01/2 - Trabalhadores sentirão na carne enfraquecimento do BNDES, diz ex-presidente do banco.

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Trabalhadores sentirão na carne enfraquecimento do BNDES, diz ex-presidente do banco. Por Marina Duarte de Souza

 
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Luciano Coutinho. Foto: Wikipedia Commons
PUBLICADO NO BRASIL DE FATO
POR MARINA DUARTE DE SOUZA
“BNDES empresta dinheiro para países comunistas”, “BNDES financia portos e aeroportos fora do Brasil”, “Lula e Dilma mandaram R$ 30 bilhões para fora do país” estas foram algumas das frases que circularam nos últimos dois anos para atacar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No dia 20 de janeiro o mito da “caixa-preta” do banco – que o governo de Jair Bolsonaro prometia revelar – caiu, como resultado de uma auditoria externa que custou R$ 48 milhões aos cofres públicos, e que não encontrou nenhuma ilegalidade ou ato de corrupção na instituição.
Para comentar esse e outros mitos relacionados ao BNDES o Brasil de Fato conversou com o economista Luciano Coutinho, presidente do banco de 2007 a 2016.
Como parte do processo de instrumentalização da Justiça como meio de perseguição política que assola o país nos últimos anos, Coutinho chegou a sofrer uma condução coercitiva da Operação Bullish da Polícia Federal, investigações do Ministério Público Federal e foi chamado para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES no Congresso Nacional.
Sobre esses fatos, ele afirma: “Não sei se é um ataque do judiciário, mas levantar suspeitas sem evidências, sem provas, nós coloca num mundo de arbítrio e, na medida em que todo o setor público é colocado em suspeita sem evidências, evolui-se para um processo de retrocesso de direitos”.
“Não creio que a Justiça brasileira esteja envolvida de forma sistêmica, mas houve um movimento. O combate a corrupção é um clamor legítimo, mas precisa ser feito dentro da lei, das regras e da Constituição”, diz.
Para ele o elevado valor da auditoria é resultado de o governo Bolsonaro “tentar encontrar irregularidades a todo custo”.
Confira a entrevista na íntegra:
Qual a importância do BNDES? 
O BNDES é um grande banco de desenvolvimento, que opera no atacado. Não é tão conhecido pela população, não tem agência, conta, diferentemente dos bancos chamados de varejo. Mais recentemente, no período de 2004 até 2014, o Brasil teve um forte ciclo de crescimento com aumento do investimento na indústria e na infraestrutura, e também investimentos sociais. Investimentos logísticos, em tratamento de água e esgoto, em várias das capitais. Esses investimentos tiveram um suporte essencial do BNDES. Nós não teríamos, por exemplo, energia hoje. A energia elétrica deixou de ser um problema no país.
De onde vêm os recursos para os investimentos do banco?
Os recursos do BNDES vêm de três fontes. A primeira é o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT): 40% da sua receita fica vinculado ao BNDES para investimentos de desenvolvimento do Brasil. Essa é uma fonte relevante, mas agora há um projeto liberal que pretende eliminar a contribuição do FAT ao BNDES.
Outra fonte importante é que, ao longo de sua história ele acumulou uma carteira de crédito grande. Essa carteira tem uma inadimplência muito baixa. Os empréstimos são 99,9% honrados e eles retornam, à medida que eles vão sendo pagos para o banco e podem ser reemprestados. Então, uma coisa é o FAT e outra coisa são os empréstimos anteriores.
E finalmente, num período mais recente, durante os governos do ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma, o Tesouro Nacional, com autorização do Congresso emprestou ao BNDES. No período mais recente, após o impeachment da presidente, os governos seguintes forçaram o BNDES a devolver recursos. Isso foi uma das razões pela qual o banco encolheu, e uma das razões pela qual o banco deixou de ser uma alavanca proativa no financiamento da infraestrutura brasileira.
O BNDES financiou obras em outros países durante os governos Lula e Dilma?
