Após a conclusão dos
primeiros testes das bombas do Canal do Sertão, a maior obra de infraestrutura
hídrica de Alagoas entrou em operação na noite desta segunda-feira (28). O
anúncio foi feito via Twitter pelo governador Teotonio Vilela Filho e pelo
secretário de Estado da Infraestrutura, Marco Fireman, que estão em Delmiro
Gouveia nesta terça-feira (29) para acompanhar o bombeamento das primeiras águas
ao longo dos 65 quilômetros iniciais do canal.
O início da operação
do Canal do Sertão vai permitir a distribuição de água ao longo dos municípios
de Delmiro Gouveia, Pariconha e Água Branca, já na divisa com Olho D’Água do
Casado.
“Testes concluídos
no Canal do Sertão. Neste exato momento está chegando água no canal. Confesso
minha emoção com a notícia. Estarei lá para comemorar com os trabalhadores esse
momento histórico para Alagoas e nosso Sertão. Que Deus nos abençoe e abençoe o
povo sertanejo do nosso Estado”, publicou em seu Twitter o governador Teotonio
Vilela, após receber de técnicos a notícia do acionamento das
bombas.
O secretário Marco
Fireman também comentou o assunto na rede social. “Se o Canal do Sertão era um
sonho, neste exato momento podemos dizer: agora ele é realidade, alagoanos e
alagoanas!”, comemorou Fireman.
De acordo com o
governo, a inauguração oficial dos primeiros trechos do Canal do Sertão será
agendada para depois do Carnaval, com a presença da presidente Dilma
Rousseff.
No início da manhã
desta terça-feira, a água já atingia o km 16 do canal e a perspectiva é de que
dentro de uma semana a água alcance o km 65. Para a inauguração, a lâmina de
água que percorrerá o canal terá 1,9 m de altura. Quando a obra estiver
totalmente finalizada a altura será de 2,8 m.
Obra
Inserido no Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC), o Canal do Sertão é a maior obra de
infraestrutura hídrica de Alagoas e uma das maiores do Nordeste. Ele alcança 42
municípios e mais de 1 milhão de alagoanos, levando água para a população
sertaneja anualmente atingida pela seca.
O Governo do Estado concluiu os dois primeiros
trechos do canal, alcançando o km 65, e as obras do terceiro trecho já foram
iniciadas, com serviços em andamento e recursos garantidos pelo Ministério da
Integração Nacional até o km 78. Quando estiver concluído, o Canal do Sertão
alcançará a marca de 250 km de extensão, ligando Delmiro Gouveia a
Arapiraca.
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Esses dias o Cadu Amaral, em seu blog, num post maravilhoso (intitulado A Doença de Reinaldo Azevedo)
ressalta vários comportamentos do Coxinha da Veja, e os associa ao
distúrbio mental conhecido hoje como Bipolaridade. Para os mais antigos é
mais conhecido como Psicose Maníaco Depressiva. Caracteriza-se por
comportamentos altamente variáveis; que pode, na fase maníaca, se
manifestar como agitação, pensamento rápido, insônia, obsessão com
assuntos ou pessoas etc; e na fase depressiva - bom, precisa explicar?
Eu explico, depressão, desânimo, desalento, sensação de inutilidade
(esse é sintoma favorito do Coxinha).
Resolvi traçar um mapa das doenças que atingem o jornalista, em seus mais variados aspectos.
Comecemos
pela Neurose. O genial Einstein, que não era neurótico, nem
psicanalista, descrevia a neurose (que ele chamava de loucura) assim: "Loucura é fazer a mesma coisa repetitivamente, e esperar resultados diferentes!".
Essa é a descrição da neurose, que eu prefiro descrever como o
distúrbio em que o comportamento do afetado se assimila ao de um disco
arranhado; quando a agulha chega no ponto arranhado do disco, ao invés
de seguir em frente, ela volta ao sulco anterior numa espiral sem fim.
Isso se repete, até que alguém dê um cutucão, pra colocar a agulha, de
novo, em sua trilha. Esse tipo de distúrbio parece afetar de maneira
assoberbante uma grande parte dos nossos "doentes" (leia-se
jornalistas), que há anos tentam, através dos mesmos atos e artifícios,
contaminar a sociedade com sua neurose obsessiva com o Lula. As mesmas
técnicas e artifícios se repetem, sem jamais alcançar seu objetivo. Num
sem fim de insanidade (ou canalhice) ele repete o mesmo comportamento,
causando perplexidade nos mais ajustados à realidade, até o ponto de
provocar fobia; nos mais sadios, fobia das idéias e seus donos.
Em seguida seria de bon ton
analisarmos a esquizofrenia. Esta se caracteriza por alucinações,
visuais e auditivas, vindas de um mundo fantástico que só existe na
cabeça do esquizofrênico. O resultado é um indivíduo com incapacidade
de se comportar no mundo real de maneira satisfatória, levando-o a uma
total falta de conexão com a realidade. Delírios ou falsas crenças
patológicas que não são corrigíveis pela razão (neoliberalismo),
pensamento desorganizado, alterações dos afetos, das emoções, do juízo
crítico e de vontade. A pessoa que sofre de esquizofrenia pode falar
incoerentemente, deixar de falar, ter respostas emocionais desadequadas
(matérias e piadas de mau gosto), humor embotado ou neutro (caso do
Chico SemUso), ausência de respostas emocionais (Willian SuWaacko) ou
períodos longos de exaltação ou depressão (Eliane Tacanhede), ideias de
perseguição e grandeza (Alexandre Gracinha) ou outras de conteúdo
fantástico (Arnaldo Jabourro). Esse distúrbio também parece afetar o
Reinaldo, além dos outros representantes da mídia citados aqui. Em suas
alucinações veem a esquerda como algum poder demoníaco que os persegue
em sonhos e delírios e contra os quais o doente pode praticar atos
ensandecidos travestidos de uma imitação de heroísmo, raramente o
esquizofrênico fere alguém além de si mesmo, mas entre jornalistas essa
regra é nula.
Passemos então à
obsessão compulsiva, ou Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Essa
patologia se caracteriza por um desconforto que leva o obsessivo a
pensar constantemente numa só coisa, dezenas, até centenas de vezes. A
Ideia fixa destrói a vida do indivíduo, levando-o a se tornar uma
sombra do pensamento que lhe obsidia. Pessoas, lugares e fatos dominam a
cabeça do obsessivo, impedindo-o de realizar a mais simples das
tarefas, como sua obrigação profissional. Pudemos ver isso, em
comportamento grupal, na transmissão do Julgamento da Ação Penal 470
(que pelas características alucinatórias e afastadas da realidade dos
fatos, parece criação de um esquizofrênico do judiciário). Na GROBONIUS
por exemplo, mesmo perdendo audiência, devido ao tédio de assistir um
bando de togas pelancudas, falando uma língua que ninguém entendia, num
assunto que a poucos interessava; a 'cobertura' obsessiva não
conseguia se afastar para compreender o próprio ridículo. Enterraram-se
até o pescoço na tentativa insana de ligar fatos corriqueiros de nossa
realidade política (triste, sim, mas verdadeiro) a um único grupo,
numa flagrante demonstração patológica de Obsessão Compulsiva.
