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Portal Metrópole


Posted: 30 Jun 2015 05:37 PM PDT
Foto de Malafaia discutindo com ativista gay vira meme nos EUA

A foto com a expressão raivosa do pastor em contraste com a tranquilidade do ativista LGBT foi parar em um fórum norte-americano e memes ironizando Malafaia não param de surgir; confira

Por Revista Fórum

Na semana passada, na Câmara dos Deputados, em Brasília, foi realizada uma audiência pública sobre a questão da “família”. Para compor o debate, foram chamados nomes de diversos setores divergentes, entre eles o pastor evangélico Silas Malafaia – famoso por pregar o ódio contra homossexuais – e Toni Reis, o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).

Mantendo seu estilo raivoso, Malafaia esbravejou ao longo de todo o debate e as fotos do evento fizeram sucesso nas redes sociais por conta do contraste entre a expressão do pastor e a serenidade do ativista.

No Brasil, usuários das redes sociais já estão habituados a produzir memes como esse. A repercussão das fotos foi tão grande, no entanto, que, desta vez, Malafaia virou meme internacional. Depois de ser compartilhada milhões de vezes no Tumblr e no Facebook, uma foto em específico foi parar no fórum online norte-americano Reddit, que deu o pontapé para a produção dos memes “gringos”.

Confira alguns deles abaixo:























Posted: 30 Jun 2015 05:37 PM PDT
Photo


A presidente Dilma Rousseff e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aproveitaram uma reunião oficial na Casa Branca nesta terça-feira para virar a página do escândalo de espionagem que abalou as relações bilaterais e disseram que querem impulsionar os laços econômicos.

Por Roberta Rampton e Idrees Ali

Os presidentes entraram em acordo em uma série de passos para facilitar que pessoas e bens transitem entre os dois países, incluindo a reabertura da comercialização de carne não processada.

Durante entrevista coletiva de 1 hora, Dilma disse que "algumas coisas mudaram" desde outubro de 2013, quando ela cancelou uma visita de Estado oficial depois das revelações do ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional norte-americana Edward Snowden de que os EUA haviam espionado suas comunicações e de outros brasileiros.

"A mudança se deve ao fato do presidente Obama e o governo dos Estados Unidos terem declarado, em várias oportunidades, que não teriam mais atos que seriam de intrusão em países amigos. Eu acredito no presidente Obama", disse.

Obama cumprimentou Dilma com um caloroso abraço quando ela chegou a Washington na segunda-feira, e a levou para uma visita inesperada ao memorial em homenagem ao líder dos direitos civis Martin Luther King Jr. antes de um jantar oficial.

Obama elogiou o Brasil durante a entrevista coletiva desta terça-feira, referindo-se ao país como uma "potência global" e um "parceiro indispensável" que desempenha um papel fundamental no combate às mudanças climáticas, com um acordo para aumentar a produção de energia renovável.

Sobre Dilma, Obama disse: "Acredito nela completamente... Ela sempre foi muito sincera e franca comigo sobre os interesses do povo brasileiro e como podemos trabalhar juntos. Ela cumpriu o que prometeu."

Os dois presidentes concordaram que Brasil e EUA retomarão a cooperação sobre questões cibernéticas e planejaram uma reunião em Brasília.

Eles também concordaram em tomar medidas para que norte-americanos e brasileiros possam viajar entre os dois países sem vistos e para autorizar brasileiros a se candidatarem para a "Entrada Global" quando visitarem os EUA já a partir do início de 2016.

Dilma prometeu que o Brasil vai "superar" sua atual crise e retomar o crescimento e disse que quer atrair mais investimentos dos EUA para o país e financiamento para projetos de infraestrutura.

Mais tarde, a presidente disse que quer abrir a economia do país, durante um discurso no encerramento da cúpula empresarial Brasil-EUA. O país tem uma das economias mais fechadas do mundo por causa de altas tarifas de importação e outras barreiras comerciais. O governo está trabalhando para melhorar o clima de negócios e simplificar seu código tributário, acrescentou.

Dilma e Obama concordaram ainda em cooperar na área de registros de patentes e sistemas de normas técnicas e também em reconhecer contribuições previdenciárias feitas por seus cidadãos tanto no Brasil como nos EUA.

Depois de Washington, Dilma seguirá para o Vale do Silício para se reunir com executivos do Google, Apple e Facebook.

Reportagem de Lindsay Dunsmuir, Jeff Mason, Julia Edwards, Emily Stephenson e Susan Heavey
Posted: 30 Jun 2015 05:24 PM PDT
Bandeiras do Brasil e dos EUA

A Presidenta Dilma Rousseff está nos Estados Unidos para encontrar empresários e o Presidente Barack Obama, a fim de retomar e expandir o diálogo político-econômico entre Brasil e EUA. O especialista João Cláudio Pitillo, Brasil, comenta: “Brasil pode ser a tábua de salvação dos EUA na América Latina.”

Por João Cláudio Pitillo, no Sputinik

Esta visita oficial deveria ter ocorrido em 2013, mas foi cancelada após denúncias de que o Governo norte-americano monitorava as atividades de outros países e de seus líderes, e teria espionado também a Presidenta Dilma Rousseff e empresas estatais brasileiras.

Para analistas políticos, o Brasil é uma das últimas chances para os EUA continuarem a praticar sua política habitual na América Latina, afirmação que também é compartilhada pelo Professor de História João Cláudio Pitillo. Segundo ele, os Estados Unidos vêm há muito tempo amargando uma crise econômica, e a entrada da China no cenário global reordenou o capitalismo internacional. “Os EUA apostavam que a União Europeia ia ser algo de novo, ia potencializar o consumo na Europa, e nós estamos vendo que não”, afirma Pitillo. “Então, a crise nos EUA faz com que eles olhem para baixo e vejam a América Latina como uma tábua de salvação. E o principal país na América Latina, que tem uma economia que pode dar os aportes que os EUA estão precisando, é o Brasil, pelo seu tamanho, potência, grau de desenvolvimento, e por ser a oitava economia do mundo.”

O professor acredita que a visita da presidente aos Estados Unidos pode até ampliar negócios com o Brasil, porém a preocupação é: em que bases vão se dar esses novos acordos? De acordo com Pitillo, o Brasil já tem uma balança comercial desfavorável com relação aos Estados Unidos. “A gente continua vendendo coisas com baixo valor agregado: milho, soja, algodão, suco de laranja e bugigangas. O preço do minério que nós vendemos para lá é ridículo. O que a Presidenta Dilma foi fazer nos EUA ainda é uma incógnita. Preocupa muito ela ter ido nessa conjuntura em que o Brasil está, porque, já que piorou muito a situação econômica aqui no país nos últimos 8 meses e o Brasil não consegue romper com o seu capitalismo dependente, o que vai a Presidenta Dilma fazer em busca do Obama? Barack Obama foi uma pessoa que fracassou nos seus intentos internos, os EUA estão numa situação muito ruim, e a Presidenta Dilma leva uma comitiva de quê?”

Para João Cláudio Pitillo, parte dos problemas do Brasil estão na América Latina, e desta forma o Governo brasileiro deveria ampliar as relações com os países do Mercosul e do grupo dos BRICS e as relações com a Argentina, e não fortalecer laços com os Estados Unidos. “Eu não vejo essa ida para os EUA como algo positivo no momento. O Brasil vive um problema de desindustrialização muito grave. Nos últimos 2 anos nós perdemos mais de 200 empresas. Eu não sei como o Brasil, numa condição de dependente, ainda vê uma saída nos EUA, que atualmente representam uma economia decadente, porque também teimam em não fazer as suas reformas internas.”

O especialista ressalta ainda que os problemas que estão sendo enfrentados pelo Brasil hoje poderiam ser solucionados pela própria Presidenta Dilma Rousseff e não com investimentos estrangeiros. “Não vejo com bons olhos a ida da presidente para os EUA, e acredito que parte dos problemas que estamos enfrentando na economia brasileira poderiam ser sanados com pequenas atitudes e com a caneta da própria Presidenta Dilma. Não vejo na emergência de dólares ou do investimento estadunidense a tábua de salvação para o Brasil.”

Segundo Pitillo, o Governo Dilma não fez nos últimos 4 anos as reformas básicas estruturais de que o país necessita desde 1964. “Nós necessitamos de reformas aqui no Brasil, não conjunturais, mas estruturais, desde 1964, pois quando o então Presidente João Goulart tentou exercer essas reformas recebeu um golpe de Estado. Desde então nós estamos com o fio da história partido. A Presidenta Dilma e sua equipe econômica precisam olhar e compreender o Brasil a partir do Brasil, porque esse velho método de pires na mão e pedir ajuda aos ianques, isso já provou nos últimos 100 anos não tem sido bom.”

Ainda para o professor, a velha história de que o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil está mais do que provado que não tem funcionado. “A ida da Presidenta Dilma me parece ser uma tentativa de captação de recursos para tentar melhorar a crise em que nós estamos vivendo. Nós sabemos que isso num primeiro momento funciona, mas a gente sabe que essa remessa de lucro que se faz para o exterior engorda as matrizes e não aqui, onde é erguido todo esse capital.”
Posted: 30 Jun 2015 05:33 PM PDT
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Cuba é o primeiro país do mundo a eliminar a transmissão do vírus da Aids e da sífilis de mãe para filho

Por Ione Aguiar, com informações do Brasil Post

O feito foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça (30), após a avaliação de um comitê de 14 especialistas independentes.