Como o BNDES funciona: para uma empresa vender tratores, máquinas e equipamentos, ou um serviço de engenharia para um projeto no exterior, o BNDES pagava em reais aqui no Brasil ao exportador de produtos e serviços, o que fazia com que fossem gerados empregos no Brasil.
Ele não transferia dinheiro para fora. Esses serviços eram pagos, esses bens eram exportados. Por exemplo, os aviões da Embraer, grandes geradores hidroelétricos, tratores, equipamentos, colheitadeiras, equipamentos para usina de açúcar, vários desses equipamentos eram exportados e geravam emprego no Brasil. E o cliente lá fora pagava o BNDES em dólar a prazo. Então era um financiamento à exportação e que o BNDES recebia de volta, em dólar.
Portanto, existia desde os anos 90 toda uma sistemática legal e uma estrutura de Estado para financiar a exportação que exige crédito de longo prazo. Isso não é uma invenção brasileira. Os Estados Unidos, Alemanha, Japão, França, Coreia, China, Índia, Rússia, todos os países têm agências de crédito e seguradoras de exportação. O BNDES era, e deveria voltar a ser, a ferramenta do governo brasileiro para financiar esse tipo de exportação.
Quais foram os retornos para o país desse tipo de investimento?
Nesse período o BNDES financiou R$ 1,6 trilhão e uma fatia de menos de R$ 40 bilhões foi para financiar exportações para outros países. De que exportações nós estamos falando? Exportações de serviços de engenharia e construção e equipamentos produzidos no Brasil. Esse, inclusive, é um mercado muito disputado. O Brasil tinha uma fatia pequena, infelizmente agora não tem mais nada.
O BNDES foi uma alavanca que permitiu o crescimento do autoemprego e a criação de 13 milhões de novos empregos diretamente associados às atividades do banco. Essa é a verdade.
Mas como incomodou muitos interesses, se criou toda uma fantasia em torno das atividades do BNDES, buscando diminuir seu papel para abrir mais espaço para esses interesses. Há uma verdadeira guerra ideológica contra o banco de desenvolvimento.
Por que você acredita que o BNDES sofreu esses ataques?
Em parte, começou na campanha eleitoral em 2014 toda uma fantasia de que o BNDES estava financiando obra no exterior e governos estrangeiros, em detrimento da infraestrutura no Brasil. O que é uma falácia, uma mentira. Mesmo os que eram informados não abriam mão de usar esse argumento, porque esse parecia um argumento fácil de ser entendido. Como qualquer fake news, é atraente quando é facilmente entendido e vira um boato.
Posteriormente com a questão das delações premiadas da Petrobras criou-se a fantasia de que haveria no BNDES algo parecido, e que o BNDES teria sido um repositório de operações ilícitas, associadas a doações políticas, o que absolutamente não é verdadeiro.
O que representa o fato de a auditoria não ter descoberto nada? O que representa esse valor de gasto na auditoria, R$ 48 milhões?
É importante apontar que primeiro houve uma auditoria interna, que não custou mais do que horas de trabalho dos funcionários. Mas como foi feita internamente muitos argumentavam que era uma auditoria enviesada. Essa auditoria interna foi feita com muito cuidado por pessoas que não tiveram nada a ver com aquele tipo de operação e o fizeram de forma correta e séria.
Não obstante, muita pressão foi feita para que o banco contratasse um auditor externo e efetivamente foi contratado um auditor que tinha grande experiência nas empresas internacionais que tiveram problemas de corrupção. Era uma auditoria que tinha muita tecnologia e capacidade de cruzar informações. E a conclusão foi de que não há nenhum indício de favorecimento ou de influência indevida nos processos decisórios.
Ou seja, o resultado final desta auditoria resgata a impessoalidade, a lisura e a integridade de todos os procedimentos do banco, do seu quadro técnico e dos seus dirigentes, inclusive da minha pessoa. Nesse sentido, eu acho que é uma contribuição positiva para estabelecer a verdade, que foi tão vilipendiada por alguns.
Colocar nua a verdade dos fatos é saudável para a democracia brasileira e para o resgate da instituição.
O senhor considera que houve alguma arbitrariedade da Justiça, Polícia Federal ou Ministério Público nas investigações em torno do BNDES?
