orig. Gol;den Dawn) cresceu e se tornou o terceiro partido político mais popular do país. Defendendo uma ideologia do ódio, a Aurora Dourada – de fato, um partido nazista que promove chauvinismo antijudaico, anti-imigrantes, antimulheres - é uma força política que o governo em Atenas entendeu como uma séria ameaça para o próprio tecido da sociedade. É essa ameaça que levou o governo a deter a liderança do partido depois de um nazista da Aurora Dourada ter fatalmente esfaqueado um rapper antifascista. Atenas lançou uma investigação sobre o partido, ainda que os resultados desta investigação e julgamento permaneçam pouco claros.

O que torna a Aurora Dourada uma ameaça tão insidiosa é o fato de que, apesar de sua ideologia central do nazismo, a sua retórica anti-UE, anti-austeridade atrai a muitos na Grécia economicamente devastada. Tal como aconteceu com muitos movimentos fascistas do século 20, a Aurora Dourada culpa os imigrantes, muçulmanos e africanos, principalmente, por muitos dos problemas enfrentados pelos gregos. Em circunstâncias econômicas terríveis, tal ódio irracional torna-se atraente, uma resposta para a pergunta de como resolver os problemas da sociedade. De fato, apesar dos líderes da Aurora Dourada estarem presos, outros membros do partido ainda estão no parlamento, ainda concorrendo por grandes cargos, incluindo para prefeito de Atenas. Embora uma vitória eleitoral seja improvável, outra forte presença nas urnas vai tornar a erradicação do fascismo na Grécia muito mais difícil.

Deputados da Aurora Dourada tomam posse no Parlamento grego em 2012
Se tal fenômeno fosse confinado à Grécia e Ucrânia, não constituiria uma tendência continental. Infelizmente, no entanto, vemos o surgimento de partidos políticos semelhantes, embora ligeiramente menos abertamente fascistas, por toda a Europa. Na Espanha, o Partido Popular pró-austeridade governante transformou-se para estabelecer leis draconianas que restringem a liberdade de expressão e de protesto, e dando poder e sancionando táticas policiais repressivas. Na França, o Partido Frente Nacional, de Marine Le Pen, que culpa veementemente os imigrantes muçulmanos e africanos, ganhou quase vinte por cento dos votos no primeiro turno das eleições presidenciais. Da mesma forma, o Partido da Liberdade na Holanda - que promove políticas antimuçulmanos, anti-imigrantes – já é o terceiro maior no parlamento. Por toda a Escandinávia, os partidos nacionalistas, que antes operavam em completa irrelevância e obscuridade, são agora players importantes nas eleições. Estas tendências são preocupantes, para dizer o mínimo.

Deve-se notar, também, que, para além da Europa, há uma série de formações políticas quase fascistas que são, de uma forma ou de outra, apoiadas pelos Estados Unidos. Os golpes de direita que derrubaram os governos do Paraguai e Honduras foram tacitamente e/ou abertamente apoiados por Washington em sua busca aparentemente interminável para suprimir a esquerda na América Latina. Claro, deve-se também lembrar que o movimento de protesto na Rússia foi encabeçado por Alexei Navalny e seus seguidores nacionalistas, que defendem uma ideologia racista virulentamente antimuçulmanos que vê os imigrantes do Cáucaso russo e ex-repúblicas soviéticas como abaixo dos “russos europeus”. 

Stepan Bandera
Estes e outros exemplos começam a pintar um retrato muito feio da política externa dos EUA, que tenta usar as dificuldades econômicas e agitação política para expandir a hegemonia dos EUA pelo mundo.

Na Ucrânia, o "Setor Direita" levou a luta da mesa de negociações para as ruas, na tentativa de realizar o sonho de Stepan Bandera - uma Ucrânia livre da Rússia, de judeus, e de todos os outros "indesejáveis", como eles os veem. Estimulados pelo apoio contínuo dos EUA e da Europa, esses fanáticos representam uma ameaça mais séria à democracia do que Yanukovich e o governo pró-russo jamais poderiam ser. Se a Europa e os Estados Unidos não reconhecem essa ameaça em sua infância, no momento em que, finalmente, o fizerem poderá ser tarde demais.
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[*] Eric Draitser é Analista independente de Geopolítica com sede em Nova Yorque e fundador do sítio Stop Imperialism. É colaborador regular de Russia Today, Counterpunch, Research on Globalization, Press TV, e muitos outros meios de comunicação. Produz também podcasts disponíveis no iTunes e Stop Imperialism, bem como The Reality Principle, disponível exclusivamente no sítio BoilingFrogsPost.com. Visite StopImperialism.com e acesse todas as suas postagens.