'O PMDB É O PRINCIPAL ADVERSÁRIO DO GOVERNO'
Deputado
Jorge Solla (PT-BA) aconselhou a presidente Dilma Rousseff nesta terça a
romper a aliança com o PMDB; em discurso no plenário da Câmara, ele
lamentou que na votação da redução da maioridade penal os líderes do
PMDB "mais uma vez tenham agido na contramão" das articulações
realizadas por membros do governo; "Estava em curso uma negociação com o
PSDB para uma proposta alternativa à redução da maioridade, que poderia
ter dado bons frutos, mas Eduardo Cunha entrou em cena, ameaçou o PSDB e
trouxe os tucanos na gaiola para uma posição mais retrógrada, mais
prejudicial à sociedade"
30 DE JUNHO DE 2015 ÀS 19:57
Bahia 247 - O
deputado federal Jorge Solla (PT-BA) aconselhou a presidente Dilma
Rousseff nesta terça-feira (30) a romper a aliança com o PMDB. Em
discurso no plenário da Câmara, ele lamentou que na votação da redução
da maioridade penal os líderes do PMDB "mais uma vez tenham agido na
contramão" das articulações realizadas por membros do governo.
"Estava
em curso uma negociação com o PSDB para uma proposta alternativa à
redução da maioridade penal, que poderia ter dado bons frutos, mas o
presidente (da Câmara) Eduardo Cunha (PMDB) entrou em cena, ameaçou o
PSDB e trouxe os tucanos na gaiola para uma posição mais retrógrada,
mais prejudicial à sociedade. Até o PDT, que em seu programa de
televisão defendia a manutenção da maioridade aos 18 anos, depois da
pressão do PMDB mudou de postura", disse Solla.
Segundo
o deputado, "o PMDB é o principal adversário do governo", já que
"trabalha dia e noite para boicotar e constranger o governo e para
atacar o Partido dos Trabalhadores".
Solla
reclamou ainda da atuação do PMDB na CPI da Petrobras – presidida pelo
deputado Hugo Mota (PMDB-PB). "O que se faz lá sob o comando do PMDB,
articulado ao PSDB e ao DEM, é atacar o Partido dos Trabalhadores única e
exclusivamente. Não ouvimos ninguém que possa comprometer o PMDB, PSDB
ou DEM".
O petista lembrou que em
quatro meses de CPI, até o momento não foram ouvidos os operadores do
PMDB no esquema, como o executivo Júlio Carmago, o policial Jayme
Careca, além do executivo da Camargo Correia Pietro Bianchi – a PF
apreendeu na casa de Bianchi planilhas com repasses de propinas a
políticos do PSDB e DEM apreendidas no âmbito da Operação Castelo de
Areia. O executivo é investigado na Lava-Jato por ter realizado repasses
de propina via contratos de consultoria, mesmo já fora da Camargo
Corrêa.
Ministérios
Jorge
Solla disse ainda que é "contraproducente" a permanência de
peemedebistas em cargos no 1º escalão do governo. "Imagino como deve ser
difícil a vida destes ministros, fazer parte de um governo, construir
um projeto para o país, e ver os líderes de seu partido remando contra,
boicotando o tempo todo".
O petista
aconselhou que Dilma conversasse com o ministro da Defesa, Jaques
Wagner, sobre a experiência de rompimento com o PMDB baiano que ele teve
quando foi governador da Bahia.
"Sabe
o resultado? Houve um rearranjo das forças políticas e, no fim,
terminamos com uma base governista mais fiel e coerente. Já o PMDB
minguou. Hoje o principal líder do partido na Bahia (Geddel Vieira Lima)
virou coadjuvante da oposição, perdeu as duas últimas eleições e todo
mundo pulou do barco, foi embora".
Nenhum comentário:
Postar um comentário