Durante coletiva de imprensa da OMS em Washington, o ministro da Saúde cubano Roberto Morales Ojeda afirmou que a conquista se deve à vontade política. "Isso permitiu que um país com poucos recursos tenha feito estas conquistas", disse.

O chefe da pasta também disse que Cuba está "à total disposição para ajudar outros países".

“O sucesso de Cuba demonstra que o acesso universal e a cobertura de saúde universal são factíveis e, de fato, cruciais para o sucesso, mesmo diante de desafios intimidantes como o HIV”, disse Carissa Etienne, diretora da Opas, escritório da OMS para as Américas.

Entenda

A transmissão de mãe para filho é considerada erradicada quando as taxas de infecção de uma doença são tão baixas que não representam mais um problema de saúde pública.

No caso da Aids, quando há menos de 2 bebês infectados a cada 100 nascimentos, considera-se que a transmissão de mãe para filho foi extinta. Isso porque a taxa mínima possível, considerando os métodos de prevenção existentes hoje, é de 2%.

Todo ano, globalmente, 1.4 milhões de mulheres portadoras de HIV engravidam.Sem tratamentos antirretrovirais, as chances de transmissão do HIV para o bebê chegam a 45%. Se gestante estiver em tratamento, o risco cai para pouco mais de 1%.
Posted: 30 Jun 2015 05:16 PM PDT

A presidente Dilma Rousseff convidou Barack Obama nesta terça-feira (30) para comparecer à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. 

Por Redação

Durante entrevista à imprensa na Casa Branca, nos Estados Unidos, Dilma disse ter certeza que o Brasil terá condições de garantir a segurança de atletas e autoridades durante a Olimpíada.

Ao lado do presidente Obama, ela lembrou que o País teve experiência "bem sucedida" na área, durante a Copa do Mundo de 2014. "Tenho certeza que teremos toda as condições de garantir a segurança das Olimpíadas assim como garantimos na Copa", afirmou.

Dilma citou que, no Mundial do ano passado, a segurança foi feita por um sistema de centros de operação e controle de todas as atividades de deslocamento, tanto de atletas quanto de autoridades. "Não houve nenhuma ação que não fosse controlada em 12 cidades brasileiras", ressaltou.

Obama cumprimentou Dilma pelo êxito na realização da Copa do Mundo e agradeceu o convite para assistir à cerimônia de abertura da Olimpíada, no Maracanã. No entanto, o presidente norte-americano não confirmou sua presença no grande evento, no qual a delegação do seu país vai tentar manter a hegemonia no quadro de medalhas. [Estadão Conteúdo]
Posted: 30 Jun 2015 05:11 PM PDT


A presidente Dilma Rousseff atribuiu ao vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o restabelecimento das relações entre os dois países e disse que "o sucesso desse encontro tem uma dívida histórica com o vice-presidente por sua determinação e disponibilidade para dialogar".

Por Thais Bilenky, da Folha de S. Paulo

Em 2013, a presidente cancelou viagem oficial aos Estados Unidos depois da revelação de que teria sido espionada pelo governo norte-americano.

Em almoço no Departamento de Estado nesta terça-feira (30), a presidente disse que Biden a tem "honrado" com sua "amizade" e telefonemas.

"Em várias oportunidades, as diversas demonstrações de interesse e amizade que o senhor externou pelo meu país o tornou um amigo muito especial para mim e para o povo do meu país" e "muito contribuiu para que esta visita se tornasse possível".

Biden, que discursou antes de Dilma, disse que "admira muito o Brasil porque admiro a presidente Dilma".

O almoço foi oferecido em homenagem à brasileira depois de encontro de trabalho dela com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca.

Criticada por setores por suposta omissão à violação de direitos humanos em países latino-americanos, a presidente Dilma disse acreditar na cooperação como instrumento de aprofundamento das democracias.

Biden esteve com Dilma no Brasil durante a Copa do Mundo, em 2014, e na posse dela em seu segundo mandato, em janeiro último. O vice-presidente americano foi quem assumiu o contato com a presidente para azeitar a relação depois das revelações de espionagem. Biden inclusive telefonou para Dilma uma semana antes de sua visita para os últimos acertos.

Acompanhada da filha, Paula, e os ministros que integram sua comitiva, Dilma foi recebida no salão Benjamin Franklin em um almoço para cerca de 200 pessoas. Segundo um assessor do Itamaraty, o governo americano chegou a convidar a modelo Gisele Bündchen e o jogador de basquete Nenê, brasileiros famosos que moram nos Estados Unidos, mas nenhum dos dois compareceu.

O diplomata Thomas Shannon, que serviu como embaixador no Brasil, estava presente, em uma mesa no fundo do salão.

Na antessala, uma instrumentista tocava harpa. No menu, ervilhas com queijo de cabra de entrada, ensopado de frutos do mar e musse de limão. Havia duas opções de vinho, sauvignon blanc Mazzocco 2014 e chardonnay Matrix Bacigalupi 2012.

Dilma expressou surpresa quando o secretário-adjunto de Estado, Tony Blinken, mencionou a morte do mineiro Fernando Brant, autor de "Canção da América", que, segundo o americano, "honra uma profunda amizade com os Estados Unidos".

"Saudou" Biden, Obama e Raúl Castro, mandatário de Cuba, pelo restabelecimento de relação entre os dois países, ato que terá "imensa repercussão nas relações dentro da América Latina.

A consolidação da democracia, disse Dilma, é fruto do "crescimento econômico e inclusão social" e, sobretudo, "fruto de uma opção, porque vários países vieram de ditaduras".

A presidente brasileira considerou "histórica" a meta de aumentar em 20% a energia renovável na matriz energética dos dois países sem considerar hidrelétricas até 2030.
Posted: 30 Jun 2015 05:07 PM PDT

A partir de quarta-feira (1°), o motorista que de carro percorrer a rodovia Marechal Rondon (SP-300) de Castilho a Bauru pagará R$ 35,60 de pedágio, aumento de 8,5% na tarifa em relação ao custo atual, de R$ 32,80. 

Por Sérgio Teixeira, da Folha da Região

Os reajustes nas praças administradas pela Via Rondon e nas de outras concessionárias que atuam em estradas paulistas foram publicados em diário oficial no último sábado.

Se a viagem de carro for de ida e volta de Castilho ao município de São Paulo, o usuário desembolsará R$ 186,40, um aumento de 6,7% no bolso do motorista, que hoje arca com o custo de R$ 174,60.

Já para quem for à Capital saindo de Araçatuba, ida e volta, o novo custo será de R$ 155,40, ou seja, 6,4% a mais do que os R$ 146 de hoje. Os valores têm como base o percurso sugerido pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem), priorizando a menor distância por rodovias estaduais.

O novo valor cobrado na viagem ida e volta de Castilho à capital paulista seria suficiente para comprar 94 litros de etanol ou 57 de gasolina. O cálculo leva em consideração o litro do biocombustível sendo comercializado com preço médio de R$ 1,97, e a gasolina, R$ 3,27, segundo a última pesquisa semanal de preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

MAJORAÇÃO

Das oito praças de pedágio administradas pela Via Rondon, todas com cobrança ida e volta, cinco estão na região de Araçatuba. Em Castilho, o preço cobrado dos automóveis e utilitários passará dos atuais R$ 2,60 para R$ 2,80. Na sequência, a praça de Guaraçaí terá majoração de R$ 3,50 para R$ 3,80; seguida por Lavínia, de R$ 3,60 para R$ 3,90; e Rubiácea, de R$ 4,60 para R$ 5,00.

Com o reajuste, a praça regional que cobrará o maior valor de pedágio continua sendo Glicério, mas agora o custo passa de R$ 5,40 para R$ 5,80, também para automóveis e utilitários. Além das praças regionais, serão atingidas pela nova tabela as centrais de cobrança instaladas em Promissão, Pirajuí e Avaí - também de responsabilidade da Via Rondon, mas na região de Bauru.

CONFORTO

A Via Rondon afirma que os valores arrecadados pela concessionária são revertidos em segurança e conforto aos usuários, execução de obras, atividades de conservação e ampliação da rodovia.

Como exemplos regionais, a empresa cita o andamento de melhorias no dispositivo de acesso em Coroados, recapeamento da via, instalação de defensas metálicas, entre outros.

A empresa também garante que realiza a limpeza no trecho de mais de 416 quilômetros de rodovia, entre os municípios de Bauru e Castilho, especialmente em áreas urbanas, passando por municípios como Lins, Penápolis, Birigui, Araçatuba e Andradina. Também cita os serviços de auxílio 24 horas ao usuário, como as bases de atendimento.
Posted: 30 Jun 2015 05:04 PM PDT


Em discuso, líder da Grécia defende a saída da Zona do Euro e diz que não irão se render ao FMI

Por Alexis Tsipras

Caros gregos,

Durante seis meses, o governo grego tem travado uma batalha em condições asfixia econômica sem precedentes a fim de implementar o mandato que vocês nos concederam em 25 de janeiro.

O mandato que nós estávamos negociando com os nossos parceiros era para terminar com a austeridade e permitir que a prosperidade e a justiça social retornassem a nosso país.

Era um mandato para um acordo sustentável que deveria respeitar tanto a democracia quanto as regras europeias comuns e levar para a saída final da crise.

Ao longo deste período de negociações, nós fomos convidados a implementar os acordos fechados pelos governos anteriores com os Memorandos, embora eles tivessem sido categoricamente condenados pelo povo grego nas recentes eleições.

Entretanto, em nenhum momento nós pensamos em nos render, que seria trair a confiança de vocês.

