01/03/21 - "Tragédia entrará na conta dos negacionistas", diz Covas

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"Tragédia entrará na conta dos negacionistas", diz Covas

Diretor do Butantan afirmou que o Brasil já teria vacina desde dezembro se não fosse o governo federal

1 MAR2021
06h23
atualizado às 07h21
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Diretor do Instituto Butantan diz que, se não fosse governo, Brasil já teria vacina desde dezembro, e aponta obscurantismo científico das autoridades como responsável direto por nova onda explosiva de covid-19.Fazia exatamente três anos que o médico hematologista Dimas Tadeu Covas estava à frente do Instituto Butantan quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o mundo vivia uma pandemia: a de covid-19.

Brasil vive no momento a maior média móvel de mortes da pandemia
Brasil vive no momento a maior média móvel de mortes da pandemia
Foto: DW / Deutsche Welle

Na corrida aberta em busca de uma vacina, ele apostou em um parceria internacional que, meses à frente, se revelou minimamente eficaz: em janeiro de 2021, a campanha de imunização brasileira começou justamente com produto desse acordo, no caso a vacina Coronavac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac.

No momento em que o Brasil vive seu pior momento desde o início da pandemia, com mais de 250 mil mortos e hospitais operando no limite de suas capacidades, Covas diz que "a interferência política na saúde pública tem sido uma grande barreira para o combate adequado à epidemia e explica muito a posição do Brasil como vice-campeão mundial em mortes pelo covid-19".

"A negação da gravidade de pandemia, a disseminação de tratamentos sem comprovação científica, o combate deliberado ao uso de máscaras e as medidas de restrição de circulação são os grande responsáveis, nesse momento, pela segunda onda explosiva que o país está sofrendo", diz ele. "A história colocará essa tragédia na conta desses negacionistas".

O Instituto Butantan é uma entidade pública ligada ao governo estadual paulista. Nos bastidores da crise com o governo federal estão os dividendos políticos de dois protagonistas do cenário político brasileiro: o governador de São Paulo, o tucano João Doria — que desde o princípio busca para si o capital político da vacina do Butantan — e o presidente da República Jair Bolsonaro — que em diversos episódios buscou difamar o imunizante.

O diretor do Butantan, contudo, frisa que à despeito dessa batalha, o instituto paulista "continuará como o principal fornecedor [de vacinas ao Ministério da Saúde] por muito tempo ainda".

DW Brasil: Há um ano, o Brasil teve o primeiro caso oficialmente registrado de covid-19. Desde essa época, estava aberta uma corrida mundial pelo desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus. Quando o Butantan decidiu procurar um parceiro para a produção de vacinas?

Dimas Tadeu Covas: O Instituto Butantan mantém-se alerta para o surgimento de epidemias, inclusive participa de organismos internacionais como o CEPI [Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias] cujo objetivo maior é a preparação para o enfrentamento de epidemias. Com o surgimento da epidemia de covid-19, imediatamente iniciamos o trabalho de prospecção de vacinas e de rotas tecnológicas para a sua produção. Neste caminho, já tínhamos conhecimento prévio da Sinovac, [empresa] que visitamos em 2019 e da qual também recebemos uma visita para discutirmos cooperação em vacinas. Já existindo esse aproximação e considerando que a Sinovac já tinha uma vacina em desenvolvimento em cuja tecnologia [de vírus inativado] temos experiência, nada mais apropriado. A parceria foi firmada preliminarmente em maio e assinada em junho do ano passado. O acordo, amplo, incluía o desenvolvimento de estudo clínico de fase 3 para a vacina no Brasil.

Na época em que foi firmada essa parceria, como o senhor avaliou os riscos — no sentido de a vacina não se demonstrar eficaz ou viável? Houve momentos em que conviveu com dúvidas se daria certo a parceria, se os resultados viriam?

A parceria foi firmada já com o conhecimento dos resultados preliminares das fases pré-clínica e clínica de fase 1 e 2. Os resultados promissores nos animaram para prosseguir para a fase 3, que seria importante para a vacina em termos mundiais. Obviamente, todo estudo científico pode não ter resultados de acordo com o desejado, mas sempre acreditamos e trabalhamos duramente para conseguir realizar o estudo no menor tempo possível e com o maior rigor necessário para demonstrar a utilidade da vacina no combate ao covid-19. Riscos são inerentes a todo processo inovador e o cientista e gestor responsável deve avaliar corretamente e assumir estes riscos, principalmente quando se trata da vida de milhões de pessoas. Assumimos o risco e felizmente hoje temos uma excelente vacina que é a base do programa nacional de imunização nesse momento.

