quinta-feira, 16 de outubro de 2014

16/10 - AVISO

Amigas e amigos deste Blog,

a partir de amanhã, dia 17, até o próximo 5/11, esta JANELA estará fechada.
Desejo reve-los no próximo dia 6/11.
Grande abraço.

16/10 - PARA LER E GUARDAR


De: Miguel Baia Bargas [mailto:b2miguel@gmail.com]
Enviada em: quinta-feira, 16 de outubro de 2014 15:24
Para: undisclosed-recipients:
Assunto: Para ler e guardar: Todos os documentos “sumidos” do site do Tribunal de Contas de Minas, que incriminam Aécio

Para ler e guardar: Todos os documentos “sumidos” do site do Tribunal de Contas de Minas, que incriminam Aécio

No debate da TV Bandeirantes, realizado na terça-feira, dia 14/10, quando a presidenta Dilma Rousseff dissertava sobre as falcatruas do candidato carioco-mineiro, Aécio Neves, em seu estado natal, ela pediu para os eleitores verificarem no site do Tribunal de Contas do Estado Minas Gerais a veracidade do que estava dizendo. Devido aos inúmeros acessos [sic], segundo nota do tribunal de contas mineiro, a página da entidade ficou
​​
indisponível. Além disso, o jornal da famiglia Frias denunciou que os documentos citados pela candidata petista haviam “sumido” do site do TCMG. Para não haver mais problema, no link abaixo estão todos os arquivos para serem lidos e divulgados.

15/10 - O Cafezinho DE HOJE

O Cafezinho


Posted: 15 Oct 2014 11:26 AM PDT
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Por Carlos Tautz
Calma, que o Brasil ainda é nosso e o buraco é mais embaixo. Votações expressivas de figuras da direita racista e homofóbica e campanhas preconceituosas por todas as mídias infelizmente não são novidade. Tem sido assim década após década e, mal ou bem, a sociedade vem reagindo, apesar da larga interrupção democrática provocada pelo golpe das elites empresariais e militares em 64. O Brasil sempre foi um País em disputa e, como tudo mostra, continuará a sê-lo.
Se hoje Bolsonaro recebe quase 500 mil votos e arrota o desejo de se tornar presidente da República, ao mesmo tempo Jean Wyllys consegue quase 150 mil votos e Freixo é o deputado estadual mais votado do País, com 350 mil votos. Mas, para se ter a exata dimensão dessa disputa, faz se necessário enquadra-la historicamente.
Hoje, Bolsonaro tem um discurso de ódio reverberado pela teclagem fácil nas mídias ditas sociais. Porém, Wyllys e Freixo, para ficar só em exemplos do Rio – pressionam forte no sentido inverso. Pautam com firmeza na sociedade a defesa dos direitos humanos e o avanço nos valores sociais – como os direitos LGBT – como condição prévia a qualquer modelo econômico. Cada um puxa para o seu lado, a luta segue e o tempo não pára.
O importante é observar que aqui e acolá na história se criam caricaturas políticas do calibre de Bolsonaro, cujo objetivo sub-reptício é, em verdade, avalizar um padrão de acumulação extremamente concentrador e verdadeiro gerador de todas as violações de direitos.
No passado, aqui no Rio, já se teve Sivuca e Amaral Neto, O Repórter. Filhotes da ditadura, defendiam que “bandido bom é bandido morto” e a legalização da pena de morte. Sivuca não sei que fim levou, mas aquele proto jornalista que ganhou programa em horário nobre, financiado pelos governos da ditadura, conseguiu apenas eleger-se deputado federal pela Arena. Em troca, ganhou da sociedade o apelido de Amoral Nato e deixou legado pobre quando morreu. Sua voz, deslegitimada pelo avanço do valor moral de que direitos humanos são inegociáveis, foi enterrada com seu corpo.
O que precisa ficar claro é o pano de fundo histórico em que toda essa disputa se dá. Como muito lucidamente escreveu em sua página no FB a professora Isabel Lustosa, a quem peço licença para reproduzir: “1954, 1964 e 2014 estão ligados pela mesma agenda. Que as crises que levaram ao suicídio de Vargas e ao golpe de 64 tiveram, com variações, os mesmos ingredientes que a atual: a questão do Petróleo; o aumento do salário mínimo; a possibilidade de taxação das grandes fortunas; os interesses dos grandes proprietários de terras e grileiros; os movimentos sociais… Lembrando que o papel dos grandes grupos de comunicação também foi o mesmo que está sendo agora. É uma luta histórica que se repete”.
Aí está um ponto central de nossa encruzilhada democrática: as corporações de mídia assumem mais uma vez o protagonismo do atraso, como há décadas vêm fazendo na América Latina. Concebem e operam uma fina estratégia de deslegitimação de tudo que é minimamente antissistêmico e o fazem com uma sordidez, competência, arrogância e força que assusta à primeira vista. Mas, que, analisada com algum distanciamento, só comprova que é necessário coragem e capacidade de mudar de vez essa questão – algo que o PT no governo teve por mais de uma vez a chance de fazer, mas que se omitiu covardemente em nome de uma tal de governabilidade, termo que se presta a qualquer uso.
A regulação das concessões de comunicação se comprova, assim, mais uma vez, ser o nó górdio de nossa democracia que volta e meia é colocada em xeque, quase sempre com motivações internacionais. Necessita, portanto, ganhar absoluta centralidade em qualquer reforma política – tanto quanto o financiamento público de campanha e a revogabilidade dos mandatos. Em isso acontecendo, cacarecos como Bolsonaros perderão força e poderemos com mais facilidade abrir a cortina de fumaça que esconde algo muito pior.
Mudanças profundas nesse quadro podem ser duríssimas.
Posted: 15 Oct 2014 09:28 AM PDT
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Depois de uma semana difícil, na qual a mídia e oposição articuladas deflagraram ataques pesadíssimos contra Dilma, a campanha da presidenta inicia a terça-feira com uma série de boas notícias, blindando-se contra uma possível queda nas pesquisas a serem divulgadas hoje.
Em primeiro lugar, Dilma simplesmente massacrou Aécio Neves no debate da Band.
A direita não conseguiu tapar o sol com a paneira. Noblat, blogueiro amestrado da ultrareaça Globo, pendurou as chuteiras e admitiu, sem tergiversação, que Dilma venceu o debate. A opinião de Noblat ficou alguns segundos na capa do jornal e logo foi retirada.
Mas continua lá, no blog dele.
O massacre começou quando Dilma mencionou o aecioporto.

Aécio perdeu completamente o controle emocional. E tem de perder mesmo, porque essa história não tem explicação.
Dilma foi até piedosa, porque poderia ter enfiado a adaga mais fundo. Ela lembrou que Aécio construiu a fazenda em terras de seu tio, mas não acrescentou que o próprio Aécio possui terras a menos de seis quilômetros do aeroporto.
Os vídeos estão viralizando rapidamente pela internet.
Dilma acusou o PSDB de jamais ter dado sequência a investigações sobre os grandes casos de corrupção ocorridos no governo de Fernando Henrique Cardoso, do partido de Aécio Neves.

Com isso, a presidenta não acusa apenas Aécio Neves. Indiretamente, acusa também a omissão da mídia, que sempre ajudou a abafar a corrupção tucana, visto que, no Brasil, o Ministério Público e o Judiciário, infelizmente, só aprofundam investigações quando a mídia pressiona.
Aliás, esse é o maior perigo de um governo tucano. A corrupção voltará para debaixo do tapete.
Neste sentido, é bom ter imprensa de oposição.
Não precisava ser tão golpista e mentirosa, mas é bom termos um governo, de um lado, e a imprensa, de outro. Ajuda a revelar os casos de corrupção.
Outro golpe certeiro de Dilma foi a revelação de que ele emprega inúmeros parentes no governo de Minas Gerais. Ou empregava quando era governador.
O Aécio sentiu o golpe quando rebateu, confuso: “Me diga onde minha irmã trabalha!”
Ora, todos sabem, até os átomos do nióbio mineiro, que os tucanos entregam quase de graça aos gringos, que Andrea Neves sempre teve cargos no governo mineiro.
Não há nada de republicano ou meritocrático em entregar a comunicação oficial do governo à própria irmã.
A presidenta começou o debate nervosa, o que é compreensível.
Diferentemente de Aécio, cuja campanha vem pendurada na Globo, a de Dilma assenta-se sobretudo em seus milhões de eleitores em todo país, cada um deles um ansioso militante por sua reeleição.
Dilma foi bondosa também ao não mencionar a boquinha fantasma de Aécio, aos dezessete anos, no gabinete do pai, que trabalhava em Brasília.
Segundo o próprio Aécio, nesta mesma época ele morava no Rio. Era surfista, playboy e estudava na PUC.
A grande imprensa não consegue mais segurar a história. A Folha deu hoje. O portal Terra também publicou.
A biografia de Aécio, aliás, é integralmente composta de indicações políticas nas quais o seu “mérito” era simplesmente ser parente de políticos importantes.
Aécio Neves, por exemplo, fala apenas no avô, mas esconde o pai. Por quê?
Porque há muitas acusações de que o pai de Aécio Neves, deputado federal, assim como inúmeros outros parlamentares de direita da época, recebeu dinheiro da CIA para apoiar o golpe de 1964.
Aécio Cunha, pai de Aécio, pertencia à Arena, partido que dava sustentação à ditadura militar.
Voltando ao debate, foi divertido assistir a derrota da arrogância.
Aécio Neves iniciou o debate com uma expressão debochada, de quem se acha o rei da cocada preta.
Fazia perguntas e respondia dando risadinhas cínicas.
Sábio é ditado popular que ensina: ri melhor quem ri por último.
No quebra-queixo ao final do debate, quando os repórteres perguntam ao candidato o que achou, Aécio apresentava uma expressão preocupada, nervosa, e Dilma Rousseff era apenas sorrisos.
Bem dizia Fernando Brito, do Tijolaço: esperem os debates, a campanha de verdade começará a partir deles.
Hoje as bolsas amanheceram em forte queda. Não se sabe se é a crise internacional, ou pesquisa favorável à Dilma.
Se for a primeira explicação, isso desmoraliza completamente a argumentação da campanha tucana e da Globo, de que o mundo está bem e só o Brasil vai mal.
Se for a segunda, não muda nada na campanha de Dilma Rousseff, que aprendeu a não dar bola para nenhuma pesquisa.
Se Dilma cresce agora, ótimo. Senão, crescerá a partir de agora, quando os debates e a campanha nas redes começarem a surtir efeito.
Espera-se ainda um novo grande ataque da Globo na última semana. Mas a intensidade da campanha ajudará a neutralizá-lo.
Outra notícia boa, e não apenas para Dilma, é a forte alta na venda do varejo, divulgada há pouco pelo IBGE.
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O volume de vendas no varejo, em agosto, cresceu 1,1% sobre o mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, alta de 3,6% em volume e 10% em receita.
Os fundamentos da economia brasileira permanecem sólidos.

Posted: 15 Oct 2014 07:33 AM PDT
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Se quiser conhecer as “propostas” de cultura de Aécio Neves, assista ao vídeo abaixo, que retrata o encontro de “artistas e intelectuais” com Aécio.
É uma coisa assustadora, de dar muito medo mesmo.
As figuras principais são, acredite se quiser, Coronel Telhada, que ameaçou de morte um repórter da Folha, obrigando-o a mudar de país; e Lobão, que diz, no vídeo do encontro, que melhor regime político é a monarquia, chama o golpe de 64 de “revolução” e fala que vivemos um estado “soviético”.
Tenha medo. Tenha muito medo.
Mas ria, ria muito, porque também é muito, muito, muito engraçado.