Depois de cinco meses de duras negociações, nossos parceiros, infelizmente, emitiram no Eurogrupo anteontem um ultimato à democracia grega e ao povo grego.

Um ultimato que contraria os princípios e valores fundacionais da Europa, os valores de nosso projeto europeu comum.

Eles pediram ao governo grego que aceitasse uma proposta que acumula um nova carga insustentável em cima do povo grego e prejudica a recuperação da economia e sociedade gregas, uma proposta que não só perpetua o estado de incerteza mas acentua ainda mais as desigualdades sociais.

A proposta das instituições inclui: medidas que conduzem para uma maior desregulamentação do mercado de trabalho, cortes nas pensões, reduções mais drásticas nos salários do setor público e um aumento do IVA sobre alimentos, restaurantes e turismo, além de eliminar as isenções fiscais das ilhas Gregas.

Essas propostas diretamente violam os direitos sociais e fundamentais da Europa: elas demonstram que no referente ao trabalho, igualdade e dignidade, o objetivo de alguns dos parceiros e instituições não é um acordo viável e benéfico para todos os lados, mas a humilhação do povo grego inteiro.

Essas propostas principalmente sublinham a insistência do FMI na austeridade severa e punitiva e tornam mais oportuna do que nunca a necessidade de levar os poderes europeus a aproveitar a oportunidade e tomar iniciativas que finalmente trarão um fim definitivo para a crise da dívida soberana grega, uma crise que afeta outros países europeus e ameaça o próprio futuro da integração europeia.

Caros gregos,

Agora pesa sobre nossos ombros a histórica responsabilidade para com as lutas e sacrifícios do povo grego para a consolidação da democracia e da soberania nacional. Nossa responsabilidade para com o futuro de nosso país.

E essa responsabilidade requer que nós respondamos o ultimato na base da vontade soberana do povo grego.

Pouco tempo atrás na reunião do Gabinete, eu sugeri a organização de um referendo, para que o povo grego seja capaz decidir de um modo soberano.

A sugestão foi unanimemente aceita.

Amanhã a Câmara de Representantes será urgentemente convocada para ratificar a proposta do Gabinete para um referendo para o próximo domingo, 5 de julho, sobre a questão de aceitação ou rejeição da proposta feita pelas instituições.

Eu já informe sobre minha decisão ao Presidente da França, à Chanceler da Alemanha e ao Presidente do BCE, e amanhã minha carta pedirá formalmente aos líderes da UE e para instituições estenderem por alguns dias o programa corrente a fim de que o povo grego decida, livre de qualquer pressão e chantagem, como prevista pela Constituição de nosso país e pela tradição democrática da Europa.
Caros gregos,

À chantagem do ultimato que nos pedem para aceitar uma severa e degradante austeridade sem fim e sem qualquer perspectiva de uma recuperação social e econômica, eu peço a vocês que respondam de uma maneira soberana e altiva, como a história do povo ensina.

O autoritarismo e a austeridade severa, nós responderemos com democracia, calma e decisivamente.
A Grécia, local de nascimento da democracia enviará uma resposta democrática retumbante para a Europa e para o mundo.

Eu me comprometo pessoalmente a respeitar o resultado da escolha democrática de vocês, qualquer que ele seja.

E eu estou absolutamente confiante em que sua escolha honrará a história do nosso país e eviará uma mensagem de dignidade para o mundo.

Nesses momentos críticos, nós todos temos que relembrar que a Europa é a casa comum dos povos. Que na Europa não há donos e convidados.

A Grécia é e permanecerá uma parte integral da Europa e a Europa é uma parte integral da Grécia. Mas sem democracia, a Europa será uma Europa sem identidade e sem uma bússula.

Eu convido a todos vocês a exibir a unidade nacional e a calma a fim de tomar as decisões corretas.

Para nós, para as futuras gerações, para a história dos gregos.

Para a soberania e dignidade de nossa Europa.

Aléxis Tsípras é o primeiro-ministro da Grécia desde 26 de Janeiro de 2015. É presidente do partido de esquerda Synaspismos (SYN) e o líder da Coligação da Esquerda Radical (SYRIZA).
Posted: 30 Jun 2015 02:05 PM PDT

O pastor será entrevistado em um dos programas da rádio após ser chamado de "explorador da fé alheia" por Ricardo Boechat


Por Redação*

A influência do pastor Silas Malafaia junto aos donos da Band surtiu efeito. O religioso conseguiu direito de resposta no caso envolvendo o jornalista Ricardo Boechat e será entrevistado na Band News.

Segundo o jornalista Lauro Jardim, da Veja, o pastor ainda participará de uma longa entrevista na rádio para poder mostrar seu ponto de vista.

Foi na Band News FM que Boechat acusou Malafaia de “tomar grana de fiel” além de chamá-lo de “idiota” e “explorador da fé alheia”. A confusão entre os dois se deu pelas acusações de Boechat aos líderes evangélicos dizendo que eles incitam os fiéis a odiarem quem frequenta cultos de matriz africana.

Malafaia pediu respeito pelo Twitter dizendo que o jornalista estava estimulando o ódio aos evangélicos, ao dizer que eles agridem pessoas de outras religiões. O que Boechat não sabia é que a mãe da garota de 11 anos que levou uma pedrada no Rio de Janeiro é membro da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

A troca de farpas entre Boechat e Malafaia foi um dos assuntos mais comentados semanas atrás e parece que não será esquecido tão cedo. Malafaia tem influência na Band, emissora onde Boechat trabalha, por locar espaços na programação.

*Com informações da Gospel Prime
Posted: 30 Jun 2015 02:45 PM PDT
Homicídio contra adolescentes cresceu 496% entre 1980 e 2013, diz estudo

Vítimas preferenciais dos homicídios são homens, negros e com baixa escolaridade; levantamento foi apresentado hoje em Brasília a deputados federais que devem votar nesta tarde proposta que reduz a maioridade penal de 18 a 16 anos

Por Rodrigo Gomes, da Rede Brasil Atual

A taxa de homicídio contra adolescentes de 16 e 17 anos aumentou 496,4% entre 1980 e 2013, segundo levantamento específico do Mapa da Violência, estudo realizado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso). Em 1980 ocorriam 9,1 homicídios para cada 100 mil habitantes, taxa que chegou a 54,1 em 2013. O valor é cinco vezes maior do que o considerado “tolerável” pela ONU (10 por cem mil) e coloca o Brasil em terceiro lugar no mundo nesse quesito, atrás apenas de México (55,8) e El Salvador (95,6).

Em números absolutos, o país foi de 509 homicídios contra adolescentes dessa faixa etária, em 1980, para 1.583 em 1.990, depois 2.719 em 2.000, e 3.033 em 2.010. De acordo com o último dado disponível, de 2013, o montante chegou a 3.749 assassinatos, equivalente a dez adolescentes de 16 e 17 anos mortos por dia. E também a 46% do total de óbitos de adolescentes em 2013.

No mesmo ano, foram assassinados 703 adolescentes brancos. O que resulta em uma proporção de três negros mortos para cada branco.

A pior taxa do país é no estado de Alagoas, onde chega a 147 jovens assassinados por cem mil habitantes. Em seguida vem o Espírito Santo, com taxa de 140. As menores taxas são de Tocantins (13,8) e de Santa Catarina (17,1).

O número de mortes por homicídio, nesta faixa etária, é superior a todas as demais causas externas: acidentes, suicídio etc. E supera até mesmo aquelas oriundas de causas naturais. A taxa de mortalidade por causas naturais entre adolescentes de 16 e 17 anos foi 29 e 32,6, respectivamente, para cada 100 mil, em 2013. No caso dos assassinatos foi de 42,7 e 63,4, respectivamente.

As vítimas preferenciais dos homicídios são homens (93%). E negros. Em 2013, 73% dos homicídios foram praticados contra essa parcela da população adolescente com 16 ou 17 anos. A maior parte 83,7% não tinha completado o ensino fundamental. Número semelhante ao dos adolescentes internados em centros de medida socioeducativa que também são, na maioria, negros (66%), com baixa escolaridade (59,9% com ensino fundamental incompleto) e extremamente pobres (60%).

A maioria dos assassinatos é cometida com uso de armas de fogo. Que diz respeito a outra mudança em discussão no Congresso Nacional: a revogação do Estatuto do Desarmamento. O crime foi praticado com arma de fogo em 81,9% dos casos com adolescentes de 16 anos e em 84,1% dos homicídios daqueles com 17 anos.

O Mapa da Violência com dados dos adolescentes foi divulgado ontem (29) e apresentado hoje (30), em Brasília, a deputados federais que devem votar nesta tarde a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171, de 1993, que reduz a idade penal de 18 para 16 anos. A iniciativa partiu dos conselhos Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), da Juventude (Conjuve) e de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR).
Posted: 30 Jun 2015 02:44 PM PDT
Dilma promete recuperar 12 milhões de hectares de florestas até 2030

Durante visita à Casa Branca, presidenta fechou acordo com Barack Obama para amenizar as causas de mudanças climáticas no mundo; compromisso prevê elevação de 20% de participação de fontes renováveis nas matrizes energéticas de Brasil e EUA

Por Redação*

Nesta terça-feira (30), em Washington, a presidenta Dilma Rousseff prometeu recuperar 12 milhões de hectares de florestas até 2030, além de implantar políticas para zerar o desmatamento ilegal no Brasil. As medidas integram um acordo bilateral fechado com os EUA para reduzir as causas de mudanças climáticas no mundo, e que prevê ainda que os dois países elevem em 20% a participação de fontes renováveis em sua matriz energética (desconsiderando as hidrelétricas).