Em que momento o senhor teve a certeza de que a vacina desenvolvida pela empresa Sinovac funcionaria?

No momento em que recebemos os resultados dos estudos pré-clínicos e clínicos de fase 1 e 2 que já demonstravam o grande potencial da vacina. Passou-me pela cabeça a grande oportunidade de contribuirmos de forma positiva para dotar o Brasil de uma alternativa viável e tornar-se autossuficiente nessa vacina no momento do maior desafio que o país enfrentava em termos de saúde pública

Como o senhor avalia o movimento antivacina, que já era grande antes da pandemia e agora tem sido turbinado com teorias conspiratórias sobre as vacinas? Como conscientizar as pessoas da importância da vacinação?

O movimento antivacina no Brasil era incipiente até muito recentemente. A postura de autoridades federais negando a sua utilidade e, inclusive, usando de uma campanha subterrânea de fake news e mentiras a respeito da vacina e da própria pandemia vieram a alimentar esse movimento. Recentemente, no entanto, com o início da vacinação, esse movimento sofreu um grande revés e hoje a procura e o apoio à vacina é muito grande. Ao contrário do que alguns esperavam, a vacina se tornou assunto nacional com grande apoio popular que se traduziu inclusive em manifestações da cultura popular como o rap [funk Vacina Butantan, de Mc Fioti].

O senhor declarou à Folha de S. Paulo que nunca existiu interferência política tão grande na saúde pública quanto agora. Como lidar com essas pressões?

A interferência política na saúde pública tem sido uma grande barreira para o combate adequado à epidemia e explica muito a posição do Brasil como vice-campeão mundial em mortes pelo covid-19. A negação da gravidade de pandemia, a disseminação de tratamentos sem comprovação científica, o combate deliberado ao uso de máscaras e as medidas de restrição de circulação são os grande responsáveis, nesse momento, pela segunda onda explosiva que o país está sofrendo e que vai se agravar pela presença da chamada variante P1. Esse obscurantismo científico das mais altas autoridades do país causou um dano irreversível ao país, que ultrapassou as 250 mil mortes, uma catástrofe sem precedentes. A história colocará essa tragédia na conta desses negacionistas. Para o cientista preocupado e engajado como eu nessa luta resta, além de apontar esses absurdos, trabalhar em todas as frentes para minorar o sofrimento da população, inclusive na frente da comunicação e na batalha política da ciência.

A relação com o Ministério da Saúde deveria ser melhor? O que precisaria ser feito para aparar as arestas, principalmente considerando que vivemos uma pandemia?

O Instituto Butantan é o principal fornecedor de vacinas e soros para o Ministério da Saúde, e o nosso relacionamento sempre foi excelente. O ponto fora da curva aconteceu nesse governo que vem negando, por motivos políticos e obscurantistas, essa importância. A despeito dessas barreiras que ocorreram esse ano passado e nesse ano, o Instituto Butantan continua cumprindo o seu papel e é o responsável pelo fornecimento das vacinas para covid-19 que permitiram o inicio da vacinação no Brasil. Sem o Butantan o Brasil não teria vacinado mais de 7 milhões de pessoas. O Butantan entregou mais de 12 milhões de doses até esse momento ao Ministério e continuará como o principal fornecedor por muito tempo ainda.

Por que a aposta do Butantan foi no sentido de firmar uma parceria internacional em vez de desenvolver uma própria vacina?

O Butantan tem três vacinas [contra covid] em desenvolvimento, mas optou pela parceria inicial para ganhar tempo na incorporação da vacina e permitir o acesso do Brasil mais rapidamente. Não tivéssemos tido os problemas de relacionamento com o governo federal, teríamos vacinas disponíveis desde dezembro de 2020.

Essas vacinas em desenvolvimento não chegarão tarde demais?

As vacinas que o Butantan desenvolve terão seu papel nesta pandemia visto que se prevê que ela venha a se tornar endêmica e possivelmente sazonal como a influenza. Trabalhamos nessa perspectiva e, em 2022, teremos vacina totalmente feita aqui, adicionalmente à vacina feita em parceria com a Sinovac.

01/03/21 - Grupo cria canal para processar quem 'ofender' Bolsonaro

FONTE: https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/grupo-cria-canal-para-processar-quem-ofender-bolsonaro,

Grupo cria canal para processar quem 'ofender' Bolsonaro

OAB abriu investigação e sofreu críticas do presidente da Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil

1 MAR2021
05h11
atualizado às 07h25
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Presidente da Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil (OACB), Geraldo Barral criticou o pedido de investigação sobre "possível infração disciplinar" da entidade encaminhado na semana passada à Corregedoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Para Barral, a iniciativa do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, é uma "tentativa de intimidar" o grupo.