Posted: 15 Oct 2014 07:31 AM PDT
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É complicado esse negócio de falar em “maior cientista”, “maior diplomata”.
Gera uma ciumeira danada.
Mas em se tratando de Samuel Pinheiro Guimarães, creio estar sendo justo.
Ele foi um dos artífices de duas iniciativas que salvaram a nossa indústria, que vivia uma crise terminal durante o pesadelo neoliberal que vigiu no Brasil de Collor a FHC.
Iniciativas que livraram a nossa indústria do desmantelamento total.
A nossa indústria ainda enfrenta enormes dificuldades, mas hoje tem esperanças, e alguns setores renasceram com muita força, como a indústria ferroviária e naval.
A automobilística, que vinha decaindo, voltou a investir nos anos Lula/Dilma, com a instalação de novas unidades de produção em vários lugares do país.
As duas iniciativas que permitiram isso foram:
1) o sepultamento da Alca, uma perigosa armadilha que iria nos destruir;
2) a criação do Mercosul, que criou um novo grande mercado para nossos manufaturados.
Samuel Pinheiro Guimarães foi o principal nome na condução desses dois processos.
Por isso eu o chamo de “maior diplomata” brasileiro, porque eu apenas julgo as pessoas por seus atos. E Guimarães fez história.
Hoje ele volta ao debate político para apoiar, com muita força, a reeleição de Dilma Rousseff.
Enumera 31 razões.
*
Caro Amigo,
Estamos em um momento decisivo da vida brasileira.
Teremos de optar entre propostas distintas.
De minha parte, e depois de muito refletir, cheguei à conclusão de que devemos prosseguir no esforço de construção de uma sociedade mais justa, mais próspera, mais democrática e soberana.
Por isto, e por muitas razões além daquelas que enumero a seguir, votarei dia 26 em Dilma Rousseff.
Afetuoso abraço
Samuel Pinheiro Guimarães
Votar em Dilma:
01. para aumentar o emprego, que é a maior preocupação de cada brasileiro, com carteira assinada;
02. para controlar a inflação sem prejuízo do desenvolvimento;
03. para aumentar o salário mínimo de que depende a enorme maioria dos brasileiros;
04. para garantir as conquistas dos trabalhadores em termos de horário, férias, licença maternidade, previdência social, aposentadoria;
05. para expandir o programa Minha Casa, Minha Vida que atende a aspiração fundamental da casa própria;
06. para eliminar a pobreza e a indigência no Brasil;
07. para reduzir cada vez mais a mortalidade infantil;
08. para aumentar a expectativa de vida de todos os brasileiros;
09. para eliminar o analfabetismo inclusive funcional;
10. para ampliar cada vez mais o número de vagas nas escolas técnicas e nas universidades;
11. para fortalecer a cultura brasileira em todos os seus aspectos;
12. para dobrar o investimento público em ciência e tecnologia;
13. para reduzir a violência e o número de homicídios;
14. para fazer a reforma política, com ampla participação popular, eliminar a influência do poder econômico e criar uma verdadeira democracia;
15. para lutar de forma legal contra a corrupção, punindo tanto os corruptos como os corruptores;
16. para democratizar os meios de comunicação e garantir a possibilidade e a liberdade de expressão para todos os brasileiros;
17. para ampliar radicalmente as oportunidades de mulheres, negros e pobres em todas as esferas da sociedade e do Estado;
18. para defender os direitos humanos de todos os brasileiros e combater toda a discriminação, preconceito e violência que tenha como origem a raça, a orientação sexual, o gênero, o nível de renda, a crença religiosa e a origem regional;
19. para demarcar as terras indígenas e eliminar o desmatamento ilegal;
20. para reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil;
21. para fortalecer a soberania do Brasil;
22. para promover a integração e a cooperação com os vizinhos da América do Sul e da África;
23. para defender a paz, a auto determinação, a não intervenção, e a solução pacífica de controvérsias como os princípios fundamentais da ação internacional do Brasil;
24. para construir mais ferrovias, mais rodovias, mais portos e aeroportos;
25. para expandir o transporte urbano público e gratuito;
26. para fazer a reforma agrária, fortalecer a agricultura familiar e expandir a produção e a exportação agrícola;
27. para alcançar a autonomia energética;
28. para reconstruir a indústria brasileira;
29. para tornar o sistema tributário mais justo e menos concentrador de riqueza;
30. para reduzir as taxas de juros e democratizar o credito;
31. para realizar uma Olimpíada ainda melhor do que a Copa.
Posted: 15 Oct 2014 06:05 AM PDT
aloysio

Aos poucos, muitas verdades estão vindo à tôna. O vice de Aécio Neves, o senador Aloysio Nunes, o mesmo que, há alguns meses, agrediu violentamente um blogueiro que tentava lhe entrevistar (ver ao final do post), já tentou acabar com a única garantia do trabalhador diante de seus patrões.
Durante o governo FHC, Aloysio Nunes, então deputado federal, foi o relator de um projeto de lei que extinguiria a Justiça do Trabalho.
Era não apenas relator como um defensor ardente do projeto, que contava com o apoio principalmente de Antonio Carlos Magalhães e a extrema-direita do Congresso Nacional.
*
O texto abaixo publicado no site da Câmara Federal.
Fim do TST, discórdia no Planalto
Catia Seabra, de Brasília
A briga em torno da reforma do Judiciário ultrapassou os limites do Congresso e atingiu o núcleo do Governo. Contrário à manutenção da Justiça trabalhista – defendida pelo ministro do Trabalho e Emprego, Francisco Dornelles – o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (BA), avisou ontem que seu partido, o PFL, vai votar contra o Governo na reforma do Judiciário. Dizendo que Dornelles foi acometido por “um ataque de estado-novismo” (referindo-se ao governo ditatorial de Getúlio Vargas, que criou as bases do trabalhismo brasileiro), Antônio Carlos condenou a interferência do Governo nas tarefas do Congresso.
- O PFL é pela extinção da Justiça do Trabalho e não segue o Governo neste assunto. O Governo erra quando se mete na reforma do Judiciário. A maioria do Governo é livre para escolher o seu caminho, que é o interesse do povo – disse o senador. E não poupou Dornelles, que está em Genebra para uma reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT): – Deu um ataque de estado-novismo no Dornelles.
O doutor Dornelles deveria ter ficado calado. Na terça-feira, assim que o deputado Aloysio Nunes Ferreira (SP) – tucano como o presidente Fernando Henrique Cardoso – apresentou seu relatório, Dornelles criticou a proposta de extinção do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
O líder do Governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), admitiu ontem que a posição de Dornelles é a oficial. Segundo Madeira, o Governo é favorável à extinção dos juízes classistas, não do TST, e trabalhará para sair vitorioso no Congresso.
- O Governo não é a favor da extinção da Justiça do Trabalho. É a favor da extinção dos juízes classistas e da implantação de um rito sumário para as causas trabalhistas – esclareceu Madeira.
- Temos que baixar a adrenalina e discutir isso com calma – pregou o líder do Governo no Congresso, Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM).
A polêmica, no entanto, já tomou dimensões incontroláveis.
Relator da reforma, Aloysio reagiu com veemência aos ataques de Dornelles e criticou as propostas do ministro. Dornelles sugere a manutenção da estrutura do TST e a redução do número de TRTs de 27 para cinco. Aloysio alega que esta proposta é politicamente inviável porque os políticos vão se digladiar no Congresso para manter as sedes de TRTs em seus próprios estados:
- Isso é fingir que eles (Governo) querem mudar. Se eles querem ficar como estão, vão perder a grande oportunidade de brigar por uma causa justa. Pelo visto, a Justiça do Trabalho vai sobreviver a mais essa mudança. É a instituição mais sólida e tenaz da República. Daqui a pouco Dornelles vai defender também a manutenção do classista.
- Está provado que o TST é desnecessário. Estou convencido de que oO Judiciário é mais uma escola de engenharia do que de direito.
Só querem construir prédio e não fazem nada para facilitar a vida do brasileiro – endossou Antônio Carlos.
Nesta briga, porém, Dornelles contará com o apoio do PMDB, que, antes mesmo de tomar uma decisão formal, tem se manifestado contrário à extinção do TST e a incorporação dos juízes do Trabalho à Justiça Federal. O líder do partido na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), já alertou para as restrições dos peemedebistas ao projeto. Ontem, o vice-líder Henrique Eduardo Alves (RN), condenou a idéia:
- A Justiça Federal não quer ficar sobrecarregada. O Governo é contra a proposta. Os sindicatos também. E o TST, obviamente, é contra. Ninguém quer. Só o relator e o Antônio Carlos.
Líder do PSDB na Câmara, Aécio Neves (MG) elogia os avanços propostos no relatório de Aloysio. Mas admite que o projeto enfrenta resistência em seu próprio partido:
- A reforma do Judiciário é uma questão polêmica dentro do PSDB. Não vou negar isso.
Bombardeado pelo Governo e por muitos aliados, Aloysio tenta esclarecer que seu projeto não prevê a extinção da Justiça do Trabalho. Conforme seu relatório, as causas trabalhistas vão ser julgadas por varas especializadas na Justiça Federal. As funções dos tribunais regionais – de segunda instância – são assumidas por Câmaras especiais, formadas por juízes trabalhistas.
Incorporados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), os ministros do TST julgam os recursos em terceira instância. Além disso, s Seriam criados juizados especiais dedicados a julgamento de pequenas causas trabalhistas, sem necessidade sequer de advogados. Nesses casos, os recursos seriam julgados por uma turma de juízes trabalhistas. O relator argumenta ainda que os juízes do Trabalho teriam, por exemplo, poder para executar multas (hoje a cargo do Ministério do Trabalho) e julgar crimes trabalhistas, como a exploração da mão-de-obra infantil.
- Hoje uma questão trabalhista dura até seis anos. Meu projeto agilizaria a Justiça do Trabalho. Não quero acabar com a Justiça do Trabalho, mas com uma pilha de instituições inúteis. Mas não querem ouvir – reclama.
Um integrante do Governo criticou ontem o relatório de Aloysio:
- No parecer, ele embola TST e STJ. Isso não é bom para nenhum dos dois. Cria dificuldades. Além disso, há uma questão maior que é do simbolismo. Não é bom para Fernando Henrique, um social-democrata, a imagem de que acabou com a Justiça do Trabalho. Isso é bom para o PFL, para o PPB.
Antes de embarcar para Genebra, Dornelles, ainda sem saber dos ataques de Antônio Carlos, voltou a condenar a extinção do TST, cujo papel, na sua opinião, é unificar a aplicação do direito trabalhista em todo o país, além de exercer um poder moderador.
- Em termos mundiais, é cada vez maior a necessidade de um direito especializado. Propor a extinção do TST é um contra-senso, seria um mergulho no caos. O STJ receberia 130 mil processos – argumentou.
Com tanta polêmica, foi-se o calendário estipulado pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disposto a votar o projeto em plenário até o fim do mês. Madeira reconheceu:
- As discussões vão consumir junho inteiro.
*
Assista aqui ao vídeo de Aloysio Nunes agredindo um blogueiro.