Chegamos,
enfim, ao mais danoso tipo de comportamento (sim, não é doença
patológica, mas uma forma de comportamento) do psicopata. Desprovido de
empatia, ou sentimentos verdadeiros como remorso e culpa, o psicopata
tem a si como único ponto de referência. Incapaz de ver e compreender o
outro, o psicopata se dedica tão somente a satisfazer a si, e suas
doentias necessidades. Alcançar seus objetivos, por mais nocivos que
sejam, é a única preocupação do psicopata. Ele não vê limites para sua
atuação, nem mesmo a lei ou a possibilidade de punição (que para os
jornalistas da grande mídia, jamais chega). É ardiloso e tem uma
aparente inteligência que lhe dá a capacidade de articular tramas
complexas e criminosas, só para ter o prazer de dominar suas vítimas
(nós). Ele mente compulsiva, e competentemente, para atrair suas vítimas
às suas armadilhas, que no fim só geram dor e desespero aos
envolvidos. Nessa categoria podemos enxergar todos os representantes do
jornalismo empresarial, enaltecidos e premiados, que fazem de tudo
para que o que pretendem se torne realidade, mesmo que só para eles.
Existe
tratamento para a maioria desses distúrbios, drogas pesadas e
internação são altamente recomendados, em alguns casos, só lobotomia.
Já lhe dei meu corpo Minha alegria Já estanquei meu sangue Quando fervia Olha a voz que me resta Olha a veia que salta Olha a gota que falta Pro desfecho da festa Por favor...
Deixe em paz meu coração Que ele é um pote até aqui de mágoa E qualquer desatenção, faça não Pode ser a gota d'água...(2x)
Já lhe dei meu corpo Minha alegria Já estanquei meu sangue Quando fervia Olha a voz que me resta Olha a veia que salta Olha a gota que falta Pro desfecho da festa Por favor...
Deixe em paz meu coração Que ele é um pote até aqui de mágoa E qualquer desatenção, faça não Pode ser a gota d'água Pode ser a gota d'água Pode ser a gota d'água....
Os principais jornais de quarta-feira (30) amanheceram com destaque
principal de primeira página para o primeiro aumento de gasolina da
Petrobrás para as refinarias desde 2005, há mais de sete anos. Em média,
o aumento deverá ser de 6,6% nos produtores. Todavia, como a gasolina é misturada com 20% de álcool, o reajuste aos consumidores deverá ser de míseros 4% nas bombas.
Dias antes do aumento, o PSDB passou a inundar redes sociais na
internet com a versão de que o governo estaria dando com uma mão ao
consumidor e tirando com outra, vendendo a história de que o aumento da
gasolina anularia o da energia elétrica. Além disso, o partido de
oposição vem alardeando que o suposto “escambo” governamental teria a
intenção de anular, nos índices de inflação, o peso do aumento da
gasolina. Os jornais desta quarta-feira compraram integralmente a
versão tucana e deram a ela um destaque grandiloqüente em suas
primeiras páginas. Nos telejornais será a mesma coisa: tentarão vender
ao público que ninguém ganhou nada com a redução da conta de luz. Detalhe: fracassado o alarmismo sobre racionamento, apagão etc., a direita midiática teve essa idéia de “jênio” (By PHA). Trata-se de uma falácia. Estudodo
Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos
Automotores (Sindipeças) mostra que a frota brasileira de veículos
automotores tem 32,9 milhões de automóveis e comerciais leves, 1,54
milhão de caminhões, 354 mil ônibus e 11,674 milhões de motocicletas.
Com isso, relação de veículos por habitantes no país é de 1 para 4. Ou
seja: só um quarto dos brasileiros tem algum veículo. Não é preciso
ser muito esperto para notar que é uma empulhação dizer que 4% de
aumento no preço dos combustíveis anulará média de 20% de desconto nas
contas de luz (18% para residências e 32% para empresas), pois 98% dos
brasileiros têm energia elétrica em casa e só ¼ tem veículos. O
peso da redução no preço da energia elétrica, portanto, é muito maior
do que o aumento irrisório no preço dos combustíveis. E isso sem falar
que, de 2005 para cá, todos passaram a ganhar salários muito maiores
enquanto que os combustíveis não subiram. Até mesmo em termos de
politicagem a estratégia da mídia e do PSDB para desgastar o governo
Dilma é inepta. É óbvio que não são 25% dos brasileiros que têm carro
ou qualquer outro veículo. Neste país de renda concentrada, uma minoria
tem vários veículos. A reação da grande maioria, mesmo de quem
acreditar que o governo trocou aumento em combustível por desconto na
energia elétrica, será de desprezo pelo aumento. A esmagadora maioria
que não tem carro achará muito justa a troca que não houve.
Se
não bastasse a estupidez do PSDB de entrar com representação(fato
nunca visto antes na história deste país, nem quando o PT era um valente
opositor) contra Dilma, os tucanos agora querem que a Justiça proíba
Dilma usar vestido vermelho(pasmem! é isso mesmo).Segundo os tucanos
corruptos, ao usar vestido vermelho Dilma está fazendo campanha
antecipada e explícita.Mas que absurdo! Só falta o PSDB pedir que a
Justiça proíba Gabeira, Marina da Silva(que ainda é verde) e afins de
usar a cor verde.Esses tucanos são engraçados, muito antes da eleição de
2010, José bolinha de papel fez propaganda da SABESP
no Brasil inteiro, como se os eleitores da Bahia, Rio de Janeiro,
Minas, Ceará, Piauí, Sergipe, Brasília, Mato Grosso, Amazonas, Pará,
Paraná, Goiás, Tocantins, RN, RS, MA, SE, Pernambuco, Alagoas, Acre,
Roraima, Rondônia, MT, SC, ES tivessem alguma a coisa a ver com o que
faz ou deixa de fazer a SABESP. Aquilo, sim, que era propaganda
vergonhosa, explícita.No caso de Dilma, não houve nada disso, a grande
presidente apenas comunicou algo de interesse do Brasil inteiro(menos
São Paulo, Paraná e Minas Gerais, claro!), se os tucanos não gostaram,
que se fodam.
