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FONTE:https://nogueirajr.blogspot.com/2021/03/vaza-audio-de-arthur-lira-sobre-o-pt.html
A decisão da ministra Rosa Weber de obrigar o governo federal reative leitos de UTI para tratamento de Covid-19 desativados desde o início de 2021 nos estados de São Paulo, do Maranhão e da Bahia é o primeiro dos sinais de que, apesar da sua inércia e do negacionismo que segue mesmo depois das 255 mil mortes com que terminaremos este mês de fevereiro, Jair Bolsonaro será atropelado pelos fatos.
O lockdown “cosmético” que vem sendo feito – em graus variáveis – por alguns governos estaduais e, mais fortemente, por várias prefeituras vão se impor.
Na tarde de hoje, 16 estados têm mais de 80% de ocupação de leitos de UTI, o que é, na pratica, a lotação total, por conta da disponibilidade de equipes e pelo tempo de desocupação de leitos (por alta ou óbito). Estes índices que você vê acima de 90% querem dizer que já há pacientes que à espera de que leitos possam ser reutilizados. O infectologista Jamal Suleiman, do Hospital Emílio Ribas, de São Paulo, diz que uma taxa de ocupação acima de 90% já “é o colapso”.
Não vai adiantar Jair Bolsonaro republicar vídeos de donos de comerciantes do Distrito Federal reclamando dos limites impostos pelo governador (bolsonarista, aliás) Ibaneis Rocha se Brasília tem 97% dos leitos de terapia intensiva. Mesmo cedendo em algumas áreas, a progressão da doença vai empurrá-lo – como logo fará a João Doria – para restringir mais.
Adiantaria se estivesse tomando medidas para financiar ou suspender no curto prazo o pagamento de dívidas de financiamentos , parte do valor aluguéis comerciais até certo valor, dilatação dos prazos de pagamento de tributos.
Mas não está fazendo isso e continua na tentativa que parece ser perdida de “compensar” com cortes nos serviços públicos a adoção, que não pode mais ser retardada, da volta do auxílio emergencial.
E jogar nos governadores a culpa por uma situação na qual o país não tem comando.
PS. Assim que termino de escrever, chegam-me os números de mortes no sábado, o pior registro para este dia da semana desde que começou a pandemia: 721 óbitos, elevando a média de sete dias para 1.205, também a maior já anotadaFONTE: https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/governador-que-fechar-estado-bancara-auxilio-diz-bolsonaro


O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pautou para a próxima sexta-feira o julgamento na Segunda Turma de dois recursos do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva pela suspeição dos desembargadores João Pedro Gebran Neto e Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, ambos do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), a segunda instância da Operação Lava Jato.
A defesa alega que Gebran é próximo do ex-juiz Sérgio Moro e que Thompson Flores "elogiou" a sentença de Moro antes de ler a peça.
Os desembargadores foram responsáveis pela condenação de Lula a 12 anos e 1 mês de prisão no caso do triplex no Guarujá (SP) e a 17 anos e 1 mês de reclusão na ação do sítio de Atibaia (SP). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
FONTE:https://www.boasaude.com.br/noticias/13576/quatro-condicoes-que-podem-prever-um-pior-prognostico-na-covid-19.html
01 de março de 2021 (Bibliomed).
Um estudo de modelagem sugere que a maioria das hospitalizações de adultos com COVID-19 em todo o país são atribuíveis a pelo menos uma das quatro condições pré-existentes: obesidade, hipertensão, diabetes e insuficiência cardíaca, nessa ordem.
O estudo, publicado no Journal of the American Heart Association (JAHA), usou uma simulação matemática para estimar o número e a proporção de hospitalizações norte-americanas por COVID-19 que poderiam ter sido evitadas se os americanos não sofressem das quatro principais condições cardiometabólicas. Cada condição foi fortemente associada em outros estudos ao risco aumentado de resultados ruins com a infecção por COVID-19.