No caso da Petrobras houve alguns diretores que foram denunciados por doleiros ou por outros empresários, que fizeram delações premiadas e acusaram diretores. No BNDES não aconteceu nada disso, não há nenhuma acusação de empresários, de empreiteiros ou de outros agentes econômicos em relação ao BNDES. As fantasias e as acusações que motivaram o Ministério Público a pedir autorização para uma operação de busca e apreensão, de condução coercitiva de quase 40 funcionários da instituição, foi baseada apenas em suspeitas e em nenhuma evidência concreta. Uma operação atentatória aos direitos constitucionais de defesa, de presunção de inocência, que foi substituída por uma presunção de culpa que “justifica” uma forma arbitrária de colher essas informações, e que posteriormente deram origem a um processo inconsistente de denúncia. Inclusive, porque o próprio juiz retirou desse processo os funcionários da instituição. No caso do BNDES efetivamente atentou contra os direitos básicos, atentou contra o devido processo legal, pode ser até que as intenções fossem boas, mas a forma como foi feita atentou contra os direitos da cidadania.
Não sei se é um ataque do judiciário, mas levantar suspeitas sem evidências, sem provas, nós coloca num mundo de arbítrio e, na medida em que todo o setor público é colocado em suspeita sem evidências, evolui-se para um processo de retrocesso de direitos. Não creio que a Justiça brasileira esteja envolvida de forma sistêmica, mas houve um movimento. O combate à corrupção é um clamor legítimo, mas precisa ser feito dentro da lei, das regras e da Constituição.
Como está o BNDES hoje? Qual sua opinião sobre a política atual do BNDES?
A política declarada da atual equipe econômica é ultraliberal, é pró-privatista e tem uma política fundamentalista que acredita que o mercado é um nirvana que vai resolver tudo com a maior eficiência, e que o Estado deve ser reduzido ao máximo. Essa política é uma política antiga e ultrapassada, não obstante ela vem sendo perseguida. Dentro dessa grande diretriz, encolher o BNDES e acreditar que o mercado de capitais vai suprir todo financiamento de longo prazo é uma fantasia que pode custar caro.
Nada contra o mercado de capitais, eu trabalhei muito para estimular o mercado, mas o mercado funcionará bem se tiver parceria com o setor público, junto com projetos de desenvolvimento bem feitos, bem elaborados, que possam ser bancáveis a longo prazo por bancos públicos, por bancos privados e pelo mercado em seu conjunto.
Quando o Brasil de fato colocar em marcha um ciclo de desenvolvimento de grande escala, para sustentar esse desenvolvimento precisaremos investir muito mais do que estamos investindo, pelo menos R$ 400 bilhões adicionais a cada ano. Quem é que vai financiar isso, a infraestrutura a longo prazo, a inovação tecnológica onde a incerteza é elevada, a sustentabilidade ambiental onde falhas de mercado são muito importantes e é necessário a intervenção da política pública? Quem é que vai financiar isso se não um banco de desenvolvimento? Se o BNDES tiver passado de ser um banco importante que tinha uma capacidade relevante de financiar, a um banco minúsculo e pequeno, vai fazer falta e vai representar um desserviço para o desenvolvimento do Brasil.
Como o trabalhador lá na ponta vai sentir essa diminuição do BNDES?
Criação de emprego de maneira sustentável e firme depende de novos investimentos. Os novos investimentos não virão sem infraestrutura, sem energia, sem transporte, sem redução do custo Brasil, sem portos, sem saneamento, sem saúde pública em grande escala. Esses investimentos em parte são feitos diretamente pelos governos e em parte são financiados. E a grande fonte de financiamento de longo prazo é o BNDES. Então, a ausência do BNDES se traduz em uma taxa de crescimento baixa, e isso significa menos emprego e trabalho mais precário para o brasileiro. Então os trabalhadores sentirão na carne, sentirão mais do que o resto da população de renda alta, que têm patrimônio e como se defender, enquanto o trabalhador só tem o seu trabalho para sobreviver.