Objetivo
de apontar erros no que foi visto como um julgamento político de
exceção tem mais uma etapa; campanha organizada pela CUT chega à
Associação Brasileira de Imprensa, no Rio, para debate que será
transmitido ao vivo pela internet; José Dirceu vai participar; link
Vistos
à distância, os erros jurídicos no julgamento da Ação Penal 470 estão
ganhando novas dimensões. A ausência de provas factuais, a prevalência
da tese do domínio do fato e até o confuso processo de estabelecimento
de penas, no qual foi dado peso zero aos votos dos juízes que se
manifestaram pela inocência dos réus vão sendo fatores cada vez mais
debatidos – e criticados. Depois de começar em Brasíia, a campanha
#Anula STF, organizada pela CUT e o Centro de Estudos da Mídia
Alternativa Barão de Itararé, chega no início da noite desta
quarta-feira 30 à Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio. O
debate será transmitido ao vivo pela internet pelo site www.baraodeitarare.org.br.
Desta
vez, o ex-ministro José Dirceu, condenado a mais de dez anos de prisão
estará presente. Ele fará parte da mesa que terá também o jornalista
Raimundo Rodrigues Pereira, editor da revista Retrato do Brasil.
Pereira divulgou documentos que comprovaram gastos de marketing durante
a gestão de Henrique Pizzolato naquela área do Banco do Brasil,
ignorados duranten o julgamento no Supremo.
O Barão de Itararé transmite ao vivo o debate e ato pela anulação do julgamento da. O início está marcado para 19h00.
Em reunião com os tucanos paulistas, na abertura do congresso do PSDB-SP neste início de semana (terça-feira),
o ex-governador José Serra fez crítica ao aparelhamento da máquina
pública. Deve ser com relação ao governo Geraldo Alckmin, que acabou de
cooptar vários partidos para sua base de apoio oferecendo secretarias
e cargos na máquina pública estadual.
Mas,
o que ficou mesmo da fala dele e do senador Aloysio Nunes Ferreira
Filho (PSDB-SP) é o lançamento de Alckmin para candidato a presidente
da República no ano que vem e a defesa de prévias. Aloysio defendeu
“trazer todas as forças políticas para reeleger o governador Geraldo
Alckmin, se ele não for candidato a presidente”.
“Ele
é um nome forte, é o governador de São Paulo, é um ser de tradição
política, já foi candidato à Presidência”, disse o senador tucano
paulista ao defender a ida de Alckmin para a disputa do Planalto. “Não
se pode excluir a hipótese de o Geraldo vir a ser candidato à
Presidência”, completou.
Serra candidato a governador. Acreditem se quiser...
O
jogo dos tucanos paulistas é: se Alckmin disputar de novo (já
concorreu e perdeu em 2006) a presidência da República, a vaga de
candidato a governador fica para José Serra. Por isso, também, já há
algum tempo a defesa da realização de prévias para escolha de
candidatos tucanos entrou na pauta do PSDB paulista, agora com apoio
dos serristas. Em 2010 Aécio Neves propôs esse caminho para escolha do
candidato ao Planalto, Serra enrolou e inviabilizou a proposta.
Agora
o PSDB, com o aval inclusive do governador Alckmin, tem defendido
esse caminho. O que querem? Que Aécio dispute prévias. “(Candidato) se
escolhe. Existem mecanismos democráticos para isso. Qual é o problema
se você tiver mais de um candidato?”, perguntou ontem o senador
Aloysio.
O
senador Aécio Neves que se cuidade, então. E São Paulo, também, uma
vez que alguns tucanos já insinuam que José Serra pode disputar o
governo do estado... Acreditem se quiser...
José Dirceu, advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT
Do Blog do Planlto - Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 às 13:02 (Última atualização: 30/01/2013 às 14:55:29)
O
ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, afirmou nesta terça-feira
(29), durante o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, que a
meta do Programa Minha Casa Minha Vida é contratar 3,4 milhões de
novas moradias até 2014. Segundo o ministro, para que o objetivo seja
alcançado é fundamental o estreitamento do relacionamento entre os
governos federal, estadual e municipal.
Criado
em 2009, o programa já entregou mais de 1 milhão de unidades
habitacionais e investiu mais de R$ 156 bilhões. De acordo com o
ministro, no ano passado o Minha Casa Minha Vida gerou um impacto
positivo em relação ao PIB brasileiro de 0,8%, por meio da geração de
empregos e movimentação da cadeia produtiva.
O
ministro falou também sobre os recursos destinados aos projetos de
mobilidade urbana. De acordo com Aguinaldo Ribeiro, já foram realizadas
as seleções para as cidades da Copa do Mundo de 2014, para o PAC
Grandes Cidades e agora será anunciada a seleção para o PAC Médias
Cidades. “Estão sendo investidos R$ 22 bilhões no PAC Grandes Cidades,
R$ 7 bilhões no Médias Cidades, R$ 7 bilhões para as obras de
mobilidade para a Copa e R$ 7 bilhões em pavimentação e qualificação de
vias urbanas”, informou. .
Sob o ensurdecedor silêncio da grande mídia brasileira,
foi divulgado em Bruxelas, na terça-feira (22/1), o relatório “Uma
mídia livre e pluralista para sustentar a democracia europeia”,
comissionado pela vice-presidente da União Europeia, Neelie Kroes,
encarregada da Agenda Digital [ver aqui a íntegra do relatório, acesso em 23/1/2013].
Preparado
por um grupo de alto nível (HLG) presidido pela ex-presidente da
Letônia, Vaira Vike-Freiberga, e do qual faziam parte Herta
Däubler-Gmelin, ex-ministra da Justiça alemã; Luís Miguel Poiares Pessoa
Maduro, ex-advogado geral na Corte de Justiça Europeia; e Ben
Hammersley, jornalista especializado em tecnologia, o relatório faz
trinta recomendações sobre a regulamentação da mídia como resultado de
um trabalho de 16 meses que começou em outubro de 2011. As recomendações
serão agora debatidas no âmbito da Comissão Europeia.
A
Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria Geral da República
finalmente apresentou uma posição sobre a licitação para a compra de
tablets numa licitação com todos os indícios de direcionamento com
especificações técnicas que só poderiam ser atendidas pelo Ipad, tablet
fabricado pela Apple.
A
PGR afirmou que em nenhum momento quis esconder a intenção de adquirir
Ipads, alegando que a escolha foi tecnicamente justificável, o que não
fere a Lei de Licitações.
De
acordo com o órgão, “a especificação foi embasada por relatórios
técnicos da área de Tecnologia da Informação, que focaram
principalmente em características de segurança do sistema operacional
IOS, modelo de desenvolvimento e comercialização de aplicações,
compatibilidade com serviços existentes, aspectos econômicos e de
diminuição de custo de propriedade”.
Leia a íntegra da nota divulgada pela PGR:
“A
Secretaria de Comunicação Social esclarece que a Procuradoria Geral da
República promoveu sua licitação de tablets optando pela marca IPad.
Tal opção não fere a legislação, encontrando amparo legal no Artigo 7º,
§5º da Lei de Licitações e Contratos, o qual consigna que a indicação
de marca é admissível, quando tecnicamente justificável, litteris:
“§5o.