15/10 - O Pensador da Aldeia DE HOJE

O Pensador da Aldeia


Posted: 15 Oct 2014 07:08 AM PDT
Posted: 15 Oct 2014 07:04 AM PDT
Posted: 14 Oct 2014 10:07 PM PDT
por Paulo Jonas de Lima Piva A matéria é de  01/11/2009: Fonte; http://blogdojuca.uol.com.br/2009/11/covardia-de-aecio-neves/

15/10 - SARAIVA 13

SARAIVA 13


Posted: 15 Oct 2014 04:48 PM PDT

Leblon confirma: ministro de Aecioporto é tão americano quanto brasileiro.


Bem que o Conversa Afiada suspeitava.

Agora, está aí o Leblon, que não nos deixa mentir:

Abaixo os intermediários: Armínio Gordon para Presidente


Armínio Fraga tem cidadania americana e isso não é uma metáfora: ele foi indicado a Obama pelo ex-Secretário do Tesouro, Tim Geithner, como alguém confiável


A notícia soa como uma daquelas tiradas espirituosas da verve nacionalista brasileira: ‘Armínio Fraga cogitado para comandar o Fed norte-americano (o BC dos EUA)’.


Parece um revival do bordão dos anos 60, ‘Abaixo os intermediários, Lincoln Gordon para a presidência’, em cenário invertido.


Gordon, embaixador gringo, um dos articuladores do golpe de 64, não chegou lá. Mas a cogitação de Armínio , ex-presidente do BC, de Fernando Henrique Cardoso, que despontou para o estrelato rentista como operador do fundo especulativo de George Soros –e hoje é o principal fiador de Aécio Neves junto aos mercados– é mais que uma metáfora venenosa.


A proposta, real, foi revelada pelo próprio autor, Timothy Geithner, ex-secretário do Tesouro dos EUA, que conta o episódio em seu livro, ‘Stress Test’ (‘teste de resistência’). Nele, Geithner faz um retrospecto do fiasco da paridade entre o Real e o dólar , que obrigou a uma maxidesvalorização cambial de 30% em 1999. 

A decisão, empurrada com a barriga até se consumar a reeleição de FHC em 1998, ancorada em dupla fraude: compra de votos para aprovar a emenda constitucional no Congresso e a ilusão da moeda forte.


A ressaca começou logo em seguida à contagem dos votos. A máxi de janeiro de 1999 fez explodir a inflação levando Armínio a elevar a taxa de juro básica do país a 45%. Fechou-se assim o torniquete que o transformou em um centurião dos endinheirados : desvalorização da moeda, perda de poder de comora dos assalariados e juro sideral. Ele é soberbo nisso.


Quem diz é o amigo Geithner que narra assim a implosão: ‘Após abandonar uma tentativa inicial de se manter a paridade do real com o dólar, uma liderança econômica soberba do Brasil conseguiu dar a volta por cima em poucos meses’.


Em matéria sobre o livro, de maio deste ano, o jornal Folha de SP () destaca a origem da credibilidade do brasileiro junto aos americanos: ’Ao explicar os pacotes de ajuda decididos pelo governo norte-americano, diz a matéria da Folha, Geithner acrescenta que “só funcionaram quando lidamos com líderes competentes e confiáveis. O presidente do banco central brasileiro, Armínio Fraga, que também possui cidadania americana, foi tão notável que mais tarde eu o mencionei para o presidente Obama como um potencial presidente do Fed [o BC americano]“, escreveu Geithner citado pela Folha. Seu empenho pela nomeação da ‘ liderança econômica soberba’ foi tão entusiasmada que fez questão de lembrar a Obama, como diz no livro, a condição de cidadão norte-americano de Armínio ( ele tem dupla cidadania e neste caso não é apenas uma metáfora venenosa)


A empatia entre ‘Tim’, como é chamado o ex-Secretário do Tesouro, e Armínio tem raízes profundas. O americano é um entusiasta dos derivativos que funcionaram como um dos bombeadores da crise de 2008.Não só. Durante a crise, Tim funcionou como uma espécie de embaixador da alta finança junto à Casa Branca: sua prioridade era salvar bancos.


A intercambialidade de Gordons , Armínios e Tins não é novidade na história brasileira.


Mas nem por isso a influência desses coringas deixa de trazer problemas no trato de interesses e agendas, nem sempre tão complementares quanto eles.


Tome-se a encruzilhada do país nos dias que correm.


Dois de seus principais desafios consistem em elevar a taxa de investimento e reverter o estiolamento da base industrial.


Armínio e Aécio Neves deram uma entrevista ao jornal Valor, no início de maio, em que o coordenador econômico da candidatura tucana expõe seu modus operandi ao tecer críticas à ação oficial nessa área.


Entre outras coisas, o amigo de Geithner manifesta sua desaprovação ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Talvez a coisa mais certa que o governo fez nessa frente.


Criado na crise de 2009, o programa garante crédito barato de longo prazo à aquisição de bens de capital, desde que apresentem 60% de conteúdo nacional.


O mesmo critério incômodo foi incorporado ao regime de partilha, que rege a exploração soberana do pré-sal brasileiro.


Todas as encomendas associadas à exploração das reservas bilionárias devem incluir 60% de conteúdo fabricado no país.


Compreende-se a má vontade.


Nos idos tucanos, quando Armínio pontificava, dizia-se que a melhor política industrial para uma nação em desenvolvimento é não ter política industrial alguma.


Com Armínio no comando (aqui, no Brasil) voltaríamos aos domínios dessa fé inquebrantável na capacidade dos livres mercados para alocar recursos com maior eficiência, ao menor custo.


O veículo por excelência dessa ubiquidade é o capital financeiro, dotado de alguns requisitos.


A saber: liberdade irrestrita de ir e vir, um Banco Central complacente e condições adequadas para impor sua remuneração pelos serviços prestados.


Se alguém disser que nessa chocadeira vingou o ovo do colapso neoliberal de 2008 não estará longe de uma verdade sintética acerca do ocorrido.


O amigão de Armínio ajudou na choca.


Quando presidente do Fed regional, de Nova Iorque, Geithner defendia que os bancos podiam reduzir suas reservas de segurança e alavancar operações , mesmo sem ter caixa para honrá-las, se necessário.


Deu-se o que se sabe. E agora se sabe que quando se deu, Geithner lembrou-se de Armínio – ‘competente e confiável’, afiançou ao presidente norte-americano, para ajudar a resolver o melê.


Hoje, no Brasil, essa linha de pensamento nomeia o arrocho fiscal, de consequências sabidas, como a principal alavanca corretiva para destravar o crescimento da economia.


Trata-se de recuar o Estado para o mercado agir e a sociedade prosperar. É o que dizem.


Nunca é demais repetir que essa reordenação vigora há alguns anos em países europeus, sob ajuste da troika.


Neles se colhe taxas de desemprego de 11,5% a 50% (entre os jovens); as contas públicas se distanciam do equilíbrio; o crédito mingua, a atividade econômica rasteja e a juventude migra. Mas a extrema direita floresce: sua bandeira é substituir a desordem resultante por uma ordem policial atuante.


Em nenhuma outra dimensão da luta política nesse momento a pauta do país é tão esfericamente blindada e impermeável quanto na área econômica.


Discute-se como se não existisse a opção de cortar os juros para a construção de um equilíbrio que poupe o investimento público em programas sociais e em infraestrutura.


Sim, é verdade, na era das finanças desreguladas o comando do Estado sobre a taxa de juros é limitado pelo poder de chantagem dos capitais que respondem à ‘afronta’ com fugas maciças levando a uma crise nas contas externas.


Mas também é verdade que tudo se passa como se o recurso do controle de capitais não figurasse no cardápio econômico mundial, embora seja tolerado até pelo FMI.


A invisibilidade imposta a essas angulações é parte da encruzilhada brasileira.


Ao afunilar o horizonte do país num labirinto repetitivo desemboca-se, inapelavelmente, no paredão do arrocho onde estão escritos os mandamentos seguidos pelos Armínios e assemelhados.


É impossível desmontar essa ciranda sem afetar os interesses da alta finança.Razão pela qual respeitados economistas cogitam alguma forma de controle de capitais numa reordenação macroeconômica para retomada do crescimento.


Se o PT avançará nessa direção num eventual segundo governo Dilma é incerto. Depende em grande parte da correlação de forças interna e externa.


Agora, imaginar que um potencial presidente do Fed americano possa agir contra seus camaradas de fé, em defesa do país, equivale a aceitar que Lincoln Gordon operou o golpe por amor à democracia.

Leia mais:

LULA: AÉCIO MENTIU SOBRE NAUFRAGA !

Posted: 15 Oct 2014 04:43 PM PDT


Imagine, leitor, se Lula tivesse dado dinheiro público a algum parente durante seu governo. A mídia e a oposição não se contentariam com impeachment. Possivelmente, exigiriam pena de morte. De preferência, por imersão do petista em óleo fervente.
Para que se possa mensurar o nível de intolerância da imprensa, do Ministério Público, do Judiciário e da Polícia Federal com petistas e o nível inacreditável de tolerância com tucanos, basta lembrar que um dos filhos de Lula foi julgado e condenado pelos meios de comunicação por uma empresa com a qual se associou ter tido relações com o governo do pai.
Pois bem: na edição de terça-feira (14) da Folha de São Paulo, em matéria escondidinha no “caderno especial” sobre as eleições – e, claro, sem chamada alguma na primeira página –, o jornal relata um escândalo surpreendente: quando governou Minas Gerais, Aécio Neves deu dinheiro do Estado diretamente a empresas de sua família. No caso, algumas rádios.
A matéria da Folha escandaliza por revelar um nível quase inacreditável de, ao menos, espantosa incúria dos governos do PSDB de Minas Gerais com a “res publica”, razão pela qual a matéria espantosa saiu muito bem escondida no jornal da família Frias. Talvez por isso, ao fim da manhã do dia da publicação, essa matéria tenha ganhado pouco destaque.
Confira, abaixo, a denúncia – pero no mucho – da Folha.

Clique aqui para visitar a página original da matéria
O escândalo foi descoberto em 2011. A Folha diz que, naquele ano, “o PT pediu que o Ministério Público investigasse a publicidade nas empresas da família [de Aécio]”. Porém, o que o jornal não diz é que a descoberta decorreu de um dos fatos que mais depõem contra um político que, tragicamente, tem chance de governar o Brasil (!).
Leia, abaixo, matéria do portal G1 de abril de 2011

Clique aqui para visitar a página original da matéria
Esse é o homem que nos gera o risco de que venha a governar o país.
Continuando. De fato, foi o PT de Minas Gerais que pediu para o Ministério Público investigar pagamentos que o governo Aécio Neves fez à família do então governador daquele Estado entre 2003 e 2010. Porém, o que a matéria não diz é como foi que o PT descobriu, em 2011, que o agora ex-governador mineiro se beneficiava PESSOALMENTE daqueles pagamentos.
Quase um ano após a detenção de Aécio no Rio de Janeiro por supostamente estar dirigindo embriagado – já que se recusou a fazer o teste do bafômetro –, o Ministério Público de Minas Gerais instaurou inquérito civil, a pedido do PT, para investigar repasses feitos entre 2003 e 2010 pelo governo mineiro à rádio Arco Íris, de propriedade da família do tucano.
Além de Aécio, também consta no inquérito MPMG-0024.12001113-5 a irmã dele, Andrea Neves, responsável pelo controle de gastos do governo mineiro com comunicação durante o governo do irmão.
Mas como foi que o PT descobriu tudo isso? Simplesmente porque o veículo que Aécio dirigia quando foi detido em 2011 no Rio por dirigir com a carteira de habilitação vencida e por ter se recusado a fazer o teste do bafômetro pertencia a ninguém mais, ninguém menos do que à emissora de rádio da família do tucano.
Aécio dirigia um jipe Land Rover, placas HMA-1003, comprado em novembro de 2010 em nome da emissora.
Sem a detenção de Aécio na blitz da lei seca no Rio em 2011, nada disso teria sido descoberto. E quem diz não é este Blog, mas outro jornal que, tal qual a Folha, apoia o PSDB: o Estadão. Por isso, esse jornal publicou em 2012, também sem destaque e sem continuidade, a matéria que você pode conferir abaixo.


