quinta-feira, 30 de junho de 2016

30/6 - Lula o Filho do Brasil FILME COMPLETO


30/6 - VÍDEO - DISCURSO DE POSSE DE LULA EM 2003

Discurso de posse do presidente Lula (2003)

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20/6 - DEPUTADO PINDUCA, o Tiririca DE MINAS GERAIS

Deputado Pinduca (PP) se atrapalha ao ler discurso de posse

30/6 - Pragmatismo Político DE 29/6

Pragmatismo Político


Posted: 29 Jun 2016 02:26 PM PDT
ellie menina morta pelo pai
Pequena Ellie foi brutalmente assassinada pelo pai. Mãe foi cúmplice do crime. Avô gastou todas as suas economias tentando recuperar guarda da menina
Um caso envolvendo o assassinato brutal de uma menina de seis anos pelo próprio pai chegou ao fim na Inglaterra, após um julgamento cujos detalhes chocaram o país.
Ellie foi morta dentro de casa, em outubro de 2013. Por unanimidade, o júri considerou seus pais, Ben Butler e Jennie Gray, culpados. Ele foi condenado a no mínimo 23 anos de prisão, e ela, considerada cúmplice, a 42 meses.
O crime consternou os britânicos pela violência – a criança apresentava lesões no crânio e na coluna comparáveis às encontradas em pessoas que sofrem acidentes de carro em alta velocidade – e também pelo fato de Butler já ter sido acusado de agredir a filha quando ela ainda era um bebê.
Ele havia conseguido recuperar a guarda da menina apenas 11 meses antes de ela ser morta, após uma campanha para convencer as autoridades de que a condenação inicial havia sido um erro. Ele foi inocentado da acusação de agressão ao bebê em 2009 e, posteriormente, apesar de objeções da polícia, do serviço social e dos avós, conseguiu recuperar a guarda da filha na Suprema Corte.
Ben Butler havia sido condenado por sacudir a filha quando ela ainda era bebê
Ben Butler havia sido condenado por sacudir a filha quando ela ainda era bebê
Então o avô materno da menina, Neal Gray, pediu a abertura de um inquérito público para investigar a atuação da Justiça no episódio e lembrou da reação de pavor manifestada pela menina durante o processo de recuperação de guarda pelos pais.
“Ela tinha pesadelos e se escondia toda vez que um assistente social nos visitava”, disse à BBC.

‘Pai perfeito’

Em fevereiro de 2007, quando Ellie tinha pouco mais de um mês de vida, exames constataram graves ferimentos em seu cérebro típicos de casos em que o bebê é violentamente sacudido. Na época, o pai e a mãe não moravam juntos e ela havia deixado a filha com ele. Na versão do pai, ele estava jogando no computador quando percebeu que a menina estava ‘sem movimentos e muito branca’. Ela foi levada a um hospital onde o problema no cérebro – do qual ela se recuperou posteriormente – foi detectado.
O pai foi considerado culpado pelas agressões e condenado a 18 meses de prisão em 2009, mas, três anos depois, a Justiça britânica o inocentou – a conclusão foi de que os ferimentos poderiam ter sido “acidentais”.
Isso ocorreu após uma pesada campanha pela absolvição de Butler, comandada pelo famoso agente publicitário britânico Max Clifford – que mais tarde seria condenado por assédio sexual.
Pouco antes de conseguir a vitória, o casal participou de programas de TV britânicos – na ocasião, Gray dizia que o marido “estava tentando ser o pai perfeito”.
A decisão de devolver a guarda, no fim de 2012, ocorreu mesmo após assistentes sociais e os próprios avós de Ellie, com quem a menina estava vivendo, tecerem fortes críticas ao pai.
“Ela (a juíza) vai ter sangue em suas mãos se fizer isso”, havia dito Neal Gray, o avô materno – segundo a imprensa britânica, o casal gastou todas as suas economias, que totalizavam 70 mil libras (cerca de R$ 350 mil), lutando contra o pai nos tribunais.
Avô gastou suas economias lutando nos tribunais para que guarda da menina não fosse concedia aos pais
Avô gastou suas economias lutando nos tribunais para que guarda da menina não fosse concedia aos pais
Ao absolver Butler, a juíza Mary Hogg escreveu: “É uma alegria para mim ver o retorno de uma filha para os braços de seus pais. Essa história não acaba hoje, ainda há trabalho a ser feito”.
Com a decisão, o serviço de proteção dos assistentes sociais à garota foi suspenso e substituído por uma agência independente, responsável pelo acompanhamento do retorno da criança ao convívio dos pais.
Na imprensa, foram publicadas várias reportagens sobre a “família injustiçada” e o primeiro Natal que eles passariam juntos. Poucos meses depois, ela seria assassinada.