A OACB publicou uma mensagem nas redes sociais em que anuncia uma espécie de "disque-denúncia" para que internautas reportem à entidade ofensas ao presidente Jair Bolsonaro, a familiares do chefe do Executivo ou a integrantes do governo federal, "seja por parte de políticos, artistas, professores ou qualquer um do povo". "Vamos processar todos", diz a postagem do grupo.

O Presidente da Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil (OACB), Geraldo Barral
O Presidente da Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil (OACB), Geraldo Barral
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

"Nós não estamos cometendo nenhum tipo de crime, nem violando as nossas prerrogativas, nem sendo antiéticos. Pelo contrário, estamos tentando ajudar", afirmou Barral ao Estadão na sexta-feira passada. Segundo ele, a entidade é composta por "pessoas idealistas e comprometidas com os princípios" ligados à família, à pátria e aos ideais cristãos.

"Crime contra a honra é uma coisa. Criticar, é outra. A gente vai analisar todos os casos, alguns que já encaminharam para a gente nem cabe mais a notícia-crime. Nós vamos trabalhar com casos recentes, de agora em diante. Nós vamos agir dentro da lei", disse o dirigente.

Segundo Barral, o anúncio do "disque-denúncia", feito após a prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ), em 16 de fevereiro, atraiu novos apoiadores interessados em se associar à OACB - há cerca de 500 novos integrantes em processo de associação, afirmou.

Para Santa Cruz, os advogados conservadores agem contra a livre manifestação de opiniões. A corregedoria vai investigar "possível cometimento de infração disciplinar e tentativa de uso indevido do nome da Ordem", disse o presidente da OAB por meio de nota.

"A Constituição Federal garante a livre manifestação de opiniões e esse é um dos pilares de qualquer democracia. Parece, portanto, que tal 'entidade' desconhece ou despreza a Constituição", afirmou Santa Cruz.

Estrutura

Após a repercussão do caso, a OACB recebeu, via redes sociais, uma oferta de ajuda financeira, mas ela foi recusada. "Nós não temos o interesse de ter um fim lucrativo. É um trabalho pro bono, que o advogado tem direito de fazer", afirmou o presidente da entidade.

No início de fevereiro, o grupo instituiu a cobrança de mensalidade. A taxa paga por associado é de R$ 22 e será usada no desenvolvimento de um site. O grupo não planeja a criação de uma sede física. "Jamais vamos aceitar qualquer tipo de doação ou ajuda que venha contrariar os nossos ideais e nossa independência", disse Barral. "Eu, particularmente, não tenho a intenção de me envolver politicamente. Mas tem colegas com interesse na política. Se ele preza os nossos princípios, quem sabe nós podemos até apoiar."

No Twitter, entre quinta e sexta-feira da semana passada, o perfil da OACB ganhou mais de mil seguidores, chegando a quase 7 mil pessoas. No início da semana, a comunidade virtual era composta por cerca de 300 pessoas.

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01/03/21 - Huawei participará do leilão do 5G porque nada desabona credibilidade da empresa'

 FONTE:https://br.sputniknews.com/brasil/2021022617030857-huawei-participara-do-leilao-do-5g-porque-nada-desabona-credibilidade-da-empresa-diz-especialista/


Huawei participará do leilão do 5G porque nada desabona credibilidade da empresa', diz especialista

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A Anatel aprovou modelo de edital da licitação internacional para implantação da rede 5G, não restringindo a participação da chinesa Huawei, que vinha tendo o descrédito por parte do presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com artigo publicado pela agência Reuters, "as empresas de telecomunicações do Brasil insistiram em um mercado livre, reclamando que excluir a Huawei custaria bilhões de dólares para substituir o equipamento da empresa chinesa, que fornece 50% das atuais redes 3G e 4G".

As regras para o leilão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) previsto para junho exigem que as empresas de telecomunicações migrem no próximo ano para uma tecnologia mais avançada com redes independentes não baseadas em sua tecnologia atual.

​Para explorar o tema, a Sputnik Brasil conversou com Evandro Menezes de Carvalho, professor de Direito Internacional Público da Fundação Getulio Vargas (FGV) Direito Rio, coordenador do Núcleo de Estudos Brasil-China da FGV, e também professor de Direito Internacional Público da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Segundo ele, o que provocou o arrefecimento das restrições do presidente Jair Bolsonaro foi o fato de que a China é o maior parceiro comercial do Brasil. O agronegócio brasileiro tem na China um grande comprador, a balança comercial do país é superavitária com a China no valor de mais de US$ 30 bilhões.