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01/2 - Os perdedores do "plano de paz" de Trump para o Oriente Médio

FONTE:https://www.terra.com.br/noticias/os-perdedores-do-plano-de-paz-de-trump-para-o-oriente-medio


Os perdedores do 

"plano de paz" de 

Trump para o 

Oriente Médio

1 FEV2020
10h20
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Desde que foi anunciado, o "acordo do século" é tema de debate feroz em Israel. Político acha que força do plano está justamente em não ter sido discutido com palestinos. Para outros, paz está cada vez mais longe.Talvez o jeito não convencional de Donald Trump traga resultados? Oded Revivi, prefeito do assentamento de Efrat, na Cisjordânia, não descarta essa possibilidade. Ele escreveu no jornal Jerusalém Post que não está excluído que Trump, com seu modo atabalhoado, seja capaz de resolver um conflito em 13 presidentes americanos fracassaram até agora.
Será então que o plano de Trump é a solução de que o conflito no Oriente Médio - o aparentemente interminável confronto entre israelenses e palestinos - precisa tão urgentemente para, por fim, ser encerrado?
Oded Revivi, também presidente das comunidades judaicas nas regiões autônomas, está confiante: a força do plano de Trump está precisamente em não ter falado com os palestinos, afirma em seu ensaio para o Jerusalém Post.
"Qualquer plano apresentado sem impor condições aos palestinos, sem o reconhecimento do direito de Israel à existência e sem a desmilitarização [do lado palestino] está condenado ao fracasso", sublinhou. Para Revivi, as tentativas que falharam até agora sofreram com o fato de que a paz não pode ser negociada com quem visa a destruição de Israel.
Essa tese é rebatida pelo cientista político Jason D. Greenblatt, membro da equipe internacional de negociação do governo Trump, e Bishara A. Bahbah, ex-membro da delegação palestina nas negociações de paz multinacionais. Num artigo conjunto, também para o Jerusalem Post, ambos dizem não ser surpreendente se os palestinos rejeitarem inteiramente as propostas de Trump.
No entanto eles estão convencidos de que, em última análise, faria bem os palestinos se envolverem nas negociações. Só o fato de participarem já seria um sinal positivo, a ser seguido por uma aproximação e uma discussão produtiva sobre pontos polêmicos.
Última chance?
Os dois diplomatas argumentam que, após muitas negociações infrutíferas, uma nova oportunidade está se abrindo, possivelmente no longo prazo. "Os palestinos podem continuar esperando por um acordo político melhor. Mas, com toda probabilidade, tal acordo nunca chegará."
Com toda a probabilidade, Trump será reeleito, e os palestinos estariam diante de mais cinco anos sem qualquer avanço. Portanto Greenblatt e Bahbah sugerem que a população dos territórios autônomos esteja atenta ao desenvolvimento econômico. Eles creem que, "dentro de uma década, os palestinos possam ter sucesso econômico, praticar livre comércio e garantir investimentos. Não há razão para os palestinos não se tornarem mais uma 'sociedade start-up'."
Mas será que esse cenário é realista? O geoestrategista Shany Mor é cético. Se o plano fosse implementado, as áreas de assentamentos israelenses seriam territórios isolados dentro de um Estado estrangeiro. "Para que serve a soberania de Israel sobre uma dúzia de enclaves isolados no território de um Estado hostil e (provavelmente) fracassado? Como seria a situação militar no dia seguinte a um ataque terrorista inevitável?", pergunta Mor no jornal Times of Israel.
Ele está convencido de que os assentamentos espalhados por um futuro Estado palestino são tudo, menos propícios à segurança nacional. "Um plano que coloca um sorriso no rosto do movimento de assentamentos messianista pós-sionista não é necessariamente o que corresponde aos interesses nacionais de Israel. Via de regra, o oposto é verdade."
"Estado de apartheid entre Jordânia e o Mediterrâneo"
É semelhante a opinião do jornalista Nahum Barnea, do jornal Yedith Ahronoth: ele parte do princípio que o plano não será executado e que, sob as condições atuais, israelenses e palestinos não se aproximarão. E culpa seu próprio país por tudo isso: "Seja com ou sem o plano de Trump, Israel luta por uma solução de um Estado, um Estado de apartheid entre a Jordânia e o Mediterrâneo."
Gideon Levy, colunista do jornal Haaretz, também tem pouco a ganhar com o plano de paz de Trump. Os palestinos dificilmente aceitarão o acordo, pois ele contém apenas uma "caricatura de um Estado, e isso só depois de muitos anos - se é que ele existe".
E mesmo um tal Estado teria um grande preço, pois se baseia no fato de que os palestinos "concordaram com uma série de condições degradantes de submissão com nem mesmo o parceiro mais baixo na hierarquia jamais concordaria". Levy está convencido de que não haverá paz com esse plano: "Qualquer pessoa com um mínimo de senso moral deveria estar perplexa diante dessa terrível paz dos vencedores, que terminará bem para Israel, porém nunca para os israelenses."
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A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube
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01/2 - Palestina rompe relações com EUA e Israel, após acordo de paz