Surto de raiva

A menina de seis anos foi encontrada morta na casa da família em Sutton, a sudoeste de Londres, em 28 de outubro de 2013. Segundo a acusação, Butler teve um surto de raiva e aplicou golpes na cabeça de Ellie até que ela morresse.
Jennie Gray, afirmou a Promotoria, foi chamada pelo companheiro quando estava no trabalho. Ao chegar em casa, viu a filha morta, mas não ligou imediatamente para o serviço de emergência. Ela acabou condenada por crueldade infantil e por ter acobertado o homicídio.
Ellie viveu com os avós enquanto esteve separada do pai
Ellie viveu com os avós enquanto esteve separada do pai
O casal também inventou um plano para tentar destruir as provas do crime e encenar uma queda acidental antes de chamar a ambulância, uma farsa que envolvia o irmão mais novo de Ellie.
Eles mandaram a criança ir ao quarto da menina chamá-la para comer bolo – quando chamaram a emergência, duas horas após a morte da filha, era possível ouvir o menino dizer que “Ellie não estava acordando”.
O juiz do caso, Alan Wilkie, disse a Gray que ela havia sido “excepcionalmente ingênua e estúpida”. Ele afirmou ainda que a mulher, que era verbal e fisicamente abusada pelo marido, tinha uma dependência tão profunda dele que estava disposta a fazer qualquer coisa pelo companheiro, inclusive participar daquela “farsa grotesca”, referindo-se especificamente à ligação feita ao serviço de emergência duas horas após a morte de Ellie.
Sobre Butler, Wilkie disse: “Você é um homem egoísta, de temperamento difícil, violento e dominador, que considera seus filhos e sua parceira como troféus, como se eles não tivessem qualquer função a não ser satisfazer suas fantasias infantis e sentimentalizadas de vida familiar – com você como patriarca a quem todos deveriam obedecer.”