É vedada a realização de licitação cujo objeto inclua bens e serviços
sem similaridade ou de marcas, características e especificações
exclusivas, salvo nos casos em que for tecnicamente justificável ou
ainda quando o fornecimento de tais materiais e serviços for feito sob o
regime de administração contratada, previsto e discriminado no ato
convocatório.”
O
processo de aquisição, com os requisitos técnicos pertinentes e
alinhados às necessidades institucionais, foi referendado pelo
Subcomitê Estratégico de Tecnologia da Informação (SETI), que atua como
instância consultiva no estabelecimento de prioridades e diretrizes
para a tecnologia da informação no âmbito do Ministério Público
Federal. O Edital é claro quando aponta a escolha da marca, visto que
no item II, Especificações, Condições Gerais, estabelece:“…O
produto a ser cotado deverá ser obrigatoriamente a versão mais nova
existente no mercado. Por exemplo, na data de elaboração deste Termo de
Referência o modelo mais novo disponível para venda é o iPad 3. Caso
na época da entrega exista um modelo mais recente, este modelo mais
recente é o que deverá ser entregue…”
Ademais,
a especificação foi embasada por relatórios técnicos da área de
Tecnologia da Informação, que focaram principalmente em características
de segurança do sistema operacional IOS, modelo de desenvolvimento e
comercialização de aplicações, compatibilidade com serviços existentes,
aspectos econômicos e de diminuição de custo de propriedade. Os autos
foram encaminhados para consulta à Auditoria Interna do Ministério
Público da União, cujo entendimento concluiu pela observância dos
princípios recomendados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e os
constantes da Lei 8666/93, ressalvando apenas ampla pesquisa de preços
para estipulação do preço máximo admissível. Durante todo o processo
licitatório não foi registrado qualquer pedido de esclarecimento ou
impugnação. O certame teve ampla competitividade, contando com mais de
20(vinte) participantes.
Por
fim, o TCU, em diversos julgados, tem se manifestado pela
possibilidade excepcional de indicação de marca em licitações, desde
que fundadas em razões de ordem técnica ou econômica, devidamente
justificadas pelo gestor, hipóteses nas quais não há ofensa ao
princípio da isonomia, nem tampouco restrições ao caráter competitivo
do certame (Decisão n. 664/2001 – Plenário; Acórdão n. 1.010/2005 –
Plenário e Acórdão n. 1.685/2004 – 2ªCâmara)”
Não
custa lembrar ao PGR que a empresa vencedora do certame licitatório
para a compa de Ipads é uma ME pode ter no máximo R$ 240 mil de
faturamento bruto anual, e que venceu uma licitação de quase R$ 3
milhões.
Além disso, apresenta-se na internet como especialista em licitações e tem como sede uma modesta loja em um bloco comercial de Brasília.
Afora o fato de que se o mesmo o mesmo modelo de Ipad tivesse apenas uma unidade comprada (e não 1.226) na loja virtual das lojas Americanas, mais a capa exigida pela licitação,
o preço final seria de R$ 3.383,20. Ou seja, o preço unitário saíria
R$ 15,00 menor do que o pago pela PGR para comprar 1.226 unidades.
Curioso, né? Isso revela ou que a licitação além de dirigida pode ter
sido viciada ou que os órgãos públicos precisam acabar com os pregões
eletrônicos e licitações, porque eles acabam resultando em prejuízo para
o erário. Afinal, se um órgão pode ir na loja e comprar um produto
mais barato do que no pregão eletrônico algo está muito errado.
Por
fim, a PGR não tinha outra data mesmo para fazer o pregão. Ele
precisava mesmo ser realizado na tarde do dia 31/12? A escolha do dia
tem algo a ver com numerologia ou ciclo astrológico? .
TUBARÕES DA MÍDIA CATUCAM A PRESIDENTE COM VARA CURTA
A
oposição e a mídia estão em ALERTA MÁXIMO com a "visita" que o
jornalista Franklin Martins faz no dia de hoje ao Palácio do Planalto
para uma "conversa de pé de ouvido" com a presidente Dilma Rousseff.
Ex-ministro
(Comunicação Social) do governo Lula, Franklin conhece tudo sobre o
comportamento (mau comportamento) das famílias que controlam as
comunicações no BRASIL, e tem algumas "propostas" para que a
DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO passe a vigorar no nosso país, ao invés da
DITADURA DA DESINFORMAÇÃO que hoje, a MÍDIA controlada pelo GAFE,
impõe.
Eu
ouvi dizer não sei onde, e não lembro quem foi que me disse, que
Franklin Martins GOSTOU MUITO do pronunciamento da presidente, feito em
cadeia de rádio e televisão, para comunicar a redução das tarifas de
energia e desmentir a boataria da Mídia sobre a possibilidade de APAGÃO.
Me disseram ainda, que talvez venha por aí um CHÁ COM A PRESIDENTA,
nos moldes do CAFÉ COM A PRESIDENTA. O CHÁ seria as 5 h. da tarde, e
pela TV. É possível ainda que Franklin Martins volte.
PSDB
e aliados viraram piada nas redes sociais pela representação que
fizeram contra o pronunciamento da presidenta Dilma e o uso de um
vestido da cor vermelha que lembra a cor do PT. Na imagem acima, nossa
humilde contribuição para que os tucanos possam impedir outras
"propagandas petistas" Brasil afora... #PSDBvermelhoDeRaiva
O jornal El País
realmente bateu o recorde em matéria de barriga (termo utilizado por
jornalistas para designar divulgação de informações erradas) ao
publicar uma foto de um suposto presidente Hugo Chávez entubado na cama
de um hospital. Os primeiros exemplares impressos foram rodados e
distribuídos, bem como a foto divulgada no site ficou no ar algum
tempo.
Tudo
começou quando o jornalista italiano Tommasso Debenedetti enviou a
foto, capturada do Youtube, para três agências de notícias, que não
divulgaram nada. Estranhamente, a imagem acabou aparecendo no jornal El País, cujos editores, sem nenhum tipo de checagem, publicaram.
Debenedetti
alega que ao divulgar a falsa foto de Chávez queria apenas testar o
jornalismo que vem sendo exercido atualmente. Será? Então, por que ao
enviar a imagem se fez passar pelo Ministro venezuelano da Cultura,
Pedro Calzadilla?
O
jornalista italiano não é confiável. Tem antecedentes negativos como
autor dos rumores sobre a morte do líder da Revolução cubana Fidel
Castro, do escritor colombiano Gabriel García Márquez e se apresentou no
Facebook e Twitter como personagens famosos, entre os quais Mario
Vargas llosa, Umberto Eco e até o Papa Bento XVI.
Na
verdade, não é de hoje que a mídia de mercado tem publicado falsas
informações sobre a saúde do presidente venezuelano. Aqui neste espaço
já se comentou o desejo de algumas publicações em ver Chávez morto. A Rede Globo
que o diga, bem como colunistas vinculados ao famigerado Instituto
Millenium, já conhecidos e cujos nomes nem vale a pena citar.