Os pesquisadores estimaram que, entre o total de 906.849 hospitalizações por COVID-19 que ocorreram em adultos nos EUA em 18 de novembro de 2020:
- 30% (274.322) foram atribuíveis à obesidade;
- 26% (237.738) foram atribuíveis à hipertensão;
- 21% (185.678) foram atribuídos ao diabetes; e
- 12% (106,139) foram atribuíveis à insuficiência cardíaca.
Em termos epidemiológicos, a proporção atribuível representa o percentual de internações por COVID-19 que poderiam ter sido evitadas na ausência das quatro condições. Em outras palavras, o estudo descobriu que os indivíduos ainda poderiam ter sido infectados, mas poderiam não ter tido um curso clínico grave o suficiente para requerer hospitalização. Quando os números para as quatro condições foram combinados, o modelo sugere que 64% (575.419) das hospitalizações COVID-19 poderiam ser evitadas. Uma redução de 10% na prevalência nacional de cada condição, quando combinada, poderia prevenir cerca de 11% de todas as hospitalizações por COVID-19, de acordo com o modelo.
As quatro condições foram escolhidas com base em outras pesquisas publicadas em todo o mundo, mostrando que cada uma é um preditor independente de resultados graves, incluindo hospitalização, entre pessoas infectadas com COVID-19.
O modelo estimou que idade e raça/etnia resultaram em disparidades nas hospitalizações por COVID-19 devido às quatro condições. Por exemplo, cerca de 8% das hospitalizações por COVID-19 entre adultos com menos de 50 anos foram estimadas como devidas ao diabetes, em comparação com cerca de 29% das hospitalizações por COVID-19 entre aqueles com 65 anos ou mais. Em contraste, a obesidade teve um impacto igualmente prejudicial nas hospitalizações por COVID-19 em todas as faixas etárias.
Em qualquer idade, as hospitalizações por COVID-19 atribuíveis a todas as quatro condições foram maiores em adultos negros do que em adultos brancos e geralmente maiores para diabetes e obesidade em adultos hispânicos do que em adultos brancos. Por exemplo, entre adultos com 65 anos ou mais, estimou-se que a diabetes causa cerca de 25% das hospitalizações por COVID-19 entre adultos brancos, contra cerca de 32% entre adultos negros e cerca de 34% entre adultos hispânicos.
Fonte: Tufts University. Press Release. February, 2021.
Copyright © 2021 Bibliomed, Inc.
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FONTE:https://www.terra.com.br/noticias/brasil/entenda-a-importancia-do-primeiro-satelite-100-brasileiro
Amazonia-1, lançado na Índia, vai gerar imagens mais precisas do desmatamento e de eventuais catástrofes ambientais. Material obtido pelo equipamento deve ser acessível a pesquisadores.Lançado na madrugada de domingo (28/02), o primeiro satélite 100% nacional vai monitorar o desmatamento, sobretudo na região amazônica, como seu próprio nome sugere. Batizado de Amazonia-1, ele foi totalmente projetado, integrado e testado pelo país — e, a partir de então, será também operado exclusivamente pelo Brasil.
Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), integra a chamada Missão Amazônia: um esforço da entidade em melhorar o chamado sensoriamento remoto da natureza brasileira.
Conforme enfatiza o Inpe em texto que apresenta o trabalho, além da floresta amazônica, "os dados gerados serão úteis para atender, ainda, a outras aplicações correlatas, tais como: monitoramento da região costeira, reservatórios de água, florestas naturais e cultivadas, desastres ambientais, entre outros".
O Amazonia-1 é o terceiro satélite a realizar tal trabalho para o Brasil. Ele se soma aos CBERS-4 e CBERS-4A, que já estavam em operação.
"Temos a possibilidade de contar com três satélites com desenvolvimento brasileiro [os outros dois em parceria com a China] operando simultaneamente. Com isso, será gerado maior volume de dados para tratamento de questões ambientais e de preservação da cobertura vegetal", afirma o diretor do Inpe, o engenheiro eletricista Clezio Marcos de Nardin.
E a missão prevê, para os próximos anos, o lançamento de outros dois: Amazonia-1B e Amazonia-2.