Revisão

A investigação sobre a morte de Ellie fez com que a Justiça revisasse o caso que absolveu Ben Butler no passado. Com isso, novas informações vieram à tona.
Ao considerar que o pai da menina não havia sido responsável pelos ferimentos em Ellie quando bebê, a juíza Mary Hogg afirmou que havia ocorrido um “erro judicial”.
Jennie Gray foi condenada por ajudar marido a tentar encobertar o crime
Jennie Gray foi condenada por ajudar marido a tentar encobertar o crime
O efeito disso foi a revogação de qualquer forma de proteção à menina, que retornou à casa dos pais sem qualquer acompanhamento para saber se ela estava sendo bem cuidada.
“A ordem da juíza deu permissão a Butler para apresentar o documento emitido por ela a qualquer escola, médico, assistente social, enfermeiro ou policial que viesse a entrar em contato com a família”, explicou o repórter da BBC que cobriu o caso, Gaetan Portal.
“Butler teve, como efeito disso, a garantia de uma poderosa arma legal contra qualquer um que levantasse questionamentos ou preocupações sobre o bem-estar de Ellie no futuro. A juíza também determinou que os assistentes sociais locais não poderiam mais supervisionar a menina.”
Profissionais independentes ficaram com a missão de acompanhar o caso, mas nunca receberam informações sobre o histórico da família ou sobre as questões que pairavam sobre Butler, que tinha outros registros de violência contra, por exemplo, uma ex-namorada.
Eles foram orientados apenas pela decisão de Hogg, que classificava as acusações contra o pai como “um erro”.
A equipe de assistentes sociais independentes acompanhou o retorno de Ellie para casa por três meses e não reportou nenhum problema familiar. Eles entregaram o relatório final à Justiça em abril de 2013, seis meses antes do crime.
Segundo funcionários da escola da menina, ela faltou bastante à escola nos meses anteriores a seu assassinato. Ao ser cobrada pelo envio de atestados médicos que comprovassem os motivos das ausências, Grey ficou “irritada e agressiva”, disse ao júri a assistente administrativa Kelly Vennard. Ela chegou a dizer que qualquer assunto deveria se tratado com advogados.
Imagem capturada de vídeo no qual o pai aparece gritando ao lado de Ellie
Imagem capturada de vídeo no qual o pai aparece gritando ao lado de Ellie
O avô materno de Ellie critica o sistema que permitiu a devolução da guarda da neta a seu assassino.
“O sistema falhou com ela, e conosco também. É tarde demais para Ellie, mas não para salvar outras crianças”, afirmou. “Quero garantir que isso jamais ocorra com outra criança.”
Em entrevista à BBC, o avô contou que ele e sua esposa receberam um telefonema da filha na véspera do assassinato em que ela ofereceu um encontro com a menina por apenas meia hora em uma lanchonete.
“Foi em 27 de agosto de 2013, um dia antes de ela morrer”, lembrou. “Ela não era a Ellie que conhecíamos. Tinha marcas na testa e arranhões”, disse. Questionado pelo apresentador sobre a reação da menina ao se despedir dos avós, se ela havia protestado, ele respondeu que “não”. “Havia tristeza em seus olhos”, disse à BBC Neal Gray que lembrou também de Ellie em dias mais felizes. “Ela era uma menina fantástica. Muito extrovertida, bonita, sempre em movimento. Era muito inteligente. Foram os melhores dias de nossas vidas”, completou Gray, hoje, viúvo.
BBC
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Posted: 29 Jun 2016 02:16 PM PDT
Lindbergh Farias Janaina Paschoal impeachment
A advogada Janaína Paschoal protagonizou uma discussão acalorada com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) na comissão especial do impeachment e, segundo o senador, “passou dos limites de um advogado de acusação”.
Janaína pediu a fala para criticar Lindbergh por ter dito a jornalistas que o juiz Paulo Bueno de Azevedo, da Justiça Federal de São Paulo, que pediu a prisão do ex-ministro Paulo Bernardo, é seu orientando no doutorado. Afirmou que é verdade, mas que seus alunos e orientandos “têm liberdade para se expressar” e o fato de terem contato com ela não interferem em seus trabalhos, porque ela não usa “a régua do PT”.
“São vocês, petistas, que costumam ter essa prática de possuir vassalos e seguidores e não orientandos com liberdade para se expressar”, acusou. A fala da advogada levou a discussões entre os senadores e ela quis estender o assunto alegando que dizia respeito à sua honra, mas foi interrompida por Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM): “Isso aqui não é lugar para defender sua honra não, mas para discutir o impeachment. O assunto tem que ser tratado em outro lugar”.
O presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB), deu a palavra a Lindbergh por ter sido citado. O senador rebateu no mesmo tom e disse que a advogada é quem passa do ponto. “Falei a verdade, que o orientando é seu. A senhora não está aqui por ideias, não. A senhora não engana ninguém, começou esse processo por R$ 45 mil e todos sabemos disso. Não venha me fazer idealismo que não cola.”
Lindbergh Farias afirmou ainda que Janaína tem proferido ataques a todos na comissão e fugido direto do foco do processo em avaliação. “Esse não deve ser o papel da advogada de acusação. Não tem dado uma contribuição concreta sobre o caso das pedaladas fiscais. Só espero que seja mais criteriosa ao falar dos outros.”
Não é a primeira vez que a advogada sai da seara dos seus limites e tenta discutir como se fosse parlamentar com os senadores. No início do mês, ela levou uma bronca do presidente do colegiado por dizer que queria registrar seu “descontentamento” com o que chamava de diferença de tratamento em relação a uns depoentes em detrimento de outros.
“Há uma diferença entre os convidados da acusação e da defesa. A acusação arrolou cinco testemunhas e a defesa arrolou quase 40. Paguei minha passagem para vir até aqui e acho que não devem ser chamadas mais testemunhas, nem ser aprovado o pedido de perícia porque esse pedido não se sustenta”, afirmou. Raimundo Lira disse à professora que sua indignação não faz sentido e que determinadas questões são internas, de prerrogativa da presidência e relatoria da comissão.
“A senhora falou durante o tempo em que quis nas vezes em que esteve aqui. Tenho certeza que temos trabalhado de forma a ser garantido um equilíbrio dos dois lados. Rejeito totalmente a indignação da senhora”, rebateu Raimundo Lira.
No início da tarde, durante solidariedade de senadores do PT, PCdoB e outros partidos para a senadora Gleisi Hoffmann (PT-RS), não apenas Lindbergh como o senador Jorge Viana (PT-AC) disseram que deveria ser avaliada pelo Judiciário a suspeição do magistrado que expediu os mandados judiciais da operação Custo Brasil (que resultou na expedição de mais de 60 mandados, incluindo o da prisão do ex-ministro e de busca e apreensão de documentos na residência do casal), pelo fato de ele ser orientando de Janaína, “uma das autoras do pedido de impeachment”.