O El País pediu
desculpas aos seus leitores e teve de admitir publicamente o erro
grosseiro. Se não o fizesse perderia de vez a credibilidade até mesmo
entre os leitores que o consideram o melhor dos melhores.
Mas
o governo venezuelano entendeu que não bastam as desculpas e decidiu
entrar com uma ação judicial contra o jornal espanhol, conforme
anunciou o Ministro da Comunicação e Informação, Ernesto Villegas.
Há muitos mitos sobre os meios de comunicação pelo mundo a fora. O El País, por exemplo, é citado por outros jornais, como “o consagrado jornal espanhol”. A BBC de
Londres é considerada pelos acadêmicos de plantão como o exemplo de
mídia pública a ser seguido. Mas nem todos pensam assim.
Dias
desses, ativistas sociais fizeram manifestação em frente à sede da
emissora britânica denunciando a parcialidade na cobertura dos
acontecimentos no Oriente Médio. Os palestinos, segundo os
manifestantes, são tratados de forma discriminada.
Na época da invasão e ocupação do Iraque pelos Estados Unidos e com o apoio do Reino Unido, a BBC foi
acusada de apenas defender os interesses do Estado britânico, ou
seja, estadunidenses, nas coberturas sobre os acontecimentos.
Se
analisarmos as coberturas jornalísticas de outras mídias eletrônicas
no Brasil, não há como silenciar diante das barbaridades que estão
sendo cometidas.
Para
ficarmos em um exemplo mais recente, já comentado na reflexão da
semana passada, a intervenção francesa no Mali teve a unanimidade
favorável ao que determinou o presidente François Hollande.
Em
décadas passadas, por exemplo, antes da derrota dos franceses no
Vietnã, substituídos em seguida pelos estadunidenses, vale uma consulta
aos meios de comunicação para constatar a unanimidade em torno da
defesa da ação colonial contra os “bárbaros nacionalistas comunistas”
comandados pelo General Giap. Era um tempo em que comunistas eram
acusados de “comer criancinhas” .
Na
África de décadas passadas, o esquema era semelhante. Para se ter uma
ideia, há 52 anos a CIA e os serviços de inteligência belga
assassinaram Patrice Lumumba, líder da luta de libertação nacional no
Congo.
Vale
também uma consulta sobre o noticiário da mídia de mercado. Aliás,
praticamente nenhum meio de comunicação brasileiro concedeu agora
espaço para analisar a figura de Lumumba, assassinado em 17 de janeiro
de 1960.
Nem
é preciso recuar muito no tempo para constatar a parcialidade da mídia
de mercado em relação a fatos históricos recentes. Meios de
comunicação que hoje posam de democratas desde sempre, apoiaram a
ditadura chilena de Augusto Pinochet. Silenciaram sobre as atrocidades
que ocorriam no Uruguai depois de 1973 e assim sucessivamente. Alguns
chegaram a defender a invasão do Uruguai pelos “democratas” militares
brasileiros para coibir os tupamaros. E assim sucessivamente.
Para
citar um caso mais recente, já lembrado neste espaço, o atual
presidente da CBF e do Comitê Organizador para a Copa do Mundo, José
Maria Marin, um dos responsáveis pelo assassinato de Valdimir Herzog,
ao discursar como deputado estadual da Arena pedindo “rigor das
autoridades para enfrentar a infiltração na TV Cultura”, nunca
foi questionado pelos grandes veículos de comunicação. Tem aparecido
muito em função dos cargos que ocupa, mas poucos foram informados sobre
o seu passado de extrema direita e até defensor do famigerado delegado
Sergio Fleury.
A exceção fica por conta de O Estado de S. Paulo
que na semana passada, pelo menos, editou declaração de Igor Herzog
pedindo a exoneração de Marin por considerá-lo um dos responsáveis pelo
que aconteceu com o seu pai, Vladimir Herzog, em outubro de 1975.
Sem
mandato e prestígio, o ex-senador Demóstenes continua a desfrutar dos
luxos da época de parlamentar. Comemorou o Réveillon num dos melhores
restaurantes de Paris, frequenta uma badalada academia, faz tratamentos
em clínicas estéticas e degusta vinhos
Josie Jeronimo e Adriano Machado (fotos), de Goiânia
FELIZ E ASSOVIANDO No dia de seu aniversário, o ex-senador Demóstenes Torres saiu de casa de terno e gravata, mas não teve compromisso social: foi a uma clínica estética e comprou iguarias para o jantar
Apanhado
nos grampos que ajudaram a condenar o contraventor Carlinhos Cachoeira
a 39 anos e 8 meses de prisão, o ex-senador Demóstenes Torres perdeu o
mandato de senador em junho de 2012 e foi afastado do Ministério
Público de Goiás. Seis meses depois, porém, embora desprovido de cargo e
prestígio, o ex-parlamentar do DEM não perdeu a pose nem a boa vida
sustentada por luxos e prazeres dos tempos de parlamentar, quando foi
considerado no Congresso uma espécie de paladino da ética, antes de ser
flagrado em tramoias com o bicheiro. A fama de mocinho acabou, mas sua
rotina continua à base do bom e do melhor.
Na quarta-feira 23,
em seu primeiro aniversário depois da queda, assistiu-se a uma pequena
romaria na entrada do condomínio Parque Imperial, em Goiânia, onde
Demóstenes reside num apartamento avaliado em R$ 2 milhões. Vestido de
paletó e gravata, Demóstenes saiu de casa pouco depois das 9 da manhã.
Ocupado, conforme um assessor, com os preparativos de um jantar de
aniversário, assumiu o volante de uma Vera Cruz Hyundai e passou duas
horas fora de casa. No fim da tarde, saiu mais uma vez, dirigindo-se a
uma clínica estética. No carro com o vidro semiaberto, dava tchauzinho
para quem o reconhecia. Em sua vida sem mandato, Demóstenes tem
aproveitado para fazer testes frequentes de popularidade.
Semanas
antes de comemorar seu aniversário, o ex-senador saiu-se bem quando
enfrentou 20 minutos de fila no Vapt-Vupt – nome do Poupatempo em
Goiânia – para trocar o passaporte diplomático, a que tinha direito
como senador, pelo comum. Foi reconhecido por cidadãos anônimos, que
tiraram fotos com celular. A maioria o aplaudia, mas a funcionária
Raquel Silva enquadrou a equipe de atendentes que ameaçava entrar na
algazarra: “Coloquei o Demóstenes numa fila. Quando o pessoal foi tirar
foto, igual a uma celebridade, eu disse: ‘Menos, gente, menos.’” Dias
depois da cassação ele foi à rodoviária para renovar a carteira de
motorista. Recebeu abraços e cumprimentos. O mesmo aconteceu em suas
idas a supermercados.