No documento que sela o acordo, os presidentes reconhecem a necessidade de acelerar a utilização de energia renovável para impulsionar as economias e propõem a adoção de “ações ambiciosas”. Dilma e Obama também firmaram o compromisso de trabalhar para facilitar um acordo na Conferência de Paris sobre Mudança do Clima, que será realizada no final deste ano na França.

Os chefes de Estado lançaram, ainda, uma Iniciativa Conjunta sobre Mudança do Clima, que será implementada por meio de um novo grupo de trabalho. O objetivo é ampliar a cooperação bilateral em questões relacionadas ao uso da terra e da energia limpa, bem como diálogos políticos sobre a questão climática nacional e internacional.

Dilma foi ao encontro na Casa Branca acompanhada dos ministros Joaquim Levy (Fazenda), Armando Monteiro (Desenvolvimento), Kátia Abreu (Agricultura), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia).

*Com informações da Agência Brasil, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e Revista Fórum
Posted: 30 Jun 2015 01:57 PM PDT
A Grécia põe na mesa a carta da democracia

Chantageado pelos credores, governo convoca plebiscito sobre “ajuste” imposto ao país. Oligarquia financeira vacila. O que a atitude representa, em termos globais

Por Antonio Martins, do Outras Palavras

“A revolução não será televisionada”, lembra um documentário de enorme repercussão na década passada. Em certas ocasiões, os grandes impasses históricos desenvolvem-se diante dos nossos olhos – e o velho jornalismo tornou-se incapaz de narrá-los. Um deles começou a se desenrolar na manhã deste sábado (27/6) e vai se estender até 5 de Julho. Tem como protagonista o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, eleito no início do ano por um partido-movimento organizado em rede e partidário de uma nova ordem internacional. Pressionado pelos credores do país, que querem impor redução de direitos sociais para rolar uma dívida financeira, o primeiro-ministro da Grécia convocou, em pronunciamento pela TV, um plebiscito sobre a proposta. Considerou que ela equivale a um “ultimato”, uma “tentativa de humilhar o povo grego”. Disse esperar dos eleitores “um grande não”. Lembrou que passava a palavra a eles por considerar a democracia “um valor supremo da sociedade grega”.

A consulta popular, um recurso essencial da política, foi considerada um tapa na cara pelos demais governantes dos países da zona do euro – todos implicados em políticas de “austeridade”. “Estou muito desapontado”, afirmou Jeroen Dijsselbloem, o membro do Partido Trabalhista Holandês (supostamente de centro-esquerda) que preside o chamado “eurogrupo”. Ainda no sábado, reunido em Bruxelas, o órgão respondeu à convocação democrática com uma demonstração de força bruta. A proposta de Atenas, que pedia adiar a decisão sobre a rolagem da dívida por apenas sete dias – até que se conhecesse a opinião popular –, foi rechaçada.

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu não manter as linhas de crédito automáticas que normalmente oferece aos bancos de todo o continente. A consequência imediata, todos sabiam, seria o início de uma crise bancária na Grécia – cidadãos correndo aos caixas para retirar seus depósitos, sem poder fazê-lo. Tsipras não se intimidou. Em novo pronunciamento aos gregos, anunciou um feriado bancário de sete dias (até a apuração dos votos do plebiscito). A medida tem conteúdo igualitário. No período, as retiradas de dinheiro ficarão limitadas a 60 euros por dia, seja qual for o volume depositado em cada conta bancária. Estão suspensas, além disso, as transferências de recursos ao exterior.

A ousadia de Tsipras provocou uma reviravolta. O poder econômico dos gregos é ínfimo, diante dos tecnocratas da União Europeia (UE) – mas a convocação do plebiscito é um tapa democrático sobre um tabuleiro viciado. Nesta segunda-feira, os mercados financeiros europeus abriram em meio a uma incerteza próxima do pânico. As ações estão caindo fortemente, nas bolsas de valores de Londres, Frankfurt, Paris e Amsterdam, as mais importantes do continente. As ações mais desvalorizadas são as dos maiores bancos europeus. O secretário de Finanças dos EUA, Jacob Lew, achou prudente intervir, erecomendar cautela aos governantes do “Velho Continente” empenhados em pressionar Atenas. Há semanas, ele havia advertido: ninguém sabe se o sistema financeiro internacional, ainda envolto em crise, suportará o impacto de um trauma como o de uma eventual expulsão da Grécia do euro..

Nos próximos sete dias, estará em jogo muito mais que uma disputa entre Atenas e Bruxelas. As sociedades têm o direito de construir coletivamente seu futuro? Ou devem curvar-se ao que Marx chamou, de modo sarcástico, de “as águas gélidas do cálculo econômico”? Num tempo em que a “aristocracia financeira” – nova classe global de super-ricos – parece cada vez mais forte e insensível aos velhos valores civilizatórios, será possível encontrar uma brecha em seu sistema de dominação?

* * *

Ao contrário do que tentam fazer crer as manchetes dos jornais de hoje, o está em jogo na disputa entre a Grécia e seus credores muito mais que uma querela econômica e técnica. Do ponto de vista financeiro, a crise grega poderia ser resolvida sem sobressalto algum. Desde 2010, a UE emprestou à Grécia algo como 316 bilhões de dólares. As duas linhas de crédito que precisam ser renovadas nas próximas semanas – 1,8 bilhão de dólares junto ao FMI, mais 7,5 bilhões de euros ao BCE – perfazem apenas 3% deste total. Se as negociações se arrastam há cinco meses é porque está em jogo muito mais que uma ninharia percentual.

Por trás dos números, cada parte tenta validar seus projetos de longo prazo para as sociedades e sua relação com as finanças. Quando evitaram que o Tesouro grego quebrasse, há cinco anos, seus credores, reunidos na chamada troika (BCE, Fundo Monetário Internacional-FMI e Comissão Europeia-CE), impuseram, como condição, um ataque rude aos direitos sociais dos gregos, aos serviços públicos e à soberania do país sobre si mesmo. Os acordos entre as duas partes foram estabelecidos em dois documentos, conhecidos como “Memorandos” (1 2). Produziram políticas que elevaram o desemprego a quase 30% (60% entre os jovens), privatizaram em massa – de portos a redes de infraestrutura a parques públicos e sítios arqueológicos –, ampliaram a carga de impostos (tornando-a, ao mesmo tempo, mais injusta) e reduziram, até mesmo em termos nominais, o salário mínimo e as aposentadorias.

O projeto de unidade europeia construído pacientemente a partir doTratado de Roma (1957), nas décadas de capitalismo keynesiano, implicava difundir o modelo do Estado de Bem-estar Social. Mas após a crise de 2008, a Europa reduziu-se ao continente daregressão de direitos e aumento da desigualdade O dinheiro destinado ao governo grego jamais produziu benefício coletivo algum: retornou integralmente aos bancos privados a quem o país devia. O movimento foi chamado de “austeridade” – um termo enganoso e interesseiro. Oculta o fato de que os lucros e salários dos banqueiros e demais membros da aristocracia financeira recuperaram-se e voltaram aos patamares nababescos de antes da crise – enquanto, nas ruas, multiplicam-se os sem-teto e os que se alimentam da sopa dos pobres.

A emergência do Syriza, o partido-movimento a que pertence Alexis Tsipras, desmontou a trama, ao jogar luz sobre ela. No país europeu mais atingido pelas “novas” políticas, o grupo chegou ao governo em janeiro. Embora ligados ao pensamento anti e pós-capitalista, seus membros apresentaram um programa moderado e realista, que se apoia em quatro pilares – todos de natureza social-democrata: a) enfrentar a crise humanitária; b) reativar a economia, com Justiça Fiscal; c) um Plano Nacional de Retomada do Emprego; d) Reforma Política para aprofundar a democracia. Embora contido, o projeto é claro: os eleitores gregos votaram numa proposta que exige a revisão dos “Memorandos” firmados com a troika.

Para surpresa de muitos, a oligarquia financeira recusou-se ao diálogo efetivo, mesmo diante desta proposta conciliadora. Em fevereiro, poucas semanas depois de assumir o governo, o Syriza enfrentou a primeira bateria de negociações com a troika. Oresultado foi uma espécie de empate. Para postergar, por quatro meses, o vencimento de dois empréstimos, os gregos recuaram de medidas como a reversão das privatizações. Pela primeira vez em cinco anos, no entanto, a resistência de Atenas impediu que o governo fosse obrigado a anunciar novos cortes de direitos. Este fato provocou um primeiro desconforto, num cenário político europeu marcado pelo conservadorismo. Governos como os da Espanha, Portugal e Irlanda constrangeram-se diante de um desfecho que mostrou, para seus próprios eleitores, que poderia valer a pena resistir.

Em junho, quando este acordo provisório expirou e as negociações foram retomadas, atroika voltou com sangue nos olhos. Inspirando-se em medida semelhante oferecida à Alemanha, em 1953, Atenas reivindica uma redução na dívida, para que seja possível melhoras as condições de vida da população e relançar a economia. Os credores não se limitam a repelir a proposta. Exigem que o Syriza traia seu programa e se desmoralize. Não abrem mão de duas medidas emblemáticas, pela enorme repercussão política que teriam junto aos gregos: nova redução no valor nominal das aposentadorias (a terceira, em cinco anos) e aumento dos impostos indiretos – os mais injustos e os que são sentidos mais imediatamente pela população.