A advogada já confirmou que cobrou e recebeu do PSDB R$ 45 mil para realizar um parecer sobre a possibilidade de impeachment da presidenta afastada e que fez a cobrança porque não é militante do partido. Mas, alguns meses depois, ela mesma assinou o pedido de impeachment, ao lado dos juristas Miguel Reale e Hélio Bicudo.
Na última semana, foi a vez de Janaína tentar responder ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por uma declaração dele. Foi divulgado na imprensa, durante festa de São João na casa da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), em Brasília, que Renan teria dito, quando indagado sobre o motivo pelo qual não estava pagando a sua passagem para ir até Brasília, que “essa Janaína é muito chata”. No dia seguinte, a advogada não se fez de rogada. “Quero dizer aqui que o presidente desta Casa tem toda razão ao me chamar de chata. Sou chata mesmo”, afirmou.
“Esse comportamento está irritando muita gente porque ela não é parlamentar. Se quiser ser parlamentar, que se candidate nas próximas eleições, já estou até vendo ela falando nos comícios, mas aqui tem que agir como uma advogada de acusação”, disse Lindbergh.
“Olhem só que absurdo. A senhora advogada de defesa pediu a palavra pela ordem para questionar um senador da República pelo que ele tinha dito à imprensa. Aqui não é o lugar para isso, é uma comissão processante. Ela utilizou o espaço para, mais uma vez, distribuir agressões, criticar o PT e os petistas. Tem feito isso e somente isso desde a hora em que entrou nesta sala”, disse Vanessa Grazziotin.
“Não vou usar aqui esse espaço para pedir explicações de quem quer que seja que esteja falando de mim pela imprensa, embora seja senadora. Qual é mesmo o papel desta advogada? Ela não tem o direito de se comportar como uma parlamentar nem chamar a atenção de quem quer que seja”, destacou a senadora, que pediu para que ao final da reunião fosse explicado a Janaína qual é exatamente o papel de um advogado dentro da comissão.
O único a defender a advogada e professora foi o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PMDB-PB). Cássio pediu a palavra e afirmou: “Se, por acaso, a advogada não pode fazer determinadas acusações ao governo e à má gestão do governo, eu as faço como senador”.
informações de RBA
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Posted: 29 Jun 2016 02:00 PM PDT
Paulo Bernardo gleisi hoffman prisão
(Imagem: Paulo Bernardo ao lado da esposa, Gleisi Hoffman)
Em despacho assinado nesta quarta (29), o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli destruiu os argumentos usados pelo juiz da Operação Custo Brasil – desdobramento da Lava Jato – para manter a prisão preventiva do ex-ministro Paulo Bernardo, marido da senadora Gleisi Hoffmann, desde o último dia 23.
Segundo Toffoli, as razões que motivaram o juiz de primeira instância a pedir a prisão de Paulo Bernardo não são sólidas e, além disso, afrontam o entendimento do Supremo sobre as situações em que prisões provisórias são viáveis.
“(…) nem mesmo no curso da AP nº 470, vulgarmente conhecida como o caso ‘mensalão’, conduzida com exação pelo então Ministro Joaquim Barbosa, houve a decretação de prisões provisórias, e todos os réus ao final condenados estão cumprindo ou já cumpriram as penas fixadas”, disse Toffoli, após apontar que o recurso não pode ser utilizado “como antecipação de uma pena que não se sabe se virá a ser imposta”.
Pela lei, prisão preventiva (uma modalidade de prisão provisória) só pode ser decretada em três situações: para impedir a continuidade da prática do crime pelo réu ou investigado; para impedir que as investigações sejam prejudicadas ou que os envolvidos possam cometer fuga e evitar a punição.
Segundo Toffoli, a prisão de Bernardo sem razões consistentes soam como uma “verdadeira antecipação de futura punição” que não se sabe se será imposta. “A simples conjectura não constitui fundamento idôneo para a prisão preventiva”, disse o ministro.
Toffoli destacou em sua decisão os argumentos usado pelo juiz da Operação Custo Brasil para mandar prender Paulo Bernardo. Em suma, o magistrado sustentou que Bernardo, por ser ex-ministro e figura pública, certamente poderia usar de sua influência para interferir na investigação ou destruir provas. Também disse que havia risco de lavagem de dinheiro sobre R$ 7 milhões desviados pelo esquema na Consist que ainda “não foram localizados” pelos investigadores. Para o juiz, o desaparecimento destes R$ 7 milhões representa, sim, um risco à “ordem pública”, já que o país vive uma crise econômica e o dinheiro poderia ser usado para fuga.
“O fato, isoladamente considerado, de não haver sido localizado o produto do crime não constitui fundamento idôneo para a decretação da prisão preventiva para garantia da ordem pública, haja vista que se relaciona ao juízo de reprovabilidade da conduta, próprio do mérito da ação penal. O mesmo se diga quanto ao alegado ‘risco evidente às próprias contas do País, que enfrenta grave crise financeira’, por se tratar de mera afirmação de estilo, hiperbólica e sem base empírica idônea”, rebateu Toffoli.
“A prisão preventiva para garantia da ordem pública seria cabível, em tese, caso houvesse demonstração de que o reclamante estaria transferindo recursos para o exterior, conduta que implicaria em risco concreto da prática de novos crimes de lavagem de ativos. Disso, todavia, por ora, não há notícia”, acrescentou o ministro do STF.
Toffoli classificou a decisão do juízo de primeiro grau como “frágil” e recheada de “ilações”. Ele determinou que Paulo Bernardo seja solto que o “Juízo Federal da 6ª Vara Criminal Especializada em Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional e em Lavagem de Valores da Seção Judiciária de São Paulo avalie a necessidade, se for o caso, de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão”, como uso de tornozeleiras.
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Posted: 29 Jun 2016 01:56 PM PDT
diamante mundo Lesedi la Rona
(Imagem: Lesedi la Rona, o maior diamante do mundo encontrado em 100 anos)
O maior diamante bruto do mundo poderá render mais de R$ 230 milhões de reais no que promete ser um leilão sem precedentes, na noite desta quarta-feira, em Londres.
O Lesedi la Rona, que tem quase o tamanho de uma bola de tênis, foi escavado em Botswana, na África, em novembro.
O diamante bruto tem 1,109 quilates e especialistas acreditam que a pedra tenha mais de 2,5 bilhões de anos.
Trata-se do maior diamante bruto já leiloado. A operação ficará a cargo da casa Sotheby’s.