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Como se viu na matéria recente da Folha, o caso não deu em nada porque, tal qual ocorre em São Paulo, a ditadura tucana mineira cooptou o Ministério Público local. O então procurador-geral do Estado, Alceu Marques, encerrou o caso sem sequer verificar os valores que o Erário de Minas Gerais doou às rádios da família de Aécio e, como prêmio, foi nomeado secretário do Meio Ambiente pelo governo tucano que os mineiros acabam de rejeitar nas urnas.
Se tudo que vai acima não o convenceu de que pôr alguém como Aécio na Presidência seria um suicídio coletivo do povo brasileiro, a menos que você esteja sendo pago pela campanha tucana é melhor que procure, com urgência, tratamento psicológico.

Do Blog da Cidadania.
Posted: 15 Oct 2014 04:35 PM PDT

Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania

"Aécio Neves começou a debater ontem (14) com Dilma Roussef na tevê Bandeirantes ostentando um sorriso irônico que evidenciava que ele acreditava que a adversária seria presa fácil. Ledo e Ivo engano. Dilma não apenas não foi presa como tampouco foi fácil.

No primeiro e segundo blocos do programa, o sorrisinho continuava brotando logo abaixo dos olhinhos tucanos. Mas foi no terceiro bloco, quando Aécio tocou no tema corrupção, que a adversária arrancou o sorriso de seu rosto ao citar escândalos que o envolvem.
Posted: 15 Oct 2014 04:27 PM PDT


"Administração de Dilma Rousseff (PT) é aprovada por 40% dos entrevistados na última pesquisa Datafolha; no levantamento anterior, a taxa dos que classificam o governo como ótimo ou bom era de 39%; já os que desaprovam o governo, ou seja, consideram como ruim ou péssimo, são 21%, ante 22% da pesquisa anterior; os que classificam como regular somam 38%, mesmo patamar da pesquisa anterior
Brasil 247

A administração de Dilma Rousseff (PT) é aprovada por 40% dos entrevistados na última pesquisa Datafolha, feita na terça-feira (14) e nesta quarta (15). No levantamento anterior, de 9 de outubro, a taxa dos que classificam o governo como ótimo ou bom era de 39%. Já os que desaprovam o governo, ou seja, consideram como ruim ou péssimo, são 21%, ante 22% do levantamento anterior. Os que classificam como regular somam 38%, mesmo patamar da pesquisa anterior. 1% não souberam responder.

Em média, a nota atribuída ao governo é 6,2, valor que se manteve inalterado.

O Datafolha ouviu 9.081 eleitores em 366 municípios. O nível de confiança do levantamento é 95%. O registro do estudo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR 01098/2014."
Posted: 15 Oct 2014 04:22 PM PDT

O candidato do PSDB, Aécio Neves, estava atipicamente nervoso. Depois de empate no primeiro bloco, a candidata petista Dilma Rousseff deixou o adversário nas cordas no segundo, ao lembrar que o adversário construiu aeroportos nas duas regiões onde a família dele tem terras: Cláudio e Montezuma, em Minas Gerais.



Além disso, a petista golpeou duramente o tucano, depois de uma discussão sobre corrupção, ao falar sobre nepotismo: segundo ela, Aécio emprega seis parentes no governo mineiro. Dilma frisou: eu não tenho parentes no governo.

No terceiro bloco, Dilma voltou ao ataque, de forma indireta. Sua primeira pergunta foi sobre violência contra a mulher. Não mencionou a acusação do jornalista Juca Kfouri de que Aécio agrediu a namorada num hotel do Rio de Janeiro.

No quarto bloco, a petista voltou a encaixar um bom golpe ao dizer que “não sai a passeio” de Minas Gerais, enfatizando que Aécio Neves perdeu em primeiro turno as eleições no estado que governou.

A petista também foi bem quando afirmou que Aécio ingressava no campo da “fabulação” e da “lenda” ao comparar os programas sociais do governo Fernando Henrique Cardoso com os desenvolvidos nos governos Lula/Dilma e ao justificar os empréstimos do BNDES a Cuba.

Dilma frisou que os programas sociais dos tucanos, no período de FHC, atendiam apenas 5 milhões de pessoas, contra mais de 40 milhões agora.

A audiência do debate da Band ficou acima da expectativa: chegou a bater em 12 pontos, superando tanto a Globo quanto a Record.

Não foi um 7 a 1, mas Dilma ganhou o debate.

Luiz Carlos Azenha
No Viomundo


Posted: 15 Oct 2014 04:15 PM PDT
Posted: 15 Oct 2014 04:12 PM PDT

O ex-ministro José Dirceu conta que uma de suas avós em Minas Gerais – ele é de lá, de Passa Quatro, nas terras altas da Mantiqueira — quando queria dizer que alguém foi mal, partia para uma constatação breve: “(fulano) apanhou de chinelo até chorar”.

Foi isso que aconteceu ontem com o candidato demotucano ao Planalto, senador Aécio Neves, no debate da Rede Band, o primeiro da campanha eleitoral do 2º turno. O senador Aécio apanhou, não chorou, mas a cara de decepção e tristeza — às vezes de enfado até — do mediador, jornalista Ricardo Boechat, dizia tudo.

A presidenta Dilma dominou o debate o tempo todo. Ela escolheu e impôs os temas, o ritmo do confronto e colocou o candidato demotucano na defensiva. Aécio parecia um principiante, um amador. Assustado com a altivez e segurança da presidenta ele partiu para a ignorância, agredindo-a. A presidenta se manteve altiva e serena.

Presidenta dominou o debate do começo ao fim

O senador passou a se esconder na arrogância e na ironia, com um sorriso falso no rosto toda vez que a presidenta o confrontava com os fatos. Como com os escândalos não investigados, impunes, simples e lamentavelmente arquivados do governo FHC. Estes e outros, como os do nepotismo e empreguismo do próprio Aécio no governo de Minas (2003-2010), seus gastos com propaganda — parte feitos em rádios de sua família —, o aeroporto construído em Cláudio (MG) com recursos públicos para sua família e em terras da família, do tio-avô Múcio Tolentino…

E olha que a presidenta fez uma lista pequena dos escândalos impunes e não investigados do governo FHC (mais de 40 escândalos nos 8 anos de 1995 a 2002), como o da compra de votos para aprovar a emenda da reeleição, o do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), o da “pasta rosa” (conluio de tucanos com banqueiros). Da mesma forma que arrolou poucos dos muitos escândalos dos 8 anos de governo Aécio em Minas, como esse da construção do aeroporto para presentear a família, o desvio de R$ 7,5 bi da Saúde…

Ontem o Brasil pode, então, conhecer melhor o candidato tucano que foi incapaz de apresentar qualquer proposta para o país. Ele se perdeu num discurso de ódio e rancor contra o PT e de negação de todo e qualquer avanço nesses últimos 12 anos, esteve perdido, errante e errático, a não ser para dizer que vai continuar tudo o que fizemos na área social.

Promete continuar programas sociais como se fossem dissociados da política econômica

Promete, visivelmente sem convicção e sem convencer, que vai continuar tudo o que os governos Lula e Dilma fizeram na área social como se esta área fosse separada, ou não dependesse da política econômica que Lula/Dilma implantaram. Política econômica que o futuro — nunca — ministro da Fazenda de Aécio, Armínio Fraga, promete rever começando pelo papel dos bancos públicos e pelo cálculo do salário mínimo, duas de suas medidas impopulares que o candidato demotucano não teve coragem de defender.

Confrontado com a memória dos governos tucanos, com o que marcou suas gestões, como desemprego, inflação alta, baixo crescimento, e endividamento, Aécio se escondeu e se apequenou. Principalmente quando confrontado de novo com dados sobre segurança, educação e saúde em seus governos em Minas.

Quando confrontado, então, com sua derrota na eleição do último dia 5 para governador de Minas e presidente da República em seu Estado, disse candidamente que não era o governador e sim senador, dando a entender que quem perdeu a eleição foi seu sucessor e o vice-governador que assumiu o governo em maio último.

Uma vergonha! Uma covardia só!



Posted: 15 Oct 2014 04:05 PM PDT
Sobre ontem à noite
Não é fácil debater com Aécio Neves, como ficou claro ontem.

Aécio tem um atributo clássico em políticos tradicionais, ou em demagogos, caso você prefira uma palavra mais exata: a capacidade de simular indignação e, assim, comover as pessoas mais crédulas e inocentes.

Vê-lo em ação me lembra, sempre, uma passagem de Orestes Quércia num Roda Viva. Quércia fingiu indignar-se com uma pergunta e chegou a se levantar da cadeira para tentar agredir fisicamente, aspas, o autor dela.

Mas estava claro, a quem não era tão ingênuo assim, que Quércia estava tão calmo naquele momento como se estivesse tomando uma cerveja com amigos num domingo de sol.

No debate da Band, Aécio recorreu à indignação calculada quando Dilma mencionou o nepotismo que o marca como administrador.

O nepotismo é a maior negação da meritocracia, uma palavra que Aécio usa com obsessão nesta campanha como alternativa ao “aparelhamento” petista.

A maior expressão do nepotismo de Aécio — longe de ser a única — é sua irmã, Andrea Neves. Como é amplamente sabido, Andrea trabalha com Aécio e é uma das pessoas que mais o influenciam.

O marido de Andrea, Luiz Marcio, é quem cuida da agenda de Aécio na campanha.

Citada Andrea, o talento de Aécio para simular indignação jorrou no debate da Band.

Ele chamou Dilma de “leviana” e disse que ela tinha a obrigação de dizer o que Andrea fazia.

É uma pena que o debate seja tão engessado, e que Dilma não tenha demonstrando presença de espírito para continuar no assunto para expor a falácia de Aécio sobre a irmã.

Dilma não é uma debatedora natural, e isso pode custar caro a ela em enfrentamentos com um adversário com uma carga mínima de escrúpulos.

A mesma falsa indignação apareceu quando veio à tona o aeroporto que Aécio mandou construir, com dinheiro público, numa fazenda da família.

Aécio reagiu no mesmo tom com que respondeu a Luciana Genro quando esta o enquadrou num debate no primeiro turno.

Há aí um traço peculiar de Aécio. Com Dilma e Luciana, ele foi extremamente incisivo ao defender o indefensável, o aeroporto privado pago com dinheiro público.

Com Bonner, quando o tema foi levantado na sabatina do Jornal Nacional, o tom foi bem diferente, nada áspero. Bonner não foi chamado de “leviano”, ou coisa do gênero.

Outra característica que torna complicado debater com Aécio é a sem cerimônia com que ele aponta nos outros defeitos que ele próprio tem em alta dose.

Várias vezes, no debate de ontem, ele acusou Dilma de “falta de generosidade”, e de não reconhecer erros.