"Então a China é um país com o qual o Brasil deve ter um relacionamento bom, pautado na confiança. No que diz respeito à Huawei, qualquer tipo de alegação que havia relação a uma eventual espionagem isso não tinha fundamento e nenhum tipo de dados concretos, muito pelo contrário, as empresas de telecomunicações do Brasil elas mesmas insistiram em dizer que já trabalhavam com a Huawei desde o 2G, 3G, 4G, e que não havia nenhum tipo de fato que desabonasse a credibilidade dos produtos da empresa chinesa", avaliou o especialista.
O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações, Leonardo Euler de Morais, durante entrevista coletiva, sobre redução de preços de ofertas de atacado em infraestrutura de telecomunicações
© FOTO / FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL
O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações, Leonardo Euler de Morais, durante entrevista coletiva, sobre redução de preços de ofertas de atacado em infraestrutura de telecomunicações

Carvalho disse que uma restrição da empresa chinesa seria eminentemente fundada por motivos ideológicos, sem nenhum tipo de fato concreto. Diante disso, ele acredita que a realidade econômica se impôs, pois o Brasil precisa ter boas parcerias com todos os países do mundo e, no caso, com a China é fundamental, porque o país asiático é um parceiro comercial que dá ao Brasil superávits muito altos em sua balança comercial.

Pressão de Trump sobre o leilão do 5G

Carvalho lembrou que a política externa brasileira se alinhou à do ex-presidente norte-americano Donald Trump. O Brasil acabava adotando posições que eram posições de interesse da política americana, do governo de Trump. A questão do 5G teria acabado repercutindo aqui no Brasil, pois os EUA, segundo o analista, estão perdendo da China na corrida pela tecnologia e estão adotando medidas de restrição comercial em relação à China, com o argumento de que é por segurança nacional.

"Mas tem a ver também com a questão da liderança no mundo na produção de equipamentos e tecnologia. Os EUA não têm produção de equipamentos para o 5G. A posição correta de nosso país era se manter equidistante nessa disputa pela liderança tecnológica e tentar tirar o máximo proveito possível dessa disputa tanto na relação do Brasil com os EUA quanto na relação do Brasil com a China", avaliou o especialista.

Carvalho diz esperar agora que, com a nova presidência de Joe Biden, o governo brasileiro tenha uma oportunidade de reavaliar sua política externa no relacionamento com os EUA, tendo como referência o interesse nacional brasileiro e não o interesse norte-americano, e assim estabelecer com a China também um relacionamento soberano, tendo como referência o interesse nacional brasileiro e não o interesse chinês.

Donald Trump, ex-presidente dos EUA, no final de um discurso durante comício em Washington, EUA, em 6 de janeiro de 2021
© REUTERS / JIM BOURG
Donald Trump, ex-presidente dos EUA, no final de um discurso durante comício em Washington, EUA, em 6 de janeiro de 2021

Por que Trump temia a Huawei?

Carvalho acredita que Trump temia não só a Huawei, mas tinha uma preocupação com a evolução rápida da China no domínio de novas tecnologias: "Por esta razão que os EUA iniciaram não só uma guerra comercial mas também tecnológica contra a China. Obviamente que nessa disputa pelo domínio da tecnologia entra uma série de questões não só comerciais, mas também de segurança nacional".

Perguntado se o fato de o leilão do 5G não ter ocorrido no ano passado teria relação com o desejo de o governo brasileiro ganhar tempo até que Donald Trump deixasse a casa Branca, o especialista disse que pelo contrário, pois o "governo brasileiro apostava na reeleição de Trump".

"Acredito que o leilão não ocorreu por pressão dos setores da sociedade brasileira que queriam que ele permitisse o máximo possível de competidores, inclusive a Huawei. Então havia um certo desacerto entre os atores interessados no 5G, e até se chegar a um consenso levou tempo, fato favorecido também pelo resultado da eleição dos EUA, com a vitória de Biden, que parece que terá uma postura muito mais pragmática nessas questões internacionais", finalizou Carvalho.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

04/01/23 - COMUNICAÇÃO

 AMIG@S UMA HERPES ZOSTER  ME ATACOU . ESPERO VOLTAR EM BREVE. FELIZ 2023 ABRAÇOS, ABELHA