A situação se inverte quando Demóstenes
aparece nos lugares mais nobres da capital de Goiás. Numa badalada
academia de ginástica localizada na Praça do Ratinho, que frequenta há
anos, o tratamento é outro – revelam os funcionários. Antes, as pessoas
daquele local, um dos pontos de concentração do mundo endinheirado da
cidade, formavam rodinha para ouvir histórias e perguntar sua opinião.
Na última semana, foi visto sozinho, como uma companhia a ser evitada.
Um motorista de táxi que costuma levar Demóstenes até o aeroporto conta
que recentemente ele estava muito animado e falante até a metade do
caminho. Mas, quando o carro passou pelo rio Meia Ponte, ocorreu uma
cena significativa. Chovia muito naquele dia, e o taxista comentou: “O
rio Meia Ponte está parecendo uma cachoeira.” Ele conta que após ouvir a
palavra “cachoeira” Demóstenes amarrou a cara e fez o resto da viagem
em silêncio.
A vida de Demóstenes depois da queda tem elementos
que lembram um melodrama do século XIX, mas vários capítulos poderiam
ser escritos por Robert Parker, o mais celebrado enólogo do planeta. Em
dezembro, Demóstenes esteve em Paris para passar o Réveillon e
aproveitou a estadia para jantar no Taillevent, um dos mais exclusivos
restaurantes da capital francesa. Situado a poucos passos da avenida
Champs-Élysées e do Arco do Triunfo, o Taillevent serve vinhos que
custam em média 1,8 mil euros, mas podem chegar a 18 mil euros, caso o
cliente opte pelo Bordeaux Château Lafite-Rothschild, safra 1846. O
gosto do ex-senador por vinhos raros e caros tornou-se conhecido
nacionalmente depois que a Polícia Federal descobriu que Cachoeira lhe
deu um lote de cinco garrafas do maravilhoso Bordeaux Cheval Blanc (nota
mínima de 93 sobre 100 nas avaliações disponíveis de Robert Parker),
pagando US$ 14 mil pela iguaria. Como se vê, longe do Senado e dos
holofotes da televisão que ajudaram a transformá-lo num campeão da
moralidade pública, Demóstenes continua um cálice refinado e aplicado.
Hoje
em dia ele só aparece em Brasília uma vez por semana e passa a maior
parte de seus dias em Goiânia. Foi ali que, há poucos dias, num jantar
no restaurante Madero, degustou uma garrafa de Pêra Manca (nota mínima
de 86 na avaliação de Parker), que custa R$ 940. Em outra ocasião,
numa visita à cantina San Marco, informou aos garçons que faria um
pedido modesto, para uma refeição rápida. Pediu um Sirah Incógnito,
português cujo preço é R$ 450 (87 sobre 100 na avaliação de Parker).
Ficou contrariado porque o estoque havia acabado. Acabou servindo-se de
um Malbec argentino, o Angélica Zapata, a R$ 300 a garrafa (a qualidade
varia, mas Parker deu 91 para a safra de 1997). Ao reunir três
procuradores para um encontro festivo, Demóstenes pediu um “Barca
Velha”, que pode chegar a R$ 1,4 mil nas boas safras. Como brinde de
Natal, Demóstenes distribuiu aos amigos e aliados políticos uma garrafa
do sugestivo espumante português “Terras do Demo”, vendida a R$ 80.
Procurado por ISTOÉ para uma entrevista, Demóstenes alegou que,
orientado por seus advogados, preferia não dar depoimento nem responder a
perguntas, mas ficou claro que ainda acumula poder no Estado.
Instalada nas vizinhanças da residência do ex-senador, a equipe de
ISTOÉ foi abordada por uma viatura policial, que pediu documentos.
Do
ponto de vista legal, Demóstenes tem algumas complicações pela
frente. Em agosto de 2012, com receio de que, mesmo sem mandato, ele
ainda tivesse influência para livrar-se de qualquer investigação
interna, 82 procuradores de Goiás assinaram um manifesto público
exigindo que fosse aberta uma investigação sobre sua conduta. O caso
hoje se encontra no Conselho Nacional do Ministério Público, que tem
três opções pela frente. Pode transformar o afastamento temporário em
permanente, sem maiores consequências para Demóstenes. Pode ainda
aposentá-lo compulsoriamente, o que lhe permitiria conservar os
vencimentos de R$ de 24 mil. Ou votar por sua demissão, que implicaria
perda de qualquer benefício.
Responsável por arquivar as
primeiras denúncias sobre Cachoeira que chegaram ao Ministério Público,
o procurador-geral, Roberto Gurgel, costuma fazer pronunciamentos
enfáticos em que confirma a disposição de acelerar as investigações
contra Demóstenes. Procurado para comentar o caso, o procurador-geral
mandou dizer, através de uma assessora, que sempre atuou no Conselho
de forma isenta, “sem qualquer interferência nas decisões, como
qualquer co nselheiro poderá confirmar”. Na prática, o caso caminha
devagar. Amigo de Demóstenes, o conselheiro Fabio Silveira foi sorteado
como primeiro relator e depois de 20 dias declarou-se impedido, o que
já atrasou o processo em um mês.
A
apreciação dos embargos apresentados pela defesa estava marcada para a
terça-feira 29, mas já foi retirada da pauta, o que pode atrasar o
exame geral do caso, inicialmente previsto para fevereiro. Com receio
daquilo que, em outros tempos, Demóstenes denunciava como pizza, na
semana passada três promotores do Ministério Público de Goiás circulavam
por Brasília, procurando marcar audiências com os 13 conselheiros que
terão a palavra final sobre o caso. “Queremos um julgamento justo, em
tempo razoável,” afirma um deles, Reuder Cavalcanti. Ele entende que,
numa decisão equilibrada, Demóstenes não deve ter direito a
aposentadoria compulsória porque passou os 13 anos fora do Ministério
Público. “É por causa desse afastamento que defendemos a demissão.” Para
Luiz Moreira Gomes, que foi representante do Congresso no Conselho do
Ministério Público, já conseguiu uma nova eleição pelo voto dos
deputados e aguarda uma deliberação do Senado que pode reconduzi-lo ao
posto, o episódio de Demóstenes tem um caráter exemplar. “A inércia foi
uma demonstração de que o Ministério Público não adota para si a
conduta criteriosa que exige dos outros,” afirma.
Por causa de
uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski, vice-presidente do
Supremo Tribunal Federal, Demóstenes também enfrenta um inquérito
criminal no Tribunal Federal Regional da 1a Região. É investigado por
corrupção passiva, prevaricação e advocacia administrativa. Esse
processo é mais demorado e não tem prazo definido para chegar a uma
conclusão.