Alguma vez Aécio reconheceu qualquer erro? Ele mostrou algum traço de generosidade nos debates?

No extremo oposto disso, ele repetidas vezes tentou ontem usurpar os méritos do Bolsa Família.

A paternidade do Bolsa Família, repetiu Aécio, seria não de Lula, mas de FHC. Ora, durante muito tempo o programa foi desprezado, por Aécio e tucanos, como Bolsa Esmola.

Agora o pai é FHC?

O repertório demagógico de Aécio é vasto. Ele disse ontem, mais uma vez, que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa se demitiu, conforme consta de uma ata da empresa.

Ora: todo mundo sabe como funciona o cerimonial em tantas corporações e governos. A pessoa é despedida e, oficialmente, pede demissão.

Tivemos, há pouco, o caso de Patrícia Poeta na Globo. No comunicado da Globo, depois de excelentes serviços prestados ao JN, ela estava saindo porque desde o começo estipulara que ficaria três anos no posto, conforme registrado em seu contrato.

Haverá outros debates.

Aécio seguirá em seu tom. Dilma tem que se preparar melhor. Não estou dizendo que ela tenha que ser demagoga, ou cínica, ou falaciosa como seu adversário.

Mas tem que ser mais rápida e mais convincentes nas respostas, e não abandonar assuntos como o do nepotismo enquanto não forem esgotados.

Na economia, isso é particularmente importante.

Aécio faz um corte maroto e diz, insistentemente, que o Brasil cresce menos que os vizinhos.

Há copiosos dados — de organismos internacionais — que dão contexto justo e esclarecedor ao estado da economia do Brasil.

A poderosa Alemanha está em recessão, a recuperação econômica americana não veio e até a China cresce a taxas tímidas se comparadas às de alguns anos atrás.

Minas mesmo: dados do IBGE mostram como a economia de Minas, em anos sob Aécio, cresceu bem menos que os vizinhos.

Nos próximos debates, Dilma não deve agir como Aécio, porque seria péssimo para os brasileiros serem manipulados não por um dos candidatos, mas por ambos.

Mas ela poderia incorporar um pouco, ou muito, do espírito de Luciana Genro.

Paulo Nogueira
No DCM


Posted: 15 Oct 2014 03:48 PM PDT

Nota sobre declaração do candidato Aécio Neves

15/10/2014

"Ontem, o candidato Aécio Neves mentiu no debate da TV Bandeirantes ao falar que eu teria convidado Armínio Fraga para permanecer no Banco Central após o término do governo Fernando Henrique Cardoso. Nunca fiz esse convite. É lamentável um candidato falsificar fatos históricos em um debate para a Presidência da República."

Luiz Inácio Lula da Silva


Posted: 15 Oct 2014 03:44 PM PDT

 

Blog da Helena — Rede Brasil Atual quarta-feira, 15 de outubro de 2014

 

Tela do TCE-MG fora do ar durante e depois do debate na Band

No debate da Band, Dilma disse que Aécio teve ressalva na aprovação de contas de Minas, por desviar verbas da saúde no valor de 7.6 bilhões.

Aécio tentou dizer que era mentira.

Dilma insistiu e falou que o telespectador poderia comprovar que era verdade, entrando no site do TCE-MG (Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais).

Estranhamente o site do TCE-MG saiu do ar.

O órgão tem forte influência dos tucanos mineiros, aliados de Aécio.

Vale lembrar que os tucanos tem histórico de engavetamento, e esconder escândalos.

Os aliados de Aécio Neves tem fama histórica por tentar calar a imprensa.

VEJA O LINK DO SITE:

http://www.tce.mg.gov.br/

Fora do ar até depois do fim de debate. (Com a dica do TV Tudo)

Mas esta notícia confirma que Aécio mentiu e Dilma falou a verdade:




__________________________

 PITACO DO ContrapontoPIG
Só não viu quem não quis :
Dilma mostrou seriedade e racionalidade. Aécio esbanjou cinismo e mentira

_________________________ 
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Posted: 15 Oct 2014 03:41 PM PDT
Do Facebook - 15/10/2014 

 

Só para a gente não se esquecer:

1. Nosso indicador de igualdade social é dos piores do mundo;
2. Nossas escolas públicas não ensinam tudo o que precisamos;
3. Nossos hospitais estão longe de oferecer o atendimento que gostaríamos;
4. O transporte de massa atrasa nossas vidas;
5. Há emprego, mas o salário está longe de ser suficiente para dar o conforto material.


Todos os indicadores mostram que tudo isso mudou para melhor nos últimos 10 anos:

1. Estamos combatendo a fome e a desigualdade;
2. Nunca houve tanto acesso ao ensino em toda nossa história;
3. Hoje, há médicos onde antes só havia doença;
4. Nossa mobilidade aumentou e o acesso à água, esgoto, luz, telefone e internet é cada vez mais amplo;
5. Ao contrário do passado recente, os salários mais baixos ganham da inflação.


Claro que tudo isso é pouco, muito pouco.
Por isso, todos queremos mais.
E qual é a fórmula mágica para ter mais?

1. Continuar reduzindo as desigualdades;
2. Melhorar salários e condições de trabalho para ter um ensino melhor;
3. Ampliar o acesso à saúde e aos tratamentos médicos;
4. Continuar investindo maciçamente em infra-estrutura;
5. Distribuir nossa riquezas em primeiro lugar aos que mais precisam.
E o que fazem a polícia, os políticos, a justiça e a imprensa?
1. Insistem em tratar ricos e pobres como se fossem brasileiros diferentes;
2. Consideram que o problema da educação é dos outros e não de todos nós;
3. Combatem iniciativas que aumentam o acesso do mais pobres aos serviços essenciais;
4. Dizem que tudo o que está sendo feito serve apenas de alimento à corrupção;
5. Pregam a redução do Estado, para entregar todas as nossas riquezas a grupos estrangeiros que só querem lucro.

O que nós podemos fazer?

1. Não podemos aceitar em silêncio ao extermínio nas periferias;
2. Não podemos admitir que a Petrobras seja desmoralizada, para que o dinheiro do Pré-sal deixe de ir para a educação e vá para os rentistas das bolsas de valores;
3. Não podemos parar de levar saúde de qualidade para os brasileiros que moram longe;
4. Não podemos deixar que tantas obras importantes feitas de Norte a Sul, em todo o país, sejam interrompidas;
5. Temos que Taxar os Ricos, Reformar os Poderes e Regular os Meios de Comunicação.

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Posted: 15 Oct 2014 03:34 PM PDT
Posted: 15 Oct 2014 03:29 PM PDT


Dilma: a vingança de Vargas contra Carlos Lacerda

Por
Rodrigo Vianna, na Revista Fórum


Se Dilma ganhar, essa eleição vai significar também a vingança de Getúlio Vargas contra  o “lacerdismo”.

Sei que o tempo presente nos chama. Mas um pouco de História vai bem. Na verdade, vou falar de um passado que é  presente…

Vocês sabem que Carlos Lacerda (foto ao lado) foi o governador do Rio (e jornalista, e dono de jornal) que fazia oposição violenta contra Getúlio Vargas e o trabalhismo – isso tudo lá nos anos 1950 e 1960.

Chamado de “O Corvo” pelos getulistas, Lacerda era bancado pelos EUA. E tinha apoio de uma classe média furiosa com os direitos trabalhistas, com a criação da Petrobrás e com a entrada em cena da “ralé” (que passava a definir eleições – votando em Vargas ou nos candidatos apoiados por ele).
Qual era o discurso de Lacerda? Vargas seria um “corrupto”, um “bandido comandando uma quadrilha”.

Isso lembra alguma coisa a vocês?

Em 1954, o cerco se apertou. A imprensa passou a falar em “Mar de Lama” no governo. Vargas foi cercado no palácio. E num gesto dramático (esse papo de que no Brasil não há conflitos, e de que tudo se resolve “na boa”, é balela!) o presidente meteu uma bala no peito.

Ali, Vargas virou o jogo. O povão que começava a ser influenciado pela campanha midiática anti-Vargas, ficou do lado do morto.

Não preciso dizer que “O Globo” e quase toda a imprensa estavam ao lado de Lacerda contra Vargas.

O povão queimou carros e gráfica da família Marinho em 1954 – pra se vingar.

Pois bem, o conservadorismo brasileiro é tão pouco criativo que nem disfarça.

Saltemos ao século XXI… Em 2006 (quando o PSDB imaginava que Lula seria derrotado fragorosamente graças ao “Mensalão”), FHC lamentava “a falta que faz um Carlos Lacerda para tocar fogo no palheiro” (leia aqui).

Na falta de um Lacerda de verdade, o PSDB terceirizou (eles são bons nisso): surgiram dezenas de lacerdinhas nos jornais, rádios, TVs e na revista da marginal. São blogueiros e jornalistas que fazem a agitação verbal para o PSDB – reproduzindo o mesmo discurso que hoje escutamos nas ruas: “o PT é uma quadrilha que precisa ser escorraçada”.

Na campanha de 2014, Aécio Neves surfa nessa onda. Aproveita também os erros do PT e – sem programa que não seja arrocho e desemprego – Aécio tenta ganhar a eleição no grito: “Fora, PT”, “abaixo a corrupção”.

No debate da Band, qual foi a grande “sacada’ de Aécio? Dizer que o Brasil vive um “Mar de Lama”.
Hehe… É a mesma palavra de ordem dos que levaram Vargas ao suicídio em 1954. A direita é a mesma.

Só que Dilma não vai meter bala no coração. Não. Dilma disparou de volta, na testa de Aécio.
O rapaz mineiro (que fala em meritocracia, mas vive do que herdou da família) ficou atônito quando Dilma falou nos casos de corrupção do PSDB, e falou no episódio do aeroporto construído dentro da fazenda de um tio de Aécio. Falou também dos casos de nepotismo (Aécio empregou meia dúzia de parentes no governo de Minas).

O rapaz perdeu o rebolado.

Se Aécio fosse um monge budista, ainda assim esse discurso moralista de que “todo o problema do Brasil é a corrupção” não faria sentido (e a desigualdade? e o racismo? e a violência policial? e o poder do sistema financeiro? e o poder da Globo? Nada disso importa, né…).

Mas pior: Aécio não tem moral pra falar em corrupção. Nem em bons costumes. Ele é o típico falso moralista – acusado até de bater na mulher.

Aécio foi desmascarado por Dilma no debate da Band.

Verdade que o “Mar de Lama” de Aécio foi parar na capa do “Estadão”. O combalido diário paulistano vibrou: a Família Mesquita (dona do jornal, apesar de endividada) deve ter achado que voltaram os bons tempos: uma manchete com cheiro de anos 50 - lembrou-me @pedrozm / Pedro Malavolta via twitter (a mensagem dele foi a inspiração para esse textos).

Com seu “Mar de Lama”, Aécio cheira (ôps) a naftalina. É o passado que volta à cena, com um terno bonitinho e sotaque mineiro.

E o passado precisa ser derrotado de vez.

Dilma, como venho dizendo desde 2010, significa o (re) encontro do PT com o varguismo. Dilma traz a herança  brizolista, trabalhista, foi do velho PDT. Ela se formou nessa tradição.

Se Dilma ganhar (e tem toda as condições pra isso, numa batalha que será duríssima), será a vitória de Vargas contra Lacerda. Só que dessa vez o tiro será disparado contra o outro lado.

Um tiro no lacerdismo rastaquera de Aécio, com seus aeroportos feitos em fazendas da família, com seus parentes no governo, com sua irmãzinha que tenta calar a imprensa.