"O Amazonia-1 […] reforçará nosso sistema de aquisição de dados e de geração de imagens", afirma Nardin, explicando que o equipamento deve gerar "dados sobre vegetação, agricultura, compor sistemas de alertas, entre outras aplicações".
De acordo com com o diretor do Inpe, a expectativa é que haja um ganho principalmente no volume de dados obtidos.
Uso para a agricultura
Graças a uma câmera de alta resolução e amplo espectro, o material produzido pelo satélite também deve ser útil para a agricultura. "Entre as possibilidades de monitoramento de fenômenos dinâmicos encontram-se as safras agrícolas e a determinação de queimadas persistentes", afirma ele.
O equipamento é projetado para gerar imagens do planeta a cada cinco dias — e, sob demanda, é capaz de fornecer dados de um ponto específico em dois dias. Em caso de um eventual desastre ambiental, por exemplo, como o rompimento da barragem em Mariana, em 2015, o monitoramento poderá ser ajustado para o local. Focos de queimada também poderão ser visualizados. A estrutura conta com 14 mil conexões elétricas. Se esticados, todos os seus fios chegariam a 6 quilômetros.
Conforme enfatiza o agrônomo Cláudio Almeida, coordenador do programa de monitoramento da Amazônia e demais biomas, do Inpe, o maior ganho se dará pela soma. Com três satélites em operação, um mesmo ponto pode ser "revisitado" em um intervalo de um a dois dias — conferindo precisão inédita ao monitoramento.
Todo o material coletado deve ser disponibilizado para a comunidade científica. "O Inpe foi pioneiro na política de disponibilizar dados de sensoriamento remoto gratuitamente desde 2004. E essa política deve ser mantida para o Amazonia-1, de modo que toda a sociedade tenha acesso às imagens e possa utilizá-las", acrescenta Almeida.
O lançamento foi feito na Índia, para onde o satélite havia sido enviado há dois meses. "Foi realizada uma concorrência internacional para a escolha do foguete responsável [pela operação]. A proposta vencedora foi a do Polar Satellite Launche Vehicle, um lançador indiano", esclarece Nardin. Para o desenvolvimento do satélite foram investidos cerca de R$ 300 milhões. A contratação do veículo indiano custou outros R$ 20 milhões.
Todo o projeto foi concebido no início dos anos 2000. Até 2008 era conduzido pela Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. "A complexidade envolvida em projetos espaciais, a necessidade de estabelecer diversas contratações industriais e a experiência do Inpe nos desenvolvimentos e contratações industrais fizeram com que esse desenvolvimento fosse transferido para o instituto [o Inpe]", conta Nardin. "O Inpe, com essa bagagem histórica [decorrente de outros projetos de satélites, em parceria com instituições estrangeiras], recebeu a incumbência de ser o 'main contractor' do Amazonia-1. Diversas adequações e adaptações foram necessárias e implementadas nos anos seguintes. Somente em 2014 o satélite ganhou sua configuração final." No total, todo o projeto envolveu mais de 500 profissionais.
O uso dos dados gerados
À DW, o pesquisador Tiago Reis, que estuda ações de combate ao desmatamento e de uso do solo na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, espera que a melhoria do monitoramento seja acompanhada de uma eficiência na fiscalização. "Do ponto de vista técnico, um trabalho primoroso. Mas a questão é: o que o vamos fazer com esses dados? Será investido mais em fiscalização e combate aos desmatamentos? Isso é o que interesse", comenta ele.
"O satélite novo é muito interessante e realmente vai permitir que o Brasil domine toda a tecnologia de monitoramento e sensoriamento remoto do desmatamento, com precisão e agilidade. Mas isso, de certa forma, já temos e de forma boa o suficiente", argumenta. "Daqui a pouco, vamos conseguir ver a unha encravada do desmatador. E aí? O que vamos fazer com essa informação? Vamos ficar só olhando ou faremos alguma coisa?"
AMIG@S UMA HERPES ZOSTER ME ATACOU . ESPERO VOLTAR EM BREVE. FELIZ 2023 ABRAÇOS, ABELHA