Desde meados de junho, o eurogrupo viu-se imerso numa bateria frenética de negociações. Além das reuniões entre chefes de Estado, os ministros de Finanças foram convocados a Bruxelas cinco vezes, nos últimos dez dias. Atenas chegou a lançar propostas aparentemente conciliadoras, para tensionar o discurso dos credores. Sugeriu, por exemplo, que o “ajuste fiscal” reivindicado pela troika poderia ser feito tributando os mais ricos. Não houve o menor sinal de recuo. No sábado, quando todas as possibilidades de negociação se esgotaram, Tsipras colocou na mesa a carta do plebiscito – aprovado pelo Parlamento em sessão de emergência, um dia depois. Agora, as propostas da troika terão de ser feitas a todo o povo grego, que se pronunciará no próximo domingo. Mas quais as condições concretas para continuar resistindo?

* * *

Na era da ultra-mercantilização, nada mais eficaz, para submeter um Estado ou sociedade rebelada, que o fantasma de uma crise bancária. Em 11 de fevereiro, apenas quinze dias após a posse de Alexis Tsipras em Atenas, o Banco Central Europeu agiu conscientemente para evocar uma destas crises na Grécia. Numa decisão casuística, eledecidiu excluir o país do mecanismo de assistência automática que oferece aos bancos da eurozona, quando enfrentam dificuldades momentâneas de liquidez. Desde então, o auxílio aos bancos gregos precisa ser autorizado, caso a caso, pelos dirigentes do próprio BCE. Quem reconheceu o viés político da decisão foi a revista Economist,insuspeita de qualquer simpatia pelo Syriza: “foi um tiro de advertência disparado contra o novo governo”, admitiu ela.

Inserida na zona do euro, a Grécia abriu mão do poder de emitir moeda. E, sociedade dividida em classes, passou a sofrer, também desde a chegada do Syriza ao poder, a pressão das elites, interessadas em fazer todo o possível a mudanças no status-quo. A partir de janeiro, os bancos vivem um processo de retiradas predatórias – e cada vez mais maciças – de dinheiro, feitas pelos mais ricos. Já em fevereiro, o montante total dos depósitos havia caído para 140,5 bilhões de euros, o mais baixo em dez anos, desde a criação da moeda única europeia.

O movimento intensificou-se desde então e se converteu em bola de neve à medida em que os credores endureceram as condições para um acordo. Os saques subiram a € 300 milhões diários na semana entre 13 e 20 de junho e a € bi a cada 24 horas, desde então. No último fim de semana, antes de o governo estabelecer um limite diário equânime para as retiradas, havia longas filas diante dos caixas eletrônicos. Temeu-se pelo pior: além de não haver mais dinheiro nos bancos, surgiu o risco de faltarem recursos para pagar, na virada do mês, os aposentados e pensionistas… O New York Times não deixou de captar as possíveis consequências políticas. Na Argentina, uma crise bancária que eclodiu em janeiro de 2001 derrubou três presidentes em cinco dias. Houve quem especulasse: a União Europeia estará tramando uma mudança de regimeem Atenas?

É possível, porém, que estas especulações não levem em conta outro aspecto, de sentido contrário. Caso a ruptura se consume, e impeça Atenas de saldar também seus compromissos internacionais, qual será o impacto sobre os mercados financeiros internacionais? O pensamento convencional prevê repercussão limitada. O PIB anual da Grécia, de € 242 bilhões equivale a apenas 1,34% do europeu. Os grandes bancos do Velho Continente já teriam “precificado” o risco de uma retirada grega da zona do euro (a “Greek Exit”, ou “Grexit”) – ou seja, teriam feito provisões para absorver os eventuais prejuízos.

Mas talvez valha a pena ouvir duas opiniões ilustres e divergentes. No final de maio, o secretário de Tesouro dos EUA, Jacob Lew, advertiu seus colegas do G7 sobre as consequências – a seu ver desconhecidas da possível “grexit”. “Só sabemos ao certo que estamos aumentando os riscos de um acidente [financeiro] quando deixamos de agir até que chegue o próximo prazo fatal”, disse ele. Um dia depois, Paul Krugman, Prêmio Nobel de Economia, foi além. “Mesmo no curto prazo, as salvaguardas financeiras de uma saída grega nunca foram tesstadas e poderiam perfeitamente falhar. Além disso, a Grécia, goste-se ou não, é parte da União Europeia e seus problemas iriam se esparramar pelos demais países do grupo, mesmo se a barreira financeira aguentar”, escreveu ele – que enxerga nos governantes europeus atuais a mesma tendência à alienação e cegueira política que levou à I Guerra Mundial.

* * *

Indiferentes até ontem à crise grega, os velhos jornais brasileiros abrem hoje suas manchetes para ela. A descoberta do assunto é bem-vinda, mas em todos os textos sobressai uma distorção. A crise é tratada apenas em seu lado dramático. Destacam-se os limites aos saques nos bancos, as filas quilométricas, os temores dos aposentados. É como se estivéssemos diante de uma fatalidade trágica: os gregos desobedeceram os deuses, os mercados – agora, assistiremos ao castigo.

Nesta cobertura invertida, o que não se menciona, ou se subestima, é precisamente o fato novo, a notícia. Tsipras e o Syriza convocaram um plebiscito. A sociedade será ouvida, ao invés de convidada a submeter-se (como no Brasil do “ajuste fiscal”) a políticas apresentadas como tão inevitáveis como os terremotos ou as grandes secas ou os terremotos. Abriu-se, subitamente, uma brecha na ditadura financeira.

Saberemos aproveitá-la? Os próximos sete dias serão decisivos. O gesto de Tsipras agrega uma nova incógnita à equação, num mundo marcado por imensos riscos e oportunidades. E se as populações da Espanha, Portugal ou Irlanda – para não falar dos outros países europeus – exigirem também ser consultadas, sobre os programas impostos a seus países? E se o recém-fundado Banco dos BRICS oferecer a Atenas – amparando-se na imensa fartura das reservas monetárias chinesas – os recursos de que precisa para se livrar da crise? E se, no Brasil, alguém propuser um referendo sobre o “ajuste fiscal” também concebido para permitir elevação dos juros e enriquecimento ainda maior da aristocracia financeira?

Os dados estão lançados e o resultado final já não depende apenas do interesse dos mercados – mas das atitudes e posturas que tomaremos, coletiva e individualmente. Costumava-se dar a isso o nome de democracia.
Posted: 30 Jun 2015 01:55 PM PDT
Como as empreiteiras financiam o PSDB de São Paulo

As grandes empreiteiras envolvidas na Lava Jato são contratadas de grandes obras do governo paulista. Ao mesmo tempo, fizeram doações vultosas para campanhas eleitorais. Trata-se de um esquema de corrupção ou não? No fundo, repetem o mesmo padrão com todos os estados onde têm obras e com todos os políticos que possam ter alguma influência na dotação das obras

Por Luis Nassif e Patricia Faermann, do Jornal GGN

As grandes empreiteiras envolvidas na Lava Jato são contratadas de grandes obras do governo paulista. Ao mesmo tempo, fizeram doações vultosas para campanhas eleitorais. Trata-se de um esquema de corrupção ou não?

No fundo, repetem o mesmo padrão com todos os estados onde têm obras e com todos os políticos que possam ter alguma influência na dotação das obras.

Mesmo assim, os interrogatórios conduzidos pelos procuradores da Lava Jato focam especificamente as campanhas do PT, reforçando as suspeitas de que há um componente político direcionando as investigações.

Dois episódios são significativos das relações dos governadores paulistas com as empreiteiras.

Assim que assumiu o governo de São Paulo, em janeiro de 2011, Geraldo Alckmin convocou o Secretário de Transportes, Saulo de Castro Abreu, figura de estrita confiança, para anunciar a revisão dos contratos com as concessionárias de rodovias. Saulo alertou que a medida significaria uma redução de R$ 300 milhões no lucro da Autoban. O comunicado soou como um aviso para as concessionárias saberem com quem deveriam conversar dali por diante (leia mais em: O curioso jogo de Alckmin com as tarifas de pedágio).

O segundo episódio foi na campanha eleitoral de 2010, quando o operador Paulo Preto tornou-se suspeito de ter desviado recursos da campanha do PSDB. Em um primeiro momento, Serra alegou não conhecer Paulo Preto. Quando o operador ameaçou – com a frase “não se deixa um aliado ferido no campo de batalha” – Serra imediatamente voltou atrás. Mas nenhum inquérito foi aberto a respeito das suspeitas.

Atualmente, a CCR possui participação em diversos consórcios no setor de transportes. Estão na malha do grupo a Autoban, a NovaDutra, ViaLagos, RodoNorte, ViaOeste, RodoAnel, Renovias, ViaQuatro, Actua, Engelog, Controlar, EngelogTec, Barcas, SAMM, STP, Transolímpica, Ponte Rio-Niterói, Aeroporto Internacional de Quito, Aeroporto Internacional de San José e Aeroporto Internacional de Curaçao – empreendimentos que ultrapassam as fronteiras brasileiras. E os principais acionistas da CCR são os grupos Soares Penido (Serveng), Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Nas campanhas de 2010, a Andrade Gutierrez doou mais de R$ 16 milhões ao comitê nacional do PSDB, a Camargo Correa pouco mais de R$ 8 milhões ao caixa nacional do partido e R$ 3,15 milhões ao comitê de São Paulo do PSDB, e a Serveng doou R$ 1,7 milhão ao PSDB nacional e R$ 1,1 milhão ao comitê de São Paulo do partido.