Lacerda ainda tinha estilo. Aécio só tem a Globo, a Veja e seus lacerdinhas amestrados.

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Posted: 15 Oct 2014 08:07 AM PDT

15/10/2014
Aecio_Surfista01
Há uma diferença radical de trajetórias entre Aécio Neves e Dilma Rousseff e também entre a maneira como eles reivindicam as suas biografias.
Katarina Peixoto
Dos 17 aos 21 anos, Aécio Neves vivia no Rio com a família. Seu pai chegou a ser deputado federal da Arena, partido sustentáculo da ditadura. Segundo o site da Câmara dos Deputados, neste período, ele teve um cargo de secretário de gabinete parlamentar na Câmara Federal, localizada em Brasília, embora morasse no Rio.
Durante esses anos, conforme relatos publicados na imprensa brasileira, Aécio foi um “menino do Rio”, que gostava de surfar, de festas e estudava em escolas de elite. Entre 1977 e 1981, período em que o Brasil vivia sob ditadura civil-militar, o jovem de família ligada à Arena, partido de sustentação da ditadura, gozou a vida enquanto o Brasil vivia sob o tacão de um regime ilegítimo.
Como todo regime autoritário, a ditadura brasileira tinha na oligarquia do país o seu sustentáculo da manutenção do poder via a censura e controle da imprensa (que só podia existir como cúmplice) e a força bruta: a tortura, a perseguição e o desaparecimento de dissidentes.
Dos 17 aos 21 anos, Dilma Rousseff resistia à ditadura civil-militar. Segundo ela mesma e os documentos da época, engajou-se na resistência armada que reagiu ao Ato Institucional nº 5 e foi, entre os 18 e 21 anos, barbaramente torturada, pelo governo que tinha, entre outros sustentáculos, a família do candidato Aécio, filho ele mesmo de um deputado da Arena.
Entre 1977 e 1981, Dilma Rousseff morava em Porto Alegre. Estudou, casou, teve uma filha, reerguendo a própria vida e tomando parte na resistência democrática e na luta pela reabertura do país, pelas eleições diretas, pela anistia, pelo fim da ditadura, pela democracia.
A trajetória de Dilma não começou em Porto Alegre, assim como a de Aécio não começou no gabinete de Sarney, onde esteve, por ser neto de Tancredo Neves.
Não é correto, a não ser que se defenda, como o candidato Aécio defende, a redução da maioridade penal, atribuir responsabilidade penal a adolescentes.
Mas é correto, quando se tem compromisso com a democracia, levar a memória, a história e as responsabilidades a sério. A origem social de ninguém, numa democracia, deve ser destino, e menos ainda garantia. Por isso, é inegável reconhecer esta diferença tão radical de trajetórias dos candidatos e da maneira como eles reivindicam as suas biografias; uma candidatura é representante da democracia e da luta histórica pela democracia; outra, da oligarquia e da luta histórica contra a democracia. Em nome dessa luta e de sua legitimidade histórica, é preciso que Aécio seja derrotado pela democracia.
Nota da redação aos desavisados: É óbvio que Carta Maior não teve acesso às imagens do candidato Aécio quando jovem surfista no Rio. O grotesco é intencional, deliberado e atende a propósitos ostensivamente pedagógicos.
Posted: 15 Oct 2014 07:55 AM PDT

O debate da Band costuma ser o que decide a eleição. Em 2006, Geraldo Alckmin parecia ter ganho o debate de Lula. Este blogueiro foi contra a corrente e disse que achava o contrário. Em 2010, Dilma foi pra cima de Serra quando a sua vantagem diminuía em relação a ele e estava em 4%. A carta do Paulo Preto lhe foi tascada na testa. E Serra tremeu. Hoje, Dilma jantou Aécio. Aeroporto de Cláudio, agressão a mulheres, condenação por não investir o necessário na saúde, entre outras coisas, fizeram o tucano ficar completamente fora do prumo.

O que estava em jogo neste debate da Band não era a massa de eleitores, mas as suas militâncias e o percurso da campanha. Ou seja, se a linha estava correta para os 10 dias que se seguem. Dilma venceu fácil esse desafio.

Aécio fez um discurso do “pois bem telespectador” e do “o Brasil quer mudança”. Dilma foi pra cima na desconstrução da imagem do candidato e na demonstração de que ele não tem o que apresentar para implementar se sair vitorioso.

No primeiro bloco, Aécio empatou com Dilma. Na hora de falar sozinha, sem confronto, Dilma não é tão boa.

Mas na hora do pau a pau, do confronto cara a cara, deu pena de Aécio. Parecia a disputa entre a mulher que viveu uma vida dura e sabia sair das dificuldades contra o mauricinho do Leblon. O garotão que se acha bom porque sabe mentir na hora certa.

Quando Dilma lhe perguntou sobre a Lei Maria da Penha, Dilma falava da reportagem que Juca Kfouri publicou. Você pode ler aqui. Na época, estupefato, este blogueiro não deu bola para a defesa que um colega de blogosfera fez de Aécio e foi entrevistar Juca. Porque outros amigos haviam lhe confirmado a mesma coisa, que de fato havia tido agressão na festa.

Quando Dilma lhe acusou de não cumprir o orçamento da saúde, Aécio tentou desmentir. Mas o processo continua em aberto. E o candidato do PSDB tentou tirar essa matéria da Fórum do ar via Google, mas não conseguiu.

Foi um massacre. Dilma jantou Aécio com palitinhos. Não precisou nem de garfo e nem de facas. E mais do que isso, lhe enfiou um excelente apelido Aécio Fabulação. No universo de Aécio, ele fez o melhor governo da história de Minas. Mas perdeu a eleição por lá. A máscara de Aécio caiu no debate da Band. E esse debate é o decisivo. Se Dilma abrir vantagem agora, o debate da Globo conta muito pouco e passa a não valer muita coisa.

Aécio foi completamente derrotado. Dilma fez o que precisava. E animou a militância de esquerda que é a que está ao seu lado na sua eleição.

Renato Rovai


Posted: 15 Oct 2014 07:25 AM PDT


"Será isso o que explica a cara fechada dele, os olhos fechados, a boca crispada ?


Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada

Em debate da Rede Bandeirantes, na noite da última terça-feira (14), a primeira exposição foi da Presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff. Acompanhe as frases de Dilma:

Quero avançar ainda mais na educação. Peço humildemente o voto de vocês pra continuarmos levando o Brasil pra frente.

Quem tem, hoje, o compromisso para gerir o novo ciclo de desenvolvimento no país, para avançarmos mais?

É o momento de você se perguntar: quem tem compromisso com os trabalhadores, para manter suas conquistas e seus direitos?

Uma campanha numa eleição, é um momento decisivo pra que todos nós reflitamos sobre o futuro do Brasil

Acho estarrecedor que o sr. venha falar pra mim de creches. Mais de 2 mil creches construídas e mais 4 mil em construção

O senhor (Aécio), recentemente teve uma condenação no STF, por ter contratado funcionários públicos sem concurso público

Pergunto ao Aécio: O que está em questão é se vai ou não vai continuar tendo emprego no Brasil. O que o senhor fará para criar empregos?

Está em questão se vai ou não continuar havendo emprego

Nós empregamos 12 milhões de pessoas, enquanto o mundo desempregou 100 milhões
Só quem nunca esteve desempregado pode achar que uma pessoa sem emprego está melhor do que uma pessoa com emprego

O senhor está inventando uma história que não existe. O Bolsa Família não tem parentesco com os programas tucanos
Nós estamos fazendo um esforço imenso pra colocar todas as crianças de 0 a 3 na creche.
É importante lembrar que a história das creches está mal contada. O sr. não entende dessa questão.

Quantas crianças de 4 e 5 anos estão nas pré-escolas? 89%. Por isso é possível universalizar até 2016


Demos extrema atenção à formação científica e tecnológica com o Ciência Sem Fronteiras
Nos 10 anos do governo do senhor e do governador que o sucedeu em MG, as taxas de homicídio cresceram 52%

O senhor sabe que, pela CF, é dos estados a responsabilidade pela segurança

Nós vamos integrar as polícias e formar os centros de comando e controle, tomando para a União a responsabilidade

Candidato, eu acredito que o senhor não quer que eu diga que a responsabilidade pelo ensino médio é dos estados

Fizemos o Pronatec para tratar o ensino médio como uma questão também profissional

Eu considero fundamental reformar os currículos de ensino fundamental e ensino médio

A reforma vai tornar a educação mais atrativa para o jovem e diminuir o índice de evasão escolar

Nós duplicamos o número de estudantes universitários, voltamos a fazer Escolas Técnicas e fizemos o Pronatec

Dilma defende investimento em Cuba, como  financiamento de empresas brasileiras.

FHC fez financiamento para vender ônibus e ela para serviços de engenharia.

Ressalta o Minha Casa Minha Vida com mais de 3,5 milhões de moradias.

E o Bolsa Familia, que não eram os 5 milhoes do FHC para 50 milhões de Lula e Dilma.

E dizer que o BF nasceu no Governo Feernando henrique – não aplicaram dinheiro em programas sociais.

Estamos aí no capitulo da lenda.

Os brasileiros jamais vão acreditar que o Bolsa Família seja do FHC, chegamos à fabulação

Vocês impediram a criação de Escolas Técnicas Federais, candidato

O financiamento não foi a Cuba, porque não pode ser feito a Cuba, só a empresas brasileiras
O que o senhor (Aécio) está querendo é reduzir o papel dos bancos públicos

No caso dos programas sociais, nós não condicionamos nossos programas à medidas impopulares e choque de gestão

O Minha Casa Minha Vida é o maior programa habitacional já feito no país

No governo FHC, vcs fizeram o mesmo financiamento a Cuba, pra exportação de ônibus
O que o senhor acha da violência contra a mulher? A Lei Maria da Penha foi um gde avanço nesse sentido

O senhor (Aécio) pretende acabar com a secretaria de mulheres da presidência?

Eu estou falando de violência contra a mulher. Nós não nos apropriamos da Lei Maria da Penha, pelo contrário, nós a incentivamos

A Casa da Mulher brasileira que estamos construindo em todos os estados, ela é algo que nós realizamos

No Minha Casa Minha Vida e no Pronatec, as mulheres são maioria, porque priorizamos políticas públicas para elas

Ele provavelmente achava que ela ia medar.

E ele perdeu a cabeça.

Está raivoso, com os olhos fechados, a expressao marcada, e, como sempre cinico: arrogante, machista e irreposnsável – “ela mente !”, “é o mar de lama !”.

O público percebe isso.

Ele faz sucesso com os convertidos e não converte mais nunguém.

Hoje, é proibido o nepotismo. O senhor tem uma irmã, um primo, uma prima e um tio no governo. Eu não tenho parentes lá

Aécio, o senhor está enganado com a decisão do MP. Ele não aceitou a ação criminal, mas mandou investigar a obra

O MP mandou investigar a obra de Claudio por mau uso dos recursos públicos


O terreno fica em terra do seu tio e a chave fica com ele.

Dilma lembra que PGR não tirou aecioporto da forca.

Aecio volta à UDN: mar de lama !

E em Montezuma, pavimentou para beneficiar terra dele e das irmãs

Candidato, seria importante que o senhor dissesse ao telespectador o que ocorreu em Cláudio

Como é que o senhor explica ter construído um aeroporto de R$13,9 milhões na época, no terreno da sua família?