FONTE:https://www.istoedinheiro.com.br/palestina-rompe-relacoes-com-eua-e-israel-apos-acordo-de-paz/
                                           

Palestina rompe relações com EUA e Israel, após acordo de paz

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse neste sábado (1º) que seu país está cortando todas as relações, inclusive de segurança, com Estados Unidos e Israel.
A decisão foi tomada após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter apresentado um plano de paz para israelenses e palestinos.
Palestinian President Mahmoud Abbas gestures as he delivers a speech following the announcement by the U.S. President Donald Trump of the Mideast peace plan, in Ramallah in the Israeli-occupied West Bank January 28, 2020. picture taken January
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, cortou relações com os Estados Unidos e Israel   Reuters/RANEEN SAWAFTA/direitos reservados
“Os Estados Unidos não são mais um país amigável para a Palestina”, disse Abbas em uma reunião da Liga Árabe no Cairo, Egito, acrescentando que se recusou a conversar com Trump.
Abbas disse que o plano de paz anunciado está “violando os acordos de autonomia” lançados em Oslo, em 1993, por Israel e pelos palestinos.
Israel terá que “assumir a responsabilidade enquanto força de ocupação [dos territórios palestinos]”, finalizou.

31/1 - Defensoria quer suspender campanha de Damares que prega abstinência sexual

FONTE:https://revistaforum.com.br/politica/defensoria-quer-suspender-campanha-de-damares-que-prega-abstinencia-sexual

                                           

31 DE JANEIRO DE 2020, 22H18

Defensoria quer suspender campanha

 de Damares que prega abstinência 

sexual

Órgão cita estudo norte-americano, 
que mostra que há impacto negativo 
na prática da abstinência sexual
Damares Alves - Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
A campanha do governo de Jair Bolsonaro, idealizada pela ministra Damares Alves, para estimular a abstinência sexual entre jovens como método anticoncepcional, pode não entrar em vigor.
A Defensoria Pública da União formalizou, nesta sexta-feira (31), recomendação ao Ministério da Saúde para que não seja lançada a campanha, de acordo com reportagem de Mariana Zylberkan, da Veja. A previsão é que o lançamento ocorra na próxima segunda-feira (3).
A Defensoria ressalta que não existem evidências científicas que comprovem a eficiência do método. Além disso, menciona um estudo norte-americano, que mostra que há impacto negativo na abstinência sexual.
Ineficaz
“A conclusão de tais pesquisas é que as políticas de abstinência sexual não promoveram mudanças positivas algumas na iniciação sexual e na vida sexual dos/as jovens, de modo que não impedem nem a gravidez na adolescência, nem a propagação de infecções sexualmente transmissíveis entre os/as jovens”, destaca o documento.
O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, sob o comando de Damares, divulgou uma nota, na qual diz que não foi informado da solicitação da Defensoria Pública da União.