Em 2014, a Andrade Gutierrez doou R$ 25,9 milhões ao PSDB nacional. Já a Serveng doou um total de R$ 3,25 milhões à Direção Estadual do PSDB em São Paulo.

Ontem (29), reportagem do Estado de S. Paulo anuncia um novo aumento nos pedágios: “Pedágios de SP vão subir até 8,47% a partir de quarta-feira, dia 1º”. As iniciativas privadas terão reajuste do IPCA acumulado com a diferença “perdida” dos anos que o governo de Alckmin não autorizou os aumentos, referente a 2013. No ano passado, o governador autorizou 5,29%, um pouco abaixo da inflação.

Depois de reeleito, o governador concede 8,47% de reajuste aos trechos Oeste e Sul do Rodoanel Mario Covas e as Rodovias D.Pedro I, Raposo Tavares, Marechal Rondon (Oeste e Leste) e Ayrton Senna/Carvalho Pinto. Também fará um reajuste de 4,11%, referente ao IGP­M, para 12 concessionárias: Autoban, Tebe, Vianorte, Intervias, Centrovias, Triângulo do Sol, Autovias, Renovias, ViaOeste, Colinas, SPVias e Ecovias.

A relação não é de datas recentes.

Em reportagem da Folha de agosto de 2006, concessionárias do serviço público das áreas de rodovias e telecomunicações burlaram a lei para realizar doações para as campanhas de 2002 e 2004. Apesar de não trazer discrimado quanto foi doado às direções nacional e estadual de São Paulo do PSDB, grandes e médias empreiteiras que detêm autorizações do Estado e da União para operar aparecem como doadoras oficiais de cerca de R$ 23 milhões de 2002 a 2006 a diversos partidos.

Em 2006, então candidato à Presidência, Alckmin se reuniu em São Paulo com 16 executivos de teles. O empresário João Dória Júnior, então colaborador da campanha tucana, chegou a falar da importância de contribuir para a candidatura do então governador. Como tratava-se de concessionárias, Dória recomendou que as doações fossem feitas por meio das controladoras ou dos fornecedores das teles. O caso das concessionárias que exploram pedágios em rodovias federais e estaduais é o financeiramente mais expressivo.

“O Grupo CCR domina 1.452 km de rodovias sob responsabilidade de seis concessionárias, comandado por empreiteiras como a Andrade Gutierrez e a Camargo Corrêa. Juntas, doaram R$ 2,7 milhões a candidatos diversos nas eleições de 2002″, publicou o jornal, na época.

Além dos consórcios envolvendo comunicações e concessionárias, com malhas de rodovias de São Paulo, as empreiteiras participam de outras obras, como a Linha 6-Laranja do Metrô, que teve a licitação vencida o consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão, UTC Participações e o fundo de Investimento Eco Realty.

A construtora Queiroz Galvão repassou R$ 4,1 milhões, a CR Almeida doou R$ 1 milhão e a construtora OAS R$ 860 mil ao comitê financeiro estadual para governador do PSDB. A Serveng, investigada pelo Cade, colaborou com R$ 2 milhões. Alckmin também recebeu R$ 500 mil da UTC, investigada na Lava Jato.

Os registros do TSE revelam, ainda, que mais da metade da campanha de 2014 do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi bancada por empresas investigadas por fraudes e formação de cartel em licitações do metrô de São Paulo e do Distrito Federal, conforme publicou o Uol, em setembro do ano passado.

Em nível federal, as mesmas que bancaram a campanha de Aécio Neves a presidência, em 2014. A direção nacional do PSDB recebeu R$ 6,2 milhões da OAS (R$ 5,7 milhões) e Queiroz Galvão (R$ 500 mil). No ranking, a UTC aparece como a quinta maior doadora do tucano, com um total de R$ 44,5 milhões repassados ao comitê financeiro para a Presidência do PSDB.

Os benefícios também foram estendidos a outros candidatos, no ano eleitoral de 2010, segundo as investigações da Operação Lava Jato. Apontado nos últimos vazamentos de delação de Ricardo Pessoa, da UTC, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) teria recebido oficialmente R$ 300 mil, e outros R$ 200 mil em dinheiro vivo da empreiteira. Em resposta, o senador disse que as transações foram legais, declaradas à Justiça.

Os dados podem ser confirmados no sistema de prestação de contas do TSE, com um repasse de R$ 200 mil e outro de R$ 100 mil:



Ainda em meio às investigações da Operação Lava Jato e do esquema de cartel do Metrô de São Paulo, o governador mantém as negociatas futuras. Em coluna da Monica Bergamo, em maio deste ano, a jornalista relata que Alckmin convidou alguns dos maiores empresários do Brasil para jantar na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes. “Entre eles estavam Marcelo Odebrecht, da empreiteira Odebrecht, e Jorge Gerdau, do grupo Gerdau. O jantar, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, contou ainda com a presença de Carlos Terepins, da construtora Even, Johnny Saad, do grupo Bandeirantes, Pedro Faria, da BRF, e João Doria Jr., do grupo Lide”, publicou.
Posted: 30 Jun 2015 01:54 PM PDT
MP-PR responsabiliza Beto Richa pelo massacre dos professores em Curitiba

Entre os requeridos da ação pública ajuizada pelo Ministério Público do Paraná está também o ex-secretário de Segurança Fernando Francischini; segundo órgão, houve excesso de força e gastos públicos indevidos

Por Redação*

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) ajuizou, na última segunda-feira (29), uma ação pública contra o governador Beto Richa (PSDB) por atos de improbidade administrativa. Ele foi apontado como um dos responsáveis pela operação policial realizada no dia 29 de abril, no Centro Cívico de Curitiba, quando mais de 200 pessoas ficaram feridas durante a ofensiva da PM contra professores e servidores públicos.

Além de Richa, foram considerados responsáveis pelo episódio o ex-secretário de Segurança Fernando Francischini, o ex-comandante da PM César Vinícius Kogut, o ex-subcomandante Nerino Mariano de Brito e o tenente-coronel Hudson Leôncio Teixeira – os dois últimos também servem à Polícia Militar também.

Entre as irregularidades indicadas pelo MP-PR, estão excesso de força e gastos indevidos. Segundo o Ministério Público de Contas, cerca de R$ 1 milhão foram mobilizados para arcar com os custos dos equipamentos utilizados na repressão aos manifestantes (como bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha, helicóptero etc) e das diárias dos PMs trazidos do interior do estado para participar da operação que contou, apenas em 29 de abril, com um efetivo de 1.682 agentes. Além disso, há os prejuízos aos patrimônio público, estimados pelo Ministério Público em R$ 5 milhões, já que muitas vítimas ainda acionam o Estado por meio da Justiça, solicitando indenizações por danos materiais e morais.

Ainda de acordo com o MP-PR, a ação civil protocolada na Justiça tem mais de 80 páginas, elaboradas a partir de 518 entrevistas. O próximo passo fica a cargo do juiz que recebê-la: se aceitá-la, pode pedir investigação judicial, em que os requeridos serão intimados a prestar depoimento e se defender, podendo ser condenados.

*Com informações do G1 e Blog do Tarso
Posted: 30 Jun 2015 01:52 PM PDT
Por que a redução da maioridade penal não deu certo em nenhum país do mundo?

“Nenhum país do mundo conseguiu provar que reduzir a maioridade penal reduz a violência e a criminalidade”. Pesquisadora lembra o caso da Alemanha, que testou a diminuição da maioridade, mas voltou atrás. Ela assegura: vamos provocar uma situação de mais violência

Por Pragmatismo Político

A série “Sobre Crimes e Castigos” é um projeto documental promovido pela Ponte Jornalismo que apresenta diversos pontos de vista sobre as contradições da proposta de redução da maioridade penal em pauta no Congresso Nacional.

Em um dos vídeos da série [assista outros abaixo], a socióloga Julita Lemgruber fala que uma redução da maioridade penal para 16 anos vai provocar mais violência e destaca que os adolescentes são responsáveis por um percentual ínfimo da criminalidade letal no Brasil. Ela lembra também o caso da Alemanha, que testou a medida e recuou.

“A Alemanha que tinha reduzido a maioridade penal para 16 anos, voltou para 18 anos, porque eles perceberam que essa estratégia não contribuiu para reduzir criminalidade. Ao contrário. o que a gente vai é provocar uma situação de mais violência.”

Julita Lemgruber é ex-diretora do sistema penitenciário do RJ, ex-ouvidora de polícia do mesmo Estado, socióloga, pesquisadora e coordenadora da campanha “Da proibição nasce o tráfico”.

Vídeo:

Outros vídeos:

Posted: 30 Jun 2015 01:50 PM PDT
Papa Francisco se reúne com movimentos populares na Bolívia

O encontro acontece no próximo dia 9 de julho e irá contar com mais de 1.500 representantes de diversos movimentos sociais de todo o mundo; o presidente boliviano, Evo Morales, e João Pedro Stedile, do MST, estarão entre os participantes

Por Redação*

O encontro entre o Papa Francisco e mais de 1.500 representantes de diversos movimentos populares do mundo está marcado para o próximo dia 9 de julho em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. O presidente do país, Evo Morales, e João Pedro Stedile, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), estarão presentes.

Entre os assuntos a serem abordados pelo grupo estão a questão da terra, da moradia e do trabalho. No primeiro encontro com os movimentos sociais, em outubro do ano passado, em Roma, Francisco defendeu a reforma agrária e criticou o modelo do agronegócio, ao ressaltar que “a reforma agrária é, além de uma necessidade política, uma obrigação moral”.