Onde estão todos os envolvidos no mensalão mineiro, no trensalão? Todos soltos. Eu quero todos os culpados presos

Onde estão os envolvidos na compra de votos para reeleição, no caso Sivam, no caso da pasta rosa, no caso do Metro de SP?

Aécio, a minha indignação em relação a tudo o que acontece, inclusive com a Petrobras, é a de todos os brasileiros

A minha disposição a punir todos os investigados que forem culpados, corruptos e corruptores, é total

Nós acabamos com a realidade da impunidade no Brasil
Previsibilidade pra ter a segunda maior taxa de desempregados no mundo, como na época dos governos tucanos?

Em 2002, no governo de FHC, o PSDB tinha a maior taxa de desemprego do mundo, perdendo só para a Índia!
O Pronatec tem 8 milhões de matrículas realizadas. Os programas que o senhor se refere, são pequenos programas pilotos, não têm escala
A educação é prioridade no meu governo. Eu e Lula triplicamos o valor gasto em educação

Pergunta para Aécio: a educação é prioridade no meu governo. Nós triplicamos o investimento em educação. O que o senhor acha do Pronatec?

Com a mesma receita e mesmo cozinheiro, como querem fazer novo prato?,  questionou Dilma sobre Armínio Fraga para eventual ministro da Fazenda.

Foi com o Pronatec que nós pudemos dar oportunidades de profissionalização aos jovens brasileiros

Quem está assistindo pode entrar no site do Tribunal de Contas e ver os números (sobre dinheiro aplicado na saúde)

O senhor tem memória curta. O meu governo garantiu uma inflação controlada, dentro dos limites da meta

Eu acredito que o senhor esqueceu o que ocorria no governo do FHC. Vocês deixaram, por duas vezes, a inflação superar o limite da meta

Diante da crise, mantivemos emprego, salário e continuamos investindo

Nós mantivemos salário e continuamos investindo. No governo tucano, as filas à procura de emprego davam volta nos quarteirões
Dilma lembrou que o candidato a Ministro da Fazenda vai jogar o BB , o BNDES e a Caixa no lixo !

E que MG é o terceiro pior SAMU do Brasil

Quanto ao SAMU, ela disse que Minas é o terceiro pior progama de Samus.

Dilma  falou sobre desvio de recursos e diz que mineiro não cuidou do Samu no Estado.

Aécio Neves (PSDB), na réplica, afirma que as declarações de Dilma são mentirosas e garante que vai tratar de formar mais médicos no Brasil.

Dinheiro destinado à saude para Minas, segundo Dilma, ele não aplicou.

Ela lembra que o PSDB detonou a CPMF e é contra o Mais Médicos.

Enquanto isso, ele não diz que é do PSDB, mas de um conjunto de partidos.
É o seu Ministro da Fazenda, Aécio, que está dizendo que vai diminuir o papel dos bancos públicos

É temerário que alguém proponha reduzir o papel dos bancos públicos

Quem faz a maior parte do crédito para o agronegócio e pra agricultura familiar é o Banco do Brasil

Vocês têm dois pesos e duas medidas. Nunca fizeram programas sociais quando puderam

Aécio, não coloca no meu governo reconhecimento de governo de Minas, que é o 3º pior estado no atendimento do SAMU

Minas tem a segunda maior dívida dos estados brasileiros, e foi governada pelo senhorEu acredito que dois projetos se apresentam. Fizemos o mais profundo processo de distribuição de renda das ultimas décadas. Elevamos uma Argentina inteira à classe média.

Tiramos 36 milhões pessoas da pobreza extrema e elevamos mais de 40 milhões para a classe média.

Todos ganharam, mas ganharam mais os que mais precisavam.

Nós lançamos as bases para um novo ciclo de desenvolvimento. Nesse novo ciclo haverá uma prioridade para a educação.

A educação estará no centro de tudo.

Nós lançamos as bases para um novo ciclo de desenvolvimento, um Brasil moderno, mais inclusivo, produtivo e competitivo.

Considero ser muito importante para o Brasil a discussão de dois valores morais. O primeiro é a igualdade de condições. O segundo é o combate à corrupção.

Tenho certeza que se você conhecer as minhas propostas, você votará em mim no dia 26.

Candidato Aécio, vocês da oposição votaram contra a CPMF. Quando o governo de Minas foi dirigido pelo senhor, vocês não cumpriram a constituição, desviaram mais de R$ 7 bilhões da saúde. O senhor foi contra o mais Médicos. O que o senhor acha da minha proposta de criar o “Mais Especialidades”?
Posted: 15 Oct 2014 07:20 AM PDT

15/10/2014
Aecio_Biquinho01
Dilma jantou Aécio com palitinhos no debate da Band.
Renato Rovai, dica SQN
O debate da Band costuma ser o que decide a eleição. Em 2006, Geraldo Alckmin parecia ter ganho o debate de Lula. Este blogueiro foi contra a corrente e disse que achava o contrário. Em 2010, Dilma foi pra cima de Serra quando a sua vantagem diminuía em relação a ele e estava em 4%. A carta do Paulo Preto lhe foi tascada na testa. E Serra tremeu. Na terça-feira, dia 14/10, Dilma jantou Aécio. Aeroporto de Cláudio, agressão a mulheres, condenação por não investir o necessário na saúde, entre outras coisas, fizeram o tucano ficar completamente fora do prumo.
O que estava em jogo neste debate da Band não era a massa de eleitores, mas as suas militâncias e o percurso da campanha. Ou seja, se a linha estava correta para os dez dias que se seguem. Dilma venceu fácil esse desafio.
Aécio fez um discurso do “pois bem telespectador” e do “o Brasil quer mudança”. Dilma foi pra cima na desconstrução da imagem do candidato e na demonstração de que ele não tem o que apresentar para implementar se sair vitorioso.
No primeiro bloco, Aécio empatou com Dilma. Na hora de falar sozinha, sem confronto, Dilma não é tão boa.
Mas Na hora do pau a pau, do confronto cara a cara, deu pena de Aécio. Parecia a disputa entre a mulher que viveu uma vida dura e sabia sair das dificuldades contra o mauricinho do Leblon. O garotão que se acha bom porque sabe mentir na hora certa.
Quando Dilma lhe perguntou sobre a Lei Maria da Penha, Dilma falava da reportagem que Juca Kfouri publicou. Você pode ler aqui. Na época, estupefato, este blogueiro não deu bola para a defesa que um colega de blogosfera fez de Aécio e foi entrevistar Juca. Porque outros amigos haviam lhe confirmado a mesma coisa, que de fato havia tido agressão na festa.
Quando Dilma lhe acusou de não cumprir o orçamento da saúde, Aécio tentou desmentir. Mas o processo continua em aberto. E o candidato do PSDB tentou tirar essa matéria de Fórum do ar via Google, mas não conseguiu.
Foi um massacre. Dilma jantou Aécio com palitinhos. Não precisou nem de garfo e nem de facas. E mais do que isso, lhe enfiou um excelente apelido Aécio Fabulação. No universo de Aécio, ele fez o melhor governo da história de Minas. Mas perdeu a eleição por lá. A máscara de Aécio caiu no debate da Band. E esse debate é o decisivo. Se Dilma abrir vantagem agora, o debate da Globo conta muito pouco e passa a não valer muita coisa.
Aécio foi completamente derrotado. Dilma fez o que precisava. E animou a militância de esquerda que é a que está a seu lado na sua eleição.
Posted: 15 Oct 2014 07:13 AM PDT
Posted: 15 Oct 2014 07:07 AM PDT


Rodrigo Vianna, Rivista Fórum 

"Vou falar de impressões apenas – sem pesquisas qualitativas, sem nenhuma pretensão de esgotar o assunto. No primeiro bloco do debate da Band, Aécio estava mais solto. Mas Dilma cresceu na hora do confronto mano a mano. Especialmente, no segundo e no terceiro blocos.

Foi um debate tenso demais, com o país dividido como nunca. Isso talvez explique o meio sorriso que escapava da boca do candidato tucano desde os primeiros minutos. Poderia ser um sorriso para disfarçar o nervosismo.

Mas conferia a Aécio Neves um certo ar de arrogância, de deboche – que não cai bem para quem almeja a presidência da República.

Dilma, por outro lado, mostrava a conhecida falta de fluência. Ela não é uma oradora. Nunca foi. Em alguns momentos, se atrapalhou para completar frases. Mas não é isso que a fará ganhar ou perder a eleição. Se assim fosse, Pedro Simon seria o presidente da República.

A minha colega Christina Lemos (sem paixões e com objetividade) talvez tenha definido bem a questão, no twitter: Aécio, mais fluente, como sempre, mas sem resultados para apresentar.”

Sim, porque “fluência” não é o principal num debate televisivo. O principal é a capacidade de pautar temas. E de produzir motes que permaneçam nos dias seguintes. Nesse ponto, Dilma parece ter sido mais efetiva.

Em minha modesta opinião, duas coisas ficam desse debate

1 No segundo bloco, o candidato do PSDB queria saber da corrupção da Petrobras, e mantinha ainda o tal sorriso irônico no rosto, quando Dilma – de forma aguda e surpreendente – trucou e perguntou sobre o aeroporto da cidade de Cláudio-MG (aquele, construído com dinheiro público dentro da fazenda de um tio do ex-governador tucano).

O sorriso de Aécio se desmanchou. Isso fica para o espectador. Aécio não chegou a ser nocauteado, mas pareceu zonzo durante alguns segundos. Isso foi visível no vídeo.

2 No mesmo bloco, a pergunta de Dilma sobre violência contra a mulher tinha endereço certo. E também tirou Aécio do prumo. O candidato do PSDB  foi acusado publicamente – pelo jornalista Juca Kfouri (leia aqui) – de ter batido na namorada numa festança no Rio. Aécio jamais processou Juca por isso. De novo, Dilma fez a pergunta, e Aécio se desmanchou. Nesse caso, nem fechou o rosto, parecia ainda mais aturdido, temendo um golpe final.

Dilma não avançou o sinal. Poderia ter perguntado: “o senhor já acompanhou, em sua família, algum caso de agressão contra a mulher?” Não foi tão longe.
Mas a campanha de Dilma provavelmente sabe que a pergunta seria suficiente para pautar esse tema – “agressão contra a mulher” – na internet.

Essas duas perguntas foram o ponto alto do debate. As duas significaram golpes duríssimos contra o candidato que se apresenta como “novo” e “mudança”. Talvez uma parte do Brasil se pergunte: que mudança pode comandar um homem acusado de fatos tão graves?

Dilma – como já fizera em 2010 no debate da Band, com as denúncias sobre Paulo Preto e o enfrentamento da questão do aborto – pode ter pautado de novo o segundo turno de 2014.

Mandou dois recados certeiros:

- Aécio não tem moral pra falar em corrupção – vamos enfrentá-lo nesse quesito;

- os telhados de vidro do tucano não permitem que ele paute essa campanha com “moral e bons costumes”.


Claro que tucanos mais ferrenhos podem ter achado que Aécio (o “fluente”) foi o grande vitorioso. Mas o que Aécio deixou ao fim do debate? Ele que fala em “propostas” e “futuro”, o que propôs? Basicamente, a continuidade dos programas implantados por Dilma/Lula.

Uma análise honesta – ainda que pouco simpática ao tucano – deve reconhecer que ele não saiu do debate maior do que entrou. Por outro lado, não foi uma derrota completa.