31/1 - A resposta da China ao vírus foi "de tirar o fôlego

FONTE:https://www.brasil247.com/blog/a-resposta-da-china-ao-virus-foi-de-tirar-o-folego


A resposta da China ao vírus foi "de tirar o fôlego"

O Presidente chinês Xi Jinping está comandando uma "Guerra Popular" científica contra o coronavírus
A resposta da China ao vírus.
A resposta da China ao vírus. (Foto: Reuters)
 
Por Pepe Escobar, para o Asia Times
Tradução de Patricia Zimbres, para o 247
O Presidente Xi Jinping declarou formalmente ao dirigente da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, em seu encontro em Pequim no início desta semana, que a epidemia do coronavírus "é um demônio, e não podemos permitir que esse demônio se esconda". 
Ghebreyesus, de sua parte, não pôde deixar de elogiar Pequim por sua estratégia coordenada e extremamente rápida de resposta ao vírus  - que incluiu a imediata identificação da sequência do genoma.  Cientistas chineses já entregaram a seus colegas russos o genoma do vírus, com exames instantâneos capazes de identificá-lo em um corpo humano no prazo de duas horas. Uma vacina russo-chinesa já está sendo desenvolvida.
Mas o diabo, é claro, está sempre nos detalhes. Em poucos dias, no pico mais congestionado do período do ano em que mais se viaja  na China, o país conseguiu colocar em quarentena um ambiente urbano de mais de 56 milhões de habitantes, incluindo a megalópole Wuhan e três cidades próximas. Essa é a absoluta primeira vez que isso acontece em termos de saúde pública em qualquer época da história.
Wuhan, com um crescimento do PIB de 8,5% ao ano, é um centro empresarial importante na China. A cidade se localiza na encruzilhada estratégica dos rios Yangtze e Han, e também em um cruzamento ferroviário - entre o eixo norte-sul que liga Guangzhou a Pequim e o eixo leste-oeste, que liga Xangai a Chengdu.
Enquanto o premier Li Keqiang era enviado a Wuhan, o Presidente Xi visitou a estratégica província sulina de Yunnan, onde elogiou o imenso aparato governamental de mecanismos de reforço do controle e da prevenção sanitária direcionados a limitar a propagação do vírus.
O coronavírus pega a China de surpresa em um momento crítico e  extremamente delicado, ocorrido logo após: as (fracassadas) táticas de Guerra Híbrida  evidenciadas em Hong Kong; uma ofensiva estadunidense pró-Taiwan; a guerra comercial, longe de estar solucionada por uma mera negociação de "fase 1", enquanto mais sanções estão sendo urdidas contra a Huawei; e até mesmo o assassinato do Major General Qasem Soleimani que, em última análise, visava a atingir a expansão da Iniciativa Cinturão e Rota no Sudoeste Asiático (Irã-Iraque-Síria).
Esse Quadro Geral aponta para uma Guerra de Informação Total e  para a belicização ininterrupta da "ameaça" chinesa" - que agora já se metastizou, com nuances racistas, como uma bio-ameaça. Então, o quão vulnerável seria a China? 