Na próxima edição, a ideia é que os participantes entreguem ao Papa uma carta com as medidas mais urgentes para que ele possa colocá-las na Assembleia das Nações Unidas de Nova Iorque e em outros foros internacionais.

*Com informações do MST
Posted: 30 Jun 2015 01:31 PM PDT


O Senado Federal pode votar hoje uma lei que significaria um grande retrocesso para a educação pública no Brasil

Por Redação

Se for aprovado o projeto de lei de autoria de José Serra (PSDB) que reduz a participação da Petrobras no pré-sal, corremos o risco de perdermos R$ 112 bilhões para a educação pública na próxima década.

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, fez um alerta importante sobre esse risco. Assista e compartilhe:

Posted: 30 Jun 2015 03:09 PM PDT
 Presidenta Dilma Rousseff durante reunião de trabalho com o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama. (Roberto Stuckert Filho/PR)

Em coletiva realizada na Casa Branca, repórter fez pergunta capciosa para Dilma e teve de ouvir Obama defende-la dizendo que o Brasil é uma potência mundial e não regional

Por Redação

A repórter Sandra Coutinho, da GloboNews, foi questionada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, durante coletiva de imprensa concedida por ele e pela presidenta Dilma Rousseff nesta terça-feira (30) na Casa Branca.

Coutinho acabara de fazer uma pergunta um tanto quanto maldosa a Dilma: “O Brasil se vê como um ator global e liderança no cenário mundial, mas os EUA nos veem como uma potência regional. Como você concilia essas duas visões?.” Foi então que Obama interveio. “Responderei em parte a pergunta que você acabou de fazer à presidenta. Não enxergamos o Brasil como uma potência regional, mas como uma potência global”, declarou.

O presidente norte-americano prosseguiu com a resposta, dizendo que o Brasil é uma economia importante e que será decisivo durante as negociações da Conferência do Clima, marcada para o fim do ano em Paris. Sem se aprofundar, afirmou ainda que os EUA “não atingirão sucesso” em temas como saúde global e contenção do terrorismo, por exemplo, sem a ajuda brasileira. “Todos os países importantes precisam estar envolvidos nesse processo, e nós consideramos o Brasil um parceiro indispensável nesses esforços”, finalizou.

Abaixo, é possível conferir a íntegra da coletiva (a pergunta de Coutinho se inicia em 1:04:00):



*Com informações da Revista Fórum e da Agência Internacional CNN
Posted: 30 Jun 2015 01:18 PM PDT

Em encontro entre Dilma e o presidente norte-americano, ela disse que o episódio envolvendo espionagem dos americanos ao governo brasileiro está superado, e que os países vivem uma condição diferente agora


Por Paulo Victor Chagas, da Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que encara o Brasil como um líder mundial, não apenas regional, e que as negociações globais sobre questões relevantes como economia, clima e combate ao terrorismo. Ao fazer um pronunciamento à imprensa ao lado da presidenta Dilma Rousseff, Obama afirmou que possui “plena confiança” e que tem tido um “excelente relacionamento” desde que ela tomou posse.

Após anunciarem o acordo bilateral entre Estados Unidos e Brasil em que se comprometem com maior participação de fontes renováveis em suas matrizes energéticas, os dois presidentes respondiam a perguntas de jornalistas, quando a questão foi dirigida à presidenta. A dúvida era como conciliar as visões de que o Brasil se vê como líder mundial, enquanto os EUA veem o país como um cenário regional. Na sua vez de responder, Obama fez questão de mencionar o assunto, dizendo que o Brasil é uma “potência mundial importante”.

“Nós encaramos Brasil como um poder mundial, não regional. Em termos de fórum econômico para coordenar relações e negociações, como o G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), por exemplo, o Brasil tem uma voz muito forte. A questão da mudança do clima só pode ser bem-sucedida se o Brasil liderar. Isso é indicação da liderança mundial do Brasil”, adiantou-se o presidente norte-americano.

Em sua vez, Dilma Rousseff voltou a mencionar as semelhanças entre os dois países, e disse que assim como os EUA superaram a crise econômica iniciada em 2008 e 2009, o Brasil também vai “superar os efeitos que recaem agora sobre ele”.

De acordo com Obama, os EUA precisam de parceiros se quiserem sucesso também em questões como erradicação da miséria, luta contra pobreza extrema do mundo, e o Brasil é um deles. “Como eu disse ontem à Dilma, os Estados Unidos, por mais poderosos que sejam, interessados como somos em resolver uma gama enorme de questões mundiais, não podemos fazer isso sozinhos.”

A presidenta também respondeu a pergunta sobre o aparato de segurança, a ser montado pelo Brasil, nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Ela disse ter certeza de que o país terá todas as condições de garantir segurança nos jogos, a exemplo do que ocorreu na Copa do Mundo em 2014. “Nós levamos muito a sério a questão da segurança em grandes eventos. Temos experiência nessa área. No ano passado organizamos a Copa não apenas em uma cidade. Criando sistema efetivo de controle através dos centros operação de monitoramento controle, tanto o deslocamento de esportistas quanto de autoridades, acompanhamos todos asseguramos toda segurança.”

Ao mencionar o cancelamento da viagem que faz nesta semana, e que estava marcada para 2013, quando vieram à tona denúncias de espionagem de cidadãos e autoridades brasileiras pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês), Dilma disse que “de lá pra cá algumas coisas mudaram”. “O fato de que Obama e os Estados Unidos terem declarado em outras oportunidades que não haveria mais atos que seriam de intrusão em países amigos. Acredito em Obama, e ele me disse que se fosse o caso de ele precisar de alguma informação não pública sobre o Brasil, ele me telefonaria. Tenho certeza que as condições passaram a ser bastante diferentes agora”, declarou.

Acordos bilaterais

Dilma e Obama anunciaram a inclusão de cidadãos brasileiros no programa Global Entry, que facilita a entrada de quem viaja com frequência aos Estados Unidos. O anúncio foi feito durante declaração conjunta à imprensa, após reunião de trabalho entre os dois presidentes.

No Global Entry, o viajante não precisa passar pelas filas de imigração, apenas passa o passaporte em leitor eletrônico ao desembarcar nos EUA. A medida deverá beneficiar viajantes frequentes, sem validade para turistas eventuais.

A presidenta brasileira disse que a recuperação da economia dos Estados Unidos é importante para as economias do Brasil e do mundo e quer aproveitar o cenário para ampliar o fluxo de comércio e investimentos entre os dois países.

“Queremos ampliar e diversificar nossas trocas, nosso desafio é dobrar a corrente de comércio em uma década. O objetivo é construir condições para um relacionamento comercial ambicioso entre o Brasil e os Estados Unidos. Para isso, no curto prazo, devemos remover os obstáculos não-tarifários existentes para bens industriais e agrícolas, devemos reduzir a burocracia, as complicadas autorizações e outras restrições, ao mesmo tempo em que gostaríamos que fosse reconhecida a qualidade dos processos produtivos do Brasil”, listou.

Dilma destacou a nova etapa do programa de concessões e disse que espera participação de investidores norte-americanos nas licitações de obras de infraestrutura do Brasil incluídas no pacote.

Obama e Dilma também assinaram um compromisso para ampliar a participação de energia renovável na matriz energética dos dois países até 2030, para contribuir com a redução das emissões de gases de efeito estufa, que agravam as mudanças climáticas.

“Essa decisão tem muito a ver com perspectivas e nossa participação em um acordo global de redução de emissões, para que a gente consiga de fato concretizar esse acordo na Conferência do Clima em Paris [em dezembro deste ano]”, avaliou Dilma.

A presidenta acrescentou os esforços do Brasil para reduzir o desmatamento e disse que a meta é zerar a derrubada ilegal no país até 2030. “Também queremos virar a página e passar a ter uma política clara de reflorestamento. É importantíssimo para o Brasil, tem a ver com compromisso próprio que assumimos no Código Florestal”, acrescentou.

Cuba

Dilma e Obama também comentaram a reaproximação entre os Estados Unidos e Cuba. Obama agradeceu o apoio de Dilma e do Brasil no processo e nas negociações para a abertura de embaixadas em Havana e Washington.

Segundo Dilma, a retomada de relações entre os Estados Unidos e Cuba marca “o fim da Guerra Fria” e um novo patamar de relacionamento dos norte-americanos com toda a América Latina.

Dilma reiterou o convite para que Obama venha ao Brasil em 2016 para os Jogos Olímpicos do Rio. O norte-americano agradeceu o convite e brincou que, caso venha ao Rio, não poderá usar em público uma camiseta do Brasil, presente de Dilma, para não entrar em conflito com seus compatriotas.
Posted: 30 Jun 2015 01:34 PM PDT
Posted: 30 Jun 2015 10:43 AM PDT

Viajar de automóvel pelo estado está 8,5% mais caro nos pedágios de rodovias que cortam região metropolitana; na Anchieta/Imigrante valor se aproxima de R$ 23

Por Redação

Transitar de carro, caminhões ou ônibus pela região metropolitana de São Paulo e seus principais acessos vai ficar mais caro esta semana, com o aumento da tarifa de pedágio em até 8,47% a partir de quarta-feira (1º de julho) nos trechos Oeste e Sul do Rodoanel, rodovias Dom Pedro 1º, Raposo Tavares, Marechal Rondon Oeste e Leste, e Ayrton Senna/Carvalho Pinto.

São Paulo detém o pedágio mais caro do país no Sistema Anchieta/Imigrantes, onde o valor passará de R$ 22 para R$ 22,90.