Ao perder o mandato, Demóstenes ficou inelegível até
2027. Há poucas semanas, contestando o período em que não poderá
candidatar-se, ele apresentou recurso ao Tribunal Regional Eleitoral
para rever a decisão. Perdeu, mas cabe uma segunda tentativa. As
incertezas da Justiça colocam várias opções no futuro político do
ex-senador. Ele não foi totalmente abandonado pelos antigos aliados nem
será. Muitos deles têm interesse confesso em sua herança. O deputado
Ronaldo Caiado (DEM-GO), que atua na mesma fatia do eleitorado, prepara
sua candidatura ao Senado em 2014 e conta com os votos de Demóstenes.
No
plano pessoal, Demóstenes pensa em atuar como advogado de grandes
empresas. Atualmente, além dos vencimentos como procurador (R$ 24 mil),
Demóstenes tem rendimentos como sócio da Nova Faculdade,
estabelecimento de ensino em Contagem, Minas Gerais. O dono da
instituição é Marcelo Limírio, sócio de Cachoeira em redes de
laboratórios de Goiás. Nas conversas em que fala de seus planos,
Demóstenes tem dito que, se for condenado pelo Conselho da
Magistratura, poderá advogar. Wellington Salgado, ex-senador e amigo
fiel, já se dispôs a ajudar. Colaboraram: Izabelle Torres e Claudio Dantas Sequeira Fotos: divulgação; adriano machado; Directphot
Nesta
quarta, a presidente receberá no Palácio do Planalto o ex-ministro
Franklin Martins, que comandou a área de comunicação no governo Lula,
numa audiência aguardada com grande expectativa; visto como inimigo
pelos grandes meios de comunicação, Franklin é autor de uma Lei de
Meios que democratiza o setor no País; sua chegada ocorre no momento em
que o PSDB representa contra Dilma, com base em editoriais escritos
por Folha, Veja, Globo e Estadão
247 - A
audiência mais esperada do ano ocorrerá nesta quarta-feira, em
Brasília. No Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff receberá o
jornalista Franklin Martins, ex-ministro da Secretaria de Comunicação,
no Palácio do Planalto. Franklin é autor de uma Lei de Meios,
semelhante à que foi implantada por Cristina Kirchner, para
democratizar o setor de comunicação – estudo recente, da organização
Repórteres sem Fronteiras, apontou a mídia brasileira como uma das mais
cartelizadas do mundo, como se no Brasil houvesse "30 Berlusconis"
(leia mais aqui).
Ao
deixar o governo Lula, no fim de 2010, Franklin deixou seu projeto nas
mãos do governo, mas o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, não o
levou adiante. Até agora, o discurso do governo Dilma tem sido o de
que a melhor maneira de regular o setor de mídia é o controle remoto – o
que incomoda setores da esquerda, e especialmente do PT, que gostariam
de uma nova regulamentação para o setor. O presidente do partido, Rui
Falcão, condena, por exemplo, a propriedade cruzada – o que é vetado
nos Estados Unidos e impede, por exemplo, que emissoras de televisão
sejam também proprietárias de jornais.
Por
ter elaborado um projeto de uma Lei de Meios, Franklin foi convertido
em inimigo número 1 dos grandes meios de comunicação, que o acusam de
querem implantar a censura no País. Ao mesmo tempo, há um certo cansaço
com o "monopólio" da opinião no País.
Praticamente
todos os grandes veículos de comunicação do País repetem um discurso
uniforme, elaborado no Instituto Millenium, contra o PT, contra Lula e,
mais recentemente, contra iniciativas do governo Dilma. Um exemplo
disso ocorreu nesta terça-feira, quando integrantes do PSDB
apresentaram representação contra Dilma por seu pronunciamento sobre a
redução das tarifas de luz. O que ancorava a representação? Editoriais
da Folha, do Estado, do Globo, de Época e de Veja.
Leia, abaixo, reportagem da Rede Brasil Atual a respeito disso:
PSDB usa 'Folha, 'Estadão', 'Globo' e 'Veja' para justificar ação contra Dilma
Orientando-se
pelos editorais da grande imprensa, tucanos afirmam que presidenta fez
promoção pessoal e propaganda eleitoral e partidária no pronunciamento
do último dia 23
São Paulo – O PSDB usou editorais dos jornais Folha de S.Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo, além de um texto da revista Veja,
para justificar a representação que protocolou hoje (29) na
Procuradoria-Geral da República contra a presidenta Dilma Rousseff. A
ação – acompanhando a linha dos textos pulicados na grande imprensa –
acusa Dilma de fazer “promoção pessoal” e “propaganda eleitoral e
partidária” no pronunciamento de rádio e TV levado ao ar no último dia
23, quando a presidenta anunciou a redução das tarifas de energia
elétrica e criticou os que são “do contra”.
Segundo
a representação, assinada por advogados do PSDB, Dilma “transformou o
espaço (...) em um palanque de lutas partidárias” e fez “puro
proselitismo político”.
O
texto argumenta ainda que o formato do pronunciamento lembra as peças
publicitárias da campanha presidencial de 2010, como caracteres e
recursos gráficos. Para o PSDB, as “semelhanças” são indicativos do
caráter “eleitoreiro”.
A
ação também questiona o uso da logomarca do governo na abertura do
pronunciamento e o fato de Dilma vestir uma roupa vermelha, “em uma
clara referência às roupas vermelhas utilizadas na campanha de 2010 e
nos programas partidários, fazendo alusão à cor do seu partido”.
No
entendimento dos tucanos, tais elementos mostram que Dilma cometeu um
“verdadeiro crime de responsabilidade” e um “desvirtuamento do escopo
legal”.
– Foram vendidos até esta segunda-feira (28), 253.280 carros e comerciais leves, contra 252.692 em todo janeiro de 2012.
Com
253.280 unidades vendidas até esta segunda-feira (28) o mercado de
carros e comerciais leves já garantiu que terá o melhor janeiro da
história: em janeiro do ano passado, o melhor até então, foram vendidas
252.692 unidades.
Faltando três dias para encerrar o mês, a expectativa é de que as vendas ultrapassem os 300 mil carros.
A
média de vendas até agora é de 13.330 unidades, 16% acima da média de
vendas registrada em janeiro do ano passado (que tinha sido a melhor da
história).
Esse
desempenho é superior ao registrado em quase todo o primeiro semestre
do ano passado: perde apenas para o mês de junho, quando as vendas
explodiram por causa da eliminação/redução do IPI.
Ônix (quinto colocado até ontem) e HB20 (décimo) estão “bombando” nas vendas deste mês.
A
Procuradoria Geral da República (PGR) realizou licitação no final de
2012 para a compra de 1226 tablets — 1200 para a PGR e 25 para o
Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Não se discute a
importância dos aparelhos para o exercício da função dos procuradores, o
interessante foi como o edital para compra pelo órgão comandado pelo
senhor Roberto Gurgel foi produzido para que a vitoriosa no processo
fosse a Apple.