David Bennett, diretor da divisão de joias da Sotheby’s, disse que a descoberta do Lesedi la Rona é o “achado de uma vida”.
“Todos os aspectos desse leilão são sem precedentes. Ele não é apenas superlativo em tamanho e qualidade, mas nada dessa escala foi a leilão antes”.
Segundo um estudo do Instituto Gemológico dos EUA, a cor e a transparência do diamante são típicos das gemas do tipo IIA – a classe das pedras consideradas mais puras quimicamente e conhecidas pela transparência ótica. Apenas 2% dos diamantes do mundo se encaixam nessa categoria.
O Lesedi La Rona é o maior diamante bruto encontrado em mais de 100 anos – ele mede 6.64 x 5.5 x 4.2cm.
Em termos de tamanho, ele peder apenas para o Diamante Cullinan Diamond, garimpado na África do Sul em 1905 e dado de presente ao rei Eduardo 7º.
Com 3,106 quilates, o diamante foi cortado em nove pedras diferentes, muitas ainda em poder da Coroa Britânica. Entre elas está a Grande Estrela da África, atualmente o maior diamante lapidado do mundo.
BBC
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Posted: 29 Jun 2016 01:49 PM PDT
racismo aposentada delegada produtora negra
Uma produtora audiovisual de 38 anos denunciou um ataque racista em um supermercado em Brasília nesta terça-feira (28/6). Elizabete Braga registrou ocorrência na Polícia Civil alegando ter sido xingada e cuspida por uma servidora aposentada do Ministério das Relações Exteriores.
De acordo com a Polícia Civil, a confusão começou quando a mulher de 77 anos se aproximou da produtora na fila do mercado e disse que estava observando o cabelo dela de longe, e gostaria de saber se era uma peruca.
Incomodada, Elizabete pediu para a senhora não tocar seu cabelo. A idosa reagiu com agressão verbal. Disse não gostar de pessoas negras porque elas são, na opinião dela, mal educadas. Ainda disparou uma série de ofensas, como “preta safada” e “preta sem educação”.
Os insultos continuaram no estacionamento do mercado, ainda segundo a vítima. A servidora foi até o carro de Elizabete quando ela se preparava para deixar o local e cuspiu nos pés da produtora. A senhora ainda tentou agredir a produtora fisicamente dizendo que era “faixa preta de Karatê”. Após o ocorrido, a vítima decidiu chamar a polícia.
Encaminhada à Delegacia, a servidora negou ter insultado Elizabete e passou a desrespeitar a delegada de plantão, também negra, que conduzia o flagrante. Ela tocou o cabelo da autoridade policial e, ao ser repreendida, declarou que “não tocaria mais porque não queria sujar as mãos”.
“Não gosto de negros”, disse, ainda, a aposentada, que cuspiu no chão em direção à policial. A aposentada foi autuada pelos crimes de injúria racial e racismo e recolhida a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), onde permanece à disposição da Justiça.

