Por Davis Sena Filho — Palavra Livre
A Justiça, cega para um dos dois lados, já não é Justiça. Cumpre que enxergue igual à direita e à esquerda". (Ruy Barbosa)
Os
togados do Poder Judiciário, à frente o STF, a PGR e suas subsidiárias,
a exemplo da 3ª Vara Federal do Juiz Sérgio Moro e o MPF de Deltan
Dallagnol com suas "Dez Medidas Contra a Corrupção", estão revoltados e
inconformados porque os deputados, a grande maioria partícipe do golpe
de estado contra a presidente legítima e constitucional, Dilma Rousseff,
resolveram incluir nas dez medidas dos paladinos da Justiça os itens
que incluem tais servidores públicos do Judiciário como cidadãos regidos
pela Constituição e pelo Código Penal brasileiros.
Além
disso, pois muito salutar ao País e ao seu povo trabalhador cansado de
guerra, que os juízes e os procuradores — os que judicializaram a
política e criminalizaram as ações do Governo da presidente trabalhista
deposta por um golpe cucaracha, a fim de selecionar quem vai ser
investigado, julgado e preso, geralmente os políticos e as lideranças do
PT — têm de ser obrigatoriamente tratados como seres mortais, porque
eles morrem iguais a todos os seres vivos e têm necessidades inadiáveis,
como ter fome, dormir e ir ao banheiro, a exemplo de qualquer mortal.
E
digo mais: Os togados da República bananeira e terceiro-mundista,
muitos deles com a cabeça despolitizada e partidária de coxinha, como
comprovou pelo Facebook o juiz "miameiro" Catta Preta, do Distrito
Federal, precisam inclusive de dinheiro para pagar suas contas, fazer
compras e sustentar suas famílias. Eles, definitivamente, não são
deuses, porque Deus, para quem acredita, está acima de suas reflexões,
princípios e valores mundanos. Ponto.
Contudo,
ora veja, essa gente de toga não se conforma em ser tratada como
qualquer cidadão, ou seja, ser submetida pelas mesmas leis as quais os
brasileiros são submetidos. Fulos da vida, juízes e procuradores passam,
então, a dar declarações estapafúrdias, as mais evasivas possíveis,
como se elas fossem sérias, porque a intenção é garantir o aplauso e o
apoio do lumpesinato, em forma de classe média, em busca do aplauso
fácil, por intermédio de propaganda e publicidade das mídias
conservadoras, que fazem parceria com certos membros do Judiciário, que
estão envolvidos com a luta partidária, programática e ideológica.
Poderia
citar inúmeros juízes e procuradores, além de delegados da PF que se
arvoraram de donos do País e, com efeito, querem governá-lo no lugar dos
eleitos, como os que foram derrubados por um golpe promovido pelas
oligarquias brasileiras e pela plutocracia internacional. É perceptível,
por exemplo, juízes como Gilmar Mendes, Luiz Fux, Carmén Lúcia, Dias
Toffoli, Rosa Weber, Edson Fachin e Celso de Mello, além de Sérgio Moro e
inúmeros juízes de primeira instância por todo o País, que se esmeraram
em aprovar decisões liminares para impedir a posse de Lula como chefe
da Casa Civil, em uma clara e indiscutível demonstração de que membros
da Justiça estão a fazer política, a escolher lado, cor ideológica e a
militar partidariamente, o que é, realmente, o fim da picada.
Procuradores
da Lava Jato exemplificados em Diogo Castor, Deltan Dallagnol, Carlos
Fernando Lima, Roberson Pozzobon, Orlando Martello, Januário Paludo,
além do procurador do DF, Ivan Cláudio Marx, dentre outro recentemente
afastado para o bem do serviço público, bem como os promotores de São
Paulo, Cássio Conserino e Fernando Henrique de Moraes Araújo, que
disputam a "glória" e a "primazia" de perseguir Lula para tentar
prendê-lo, mesmo sem quaisquer comprovações sobre os supostos crimes
cometidos pelo ex-mandatário de esquerda.
O
político trabalhista e republicano, que mostrou, sem sombra de dúvida,
em seus governos democráticos e receptivo a todos os grupos sociais e
categorias profissionais, que é possível mudar para melhor o Brasil se
houver vontade política, assim como fazer deste País uma Nação
importante e influente em termos mundiais. Todo mundo viu e percebeu
isto e foi exatamente isto que desagradou e enfureceu a casa grande e os
coxinhas reacionários e de direita. Aí veio o golpe selvagem à moda
cucaracha, com a aquiescência e a cumplicidade do Poder Judiciário.
Ponto.
Agora
o Brasil está sob a ameaça da força-tarefa da Lava Jato, a liderar essa
pantomima o procurador Deltan Dallagnol, que não aceita a decisão da
Câmara, por intermédio da imprensa golpista, principalmente as
Organizações(?) Globo, de incluir os procuradores e os juízes no que é
relativo a tais togados responder pelos crimes de responsabilidade e
abuso de poder. Dallagnol tergiversa, bem como os procuradores e os
juízes também não querem obedecer o que está estabelecido pela
Constituição no que concerne ao teto salarial de tão importante
categoria, que é realmente importante e precisa existir, mas que também
não são dignos de se considerarem acima das leis e da sociedade e dos
contribuintes que lhes pagam muito bem.
Dallagnol
se comporta como um ditador, como também a maioria dos membros da Lava
Jato, da PGR e do STF. São déspotas que "sequestraram" a política
brasileira e os resultados das urnas soberanas, conforme apregoa a
Constituição. É inacreditável que o Brasil se tornou refém de um Poder
que se arrogou como partido político de caráter ditatorial, arbitrário e
tenebrosamente intervencionista. Pobre do País cujo destino fique nas
mãos de togados. Pobre do País que não tem recursos para se defender e
se proteger de agentes, operadores e executores do Direito e das leis.