O reajuste foi anunciado pela agência reguladora estadual (Artesp) e representa o repasse integral da inflação oficial acumulada entre junho do ano passado e maio de 2015, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Os novos preços valem para 143 praças de pedágios distribuídas em um total de 6,5 mil quilômetros (km) de estradas de todo o estado. Mas, nas demais, o aumento será menor (4,11%), por ser vinculado a outro indicador, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).

São elas: Autoban (Anhanguera-Bandeirantes), Tebe (SP-326, SP-351, SP-323), Vianorte (SP-325, Anel Viário de Ribeirão Preto), Intervias (Laércio Côrte), Centrovias (Washington Luís), Triângulo do Sol (SP-333, SP-310 e SP-326), Autovias (Antônio Machado SantAnna), Renovias (SP-215, SP-340), ViaOeste (Castelo Branco), Colinas (SP-075 e SP-127), SPVias (Francisco Alves Negrão) e Ecovias (Anchieta/ Imigrantes).

Queda federal - Em nível federal, os últimos leilões de trechos de rodovias do Programa de Investimentos em Logística (PIL), como o da Ponte Rio-Niterói, em março, registram queda acentuada no valor médio do pedágio, de R$ 10,40 no período Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) para R$ 3,50, no governo Dilma Rousseff (2011-2014).

A comparação revela custo quase 67% menor nos pedágios federais recém autorizados ou um terço do que era 13 atrás. Um viajante que gastasse naquele período R$ 2 mil mensais em pedágios, gastaria hoje cerca de R$ 660,00, economia de R$ 1.340,00 ao mês, valor suficiente para comprar um carro popular novo a cada 20 meses.
Posted: 30 Jun 2015 10:38 AM PDT
Deutschland Merkel und Gabriel PK im Bundeskanzleramt zur Griechenland-Krise

Chanceler federal alemã defende valores europeus e diz que não se pode abandonar a busca por um acordo com Atenas. "Precisamos promover mais e mais a habilidade de chegar a um consenso", afirma.

Por Redação

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, afirmou nesta segunda-feira (19/06) que ainda é necessário buscar um consenso em relação à crise da Grécia, enquanto uma possível saída do país da zona do euro abala mercados financeiros em todo o mundo.

"Se perdermos a habilidade de chegar a um consenso, a Europa estará perdida. É nesse sentido que a frase que já venho dizendo com frequência deve ser entendida: se o euro fracassar, a Europa fracassa", afirmou Merkel durante um congresso de seu partido, a União Democrata Cristã (CDU), em Berlim.

A chanceler afirmou ser necessário lutar pela defesa dos princípios da União Europeia, que segundo ela poderá ter sua imagem abalada com a atual crise grega. Merkel alertou sobre os riscos para o bloco europeu, afirmando que uma extensão a curto prazo do resgate financeiro à Grécia poderia trazer danos a médio e longo prazo.

"Isso pode nos prejudicar ao ponto que poderíamos deixar de ser relevante para o mundo e nossa unidade poderia desaparecer", disse a chanceler, antes de participar de uma reunião de emergência no Parlamento para discutir a crise. "É por isso que precisamos promover mais e mais a habilidade de chegar a um consenso, assim como os princípios da Europa."

Em pronunciamento à nação no domingo, o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras afirmou que pedirá uma extensão de curto prazo do resgate financeiro ao país para além do dia 30 de junho, quando expira o prazo para o pagamento de 1,6 bilhão de euros devidos pela Grécia ao FMI.

Crise abala mercados financeiros

No domingo, o governo de Atenas ordenou o fechamento dos bancos do país até o dia 7 de julho, em uma tentativa de evitar o colapso financeiro. O mercado de ações do país também permanecerá fechado durante esse período.

O banco central da Grécia recomendou no domingo a imposição de controles financeiros após o Banco Central Europeu (BCE) decidir não ampliar o volume de financiamento de emergência disponibilizado aos bancos do país.

As ações nas bolsas de valores da Europa e da Ásia despencaram nesta segunda-feira, após o anúncio das medidas tomadas pelo governo grego.

O porta-voz de Angela Merkel, Steffen Seibert, afirmou que o contato entre o governo alemão e Atenas continua aberto, e que a chanceler está preparada para manter conversações com Tsipras a qualquer momento.

O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schläuble, também está aberto a conversações com seu colega grego, segundo afirmou um porta-voz de seu ministério. [Dw]
Posted: 30 Jun 2015 10:34 AM PDT

De acordo com o dono da UTC, ex-presidente da Força Sindical recebeu doação no valor de R$ 500 mil, em 2012, quando concorria à prefeitura de São Paulo

Por Redação

O dono da UTC, Ricardo Pessoa, informou, em delação premiada na Operação Lava Jato, ter feito doações eleitorais ao ex-presidente da Força Sindical e deputado Paulinho da Força (SD-SP) para evitar greves de trabalhadores em suas empresas.

A delação premiada de Ricardo Pessoa foi homologada na última quinta-feira (25), pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o delator, a doação a Paulinho da Força, no valor de R$ 500 mil, foi feita nas eleições de 2012. Na época, o agoa deputado concorria à prefeitura de São Paulo.

Além disso, Pessoa informou, de acordo com matéria do jornal “Folha de S. Paulo” publicada nesta terça-feira (30), que a doação à Paulinho foi motivada pelas obras da usina de São Manoel, na divisa entre Pará e Mato Grosso.

Paulinho da Força foi aliado de Aécio Neves (PSDB) durante a campanha à Presidência, em 2014. Durante o evento em comemoração ao Dia do Trabalhador, no último ano, o deputado partiu para o ataque e criticou fortemente a presidenta Dilma Rousseff.

“O governo que deveria dar exemplo está atolado na corrupção. Se fizer o que a presidente Dilma falou ontem, quem vai parar na Papuda é ela”, disse.

Além disso, o deputado do Solidariedade participou, deste ano, de movimento golpista contra a presidenta. Ele foi responsável por fazer uma consulta popular para saber quem apoiaria um suposto impeachment de Dilma
Posted: 30 Jun 2015 02:06 PM PDT


Veto ao fator previdenciário e o fim da reeleição são exemplos da mudança de pauta da oposição, que tem como único objetivo desestabilizar o governo e, com isso, prejudica o País

Por Danielle Cambraia

O PSDB tem feitos escolhas no Congresso Nacional que saem da pauta defendida há anos pela legenda apenas com o objetivo de atacar e tentar desestabilizar o governo. Prova disso é o veto ao fator previdenciário e a reeleição, criados durante o governo Fernando Henrique, e a aprovação de estender a regra do reajuste do salário mínimo aos aposentados.

Para o líder do PT na Câmara, Sibá Machado, a oposição tem agido de maneira desesperadora e irresponsável ao querer simplesmente atacar o governo, sem antes pensar nas consequências das iniciativas.

“No momento em que estamos precisando equilibrar as contas do país, a oposição passa a ser contra apenas para contra-atacar uma disputa política que não cabe no país neste momento. O veto ao fator previdenciário pode quebrar a previdência”, afirma.

O deputado ressalta que o Partido dos Trabalhadores está agindo de acordo com as centrais sindicais e com a sociedade, mas a oposição pensa apenas em “criar factoides e destruir o país”.

“O que eles fazem não é oposição, é tentativa de tomar o poder a qualquer custo”, completa.

A possibilidade de reeleição foi criada em 1997, no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), que foi o primeiro a se beneficiar com a lei. Já o fator previdenciário, cálculo que incentiva o contribuinte a trabalhar por mais tempo, entrou em vigor no ano de 2000 e também foi proposto pelo PSDB.

Ao contrário de minimizar as perdas, o PSDB incentiva o aumento dos gastos quando vetou o fator previdenciário. O próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou a postura do partido em uma entrevista ao jornal “Estadão”.

“Acabar com o fator previdenciário agrava a situação fiscal e, a médio prazo, o custo disso cairá no bolso do povo. O PSDB votar como votou abala seu prestígio, embora em camadas de menor peso eleitoral”, afirmou.
Posted: 30 Jun 2015 10:26 AM PDT


Em entrevista à Mônica Bergamo, a atriz ainda afirmou que não quer causar ódio e voltou a sair em defesa da inclusão social

Por Redação

A atriz Marieta Severo, que rebateu o pessimismo de Fausto Silva no domingo (28), afirmou, em entrevista à colunista do jornal “Folha de S. Paulo”, que não quer “causar ódio”.

“Democracia é isso. Ele deu a opinião dele de uma forma que eu não poderia concordar, porque não concordo. Aí simplesmente coloquei o meu otimismo de que as coisas serão resolvidas”, explicou a atriz.

Ao participar, ao vivo, do programa dominical, Marieta discordou da posição de Faustão, que afirmou que o Brasil seria o “país da desesperança”. A atriz reforçou que não concorda com a afirmação do colega.

“Foi uma resposta à maneira como ele falou, de que é um momento de desesperança, que a única coisa organizada no Brasil é o crime. Eu não concordo”, disse.

“Estamos num momento muito difícil sim, com problemas na política, no governo, na economia. Não sou cega nem uma otimista tola. Mas já vivemos muitas crises e vamos sair de mais uma”, completou.

Marieta voltou a afirmar que a inclusão social é importante e que, para ela, “conta”. “Não saí em defesa. Só não saí querendo atacar tudo”, afirmou.

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04/01/23 - COMUNICAÇÃO

 AMIG@S UMA HERPES ZOSTER  ME ATACOU . ESPERO VOLTAR EM BREVE. FELIZ 2023 ABRAÇOS, ABELHA