Mas há uma diferença importante: a turma de Aécio começou a semana encomendando o paletó pra festa de posse. Os tucanos subiram no salto. Aécio chegou a falar em “meu ministro da Fazenda”. Dele se esperava um golpe final para garantir a vitória.

Dilma, ao contrário, foi para o debate com parte de sua militância preocupada, na dúvida sobre a capacidade de enfrentar a onda midiática e ganhar a eleição.

A candidata do PT mostrou força, incendiou a sua turma e injetou ânimo para a reta final dessa duríssima campanha.

Para azar de Aécio, o desastrado Pastor Malafaia (apoiador do tucano) fazia graça no twitter no fim da noite: “Já esta saindo uma ordem de prisão a caminho da Band contra Aécio por espancamento a mulher” (numa referência a suposta superioridade do tucano no debate).

Malafaia não deveria falar de corda em casa de enforcado. Aécio agradece se esse tema “violencia contra a mulher” for rapidamente esquecido.
Não será, ao que parece…"
Posted: 15 Oct 2014 06:57 AM PDT
A íntegra pode ser visto aqui.

Aécio começou rindo e com respostas irônicas tentando desqualificar as perguntas (uma postura não muito boa perante os eleitores). Apanhou tanto em cada resposta, que logo ficou sério e terminou o debate carrancudo. Aécio perdeu de Dilma em TODAS as respostas.

Melhores momentos:

Aécio não explica aeroporto no terreno da família:


Aécio gosta de cortar empregos e salários:


Previsibilidade para o desemprego:

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Ainda do Blog Os Amigos do Presidente Lula. 
Posted: 15 Oct 2014 06:48 AM PDT
Primeiro; Até a Folha de São Paulo que está em campanha aberta para eleger Aécio Neves, admite que o tucano vai acabar com o Mais Médico. Veja o que diz a nota:
MAIS MÉDICOS

É bem assim....

Dilma diz que a proposta de Aécio para o Mais Médicos vai inviabilizar o programa. De fato, Aécio fala em aperfeiçoar o programa ajudando os médicos cubanos (maioria entre os profissionais) a serem aprovados no Revalida –prova federal de validação do diploma médico– e igualando os salários dos cubanos aos demais médicos. Isso jogaria por terra a base do Mais Médicos, que é forçar a fixação do médico em determinadas cidades vinculando o registro concedido pelo Ministério da Saúde

Do Globo

 No debate realizado nesta terça-feira, 14 de outubro, pela Band, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse que:

"Todas as eleições que eu disputei em Minas Gerais, eu venci".

MENTIRA

O candidato do PSDB perdeu a eleição para a prefeitura de Belo Horizonte (MG) em 1992, em disputa com o petista Patrus Ananias. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do candidato.


No debate realizado nesta terça-feira, 14 de outubro, pela Band, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, falou sobre a construção de um aeroporto em terras de parentes de seu adversário, Aécio Neves (PSDB), no município de Cláudio (MG) e afirmou que:

"O MPF não aceitou a ação criminal, mas mandou investigar quanto à improbidade administrativa"



AÉCIO MENTIU...DILMA FALOU A VERDADE

A decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre o assunto foi de determinar que a Procuradoria de Minas Gerais investigue se houve crime de improbidade na construção do aeroporto.
Aécio e ranking da educação

No debate realizado nesta terça-feira, 14 de outubro, pela Band, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, falou sobre educação e afirmou que:

"Em todos os rankings, o Brasil está na lanterna"


AÉCIO MENTIU

Segundo "Programa Internacional de Avaliação de Estudantes-PISA", que é da OCDE e é um dos principais indicadores educacionais, o Brasil não está na lanterna em seus três ranking sobre desempenho em Matemática (58º), Leitura (55º) e Ciências (59º). O ranking possui 65 países.
Dilma e homicídios em MG

No debate realizado nesta terça-feira, 14 de outubro, pela Band, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, criticou seu adversário, Aécio Neves (PSDB), e disse que houve:

"52% do aumento de homicídios em Minas Gerais, está no Mapa da Violência de 2014"

DILMA FALOU A VERDADE. AÉCIO MENTIU

Segundo o Mapa da Violência, Minas Gerais teve um aumento de 52,3% no número de homicídios na última década.
Dilma e Mais Médicos

No debate realizado nesta terça-feira, 14 de outubro, pela Band, a presidente Dilma Rousseff, candidato à reeleição pelo PT, criticou seu adversário, Aécio Neves (PSDB), e disse:

"O senhor foi contra o Mais Médicos"

DILMA FALOU A VERDADE. AÉCIO MENTIU


Em julho de 2013, Aécio Neves deu entrevista (disponível no Youtube) e classificou o programa como "uma violência que tem que ser repudiada"
.
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Também do Blog Os Amigos do Presidente Lula.
Posted: 15 Oct 2014 06:35 AM PDT
Tela do TCE-MG fora do ar durante e depois do debate na Band.

No debate da Band, Dilma disse que Aécio teve ressalva na aprovação de contas de Minas, por desviar verbas da saúde no valor de 7.6 bilhões.

Aécio tentou dizer que era mentira.

Dilma insistiu e falou que o telespectador poderia comprovar que era verdade, entrando no site do TCE-MG (Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais).

Estranhamente o site do TCE-MG saiu do ar.

O órgão tem forte influência dos tucanos mineiros, aliados de Aécio.

Vale lembrar que os tucanos tem histórico de engavetamento, e esconder escândalos.

Os aliados de Aécio Neves tem fama histórica por tentar calar a imprensa.

VEJA O LINK DO SITE:

http://www.tce.mg.gov.br/


Fora do ar até depois do fim de debate. (Com a dica do TV Tudo)

Mas esta notícia confirma que Aécio mentiu e Dilma falou a verdade:

http://noticias.r7.com/eleicoes-2014/minas-gerais/justica-mantem-minas-como-reu-em-acao-de-uso-indevido-de-r-3-bi-na-gestao-aecio-29072014

Posted: 15 Oct 2014 06:27 AM PDT

Quem diria hein! Quem dia que uma matéria exclusiva desse blog pudesse pautar a toda poderosa Folha de São Paulo.Foi o que aconteceu nessa terça feira.Depois de o leitor espalhar nas redes sociais  a informação que o candidato Aécio Neves foi funcionário fantasma da Câmara aos 17 anos, o jornal Folha de São Paulo, foi perguntar ao candidato se realmente era verdade ou se este blog estava contanto inverdade. Claro que a Folha torcia para que fosse uma invenção nossa...Assim, receberíamos um processo por calúnia e perderíamos a credibilidade. E não é que Aécio confirmou: O pai de Aécio Neves era deputado federal em Brasília.

Aécio morava e estudava no Rio, mas ganhava salário dos cofres públicos para trabalhar no gabinete do pai em Brasília, sem comparecer.

A assessoria de Aécio, acuada, admitiu que fez tudo isso aos 19 anos, segundo o jornal Folha de São Paulo.

Mas nem pediu desculpas ao cidadão eleitor.

Deu como desculpa que "cuidava da agenda" e na época, segundo a assessoria, não havia irregularidade em morar no Rio.

Ahã. O que cada cidadão brasileiro pensa dessa versão peculiar de "bolsa família para filho de deputado que vivia na praia de Ipanema", enquanto naquela época, ainda tinha criança passando fome no Brasil?

O dia de hoje fica marcado como, o dia em que o blog pautou a Folha

E nós do blog, agradecemos nossos leitores queridos por ter nos ajudado a desmascarar Aécio Neves
Posted: 15 Oct 2014 06:21 AM PDT

Até a Folha reconhece que o governo Dilma e Lula são transparente

 O candidato do PSDB à Presidência Aécio Neves desconversou nesta terça-feira ao ser questionado sobre os gastos do governo de Minas Gerais com publicidade em rádios controladas pela família do tucano.

De acordo com reportagem da “Folha de S. Paulo”, o  governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP), (Antes era Anastasia do PSDB, que deixou o cargo para concorrer a vaga de senador), se recusou a divulgar números e despesas realizadas para veicular publicidade oficial  (dinheiro público) em três rádios e um jornal controlados pela família de Aécio.

Aécio diz que não sabia de nada


“Não tenho ciência desses números, mas estimulo o governo de Minas, se tiver condições, de prestar as informações”, disse o tucano em entrevista coletiva na capital paulista.

 Segundo informações da Folha, que tem divulgado umas notinhas escondidas na página do jornal depois que este blog passou a divulgar a biografia suja do candidato tucano, o  governador  de Minas Gerais se recusou várias vezes nos últimos anos a divulgar informações sobre despesas que realizou para veicular publicidade oficial em três rádios e um jornal controlados pela família do presidenciável tucano Aécio Neves, que governou o Estado de 2003 a 2010.

Embora reconheça que as empresas da família receberam verbas de publicidade no período em que Aécio era governador, o que não é vedado pela legislação, o governo estadual, que continua sob controle de aliados do tucano, diz não ser possível saber quanto cada veículo recebeu.

Aécio e sua família controlam a rádio Arco Íris, retransmissora da Jovem Pan em Belo Horizonte, e as rádios São João e Colonial, de São João del Rei, além do semanário Gazeta de São João del Rei . Aécio é sócio da Arco Íris com a irmã mais velha, Andrea, e a mãe, Inês Maria Neves Faria.

Em 2011, o PT pediu que o Ministério Público investigasse a publicidade nas empresas da família. O governo mineiro informou à Folha na época que a rádio Arco Íris recebera R$ 210.693 no ano anterior e disse que faria um levantamento detalhado sobre os gastos desde 2003, mas jamais ofereceu esses dados.

Em junho deste ano, a Folha voltou a questionar o Estado, com base na Lei de Acesso à Informação. Não houve resposta. O governo só respondeu após um segundo pedido de informações. Não dispomos, de pronto, das informações tal como solicitadas, por tipo de mídia e por veículo de comunicação , disse, por escrito. O sistema não é organizado dessa forma .

PADRÕES

O governo diz ter condições de saber quanto gasta com as agências que cuidam dos seus anúncios, mas não os valores repassados a cada veículo que os divulga. Mesmo assim, o governo afirma que não houve favorecimento às empresas da família de Aécio e que os repasses nunca destoaram dos padrões de mercado. Procurada, a assessoria da campanha do PSDB preferiu não se manifestar.

As respostas do governo mineiro contrastam com o padrão adotado pelos petistas no governo federal. A Secretaria de Comunicação da Presidência da República divulga na internet todos os pagamentos de órgãos da administração direta a veículos de comunicação desde 2009.

Em 2012, após pedido apresentado pela Folha com base na Lei de Acesso, o governo do Estado de São Paulo forneceu informações detalhadas sobre pagamentos feitos desde 2007. O governo federal não divulga os gastos das empresas estatais, assim como os governos estaduais.

AUMENTO DE 300%

Os gastos de Minas Gerais com publicidade oficial aumentaram em 300% durante o governo Aécio. Entre 2003 e 2010, último ano do seu segundo mandato, houve um salto de R$ 24 milhões para quase R$ 96 milhões, em valores corrigidos pela inflação.

A investigação aberta pelo Ministério Público Federal a pedido do PT em 2011 não chegou a lugar nenhum.

O caso foi conduzido pelo então procurador-geral de Justiça, Alceu Marques, que encerrou a apuração afirmando não ter encontrado nenhuma irregularidade, mesmo sem ter analisado os valores. Atualmente, ele é o secretário de Meio Ambiente do governo mineiro.