Uma guerra popular

Há mais de cinco anos, desde a epidemia da SARS, um biolaboratório de segurança máxima voltado ao estudo de organismos altamente patogênicos vem operando em Wuhan, em parceria com a França. Em 2017, a revista Nature advertiu sobre os riscos de dispersão dos agentes patogênicos a partir desse laboratório. No entanto, não há qualquer indício de que isso de fato tenha ocorrido. 
Em termos de administração de crises, o Presidente Xi se mostrou à altura da situação – determinando que a China combata o coronavírus com  total transparência (afinal, o muro da Internet continua existindo). Pequim decretou a todo o aparato governamental, em termos inequívocos, que não deve haver qualquer tentativa de acobertamento. Um página em tempo real, aqui em inglês, está disponível a qualquer interessado. Quem não estiver fazendo o bastante irá enfrentar severas consequências. Pode-se imaginar o que espera o chefe do partido em Hubei, Jiang Chaoliang.
Uma postagem que viralizou por toda a China continental neste último domingo diz: "Nós, em Wuhan, ingressamos verdadeiramente no estágio da guerra popular contra a nova pneumonia viral", e muitos, "principalmente membros do Partido Comunista, apresentaram-se como voluntários e observadores, segundo as unidades de rua". 
Uma medida de importância crucial foi o governo ter determinado a instalação do applet "Vizinhos de Wuhan", baixado do Wechat, que permite identificar "o endereço de quarentena de nossa casa por meio de posicionamento de satélite, e então nossa organização comunitária afiliada e seus voluntários poderão ser localizados automaticamente por radar. Assim, nossas atividades sociais e anúncios informativos estarão conectados ao sistema".
Em tese, isso significa que qualquer pessoa que apresente febre poderá informar seus sintomas pela rede, assim que possível. O sistema, imediatamente, fornecerá um diagnóstico on-line e irá localizar e registrar o endereço de quarentena. Caso seja necessária a visita de um médico, a comunidade, por meio dos voluntários, providenciará o transporte até o hospital. Ao mesmo tempo, o sistema irá monitorar a evolução do paciente: hospitalização, tratamento em casa, alta, óbito etc. 
Aqui temos, então, milhões de cidadãos chineses totalmente mobilizados naquilo que costumamos chamar de "guerra popular", usando "alta tecnologia para combater a doença". Milhões deles já estão também tirando suas próprias conclusões ao comparar esse sistema com o uso de softwares de aplicativo para lutar contra a polícia em Hong Kong.

O quebra-cabeça biogenético 

Além da administração de crises, a rapidez da resposta científica chinesa é de tirar o fôlego - e, é claro, não foi devidamente valorizada em um ambiente de Guerra de Informação Total. Compare-se o desempenho chinês com o CDC norte-americano, que pode ser considerado o principal órgão de pesquisa em doenças infecciosas de todo o mundo, com um orçamento de onze bilhões de dólares e onze mil funcionários.
Durante a epidemia do ebola na África Ocidental, em 2014 - considerada de máxima urgência, e enfrentando um vírus com 90% de taxa  de letalidade, o CDC levou dois meses para, após receber a primeira amostra de paciente, identificar a sequência genômica completa.  Os chineses fizeram essa identificação em poucos dias. 
Na epidemia da gripe suína, em 2009, nos Estados Unidos, 55 milhões de americanos foram infectados e onze mil morreram - o CDC levou mais de um mês e meio para produzir os kits de identificação. 
Demorou apenas uma semana para que os chineses, a partir da primeira amostra de paciente, completasse a identificação vital e o sequenciamento do coronavírus. Logo em seguida, esses resultados foram publicados e depositados na biblioteca genômica para acesso imediato de todo o planeta. Com base nessa sequência, as empresas de biotecnologia chinesas produziram, em uma semana, artigos validados - também um fato inédito. 
E sequer mencionamos ainda a agora notória construção de um hospital estado da arte e novo em folha em Wuhan, em tempo recorde, apenas para tratar os pacientes do coronavírus.  Nenhum paciente terá que pagar pelo tratamento. Além disso, a Healthy China 2030, a reforma do sistema de saúde e desenvolvimento, será reforçada. 
O coronavírus abre uma verdadeira caixa de Pandora para a biogenética. Questões graves continuam em aberto quanto a experiências in vivo, nas quais o consentimento dos "pacientes" não será necessário – considerando a psicose coletiva a princípio criada pela mídia empresarial  ocidental  e encampada até mesmo pela OMS quanto ao coronavírus. Esse vírus bem poderia vir a se tornar um pretexto para experimentos genéticos com vacinas. 
Enquanto isso, é sempre iluminador lembrar do Grande Timoneiro Mao Zedong. Para Mao, as duas principais variáveis políticas eram "independência" e "desenvolvimento". Isso implica soberania plena. Como Xi parece determinado a provar, um estado-civilização soberano é capaz de vencer uma "guerra popular" científica, o que não demonstra exatamente uma "vulnerabilidade". 

04/01/23 - COMUNICAÇÃO

 AMIG@S UMA HERPES ZOSTER  ME ATACOU . ESPERO VOLTAR EM BREVE. FELIZ 2023 ABRAÇOS, ABELHA