A Lei de
Licitações determina que marcas não podem ser citadas em editais de
compras públicas, mas o edital da licitação da PGR (141/2012) cita a
Apple ao menos duas vezes e exige tecnologias que só a empresa detém, o
que inviabiliza a participação de qualquer outra fabricante. Ou seja,
como se diz no universo das concorrências, a licitação foi dirigida.
Nas
especificações técnicas para os tablets licitados, o edital determina
que o aparelho precisa possuir a tecnologia “Tela Retina”, que é
exclusiva da Apple e que venha equipado com o chip Apple A5X dual
core, fabricado apenas para produtos da marca. Veja nas imagens.
E
mais, as dimensões exigidas no edital são exatamente as mesmas do
Ipad. Veja o comparativo entre o site da Apple e o texto da licitação.
Dimensões
informadas no site da Apple, na imagem da esquerda, e dimensões
exigidas na licitação da PGR, na imagem da direita (Foto: Reprodução)
Exige-se
ainda uma capa para tablet, fabricada pela Apple e desenvolvida
especificamente para o Ipad. Veja nas imagens abaixo onde a marca foi
citada no edital.
O
repórter Felipe Rousselet entrevistou Cláudio Weber Abramo, executivo
da ONG Transparência Brasil, indagando-o sobre a legalidade de uma
licitação feita nestes moldes. A resposta foi curta e direta: “Essa
licitação é ilegal”. “As dimensões já direcionam. É difícil, mesmo pela
Apple, conseguir este tipo de precisão. Não nas dimensões, mas no
peso é aceitável que exista uma diferença de uma ou duas gramas”,
comentou.
Evidente que a vencedora da concorrência em pregão eletrônico foi a Apple, conforme resultado publicado abaixo.
O
repórter Felipe Rousselet entrou em contato com a assessoria de
imprensa da PGR, do CNMP e da Apple, mas até a publicação deste post,
apenas o CNMP se posicionou sobre o caso. Através da sua assessoria, o
órgão afirmou que não participou da elaboração do edital para a
compra dos tablets e do processo de fiscalização, apesar de ser
beneficiado com algumas unidades do equipamento. O CNMP disse ainda
que o dinheiro ainda não foi empenhado. Ou seja, a empresa vencedora
já foi escolhida, mas o pagamento e a entrega dos tablets ainda não
foram feitos.
Roberto Gurgel que
abusou dos holofotes da mídia para discursar sobre o “mensalão”, agora
prefere se calar sob a suspeita de licitação dirigida envovendo R$
2.940.990,10 no órgão que preside. Só para constar, o que em tese não
é algo ilicito, mas pode explicar muita coisa. Esse pregão eletrônico
ocorreu no dia 31 de dezembro à tarde, quando o órgão já estava em
recesso. Dia 31 de dezembro à tarde, você não leu errado. E mesmo
assim o órgão comandado por Gurgel acredita que não tem nenhuma
explicação a dar à sociedade brasileira. Alvíssaras.
Atualizando:
Por Sugestão do leitor Eric, acrescento mais uma questão a este post.
Por que a vencedora do certame foi a empresa A.A. de Araújo M.E. Uma
microempresa venceu uma licitação de aproximadamente 3 milhões de
reais na venda de um produto de uma multinacional. Por que isso?
Pode
parecer banal, mas serve muito bem como exemplo da irresponsabilidade
que cerca nosso jornalismo: Neto, o folclórico comentarista da Band,
afirmou que o Santos estaria na fase final da contratação do polêmico
ex-jogador Adriano. A direção santista desmentiu categoricamente. E
daí? Daí, nada.
Esse é um
problemão. Supostos jornalistas plantam notícias, espalham boatos que
se mostram inverídicos, alimentam versões que servem a interesses
obscuros, isso quando não propagam, de forma deliberada, mentiras e
calúnias.
O exemplo do fanfarrão
Neto pode parecer, à primeira vista, apenas engraçado ou até mesmo
irrelevante. Tirando o pânico que se instalou na torcida do time de
Vila Belmiro, nenhum grande mal resultou da bazófia do apresentador com
português sofrível e sotaque forçadamente caipira.
Mas
exatamente por sua insignificância, seria o caso de o comentarista se
retratar, pedir desculpas, ao menos denunciar a fonte que supostamente o
fez cometer esse equívoco. Mas não é preciso ter inteligência acima da
média de um torcedor de futebol para ter plena certeza de que vai tudo
ficar por isso mesmo. Mesmo que não custasse nada um mínimo de
humildade e decência ao envolvido.
Pois
se um "jornalista" e uma emissora de TV não se dão ao trabalho de
assumir um vexame ridículo desses, imagina quando o erro for relevante
para o País?
Jornais, revistas e
programas jornalísticos soltam esses balões de ensaio, encampam teorias
conspiratórias, denunciam crimes não comprovados, acusam sem direito a
defesa, condenam à revelia da Justiça, fazem sensacionalismo sem
nenhum pudor. E fica tudo por isso mesmo.
Seria
o caso de instituirmos uma Tolerância Zero para erros jornalísticos.
Assim como pregam os editoriais intolerantes com políticos, autoridades
e bandidos profissionais, a sociedade deveria devolver na mesma moeda.
Ou
jornalistas podem cometer seus pequenos e grandes desvios sem
responder por isso? E não vale vir com a desculpinha esfarrapada de que
seria censura. Estou falando de vergonha na cara e em ser uma pessoa
ética e confiável. Só isso.
Sem não sabem nem pedir desculpas, então vamos ensiná-los. Ora, bolas.
O
perfil oficial da Rede Globo no Twitter se retratou após postar uma
mensagem em que convidava os internautas a criarem uma “divertida”
lápide interativa
Globo se desculpa por mensagem “infeliz” sobre ‘Pé na Cova’
A
ação, que faz parte da promoção da série Pé na Cova, foi mal vista
pelos internautas, que criticaram a falta da sensibilidade da emissora
em razão da tragédia envolvendo a morte de pelo menos 232 pessoas no
incêndio de uma boate em Santa Maria (RS), na madrugada deste domingo.
“Já
brincou de criar sua lápide divertida?”, dizia a mensagem com o link
do aplicativo que direcionava para o site do seriado. Rapidamente,
dezenas de internautas replicaram o tuíte, criticando “insensibilidade”
da emissora com a tragédia ocorrida em Santa Maria. “Hoje, Globo?
Hoje”, indagou um dos internautas sobre o post. “Tem vergonha não? Dia
triste, e você fazendo tuiotes de #PéNaCova”, reclamou @CarolGomide02
Após
as críticas, o post foi deletado do perfil, e a Globo se retratou
quanto à publicação: “Claro que o tuitede #PéNaCova foi uma infeliz
casualidade, pela qual nos desculpamos. Estamos solidários com as
famílias de Santa Maria/RS”, dizia a mensagem.