Elizabete publicou um relato do caso em sua página do facebook:
Hoje, 28/6/16, mais um caso de racismo contra mim. Eu estava no caixa do atacadista Super Adega, quando uma senhora, ao perguntar se meu cabelo era uma peruca ou de verdade, tocou meu cabelo. Gentilmente pedi para que não tocasse em meu cabelo. A resposta dela? “PRETA SAFADA! PRETA MAL EDUCADA! ISSO É FORMA DE ME RESPONDER?” Na continuação das ofensas, disse que minha mãe não havia dado educação à uma preta tão sem educação, que ela até poderia ter gente da África na família dela, mas que ela não gosta de gente preta – tudo sem educação.
Disse, ainda, que a garota do caixa é uma negrinha bonitinha, mas que eu sou uma negrinha feia (e está longe de ser essa a questão aqui). Disse que pelas minhas ações – de não deixar ela ir embora antes que a polícia chegasse – mostrava que eu sou uma puta, “você só pode ser uma puta, isso mesmo, uma puta, com esse comportamento” (se ser puta também significa reivindicar direitos, sim, sou puta, fico puta de raiva e corro atrás). Chamou-me de gentalha e perguntou ao segurança como deixavam mulheres como eu entrar no supermercado. Ah! Ainda cuspiu duas vezes em minha direção.
Daquelas cusparadas que se dá quando se quer mostrar desprezo por alguém. Ainda ostentou uma carteira de identificação dela (a famosa carteirada) do Ministério das Relações Exteriores, se dizendo DIPLOMATA e disse: “com quem você pensa que está falando? Ligar para a polícia não vai dar em nada!”.
Consegui a identificação dela e testemunhas. Fui à Delegacia de Repressão aos Crimes de Discriminação Racial etc, na DPE, e registrei ocorrência. A mulher foi chamada, as testemunhas consultadas e pimba! Prisão em FLAGRANTE POR RACISMO! Não satisfeita, a mulher ofendeu racialmente e, também, cuspiu na delegada – SIM, BAFÃO! C-U-S-P-I-U na delegada.
Não creio que fique muito tempo presa. Talvez só esta noite. Mas que sirva de alerta para os RACISTAS de plantão:
RACISTAS NÃO PASSARÃO!

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Posted: 29 Jun 2016 01:19 PM PDT
anano unicef preconceito nosso vídeo
O que você faria se encontrasse uma criança de seis anos sozinha em um lugar público?
Um vídeo (assista abaixo) lançado pelo Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância, escancara o preconceito que vive em cada um de nós. Protagonista do experimento, Anano, uma menina de apenas seis anos ficou “perdida” duas vezes: em uma delas, estava bem vestida, limpa e penteada.
“Quantos anos você tem?”
“Você está perdida?”
“Você está sozinha?”
“Você mora aqui perto?”

Essas foram algumas das perguntas que quem passava por perto fez a Anano. Depois, a menina foi colocada no mesmo lugar, dessa vez com roupas velhas e sujas. Seu rosto também não estava limpo, e ela usava um gorro por cima do cabelo desgrenhado. Ainda era a mesma menina de seis anos, que dessa vez foi completamente ignorada.
O mesmo experimento foi feito em um restaurante: bem vestida, Anano conquistou quem estava por ali. Além de muitos beijos, ela ganhou também um avião de papel. Quando estava mal vestida, Anano foi escorraçada do lugar. Ela chorou tanto que o experimento foi suspenso.
E você, o que faria?
Segundo o El Español a iniciativa não quer culpabilizar ninguém, mas conscientizar, por meio de uma campanha “visual e potente”, a desigualdade. “São os invisíveis entre os invisíveis”, afirma o Unicef ao jornal.