A
ditadura do Judiciário é a pior, se existe ditadura "melhor".
Simplesmente eles não aceitaram que membros do Judiciário sejam punidos,
a não ser quando pegos com a mão na botija, a terem como "dura" punição
a aposentadoria com todos seus direitos salariais e pecuniários
intactos. Trata-se de um deboche, de acinte e de escárnio. Nunca vi nada
igual, como tem acontecido no Brasil. Uma barbaridade retumbante! Este
País é um vexame!
Enquanto
isto, o golpista mão de tesoura e tresloucado fundamentalista do
mercado, Pedro Parente, amando de mi-shell temer e José Serra, vende a
Petrobras, arrebenta com a estatal e a esquarteja. Além de vender os
ativos de várias subsidiárias da empresa pública, ainda disse que a
Petrobras não participará da concorrência pelos lotes do Pré-Sal.
Trata-se, indubitavelmente, de uma crime de lesa-pátria contra o País e
sua independência no setor de energia. Parente deveria estar preso e a
"puxar" uma cadeia de 100 anos, o que seria pouco para o indivíduo
perigosíssimo para a Nação brasileira como o é esse sujeito traiçoeiro e
divorciado dos interesses do Brasil.
O
Brasil se tornou um quintal de terceiro mundo, como nunca foi, a não
ser na época de FHC — o Neoliberal Golpista I —, que também está por
trás dessas criminosas privatizações. Em um País realmente sério essa
gente sem eira e nem beira seria sumariamente fuzilada ou punida com
prisão perpétua. Porém, juízes, procuradores e delegados; militares,
grande parte dos políticos e empresários, além dos lamentáveis coxinhas
de classe média estão quietos, não dão um pior e não movem uma palha.
Trata-se de uma Nação de entreguistas, corporativos, individualistas e
sem quaisquer noções de brasilidade e nacionalidade. O Brasil é uma
Nação onde viceja uma casa grande e parte populosa da sociedade de
carácteres colonizados e párias! Esta é a verdade.
Propositalmente
e harmoniosamente, Deltan Dallagnol e Carmén Lúcia criticaram a decisão
do Congresso de analisar e votar as propostas da Lava Jato, ou seja,
independente de ser um Congresso responsável pelo golpe parlamentar,
analiso as realidades no sentido de que, constitucionalmente, o
Congresso e suas câmaras alta e baixa formam o Poder Legislativo e,
evidentemente, que é este poder institucionalizado que legisla.
Como
o Brasil é um País surreal e que não pode, pelo menos por enquanto e
neste momento, ser levado a sério, não é de se estranhar que servidores
públicos do Judiciário, hiper inflados pelas mídias corporativas, que,
por conseguinte, fazem as cabeças de parte da população que desejou nas
ruas até mesmo a efetivação de um golpe militar, arrogam-se agora como
"donos" do Brasil e, consequentemente, suas vontades, desejos e
interesses têm de ser atendidos, doa a quem doer e dane-se a
Constituição.
Para
a presidente do STF, Carmém Lúcia, que debochou da presidente deposta,
Dilma Rousseff, por causa da palavra presidenta ser escrita e falada com
"a" no fim da palavra, e para o procurador do powerpoint mequetrefe,
Deltan Dallagnol, incluir
no pacote das "Dez medidas" votadas na Câmara, que define punições a
juízes e procuradores por abuso de autoridade, é provocação e
retaliação. Pura manipulação. É porque eles acham que todo mundo é
idiota. Durma-se com um barulho desse.
Seria
trágico se não fosse cômico. Volto a ressaltar: trata-se de um
Congresso golpista, reacionário e de direita, que deu um golpe para
atender às oligarquias e às corporações econômicas e comerciais
privadas, mas que incluiu, com acerto, o abuso de poder por parte de
juízes e procuradores nas medidas aprovadas, pois a verdade é que é um
ato totalmente necessário para a sociedade brasileira em termos macros,
independente se os deputados, por interesses próprios ou por retaliação,
tenham aprovado o item que o procurador Dallagnol e a juíza Carmén não
queriam que fosse aprovado. Porém foi.
O
Supremo Tribunal Federal vai intervir e anular a decisão da Câmara dos
Deputados? Vai se sobrepor a outro poder e atender os interesses dos
coronéis midiáticos e seus empregados, que já estão desesperados com a
batata quente que se transformou o governo já fracassado e ilegítimo de
*mi-shell temer? Se vai tomar para si o direito de legislar, então por
que os juízes do STF permitiram a efetivação de um golpe de estado
travestido de legal e legítimo contra uma mandatária constitucional que
não cometeu crime de responsabilidade, como ficou mais do que
comprovado? Com a resposta a Carmén Lúcia e seus colegas de tribunal...
Entretanto,
ratifica-se que o Judiciário NÃO quer que a caixa preta do Poder da
República seja questionado, fiscalizado e, quando um de seus membros
cometer crimes, punido com o rigor da lei. Cumpre-se a lei. A lei é para
todos, porque todos cidadãos são iguais perante a lei, seja juiz,
procurador, delegado ou cidadão brasileiro com seus direitos civis em
pleno vigor. Sem justiça não há paz!
Os membros do Judiciário e seus porta-vozes deveriam saber disso desde sempre. Juízes
e procuradores manipulam e distorcem a verdade, com o apoio da imprensa
de mercado, porque não querem responder por crime de responsabilidade e
abuso de poder. Enquanto isso os togados não ouvem, não enxergam, não
falam, porque estão a deixar os corruptos e golpistas vender o Brasil e
acabar com os programas de inclusão social, que edificaram os mais
pobres. É isso aí.