Risco

O vídeo também serve de alerta para o fato de que quase 70 milhões de crianças morrerão antes dos cinco anos até 2030 e 167 milhões viverão em pobreza extrema nesse ano se a comunidade internacional não investir já nas mais crianças pobres.
Intitulado “Uma oportunidade justa para todas as crianças”, o relatório anual revela que, embora o mundo tenha registado progressos na infância, essas melhorias não foram uniformes e as desigualdades marcam a vida de milhões de crianças.
“Quando olhamos para o mundo de hoje, somos confrontados com uma verdade desconfortável, mas inegável: As vidas de milhões de crianças são arruinadas pelo simples fato de terem nascido num determinado país, comunidade, género ou circunstância”, escreve o diretor-geral da organização, Anthony Lake, no prefácio do relatório.
Para ele, “agora é o momento de agir” porque, se o mundo não acelerar o ritmo de progresso, 69 milhões de crianças morrerão, em sua maioria de causas evitáveis, antes de completarem cinco anos, até 2030, o ano em que terminam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis, definidos no ano passado.

África

Nesse mesmo ano, as crianças da África subsaariana terão 10 vezes mais probabilidade de morrer antes dos cinco anos do que as dos países ricos e nove em cada dez crianças a viver em pobreza extrema estarão naquela área, alertou Anthony Lake.
Se nada for feito, mais de 60 milhões de crianças em idade escolar estarão fora da escola e cerca de 750 milhões de mulheres terão sido casadas na infância.
O diretor-geral da Unicef sublinha que o futuro não tem de ser tão sombrio e lembra que muitos dos constrangimentos que impedem o mundo de ajudar estas crianças não são técnicos.
“São uma questão de compromisso político. São uma questão de recursos. E são uma questão de vontade coletiva”, alertou.
O relatório revela que investir nas crianças mais vulneráveis pode produzir benefícios imediatos e a longo prazo, tanto para as próprias crianças como para a sociedade.
Segundo o documento, cada ano adicional de escolaridade que uma criança frequenta se traduz em um aumento de cerca de 10% dos rendimentos que aufere na idade adulta e, por cada ano adicional de escolaridade que os jovens de um país completam, as taxas de pobreza diminuem cerca de 9%.
“Mais do que nunca, devemos reconhecer que o desenvolvimento só é sustentável se puder ser continuado – sustentado – pelas gerações futuras”, escreveu Anthony Lake.
E exemplifica: “Quando ajudamos um menino a ter acesso aos medicamentos e nutrição de que precisa para crescer saudável e forte, não só aumentamos as suas hipóteses na vida, como reduzimos os custos sociais e económicos associados à doença e à fraca produtividade”.
O prefácio do diretor-geral termina com um apelo: “Nós conseguimos. A injustiça não é inevitável. A desigualdade é uma escolha. Promover a equidade – uma oportunidade justa para cada criança, para todas as crianças – também é uma escolha. Uma escolha que podemos fazer e devemos fazer. Pelo seu futuro, e pelo futuro do nosso mundo”.
VÍDEO:

Agência Lusa e HuffPost Brasil
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Posted: 29 Jun 2016 01:11 PM PDT
refugiado sírio alemanha euros
Refugiado sírio devolve 150 mil Euros
Um refugiado sírio de 25 anos encontrou 150 mil euros em um armário que ele ganhou de uma organização de caridade e devolveu a quantia às autoridades locais em Minden, na Alemanha.
O refugiado, identificado como Muhannad M., chegou ao país no fim do ano passado.
O jovem disse que “não pensou duas vezes” antes de devolver o dinheiro, que foi entregue a um funcionário do Departamento de Imigração da região.
Após o episódio, o jovem virou uma espécie de herói local. “É um exemplo para todos”, disse um agente de segurança.
O refugiado disse que quer permanecer na Alemanha, onde estuda, e trazer sua família.
Segundo a Polícia de Minden, ele achou 50 mil euros em dinheiro e o restante em cheques escondidos embaixo de um fundo falso do móvel.
De acordo com as autoridades locais, apesar de ser comum que pequenas quantidades de dinheiro sejam devolvidas, “a devolução de tanto dinheiro é uma exceção absoluta”.
A Polícia local agora investiga a origem do dinheiro.
ANSA
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Posted: 29 Jun 2016 01:04 PM PDT
delação premiada mal usada
Há algo de disfuncional na Justiça brasileira quando oscila entre dois extremos no trato dos crimes de corrupção. De um lado o engavetamento – omitindo-se de investigar – e do outro, a banalização da prisão preventiva seguida de delação premiada como atalho para as investigações.
Ambas as medidas trazem grande risco de erro. E os erros vão além da violação de direitos individuais, pois prejudica a própria redução da criminalidade, uma vez que o Judiciário, sem querer, está indicando um caminho de redução de riscos para a atividade criminosa.
Se um criminoso que ainda não foi pego tem a quem delatar como carta na manga, o risco de vira a ser punido fica reduzido com a jurisprudência da delação. E isto é um incentivo para ele continuar perpetrando seus crimes, ao invés de fazê-lo parar.
Afinal, se não for pego fica com tudo o que roubou. Se for pego e ainda que perca parte do amealhou em seus crimes, a pena pela sua condenação – reclusão domiciliar com tornozeleira eletrônica – é equiparável à aposentadoria em um “resort” de luxo. A delação tornou-se um “plano B” de aposentadoria para um criminoso do colarinho branco e sem escrúpulos.
A banalização das prisões preventivas com apelo midiático sacia a opinião pública de quem já tem escrúpulos, mas para mentes criminosas a alternativa da delação torna sua atividade de crimes menos arriscada e mais recompensadora. O resultado, no conjunto da obra, mais cedo ou mais tarde, será o aumento da corrupção, obviamente com métodos aperfeiçoados, diferentes dos já descobertos.
A sociedade ganharia mais se a Justiça fizesse o óbvio pelo caminho do equilíbrio: engavetasse menos, investigasse sem delongas para obter provas materiais de forma a levar à condenação de criminosos milionários sem o estímulo da “aposentadoria” em uma vida de luxo, via delação.
Peguemos o exemplo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), um dos que mais citados em delações premiadas.
A chamada Lista de Furnas é escândalo público e notório desde 2005. Está nas gavetas até hoje. Onze anos depois, aparecem vários delatores confirmando a lista, o esquema, os envolvidos, tudo. Se tivessem investigado a sério desde 2005 já haveria gente condenada e nem teria o que delatar sobre este fato em 2016. Haveria menos impunidade com menos criminosos premiados.
Quando estourou o mensalão, em 2005, Aécio era governador e estava no ar a campanha publicitária “Déficit Zero” do governo de Minas feita pela agência de publicidade de Marcos Valério. Parece até provocação – ou certeza de impunidade – o governo tucano de Aécio trazer de volta à publicidade governamental mineira os mesmos empresários que já respondiam processo de improbidade administrativa pelo mensalão tucano de 1998.
E parece cegueira dos ministérios públicos estadual e federal não terem visto e investigado discrepâncias na contabilidade do Banco Rural fornecida à CPI dos Correios diferente da que deve ter o Banco Central e que, segundo delação do ex-senador Delcídio do Amaral 11 anos depois, comprometeria o senador Aécio Neves e o ex-senador Clésio Andrade.
O próprio Marcos Valério, na iminência de nova condenação pelo mensalão tucano de 1998, só agora em 2016 negocia delação premiada incriminando políticos tucanos, antes poupados. Houvesse mais investigação e menos engavetamento em todos esses anos, o que ele tem a delatar já seria do conhecimento dos investigadores há muito tempo.
A sensação de impunidade de 1998 e 2005 incentivou novos casos de corrupção nos anos seguintes. No último domingo (26), o jornal Folha de S. Paulo trouxe a manchete “Sócio da OAS relata propina a tesoureiro informal de Aécio”. O sócio é o empreiteiro Leo Pinheiro. A propina seria de 3% sobre a principal obra da gestão do tucano no governo de Minas, um faraônico palácio de governo chamado de Cidade Administrativa. O tesoureiro informal citado na manchete é Oswaldo Borges da Costa Filho, do círculo familiar do tucano, e dono do jatinho particular usado pelo senador.
Quando Aécio era governador, nomeou Oswaldo presidente presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), estatal mineira com orçamento bilionário que custeou a obra. A confirmar a delação, Oswaldo seria uma espécie de Sérgio Machado do Aécio e desempenharia na Codemig papel semelhante ao que Dimas Toledo teria desempenhado em Furnas.
Essa delação não surpreende quem acompanha veículos de imprensa alternativos e blogs que não blindam tucanos, pois evidências de malfeitos em torno da obra foram publicadas há mais de seis anos.
A própria licitação da Cidade Administrativa deixa suspeitas claras de combinação para evitar concorrência. Para construir os três prédios, conciliou nove empreiteiras vencedoras (pelo menos seis delas envolvidas na Lava Jato), organizadas em três consórcios. Cada consórcio construiu um dos prédios. Nenhuma empreiteira se repete, nenhuma ganhou a concorrência no lote da outra.
Causa mais estranheza a construção de dois prédios iguais (com a mesma técnica construtiva e os mesmos materiais) ter sido dividida em dois lotes: um consórcio de três empreiteiras ganhou a construção de um prédio, e outro consórcio (também de três empreiteiras) ganhou a construção do outro prédio, e ambos ficaram praticamente igualzinhos.
Ora, se um consórcio ganhou um dos prédios com preço menor, teria de construir os dois, pois nada justifica pagar mais caro pelo outro praticamente igual. Se os preços foram iguais, a caracterização de formação de cartel fica muito evidente.
A oposição aos tucanos em Minas chegou a denunciar o fato, blogs publicaram e um inquérito chegou a ser aberto em Minas. Mas a necessária investigação fica nas gavetas durante anos sem se aprofundar. De novo o sistema judiciário se move apenas por atos extremos: ou engavetamento ou delação.
Deixando Aécio de lado, lembremos do caso Sanguessuga de 2006. Provas robustas, dezenas de parlamentares e prefeitos indiciados, parte denunciados. Mas cadê a condenação? Muitos deputados daquele escândalo estão aí até hoje reeleitos, inclusive votando no impeachment. Um exemplo recente é o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT). Quando a aceitação da denúncia foi a julgamento, nem chegou a se tornar réu, pois já estava prescrito.
A política estaria mais decente, o Congresso Nacional estaria mais limpo, e os governantes honestos livres de achaques, se o sistema judiciário trocasse o excesso de prisões preventivas que ao longo do tempo não traz maiores consequências na redução de crimes, por investigações efetivas e condenações definitivas, com menos engavetamento. E corruptores e corruptos teriam mais medo de descumprir a lei se as delações não fossem tão premiadas como têm sido.
Hoje virou heresia criticar excessos de delações e prisões preventivas. Mas será que a opinião pública continuará aplaudindo quando a revista Caras fizer uma edição sobre a doce vida de delatores milionários presos a suas tornozeleiras eletrônicas? Isso enquanto o cidadão trabalhador honesto é condenado a levar uma vida de privações, por políticas de combate a corrupção tão disfuncionais que levaram Michel Temer ao poder para impor “austeridade” à classe média e aos mais pobres, enquanto as grandes fortunas, inclusive com tornozeleiras, continuam não sendo tributadas.
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Posted: 29 Jun 2016 12:51 PM PDT
Magda Mofatto como imóvel deputada
A deputada Magda Mofatto (PR-GO)
Dona de um patrimônio declarado de R$ 21 milhões, a deputada Magda Mofatto (PR-GO) é a mais rica da Câmara.
Proprietária de clubes e hotéis na região de Caldas Novas (GO), uma das principais estâncias de águas termais do país, ela também atua nos setores da mineração e da agropecuária.
Em seu segundo mandato federal, Magda aluga um sobrado em um dos bairros mais nobres de Goiânia para receber seus eleitores. A conta do imóvel, porém, ela repassa para a Câmara. Desde abril de 2013, a Casa reembolsou a deputada em R$ 389 mil pela locação de R$ 13,8 mil. As informações são da Revista Congresso em Foco.
Todo parlamentar tem à sua disposição uma verba – no caso da deputada goiana, de R$ 33,5 mil por mês – para custear despesas atribuídas ao mandato. Entre os gastos permitidos, está o aluguel de escritório de representação política no estado de origem.
O caso de Magda seria mais um, dentre os 513 deputados que fazem uso do benefício, não fosse um detalhe: no mesmo endereço do escritório, na Rua 1.133, no Setor Marista, funciona o diretório estadual do Partido da República (PR), presidido por seu marido, Flávio de Paula Canedo. Em uma espécie de combo, a Câmara banca de uma só vez o escritório político da deputada e a sede de seu partido, o que contraria as regras da verba indenizatória.
Mas os ressarcimentos à deputada pelos gastos com o imóvel não se restringem ao aluguel. Serviços como água, energia elétrica, telefones fixo e celular e TV por assinatura instalados no escritório de Magda e no diretório estadual do PR em Goiânia consumiram R$ 61 mil dos cofres públicos desde 2013. Ou seja, somadas as contas, a mansão custou R$ 450 mil ao contribuinte em três anos.
Para ser reembolsada, a parlamentar precisou apenas apresentar as notas fiscais. A Câmara se limita a verificar a regularidade fiscal e contábil da documentação, deixando a cargo da sociedade a tarefa de fiscalizar o uso deste recurso, uma vez que nem sempre é possível contar com uma criteriosa utilização do dinheiro público por parte dos parlamentares. Só com ligações de telefone fixo para celular, entre 23 de março e 22 de abril, os gastos chegaram a R$ 3,3 mil.
Fazer a separação das ligações realizadas pelo diretório e pelo escritório político não parece ser uma tarefa fácil, uma vez que o número do telefone que origina as chamadas é o mesmo do diretório, conforme registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e do escritório político. Tudo junto e misturado.
revista Congresso em Foco
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Posted: 29 Jun 2016 12:43 PM PDT
faxineira mãe solteira diálogo demitida
Na última semana, o drama de uma faxineira que foi demitida por ser mãe solteira veio à baila através de uma denúncia via Facebook.
A publicação da página diário de uma mãe solteira teve milhares de curtidas e comentários e gerou revolta na rede social por evidenciar um caso de preconceito.
No diálogo, para justificar a demissão da mulher, a patroa alega que “não pode aceitar esse tipo de gente [mãe que não seja casada]”.
A justificava se estende para os filhos, que poderiam “aprender algo errado”, e o marido, porque não queria “esse tipo de gente” perto dele.
“Não faz isso, tenho meus filhos para sustentar, sou honesta”, suplica, em vão, a faxineira.
Apesar do apelo, a decisão de demiti-la não se altera e a empregadora afirma que o dinheiro devido poderá ser retirado com o porteiro do prédio.
De acordo com a página que publicou a denúncia, todo a conversa foi enviada pela filha da faxineira. Ainda segundo a página, advogados se prontificaram a ajudar a vítima. O caso repercutiu em portais como Hypeness, Estadão, Fórum, O Tempo, IstoÉ, VEJA, Correio Braziliense, O Dia.
No site da revista Veja, chama a atenção alguns comentários que concordam com a prática da patroa.
“Não é por preconceito, mas eu também não aceitaria uma mulher solteira. Hoje o mundo tá perdido. Confiar em homem já é complicado. Com uma estranha do lado, piorou. Mas tem mulher que concorda… então boa sorte”, diz uma internauta.
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